O governo do presidente Evo Morales determinou a criação de um comando militar na Amazônia boliviana, nas fronteiras com Brasil e Peru, para reforçar a presença do Estado em uma região onde “reinava o ilícito”, informou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Walker San Miguel.
O Comando Militar Amazônico permitirá instalar “mais postos militares, mais quartéis na região amazônica”, afirmou San Miguel, citado pela emissora de TV Erbol.
O comando da unidade militar, que será formado por Exército, Aeronáutica e Marinha será estabelecido no departamento de Pando, norte do país, um ponto nevrálgico para o tráfico de cocaína.
“Lá reinava o ilícito”, assegurou o ministro da Defesa, que afirmou que o Comando poderá entrar em operação em dezembro.
O próprio governo de Morales acusou “sicários brasileiros e peruanos” de estarem por trás da morte de camponeses pró-governo na onda de violência política de meados de setembro, a mando do prefeito opositor da região, Leopoldo Fernández, que está preso em La Paz.
Pando, o departamento mais pobre da Bolívia, faz fronteira com o Acre e com o departamento peruano de Madre de Dios.
Fonte: AFP
Aproximadamente 180 militares do 1º Batalhão do Royal Australian Regiment (1 RAR), de Townsville, foram enviados à Alemanha em setembro para o Exercício Cooperative Spirit 2008 (CS08).
O CS08 é um exercício multinacional destinado a testar a interoperabilidade entre os Exércitos Americano, Britânico, Canadense, Australiano e Neozelandês (ABCA).
O 1 RAR compreende um Battle Group HQ e um Combat Team Force, combinados com uma companhia do 2nd/1st Royal New Zealand Infantry Regiment (2/1 RNZIR), formando o “Grupo de Batalha ANZAC’.
Eles conduziram operações no campo, sob condições estressantes de batalha, com uma oposição sofisticada e cenários realistas, em instalações de primeiro mundo.
A longa lista de compras de material militar da República da China (Taiwan) entregue aos EUA (ver maiores informações no blog aéreo) inclui mísseis Javelin para as forças terrestres daquela ilha.
A venda foi autorizada pelo governo Bush, mas agora depende de aprovação do Congresso dos EUA. O pedido inclui 182 mísseis e vinte lançadores e o custo estimado para toda a negociação, incluindo equipamento de apoio, suporte logístico e treinamento é de 47 milhoes de dólares.
Essa é a LW50, cujo peso é metade da M2 tradicional e um recuo 60% menor. A LW50 irá proporcionar aos soldados o poder de fogo da arma tradicional, com a comodidade de calibre 7.62mm. Seu desenvolvimento se beneficiou dos avanços conseguidos no programa do lançador de granadas XM307, de 25 mm, cancelado em 2007. Será capaz de usar todos os tipos de munição .50 (12,7mm) presentes no inventário do Exército dos EUA.
A LW50 deve pesar 29.5kg, com tripé, mecanismo de conteira e elevação, enquanto a M2 chega a pesar 58kg. O menor recuo da arma dispensa o uso de contrapeso e também diminui a dispersão dos tiros, gerando maior economia de munição. A maior precisão da arma possibilita manutenção mais simples, porque é formada por 131 partes, contra 244 da M2. Ela pode ser instalada nos mesmos reparos e já foi testada nos blindados da série Stryker.
O Comando de Operações Especiais (SOCOM) é outro que vai se beneficiar da nova arma, pois está desenvolvendo uma nova viatura leve que poderá usá-la, que ainda poderá ser desembarcada para apoiar a tropa.
A LW50 ainda está no estágio inicial de desenvolvimento, foi avaliada pelo SOCOM em março e maio passado, e só deve ser distribuída às unidades em 2011, começando pelo SOCOM e as unidades mais leves: 82ª Divisão Aerotransportada, 101ª Divisão Aerotransportada (Assalto Aéreo), 10ª Divisão de Montanha e a 25ª Divisão de Infantaria.

Nesta quita-feira (02.10), chegou à Base Aérea do Galeão a nova arma da Polícia Civil do Estado do RJ. O “Caveirão do Ar”, como está sendo chamado o Bell Huey 2, adquirido pela Secretaria de Segurança para ser utilizado para apoio aéreo nas incursões pelas favelas do Rio de Janeiro.
A aeronave levou sete dias para chegar ao Rio e agora aguarda e liberação da ANAC e da Receita Federal, para ser transferida do hangar na BAGL para a sede da CGOA, na Lagoa.
Fontes: SSP-RJ e G1
Foto: Paulo Toscano/Ascom PCERJ.
O Ministro da Defesa da Índia, Antony AK Shri, depois da 8ª Reunião do IRIGC-CMT, entre a Rússia e a Índia, que aconteceu em Nova Deli em 29 de setembro, afirmou que foi decidida a aquisição de 347 carros de combate T-90 (fotos) da Rússia. Ele disse também que outros 1.000 tanques do mesmo tipo vão ser fabricados na Índia, com transferência de tecnologia.
Os últimos dias têm sido repletos de novidades: para a Marinha, anúncio de planos para novos submarinos, incluindo o antigo sonho do submarino nuclear. Para a Força Aérea, divulgação de finalistas para o FX2. Para o Exército, lançamento de pedra fundamental da nova sede do 3º BAvEx (esta, compreensivelmente, a notícia de menor impacto entre o público, mas que não deve ser subestimada em sua importância).
Enfim, tudo indica que nosso futuro está sendo planejado. O problema é que o nosso presente é algo que irrita o Planejamento. Confira na reportagem abaixo, publicada no jornal “O Estado de São Paulo”:
Exército cobra verba e aleta para impasse
General previne tropa sobre medidas que tomará caso dinheiro não chegue.
Preocupado com o contingenciamento do orçamento do Exército, que poderá levar à antecipação em mais de um mês da dispensa dos recrutas, à redução do horário do expediente e à diminuição em pelo menos 20 mil homens o engajamento de soldados para 2009, o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, encaminhou um comunicado à tropa. Ele listou as dificuldades e pediu que todos fiquem prevenidos.
A redução de recrutas pode, de acordo com oficiais do alto comando consultados, não só prejudicar o emprego do pessoal do Exército no segundo turno das eleições como até a segurança das fronteiras. O Exército pede o descontingenciamento de R$ 518,8 milhões do seu orçamento até o fim do ano, sendo R$ 445 milhões de imediato, dos quais R$ 165 milhões atenderiam a um déficit já previsto.
O comunicado do general foi encaminhado anteontem a todas as unidades militares, enquanto ele estava ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita a quartéis. Ontem, por meio de sua assessoria, Jobim endossou a queixa de Enzo, ao informar que já alertou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre a necessidade de reforço do orçamento das três Forças.
A pressão de Enzo provocou reações de Bernardo, que reagiu irritado, dizendo que “não vai entrar em polêmica”. Bernardo lembrou que, quando Jobim aceitou assumir o cargo, fez um pedido ao presidente: que nenhum comandante discutisse orçamento com o Planejamento, mas só por meio da Defesa.
Fonte: O Estado de São Paulo, reportagem de Tania Monteiro
Desvendando o passado rescente da indústria bélica brasileira não é difícil concluir que a mesma atingiu um patamar bastante elevado no final da década de 1980. E tudo isso começou com passos não muito grandes. Na área de blindados a Bernardini, uma empresa com longa tradição na fabricação de cofres, fechaduras e móveis para escritório, começou o seu aprendizado modificando veículos do EB da época da II Guerra Mundial. Sua capacitação permitiu que a mesma participasse inclusive de concorrências da OTAN. Isto pode ser conferido na reportagem abaixo, publicada pela revista ISTO É em setembro de 1983 (exatos 25 anos!). Lembranças como estas devem ser resgatadas para que a nova geração tenha conhecimento do que a indústria bélica brasileira foi capaz de fazer, mas não conseguiu dar continuidade.
Cerca de 30 soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro participaram hoje (30/9) de um treinamento especial, promovido pelo BOPE (Batalhão de Operações Especiais), para o resgate de reféns.
O exercício foi realizado a bordo de uma barca da concessionária Barcas S/A, próximo à estação de Charitas, na Baía de Guanabara. O treinamento contou com um helicóptero, botes e uma lancha cedidade pela Polícia Federal.
O treinamento faz parte de um programa de aperfeiçoamento dos “caveiras” para enfrentar situações de extremo risco, como seqüestros e ocupação de meios de transporte por criminosos.
A operação de hoje será seguida de outras, que deverão ocorrer em vagões do metrô, ônibus e pontos turísticos como o Corcovado e o Pão de Açúcar.
FONTE: O Globo/Fotos: Domingo Peixoto


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