Do Ipiranga para a OTAN

Desvendando o passado rescente da indústria bélica brasileira não é difícil concluir que a mesma atingiu um patamar bastante elevado no final da década de 1980. E tudo isso começou com passos não muito grandes. Na área de blindados a Bernardini, uma empresa com longa tradição na fabricação de cofres, fechaduras e móveis para escritório, começou o seu aprendizado modificando veículos do EB da época da II Guerra Mundial. Sua capacitação permitiu que a mesma participasse inclusive de concorrências da OTAN. Isto pode ser conferido na reportagem abaixo, publicada pela revista ISTO É em setembro de 1983 (exatos 25 anos!). Lembranças como estas devem ser resgatadas para que a nova geração tenha conhecimento do que a indústria bélica brasileira foi capaz de fazer, mas não conseguiu dar continuidade.

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6 Comentários to “Do Ipiranga para a OTAN”

  1. João-Curitiba disse:

    Principalmente nos EUA o governo subsidia, mesmo que disfarçadamente, sua indústria de defesa. Quando da última crise aérea, o governo daquele país anunciou uma encomenda à Boeing, para que ela não parasse a produção, caso as encomendas das empresas aéreas fossem canceladas. Defesa lá é tratada com toda a seriedade. Existe até mesmo a Universidade de Defesa Nacional. Eles sabem que a
    sobrevivência do seu país depende disso. E o progresso também. Infelizmente aqui só subsidiamos políticos e empresas a eles ligadas. Não interessa à classe política (nem todos, claro) que o povo prospere, porque daí vão começar a questionar, não se contentar só com bolsa esmola e coisas do gênero. A Embraer só sobreviveu porque saiu do segmento de defesa. Ou melhor, colocou-o em segundo plano. Se a Bernardini tivesse ficado só com seus cofres, estaria aqui até hoje. E se as autoridades tivessem apoiado a empresa, estaria com os cofres e toda uma gama de material de defesa. Quem sabe modernizando inclusive Leopard e Abrams.
    É muito importante conhecer a História, para aprender com os erros e não cometê-los novamente. Valeu Blog.

  2. RL disse:

    O que me deixa preocupado com noticias assim, advindas de épocas passadas e não muito distantes, é exatamente esta inconstância por parte de nossas industrias, sejam do setor bélico ou não.

    Altos e baixos que como bem fala o amigo João de Curitiba, não têem consistência, justamente por falta de apoio governamental. Ao contrário do que acontece em outros paises que possuem uma visão mais ampla e estratégica deste segmento.

    Hoje, estamos vivendo novamente em meio a noticias que são formidaveis, que nos permitem criar uma grande expectativa quanto ao renascimento de nossas indústrias bélicas.
    Quem nos garante que daqui a 25 anos, não estaremos lendo noticias semelhantes a despeito de um plano que parecia dar novo alento ao setor de defesa nacional, más que por motivos como estes, falta de incentivo, não vingou.

    Estou apostando nesse plano, e nesse futuro breve que nos aguarda, porem, infelizmente, até mesmo o mais otimista dos brasileiros infelizmente tem que ficar com uma pulga atrás da orelha.
    Espero que desta vez, a pulga passe para a frente da orelha e eu quebre minha cara pelo texto que acabei de digitar.

    Abraços.

  3. Roberto disse:

    bons tempos…

  4. Walderson disse:

    João e RL,
    PERFEITO os raciocínios.

    Sds.

  5. CorsarioDF disse:

    Sintetizaram tudo aí em cima meus amigos, não tenho mais nada a dizer.

  6. Zuavo disse:

    Lembrei-me dos tanques X1A e X1A1 (Carcará), nunca vi uma reportagem sobre ambos. Sei que foram utilizados em algumas unidades no Sul. O X1A utilizava o chassis do Stuart M3 e o X1A1, o do Sherman M4. Este último teve uma variante o X1A2, com um 90 mm Cockeril (o mesmo do Cascavel).
    Por favor, façam uma reportagem sobre esses tanques. Nunca, repito, li uma reportagem citando ambos. Só no início dos anos 80.

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