As Forças Armadas iniciaram no dia 14/9 a segunda etapa da Operação Guanabara, que tem o objetivo de impedir a interferência de traficantes e milicianos no processo eleitoral do Rio de Janeiro. Por volta das 9h, cerca de 2 mil militares chegaram às favelas Vila Aliança, em Bangu, Coréia, Sapo e Taquaral, em Senador Camará, na zona oeste. As comunidades permanecerão ocupadas até a manhã da próxima quarta-feira, segundo o comandante das tropas, tenente-coronel Walter.
Fogos de artifício marcaram a chegada dos militares à Vila Aliança. “Tivemos a percepção de fogos, que tradicionalmente servem para alertar o crime organizado sobre a chegada de uma tropa federal ou estadual. A nossa postura será a mesma, por enquanto, adotada na primeira parte da Operação Guanabara. Nossa atitude irá mudar dependendo da atitude do crime organizado”, afirmou o tenente-coronel Walter.
Esta segunda parte da Operação envolve tropas da Brigada de Infantaria Pára-quedista e da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada. Os militares montaram uma base em uma escola particular na comunidade. Cerca de 10 viaturas, entre elas ônibus, caminhões e jipes, foram estacionadas em frente ao colégio. Entre as 9h e as 10h, um helicóptero sobrevoou a região. Neste mesmo período, carros de som de candidatos a vereador circulavam pela comunidade.
Vários soldados, armados de fuzis, percorrem as ruas fazendo um reconhecimento da área. Apesar da presença militar, a movimentação de moradores é normal nas principais ruas da Vila Aliança. Algumas pessoas disputavam uma partida de futebol numa pequena quadra que foi cercada pelas tropas.
A primeira parte da Operação Guanabara terminou no sábado (13/9), quando os militares deixaram as sete favelas ocupadas desde quinta-feira. O patrulhamento foi feito na Cidade de Deus, em Rio das Pedras e Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na zona oeste, assim como Vila do João, Vila dos Pinheiros, Conjunto Esperança e Nova Holanda, no Complexo da Maré, na zona norte.
A ocupação dos sete primeiros pontos mobilizou cerca de 3,5 mil homens do Exército. Integrantes da Marinha participaram apenas do primeiro dia de ocupação.

Fonte: Terra/Fotos: Ernani Alves

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Se comentários » to “Operação Guanabara: 2ª etapa”

  1. RL disse:

    Bom.
    Como tudo na vida precisa ser visto pelos dois lados, o lado bom e lado ruim, vejo essa operação exatamente por dois lados.

    Lado ruim – Ter que assistir a presença de exército atuando nas ruas das cidades brasileiras, reflete exatamente o caos em que atualmente vivemos. Isso faz aumentar a situação de insegurança pública que todos conhecemos. Uma área em que deveria ter a supremacia de comando das policias Civil e Militar, o Exército faz o papel de dominio.
    Vejo isso pelo lado da governabilidade refletida em imcompetencia, pois para chegar a esse ponto, realmente segurança não é algo que seja visto como prioritário nos governos do Rio.

    LAdo Positivo – Frente as novas ameaças de guerras mordenas e assimétricas que vivemos hoje, onde muitos ou a maior parte dos combates são feitas dentro das cidades ou conglomerados urbanos, cujo enfrentamento se dá entre mílicas e forças armadas, o uso do exército pode tirar proveito de grande valor caso a visão de adestramento da tropa ser bem vista por seus comandantes.
    No caso do Rio, acredito ser um reflexo em menor escala da atuação de nossos combatentes no Haiti.
    É inegável que exista uma sinergia, uma grande troca de informações entre as duas frentes que comandam ambas as operações.
    Quem ganha com isso, são as cabeças pensantes e toda a instituição do exército, pois é uma oportunidade em adaptar-se a realidade, e preparar-se para enfrenta-la.

    Enfim.
    É isso.
    Abraços.

  2. DaGuerra disse:

    É uma temeridade a Força Terrestre ser lançada em atividades onde fica exposta a ocorrências com os narco-terroristas e não pode reagir,como ocorreu no morro da providência. Os que ganham com tais acontecimentos são justamente aqueles que não perdem uma oportunidade para achincalhar o Exército Brasileiro.

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