COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

Se comentários » to “Como deter esse tipo de adversário?”

  1. RL disse:

    Ouvindo e sendo ouvido.

  2. Bosco disse:

    A última foto é bastante “perturbadora”.
    Eu não sabia que os foguetes eram lançados também a partir de áreas urbanas de Gaza. Achava que os Qassans eram disparados a partir de áreas rurais e que os bombardeios israelenses tivessem sido feitos em alvos definidos pela “inteligência”.
    É de se pensar!

  3. André disse:

    Fazendo o que Israel está fazendo, para começar!

  4. gaspar disse:

    deixando de ser um povo arrogante…

  5. Jorge.D.G_santos disse:

    MEOS PARABENS AO GOVERNO DE ISRAEL PELA LIMPEZA DE GAZA !

  6. Francisco AMX disse:

    Esses dae de cima? com soldados fazendo o papel de polícia, investigando e combatendo, ação por ação, casa-por-casa, e como arma máxima os merkawas! são bandidos! só tem AKs e RPGs! não tem necessidade de lançar bombas Paveway e outras mais “tecnológicas” que são ministradas por pessoas que apenas supõe seus alvos! mas como as mais injustas vítimas são crianças palestinas… um palestino a menos é bom para Israel, está tb na visão dos ipo´critas que estão no comando da maioria das nações aliadas de Israel deste mundo… pq os animais do hamaz se infiltram na população (ledo engano, os militantes do hamaz vivem em suas casas, com suas famílias, precisam ser identificados e presos ou eliminados, somente eles)… eles lançam uma Paveway de 500kg para pegar um militante???? e matar 20 inocentes? sem perdão esta barbaridade… E deixo claro que não tenho nada contra Israel, acho que eles devem ter seu espaço no oriente médio, mas estão errados no que tange as ações massacrantes e desmedidas contra o povo palestino! olhem estes foguetes! 80% é combustível! tem que acertar em cheio na pessoa para matar! é brincadeira!
    Francisco

  7. Francisco AMX disse:

    Poh Jorge D G Santos, este tempo já passou! tem crianças lá bixo!

  8. JACUBÃO disse:

    Tem que fazer esses caras sentarem nesses foguetes.

  9. Vassily Zaitsev disse:

    Jacubão,

    Oh loco meu. Coitado do palestino. Vai ficar com o fi-ó-fó ardendo.

  10. XR disse:

    Os palestinos não tem mais nada a perder, é melhor que venha a gerra que fará que alguma coisa mude, porque pior não dá pra ficar. Quando Israel toma todas as terras produtivas, os recursos de água, bloqueia a entrada de alimentos e medicamentos, confinam palestinos em campo de refugiados, matam seus filhos e mulheres, ficar de braços cruzados não dá. Estão agindo igual aos Nazistas.
    Sou a favor de um estado de Israel, mas Israel quer ocupar o máximo de terras para anexar em seu país, isso sou totalmente contra.
    Israel é um lobo em pele de cordeiro, sempre se fazendo de vítima.

  11. Vassily Zaitsev disse:

    Acho que depois de lançarem o foguete, os militantes do HAMAS tem que sair caçando o lançador. Pois com o impulso do lançamento, esses lançadorzinhos de tubo de ferro de 1,5 pol. devem voar bem longe.

  12. João-Curitiba disse:

    Onde eles conseguem estes “fogos de artifício”?

  13. Thiago disse:

    Que isso Israel não deveria lutar contra esses coitadinhos que não tem dinheiro para investir em escolas,postos médicos mais tem dinheiro para compra aquelas armas que não matam ninguém AK-47,RPG,foguetes,Uavs e entre outros tadinhos dos terroristas que sequestram, matam os malvados dos judeus que são tiranos em querer defender os direitos dos seus cidadãos.OBS: Agora quero ver as HAMETES do blog acha que Israel não estar certo agora se não gostarão que eu disse problema de vocês estou pouco me lixando quero mais que Israel e outros paises que sofrem a mesma coisa vençam essa doença que se chama grupos terroristas e separatistas,revolucionários e por ai vai

  14. Acredito que Israel hoje é vidraça. Todo o mundo, a mídia está focalizado neste local, que poderá ser palco de uma grande luta. É o David enfrentando o Golias, só que ao contrário da história bíblica. O David hoje são hoje são os palestinos e o Golias as forças israelenses.
    Neste sentido, uma luta tão desigual, como foi na lenda bíblica, pode ocorrer que David renasça do lado contrário e não comumente atribuido as forças israelenses.
    Eu esperava uma ação política como saída honrosa para ambos os lados.
    Partindo-se para a luta, vitória e derrota de qualquer lado está colocado na mesa.
    A história da humanidade, das guerras, revoluções, batalhas morrem e nascem heróis.
    Será uma luta de um exército regular contra um irregular.
    A sorte está lançada.

  15. Marine disse:

    Sao decadas de educacao, emprego pra comecar.

    Combate a lavagem cerebral que se e dada desde crianca para a criacao dos fanaticos necessarios para serem bucha de canhao dos movimentos fanaticos (Hamas/Hezzbollah) e lideres do mundo arabe.

    O mundo arabe em si tambem deve olhar no espelho e reconhecer que hoje sao uma cultura falida sendo gracas em boa parte ao seu vinculo de ferro a antigas tradicoes religiosas sem a divisao de estado e religiao. Continuando assim cada decada que passa ficarao ainda mais para tras do resto do mundo.

    Eles sao hoje estados nao competitivos com o mundo Ocidental e muitos ate na Asia. Nao produzem basicamente nada fora petroleo, nao proveem servico nenhum e mal conseguem alimentar seu proprio povo. Seus governantes vivem em palacios com familias reais numerando aos milhares sendo que o povao nao rua e alimentado a lavagem de cerebral de que a culpa disso tudo e externa, e porque o Satan (EUA, Ocidente) querem mante-los assim ao inves de reconhecerem a razao de suas proprias falhas como uma cultura em si e trabalharem para melhorar o futuro seus e de seus filhos.

    Cito como exemplo de caracteristicas de sociedades nao competitivas:

    1- Subjugacao da mulher.
    2- O elo familiar/tribal mais forte que o nacional.
    3- Restricao de acesso a informacao principalmente estrangeira.
    4- Inabilidade de aceitar a responsabilidade por falhas individuais ou coletivas.
    5- Dominacao por religiao restrita.
    6- Valor baixo dado a educacao.
    7- Baixo prestigio dado ao trabalho.

    Para quem ja viajou para o mundo arabe pode-se perceber varias dessas caracteristicas em diversos paises por la. (Eu mesmo ja estive em Egito, E.A.U., Qatar, Bahrain, Kuwait, Iraque) e pude observar niveis variados dessas caracteristicas em varios desses paises e seus povos.

    O cientista politico Huntington ja dizia que uma das razoes de sua crenca que haveria conflitos de civilizacoes seria o fato de certas civilizacoes ja nao serem competitivas com outras. Outro pensador que reconhece a mesma coisa e Ralph Peters para aqueles que desejam se aprimorar no assunto.

    A situacao que nos encontramos hoje deve-se em muito a movimentos como Hamas que devem sua razao de existencia ao conflito armado contra um inimigo comum, um “scapegoat” chamado Israel. A lideranca desses movimentos possuem hoje tanto poder/influencia que nao abrirao mao disso, entao continuarao sua campanha de pao e circo com sua pobre e desinformado populacao sendo mais facil culpar os outros do que corrigir suas proprias falhas.

    Utilizam a lavagem cerebral em mesquitas fanaticas para criarem o odio desde crianca em seus futuros “soldados” perpetuando esse conflito que vemos hoje.

    Quando estive no Iraque percebi uma coisa…Nao se pode forcar democracia nos outros ou forcar um novo modo de vida depois de seculos de se estar acostumado com uma coisa. Cabe ao proprio povo perceber que fanaticos/terroristas/Hamas e tal nao sao a resposta para o futuro de sua sociedade e obviamente nao podemos exterminar um povo que recusa a mudar.

    Como dizia aos meus subordinados: “Podemos mostrar a eles a porta a entrar, o caminho a seguir mas cabe a eles entrar pela porta, nao podemos empurra-los!”

    Sds a todos os bloguistas!

  16. Em tempo sobre o tema:

    Eu esperava que com toda a tecnologia que os isralenses esbanjam pelo mundo afora, principalmente militar, que pelos menos em “casa”, tivessem já inventado um detector de mísses, pelo menos para deter estes “misseis caseiros”.
    Lembro que numa cidade americano há alguns anos eles inventaram um sistema interessante onde sensores localizado em pontos estratégicos, detectavam disparos de armas de fogo, de modo que a polícia era direcionada para o local dos disparos, fazendo o que a polícia deve fazer, deter o criminoso que efetuou os disparos.
    No caso israelense o disparo de míssel caseiro é muito mais grosseiro e facilmente identificável, creio eu com toda a tecnologia reventida no mundo todo.
    Não dando resposta a este simples problema, como ficará a imagem deste avanço tecnológico?

  17. Jorge disse:

    Quanto a deter esse tipo de adversário, não vejo condições. São doutrinados para serem fanáticos ao extremo.

    Aliás, em termos de radicalismo, marxistas e islâmicos, em todos os seus matizes, acabam por assemelhar-se.

    A única diferença é que os palestinos estão defendendo a sua terra, que por sinal é parte da mesma que na Torah (Gênesis, 15,18) foi dada para Abraão e seus descendentes (acho que só os por parte de Isaque). Vai daí que é briga para não ter fim.

    Mas para não decepcionar meus contraditores, lá vai:

    Infelizmente se for real as notícias sobre a doutrinação das crianças e adolescentes nas “escolas” do MST, Via Campesina e quejandos, aguardem problemas futuros em nosso Brasil. Vão ser nossa herança maldita.

  18. O que se percebe, é que é salutar para o politiburo israelense a existência destes ataques com foguetes caseiros, de modo que a mídia interna possa carrear e direcionar os eleitores para o seu intento. Em outras palavras, é importante a existência de um inimigo.
    Os americanos, sem os russo para atacar, como poderiam justificar o gasto anual do depto de defesa de cerca de 500 bilhoes de dólares. Criou-se um inimigo, agora denominado combatente inimigo ou coisa que o valha.
    O povo é refém destes artifícios.
    O que se percebe também é que Obama não venha a patrocinar este tipo de ação pretendida pelos israelenses mais ortodoxos e sua máquina mortífera.
    acredito que a esta altura Obama já deva estar ficando d,,,. cheio destas pressões, antes mesmo de tomar posse.
    Os militares americanos também temem perder o filão da industria militar que devora os bilhões do orçamento americano, todo santo ano. A pressa deles, americanos e israelense para um conflito não parece ser sem razão, querem fazer um fato consumado que já envolva todo mundo neste atoleiro.

  19. Em tempo:

    No atentado em Roma na II Guerra contra um destacamento alemão, quando morreram cerca de 33 soldados, a represália foi a ordem de Hitler para que fosse mortos 10 italianos para cada soldado alemão morto, assim pelo menos 330 italianos foram assassinados nas fossas ardeatinas, que virou tema de filme com Richard Burton – Atentado em Roma.
    Ora para cerca de 5 (cinco) israelenses já mataram quase 500 (quinhentas ) pessoas, que represália é esta? Pior que a de Hitler?

  20. XR disse:

    Só falta Israel levar uma surra do Hamas como levou do hezbollah no Líbano. E olha que o Hamas é bem inferio ao Hezbollah.

  21. Dani. disse:

    Marine,

    Concordo com tudo q vc disse e assimo embaixo! A sociedade de la esta em uma alienação extrema. A situação deles so ira melhor quando a prenderem a dialogar. Percebo que pelo que escreve, vc tem um conhecimento especifico nessa area… naum eh so um carinha que tem uma opiniao formada pelo q ver no jornal nacional! Parabens!

    Abraços, que a paz reine no mundo

  22. Excel disse:

    Caro Marine,
    Concordo plenamente com as observações que você faz nos dois últimos parágrafos do seu post.

  23. Marine disse:

    Dani,

    Muito Obrigado.

    Na minha opiniao a pior coisa a fazer a dar ouvido no que se le em jornal ou se ve na TV, tudo que se ve na midia ja vem digerido por alguem que embora se diz parcial e humano e acabou colocando um tom da ideologia em que o autor ou editor acredita.

    Para poder realmente se ter nocao a pessoa tem que ver com os proprios olhos e tirar a bunda da poltrona.

    Nao estou defendendo nenhum dos lados mas minha experiencia pessoal me deixa preocupado com o mundo arabe, eu acredito que estejam hoje numa bifurcacao historica em que devem decidir se mudarao radicalmente para seu proprio futuro ou se continuarao com estao fazendo que sejam a cultura falida dos proximos seculos causando conflitos para eles e o resto do mundo.

    Sds!

  24. Marine disse:

    Quis dizer “imparcial”

  25. Mucianus disse:

    “That is why Gaza exists: because the Palestinians who lived in Ashkelon and the fields around it – Askalaan in Arabic – were dispossessed from their lands in 1948 when Israel was created and ended up on the beaches of Gaza. They – or their children and grandchildren and great-grandchildren – are among the one and a half million Palestinian refugees crammed into the cesspool of Gaza, 80 per cent of whose families once lived in what is now Israel. This, historically, is the real story: most of the people of Gaza don’t come from Gaza.

    “But watching the news shows, you’d think that history began yesterday, that a bunch of bearded anti-Semitic Islamist lunatics suddenly popped up in the slums of Gaza – a rubbish dump of destitute people of no origin – and began firing missiles into peace-loving, democratic Israel, only to meet with the righteous vengeance of the Israeli air force. The fact that the five sisters killed in Jabalya camp had grandparents who came from the very land whose more recent owners have now bombed them to death simply does not appear in the story.

    Etc.

    http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-why-bombing-ashkelon-is-the-most-tragic-irony-1216228.html

  26. WAR disse:

    Marine,
    Você já é bem “rodado”, como dizemos em gíria, aqui no Brasil, especialmente pelo Oriente Médio. Isto é muito bom e sua experiência deve ser ouvida pelos nossos “revoltados” de plantão. Aqui em “nuestra américa del sur” temos algo parecido (mas não igual), com alguns líderes defasados no tempo e no espaço pregando besteiras e radicalizando seus seguidores, agora, pasmem, contra o Brasil. Os americanos já eram, parecem dizer… Creio que você é americano, pelo que fala. E já deve ter ouvido poucas e boas pelo mundo afora contra seu país. Obrigado pela ajuda. Quem não quer ver a saída, como os Iraquianos radicais (mesmo que não seja o american way of life), que se ferrem sozinhos. Mas, se começarem a jogar foguetinhos de São João sobre os seus vizinhos, que assumam suas responsabilidades e aguentem o tranco. O muro da vergonha de Israel (o traçado pode e deve ser discutido), acabou com os atentados de homens bomba (e mulheres bomba, jovens, belas, mães de família. Pô, que diabo de religião é esta que manda seus militantes para a morte e deixa seus dirigentes vivos????). É preciso exterminar esses grupos e dar uma oportunidade ao povo palestino de, em suas terras garantidas pela ONU, livres, com governantes decentes e competentes e com seus milhares de profissionais brilhantes formados mundo afora nas melhores universidades, inclusive nos EUA, construirem um belo e pacífico país, bem ao lado de um rico e pacífico Israel. E a era das guerras terminará. Deus me ouça!

  27. Hornet disse:

    Com essa história toda de Hamas e Israel, comecei a ler um livro muitíssimo interessante, que recomendaria a todos (caso já não o conheçam). Esse é o livro:

    Karen Armstrong – “Em nome de Deus. O fundamentalismo no Judaismo, no Cristianismo e no Islamismo”. (SP: Cia das Letras, 2001).

    A autora é uma historiadora inglesa, professora na London University.

    Achei uma entrevista dela para a Folha, já antiga, de 2001, mas que tem algumas chaves, no meu modo de ver, para entendermos melhor o problema todo. Transcrevo, então, alguns trechos da entrevista:

    “Pergunta – Por que parece ser tão difícil criar instituições democráticas em países muçulmanos?

    Armstrong – A democracia é algo que nós, no mundo moderno, desenvolvemos em consequência de nossa modernização, e não porque, de uma hora para outra, quiséssemos entregar o poder ao povo. Ela faz parte da transformação que acompanha a economia capitalista. Na medida em que cada vez mais pessoas em níveis humildes precisavam envolver-se na produtividade do país, na condição de operárias, funcionárias de escritórios e assim por diante, elas precisavam receber um mínimo de educação. Mais educação, por sua vez, exigia participação maior nos processos decisórios do país. Para fazer uso de todos os recursos humanos que tinham a sua disposição, os governos se deram conta de que teriam que estender os direitos à toda população.
    O mundo muçulmano ainda não teve tempo para criar uma democracia própria…

    Pergunta – O que levou movimentos fundamentalistas como a Irmandade Muçulmana e o Hamas a se transformarem de organizações que prestavam serviços sociais em organizações terroristas?

    Armstrong – … A raiz de todo movimento fundamentalista está no medo.
    Os fundamentalistas acreditam que, em algum nível, a moderna sociedade secular liberal queira acabar com a religião. Mesmo os fundamentalistas americanos têm esse medo. Algumas pessoas nas pequenas cidades do interior dos Estados Unidos se sentem colonizadas pelo modo de ser e a ética distintos de Washington, Yale e assim por diante.
    Nos países do Oriente Médio, o processo de secularização tem sido tão acelerado, em vários casos, que é sentido como uma agressão.
    Na Turquia, Ataturk fechou todas as madrassas (escolas religiosas), obrigou os sufis a desaparecerem na clandestinidade e forçou homens e mulheres a adotarem a roupa ocidental.
    No Irã, o xá Reza Pahlevi ordenou às tropas que atirassem contra centenas de manifestantes que protestavam contra a obrigatoriedade de adotar a vestimenta ocidental. Nesse ambiente, compreende-se que a secularização seja sentida como agressão.
    Você tem pessoas que se sentem acossadas, raivosas e vingativas, que sentem que estão lutando por sua sobrevivência. Sob essas condições, qualquer pessoa age com agressividade.
    Aqui no Reino Unido as pessoas têm tão pouco interesse pela religião que não há problema nesse sentido, mas temos o hooliganismo no futebol, em que se manifestam as experiências normalmente presentes na religião. Por meio do futebol, os torcedores podem colocar toda a sua alma num movimento, viver um sentimento coletivo e manifestar-se contra um inimigo comum, como ocorre em muitos movimentos fundamentalistas.

    Pergunta – Por que a sra. liga a expansão do fundamentalismo islâmico ao pós-Guerra dos Seis Dias?

    Armstrong – Eles sentiram que a adoção do método ocidental não estava funcionando, que esse método estava falido, e retrocederam para uma religião que já conheciam. Ao mesmo tempo, Khomeini estava estudando em Qum e começou a protestar contra o xá. Nos anos 60, ele foi deportado; em seguida houve um período de calmaria, e então, no final dos anos 70, uma intensificação repentina do fundamentalismo.
    A Maioria Moral apareceu nos EUA, a Revolução Islâmica iraniana eclodiu, e também testemunhamos o surgimento do sionismo religioso em Israel, com o novo poder conquistado pelos partidos ultra-ortodoxos israelenses. No Oriente Médio, mais e mais pessoas inspiradas pelo exemplo da Revolução Islâmica começaram a voltar-se a seus ideólogos próprios, como Said Qutb, no Egito, que foi executado por Nasser em 1966.
    Então o Afeganistão explodiu, e, em seguida, o Líbano. A Maioria Moral americana perdeu destaque após os escândalos sexuais nesse país, mas ela ainda existe e está se radicalizando. Não desapareceu. Esses movimentos não desaparecem – só se modificam.
    Do mesmo modo, em Israel na década de 80 havia cada vez mais partidos fundamentalistas exercendo sobre o governo um efeito que eles nunca antes tinham tido. Israel era um Estado sem dúvida alguma secular, mas hoje nenhum político pode formar um governo sem contar com o apoio dos judeus fundamentalistas. Ao mesmo tempo, dentro do islã o fundamentalismo era visto como um setor que crescia em silêncio e sem parar. Hoje o islã é tão popular quanto foram as políticas socialistas e nacionalistas de Nasser nos anos 50 e 60. Criou-se um vácuo, especialmente no Oriente Médio, onde a sociedade se dividiu e rachou entre uma elite intelectual educada no Ocidente e que compreende o que acontece no mundo e, por outro lado, a enorme base da sociedade que, em essência, é abandonada sozinha com sua ética pré-moderna. Ela não compreendia as transformações, desde o novo tipo de planejamento urbano até as novas instituições políticas. Como poderia votar de maneira criativa quando não compreendia a política secular?
    O Ocidente chegou a isso de maneira gradativa, de modo que as mudanças tiveram tempo de chegar até o povo. No mundo islâmico, a modernização rachou os países ao meio…

    Pergunta – O que vai acontecer agora, quando os fundamentalistas recebem muito apoio no mundo islâmico e muitos parecem dar apoio tácito às ações terroristas?

    Armstrong – Todas essas são ‘más religiões’ (o termo se refere aos fundamentalismos todos, e não a uma religião em particular). Num mundo hostil, elas diminuem a importância das propostas de misericórdia da religião e fortalecem seus elementos mais belicosos. Quando se tem má religião, como a arte má ou o mau sexo, é fácil ela cair no niilismo e em coisas como as que aconteceram em 11 de setembro…”

    abraços a todos

  28. Marine disse:

    WAR,

    Obrigado, mas sou brasileiro nato e de orgulho, apenas mudei para ca quando crianca com minha familia. Realmente ja ouvi cada baboseira contra os EUA que tem hora que me deixa do serio nao pelo fato de sentir que tenho que defende-los mas sim porque a maioria das criticas vem de gente que so fala por ler jornal, livro, internet ou assistir TV sem ter vivido ou experenciado o que esta dando palpite e como militar tenho antipatia desse tipo de coisa, de general de poltrona, daqueles que querem comandar de longe e nao dar ouvido ao comandante de campo. Eu vejo esses palpiteiros da mesma maneira, generais de poltrona!

    O problema do mundo arabe como ja citei e que eles tem inumeros desafios pela frente e na sua grande maioria criados por eles mesmos. Mas a lideranca arabe hoje e incapaz de ter auto-critica e procurar reconhecer seus defeitos, e mais facil culpar o vizinho para se manter o status-quo e ficar no poder e como o povo la na grande maioria nao tem educacao/estudo isso e facil; E dai vem a lavagem cerebral/fanaticismo anti-ocidente que perpetua essa situacao.

    Nos daqui do Ocidente temos um problema grave que desde o pos-guerra (2GM) temos tido tudo facil em comparacao com o que o ser humano ja passou. Nunca houve um circulo de nacoes tao ricas em que seu povo vive tao sem preocupacoes que existiam ate aos nossos avos ou bisavos, hoje tanto eu aqui quanto vc ai no Brasil nao nos preocupamos tanto quanto outrora com relacao as coisas.

    Nunca se viveu tanto, nunca se teve tanto tempo livre para ferias/lazer, nunca foi tao facil ter acesso a saude, educacao, trabalho, dinheiro, paz como se tem hoje comparado com a historia do ser humano. O problema disso e que com isso ficamos mal acostumados, ficamos “frouxos”, nao damos valor as coisas, as luxurias que temos hoje e pensamos que o mundo, o ser humano esta a perto de uma utopia, a uniao dos povos em uma paz e harmonia eterna.

    Por mais que isso seja o nosso futuro desejo esquecemos que ainda existe o lado barbaro do ser humano. O que quero dizer e que nos do Ocidente pensamos, assumimos que todo o ser humano deseja o mesmo que nos – democracia, paz, aceitacao do vizinho e tal – mas infelizmente nao e assim. Existe o ser humano que apesar de possuir todo o potencial intelectual igual ao meu e seu deseja poder, deseja vinganca, deseja guerras pois o mantem no poder e lhe faz dinheiro entre outros males.

    Vejo essa tendencia em alguns aqui no blog, a vejo na europa, a vejo em alguns setores da sociedade nos EUA e quer que vc chame isso de ser liberal, “secular progressive”, de esquerda, utopico, ingenuo ou o que seja isso me assusta mais do que o Bin Laden!

    Vejo esses protestos na Europa de gente que na maioria das vezes nao tem a menor ideia do que se passa pelo mundo arabe e vejo comentarios aqui tao ingenuos cheios de odio que me assusta como a midia hoje consegue influenciar o planeta em uma direcao tao perigosa. O mundo arabe hoje sera por muito tempo o barril de polvora do mundo e stamos completamente desinformados sobre esse “choque de civilizacoes”.

    Sds!

  29. Marine disse:

    Hornet,

    Exato o que ela diz sobre o secularismo. Mais uma vez por minha experiencia o fanaticismo ao contrario do que prega nao odeia o ocidente e principalmente o Tio Sam pelo seu apoio a Israel contra os Palestinos, isso e a desculpa oficial.

    A razao desse odio contra o Ocidente voce vai chegar a rir….E a influencia cultural do Ocidente contra aquilo que o status-quo no mundo arabe esta acostumado. Eles odeiam Hollywood nao Washington, eles odeiam Britney Spears, suas minisaias e a influencia que isso tem em meninas arabes nao Hillary Clinton, eles odeiam a musica do ocidente nao os discursos de Tony Blair, eles odeiam McDonald’s, em fim a influencia que a cultura do ocidente esta tendo no resto do mundo forcando as mudancas em seus paises seculares.

    E similar a revolta que os Samurais tiveram no Japao quando este comecou a se “modernizar” no seculo XIX.

    Entao nao importa a politica de Washington, fanaticos sempre irao odiar quer Bush quer Obama mas sera pela cultura POP, o hamburger e o Rock n Roll.

    Sds!

  30. Hornet disse:

    Amigo Marine,

    estou desconfiado que vc não é um fuzileiro coisa nenhuma, vc deve ser um sociólogo de Yale, Duke ou algo do tipo…hehehe

    Não sei se vc notou a semelhança, em muitos aspectos, do que vc disse mais acima e a entrevista com a professora da London University que postei (trechos apenas) acima. Com outras palavras, diferentes das da professora, vc analisou o problema e foi no cerne:

    “O que quero dizer e que nos do Ocidente pensamos, assumimos que todo o ser humano deseja o mesmo que nos – democracia, paz, aceitacao do vizinho e tal – mas infelizmente nao e assim.”

    Aqui é que está a questão chave para se entender este dilema todo entre palestinos e israelenses. O que o Huntington e outros intelectuais comentam e escrevem é justamente isso, não importando o nome que se dê: é o choque entre a modernidade com o arcaismo (choque de civilizações, se vc preferir). E isso é explosivo, sem dúvida.

    Israel, de certo modo, se transformou numa ilha de modernidade ocidental cercada por sociedades tradicionais orientais por todos os lados. Na medida em que Israel se expande (como se expandiu, economicamente, militarmente, culturalmente etc.), os demais paises da região se sentem ameaçados e rejeitam cada vez mais tanto a modernidade como os valores ocidentais (que Israel encarna e representa) e se fecham cada vez mais, gerando fundamentalismos agressivos (como o Hamas, por exemplo). Por outro lado, Israel, também se sente ameaçado, e dá vazão a seu próprio fundamentalismo religioso…e a encrenca está feita. Há de fato um choque civilizacional ali na região. E não uma luta entre bandidos e mocinhos como pensam alguns. O buraco é muito mais embaixo. É por isso que eu digo, e vc também: não adianta impor (pela força) os valores ocidentais ali, pela força não se cria democracia, direitos humanos e nem nada disso. Ou eles criam as condições sociais e econômicas para dar sustentação a esses valores e entram na modernidade de vez, ou aquilo nunca vai ter solução.

    O que o Ocidente e Israel poderiam fazer não é lutar contra o Hamas, mas ajudar os palestinos a não precisarem do Hamas, trazendo os palestinos, gradualmente, para o mundo moderno. O trabalho tem que ser feito no sentido da cooptação e não da confrontação. A confrontação só agrava o problema. Israel tem que entender que está lidando com pessoas que vivem na idade média, pessoas que têm a certeza que vivem para se sacrificar pela religião – desde que morram lutando contra o infiel, se possível matando alguns antes de morrer (essa é uma ética centrada em valores arcaícos…mas é o que é, fazer o quê?). Portanto, quanto mais lenha se coloca nesse fogão, mais alto fica o fogo. Precisa-se começar um trabalho lento, mas contínuo, e no sentido de apagar o fogo, no sentido de diminuir os motivos para o surgimento de grupos fundamentalistas entre os palestinos, e não no sentido contrário.

    Quando é mesmo que assumiremos, eu e vc, nossos cargos na ONU? Já achamos a solução para o Oriente Médio….hehehehe

    um grande abraço

  31. Hornet disse:

    Marine,

    enquanto eu escrevia o meu último post, acho que vc estava escrevendo o seu…e eu só li agora o que vc escreveu, estamos falando a mesma língua, porque a questão é bem essa: a ocidentalização dos costumes tradicionais do oriente médio (e aqui Hollywood é mais “cruel” que Washington, certamente…imagina um muçulmano vendo uma cena de beijo em algum filme, ou uma cena na praia, com todo mundo sem camisa, de chinelão, tomando umas cervejas e a mulherada toda de biquini…fio dental? Isso deve dar uma confusão na cabeça deles que não tem tamanho…E claro que isso é coisa do Infiel, do anti-cristo ocidental, onde já se viu tamanha depravação…hehehe).

    Aliás, esse choque entre o moderno e o arcaíco ocorreu também no Ocidente. Quando a Inglaterra começou a Revolução Industrial foi um “Deus nos acuda” por lá também. Muitos camponeses que de uma hora para outra se viram trabalhando em fábricas (coisa que evidentemente eles não conheciam, pois estavam acabando de ser inventadas), muitos atiravam os sapatos de madeira (coincidência com a história que envolveu o Bush, né?), que se chamavam “sabots” (daí que veio a palavra sabotage, sabotagem) nas engranagens das máquinas com o intuito de quebrá-las mesmo. Outros, na França do século XVIII, atiravam pedras nos relógios das praças públicas (a industrialização e a modernidade regra o tempo a partir do relógio e não a partir do Sol, da Lua, das estações do ano etc., como era no mundo arcaíco) e assim foi. Só que aqui, no Ocidente, o processo de modernização foi lento e gradual…por isso que não se chegou a ter nenhum Hamas ou Bin Laden por aqui. Na história do Brasil também temos exemplos semelhantes, vários, mas o mais conhecido é o de Antonio Conselheiro, em Canudos. A luta de Conselheiro era mística-religiosa contra a modernização trazida pela República secular e laica, recém-proclamada. Conselheiro achava isso uma blasfêmia, pois o Imperador (Dom Pedro II) era “ungido por Deus”…então, como é que os infiéis republicanos puderam fazer uma coisa dessas?…heheheh

    Exemplos é o que não faltam, deste tipo, na história do Ocidente. Mas como já foi falado, aqui as coisas foram graduais, e não de uma hora para a outra.

    Mas uma coisa eu tenho que concordar com os fundamentalistas árabes: também odeio a Britney Spears…acho que nessa parte eles estão certíssimos…kkkkkk

    um abração

  32. Marine disse:

    Hornet,

    Sociologo nada e em Yale nao me daria bem, muito liberal por la….rsrsrs!

    Mas falando serio, achei interessante quando vc disse que os fanaticos vivem na idade media pois eu costumava dizer isso por la, que eles estavam uns 1000 anos atras de nos e que as vezes me sentia como um centuriao romano lutando contra os “barbaros”.

    Enfim, o problema la e serio e fico feliz que concordamos, so espero que consigamos converser alguns do blog aqui.

    P.S. Britney Spears pra mim so se for de mini saia mas com a boca fechada sem dar um pio….hehehe

    Semper Fi!

  33. Hornet disse:

    Marine,

    Eu também espero, até mesmo pra podermos discutir (já que aqui é um blog de discussão) com mais pé-no-chão as coisas…

    Quase tudo aqui vira torcida no final das contas, já reparou: Rafale X Gripen; Flanker X Super Hornet; EUA X Russia, Scorpéne X 214, Palestino X Judeu e assim vai…Mas eu não acho que o caminho seja esse pra se discutir as coisas…tudo bem que cada um tenha um gosto pessoal sobre os equipamentos e até mesmo uma posição política sobre os acontecimentos do mundo (isso é legítimo), mas fica mais legal quando a argumentação dá sustentação para o “gosto pessoal”…senão vira muito torcida e pouco raciocínio. Mas tá bão! Devagar e sempre.

    No caso da Britney Spears…tá, tudo bem, me convenceu: amordaçada e de mini-saia pode até ser…hehehe

    abração

  34. Marine disse:

    Hornet,

    O Choque como diz Ralph Peters e como se os Flintstones encontra-sem com os Jetsons e os Flintstones nao gostaram de ver que estavam tao atrasados.

    Agora com relacao ao Oriente Medio, isso requer todos os instrumentos de poder de uma nacao sendo aplicados em niveis diferentes em situacoes diferentes, quer seja miliar, diplomatico, economico ou ate cultural para que essa regiao finalmente se modernize e junte-se ao resto do mundo.

    Um cenario que esta sendo estudado hoje pelo pentagono e ainda mais assustador…Imagine o Oriente Medio daqui a 50-100 anos quando o petroleo acabar e seus governos se acharem incapazes de prover ate mesmo as necessidades basicas a populacao sendo que agora sua maior e as vezes unica fonte de renda se extinguiu. A possibilidade de guerras civis e etnicas estao presentes com ramificacoes inimaginaveis para o resto do mundo.

    E por isso que isso me assusta, essa falha das sociedades arabes que podem arrastar o mundo junto.

    Com relacao ao blog, tiro o chapeu a vc e o LM por exemplo por sempre serem tao frios e profissionais em seus comentarios, eu procuro fazer o mesmo mas tem hora que a paciencia tem limite com tanta asneira ou ate mesmo pelo fato de ser um assunto que vivi de perto as vezes tenho uma certa ansia em informar as pessoas.

    Sds!

  35. Francisco AMX disse:

    Marine, o Hornet é “sumpimpa” como sempre! agora vem vc também! : )
    Parabéns! se tivéssemos vc e o Hornet escrevendo 24hs não seria nada mal!

    Grande abraço!

    Francisco

  36. Neturei Karta disse:

    Doze Regras de Redação Quando a Notícia é Oriente Médio
    Por Blog Cloaca News 04/01/2009 às 11:01

    Para se cometer etnocídio é preciso seguir regras,aqui no Brasil temos a Rede Goebbels de televisão dando uma forcinha ao estado agressor-invasor-terrorista de Israel.

    Doze Regras de Redação da Grande Mídia Internacional Quando a Notícia é do Oriente Médio
    .
    Regra Um – No Oriente Médio, são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
    Regra Dois – Os Árabes, Palestinos ou Libaneses não têm o direito de matar civil. Isso se chama “Terrorismo”.
    Regra Três -Israel tem o direito de matar civil. Isso se chama “Legitima Defesa”.
    Regra Quatro – Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
    Regra Cinco – Os Palestinos e os Libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama “Seqüestro de Pessoas Indefesas”.
    Regra Seis – Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos Palestinos e Libaneses desejar. Atualmente, são mais de 10.000, dos quais 300 são crianças e 1000 são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter os seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades democraticamente eleitas pelos Palestinos. Isso se chama “Prisão de Terroristas”.
    Regra Sete – Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatório a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.
    Regra Oito – Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos Estados Unidos”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo existencial.
    Regra Nove – Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios Ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações de Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.
    Regra Dez – Tanto os Palestinos quanto os Libaneses são sempre “covardes” que se escondem entre a população civil, a qual “não os quer”. Se eles dormem em suas casas com as sua famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso chama “Ações Cirúrgica de Alta Precisão”.
    Regra Onze – Os Israelenses falam melhor o Inglês, o Francês, o Espanhol e o Português que os Árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidade do que os Árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama de “Neutralidade Jornalística”.
    Regra Doze – Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas Anti-Semitas de Alta Periculosidade”.

  37. Matheus Felipe disse:

    “MEOS PARABENS AO GOVERNO DE ISRAEL PELA LIMPEZA DE GAZA !”

    Os muçulmanos são algum tipo de lixo para ser limpo Jorge.D.G_santos? Porque até agora morreu mais civis que os próprios guerrilheiros.

  38. METALEIRO4EVER disse:

    Ser humano nao e lixo, mas e dificil ver seus filhos, parentes e amigos morrerem em atentados a bomba e a comunidade internacional falar para deixar, seus filhos nao tem importancia para nos, os palestinos sim, senao os arabes tiram o nosso petroleo. Que eu saiba Israel saiu de Gaza, retirou os colonos e tentou negociar, deu certo e o Hamas foi la e melou tudo. Do lado palestino morreram 362 terroristas e 67 civis, de Israel 1 soldado e 4 civis, e os lideres dos terroristas (que moram fora, no bem bom, exilados) dizem para o povo lutar ate a morte (deles). Lindo, nao? Civis morreram porque a estrategia dos terroristas e colocarem sua infra-estrutura misturada no ambiente urbano, para coibir os ataques de Israel. O que temos aqui sao terroristas, como as FARC, Hezbolah e Sunitas iraquianos, porque sob o terror eles sao reis. Se nao se faz nada, teremos uma nova Somalia ali, terra sem lei dos homens ou de Deus.

  39. Claudio Grulla disse:

    Israel tem todo o direito de existir como a Palestina também,não é pq Israel tem um padrinho que todo o ano lhe dá 2 bilhões de dólares pra comprar em armas e os Palestinos não têm nenhum que eles não tenham direito à sua terra.
    Que quando os judeus chegaram em 48 foram hostilizados ,ameaçados e alguns assassinados e que desecandeou o início de inúmeras guerras entre árabes e judeus,não justifica o massacre promovido por Israel.
    Quanto aos países árabes não serem o berço da democracia é uma questão cultural,apesar de não concordar com alguns radicalismos como: a submissão da mulher,mutilações,falta de liberdade,injustiças sociais,péssima distribuição de renda e etc.
    Agora querer justificar que Israel está certa porque tem carta branca do Tio Sam pra matar terroristas palestinos e congêneres e no bolo civis indefesos é muita desfaçatez.

  40. DaGuerra disse:

    Todo mundo viu que não é o livro sagrado da grande religião Islâmica,o alcorão, que move os terroristas no oriente médio, é a velha inimiga da humanidade, muito conhecida de nós brasileiros, a bandeira vermelha do comunismo. GAZA, para quem não lembra foi tomada por um golpe militar dos terroristas do hamas contra a autoridade palestina que controlava os territórios . O pior é o desgoverno do marolinha, calhordamente manifestar-se a favor destes psicopatas. DEPLORÁVEL!O Exército Israelense tem que aprender com o Exército Brasileiro como destruir estes facínoras,numa campanha combinando ações regulares e irregulares, junto com a autoridade palestina, se esta almejar algum crédito internacional.

  41. Ulisses disse:

    Tempos piores viram meus amigos e temos que analizar agora 2 coisas:

    1-Ainda bem que não é no Brasil.

    2-Os tempos atuais ainda é o inicio do apocalipse que diz que coisas terríveis virão,haverá guerras conflitos armados e possivelmente uma Terceira Guerra Mundial,onde provavelmente terá uso massivo de ARMAS NUCLEARES,MAS haverá um tempo em que UM HOMEM chegará e vai resolver tudo isso,mas ele colocará sua marca nas mãos ou na testa das pessoas e o povo o amará e deixara de existir igreja ou qualquer tipo de religião ou de provas que existiu essa religião,porém o filho de DEUS terá que se esconder e se for escolhido por DEUS terá que se entregar e falar a favor de DEUS no tribunal e depois ser duramente executado,mas isso é só para quem se acha preparado e escolhido por DEUS.

    Um abraço a todos.

  42. Cinquini disse:

    Nossa, o Hornet e o Marine estão dando aula de Antropologia aqui! rss

    Marine, o que vc falou sobre a sua experiencia é bem interessante e bastante válida mas, eu como um “teórico” te pergunto:

    O que vc define por cultura?

    Vc acredita que a cultura ocidental é a resposta para a civilização contemporânea?

    Vc não acha que os problemas que enfrentamos hoje em dia são justamente por “perdermos” esses valores seculares como “família”? Lembre-se que o cristianismo foi usado como tentativa para salvar a sociedade romana que estava se desagregando, a família foi um dos motivos da queda de um império. Não sera ela a cusa do fim do “nosso” império?

    Não sou contra os EUA, Israel e nem contra a nossa cultura ocidental, só estou te perguntando (e me perguntando) qual é a solução para as mazelas do mundo contemporâneo.

    Hornet e amigos do blog, se quiserem responder fiquem a vontade ;)

    Abração

    Cinquini
    p.s. Da Guerra, vc precisa se tratar cara! Cuidado tem um comuna debaixo da tua cama nesse momento!!! :D

  43. Bosco disse:

    Não vejo com estranheza que uma cultura que se mantém há 1000 anos inalterada despreze e se mostre resistente a uma “cultura” descartável com menos de um século, como a do ocidente capitalista cristão?
    Errados ou não pelo nosso ponto de vista, eles possuem uma causa a defenderem, uma terra, uma história, algo “maior”.
    E o ocidental? Morrer por que causa nobre? O direito inalienável de votar em uma eleição que só tem 2 candidatos, e que gastaram bilhões de dólares para estarem lá? Isso é o ideal democrático?
    O direito de comprar pornografia na banca da esquina como se compra um jornal?
    O direito de ver sexo explícito e violência gratuita toda hora que liga a TV?
    O direito de trocar de mulher quando ela fica meio “acabadinha” pela gostosa da repartição?
    O direito de se achar um lixo por não ser um “empreendedor” ou um “vencedor”?
    O direito de nossas garotas se vestirem como quiserem, inclusive como p——–, para deleite de marmanjos?
    O direito de socar meio litro de silicone no peito e de fazer uma plástica para não parecer estar cometendo o crime de “envelhecer”?
    O direito de se entupir de Prozac porque você não é “popular” ?
    Muito do que nós ocidentais chamamos de direitos, alguns povos chamam de “vergonha”!
    Não estou com isso defendendo e muito menos julgando A, B ou C. Acho apenas que existem valores diferentes no mundo e não podemos julgar de maneira isenta povos com culturas milenares completamente diversa da nossa.
    Mesmo porque, a “realidade” que vivenciamos no dia a dia é “forjada” pela nossa mente. Outros “de fora” também fazem leituras tão ou mais radicais sobre nossas vidas, como nós às deles.

    OBS: a aparente maior liberdade e tolerância dos judeus em relação ao mundo islâmico não resiste a uma análise mais criteriosa.
    Tenho receio que se não fosse a observação constante da mídia e da “comunidade internacional”, eles poderiam colocar em prática o seu “manual de operações contra povos não eleitos” escritos pelos “Senhor dos Exércitos” em pessoa.
    É sabido que alas radicais do Judaísmo são “abafadas” para não complicarem a relação de Israel com o mundo Cristão, que os apóia.

    Um abraço a todos.

  44. JACUBÃO disse:

    Continuo com a minha opinião.
    Acho que eles deveriam sentar com fôrça nesses foguetes e depois pedir para o outro terrorista acender o pavio do foguete e…

  45. WAR disse:

    Hornet, 1:55
    Vou correr à livraria do Shopping para comprar este livro. Depois conversamos.
    Abraço!

  46. WAR disse:

    Marine,
    Aqui no Brasi e na América Latina, vivemos ainda um problema que acaba chegando aí: a criminalidade + a corrupção. As drogas contribuem, mas não são tudo e precisam de uma outra análise. Quem vai converncer um cocaleiro que nasceu mascando aquelas folhas, de que isto faz mal à saúde? Se você disser que é coisa do demo, não dá certo… Talvez seja melhor substituir essas culturas (agricultura) por outras de comida, que já falta no mundo. Aliás, parece que é uma das poucas coisas boas que o Evo (nosso mui amigo) está fazendo por lá e, por isto e outras coisa, já está sendo acusado de traidor por gente mais idiota que ele. Quem viver, verá no que vai dar. Bom domingo a todos e que os israelis dominem logo Gaza com o mínimo de baixas para os dois lados.

  47. Vassily Zaitsev disse:

    Jacubão,

    Ja que vc continua com a mesma opnião, tb fico com a minha.

    ” coitdado do militante. Vai ficar com o ……-…..-…… ardendo.

    Marine, dia 04 05:55hs,

    “daqui à 50 ou 100 anos, quando o petroleo acabar”………..

    ……. Aí que o Oriente Médio volta de vez à idade das pedras.

    Porque, quando os pais não ensinam, são os filhos quem se emburrecem, quer dizer, pagam o pato.

    abraços.

  48. Mucianus disse:

    Marine, muito bonitinho seu papo, mas você ja foi lá falar com seu chefe George, que se gabava de nunca ter saido dos EUA, e explicar para ele que antes de forçar a democratização do Iraque ele deveria tentar se informar sobre os costumes locais? Você, que tanto fala sobre generais de sofá recebe suas orden de quem? Pra quem você trabalha, rapaz? Você alguma vez foi perguntar pros neoconservadores (que não tem um miligrama de experiência militar, nem filhos nas forças armadas) de onde eles tiraram a certeza de que os americanos seriam recebidos com flores pelos iraquianos e que a guerra seria vencida rapidamente e utilizando um contingente pequeno? Rapaz esses caras te dão ordens, você marcha pra onde eles te mandam e você vem com essa conversa pra cima de nós? Seu chefinho Collin Powell vai na ONU mentir descaradamente sobre armas de destruição de massa criadas no escurinho do OSP de Douglas Feith e você vem aqui tentar “explicar” como a cultura islamica é atrasada? E tem gente que ousa qualificar você como material pra Yale? Se você tem preguiça de estudar o assunto e prefere tirar suas informações no local, muito bem, concordo plenamente, no entanto as decisões acerca do uso do poderio militar americano têm sido tomadas por gente com absolutamente nenhum interesse pela realidade humana local (exceto israelense) e você parece estar se encaixando perfeitamente nesse ambiente. Vou ser direto com você, se você não leu, não ouviu falar nem tem interesse em saber sobre o conteúdo e as implicações de “The Israel Lobby and U.S. Foreign Policy” de Walt (Harvard) & Mearsheimer (Chicago) você nada mais é que material tosco para uso e descarte. Nada mais.

  49. Marine disse:

    Cinquini,

    Quando falei sobre a familia nao quis dizer que ela deixe de ser importante pelo contrario a familia e a base da sociedade.

    O que quis dizer e a cultura em que o elo familiar/tribal suplanta a competicao. Ex: A sociedade em que e considerado perfeitamente aceitavel que se ha uma posicao disponivel em um cargo ou emprego e ao inves de ser dado a pessoa melhor qualificada para essa posicao se e entregue ao cunhado ou ao primo e por ai v ai. Obviamente isso nao e o melhor para que essa sociedade seja a mais competitiva possivel.

    Claro queum certo grau disso acontece ate aqui nos EUA mas o que quero dizer e uma cultura em que isso e a norma. Tambem digo que quando uma cultura como a do Afeganistao em que a pessoa nao tem uma menor nocao de nacionalidade, de patriotismo e sim jura lealdade somente ao seu clan/tribo nao tem como fazer seus pais competitivo em visto do teatro internacional hoje.

    Nao sei te dizer se a cultura ocidental e a resposta para ninguem apenas digo que hoje e ela quem esta na frente, quem manda e se os povos do futuro nao quiserem se ver ainda mais atrasados terao que se modificar. Infelizmente nao da pra remar contra a mare.

    Obviamente o ser humano ainda nao inventou uma cultura ou forma de governo perfeita mas acho que ate hoje foi o melhor que ja bolamos mesmo com seus muitos defeitos pelo menos hoje nossos filhos (no Ocidente) tem muito mais acesso e de melhor qualidade do que ja houve na historia da humanidade com relacao a saude, educacao, alimentacao, trabalho, riquezas e ate lazer. Quando houve antigamente acesso a lazer na escala em massa que nos temos hoje? A pessoa ou trabalhava/tomava conta do campo ou simplismente morria de fome. Meu avo nunca sonhou em tirar ferias, em ir em um cruzeiro, em ir pra praia com a familia e por ai vai.

    Claro que estou olhando em tudo isso de maneira fria no sentido do que e necessario para ser competitivo mas a globalizacao acelerou tudo, paises na America do Norte, Europa, Asia e outros como Brasil estao disparados correndo nessa competitividade mundial e aqueles que escolherem por nao participar so vao ficar pra tras, eles nao tem escolha se quiserem ter um futuro melhor. Enfim nao ha como parar a correnteza e se remar contra a mare voce morre cansado.

    Espero que tenha entendido o que quis dizer com relacao a familia agora amigo.

    Sds!

  50. Marine disse:

    Mucianus,

    Rsrsrsrsrs….Amigo nao se deixe levar por livros ou artigos como essas ficcoes cientificas, nada mais sao do que teorias de conspiracao! Como disse antes esse tipo de midia e digerido pelos autores que ja tem sua ideologia formada e acabam moldando fatos para explicarem suas ideologias ou preconceitos. So porque voce gostaria que isso tudo fosse verdade nao quer dizer que e!

    So porque alguem e professor de Harvard, Columbia, Yale, Dartmouth, Stanford, Oxford nao quer dizer que sabem de tudo e na maioria das vezes voce pode encontrar outro professor da mesma univesidade que discorda das conclusoes do primeiro, e entao quem esta certo?! Cabe a nos tirarmos nossas conclusoes mas depois de termos vistos os diferentes pontos de vista.

    Percebo que voce ainda nao aprendeu isso pois qualquer um que cita apenas um livro/tese/trabalho como base para suas conviccoes pessoais esta cego para todas as outras gamas do assunto.

    Sds amigo e lhe desejo boas futuras pesquisas!

  51. Tiago Jeronimo disse:

    Como deter eu não sei, mas sei quem é o culpado de tudo isso que está acontecendo, um cara que vem matando e cometendo barbaridades desde de que o mundo é o mundo, todas a civilizações já sofreram guerras, matanças e atrocidades por sua causa, quem é esse?

    Deus.

  52. Cinquini disse:

    Marine, te entendo, até concordo com vc mas, vc tb há de concordar comigo que cada vez mais esse “conceito” de família tradicional aqui no mundo Ocidental está sumindo né? Quantos aqui cresceram com pai, mãe e irmãos tudo na mesma casa? Outro fator que a “modernidade” tras é que nos fastamos cada vez mais da nossa família. Todo tempo é curto, falta tanto tempo que ninguem mais almoça e janta e com a familia, cada um chega em casa em diferente horario pega um prato e vai esquentar comida que está na geladeira ou fazer um lanche.

    É nessas horas que me pergunto sobre os méritos da “modernidade ocidental”.

    Aqui no Brasil e em países “Latinos”, inclusive Europeus, os filhos ainda mantem um laço familiar mais forte, e ai nos EUA que os filhos vao para fora de casa estudar e só voltam para visitar os pais? Para nós isso é difícil de entender, imagine para o pessoal do OM?

    Abração meu amigo!!

    Cinquini

  53. Cinquini disse:

    Tiago Jeronimo

    Acredito que a culpa seja de quem use o nome de Deus, o coitado deve estar de férias e quando voltar irá dar um tapinha na bunda desse pessoal! rss :D

  54. Marine disse:

    Cinquini,

    Concordo com vc. A familia ja nao e como era antes, essa correria do mundo nao da tempo pra nada aqui nos EUA ainda e muito pior do que esta no Brasil.

    Tambem tenho hora que me pergunto aonde vamos parar e me pergunto se o enfraquecimento da Igreja Catolica e religiao no mundo ocidental tem um pouco a ver com isso. Nao sou pessoa religiosa mas ha de se convir que pelo menos esse valor de enfase na familia a igreja sempre deu.

    Sds!

  55. Bosco disse:

    O tema é complexo. Eu não sou muito de acreditar em “teorias da conspiração”, mas há algo na relação entre os EUA e Israel que realmente me intriga e, como brasileiro, chega a me causar “inveja”.
    O que explica a predileção dos EUA por Israel, e conseqüentemente da mídia e de todo o mundo não islâmico, em detrimento de outros países, a ponto de lhes fornecer inclusive armas nucleares, e dos mesmos não terem sido nunca admoestados pelo Conselho de Segurança sobre o tema.
    E como explicar que um país de “sobreviventes” tenha alcançado em poucos anos a condição de potência militar, não só a nível regional mas global, por mérito próprio, já que “teorias da conspiração” e “lobbys” estão fora de questão?
    O porque da “predileção americana”:
    Seria devido a Israel estar em uma posição geograficamente estratégica na região do OM? Outros países a têm.
    Seria devido ao Holocausto? Não foram eles que o perpetraram e outros povos foram igualmente massacrados no Século XX.
    Seria devido à Religião Judaica? Eles são cristãos e os judeus são “em tese” mais intolerantes com o cristianismo que os muçulmanos.
    Seria devido a uma natural simpatia dos israelenses, com que os americanos tenham se identificado? Desconheço esse lado dos judeus, a ponto de chamar a atenção.
    Seria devido ao fato de Israel estar geograficamente em uma região considerada “sagrada” pelos cristãos que os apóiam? E antes, porque não apoiavam os que lá estavam?
    Seria porque Israel remete a uma civilização que gerou o “Redentor” dos cristãos? Mas eles não o negaram? E Cristo não trouxe a “Nova Lei”
    Seria devido à natural característica do povo americano de serem os “defensores dos fracos e oprimidos”? Fracos? Porque não tratam do mesmo modo alguns países africanos, por exemplo?
    Seria porque Israel é uma saudável e moderna democracia? Não poderia ser diferente já que o “Estado” foi “criado” de modo artificial por potências democráticas, caso contrário, provavelmente lá seria uma teocracia ou pelo menos uma monarquia fundamentalista.
    Seria devido ao fato de que metade dos judeus no mundo serem cidadãos americanos? Talvez.
    Seria devido ao fato de grande parte do poder econômico dos EUA e do mundo estar nas mãos dos judeus, que mesmo não sendo todos israelenses, possuem fortes vínculos com Israel? Talvez
    Seria devido ao fato que existe um lobby forte pró Israel dentro dos EUA? Talvez

    Ou seja, embora não seja uma clássica “teoria da conspiração” a única leitura que faço sobre o excesso de tolerância dos EUA e do Ocidente para com Israel é devido a existência de uma “natural” predileção ligada ao “poder econômico” que por sua vez influi nas “decisões políticas”.
    Como já havia tido, não pensem que sou antisionista e muito menos antisemita. Sou a favor da existência de Israel e do seu direito de defesa e tenho grande admiração pelo seu povo e pela história do povo judeu. Mesmo porque nunca me fizeram nada, assim como os árabes, muito pelo contrário.
    O que não concordo é com a visão simplista que coloca de um lado um povo absolutamente virtuoso e do outro uma nação de cães raivosos vivendo na idade média.
    Sem falar que todo fato tem pelo menos 2 versões, fora a verdadeira.
    E como dizia um velho professor e amigo, “um ponto de vista nada mais é que a vista a partir de um ponto”.
    Um abraço a todos.

  56. Bosco disse:

    Cheios de erros de português pra variar.
    Peço desculpas!
    Queria saber escrever direitinho igual ao meu amigo “Hornet” que não escreve “nada de nadica de nada” errado.
    Um abraço.

  57. Cinquini disse:

    Bosco,

    Vc foi perfeito em seu comentário! Parabéns!

  58. Hornet disse:

    Amigo Cinquini,

    pois é, o que é cultura?

    Eu teria várias possibilidades para responder isso, e vc sabe do que estou falando, pois não me dou bem com a antropologia, como já te falei antes (hehehe). Não sou antropólogo, sou um simples historiador.

    Como sou simples vou te responder de um jeito simples, pois acho que desse modo também pode ajudar no debate aqui:

    A palavra cultura é ocidental, vem de “colere”, em latim. E no início (antiguidade) significava o cultivo da terra (daí, agricultura), o cuidado com a educação das crianças (daí, puericultura), a relação com os deuses (daí se dizer “culto religioso”).

    Com o Iluminismo, a palavra cultura se modificou e passou a significar “belas artes”, “coisas do espírito” – daí a idéia de “homem culto”, “homem ilustrado”, homem educado nas escolas (o Iluminismo tem um caráter pedagógico, e não foi à toa que a idéia de escola pública tenha nascido na França revolucionária). Cultura aqui era sinônimo de progresso, de progresso da civilização… portanto, civilização e cultura se tornam a mesma coisa para o Iluminismo.

    Mas a modernidade também criou a Revolução Industrial, e a palavra cultura se modificou novamente, no século XIX: a revolução industrial separou a cultura (religião, artes, educação etc.) da vida. Então, a cultura (como obra do espírito e da educação Iluministas) se opôs a isso, e tornou-se a antítese da civilização industrial. A cultura ocidental, desde então, tornou-se crítica da própria civilização ocidental.

    O comentário do amigo Bosco é um exemplo de como um homem ocidental consciente e culto (depois vc me paga uma cerveja, tá certo Bosco?…hehehe) pode fazer a auto-critica de sua própria cultura. Temos todos aqueles “valores lindos”, que o Bosco listou, na cultura ocidental, mas a Cultura Ocidental também é formada por outras coisa. Temos Britney Spears, mas temos também Charles Chaplin e Beethoven. Temos Paulo Coelho, mas temos também Machado de Assis e James Joyce. Somos arrogantes, mesquinhos e irracionais na maioria das vezes, mas também temos um norte de solidariedade, de racionalidade e de respeito pelos direitos humanos. Ou seja, criamos Auschwitz mas criamos também a democracia e os Direitos Universais do Homem.

    Então, a cultura é um campo de luta, pois é contraditória. Todas são.

    Nós não podemos comparar culturas, só podemos analisar suas contradições internas. Cada cultura tem suas contradições internas. A nossa cultura criou o mundanismo e os valores seculares, mas isso criou problemas para nós, problemas de “vazio cultural”, que alguns preenchem (ou tentam) com psicanalistas, Prozacs e Shopping Centers, e outros com Shakespeare, Mozart e Tom Zé. A nossa cultura, ao se laicizar, se separou de nós. Virou objeto de compra e aquisição (por qualquer meio, por ex., ir ao museu para “adquirir” cultura).

    Para outros povos (como os povos árabes, por exemplo), cultura é aquilo para qual eles vivem, e muitas vezes, morrem. A cultura ali é orgânica, a cultura é o próprio ser. Não existe mediação externa. O problema quando existe uma identidade entre o objeto (a cultura) e o sujeito (o ser) é que fica impossibilitada a auto-crítica. Mas a vantagem é que ela não corre o risco de ser falsa.

    A nossa cultura é uma droga, uma porcaria sem fim, só tem uma vantagem: ela é auto-crítica, é capaz de se fazer e se refazer a todo momento.

    será que respondi sua questão? Caso não, recomendo uma olhadinha num livrinho de um amigo inglês: Terry Eagleton – “A idéia de Cultura”. (Editora da Unesp, 2005). Nesse livro tem o que eu disse acima de uma maneira um pouco mais refinada…hehehe

    abração

  59. Cinquini disse:

    “Companheiro Hornet” rsrss
    Quando fiz aquela auto-crítica e provocação eu sabia que vc nos brindaria com essa aula!

    Já anotei aqui nas “leituras recomendadas pelo ‘Hornet’” a sua indicação.

    Aproveito para indicar outro livro, bem didático, para quem quiser iniciar tb os seus entendimentos sobre o que é cultura: O que é cultura? de José Luiz dos SANTOS, São Paulo: Brasiliense, 1994. (Coleção Primeiros Passos; 110).

    Algumas pinceladas do livro:

    “Assim, cultura diz respeito à humanidade como um todo e ao mesmo tempo a cada um dos povos, nações, sociedades e grupos humanos”.
    p. 8

    “Cada realidade cultural tem sua lógica interna, a qual devemos procurar conhecer para que façam [...]

    Abração

    Cinquini

  60. Bosco disse:

    A resposta a essa agressão constante por parte do Hamas pode ser a “tecnologia”. E de defesa porque a de ataque já vimos que não funciona.
    Na “Guerra Fria” os EUA chegavam a ter uns 200 B-52 voando a todo instante armados com bombas nucleares e mais outro tanto de KC-135.
    Não seria viável por parte de Israel manter uns 5 ou 6 AC-130 voando permanentemente na região provável de lançamento, tendo em vista as características dos foguetes, e a mesma ser monitorada constantemente por radares de contrabateria?
    A resposta imediata, cirúrgica e pontual por parte dos AC-130 com canhões de 105mm (inclusive podendo adaptá-los aos Lahats guiados à laser) e de 40 mm seria um fator inibitório para o lançamento desses Qassans?
    Sem falar em manter uma constelação de UAVs como os Reapers MQ-9 armados com Hellfires que poderiam fazer o mesmo serviço.
    Há anos os Israelenses aperfeiçoam um “laser tático” para deter esses foguetes. Cadê?
    Esses lasers táticos de alta energia também estão sendo pensados para as futuras canhoneiras aéreas americanas contra alvos no solo.
    Coloca-se um anel de defesa com esses THEL capazes de interceptar esses “rojões turbinados” e a coisa ta resolvida.
    É claro que um AC-130 mandando aço e fogo pra baixo vai inevitavelmente causar baixas civis, mas esses danos colaterais seriam bem menores e bem mais aceitos pela opinião pública internacional.
    O resto é política de boa vizinhança, conquistar o “coração e as mentes” e bola pra frente.
    O Hamas vai cair de podre e todos serão felizes para sempre.
    Um abraço a todos.

  61. Bosco disse:

    Enquanto eu escrevo minha elucubrações tecnológicas o Hornet nos brinda com mais um comentário de nível (pós) acadêmico.
    Assim não dá!
    O cara já não erra no “portuga” e ainda dá uma aula. É covardia!
    Brincadeira meu caro!
    É sim um grande prazer ler seus textos. Só mesmo uma questão tão complexa para aflorar tais considerações.
    Um abraço meu caro.

  62. Mucianus disse:

    Marine, os cientistas políticos de linha realista Walt e Mearsheimer foram os primeiros academicos de ponta americanos a abordar o lobby israelense e sua influência sobre a política externa americana (em particular em relação ao oriente médio). Ao qualificar sua pesquisa como obra de “ficção cientifica” e “teoria da conspiração” você se coloca no nível intelectual dos tribalistas que você deplora e no entanto talvez você venha a dever a preservação de sua vida ao trabalho desses intelectuais, já que eles, ao contrário dos neoconservadores, se importam com o emprego adequado do contingente militar americano.

    Não costumo comentar em blogs do Brasil porque nossa constituição limita a liberdade de expressão, mas ao me deparar com pessoas como o Bosco volto a me lembrar que curiosidade intelectual, perspicácia, sabedoria e clareza são também atributos de nossa gente. Me curvo em respeito e admiração aos excelentes comentadores deste blog e me despeço para retornar ao meu trabalho de evitar que um certo marine morra nas montanhas do Irâ.

  63. Bosco disse:

    Já li o texto do amigo Hornet 4 vezes e separei a pérola do mesmo:
    “O problema quando existe uma identidade entre o objeto (a cultura) e o sujeito (o ser) é que fica impossibilitada a auto-crítica. Mas a vantagem é que ela não corre o risco de ser falsa.”
    Isso resume o grande dilema pelo qual passa a civilização ocidental.
    O que queremos? Um mundo de “faz de contas”, irreal, com valores falsos, imediatista, que nos traz um grande vazio, mas que em compensação nos dá uma “percepção de liberdade” e de conforto material nunca vistos?
    É de nos fazer pensar!
    Um abraço a todos.

  64. Marine disse:

    Mucianus,

    Vc realmente colega e anti Bush e Cheney cego e nao adianta discutir com pessoas com vc pois vc e tao fanatico em sua ideologia pessoal quanto os religiosos.

    Com relacao ao seu livro ser teoria de conspiracao, nao fui eu que disse isso somente. Foi uma obra criticada por seus proprios colegas professores das mesmas universidades “Ivy League”, Secretarios de Estado, Altos cargos de governo tanto democratas quanto republicanos, cientistas politicos, sociologos, antropologos, militares, especialistas de inteligencia entre outros mais.

    Nada passa do que uma obra feita por pessoas como vc para pessoas como vc, buscando qualquer artigo com uma estampa de alguem supostamente sabio para justificar os preconceitos que vcs ja possuem.

    Com relacao a eu morrer nas montanhas do Ira, nao se preocupe pois muitos ja tentaram e continuo aqui, deles todos fui o ultimo a ficar de pe!! Meu amigo meu treinamento e dos melhores do mundo, minha experiencia em combate inimaginavel a voce, minha forma fisica, taticas e inteligencia nao deve a ninguem da Guarda Revolucionaria. E o dia que o USMC for derrotado pela Kuds Force e o dia que o Ira ganha a Copa do Mundo…

    Sds!

  65. Marine disse:

    Bosco,

    Concordo com vc que em teoria alguns AC-130 sobrevoando constantemente seriam uma boa resposta mas te garanto que nao somos os primeiros a pensar nisso. Imagino que existem outros detalhes para a implementacao de um sistema desses que lhe faz incapaz de ser colocado em pratica, detalhes que desconhecemos.

    Hornet,

    Ta vendo o que eu estava falando, a gente tenta ter um debate aqui e expor certas ideias para o bem de todos com inclusive dando nossa experiencia pessoal mas nao adianta. E como vc disse, tudo vira torcida e como o WAR disse ja estou acostumado a ouvir sobre os EUA.

    Bem amigo que continuemos nosso papo/debate aqui. Como ja disse antes e sempre um prazer trocar ideias com pessoas do seu calibre!

    Sds!

  66. WAR disse:

    Acabo de comprar o “Em nome de Deus” sobre os fundamentalismos Judaico, Islâmicos e…. Cristão. Assim como a revista Veja que fla da guerra em Gaza e a revista Asas. Gastei algo, mas vale a pena. Quanto aos amigos que falam em perda dos valores familiares e morais eu pergunto: uma mulher virgem hoje, no Brasil, tem a mesma valorização “de mercado” (uma ironia, é claro) que há 30 anos atrás? Claro que que não e ninguém morreu por isto. Assim como LIBERDADE é, sim, por exemplo, poder comprar pornografia nas esquinas, OU NÂO. A pornografia só existe por causa da repressão sexual. Consumir é ótimo (especialmente se for cultura, também). Nisso tudo, só me pergunto como ficarão os recursos naturais com este consumismo exagerado. NÃO, À CENSURA! E TB À AUTOCENSURA, como (também)tem em Cuba. Que logo, logo, vai mudar radicalmente. Boa noite a todos!

  67. Jorge.D.G_santos disse:

    Amigo Francisco AMX, tem crinças em ISRAEL bixo! tks.

  68. Bosco disse:

    Mucianus,
    obrigado pelas palavras elogiosas.

    Marine e Mucianus,
    vamos tentar manter nossos comentários somente no plano teórico meus caros amigos. Aí não ofendemos e não somos ofendidos.
    Um forte abraço ao dois.

    WAR,
    sem dúvida comprar pornografia na esquina é liberdade. Mas a que custo? A liberdade ocidental trouxe grande consequências a longo prazo, não só de caráter coletivo como individual.
    A garota de 20 anos que hoje mostra literalmente as entranhas (já que só o nú não vende mais) para a apreciação de terceiros estará feliz quando tiver 50 ou 60 anos, com o corpo enrugado coberto de tatuagens e seus netos se depararem com as fotos da vovó na internet fazendo poses sensuais e copulando com 3 ou 4.
    Haja Prozac!
    E a liberdade dos nossos filhos que com 4 anos ganham um computador, com 8 um celular, com 18 um carro e com 20 querem um apartamento?
    E que não podem ser feios, obesos, zarolhos ou mancos caso contrário serão “párias” da sociedade.
    Há alguns anos vi um documentário sobre a ilha de Okinawa falando que lá, os velhos (é normal viverem mais de 100 anos) moram nas mesmas casas dos bebês. Ou seja, 5 gerações convivem harmoniosamente, uns cuidando dos outros.

    Um abraço a todos.

  69. Bosco disse:

    Marine,
    o US Army já está usando uma arma contra ataques pontuais por foguetes e morteiros disparados contra bases americanas e alvos de alto valor. É o sistema C-RAM baseado no sistema Phalanx da marinha. O sistema foi montado em um caminhão tático e funciona de modo automático destruindo projéteis em vôo.
    Você sabia?
    É claro que não serve para proteger grandes áreas como uma cidade por exemplo.
    Um abraço!

  70. João-Curitiba disse:

    Senhores

    Li atentamente todos os comantários e gostaria de comentar alguns tópicos. Então, como diz o esquartejador, vamos por partes:

    1) O progresso do Ocidente está deixando o povo mais frouxo. Esta foi a causa da queda do Império Romano.

    2) Os árabes são atrasados. Durante as Cruzadas o Ocidente descobriu que os árabes estavam muito desenvolvidos na medicina, matemática, astronomia, etc.

    3) Eles não dão educação para o povo. Quando o OM vivia em paz, Beirute era chamada a Paris do Oriente. 10 anos atrás a Veja mostrou que o sistema educacional da Síria era superior ao do Brasil. Claro que na condição atual de guerra, tudo vai pro espaço.

    4) Eles vivem na idade média. Quanto aos costumes, sim. Principalmente no que diz respeito ao fanatismo religioso. Mas a Jordânia, que está em paz com Israel, tem uma atividade econômica mais pujante que a do Brasil. Lá sobram empregos. Tanto que jordanianos que moram no Brasil estão voltando.

    5) Quando acabar o petróleo eles serão um problema para o mundo. Terão o mesmo estatus que a África tem hoje. Ninguém dará bola pra eles. Exceção dos Emirados Árabes Unidos, que estão se preparando para explorar o turismo. Dubai é o melhor exemplo. Só gostaria de saber como atrair turistas ocidentais sem álcool. Eh eh eh.

    6) Os costumes ocidentais agridem a cultura árabe/muçulmana. Pode ser, mas nos EAU (novamente Dubai) isso parece que não está afetando nem um pouco. Logo teremos lá uma Árabedisney.

    7) O fanatismo religioso é o grande impecilho ao convívio das duas civilizações. E isso já está se espalhando. Na França eles estavam querendo o direito de usar a burka nas escolas ou coisa parecida. No Paquistão o Talibã está exigindo do governo que no território onde eles são maioria, sejam tirados todos os direitos das mulheres. Eu disse Paquistão e não Afeganistão, onde eles mandavam. Aliás, pelos próximos 100 anos as forças de coalização não poderão sair do Afeganistão. Se sairem…..
    8) Ajudar os palestinos a se consolidarem como nação pacificaria a região. Pode ser que sim. Mas antes é preciso remover alguns entraves, como Israel, que não aceita um estado palestino. E a questão da capital. Os dois povos querem Jerusalém como capital. Eu iria mais longe. Reestruturar o Líbano também. Daí os radicais não teriam mais onde se esconder. Teriam de agir da Síria ou do Irã.

    Enfim, há coisas boas e coisas ruins na situação do OM. E isso vai perdurar enquanto houver petróleo na região. Mudar uma cultura milenar é quase impossível. Principalmente porque nem eles estão preocupados com a situação palestina. Egito e Jordânia agora são amigos de Israel. Arábia e os demais países da península arábica faz anos que “tão nem aí”. Iraque e Irã estavam em guerra. A Síria só queria saber de dominar o Líbano, que hoje é um arremedo de país.
    Atualmente só Síria e Irã fustigam Israel, usando os palestinos como bucha de canhão.
    Se o mundo árabe/muçulmano quisesse realmente dar um lar aos palestinos, isso já teria acontecido. Mas parece que a eles só interessa o fim de Israel. Que não existe nos mapas árabes.
    Vamos aguardar o próximo capítulo. O Irã anunciar que tem a bomba.

  71. Francisco AMX disse:

    Jorge DG, claro! porém tu há de convir que os covernantes de Israel dão margem para grupos safados como o Hamaz, de existir! parece que querem mesmo estas “ameaças” de baixa intensidade para justificar suas atitudes desmedidas! comparar fogos de artifício com Pavaways é, no mínimo, insensatez, só isso, Israel pode invadir por terra, como está fazendo agora… é mais eficaz e puni os culpados, com baixo efeito colateral no sofrido povo palestino. E sobre as crianças e os inocentes, se fosse ao contrário, estaria criticando com a mesma veemência a Palestina! pode ter certeza! não dou carta branca para ninguém! sempre desconfio da verdade absoluta! será que o povo palestino, que apoia estes atos de bandidos não está sofrendo com a segregação nazisdta de Israel??? será que é só religião???? sei não!
    Abraço amigo
    Francisco

  72. Marine disse:

    Bosco,

    Desconhecia desse sistema. Parece ser promissor mas duvido que resolve o problema pois este esta nao nos sistemas utilizados pelo Hamas e sim na sua mente. Se Israel for capaz de abater foguetes no ar no futuro apenas fara com que Hamas busque outros modos a ataca-los. Isso e um circulo vicioso, uma “corrida armamentista”.

    Bem ja me exaustei aqui com relacao ao que eu por experiencia propria acho os problemas da regiao em si. Alguns concordam outros discordam, e a beleza do blog. so espero que para o futuro de todos nos haja uma saida para essa regiao no futuro.

    Sds!

  73. Mucianus disse:

    Marine, por que você não é mais explícito e fala para os colegas o quê você quer dizer com “nada passa do que uma obra feita por pessoas como vc para pessoas como vc”? Seria bom para que os colegas aprendessem como funciona a coerção moral que protege o lobby israelense. Estou acostumado, pode falar à vontade, pois gostaria que os colegas entendessem um pouco melhor a mecânica da coisa.

    Quanto às criticas à W&M nós dois sabemos que vêm das mesmas pessoas que tanto elogiaram “The Threatening Storm: The Case for Invading Iraq,” não é mesmo? Que tal você dizer pros colegas que Kenneth Pollack foi aclamado por “professores Ivy League, Secretarios de Estado, Altos cargos de governo tanto democratas quanto republicanos, cientistas politicos, sociologos, antropologos, militares, especialistas de inteligencia entre outros mais,” pricipalmente na midia de massa? E onde estão as armas de destruição em massa iraquianas que ele “prometeu”? Como podemos ver é fácil conseguir críticas positivas para um livro que atende aos interesses israelenses, não é mesmo?

    Mas vou além, pra se ter uma idéia o artigo original de W&M que deu origem ao livro sequer pode ser publicado na América, tendo antes que ser publicado na Grâ-Bretanha (London Review of Books), tamanha é a censura acerca do assunto.

    http://www.lrb.co.uk/v28/n06/mear01_.html

    Aos colegas que têm vocação para entender o porquê das coisas, procurem se informar sobre esse assunto. É muito importante que os brasileiros compreenderem a bolha de informação a que são submetidos os americanos. Sem essa compreensão muitos de nós atribuirão ao povo americano como um todo ações que na verdade são conduzidas de acordo com os interesses de um grupo relativamente pequeno.

    Me despeço definitivamente na certeza de que discernimento não falta ao pessoal do blog para julgar por sí próprio o mérito dos pontos de vista aqui discutidos.

    Ao Bosco: você está certíssimo quanto à necessidade de manter a discussão fora do plano pessoal. Minha limitação nesse sentido é clara e decorre do fato de eu ter que lidar com hasbara, megaphone e sayanim com frequência. O Marine na verdade utiliza muitos dos talking points desse pessoal, o que é um tanto estranho. De qualquer modo muito obrigado pela intervenção.

  74. Marine disse:

    Mucianus,

    Combinamos assim, voce acredita que os EUA sao governados por um grupo de lobbystas judeus baseado no seu querido livro e eu continuo nao acreditando nessa conspiracao que tal?

    Voce obviamente guarda um rancor pessoal com relacao ao Iraque e a lideranca dos EUA na epoca. Nao tem como debater com vc pois vc subscribe aos talking points da extrema esquerda americana.

    Entao que concordemos a desconcordar!

    Sds!

  75. Marine disse:

    “Discordar” – E o portugues ta enferrujado!

  76. Hornet disse:

    Marine,

    só agora tive tempo de ler todos os comentários acima, com calma.

    Pois é, eu ainda prefiro argumentar e contrargumentar do que partir para ataques pessoais…mas o que se vai fazer, né? Às vezes a coisa desanda…

    Mas o engraçado é que teve um colega aqui do blog que te “acusou” de receber ordens de seus comandantes e do comandante-em-chefe das FAs dos EUA…

    Ué, o que será que vc deveria fazer, como um integrante das FAs dos EUA?

    Não entendi essa parte, vc entendeu?…hehehe

    Mas eu acho que a discussão aqui, de um modo geral, está de alto nível..relax meu caro.

    abraços

  77. Hornet disse:

    Mucianus,

    eu não quero me meter na sua discussão com o Marine, até porque ele já é grandinho é sabe se defender, mas independente disso, acho que não vale a pena vc identificá-lo com o “poder” dos EUA e transferir suas críticas aos EUA para o amigo Marine. Que eu saiba ele não é o porta-voz da Casa Branca e nem nada disso.

    O Marine é um colega aqui do Blog, e que aqui no Blog tem o mesmo direito que qualquer um de expor suas idéias e seus pontos de vista.

    Numa matéria passada, o Marine disse: não gosto do John Lennon como pessoa. Logo abaixo eu escrevi, acho o John Lennon um exemplo de pessoa. Pronto, e nem por isso o mundo acabou e nem criamos inimizade e nem nada disso.

    Não faz sentido dizer: vc não gosta do John Lennon porque vc recebe ordens para não gostar, ou porque vc é um espião dos Rolling Stones infiltrado aqui no blog…hehehe

    Fora isso, acho bacana suas colocações. E a questão que vc paresenta é pra se pensar mesmo. Apenas a forma de apresentá-las poderia ser diferente.

    mas enfim…

    um forte abraço

  78. Marine disse:

    Hornet,

    E fogo meu amigo, estavamos aqui tendo uma discussao inteligente sobre o tema do post quando de uma hora pra outra recebo bordoadas pessoais sobre a lideranca dos EUA e guerra no Iraque e a velha ladainha de sempre da extrema esquerda, enfim coisa que nao tinha nada a ver com o tema do post. Mas como nosso colega WAR ja disse, eu estou acostumado a ser o “para-raio” de anti-americanismo pois alguns me veem como a encarnacao do que na opiniao deles ha de errado com o Tio Sam.

    O pior de tudo e que sao ataques pessoais do estilo anti-war era vietna, que so falta me chamar de baby-killer, e como se a pessoa estivesse te acusando enfiando o dedo na sua cara… Me desculpe a vc e aos outros colegas estimados do blog mas como vc deve saber por minha propria experiencia pessoal tenho dificuldade em aceitar calado.

    Bem continuemos a nossa conversa,

    Voce parece gostar muito de ler entao te recomendo um autor que ja mencionei aqui, Ralph Peters. Ele tem uma visao bem semelhante a autora que vc ja mencionou antes.

    Sds!

  79. Mucianus disse:

    Pffff… que tal se você saisse do modo de operação hasbárico em que se encontra e falasse coisa com coisa. Ninguém aqui falou que os EUA são “governados” por este ou aquele grupo, o assunto ainda está limitado à política externa, em particular no Oriente Médio. Distorcer a discussão magnificando (tô sendo solidário com seu desconcordar:) o escopo é uma tática hasbara das mais triviais.

    E se você ainda não percebeu que “tipos como eu” tem como referência heróis como Stan Arthur (nesse caso admito rancor pessoal contra Boorda e Durenberger) e verdadeiro desprezo pela esquerda americana então espere você chegar na minha tenra idade e poderemos conversar novamente (provavelmente por meio de psicografia:).

    Sinceramente, Marine, se você acha que tenho algum propósito outro que não o de auxiliar o Ocidente a se manter de pé e impedir que pessoas de boa fé, porém excessiva autoconfiança, sejam conduzidas para o abismo você está muito enganado.

    Concordo preemptivamente com tudo que você vier a dizer a seguir só pra poder me desligar definitivamente deste post, mas por favor não me envolva com a esquerda americana novamente. Não peço desculpas a você por minhas palavras ácidas, pois na verdade a placidêz frente a ataques pessoais é uma das marcas de um guerreiro letal e nada mais fiz do que lhe proporcionar a oportunidade de deixar claro que você possui essa qualidade.

  80. Hornet disse:

    Marine,

    pra mim vc não precisa pedir desculpas de nada, imagina.

    Pois então, é justamente isso que tá ficando, digamos, rídiculo aqui no blog: estão te transformando em “para-raio” das críticas aos EUA.

    Precisamos separar as coisas, quem quiser fazer críticas aos EUA que faça, mas não utilize vc como “bode espiatório”, não é mesmo? Mas enfim…espero que as coisas mudem daqui pra frente neste quesito.

    grato pela dica do autor, vou procurá-lo na biblioteca da universidade.

    abraços

  81. Hornet disse:

    Bosco,

    o que eu mais faço aqui no blog é assassinar a língua de Camões…hehehe

    A questão que te intrigou (da falsa cultura) é pra se pensar mesmo.

    Aliás, vou aproveitar a deixa e esclarecer (não exatamente pra vc, pois eu sei que vc entendeu), mas para quem por ventura não tenha entendido meu argumento…

    Quando falo que os fundamentalistas palestinos vivem na idade média, não tem nenhuma conotação pejorativa. Isso apenas quer dizer que eles vivem num mundo mágico, místico e religioso, tal como vivíamos na idade média (apenas criei um paralelo com o nosso tempo histórico). Ou seja, não há a separação entre o mundo religioso e o mundo secular. Era só isso. E não tem nada que ver com questões materiais. Não estava dizendo que eles sejam pobres, miseráveis, ou atrasados, materiamente falando. A questão é puramente conceitual.

    Mas voltando a sua questão (que não é só sua, é de todos nós), eu diria que esse é o dilema da modernidade. A modernidade nos tirou algo (a religião) que explicava nossa existência por completo (tanto neste mundo, como no além), e o que colocou no lugar? É um problema seríssimo esse. Não é fácil de resolver.

    No entanto, talvez por minha formação, eu diria que a modernidade nos tirou a religião e nos deu a história. Ou seja, o homem deixou de visto por ele mesmo como um objeto (dos desejos e planos divinos) e passou a ser sujeito (sujeito de sua própria história). E pra completar a desgraça toda, diferente do mito que nos garantia um enredo do começo ao fim de nossas vidas, a história que a modernidade nos legou está sempre em aberto, nem tem nenhum final garantido…vivemos na incerteza…e dá-lhe prozacs!!!

    Que dureza, né? Pensa que é fácil viver na modernidade? Não é, não…hehehe

    abraços

  82. Marine disse:

    Hornet,

    Outra coisa que deixamos de falar sobre a influencia da cultura ocidental no mundo arabe hoje e o fato que o crescimento do fanaticismo/terrorismo e o surgimento do acesso a informacao globalmente nao sao coincidencias.

    Vejamos o fato de que paises como a Arabia Saudita antes do descobrimento do petroleo eram paises miseraveis e desde entao sua lideranca nao soube como investir essas riquezas ao contrario do citado aqui antes Dubai.

    Entao o que aconteceu desde os anos 50/60 foi que uma populacao acostumada a viver na miseria mas que nunca teve acesso a ver como o ocidente vivia quer seja por viagens ao exterior (que ate hoje so os privilegiados no mundo arabe fazem) quer seja pela TV ou internet finalmente comecou a ter acesso a essas informacoes.

    Agora imagine um jovem arabe pobre na epoca, sem emprego, sem a menor nocao de lazer como e considerado por nos, sem uma namorada por razoes culturais. Seu pai tras para casa a primeira televisao e la ele ve um mesmo jovem da idade dele mas vivendo na America (estilo barrados no baile), mas esse jovem americano de acordo com hollywood tem uma namorada loira linda, dirige um Mustang pra escola todos os dias, tem um pai que paga tudo do bom e do melhor. Para nos do ocidente temos mais ou menos a nocao que nem tudo e assim mas para um jovem arabe que jamais havia visto um americano antes ou sequer sabe aonde fica a america, ele nao tem como distinguir que esse show e uma fantasia, na cabeca dele todo americano vive daquela maneira.

    E como a historia do Rambo ou Robocop que tantos policias no Brasil adoravam ter esses apelidos, e um nivel menor do que eu citei mas psicologicamente e a mesma coisa, a pessoa vivendo/ acreditando em fantasias e nao sabendo dicernir a diferenca.

    Mas voltemos a esse jovem arabe, com o passar do tempo ele comeca a reparar nos filmes de Hollywood que todos sao lindos, ricos, que todos vivem em mansoes, mas ele mal tem o que vestir. Ele escuta a musica americana e ve as hordas de fas lindas que o roqueiros tem atras deles, mas ele nao tem a menor chance de sair com uma loira daquelas. Ele ve os carros dos mocinhos mas ele nao tem dinheiro pra comprar nem as carrocas que estao disponiveis na sua cidade.

    O que isso tudo causa na psyche da pessoa e frustracao. Quando esse mesmo jovem nao “sabia o que estava perdendo” estava tudo bem mas agora que o “genio” saiu da lampada a coisa fica feia.

    Entao o que a midia, o acesso a informacao causou quer seja hollywood, TV por satelite ou internet foi que a expectativa das populacoes desses paises ultrapassou a capacidade de seus governos de prover!

    Como vc disse amigo, o choque foi muito rapido, cerca de apenas 50 anos ate hoje. Falhas culturais tem precedentes historicos mas nunca houve uma epoca em que uma cultura unica dominante (ocidental) e seus imitadores ameacam engolir todas as outras culturas dominantes do planeta. Ate mesmo na epoca dos Imperios Europeus, a maioria dos conquistados permaneceram livres para praticar suas religioes e estilos de vida, sem perceber ou estarem conscientes do sedutivo modelo alternativo de seus conquistadores.

    Hoje gracas a filmes, videos, TV, radio, internet ha uma consciencia mundial sem precedentes da relativa pobreza fisica e cultural das sociedades nao ocidentais. Modelos ocidentais de comportamento e posses – quase sempre nao compreendidos – criam uma crise de identidade e aumentam os apetites que os governos locais sao incapazes de saciar.

    Como disse antes, vivemos em um mundo onde os Flintstones encontram-se com os Jetsons e nao gostaram da diferenca. Essa divisao social que continua abrangendo no caminho que o mundo arabe continua indo causara futuros conflitos sem duvida.

    Embora a maioria da populacao mundial sempre foi condenada a pobreza, a combinacao de seguranca religiosa, ignorancia de quao bem os outros vivem, e esperanca no futuro quase sempre serviram para apagar a revolta natural do homem com relacao as diferencas de riquezas. Hoje essas culturas falidas tem completa nocao de como vivemos, sua populacao jovem deseja o que ve em sua grande maioria e a populacao mais velha deseja manter o status quo.

    Os jovens na maioria acabam falhando em ter o que eles acreditam ser a norma no mundo ocidental causando frustracao e revolta, fazendo deles alvo facil para a lobotomia utilizada pelos seus lideres para se manterem no poder.

    Vou ficando por aqui, mas aguardo seu comentario iluminado caros amigos.

    Sds!

  83. Hornet disse:

    Marine,

    é como dissemos antes (na verdade, a professora Armstrong que comentou isso na entrevista para a Folha): foi a rapidez do projeto de modernização que ocorreu no Oriente Médio que acabou gerando o fundamentalismo, por medo do desconhecido.

    Imagina o seguinte: vc vive num mundo onde tudo está garantido e ordenado por uma identidade religiosa (não importa qual religião, e nem estou me referindo ao Islã…estou apenas supondo uma situação hipotética). A comida que vc come tem um simbolismo religioso, suas roupas também, seus gestos também, a música que vc ouve também, sua posição social também, enfim, tudo tem um fim e uma razão de ser que é religioso. Muito bem.

    E de uma hora para outra, tudo isso desaparece…e colocam no lugar disso um negócio chamado modernidade, que vc não tem a menos idéia do que seja. E pior que isso, além de te tirarem o chão, vc vê os seus Reis e uma pequena elite do seu país, se entupir de grana, de iates, mansões, jóias, carrões e tudo o mais que o dinheiro pode comprar. Até prometem isso pra vc, mas não lhe dão condições de vc alcançar isso, pois a modernidade que chegou pra vc foi só de aparências ecternas e para consumo dos outros (os tais carrões, mansões etc. divulgados pelos mass media) e não a essência da modernidade (educação, democracia, desenvolvimento científico e tecnológico, industrialização etc.). Então vc fica naquela de sempre, sem pão pra comer, miserê total e uma TV pra assistir a novela da Globo…só que também sem um norte pra seguir (pois esse norte era dado pela religião). Em resumo, agora vc não é mais um homem totalmente tradicional (que vivia para a religião) e nem é um homem totalmente moderno. Vc está no limbo. O que vc faz?

    Bem, no Oriente Médio, em alguns lugares é bom que se diga (para não generalizar), o que eles fizeram foi o seguinte (como a professora inglesa falou): retornaram à sua religião, mas de uma maneira radical. Ou seja, buscaram se agarrar nos fundamentos daquilo que justamente estavam perdendo rapidamente (e perdendo sem ter nada para colocar no lugar, nem mesmo um Shopping Center ou um Prozac…hehehe) e tornam-se fundamentalistas, belicosos.

    A modernidade, neste caso, funcionou como uma espécie de canto das sereias para esse povo…atraiu o marinheiro, mas afundou o barco nas rochas. Porque a modernidade não é apenas o superficial (os carrões, mansões e iates). Isso até nem é importante no contexto da modernidade. O importante, o que define a modernidade não é o luxo e a riqueza, são outras coisas. Não existe modernidade sem democracia, sem ciência moderna, sem desenvolvimento tecnológico, sem educação universalizada, sem direitos civis etc. Uma coisa é condição de existência da outra. Luxo e riqueza qualquer Faraó já tinha, na antiguidade.

    E aqui, neste ponto, é interessante entender que eles não pertencem a uma cultura falida, ao contrário. A cultura a que pertencem é dinâmica e viva, e que pode se modernizar sem seguir o roteiro histórico que foi seguido pelo Ocidente (até porque, não teria como eles fazerem isso..a história não se repete).

    Talvez, um caminho para o Oriente Médio, para sua modernização gradual, seja o caminho adotado por alguns países da Ásia. Os indianos, os japoneses, os coreanos, etc. foram se adaptando à modernidade, e adaptando a modernidade para sua própria cultura. Mas sem choques muito profundos, que causassem medo generalizado em suas populações.

    Por exemplo: sou amigo de um indiano que é físico-matemático. Ele trabalha com “super-cordas” (que é uma teoria, muito maluca e complicada – já tentei entender alguma coisa, mas desisti – que ajuda na explicação da origem do Universo – Big Bang e essas coisas). Pois bem, ela faz cálculos no computador para explicar a origem científica do Universo, e reza para Krishna…numa boa. Pra ele não existe contradição nenhuma nas coisas. Ciência é ciência, religião é outra coisa, como ele mesmo sempre fala. Ou seja, a Índia está fazendo uma coisa fantástica, está se modernizando, sem deixar de lado sua cultura tradicional. O Japão, também fez isso. Mas acho o exemplo da Ìndia mais interessante, pois a modernização da Ìndia é bem mais recente que a do Japão. Isso mostra que é possível compatibilizar as duas coisas.

    Quem sabe o caminho não esteja aí, no exemplo da Ìndia e de outros países da Ásia, que também eram povos tradicionais até bem pouco tempo, mas stão se modernizando agora, sem maiores traumas. E sem deixar de ser aquilo que sempre foram, o que é mais importante. Garantem a sua identidade cultural, mas não deixam de ser modernos. Nesses casos a modernidade está acrescentando coisas para eles, e não tirando coisas deles.

    abraços

  84. Hornet disse:

    ecternas = externas

  85. João-Curitiba disse:

    Prezados Hornet e Marine

    Como sempre seus comentários são pra la de elucidativos. Quanto aos jovens tornarem-se belicosos como consequência pela frustração de não conseguir os bens materiais, para isto acontecer nem precisa ter o tal choque de culturas.
    Vi na TV um assaltante sendo estrevistado. Seu argumento: Como ele não tem dinheiro para comprar um tênis Mizumo, então ele assalta para tê-lo. Aqui se assalta. Lá se faz terrorismo.
    Aqui a culpa é do “sistema”. Lá é do “Grande Satã”.
    A diferença entre as duas realidades, é que aqui as autoridades sempre podem melhorar a segurança, a distribuição da renda, etc. Lá fica difícil, porque para eles o Grande Satã é intangível.
    Outra coisa. O exemplo da Índia foi excelente. Mas faço uma ressalva. Esta adaptação cultural funciona ou numa democracia ou num regime de força, como na Turquia, China e agora em Dubai. Mas nestes califados feudais isto representa a saída, cedo ou tarde, do poder.

    Abraços

  86. WAR disse:

    Calma pessoal!
    Marine, só umas coisas precisam ser retificadas a meu ver:
    1 – O governo americano mentiu para poder invadir o Iraque.Grande erro. Quanto a isto, não há mais dúvidas.
    2 – As tropas que foram para lá, poderiam ter sido muito melhor empregadas para exterminar O Talibã no Afeganistão e no Paquistão. E quatro mil mortos americanos a menos é uma boa conta.
    No Iraque, bastaria manter a zona de exclusão e bombardear até acabar o estoque de bombas local, o “santo” Sadan, que poderia até morrer num destes bombardeios…
    3 – O governo no Bush foi péssimo. E os americanos assim pensam, é só ver as pequisas.
    4 – Se o Obama quizer, poderá criar uma grande aliança pan-americana, baseada no respeito e na ajuda mútuos. Afianal, imensa e esmagadora maioria dos americanos do norte do centro e do sul já vivem de forma bem parecida. É preciso, logo, logo, distribuir a renda (de forma capitalista e não paternalista), caso contrário, os caudilhos e salvadores da pátria (religiosos ou não. Sim, pois os ismos não são uma religião?…) vão fazer um bom estrago por aqui.. Grande abraço a todos. Brasil forte, paz na América do Sul!

  87. Hornet disse:

    amigo João-Curitiba,

    sem dúvida, vc está certo – tanto no que se refere aos problemas daqui como de lá.

    No caso do Oriente Médio, é por isso que não se encontra uma saída para o dilema Israel-Palestina de forma tão rápida. São várias as questões que estão envolvidas.

    Eu e o Marine (e outros) estávamos discutindo apenas uma delas, que ao meu ver é a questão de fundo (embora central). Mas tem os problemas políticos também, tanto os regionais (locais) quanto os internacionais. Aquela região, de fato, é complicada e difícil de achar um solução rápida e simples.

    Mas eu particularmente gostei da discussão aqui….se vc prestar a atenção nos comentários todos, desde que o blog começou a postar notícias sobre os confrontos na região, muita coisa foi mudando…o pessoal (incluindo eu) foi refletindo e pensando melhor sobre a questão. Começou com: Israel ou Palestinos (dependendo do lado da “torcida”) são uns bárbaros e uns assassinos e terminou (ao menos até agora) com uma discussão sobre os dilemas do processo de modernização das sociedades ocidentais e orientais. Um avanço e tanto, como reflexão realizada, não acha?…enfim…

    grande abraço

  88. Bosco disse:

    João Curitiba,
    seu argumento e de outros de o choque cultural e o desejo em possuir as “quinquilharias” do mundo capitalista ser o responsável por atitudes criminosas de diversas naturezas é bastante discutível.
    No caso dos criminosos pé de chinelo brasileiros pode até ser, embora é sabido que a maioria absoluta dos jovens das classes mais baixas nunca irão cometer sequer um ato tido sequer como reprovável.
    A Índia possui um dos índices de criminalidade mais baixo e não precisamos falar nada.
    No nosso país e quiçá, no mundo, os maiores criminosos são os que mais possuem condições de comprar os produtos do capitalismo.
    Você já parou para pensar que tem pessoas e culturas que simplesmente “não querem” um tênis Mizumo (eu particularmente nem sabia que isso era nome de tênis, parece nome de navio de guerra japonês)? E que não precisam dele?
    Eu por exemplo, não tenho condições de ter um iate, nem um jatinho. Sequer tenho condição de comprar uma garrafa de vinho de 500 dólares (até que poderia fazer essa maluquice mas me suicidaria em seguida de arrependimento) ou um colar de diamantes para minha esposa no valor de um milhão.
    Não podemos nos esquecer que tem garrafa de vinho de 10.000 dólares e colares de diamantes de 20 milhões (tenho dó dos idiotas que os valorizam, num navio afundando são os primeiros a serem esquecidos.rsrsrsrs…..)
    Também não posso ter um “Picasso” de 50 milhões. Oh! Como isso me deixa triste.rsrsrsrs…
    E o fato de ser um pobretão se comparado com o Bill Gates me faz infeliz ou capaz roubar ou matar alguém? Pelo contrário, o fato de não ter essas coisas não me tira sequer um minuto do meu precioso sono.
    Jamais faria isso já que esses valores não significam absolutamente nada para mim. Iates, jatos, diamantes, vinhos (o que eu gosto custa 25 reais a garrafa), tênis Mizumo, quadros, etc. ZERO na minha escala de valores.
    Achar que uma pessoa que eu considero “pobre” possa cometer atos criminosos devido ao seu poder aquisitivo permite que pessoas que me consideram “pobre” pensem o mesmo de mim, e isso eu não admito.
    Não sei se me fiz entender?
    Relembrando uma velha frase dita por um conhecido filósofo grego (Sócrates ou Aristóteles) na Grécia Antiga quando foi indagado do por que gostava de andar no mercado todos os dias: “venho aqui para ver tudo aquilo de que não preciso para ser feliz”
    Um grande abraço meu caro.

  89. Hornet disse:

    War,

    ontem acabei nem comentando contigo: vc comprou o livro da Karen, né? Acho que vc vai gostar…estou quase na metade e continuo gostando muito. E muito desmistificador das coisas. Eu que não tinha muito conhecimento da história dessas religiões (pra falar a verdade não conhecia nada), estou entendendo muitos dos “nós” dos conflitos atuais graças ao livro. Está me dando até vontande de ler os outros livros dela. Mas tenho que acabar esse primeiro…e é bem grandinho né, mais de 500 páginas…

    boas leituras!!!

    abraços

  90. Bosco disse:

    Só complementando, a diferença entre meu poder aquisitivo e de um “pobre” deve ser em torno de umas 20 vezes.
    A diferença entre o meu poder aquisitivo e a do Bill Gates é da ordem de 10.000 vezes.
    Ou seja, na escala de valor do Bill eu sou tão pobre quanto o que eu considero pobre, ou pelo menos eu estou bem mais pra miserável do que pra milionário.

  91. edilson disse:

    Chuck Norris…

  92. Alte Makarov disse:

    Muncianus, o que significa “hasbarico”?

  93. Hornet disse:

    Lendo o post do Bosco, aproveito para esclarecer uma vez mais meu ponto de vista.

    Não é por causa de um tênis ou de uma garrafa de uísque (ou pela falta dessas coisas) que eu disse que a modernidade no Oriente Médio criou fundamentalistas (aliás, me baseio nesta idéia, nos argumentos da professora inglesa citada bem mais acima). Como eu disse acima, isso aí são apenas as aparências da modernidade, a exterioridade da modernidade. E ninguém, em sã consciência, pensaria em trocar uma religião milenar por um show da Madona, e nem tão pouco se tornar “terroristas” apenas para conseguir um ingresso na primeira fila deste show…hehehe

    A questão, a “lebre”, que levantei foi no sentido da troca de valores. Saem valores enraizados e já consolidados, e entram valores mundanos e seculares. Uma questão muito mais complexa, ao meu ver.

    E ainda neste sentido, nós aqui no Ocidente precisamos realmente pensarmos e refletirmos sobre nós mesmos e sobre o que exatamente estamos querendo pra nós. Está na hora de nós acordarmos também e entendermos que a nossa cultura se ergueu e se construiu em cima de valores, e não de preços.

    A Cultura Ocidental até bem pouco tempo atrás possuía valores, atualmente só possui preços. Antes um Picasso era um valor cultural inestimável, hoje custa 500 milhões de dólares. Precisamos pensar melhor sobre o nosso próprio futuro, se é que queremos ter algum.

    Eu, particularmente, quando olho “Las Demoselles D’Avingnon”, ainda vejo e só consigo ver isso: a ruptura pictórica empreendida por Picasso e o início do Cubismo. Milionários, que geralmente não entendem patavinas de arte e nem de valores, só conseguem enxergar nesse quadro um preço, um bom invenstimento. Se isso não for um sinal de decadência de nossa própria cultura, então não sei mais o que seria.

    O mesmo eu diria sobre outros valores de nossa cultura, que estão se tornando cada vez mais simples “preços”. A solidariedade, hoje, nada mais é que um “negócio” (basta ligar a TV para saber do que estou falando, tem “Teleton” e “Criança Esperança” pra todo gosto), a liberdade virou uma mera questão de escolha: faça ou não faço um trabalho para a Playboy? diria a “livre” mocinha ocidental…enfim…A nossa situação também não é das melhores, para podermos falar muitas coisas sobre os dilemas das culturas orientais.

    abraços a todos

  94. Hornet disse:

    Ah! (como o Bosco cada hora aprofunda mais a reflexão, então, estou indo no vácuo)…

    A igualdade, que antes era um valor (uma meta a ser alcaçada, ainda que utópica), está cada vez mais se referindo ao número de pontos de dois times que estão empatados na tabela do campeonato.

    Então, os nossos valores fundamentais, que formaram a modernidade ocidental eram: igualdade, liberdade e solidariedade. Hoje estão se tornando: concorrência desleal, individualismo exacerbado e lucros a qualquer custo. Não sei não se isso vai dar certo…tá com cara que não vai…

    abraços

  95. Melk disse:

    Olá amigos.
    Achei muito interesante a perspicácia do colega Bosco ao postar tal observação: O que explica a predileção dos EUA por Israel, e conseqüentemente da mídia e de todo o mundo não islâmico, em detrimento de outros países, a ponto de lhes fornecer inclusive armas nucleares, e dos mesmos não terem sido nunca admoestados pelo Conselho de Segurança sobre o tema.
    Amigos, isso saõ considerações que realmente devemos nos fazer, e na verdade sou sincero em dizer que só começa a fazer tal coisa quem tem um certo discernimento…
    Senhores, creio que para entendermos muito bem oque de fato ocorre neste conflito, temos que nos fazer, uma pergunta crucial, “em quem ou em que eu creio.´´ Por mais que procurem dissociar a questão, não há como esconder a verdade, temos aqui civilizações que crêem em divindades distintas, Israel com o Deus de Davi e Palestinos com o deus de Maomé, ao longo dos séculos os ensinamentos de ambas as crenças foram espalhadas na face da Terra. E cada divindade tem a sua “doutrina´´ os seus “ensinamentos´´ dai a pergunta crucial, em quem ou em que eu creio? Como diz o meu irmão mais velho, “Israel é o umbigo do mundo´´…quem tem discernimento que entenda.

  96. Como eu disse anteriormente, querem botar o Obama na parede antes da posse, e fazer fato consumado no posicionamento dos EUA. veja-se a análise dos especialistas no New York Times( ig.com):

    Ataques de Israel foram programados para receber apoio de Bush, dizem especialistas
    05/01 – 08:08 , atualizada às 09:21 05/01 – The New York Times

    Bush em seu programa semanal de rádio no sábado afirmou que os Estados Unidos não querem um “cessar-fogo unilateral” que permita que o Hamas mantenha seus disparos de mísseis.

    Muitos especialistas no Oriente Médio dizem que Israel programou sua movimentação contra o Hamas, que começou com ataques aéreos no dia 27 de dezembro, 24 dias antes de Bush deixar o cargo, com expectativa de tal apoio de Washington. Oficiais israelenses não tinham certeza se o presidente eleito Barack Obama, apesar de declarações anteriores de simpatia pelo direito de defesa de Israel, daria ao país o mesmo apoio incondicional da gestão Bush.

    “Apesar das declarações de Obama e de seus conselheiros, que são a favor de Israel, os israelenses realmente não sabiam como ele iria reagir”, disse Sami G. Hajjar, estudioso veterano de política para o Oriente Médio e professor da Universidade de Defesa Nacional. “Seu primeiro instinto é pela diplomacia, e não pela ação militar”.

  97. Em tempo:
    Sendo Obama inteligente como parece ser. Não esperem os israelenses qualquer “carinho” quando este assumir, pois foi muita provocação.

  98. DaGuerra disse:

    A “modernidade” que criou o fundamentalismo islãmico foi aquela exportada pela URSS. Alguns afirmam que a cultura ocidental tem 100 anos. Confundem com a ascensão dos EUA. NOSSA CULTURA tem raízes há mais de 1000 anos antes de CRISTO, NOSSO SALVADOR, com MOISÉS. Desde 500 A.C com a FILOSOFIA e a DEMOCRACIA na Grécia antiga. 200 A.C com o DIREITO e o PATRIOTISMO ROMANO.

  99. Bosco disse:

    Melk,
    seu irmão coloca Israel sendo do “centro de gravidade” do Mundo?
    Tem um bocado de misticismo nessa afirmação, em?
    E como todo misticismo é bastante tendencioso e carece de base, sendo reconhecido apenas pela fé dos “iniciados”. Ou seja, não tem como ser discutido porque as bases de argumentação de ambos os lados (prós e contras) não se estabelecem em um mesmo plano intelectual.
    Sua frase “… divindades distintas, Israel com o Deus de Davi e Palestinos com o deus de Maomé …” também é bem tendenciosa. Você não acha que o “Deus de Davi” também deva ser com uma inicial minúscula?
    Por mais que nos esforcemos em Lhe atribuir os mesmos “defeitos” do ser humano, uma coisa é certa, caso ele exista: Deus não tem religião.
    Um forte abraço meu caro.

  100. Voluntário da Pátria disse:

    Os hamanenses fazem questão de “esquecer” que assim como os EUA ajudam os israelenses, também ajudam a AUTORIDADE PALESTINA, inclusive com armas. com autorização de TEL-AVIV e dos governos do EGITO E JORDÂNIA, todos interessados na pacificação do oriente médio bem como na criação do Estado Palestino, fora das garras do IRÃ do amigão de CHAVEZ.

  101. Bosco disse:

    Uma frase bem interessante sobre os temas “religião” e “misticismo”: O Diabo sabe todos os versículos da Bíblia de cor e os recita sempre que lhe convém.
    Não me lembro quem disse isso mas juro que não inventei. rsrsrsssss
    No máximo o que eu posso fazer é acrescentar: e anda com uma debaixo do braço.rsrsrsrssss………

  102. Melk disse:

    Caro Bosco, creio que talvez até não tenha entendido mais lhe fiz um elogio lá atraz, que agora mediante teu comentario ficou meio contra-mão…rs, mas ainda assim terá uma oportunidade de pensar um pouco melhor com a colocação que faço a tí. Você diz plano intelectual e diz tambem “caso Deus exista´´ pois bem, diga-me acaso sabe a diferença entre intelectualidade e sabedoria? Outra coisa amigo, você diz “se Deus existir, Ele não tem religião, pois bem, se prestar atenção no que eu disse verá que coloquei, que o Deus de Davi tem os seus “ENSINAMENTOS sua DOUTRINA´´ e que lhe asseguro meu caro que seus pais como o de muitos neste planta terra no minimo já devem ter lhe ensinado algo a respeito…compreendeu? Um fraterno abraço…

  103. Bosco disse:

    Melk,
    eu reconheci como elogioso sim quando citou o meu “questionamento” e fiquei lisonjeado.
    Mas o meu comentário posterior ao seu foi no sentido de deixar claro que não vejo na “opção americana” por Israel nada de cunho religioso ou místico.
    Se não tivesse feito o comentário que se seguiu ao seu, o meu questionamento, que foi motivo da sua observação elogiosa, perderia a razão de ter sido feito e poderia lhe parecer tendencioso. Preferi parecer meio “grosseiro” do que ser desonesto comigo mesmo e com sua pessoa.
    Quanto à minha formação religiosa dada pelos meus pais foi sim bem ao estilo cristão, mas apesar do esforço deles, ao 15 anos comecei a notar que todas as igrejas, templos, mesquitas e sinagogas tinham para-raios. rsrsrsrs…
    Desde então fiquei meio que cético acerca das “verdades absolutas”.
    A frase “Deus não tem religião” não é minha, mas não sei de quem.
    Um grande abraço meu caro e não fique com má impressão a meu respeito.

  104. Ivan disse:

    Putz…

    Entrei agora no BLOG, após um expediente pesado.
    Acho que vou ter que ler tudo novamente só para pegar o ritmo…
    Mas vou fazer isto em casa.

    Hornet, vc é historiador, muito legal, mas quase não me surpreendeu.

    Marine, sua contribuição para todos nós, com sua experiência dentro das Forças Armadas Americanas somada a sua capacidade de exergar e criticar o mundo é INESTIMÁVEL. Mesmo quando discordamos eu aprendo com vc.

    Bem, havia separado em casa alguns livros sobre História Militar, Carros de Combate, Aviões e Navios de Guerra, mas, pelo visto, foi tudo em vão.
    O papo evoluiu para valer e vou ter que me socorrer nas prateleiras da minha esposa e “catar” alguns livros que não me lembrava mais.

    A todos obrigado pelas opniões e “dicas” literárias.

  105. Marine disse:

    Ivan,

    Muito obrigado, Nos todos aprendemos aqui. Continue com sua busca por conhecimentos aprimordiando nossos debates aqui.

    Semper Fidelis!!

  106. Vassily Zaitsev disse:

    Marine,

    Tal qual o Ivan, tb entrei agora e vi que alguem resolveu pegar no teu pé sem dó. E ele é insistente pra caramba.

    Mas não esquenta não, esse “fogo de palha” logo passa, e ai o Hornet e o Bosco entram em ação com mais algumas “maravilhas” de comentários e vc esquece rapidinho.

    abraços.

  107. WAR disse:

    Vou jogar lenha nesta fogueira. Quem aí, que tenha educação religiosa, pode me explicar o que significa a FÈ?
    Depois eu falo o que eu penso, esclarecendo logo que não sou ateu (embora respeite quem seja e lute até a morte para não lhe calarem a boca).

  108. Roberto CR disse:

    Olá a todos.

    1 – Vi hoje pela manhã na CNN (+ – 10:30), entrevista da chanceler de Israel, Tzipi Livni, dando explicações sobre a ação de Israel no conflito. E em determinado momento ela perdeu as estribeiras (diplomaticamente). Afirmou que a comunidade internacional não estava entendendo o que realmente estava acontecendo ali, e fez isso com bastante indignação. Agitou braços, mexeu freneticamente a cabeça. Acho que não foi seu melhor momento. Fiquei preocupado com a forma como respondeu ao questionamento, principalmente porque é provável candidata a governar o país este ano. E parece que está sentindo a pressão de ser cobrada pela atitude de Israel. E se eu notei com o meu inglês “macarrônico”, figuras muito mais marotas do que eu também notaram.

    2 – Quando abri o blog e vi número de comentários em 100 desconfiei que a coisa estava pesada. Ainda bem. E vou dar um pitaco também usando as respostas do Hornet como base.
    Vou seguir a referência bibliográfica que deu, mas tenho algumas ressalvas ao trecho da entrevista que apresentou aqui. A principal delas é referente a associação DEMOCRACIA/CAPITALISMO. A justificativa no caso é a de que a sociedade necessitava de indivíduos melhor preparados para atuarem na sociedade capitalista e no seu sistema de produção, por isso, permitiu-se maior participação da sociedade na tomada de decisões políticas. Isto não está correto. A democracia surge como um meio de criar instituições que possibilitem, por toda a sociedade, a sensação de que estão participando de algo maior em nome do bem comum. O que é um engôdo pois, por essência, o princípio de acumulação do capitalismo não permite a paridade entre indivíduos, principalmente associado, como sempre foi, a instintos básicos do ser humano como o da competição. Então, se devo ser diferente de outro indivíduo, preciso de algo que mostre essa diferença. E o processo de acumulação de capital cai como uma luva justificando o fato que alguns indivíduos são melhores do que outros. E para aplacar a frustração de quem não é competitivo criam-se mecanismos como a democracia.
    Mas é só um trecho da entrevista. Lendo o livro acho que vai dar pra ver melhor as justificativas da autora. E uma dica a quem se interessou pela referência bibliográfica: tão importante quanto saber a idéia, é conhecer o produtor dela. Então, leiam o livro e vasculhem a vida do autor.
    Uma boa explicação sobre esse fenômeno, a quem se interessar, pode ser visto na obra de Karl Polanyi: A Grande Transformação. Fala da criação da Lei dos Pobres na Inglaterra no início do século XIX.
    Nos trechos seguintes sobre a discussão sobre cultura, que acredito ser realmente o grande problema no Oriente Médio nesse momento, não concordo com sua afirmação (04/01 – 18:43), de que não podemos comparar culturas porque foi o que a humanidade fez desde que grupos diferentes de indivíduos estabeleceram relações entre si. Comparamos cultura a todo momento desde a associação entre a minha rua e a sua rua, até a distinção que faz com que países tornem-se diferentes uns dos outros. O nível desta distinção é que determina o nível de conflito cultural entre os povos. E, a meu ver, não é possível dissociar cultura (objeto) de sujeito (ser) porque não existe sujeito sem que exista cultura, e nem cultura sem que exista sujeito. Aliás, no parágrafo seguinte, você mesmo afirma isso “…nossa cultura é uma droga, uma porcaria sem fim, só tem uma vantagem: ela é auto-crítica, é capaz de se fazer e se refazer a todo momento”. Não creio que nossa cultura seja falsa. Ela é o que é por conta dos indivíduos que a compõem, e é isso que lhe dá legitimidade. Contudo, se admitimos que ela é melhor ou mais adequada, estamos fazendo isso através de parâmetros que “nós” definimos, o que pode não ser adequado ao outro grupo cultural concorrente. E essa é a base do conflito que vemos agora. Israel foi criada principalmente com base na cultura européia da primeira metadde do século XX, enquanto os árabes ainda se recuperavem dos estragos feitos na sua decorrentes dos conflitos que tiveram desde a dominação Persa até o Turco-Otomano. Não houve possibilidade de seguirem o caminho percorrido pelo ocidente porque a prioridade era outra.
    Só para provocar um pouco, já que você citou o exemplo de seu amigo indiano: imagine a matemática moderna sem a noção/conceito de vazio ou zero. Não foi o ocidente que o criou, isso veio da Índia e da Mesopotâmia. E não houve choque cultural que provocou isso, somente contato e um grande volume de boa vontade que, por sinal, é o que nos falta agora.
    Por hora, fico por aqui.

    Abraços

  109. Roberto CR disse:

    Gente, mesmo relendo o comentário antes de enviar, não notei alguns erros gramticais. Na próxima faço melhor.

    Abraços

    ps: hoje começou um especial no National Geographic sobre porta aviões (tem hífen????), as 22:00. Perdi mas pego a reprise.

  110. Mucianus disse:

    Para Bosco e demais realistas do blog deixo o link da Foreign Policy onde Walt, além de outros criadores de “ficção cientifica” e “teorias da conspiração” de alto nível contribuem no novo blog :)

    http://www.foreignpolicy.com/

    http://walt.foreignpolicy.com/node

    Ops, fiquei devendo uma resposta para o Hornet. Caro Hornet, não acompamho de perto essa “caça ao Marine”, nem pretendo fazer parte dela, a menos que criem uma versão para videogame, mas pra mim ele não passa de uma versão moderna do antigos sovietófilos ocidentais. Quando este período da História vier a ser estudado, tipos como ele serão descritos por futuros Robert Conquest como “necessitando de uma temporada de tratamento nos ‘Zionófilos Anônimos’ pra se livrar do vício de recitar o caderninho da hasbara incorporado como parte de sua dieta ideologicamente correta.”

  111. Se por conta de alguns foguetes caseiros é toda esta polêmica, então é melhor que o exército brasileiro compre deste fornecedor e não fique gastando milhões com o outro de “alta tecnologia”que não ser para nada.

  112. Roberto CR disse:

    WAR

    Ótimo tema WAR. Estou sem tempo agora, mas amanhã volto aqui e falamos sobre FÉ.

    Abraços

  113. Esta aí uma proposta pro ministério da defesa do Brasil fabricar mísseis em massa ao invés de gastar bilhões com sistemas de defesa que na hora H não funcionam. Se Israel não consegue rastrear o lançamento dos mísseis caseiros e nem detê-los, significa que sua tecnologia não é prática, portanto não serve para a defesa.

  114. Bosco disse:

    WAR,
    eu não vou entrar nessa discussão já que não considero a “inquisição” assim tão distante e já expus muito meu modo de pensar acerca do assunto, nesse e em outros posts.
    Só vou deixar duas frases de pensadores modernos:

    “As pessoas têm tendência em acreditar naquilo que elas preferem que seja verdade” (Sir Francis Bacon)

    “Se Deus existisse, a fé seria desnecessária” (Ron Barrier).

    Um abraço meu caro.

  115. Obama colocado na parede disse:

    O futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que está preocupado com os ataques israelenses a Gaza, mas destacou que não intervirá nas “delicadas negociações” sobre a questão realizadas pelo atual governo americano.

    Ouvido sobre se os ataques israelenses contra o Hamas vão distraí-lo de sua agenda econômica, Obama respondeu: “Obviamente, os assuntos internacionais são motivo de forte preocupação”.

    Obama tem recebido críticas por seu silêncio em relação à violência no Oriente Médio, especialmente no mundo árabe e na imprensa européia, mesmo antes de tomar posse, no dia 20 de janeiro.

    “Insisto em que na área das relações exteriores é particularmente importante respeitar o princípio de que há apenas um presidente, porque neste momento ocorrem negociações delicadas e não podemos ter duas vozes provenientes dos Estados Unidos”, disse Obama, em referência ao presidente George W. Bush.

  116. Em tempo:

    Traduzindo o que disse Obama: “DEIXEM-ME TOMAR POSSE”

  117. Da imoralidade da política eleitoral : votos vs. vidas inocentes

    05/01/2009 – 15h13
    Israel quer destruir infraestrutura do Hamas
    da Folha Online

    A faixa de Gaza está dividida em três partes, após o terceiro dia consecutivo de invasão terrestre iniciada por Israel. Depois da ofensiva aérea, esse segundo momento de ataques representa a intenção de Israel de “caçar” os membros do Hamas.

    As informações são de Reginaldo Nasser, coordenador do curso de Relações Internacionais da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica). Para ele, as barreiras formadas por tanques ao norte e ao sul da região são para impedir a comunicação e a passagem dos integrantes do Hamas na faixa de Gaza.

    Entenda a disputa pela terra entre palestinos e israelenses
    Comente a violência em Gaza
    Leia a cobertura completa dos ataques à faixa de Gaza

    Segundo o especialista, existem dois objetivos que servem de combustão para os ataques. Um deles é recuperar o poder militar, que foi abalado em 2006 na guerra com o Hizbollah, no Líbano. O outro está relacionado às eleições que ocorrem em fevereiro deste ano.

    “Um dos candidatos é o ministro de Defesa de Israel [Ehud Barak], e ele estava em terceiro lugar. Com esses ataques, ele tem recuperado a sua popularuidade”, diz o professor.

    Nasser afirma que oficialmente a meta de Israel é destruir a infraestrutura do Hamas. “O que é impossível, mas mesmo se isso ocorrer, aparecerão outros grupos que já existem lá”,

  118. Tudo isso sob a alegação dos lançamentos de foguetes em Israel, saldo:

    mortos pelos foguetes = 4
    mortos pelos ataques aéreos israelenses = 470

  119. Qassam
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Ir para: navegação, pesquisa
    Qassam ou Kassam é o nome de um foguete de fabricação caseira, cheio de explosivos. Trata-se de um artefato utilizado essencialmente por organizações da resistência palestina, principalmente o Hamas, contra o território de Israel.

    [editar] História
    O foguete Qassam foi assim denominado em alusão ao braço armado do Hamas, as Brigadas Izz al-Din al-Qassam,que, por sua vez, foram assim chamadas em memória de Izz ad-Din al-Qassam), fundador do Mão Negra, grupo guerrilheiro ativo nos anos 1930, durante o Mandato Britânico na Palestina.

    O artefato foi desenvolvido por Nidal Fat’hi Rabah Farahat e produzido sob orientação de Adnan al-Ghoul, cognominado o “pai dos Qassam”, morto pelos israelenses, em outubro de 2004.

    Os foguetes Qassam foram empregados pela primeira vez contra alvos civis israelenses em outubro de 2001, mas, em razão do fraco alcance, todos acabaram caindo no interior da Faixa de Gaza. Somente em 10 de fevereiro de 2002, um deles explodiu em território israelense. A cidade israelense de Sderot, situada perto da Faixa de Gaza, foi a primeira a ser atingida por esses foguetes, em 5 de março de 2002.

    Segundo o Ministério de Relações Exteriores de Israel, desde a sua introdução, em 2001, os foguetes Qassam causaram a morte de 14 pessoas [1]

    [editar] Dados técnicos
    Três modelos são conhecidos e fabricados pelo movimento palestino Hamas. Embora sejam às vezes indevidamente chamados mísseis, essas armas não dispõem de sistema de comando.

    Qassam 3 Qassam 2 Qassam 1
    Comprimento(cm) 200+ 180 79
    Diâmetro (cm) 17 15 6
    Peso (kg) 90 32 5,5
    Carga explosiva (kg) 10 5-7 0.5
    Alcance máximo (km) 10 8-10 3

    A Faixa de Gaza, de onde é disparada a maior parte desses foguetes, é cercada por um muro. Os militantes palestinos dificilmente podem atirar de fora desse limite. O foguete é portanto concebido para ser lançado do interior dos territórios e sobrevoar a barreira, a fim de atingir o lado israelense.

    [editar] Fotos

    Destroços de…
    …foguetes Qassam.(esquerda e acima)
    Casa na cidade de Sderot, atingida por um foguete Qassam em 31 de Abril de 2006.

  120. Extraído de Folha on line
    06/01/2009 – 10h18
    Crianças israelenses colecionam restos de foguetes palestinos
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    HAZEL WARD
    da France Presse, em Sderot

    Os policiais e os habitantes observam os danos causados pelo disparo de um foguete palestino, mas ninguém parece prestar muito atenção a um menino que recolhe os restos do artefato, uma atividade que virou o passatempo favorito das crianças de Sderot, no sul de Israel.

    O lançamento de foguetes por militantes do movimento islâmico palestino Hamas foi intensificado desde que Israel começou uma grande ofensiva militar contra o grupo na faixa de Gaza, que, em onze dias consecutivos de bombardeios, deixou mais de 550 mortos e cerca de 2.500 feridos.

    Yinon Tubi, 11, revista os arbustos em busca de estilhaços do foguete Qassam que acaba de cair num jardim, depois de ter sido disparado da faixa de Gaza. Poucos minutos são suficientes para que reúna uma impressionante coleção de metais retorcidos.

    “Quando cai um Qassam, pegamos os fragmentos para guardar como recordação”, explica o menino, mostrando com orgulho uma caixa de munições do Exército onde acumula os restos de mais de 50 foguetes.

    “É como uma competição, a gente disputa quem tem mais pedaços e fragmentos mais bonitos”, acrescenta.

    Para as crianças de Sderot, uma cidade do sul de Israel que há anos é alvo de disparos palestinos, a busca pelos restos de foguetes é uma brincadeira divertida.

    Quando os radares israelenses detectam a chegada iminente de um foguete, as sirenes começam a soar e os habitantes têm menos de um minuto para se esconder nos refúgios construídos nas ruas.

    Uma vez passado o perigo, Yinon corre para fora para ver o que pode resgatar. “É só seguir a fumaça”, explica.

    Ele mostra uma a uma as peças de sua coleção e destaca o item mais precioso, o primeiro fragmento que encontrou, há 18 meses.

    “É um jogo, mas também é uma maneira saudável de controlar o medo”, explica o pai do colecionador, Shilav, 35, professor da escola religiosa do bairro.

    “Nós não queremos impedi-lo, mas tentamos fazer com que não saiam em busca de foguetes quando ainda estão no ar”, acrescenta. “Naturalmente, sonhamos com o dia em que ele possa colecionar algo melhor do que os restos de Qassam”.

    Entre pedaços de vidro e as telhas quebradas que cobrem o chão, Yinon e um amiguinho comparam suas descobertas. O segundo menino fica encantado com o que parece a ogiva do foguete.

    “Todo mundo faz isso, tanto os jovens como os mais velhos”, diz Yitzak Ben Abu, 18, estudante. “É triste, mas, ao mesmo tempo, excitante”, afirma, acrescentando que os foguetes Grad também atraem colecionadores.

    Os Grad são mais precisos e têm um raio de ação superior ao dos Qassam, já que podem alcançar alvos situados a 40 km de distância.

    Segundo Abu, o exército israelense precisa obter seu objetivo, que é acabar com esses disparos. “Caso contrário, logo começarão a colecionar estilhaços em Tel Aviv”, conforma-se

  121. KELP disse:

    SOU CONTRA A GUERRA MAS QUE COVARDIA DE ISRAEL POR QUE ELES NÃO ATACAM O IRÃ, TAO FAZENDO A MESMA COISA QUE O ALEMÃO NAZISTA, QUE COISA FEIA, VENDO ISTO, SERÁ QUE OS ALEMÃES ESTAVAM ERRADOS EM ESPULSAR OS JUDEUS DE SEU TERRITÓRIO?

  122. WAR disse:

    PARA TODOS RACIOCINAREM – COPIEI ESTE TEXTO DO BLOG DO REINALDO AZEVEDO DA VEJA ON-LINE.
    NEM SEMPRE CONCORDO COM ELE, MAS SUA ARGUMENTAÇÃO CONTRA OS QUE CONDENAM TOTALMENTE ISRAEL E SANTIFICAM O HAMAS É MUITO CONSISTENTE!
    BOA NOITE A TODOS!

    “O QUE QUER O HAMAS
    É interessante saber com quem as pombas lesas da paz pedem que Israel celebre o que chamam de “cessar-fogo” — que, sei, acabará vindo cedo ou tarde. E notem: acho que a cessação das hostilidades é preferível ao confronto armado, é óbvio. Mas é importante saber o que quer o Hamas, não é? Abaixo, em vermelho, seguem trechos de sua carta de fundação. A íntegra, em inglês, está aqui.

    As primeiras linhas que seguem não são ainda a introdução. Antes mesmo que o Hamas faça os prolegômenos, aparece a palavra de ordem. Acompanhem:

    18 de Agosto de 1988
    Em nome de Alá, o Misericordioso
    Vós sois a maior nação jamais surgida na humanidade; vós comandais o que é justo, e vós proibis o que é injusto, e vós credes em Alá. E se aqueles que receberam as escrituras tivessem acreditado, certamente teria sido melhor para eles: há crentes entre eles, mas a maioria é formada por transgressores.
    (…)
    Israel existirá e continuará a existir até que o Islã o destrua, como antes destruiu a outros.
    (O mártir, imã Hassan al-Banna, de venerada memória)
    (…)
    Em nome de Alá, o Misericordioso

    Introdução
    Alá seja louvado, a quem recorremos em busca de amparo e em quem buscamos perdão, direção e apoio. Alá abençoe o Profeta e lhe conceda a salvação, e a seus companheiros e seguidores, e àqueles que difundiram sua mensagem e adotaram as suas leis
    (…)
    Este Pacto do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) torna clara a sua imagem, revela sua identidade, define o seu lugar, expõe seus objetivos, fala sobre suas esperanças e exorta [a população] a apoiá-lo, a adotá-lo, a juntar-se a suas fileiras. Nossa luta contra os judeus é muito grande e muito séria. Ela exige todos os esforços sinceros. É um passo que inevitavelmente será seguido por outros passos. O Movimento nada mais é do que um esquadrão que deve ser apoiado por mais e mais esquadrões deste vasto mundo árabe e islâmico, até que o inimigo seja subjugado e se realize a vitória de Alá.
    (…)”

  123. cesar disse:

    Kelp,

    Menos colega, menos. Cuidado c/ este discurso. Procure conhecer a situação dos israelenses e se informar melhor. Varie suas fontes de informação. Pesquise sobre HAMAS, HEZBOLAH, AL QAEDA etc.
    Tb ñ sou favorável à guerra, mas Israel têm o direito e o dever de se defender.

    A tempo, ñ sou judeu. Somente penso q devemos observar os fatos como um todo, e ñ apenas na propaganda terrorista q vem assolando a gde mídia diariamente.
    No mais espero q Israel cause dano permanente ao Hamas e que então, cessem as hostilidades.

    Sds.

  124. Isabel disse:

    Ai…..

    galera vcs me ajudaram muito eu precisava de informações sobre a guerra no oriente medio e seu blog me esclareceu muito…..

    valeu mesmo vou passar no vestibular e com melhor nota

    abraços

    e bjosss

  125. Adler Medrado disse:

    Depois o pessoal fala que esses terroristas não são perigosos. Recebo notícias sempre de pessoas que estão naquela região sempre com medo de levarem ‘foguetadas’ de kassam na cabeça.

    Israel tem que se defender e defender seus cidadãos.

    AM ISRAEL CHAI!

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