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Manuel Castells, sobre os indignados brasileiros

Confronto de manifestante que ataca a prefeitura e guarda municipal de SP - foto via Folhapress

vinheta-destaque-forte1. Sociólogo espanhol, Manuel Castells esteve no Fronteiras do Pensamento 2013 para a conferência Redes de indignação e esperança. No preciso momento de sua fala no Teatro Geo (11/06), a Avenida Paulista era espaço de tensão entre a polícia militar e os manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus. Questionado pelo público sobre o que estava acontecendo na cidade, Manuel Castells respondeu:

2. Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí.

3. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.

4. Então, quando há qualquer pretexto que possa unir uma reação coletiva, concentram-se todos os demais. É daí que surge a indicação de todos os motivos – o que cada pessoa sente a respeito da forma com que a sociedade em geral, sobretudo representada pelas instituições políticas, trata os cidadãos. Junto a isso, há algo a mais. Quando falo do espaço público, é o espaço em que se reúne o público, claro. Mas, atualmente, esse espaço é o físico, o urbano, e também o da internet, o ciberespaço. É a conjunção de ambos que cria o espaço autônomo. Porém, o espaço físico é extremamente importante, porque a capacidade do contato pessoal na grande metrópole está sendo negada constantemente. Há uma destituição sistemática do espaço público da cidade, que está sendo convertido em espaço privado.

Manifestação pacífica na Av Paulista - foto via Uol

5. O que muda atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, que logo negociavam em nome das pessoas. Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso são as redes sociais. E o virtual sempre acaba no espaço público. Essa é a novidade. Sem depender das organizações, a sociedade tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

NOTA DO EDITOR: as fotos acima, via Folhapress e Uol, mostram duas situações distintas de uma indignação que certamente deve ser, a princípio, vista num contexto conjunto. São cenas de ontem em São Paulo: a face violenta, com vandalismo à prefeitura da cidade e que depois se estendeu a outras ruas do centro, com depredações e saques (ou seja, crimes), e a face pacífica, de passeata na avenida Paulista, em momentos praticamente simultâneos. Ontem, a separação se apresentou bastante nítida em vários momentos, o que inclui o aspecto geográfico da separação, mas nem sempre ela é assim e, como a própria dinâmica das redes sociais, as realidades se sobrepõem e se interconectam, e papéis aparentes também mudam no dinamismo de cada momento e contexto, em questão de segundos e minutos.

As diferenciações entre “manifestantes pacíficos” e “vândalos”, e que estão em voga na mídia e nas declarações diversas, são coisas bem mais complexas daquilo que virou moda dizer nos últimos dias, assim como os elogios a uns e reprovações a outros, acompanhando essas declarações. Não são questões estanques. Nesse sentido, a distinção entre o organizado e planejado frente ao desorganizado e espontâneo não pode ser simplista.

O texto acima, das declarações do sociólogo espanhol, ajuda a tentar entender alguns aspectos dessas questões, mas é necessário também se atentar a agendas de lutas pelo poder que há muito existem: não é porque um fato novo acontece na história que essa mesma história dos conflitos de grupos organizados, pré-existentes, e que têm suas próprias agendas, deve ser descartada numa análise. “Mocinhos” e “bandidos” não nascem do dia para a noite, nem mudam suas agendas reais com essa rapidez.

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O Monstro foi para a rua

Praça da Sé em 1984 durante as manifestações Diretas Já - foto via preservaSP

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JK percebeu quando ele saiu da caverna

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Elio Gaspari

vinheta-clipping-forte1Em dezembro de 1974, a oposição havia derrotado a ditadura nas urnas, elegendo 16 dos 21 senadores, e o ex-presidente Juscelino Kubitschek estava num almoço quando lhe perguntaram o que acontecia no Brasil.

— O que vai acontecer, não sei. Soltaram o monstro. Ele está em todos os lugares.

Abaixou-se, como se procurasse alguma coisa embaixo da mesa, e prosseguiu:

— Ele está em todos os lugares, aqui, ali, onde você imaginar.

— Que monstro?

— A opinião pública.

Dois anos depois JK morreu num acidente de automóvel e o Monstro levou-o nos ombros ao avião que o levaria a Brasília. Lá ocorreu a maior manifestação popular desde a deposição de João Goulart.

Em 1984 o general Ernesto Geisel estava diante de uma fotografia da multidão que fora à Candelária para o comício das Diretas Já.

— Eu me rendo — disse o ex-presidente, adversário até a morte de eleições diretas em qualquer país, em qualquer época.

Demorou uma década, mas o Monstro prevaleceu. O oposicionista Tancredo Neves foi eleito pelo Colégio Eleitoral e a ditadura finou-se.

O Monstro voltou. O mesmo que pôs Fernando Collor para fora do Planalto.

No melhor momento de seu magnífico “Pós-Guerra”, o historiador Tony Judt escreveu que “os anos 60 foram a grande Era da Teoria”. Havia teóricos de tudo e teorias para qualquer coisa. É natural que junho de 2013 desencadeie uma produção de teorias para explicar o que está acontecendo. Jogo jogado. Contudo, seria útil recapitular o que já aconteceu. Afinal, o que aconteceu, aconteceu, e o que está acontecendo, não se pode saber o que seja.

Praça da Sé em 18 de junho de 2013 durante manifestações - foto via Uol

Aqui vão sete coisas que aconteceram nos últimos dez dias:

1 — O prefeito Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin subiram as tarifas e foram para Paris, avisando que não conversariam nem com os manifestantes. Mudaram de ideia.

2 — Geraldo Alckmin defendeu a ação da polícia na manifestação de quinta-feira passada. Mudou de ideia e pacificou sua PM.

3 — O comandante da PM disse que sua tropa de choque só atirou quando foi apedrejada. Quem estava na esquina da Rua da Consolação com Maria Antonia não viu isso.

4 — Dilma Rousseff foi vaiada num estádio onde a meia-entrada custou R$ 28,50 (nove passagens de ônibus a R$ 3,20.)

5 — O cartola Joseph Blatter, presidente da Fifa, mandarim de uma instituição metida em ladroeiras, achou que podia dar lição de moral aos nativos. (A Viúva gastará mais de R$ 7 bilhões nessa prioridade. Só no MaracanãX, torraram R$ 1,2 bilhão.)

6 — A repórter Fernanda Odilla revelou que o Itamaraty achou pequena a suíte de 81m2 do hotel Beverly Hills de Durban, na África do Sul, e hospedou a doutora Dilma no Hilton. (Por determinação do Planalto, essas informações tornaram-se reservadas e, a partir de agora, só serão divulgadas em 2015.)

7 — A cabala para diluir as penas dadas aos mensaleiros que correm o risco de serem mandados para o presídio do Tremembé vai bem, obrigado. O ministro Dias Toffoli, do STF, disse que os recursos dos réus poderão demorar dois anos para ir a julgamento.

Para completar uma lista de dez, cada um pode acrescentar mais três, ao seu gosto.

FONTE: O Globo (artigo do jornalista Elio Gaspari)

FOTOS: PreservaSP e Uol

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vinheta-clipping-forte1A invasão do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e depredado por um pequeno grupo de pessoas na manifestação que parou o centro da cidade na noite de segunda-feira, é vista como uma forma de mostrar força e de desafiar quem está no poder. A mesma definição pode ser dada ao protesto em frente ao Congresso Nacional, considerado um dos centros das decisões do país. Para especialistas, as manifestações populares que tomam ruas e avenidas das grandes cidades brasileiras desde a semana passada, surpreenderam as autoridades, sejam elas federais ou locais, por dois motivos: as atenções estavam voltada para a Copa das Confederações e, diante dos protestos — muitas vezes seguidos de atos de violência e vandalismo — ,não havia lideranças com quem negociar.

Não é de hoje que o povo desafia o poder ocupando prédios públicos. “O primeiro caso de que temos notícia aconteceu em 532, em Constantinopla (capital do Império Bizantino, atual Istambul)”, diz o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Ele fez referência a uma confusão ocorrida depois de uma corrida de bigas, que levou o público a tentar invadir um dos palácios da cidade. “São pessoas mostrando poder e afrontando o poder”, observa o oficial, que também dá como justificativa a localização central dos prédios públicos, o que facilita as tentativas de invasão e as depredações.

Para o delegado aposentado da Polícia Federal Daniel Sampaio, especialista em operações táticas, fazer manifestações em frente aos prédios públicos é uma forma de marcar os movimentos. Porém, a experiência mostra que, muitas vezes, esses locais não são os alvos centrais dos protestos, mas rendem visibilidade aos movimentos, como os realizados em frente ao Congresso. “Depois do movimento de Brasília (na segunda-feira), a própria presidente se manifestou”, observa Sampaio.

Os especialistas concordam que os governos foram surpreendidos pelas manifestações, que surgiram pela primeira vez em São Paulo e foram convocadas por meio das redes sociais. José Vicente explica que muitos atos dessa natureza são comunicados antecipadamente à PM pelos responsáveis dos movimentos. “Nesse caso, a Polícia Militar tentou até se comunicar com os organizadores, mas não conseguiu contato e, com isso, as autoridades foram surpreendidas”, explica o coronel. Uma situação que, até agora, o comando da segurança pública não havia se deparado. A PM registrou, no ano passado, uma média mensal de 215 manifestações populares na cidade de São Paulo. Em todas, houve interlocutores para negociar.

Segundo Daniel Sampaio, outro motivo que pode ter surpreendido as áreas de segurança e inteligência foi a prioridade dada à Copa das Confederações, que começou na semana passada, coincidindo com os protestos contra o aumento das tarifas de transporte público em São Paulo. “Teoricamente, o ato de São Paulo começou isolado, sem nenhuma liderança”, diz Sampaio. “Depois, o movimento passou a ter vários aproveitadores”, acrescenta.

FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército

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13jun2013---no-rio-manifestantes-ocuparam-as-escadas-do-palacio-tiradentes-sede-da-alerj-assembleia-legislativa-do-rio-de-janeiro-cerca-de-2000-pessoas-participaram-do-protesto-contra-o-aumento-da-1371174781282_956x500

vinheta-clipping-forte1O Ministério da Justiça decidiu ontem enviar tropas da Força Nacional para quatro estados e o Distrito Federal. Receberão reforço policial Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Distrito Federal. O pedido de ajuda foi feito pelos governadores desses estados após o crescimento da onda de protestos contra reajustes de tarifas de ônibus e gastos com a Copa, entre outras questões.

Em nota, o ministério disse que os policiais “vão reforçar a segurança nos jogos da Copa das Confederações”. Segundo o ministério, a possibilidade de envio da Força Nacional já estava prevista no plano de segurança dos grandes eventos. O plano também prevê o uso das Forças Armadas em situações especiais, para proteger áreas estratégicas. Mas o governo federal tem descartado essa hipótese até o momento. A reação aos protestos tem sido pontual.

A pedido do governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), Belo Horizonte recebeu desde ontem à noite o reforço de 150 homens da Força Nacional de Segurança Pública. A solicitação foi feita pelo tucano diretamente à presidente Dilma Rousseff. Os homens da Força Nacional irão atuar sob o comando da PM de Minas nas operações relativas às manifestações populares na capital mineira.

Anastasia pediu o envio da Força em encontro ontem de manhã com Dilma, por ocasião do anúncio do marco regulatório da mineração. “O envio pelo governo federal de integrantes da Força de Segurança é um gesto simbólico, que demonstra o apoio da União ao esforço que o Estado de Minas vem fazendo para garantir a segurança da população e dos próprios manifestantes. Trata-se de uma força especializada, bem treinada, que vai se somar ao nosso contingente policial nas ações para que as manifestações em Belo Horizonte transcorram de forma pacífica e ordeira”, afirmou o comandante-geral da PM de Minas, coronel Márcio Sant”Ana.

A área de segurança do governo federal ainda não definiu um plano geral de ação para lidar com as manifestações que surgem e crescem a cada dia nas ruas de grandes cidades. Técnicos, estudiosos e policiais estão com dificuldade de entender a natureza dos protestos. Segundo um ministro, os protestos não têm pauta nem líderes definidos, o que praticamente inviabiliza negociações ou um plano de contenção dos protestos.

A partir dessa conclusão, a ordem no governo é encarar as manifestações como fatos naturais da democracia e só atuar para conter atos de violência. O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que o governo está diante de um enigma.

O prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo (PMDB), foi sitiado ontem à tarde por manifestantes dentro de uma agência do Banco do Brasil do município, no Sul do Ceará. A agência fica ao lado da Praça Padre Cícero, onde cerca de oito mil pessoas realizam uma manifestação contra a redução do salário dos professores.

Ao saber que Macedo estava no interior do banco, os manifestantes impediram a sua saída e, com palavras de ordem, pediam ontem à noite o seu impeachment. Cerca de 150 policiais militares e agentes da guarda municipal de Juazeiro do Norte estavam no local.

A polícia tentou resgatar o prefeito num carro-forte, mas temeu ferir manifestantes e suspendeu a operação até que a população se disperse. O carro-forte foi cercado pela multidão. As pessoas são, em sua maioria, professores da rede municipal de ensino, que protestam contra a lei que reduz bônus salariais da categoria em até 40%.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

Copa de 2014 será a mais cara da história

Estádios Copa

Governo do Brasil admite aumento de gastos com o Mundial do ano que vem. Valores já chegam a R$28 bilhões

 

Jamil Chade

vinheta-clipping-forte1Em meio a protestos nas ruas das cidades brasileiras, o governo admite que a Copa do Mundo ficará mais cara que se previa há apenas dois meses.

Um levantamento feito pelo Estado aponta que, diante dos números oficiais do próprio governo, a Copa em 2014 será a mais cara da história, três vezes mais que a de 2006 ou quatro vezes o que foi gasto em 2010. Os lucros para a Fifa também serão recorde e já dobraram em relação à previsão de 2011.

Em abril, o governo estimava que a Copa teria um custo total de R$25,5 bilhões. Ontem, o secretário executivo do Ministério dos Esportes, Luis Fernandes, anunciou que, na revisão que o governo fará em julho, o valor subirá para R$ 28 bilhões, um aumento de mais de 10%. Se comparado com previsões de 2011, o valor já é R$ 6 bilhões acima, uma inflação de 27%.

Nem ele nem o governo explicaram a elevação. Mas o discurso adotado é de que o valor ainda está a baixo do teto que se estabeleceu em 2010, de R$5 33 bilhões. Alguns dos motivos seriam o incremento no valor do Maracanã e do estádio em Brasília.

Originalmente, os estádios custariam R$5,5 bilhões. Agora, a previsão é de mais de R$ 7,1 bilhões. Só o custo do estádio de Brasília já o coloca entre os dez mais caros no mundo.

Fernandes e a própria Fifa insistem ainda em alertar que as obras não serão apenas para a Copa e que o investimento será em infraestrutura, mobilidade urbana e outros setores.

Em entrevista à TV Globo, o presidente da Fifa, Joseph Blatter disse que foi “o Brasil que pediu essa Copa do Mundo. Nós não impusemos ao Brasil este Mundial Eles sabiam que para ter uma boa Copa do Mundo naturalmente teriam que construir estádios. Mas nós dizemos que não é apenas para a Copa. Junto com os estádios há outras construções: rodovias, hotéis, aeroportos… São itens do legado para o futuro. Não é apenas para o Mundial”, disse.

Para Fernandes, “a Copa alavanca investimentos em saúde, educação, meio ambiente e outros setores”, disse, “É muito mais fácil liberar recursos com Copa que em outro momento”, explicou. “Ou aproveitamos esse momento para o desenvolvimento do País, ou perdemos essa oportunidade histórica.”

Para ele, não existe uma “oposição generalizada” no Brasil em relação à Copa e alerta que possa haver “setores desinformados, que não estão recebendo informações.adequadas”. “Até, acima de uma oportunidade para investir e gerar o desenvolvimento no Brasil. Serão investimentos que irão servir melhor à população”, avalia.

Segundo ele, dos R$ 28 bilhões, RS 9 bilhões serão para o transporte público e 51 obras de mobilidade urbana em todo o País. Do total, porém, apenas uma parte será dinheiro privado, cerca de R$ 3,8 bilhões.

Já o Comitê Local aponta que organizar o Mundial vale a pena” e usa um estudo de uma consultoria para apontar que os investimentos irão gerar um fluxo de R$ 112 bilhões no Brasil, incluindo um aumento de renda de R$ 63 bilhões.

Em comparação a outros Mundiais, o projeto no Brasil também é o mais elevado. Em 2006, a Alemanha gastou na época € 3,7 bilhões para sediar o que muitos apontam como a melhor Copa – aproximadamente R$ 10,7 bilhões.

Em 2002,110 Japão e Coreia, o gasto de ambos países juntos chegou a US$ 4,7 bilhões, cerca de R$ 10,1 bilhões. Na África do Sul, em 2010, o custo foi de US$ 3,5 bilhões – R$ 7,3 bilhões.

Enquanto os custos no Brasil aumentam, a Fifa também vê explodir seus lucros com a Copa. Em 2011, na primeira avaliação realizada, a Fifa estimava que gastaria US$3,2 bilhões para organizar o Mundial e que teria uma receita de US$ 3,6 bilhões.

Agora, os números reais já superam qualquer expectativa. Jerome Valcke, secretário-geral da entidade, admitiu que a renda irá superar a marca de US$ 4 bilhões, dobrando o lucro da Fifa com o evento. O governo ainda vai dar isenções de impostos no valor de R$ 1 bilhão.

O lucro no Brasil é mais de duas vezes superior ao que a Fifa obteve com a Copa de 2006 na Alemanha e três vezes o valor da África do Sul.

Outro lado. Oito horas depois de fazer a declaração e não explicar, o governo soltou uma nota negando o aumento no orçamento, já que ainda estaria dentro dos R$ 33 bilhões de teto. “Não houve, portanto, aumento de orçamento, e sim evolução nos investimentos”, apontou o governo em nota.

FONTE: O Estado de São Paulo

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reunião CDDPH - foto V Campanato - Agência Brasil

O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana – CDDPH, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), aprovou nesta terça-feira (18) uma resolução que recomenda a proibição do uso de armas de fogo e a restrição dos armamentos de baixa letalidade durante manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandatos judiciais de manutenção e reintegração de posse de imóveis e propriedades rurais. A medida visa assegurar a garantia de direitos humanos e a aplicação do princípio da não violência durante estes eventos.

A Resolução é fruto do trabalho da Comissão Especial Guarani, criada no âmbito do Conselho para apurar violações aos Direitos Humanos da comunidade indígena Guarani. O documento, que foi aprovado durante reunião ordinária do Conselho nesta tarde, deverá ser encaminhado aos órgãos federais, estaduais e municipais com atribuições afetas às recomendações constantes desta Resolução.

A medida, de acordo com a ministra Maria do Rosário, que preside o CDDPH, o objetivo da resolução é assegurar a preservação da vida, garantindo a livre manifestação do pensamento, priorizando o diálogo neste tipo de conflito. “A nossa intenção é priorizar sempre o diálogo e a não violência durante essas manifestações públicas”, ressaltou.

O texto também regulamenta e restringe o uso de armas menos letais, como bombas de efeito moral, gás de pimenta, gás lacrimogênio e bala de borracha para conter a ação de populares neste tipo de manifestação. De acordo com o texto, fica também proibido o uso desses armamentos contra crianças, adolescentes, idosos, gestantes, pessoas com deficiência e profissionais de comunicação.

O uso desses armamentos de baixa letalidade, segundo a resolução, só poderá ocorrer “quando comprovada sua necessidade para resguardar a integridade física do agente do Poder Público ou de terceiros, ou em situações extremas em que o uso da força é comprovadamente o único meio possível de conter ações violentas”.

reunião CDDPH - foto 2 - V Campanato - Agência Brasil

Grupo de Trabalho – A resolução prevê ainda a criação de um Grupo de Trabalho sobre Regulamentação de Uso da Força e de Armas de Baixa Letalidade. O GT tem como atribuição aprofundar ações de estudo e monitoramento relacionados ao objeto desta Resolução. O GT deverá realizar estudos sobre o tema, com vista à identificação dos impactos na saúde das vítimas alvejada por tais equipamentos e a comparação de programas de treinamento das forças de segurança pública. Também deverá analisar e acompanhar denúncias de violências decorrentes do emprego incorreto do uso da força e de armamentos de baixa letalidade, e propor encaminhamento aos órgãos competentes.

Ao término dos trabalhos, o GT deverá propor ações com vistas à instituição de um sistema de monitoramento do uso da força e de armamentos de baixa letalidade, bem como à adoção de medidas que visem ao aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas para a utilização de armas de baixa letalidade.

Além de integrantes do CDDPH, o GT deverá contar ainda com representantes da Secretaria de Direitos Humanos, do Departamento de Polícia Federal, do Grupo Tortura Nunca Mais e dos Ministérios da Justiça, Defesa e Saúde.

FONTE: Secretaria de Direitos Humanos

FOTOS: Agência Brasil

NOTA DO EDITOR: clique aqui para acessar arquivo pdf com a íntegra da resolução.

 

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vinheta-clipping-forte1O “milagre brasileiro está em pane”, diz a manchete do jornal francês Le Mondedesta terça-feira, que ainda dedica uma página inteira aos acontecimentos e à “maré humana” que varreram o país nos protestos contra a alta dos preços, a corrupção e os gastos com a Copa do Mundo.

Segundo o jornal, o governo da presidente Dilma Roussef “paga hoje o preço” de uma revolta popular instigada pelas “despesas suntuosas da Copa do Mundo de 2014″.

“Ao vermos dia após dia os manifestantes cada vez mais números irem às ruas para criticar à má administração e as quantias abissais investidas na organização da Copa do Mundo, enquanto os serviços públicos como a saúde e a educação estão em um estado deplorável, podemos questionar se os dirigentes (do país) não tiveram o olho maior do que a barriga”, escreve o Le Monde.

Segundo o jornal, uma conjunção de diferentes fatores fez desmoronar o “paradigma” de que a Copa do Mundo iria permitir desenvolver diferentes regiões do país.

O primeiro fator, diz o vespertino, é o fraco crescimento econômico brasileiro, que sinaliza “perda de fôlego”. Outro elemento importante é a inflação, “um tema sensível para os brasileiros”, que “dá sinais de febre forte”.

“A tudo isso se somam os anúncios sobre o custo suplementar astronômico das obras dos estádios. Alguns deles permanecerão carcaças vazias por falta de espectadores (após a Copa) e outros serão dificilmente acessíveis às pessoas de baixa renda em razão do aumento dos preços dos ingressos”, diz o Le Monde.

Bastou então o aumento de R$ 0,20 do preço das passagens de ônibus em São Paulo, associada “a uma repressão desproporcional da polícia” para “atear fogo na pólvora”, escreve o diário.

Le Monde destaca que não apenas as autoridades “esqueceram” de mencionar que o transporte em São Paulo se torna um dos mais caros do mundo, já que cada usuário utiliza, em média, duas ou três passagens por dia*, “mas eles também deixaram de evocar o estado do sistema de transportes, deplorável”.

Protecionismo

Em outro artigo, intitulado “o protecionismo de Dilma Rousseff pôs fim ao crescimento milagroso dos anos 2000″, o diário francês critica o desempenho econômico do Brasil sob a gestão atual.

“A presidente Dilma não tem a arte e o talento em economia de seu predecessor, Lula. Basta olhar a curva em declínio do crescimento” do PIB. O jornal destaca ainda que as taxas de juros estão subindo com o risco de uma inflação mais alta e que apesar do bom desempenho da produção agrícola, a atividade industrial vem caindo no país.

Outros indicadores negativos são as perdas registradas no ano pela bolsa de valores, o rebaixamento das notas dos bancos públicos e o consumo estagnado, escreve o Le Monde.

“Esses resultados são ainda mais decepcionantes se considerarmos que o governo brasileiro tentou estimular a demanda e os investimentos internos com políticas orçamentárias e monetárias generosas e por injeções maciças de recursos em 2012.”

O jornal lembra que o”inamovível” ministro da Fazenda, Guido Mantega, repete que o Brasil sofre os efeitos da crise nos países ricos, sobretudo na Europa.

“O problema não é apenas conjuntural. O ex-presidente Lula soube conciliar uma política social com um liberalismo econômico que ampliou a atividade. Dilma se voltou para um dirigismo econômico, que é reivindicado”, escreve o Le Monde.

Para o diário francês, o aumento das tarifas de importação e o “patriotismo econômico” do governo estão prejudicando o sistema que permitiu ao país emergir nos anos 2000.

Hoje há o risco, escreve o jornal, de fuga de capitais do país, no momento em que ele deveria estar atraindo investimentos, já que o Brasil realiza inúmeras obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

FONTE: BBC Brasil

*NOTA DO EDITOR: apenas a título de informação para quem não conhece o sistema de ônibus paulistano, já que o texto traz certa ambiguidade no trecho indicado: pelo chamado cartão “bilhete único“, com o pagamento de uma única passagem pode-se embarcar em até quatro ônibus sucessivamente, dentro do período de três horas. O sistema também permite integração com trem e metrô, com desconto no valor que seria cobrado numa segunda passagem, porém em períodos menores conforme a combinação utilizada.

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vinheta-clipping-forte1Os cerca de 30 novos diplomatas brasileiros que se formaram na manhã desta segunda-feira ouviram a presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Defesa, Celso Amorim, discursarem a respeito da integração do Brasil com os países sul-americanos.

De acordo com Dilma, “a Unasul [União de Nações Sul-Americanas] constituiu, junto com o Mercosul, o elemento fundamental para se firmar a democracia deste continente”. E completou: “O mundo multipolar que está se desenhando exige da América do Sul ter uma resposta conjunta aos desafios. Ao mesmo tempo, aprofundando sua integração ecológica, social, política e cultural em matéria de economia, relações comerciais e investimento; em matéria de defesa; em matéria do diálogo e da articulação política”.

A fala da presidenta foi proferida durante cerimônia de formatura da turma Oscar Niemeyer 2011-2013, do Instituto Rio Branco. Após aprovação em concurso para a instituição, os jovens diplomatas passam por curso de formação de três anos. Este ano, escolheram Celso Amorim, ex-chanceler brasileiro, como paraninfo da turma.

Na ocasião, o ministro da Defesa destacou que “foi com combinação de coragem, idealismo e solidariedade que fortalecemos a integração sul-americana e desconstruímos propostas hegemônicas”.

Amorim explicou, ainda, que a formação dos novos diplomatas coincide com uma época em que os brasileiros passam a atuar em importantes cargos de visibilidade global. Sobre isso, citou a recente eleição de Roberto Azevêdo para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Presente no evento, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, relembrou, ainda, outro brasileiro que está à frente de um mecanismo internacional: José Graziano da Silva, atual diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Patriota alertou aos formandos que “a extensão da presença do Brasil no mundo aumenta a responsabilidade do Itamaraty e da atividade diplomática”.

A formatura contou com a presença de diplomatas de nações-amigas, que realizaram o curso no Itamaraty. Formaram-se jovens de oito países: Angola, Argentina, Cabo Verde, Congo, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. A solenidade teve o objetivo também de condecorar os dois primeiros colocados do concurso de admissão e do curso de formação.

FONTE: Ministério da Defesa

vinheta-clipping-forte1Foram abertas, na última sexta-feira (14), as inscrições para o X Congresso Acadêmico Sobre Defesa Nacional. O evento será realizado entre os dias 2 e 7 de setembro na Escola Naval, no Rio de Janeiro (RJ).

Promovido anualmente pelo Ministério da Defesa (MD), o congresso visa promover a interação entre escolas militares e Instituições de Ensino Superior (IES) civis de todo o país, despertando interesse por temas relacionados à segurança e à defesa.

Ao todo, são oferecidas 160 vagas para instituições civis e militares, que podem participar encaminhando um artigo científico sobre temas como: O Brasil em face das principais questões de Segurança Internacional; A importância do Poder Militar para a inserção internacional do Brasil; e O Direito Internacional e os conflitos armados do século XXI, entre outros.

Especialistas indicados pelo MD vão coordenar as exposições feitas por acadêmicos. A previsão é que as apresentações aconteçam na primeira parte de cada dia do evento, para que os temas abordados sejam debatidos pelos participantes no período da tarde. Além disso, serão realizadas demonstrações militares e atividades sociodesportivas.
À noite, os congressistas vão participar de atividades socioculturais e de integração dos participantes.

As inscrições deverão ser feitas pelo professor responsável pela equipe, até o dia 29 de julho, por meio do link http://www.defesa.gov.br/projetosweb/cadn/.

FONTE: Ministério da Defesa

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Sistema antiaéreo russo será usado como reforço para segurança na Copa do Mundo 2014 e nas Olimpíadas de 2016

 

Após a reunião com seu par russo Serguêi Lavrov, na semana passada, o ministro da Defesa Antonio Patriota (sic) declarou que a compra dos sistemas antiaéreos Pantsir está sendo estudada por um grupo especial misto.

“A visita do ministro da Defesa da Rússia, Serguêi Choigu, ao Brasil, prevista para outubro deste ano, será uma boa oportunidade para falar mais sobre a aquisição de sistemas de defesa antiaérea russos Pantsir”, disse o ministro. O Brasil pretende usar os sistemas Pantsir como reforços do esquema de segurança para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

O Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, general José Carlos de Nardi, anunciou anteriormente que a parte brasileira estava interessada em adquirir três baterias de Pantsir-S1 e duas baterias de mísseis terra-ar portáteis Igla. O assunto também já havia sido abordado durante a visita à Rússia da presidente brasileira Dilma Rousseff, em dezembro do ano passado, e na passagem pelo Brasil do primeiro-ministro russo Dmítri Medvedev, em fevereiro deste ano.

Em 2006, o Brasil comprou um lote de Igla-S, no valor aproximado de US$ 20 milhões, e tem um protocolo assinado com a Rússia, segundo o qual os Igla podem ser produzidos sob licença no país.

Desenvolvido pelo centro de pesquisa e desenvolvimento de Tula, o sistema de defesa antiaéreo Pantsir-S1 é capaz de atingir alvos aéreos a uma distância de 200 metros a 20 km a altitudes entre 5 km e 15km. Seis Pantsir-S1 (uma bateria) são capazes de destruir ao mesmo tempo 24 alvos, sejam mísseis, aviões, helicópteros, veículos blindados ou barcos.

Ciência e cultura

Durante a coletiva de imprensa que sucedeu a reunião entre os ministros, Antonio Patriota afirmou que foram abordadas todas as questões importantes da agenda bilateral. “Em particular, foi discutida a cooperação em áreas como comércio, investimento, energia e agricultura”, acrescentou.

O ministro brasileiro também enfatizou a cooperação entre os dois países na área de uso de energia nuclear para fins pacíficos, assim como nos setores aeroespacial e de altas tecnologias. Foi discutida ainda a possibilidade da instalação de um centro de cultura russa no Brasil e de um centro brasileiro na Rússia, bem como a realização de dias da cultura brasileira na Rússia e da cultura russa no Brasil.

FONTE: Gazeta Russa

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Por Sergio Lamucci | De Washington

vinheta-clipping-forte1As exportações de artigos e serviços de defesa dos Estados Unidos para o Brasil estão em alta, num quadro em que empresas americanas buscam novos mercados para seus produtos, com o fim das guerras no Iraque e no Afeganistão e cortes no orçamento militar.

Em 2012, as vendas para o Brasil totalizaram US$ 633 milhões, 37% a mais que no ano anterior, segundo números do Departamento de Estado, compilados pela seção americana do Conselho Empresarial Brasil-EUA. A proximidade da Copa do Mundo em 2014 e da Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016 aguça o interesse das companhias americanas, assim como os grandes projetos de vigilância da costa e das fronteiras brasileiras.

Os números mostram que o Departamento de Estado americano tem aprovado cerca de 90% dos pedidos das empresas do país para exportar produtos, serviços e tecnologia militar para o Brasil – no ano passado, a fatia ficou em 89,1%, Foram negadas apenas 0,2% das demandas, que precisa passar pelo crivo do departamento. Os pouco mais de 10% restantes são devolvidos sem definição, em geral porque são casos em que a licença de exportação não é necessária. O número de pedidos de aprovação de exportação de produtos, serviços e tecnologia para o Departamento de Estado ficou em 2,4 mil em 2012, 18% a mais que em 2011. Em 2008, foram 1.004.

Para a diretora-executiva da seção americana do Conselho Empresarial Brasil-EUA, Monique Fridell, o crescimento das exportações americanas para o Brasil de bens e serviços militares e de uso dual, com um percentual muito baixo de recusas dos pedidos para autorização, indica a maior disposição dos EUA em transferir tecnologia na área de defesa. Um executivo de uma grande empresa brasileira que atua na área diz que tem de fato notado “maior flexibilidade” por parte do governo americano nas aprovações. Há, segundo ele, maior disposição em se aproximar dos brasileiros.

Como pano de fundo, há a licitação dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), que se arrasta há vários anos. A Boeing é uma das finalistas, ao lado da francesa Dassault e da sueca Saab, num negócio que envolve mais de US$ 4 bilhões. No governo Lula, os franceses eram os favoritos, mas há relatos de que o cenário mudou na administração da presidente Dilma Rousseff. As parcerias da Boeing com a Embraer – que foi escolhida neste ano para fornecer Super Tucanos para a Força Aérea dos EUA – aumentariam as chances da concorrente americana. Isso influenciaria a disposição do governo em autorizar vendas para o Brasil, parceiro visto como confiável pelos na área de defesa.

Monique destaca que, com o fim das operações de guerra no Iraque e Afeganistão, as empresas americanas de defesa procuram novos mercados, num momento em que também há cortes expressivos de despesas públicas com segurança. Dos cortes automáticos de gastos de US$ 85 bilhões que entraram em vigor em março, o chamado “sequestro”, metade se refere a dispêndios militares. Com isso, o Brasil, que pretende desenvolver esse setor, aparece como oportunidade importante de negócios para as companhias dos EUA que atuam no segmento, ainda que com demanda muito menor.

Ex-diretor do Centro de Estudos Hemisféricos da Universidade de Defesa Nacional, em Washington, Richard Downie diz que as empresas americanas que atuam no setor de defesa veem o Brasil como o mercado mais atraente da América Latina, por seu porte e por estar em crescimento. Ele lembra que a Copa do Mundo será realizada em 2014 e a Olimpíada, em 2016, havendo também a perspectiva de venda de produtos para projetos para os quais o governo brasileiro está abrindo licitações, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz).

Atualmente na Delphi Strategic Consulting, Downie aponta, porém, algumas dificuldades do ponto de vista das companhias dos EUA para negociar com o Brasil. Segundo ele, a regra pela qual quem fornecer produtos para o SisGAAz terá de ceder integralmente o uso da tecnologia é considerada um obstáculo por algumas empresas. Essa exigência pode ser muito rígida, afirma Downie, que, apesar disso, vê o Brasil como mercado promissor para a indústria americana de defesa.

Ajuda nesse sentido a aproximação entre os dois países, que vai culminar na visita de Estado da presidente Dilma Rousseff aos EUA, em outubro. Monique lembra que Brasil e EUA têm intensificado as relações no setor de defesa. Em abril de 2012, foi estabelecido o diálogo de cooperação em defesa entre os dois países. Em dezembro, foi a vez do diálogo para cooperação industrial para estreitar os laços entre as empresas do Brasil e dos EUA que atuam no segmento industrial.

“Vejo no Brasil uma maior consciência de que a inovação na indústria de defesa é um canal importante para a aplicação comercial da tecnologia”, diz Monique. Ela destaca a missão do Conselho Empresarial Brasil-EUA realizada em abril, com dez empresas americanas que atuam na área de defesa, como a Raytheon, que foi a líder da delegação, a Boeing, a GE, a Lockheed Martin e a BAE Systems.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

Enfrentamento manifestanes e PM-SP em  São Paulo em 13jun - foto Estadao via G1

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Coronel e major da corporação foram ouvidos pelo G1 após protestos – Eles comentaram confronto entre policiais militares e manifestantes em SP

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vinheta-clipping-forte1Ex-policiais militares ouvidos pelo G1 consideram que a corporação de São Paulo agiu corretamente e cumpriu o seu dever ao reprimir a passagem dos manifestantes pela Rua da Consolação, no Centro de São Paulo, na noite da última quinta-feira (13). Um grupo que protestava contra o aumento das tarifas de ônibus e metrô na cidade foi reprimido ao tentar subir a via e seguir em direção à Avenida Paulista. Apesar do confronto, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, disse que não houve erro estratégico.

Para José Vicente da Silva Filho, que foi coronel da Polícia Militar de São Paulo, secretário Nacional de Segurança e atualmente é professor da Academia da PM de SP, o confronto era inevitável. Para ele, mesmo se o ponto da abordagem fosse diferente, os resultados seriam parecidos.

“Não vejo como o conflito poderia ser evitado. A PM não tinha outra saída a não ser impedir o avanço dos manifestantes na Consolação, que é uma importante via do Centro. Os manifestantes haviam descumprido um acordo para não subirem por ela. Por esse motivo, foi preciso dispersar o grupo e a força empregada foi compatível com o problema”, disse Silva Filho.

O mesmo entendimento é do ex-major da PM, Diogenes Viegas Talli Lucca. “A PM usou o recurso adequado para aquela ocasião. A única falha da polícia foi a de não ter entrado com força máxima na terça-feira [durante o terceiro protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) na capital]. Se tivesse usado a Tropa de Choque na terça, a manifestação teria diminuído na quinta”.

Enfrentamento manifestanes e PM-SP em São Paulo em 13jun - foto 3 Estadao via G1

A análise dos especialistas sobre a legitimidade da ação da PM vai de encontro ao próprio discurso do governo paulista, da Secretaria da Segurança Pública do Estado e do comando da PM. Apesar disso, Silva Filho e Lucca disseram ter percebido desvios de condutas de alguns policiais que precisam ser apuradas. A Corregedoria da PM apura se parte dos seus comandados abusou do poder de polícia ao conter o manifesto. Relatos de truculência e agressão contra pessoas circulam na internet, juntamente com fotos de feridos por balas de borracha atiradas pela Tropa de Choque.

“Sem lideranças é difícil manter um diálogo. Isso coloca policiais que não estão acostumados ao estresse, como a Tropa de Choque, a lidar com manifestantes propensos ao confronto. Diante disso, há o risco de atos isolados de abuso”.

“Tenho que admitir que teve ações isoladas de policiais que foram de desvio de conduta”, disse Lucca, que sugere que a PM reforce o policiamento durante o protesto marcado pelo MPL na próxima segunda-feira (17) na capital. “Espero que a PM tenha aprendido a lição e entre com força máxima nesse dia, colocando policiais à paisana para identificar vândalos e já fazer as prisões. A manifestação é legítima, desde que não afete a vida das outras pessoas.”

Secretário nega erro estratégico

Na sexta-feira (14), o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, foi questionado se houve erro na ação dos comandantes da Polícia Militar na intervenção dos policiais durante o protesto. “A operação era necessária, era complexa, era de riscos, aconteceram esses fatos, mas não temos nenhum fato neste momento que aponte erro estratégico a recomendar qualquer medida em relação aos comandantes da operação”, afirmou.

Segundo o major Marcel Lacerda Sofner, porta-voz da PM, os policiais da Tropa de Choque só atiraram em direção aos manifestantes com intuito de dissipá-los porque foram atacados por eles.

Indagado se atirar contra os manifestantes naquele local, um dos prontos mais movimentos da capital paulista, não colocou a população em risco, o oficial disse que o uso da força observou a determinação para que os tiros fossem disparados apenas para dispersão. Segundo ele, a PM seguiu um protocolo de atuação que levou em conta cinco itens, inclusive a segurança dos policiais.

Em relação à prisão dos manifestantes que portavam vinagre, Grella respondeu que o porte da substância não é proibido. “Não é proibido, não me consta que ninguém tenha sido formalmente preso pelo ato”. Ele ressaltou que quando a PM faz esse tipo de abordagem não se sabe o tipo de produto exato e que os detidos foram liberados na delegacia após prestar esclarecimentos.

mapaprotestosp quinta 13 junho - imagem G1

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Uso da força em protestos não é ilegítimo nem autoritário

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É provável que investigação da PM traga à tona erros cometidos na operação montada para conter protestos em São Paulo. Mas exageros e erros não devem colocar em xeque o direito e o dever policial de zelar pela ordem

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Na manhã de sexta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, autorizou o início de uma investigação para averiguar se houve excessos da PM durante a última passeata do Movimento Passe Livre na capital do estado. É provável que a investigação da Corregedoria da PM traga à tona erros cometidos na operação para conter e dispersar os manifestantes. Na internet espalham-se imagens de pessoas que alegam ter sido agredidas de maneira arbitrária. Notoriamente, há déficits no treinamento dos policiais brasileiros.

Uma análise não muito profunda dos confrontos de quinta-feira mostra que não foram seguidas à risca diversas recomendações do Código de Conduta para Agentes de Segurança Pública das Nações Unidas, uma espécie de código internacional para ações policiais durante manifestações públicas. Isso não significa, no entanto, que tenha sido ilegítima a ação da PM na marcha de São Paulo. É uma questão de princípios. “No Estado de Direito, a Polícia tem autorização para usar a força a fim de garantir a ordem e a segurança”, diz Maria Stela Grossi Porto, socióloga e membro do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília. “Mais ainda, o uso da força é monopólio dela.”

Enfrentamento manifestanes e PM-SP em 13jun - foto 2 Estadao via G1

A tentativa de fazer da ação da PM um exemplo de autoritarismo comparável à repressão dos tempos de regime militar no Brasil, ou à ação das polícias de regimes ditatoriais, é um evidente absurdo, uma vez que o país não vive um regime de exceção. Mais razoáveis seriam comparações com embates ocorridos nos Estados Unidos e na Europa – ou seja, em nações democráticas – em anos recentes. Londres, Madri, Nova York, Toronto são apenas algumas das metrópoles que foram palco de choques entre a polícia e ativistas inspirados por ideais não muito diferentes daqueles abraçados por quem protesta em São Paulo – a rejeição ao “sistema”, em algum de seus aspectos particulares ou de maneira genérica.

Em novembro de 2011, por exemplo, durante a desmonte dos acampamentos de manifestantes do Ocupe Wall Street, em Nova York, ao menos 300 pessoas foram presas. Houve uma larga discussão sobre “uso abusivo da força” e dois oficiais se tornaram emblemas desse hipotético excesso, pelo uso indiscriminado de spray de pimenta. Eles foram submetidos a sindicâncias e punições, mas nenhum deles sofrera uma ação criminal, como foi decidido em meados de abril deste ano. Em reportagem sobre o caso, o jornal The New York Times ouviu um especialista em direito penal que ressaltou a dificuldade em se processar policiais envolvidos em situações “caóticas” como a de uma manifestação de rua. “Seria preciso provar, para além de qualquer dúvida razoável, que o polícial usou a força em total desacordo com as suas atribuições”, disse o ex-promotor Thomas J. Curran. “Ocorre que o uso da força é parte das suas atribuições.” Quando posta em movimento, nenhuma polícia é angelical.

Uso da força — “É muito tênue o limite do que é legítimo e do que não é em situações de multidão”, diz Maria Stela Grossi Porto. “Os casos precisam ser sempre analisados individualmente.” Os possíveis exageros e erros da quinta-feira não devem, portanto, colocar em xeque o direito e o dever policial de zelar pela ordem durante uma passeata. A sua presença é a única maneira de garantir a segurança dos transeuntes, do patrimônio público e, em certas circunstâncias, até mesmo dos manifestantes — uma vez que as marchas costumam reunir um público heterogêneo, como sem dúvida foi o caso nos últimos dias em São Paulo. Isso não está em contradição com a necessidade – também ela permanente – de aprimorar e “civilizar” as forças policiais.

Num ato de rua, ditam os protocolos, a polícia deve seguir três passos: esclarecimento, contenção e repressão. Num primeiro momento, há que se coletar informações sobre o movimento e negociar locais e itinerários com os manifestantes. Isso foi feito na quinta-feira em São Paulo, e um dos motivos da situação ter fugido ao controle foi a tentativa de alguns líderes da passeata de mudar o trajeto combinado e furar ou contornar o bloqueio policial. A fase de contenção é preparada para quando a manifestação pode evoluir a um tumulto. Nessa situação, a tropa de choque se posiciona de maneira ostensiva para tentar dissuadir os manifestantes. Entre esse momento e os primeiros atos de repressão, uma série de medidas dissuasórias deve ser empregada.

Enfrentamento manifestanes e PM-SP em  São Paulo em 13jun - foto 4 Estadao via G1

Segundo José Inácio Cano, do Laboratório de Análise de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reclamações sobre o uso abusivo da força policial durante manifestações são comuns no mundo todo. “É importante que fique claro apenas uma questão: a primeira abordagem policial tem de ser sempre pacífica, a tentativa de ganhar os manifestantes pela conversa, pela negociação.” Um histórico de manifestações anteriores não deve justificar ações açodadas. “A polícia não pode dar início a uma ação repressiva com base em algo anterior. Assim como tem o direito de usar a força, o policial é profissional e deve ser treinado para não agir no impulso.”

(des)preparo — “O policial precisa ser mais bem treinado, precisa de educação continuada e de socialização. Infelizmente, isso ainda não atinge aquele policial que está na linha de frente”, diz Maria Stela. Uma medida relativamente simples de aprimoramento, testada em outros países e ainda de maneira incipiente no Brasil, é a criação de relatórios diários. Em linhas gerais, isso significa que o policial, após um dia de trabalho, deve relatar por escrito o que aconteceu e como atuou em cada ocorrência. “Esse é um caminho eficiente, usado em países estrangeiros, para que o policial reflita sobre seus atos e tenha um retorno sobre se agiu, ou não, corretamente.”

Enfrentamento manifestantes e PMSP em São Paulo - foto Veja

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Recomendações da Anistia Internacional

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Facilite manifestações públicas pacíficas

É direito legítimo das pessoas se manifestarem publicamente. A função da polícia é facilitar e não coibir a marcha. Em casos de manifestações não violentas, mesmo aquelas que não respeitem às leis, a polícia deve evitar o uso da força. Se inevitável para assegurar a segurança, deve-se usar o mínimo de força necessária.

Proteja manifestações pacíficas

Violações menores da lei, como pequenos danos à propriedade, devem ser investigadas e, eventualmente, responsabilizadas. Elas não devem, entretanto, levar à dispersão da manifestação. A decisão de se dispersar a marcha deve ser tomada com base em princípios de necessidade e proporcionalidade — apenas quando não há outra maneira de se proteger o público de uma onda de violência eminente. Em locais onde minorias tentam transformar uma manifestação pacífica em violenta, os policiais devem proteger os manifestantes pacíficos.

Reduza situações de tensão e violência

A comunicação com a organização do movimento deve criar um vínculo de compreensão mútua e prevenir a violência. Em locais nos quais casos de violência são muito prováveis, a comunicação se torna ainda mais importante. Quando a decisão de dispersar a multidão é tomada, essa ordem deve ser claramente comunicada e deve-se dar tempo suficiente para as pessoas se dispersarem.

Use a força policial apenas para manter a lei

A força não deve ser usada para punir participantes que não cumpriram ordens ou contra aqueles que simplesmente participam da manifestação. Prisões devem ser feitas de acordo com os procedimentos previstos em lei, e não devem ser usadas como mecanismo para evitar a participação na marcha ou como punição.

Enfrentamento manifestantes e PMSP em São Paulo - foto 2 Veja

Minimize os danos, preserve e respeite a vida e proteja aqueles não envolvidos

Armas de fogo não devem ser usadas para dispersar uma multidão. Cassetetes e armas de baixo impacto não devem ser usadas contra pessoas que não são agressivas ou que não apresentam ameaça. Quando o uso dessas armas for necessário, os policiais não devem causar sérios ferimentos e evitar lesionar partes vitais do corpo. Produtos químicos irritantes, como gás lacrimogênio, não devem ser usados em ambientes fechados ou de uma maneira que possa causar danos permanentes.

Seja responsável com a população e o judiciário

Qualquer uso de força durante uma manifestação deve ser motivo de análise e, quando apropriado, de sanções disciplinares e criminais. Reclamações contra a polícia devem ser investigadas de maneira imparcial.

Enfrentamento manifestanes e PM-SP em  São Paulo em 13jun - foto 5 Estadao via G1

FONTES: G1 e Veja

FOTOS: Estadão via G1 e Veja

NOTA DO EDITOR: solicitamos que o debate seja sobre questões técnicas e operacionais quanto ao preparo policial para missões de acompanhamento e contenção de manifestações, e não sobre os méritos, justificativas e origens dos diversos protestos, ou mesmo sobre questões político-partidárias.

Nova metralhadora RMG 7.62

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A Rheinmetall Defence está desenvolvendo uma metralhadora calibre 7,62 mm, chamada RMG 7.62, com uma nova abordagem para lidar com o calor do cano durante os disparos. A RMG é equipada com três canos que mudam quando um cano está muito quente e é substituído por outra mais frio. A arma é muito pesada para um soldado de infantaria, mas ideal para ser levada em torretas de controle remoto para veículos ou blindados.

O vídeo abaixo mostra a metralhadora disparando, mas não mostra os canos sendo trocados.

 

 

Convocando as câmeras

 

Os rebeldes sírios estão usando câmeras de vídeo comerciais para vigilância de locais perigosos. A principal ameaça são os snipers do Exército Sírio e com as câmeras podem monitorar um local em segurança. O Exército Sírio também está adotando estas câmeras, também disponíveis com visão noturna pois os rebeldes também estão ameaçando com snipers. As câmeras passaram a virar alvos, mas são bem mais difíceis de detectar e atingir. O vídeo acima é um exemplo de uma câmera vigiando uma rua.

As tropas americanas no Afeganistão e Iraque já vinham usando estas câmeras compradas no mercado civil, principalmente com câmeras termais. As câmeras são usadas em bases novas ou temporárias. Tropas em incursões usam as câmeras para vigiar pontos cegos, ou simplesmente compensar a falta de pessoal.

 

Igla dos rebeldes sírios atingindo um helicóptero

 

O vídeo acima mostra um rebelde sírio disparando um míssil Igla contra um helicóptero das forças de Assad. Um dos problemas que os rebeldes estão encontrando com seus mísseis Igla é conseguir baterias. Cada bateria só dura um engajamento e são poucas disponíveis. A solução encontrada foi conectar fios elétricos até outro tipo de bateria com a mesma voltagem.

 

Mideast Israel Syria Druse

 

Por Agências internacionais

vinheta-clipping-forte1O governo dos Estados Unidos anunciou ontem ter reunido provas suficientes de que o regime do ditador sírio Bashar al-Assad usou armas químicas contra rebeldes. No ano passado, o presidente Barack Obama advertiu que essa ação equivaleria a Assad ultrapassar a “linha vermelha” que faria os EUA se engajar no conflito de maneira mais ativa.

De acordo com Ben Rhodes, vice-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, as forças do regime sírio utilizaram gás sarin em “pequena escala” várias vezes contra os opositores, causando de 100 a 150 mortes.

Rhodes disse que os EUA irão aumentar a ajuda à oposição síria, incluindo auxílio com “propósitos militares diretos”. Ele se recusou a dizer se isso incluiria a cessão de armamentos. “Não temos condição de expor uma lista do que exatamente se encaixa na esfera dessa ajuda”, afirmou Rhodes. Segundo o assessor de Obama, o governo ainda “não tomou uma decisão quanto a buscar” estabelecer uma zona de exclusão aérea na Síria.

Os Estados Unidos têm resistido a enviar armas aos rebeldes em parte por receio de que elas possam cair em mãos de grupos islâmicos radicais infiltrados na fragmentada oposição síria. Além disso, há denúncias de excessos e violações dos direitos humanos cometidos pelos rebeldes contra tropas e apoiadores de Assad. Até agora, os americanos estavam mandando equipamentos não letais, como coletes à prova de balas e óculos de visão noturna.

O anúncio de ontem da Casa Branca aconteceu com atraso de semanas em relação a França e Reino Unido, que já haviam declarado terem constatado o uso de armas químicas, e após intensas deliberações entre Obama e sua equipe de assessores de segurança nacional. A pressão, nacional e internacional, para que os EUA aumentassem o seu envolvimento na guerra civil síria é cada vez maior e incluiu até uma crítica do ex-presidente Bill Clinton. “Algumas pessoas dizem “OK, estão vendo o tamanho dessa confusão? Vamos ficar de fora!” Eu acho que isso é um erro enorme”, afirmou o ex-presidente.

Ao ser indagado sobre quais serão os próximos passos dos Estados Unidos, Rhodes afirmou que a Casa Branca irá compartilhar suas informações com o Congresso e países aliados e tomará “decisões dentro do seu próprio cronograma”. As advertências anteriores de Obama a Assad foram amplamente interpretadas como um sinal de que os EUA examinariam as alternativas de ação militar, embora o presidente americano tenha deixado claro que não enviará soldados do país à Síria.

Na semana passada, as tropas leais a Assad recapturaram a cidade de Al-Qusair, considerada estratégica por permitir o controle da estrada que vai da capital Damasco ao Líbano. Com a ajuda de combatentes do Hizbollah, milícia xiita libanesa apoiada pelo Irã, Assad vem retomando o controle de várias áreas que estavam nas mãos dos rebeldes.

A situação na Síria deve ser um dos principais tópicos da cúpula dos países do G-8 (grupo que reúne sete economias ricas mais a Rússia), marcada para a semana que vem, na Irlanda do Norte.

De acordo com cálculos das Nações Unidas divulgados ontem, os mais de dois anos de conflito já causaram a morte de pelo menos 93 mil pessoas.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

Noventa e dois novos MV-22 Osprey para os Fuzileiros Navais dos EUA

Aeronaves fazem parte de encomenda de 99 exemplares, de contrato assinado pelo U.S. Naval Air Systems Command (Comando de Sistemas Aéreos da Marinha dos Estados Unidos) no dia 12 de junho. Clique aqui para saber mais, no Poder Aéreo.

FOTO: USN

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