Líder cubano acusa o presidente americano de apoiar o ‘genocídio’ promovido por Israel contra os palestinos

HAVANA – Em novo artigo, o líder cubano Fidel Castro pediu para que presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, devolva a base naval de Guantánamo para Cuba sem condições. Fidel ainda acusou o novo líder americano de apoiar o “genocídio israelense” contra os palestinos.
Fidel, que nas últimas reflexões, publicadas depois de mais de um mês de silêncio, elogiou Obama por sua honestidade, criticou a nova administração dos EUA por expressar que não devolverá a base de Guantánamo, mesmo que o local não tenha qualquer uso militar para os EUA. “Manter uma base militar em Cuba contra a vontade de nosso povo viola os mais elementares princípios do direito internacional. É uma faculdade do presidente dos Estados Unidos acatar essa norma sem condição alguma. Não respeitá-la constitui um ato de soberba e um abuso de seu imenso poder contra um pequeno país”, acrescenta o artigo publicado no site Cuba Debate (www.cubadebate.cu).
Sobre Cuba, o artigo de Fidel, intitulado “Decifrando o pensamento do novo presidente dos Estados Unidos”, diz que “não é demasiadamente difícil”, já que “o caráter abusivo do poder do império” não mudou. “Após sua posse, Barack Obama declarou que a devolução do território ocupado pela base naval de Guantánamo a seu legítimo dono deveria ser contrabalançada, primeiramente, com o menor comprometimento ou não da capacidade defensiva dos Estados Unidos”, diz o texto do líder cubano. “Não respeitar o desejo de Cuba é um ato de arrogância e abuso de imenso poder contra um pequeno país”.
Obama, segundo Fidel, dizia ainda que, para devolver a base a Cuba, “deveria considerar sob que concessões a parte cubana aceitaria essa solução, o qual equivale à exigência de uma mudança em seu sistema político, um preço contra o qual Cuba lutou durante meio século”. Fidel afirma ainda que o novo presidente americano está oferecendo “adoçantes similares” à Rússia, à China, à Europa, à América Latina e ao resto do mundo.
Cuba alugou por um período indefinido a região de Guantánamo para os EUA em 1903, depois que os americanos ocuparam o país durante a guerra hispano-americana de 1898. Fidel afirma que a base foi instalada ilegalmente no sul da ilha.
O ex-presidente de Cuba ainda acusou o novo chefe de Estado americano de “compartilhar do genocídio contra os palestinos”. Fidel diz que Obama e seu vice, Joe Biden, decidiram “apoiar decididamente a relação entre Estados Unidos e Israel, e consideram que o incontrovertível compromisso no Oriente Médio deve ser a segurança de Israel”.
“Os Estados Unidos nunca se distanciarão de Israel, e seu presidente e vice-presidente ‘acreditam decididamente no direito de Israel a proteger seus cidadãos’”, escreveu Fidel, citando declarações oficiais dos EUA. “É a maneira de compartilhar do genocídio contra os palestinos em que nosso amigo Obama caiu”, conclui o ex-presidente de Cuba, que em seu artigo anterior havia demonstrado certa confiança no novo ocupante da Casa Branca.

FONTE: Estadão/Agências Internacionais

 

Pyongyang acusa Coreia do Sul de levar península para a iminência de uma guerra

SEUL – O regime comunista da Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira, 30, que vai cancelar todos os acordos políticos e militares assinados com a Coreia do Sul, acusando Seul de “intenções hostis”. Segundo um anúncio divulgado pela imprensa estatal norte-coreana, o governo de Seul levou as relações entre os dois países para a “iminência de uma guerra”.
Entre os acordos a serem anulados está um que define a fronteira marítima entre dois países, no Mar Amarelo. Embarcações do sul e do norte já se envolveram em conflitos na região em 2002 e 1999. Pelo menos seis sul-coreanos foram mortos nos incidentes e há registros de dezenas de vítimas do norte.
“Todos os pontos acordados sobre o fim dos confrontos militares e políticos entre o Norte e Seul serão anulados”, afirmou o Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia, órgão de Pyongyang para as relações entre os dois países. O país ainda afirmou que a situação na península coreana chegou a um ponto onde não há meios “nem para melhorar as relações nem para restaurá-las”.
A Coreia do Norte tem lançado ataques retóricos constantes contra o governo do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que prometeu interromper o trânsito de ajuda humanitária para o Norte a menos que Pyongyang acabe com seu programa nuclear. A Coreia do Sul e a do Norte continuam tecnicamente em guerra, desde o armistício da Guerra da Coreia, em 1953.
O correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, afirma que alguns analistas acreditam que Pyongyang está tentando aumentar as tensões com o país vizinho para ter mais poder negociação com os Estados Unidos. Segundo Sudworth, analistas mais pessimistas acreditam até mesmo na possibilidade de conflitos militares de pequena escala entre os dois países.

FONTE: BBC Brasil

 

O Departamento de Defesa (DoD) dos EUA liberou ontem ao Congresso um relatório detalhando suas competências essenciais e missões, que estabelece um quadro semelhante a cada quatro anos. O relatório Quadrienal 2009 de propósitos e missões também analisa os recentes esforços, a fim de melhorar as operações conjuntas em diversos domínios.
O relatório identifica as missões fundamentais como a defesa do território e a defesa civil; operações de dissuasão; operações de combate; guerra irregular; apoio militar à estabilização, segurança, transição e operações de reconstrução; e a contribuição militar para uma segurança cooperativa. Trata-se de “missões para as quais [o Departamento de Defesa] é exclusivamente responsável, provendo a preponderância de capacidades, conforme estabelecido pela política nacional”, diz o relatório.
O departamento identificou suas competências essenciais como a aplicação da força, comando e controle, consciência situacional do campo de batalha, guerra em redes, construção de parcerias, proteção, logística, apoio de forças, gerenciamento e apoio. Estas competências deverão ser interligadas com as principais missões do Departamento de Defesa, com sua capacidade de desenvolvimento de processos.
O relatório também analisou a evolução da missão nas áreas de guerra irregular, operações no ciberespaço, operações de aeronaves não-tripuladas e sistemas de transporte aéreo dentro do Teatro de Operações.
O relatório concluiu que o Departamento de Defesa tem conseguido “algum êxito” na institucionalização da guerra irregular nos últimos anos. A visão para o futuro do Departamento é o de dotar a força conjunta com as capacidades, doutrina, organização, treinamento, liderança e conceitos operacionais necessários para torná-la tão proficiente em guerra irregular, quanto é em guerra convencional. Para isso, o DoD continua a definir o papel das forças de operações especiais, equilibrando os papéis dos componentes da reserva e da ativa na guerra irregular, e trabalhando com parceiros interagenciais.
O Ciberespaço é um domínio descentralizado que apresenta ao DoD não só enormes desafios, mas também oportunidades, diz o relatório. Registando um progresso significativo na definição de papéis, missões e objetivos no ciberespaço, o relatório assinala que agora existe a capacidade de localizar, marcar e rastrear terroristas no ciberespaço; moldar e defender o ciberespaço; e coordenar missões defensivas e ofensivas no ciberespaço.
No futuro, o DoD quer alcançar a superioridade militar – em porções relevantes do ciberespaço, segundo o relatório. Para isso, o departamento vai desenvolver “uma força profissional no ciberespaço capaz de influenciar e executar operações nesse ambiente com o mesmo rigor e confiança tradicionais do departamento nas operações em outros domínios.” Funcionários do DoD também receberão mais informações e aulas sobre o ciberespaço nos currículos de formação básica e haverá um aumento da capacidade de especialistas de rede.
O departamento também irá desenvolver as capacidades de suas aeronaves não-tripuladas e de poder aéreo dentro do TO. A capacidade aérea deverá estar disponível e ser extremamente reativa para responder às necessidades dos comandantes no terreno, explica o relatório, de modo que o DoD está atribuindo significativa capacidade de transporte aéreo de asa fixa, para a Força Aérea e o Exército, a fim de permitir uma maior flexibilidade nas missões de transporte aéreo.
Para os sistemas de aeronaves não-tripuladas, a visão do DoD é a de integrar estas capacidades, bem como a inteligência, vigilância e reconhecimento, para as Agências de Inteligência. Para alcançar este objetivo, o Departamento vai continuar a prestar orientação e apoio para coordenar a aquisição e o desenvolvimento dessas tecnologias em todos os serviços, em conjunto com agências de apoio e diferentes comandos.

Para baixar o relatório em formato PDF, clicar aqui ou na imagem acima.
 

Dois helicópteros Cougar da Aviação do Exército participarão da entrega de seis reféns pelas Farc

No primeiro movimento da missão de entrega de seis reféns pelas Farc (Forças armadas Revolucionárias da Colômbia), dois helicópteros Cougar do Exército brasileiro partem hoje de Manaus, seguem para São Gabriel da Cachoeira (AM), na região de fronteira, fazem uma parada técnica na região de São Joaquim ou Perari e depois entram em território colombiano.

A previsão é cumprir todas as etapas hoje, mas não há prazo. Também parte hoje para o Brasil, para encontrar as aeronaves, a comitiva da senadora colombiana Piedad Córdoba, que atuará na operação comandada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Segundo ela, as entregas propriamente ditas dos sequestrados começa domingo.

Fonte: Folha de São Paulo Foto: EB – CAvEx

Nota do Blog: apesar de serem duas as aeronaves na missão, não poderíamos deixar passar a oportunidade de divulgar essa bela foto com mais da metade da atual frota de helicópteros Cougar do EB no ar.