4º RCC é finalista do Prêmio Nacional da Qualidade

Quando o produto que você vende é tão abstrato quanto a segurança, fica mais difícil mensurar resultados da implementação de um programa para tornar excelente a gestão de sua empresa. E quando sua empresa na verdade é uma unidade do Exército brasileiro, ser finalista do Prêmio Nacional da Qualidade adquire um sabor especial. “Tudo o que a Suzano faz nós fazemos também”, orgulhava-se ontem, em São Paulo, o comandante Aloísio Lamim, devidamente fardado, ao ser informado oficialmente pelos conselheiros da Fundação Nacional da Qualidade que o 4º Regimento de Carros de Combate, o qual dirige, é o primeiro órgão público a levar o prêmio – na verdade, foi um dos finalistas de 2008. Os parâmetros da fundação para chegar a um finalista ou destaque em apenas um dos critérios da premiação são tão rigorosos que ser “apenas” finalista não diminui em nada o prazer das empresas que o conseguem.

Lamim comanda um efetivo de 500 homens e um conjunto de 54 Leopard 1A1, mais comumente chamados de tanques de guerra, na pequena Rosário do Sul, município com 40 mil habitantes situado a 390 quilômetros de Porto Alegre. O tenente-coronel Lamim acredita que o exemplo de seu regimento poderá ser seguido por outras unidades do Exército e também da Marinha e da Força aérea. “Nossa unidade é pioneira, mas outras podem buscar também a excelência gerencial.” Entre os resultados obtidos após a implantação do modelo da FNQ o comandante cita um melhor planejamento e direcionamento do orçamento do corpo, que gira em torno de R$ 1,5 milhão por ano. No almoxarifado, todos os procedimentos que resultam em compras ou distribuição de material também foram otimizados. “Com essa crise que se aproxima, possivelmente sofreremos cortes no orçamento e é na crise que esses aprendizados se tornam ainda mais importantes”, observou Lamim.

Fonte: Valor Econômico / site do 4º RCC

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10 Comentários to “4º RCC é finalista do Prêmio Nacional da Qualidade”

  1. Ozawa disse:

    Se todos os órgãos públicos aplicam-se, na letra e no espírito, os princípios gerais de contratação existentes na CFRB/88, e, em especial, seguissem os preceitos de seu regulamento geral, traduzidos pela Lei Geral de Liictações, a famosa “8.666″…, como parece ter sido o caso acima, difícil seria não ser finalista desse prêmio.

    Por seu turno, apesar da louvável gestão administrativa dessa unidade, não subvertamos a ordem real das coisas, em que seu valor operacional, como unidade de combate que é, se resuma a mera gestão de almoxarifado e uniformes impecáveis.

  2. GustavoB disse:

    “Com essa crise que se aproxima, possivelmente sofreremos cortes no orçamento e é na crise que esses aprendizados se tornam ainda mais importantes”

    Vejam a mentalidade do Comandante Lamin, mais do que ficar parado choramingando, ele vê os momentos de crise como oportunidades de aprendizado. Isto quer dizer que sua corporação estará melhor preparada para enfrentar quaisquer adversidades. Parabéns a ele e ao 4º RCC, que sirvam de exemplo a quem pouco mais faz do que reclamar.

  3. RL disse:

    Bom. No meu modo de ver, não existe muito o que se falar.
    Poderia resumir meu comentário em duas unicas palavras.

    1 – Orgulho.

    2 – Parábens.

  4. Alfredo_Araujo disse:

    E ainda tem pessoas q comentam nesse blog, q se dizem ser funcionarios publicos, q vem tirar onda de passar na sua repartição apenas uma vez por semana e ficar de pes para o alto nesse “dia de trabalho”…
    Esse cara deveria ter vergonha ao ler um post desses!! Q essa materia sirva de exemplo seu sangue-suga!!

  5. Walderson disse:

    Caro Alfredo_Araujo,

    sou servidor público e concordo inteiramente contigo, pois no local onde trabalho não existe o pacto da mediocridade. Lá, ralamos pra valer e fazemos a nossa parte.
    Um abraço.

  6. Giovani disse:

    Gostei do comentário final. Agora, sempre houve cortes no orçamento das forças armadas brasileiras. Então, se houver o corte do corte, acredito que seja a hora de se pensar se realmente vale a pena investir em forças armadas neste país, se na hora da necessidade não estão aptas, através de seus equipamentos e disponibilidade de emprego, a proteger nosso país conforme manda a Constituição.

    Com relação ao Quarto RCC, muito bom e mostra que competência e organização não tem em nada haver com disponibilidade financeira. É questão de inteligência e capacidade de administrar.

  7. Zorann disse:

    Meus parabéns. Excelente exemplo para todas empresas, altarquias e para as próprias Forças Armadas

  8. Alte Makarov disse:

    Parabéns ao 4ºRegCarCmbt!!!!!!!!!!!

    Mas na verdade, isto não me causa surpresa. É sabido que as primeiras técnicas administrativas criadas pelo homem para gerir organizações humanas se deram justamente no âmbito dos exércitos.

    O caso em questão é muito bom, pois trata-se de reforçar a identidade da OM, algo que pode tornar-se parecido com as identidades distintas e orgulhosamente celebradas dos Regimentos de linha do Exército Britânico, que datam de centenas de anos de idade, e paralelamente, instigar uma “competição pelo bom gerenciamento das OMs.

    Vem a lembrança agora um episódio em meus tempos de caserna. O Coronel sempre fazia uma ronda pelo quartel, e sempre tinha de chamar atenção para que na pressa de ir para casa, os alojamentos dos oficiais subalternos eram deixados sujos e com as luzes e os aparelhos de ventilação ligados… sem viva alma ainda lá dentro. Um desperdício de energia e falta de atenção à limpeza e ordem das dependências do quartel.

  9. sergio ipujucan de souza severo disse:

    tenho orgulho em ter servido nesse regimento em 1982,2 pelotao 3 esquadrao,(que ja era orgulho pras forças armadas ),soldado ipujucan

  10. LUIZ A. FIGUEIRA disse:

    bom dia, parabens a todos pelas consquistas que a unidade tem galgado ao longo desses anos. Obs: preciso do distintivo da unidade de voces e não encontrei no site do exercito, ok

    luiz a. figueira

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