Pyongyang acusa Coreia do Sul de levar península para a iminência de uma guerra

SEUL – O regime comunista da Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira, 30, que vai cancelar todos os acordos políticos e militares assinados com a Coreia do Sul, acusando Seul de “intenções hostis”. Segundo um anúncio divulgado pela imprensa estatal norte-coreana, o governo de Seul levou as relações entre os dois países para a “iminência de uma guerra”.
Entre os acordos a serem anulados está um que define a fronteira marítima entre dois países, no Mar Amarelo. Embarcações do sul e do norte já se envolveram em conflitos na região em 2002 e 1999. Pelo menos seis sul-coreanos foram mortos nos incidentes e há registros de dezenas de vítimas do norte.
“Todos os pontos acordados sobre o fim dos confrontos militares e políticos entre o Norte e Seul serão anulados”, afirmou o Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia, órgão de Pyongyang para as relações entre os dois países. O país ainda afirmou que a situação na península coreana chegou a um ponto onde não há meios “nem para melhorar as relações nem para restaurá-las”.
A Coreia do Norte tem lançado ataques retóricos constantes contra o governo do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que prometeu interromper o trânsito de ajuda humanitária para o Norte a menos que Pyongyang acabe com seu programa nuclear. A Coreia do Sul e a do Norte continuam tecnicamente em guerra, desde o armistício da Guerra da Coreia, em 1953.
O correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, afirma que alguns analistas acreditam que Pyongyang está tentando aumentar as tensões com o país vizinho para ter mais poder negociação com os Estados Unidos. Segundo Sudworth, analistas mais pessimistas acreditam até mesmo na possibilidade de conflitos militares de pequena escala entre os dois países.

FONTE: BBC Brasil

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Se comentários » to “Coreia do Norte anuncia fim de acordos com Seul”

  1. Baschera disse:

    É…. deve ter acabado o Lexotan do pintor de rodapé de Pyongyang.
    Sds.

  2. João-Curitiba disse:

    Então a Coréia do Norte possui um “Comitê para a Reunificação Pacífica da Coréia”. Mas que piada. Eles são a favor da reunificação, desde que o controle do governo e o regime político seja o deles.
    Enquanto houver um ditador lá, não tem acerto. É o mesmo caso de Cuba. Se abrir, a cúpula cai. Ou melhor. É derrubada. E vai ter de pagar pelos seus crimes.

  3. Jacubão disse:

    Acabou o encanto.

  4. Mineiro disse:

    Em um enventual confronto bélico, quem será que tem os melhores equipamentos, a Coreia do Sul ou a do Norte?
    Noticia-se muitos a evolução da Coreia do Sul em seus equipamentos militares, mais em contrapartida não se fala nada quanto ao norte.
    Será que o Norte é um mero comprador de produtos da China e Rússia enquanto o Sul fabrica o seu próprio arsenal?
    Fica aí a pergunta aos expertos do Blog.
    Saudações cordiais.

  5. Mineiro disse:

    Outra questão. Sei que uma guerra não é nunca boa, pelo contrário, mais viver sempre sem saber se o outro lado vai atacar primeiro, e com o que, não acredito ser a melhor escolha. Então, pelo meu ponto de vista como leigo, acredito que o Sul tem maior capacidade pessoal e bélica que o norte, sendo assim eu entendo ser melhor o sul fazer um ataque surpresa e rápido para por fim nisso logo, e agabar logo com aquele anão assassino.
    Se os aliados tivessem feito isso enquanto Hitler se armava, talves a segunda grande guerra não haveria acontecido, e teriamos menos uma passagem obscura na nossa história.
    Lembro que os aliados não atacaram a Alemanha pro acharem que esta iria atacar somente a Russia e por outro lado a Russia achava que a Alemanha iria atacar somente a europa ocidental, vide pacto secretode não agressão.
    Saudações a todos.

  6. João-Curitiba disse:

    Mineiro

    Parece que a Coréia do Norte tem um exército de um milhão de soldados. Mas lembre-se que os EUA até hoje mantém tropas por lá, além de outras bem pertinho, no Japão.
    O equipamento do Sul é muito superior, mesmo com toda a ajuda que o Norte possa receber da China. Da Rússia acho que não.
    Em termos de motivação, o Sul dá de dez a zero. O Norte é um estado totalitário e não acredito muito na lealdade das suas tropas, que têm parentes no Sul, vivendo muito bem, obrigado.
    E não acredito que o Norte vá fazer alguma coisa de concreto, porque eles são controlados pela China, que não quer saber de arruaças nas suas imediações.
    E muito importante: o ditador de plantão, mesmo que esteja em estado de demência, não terá peito de usar a bomba. Porque ele pode ser louco mas não deve ser burro. Seria a última coisa que os norte-coreanos fariam antes de sumirem do mapa.

  7. João-Curitiba disse:

    Mineiro

    Agora vamos à II GG. O que a gente conhece hoje por aliados, antes da guerra não existia. Apenas uma aliança entre França e Inglaterra, dois países destroças não apenas pela primeira guerra, mas pela crise de 1929 também. Os EUA na época mantinham uma política voltada para dentro.
    Aliados mesmo eram Alemanha/Japão/Itália.
    Ainda antes da II GG, a Áustria se auto-anexou à Alemanha. Depois o mundo assistiu passivo a Alemanha tomar metade da Tchecoslovaquia. Aceitaram os argumentos de que naquele território a população era na grande maioria germânica.
    (Vamos abrir aqui um parênteses. Espero que ninguém use este argumento aqui no Brasil em nossos dias. Senão a Liberdade iria para o Japão, Canasvieiras para a Argentina, a 25 de Março para a Síria e assim por diante).
    Depois do episódio da Tchecoslovaquia, o primeiro ministro inglês Neville Chamberlain foi até Berlim cobrar explicações do Hitler e voltou aliviado com a promessa de que a expansão havia acabado. Por causa desta declaração ele foi recebido com festa em Londres.
    Mas como prudência e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém, os ingleses se apressaram a fazer um acordo com os russos. Mas chegaram tarde. Os alemães e russos anunciaram ao mundo um pacto de não agressão, o tal Acordo Ribentrop-Molotov, o nome dos dois ministros de relações exteriores.
    Havia uma cláusula secreta de divisão da Polônia.
    Mesmo assim a França não se preocupava muito com a Alemanha, pois confiava na sua linha de defesa Maginot. Até mesmo a Polônia não tinha maiores preocupações, pois possuia uma cavalaria (hipomóvel) muito bem adestrada.
    Mas a Alemanha estava preparando uma surpresa. A blitzkrieg ou guerra relânpago, que somaria a rapidez dos tanques com o apoio mortal dos aviões.
    O uso dos aviões havia sido ensaiado durante a guerra civil espanhola.
    E daí deu no que deu. E os EUA ficaram neutros. Só entraram na guerra por causa dos japoneses.
    E mesmo que os aliados da época (Inglaterra e França) quisessem fazer alguma coisa preventivamente, não tinham condições materiais.

  8. Vassili Zaitsev disse:

    João Curitiba,

    Já que falou da cavalaria polonesa, até onde sei, era uma das mais profissionais do planeta. Mas, qual cavalo consegue bater de frente com um tanque de guerra???? Esse foi um caso em que se aprendeu pela dor: Por mais profissional que seja, uma tecnologia de ponta ajudando por trás desequilibra toda a balança.

    abraços.

  9. Dalton disse:

    Caro Joao,

    Só um pequeno reparo. nao houve auto-anexaçao por parte da Austria.

    O governo austriaco recebeu um ultimatum de Hitler…ou vcs tornam-se um Estado da Alemanha por bem, ou por mal!

    A grande maioria da populaçao era até favoravel, sendo que até o proprio Hitler era austriaco…mas…mesmo assim, o governo austriaco era contra, apenas nada pode fazer.

    abraços

  10. RLobo disse:

    O maior erro americano e das nações unidas foi ter tirado o tapete do general macarthur. Tivessesem deixado o general agir como deveria o problema Coreia do Norte teria sido resolvido há muito tempo.
    mas Washinton tinha outra estratégia e esta não admitiria vitórias mas, e que ele criasse situações embaraçosas, sobretudo com chineses e russos do outro lado da barricada.
    As guerras, como descobriu MacArthur, já não eram feitas para serem ganhas mas para não serem perdidas. Uma lógica que ia contra tudo aquilo que aprendera e executara antes. Não compreendia, igualmente, as evasivas de Washington aos seus pedidos nem, em casos extremos, algumas recusas formais como, por exemplo, o de forçar a Formosa a participar no conflito.
    Quando anunciou a intenção de bombardear as tropas chinesas em Yalu, Washington começou a encará-lo como uma ameaça. Quis, então, pedir demissão, sendo impedido de o fazer por alguns dos seus amigos. Um dia, um dos seus pilotos perguntou-lhe: Meu general, afinal de que lado estão os Estados Unidos e as Nações Unidas?.

    Nunca a história fez tanta justiça a visão de macarthur!!

  11. Dalton disse:

    RLobo…

    Sou um entusiasta do MacArthur, até me dei o “trabalho” de visitar seu mausoleu na Virginia.

    Realmente…”as guerras já nao eram feitas para serem ganhas”, ele advogava a ideia de usar armas atomicas contra a Coreia do norte e o Presidente Truman era totalmente contrario.

    Ele morreu no inicio da Guerra do Vietnã e portanto nao pode verificar outro exemplo , talvez o maior de todos, da politica sobrepondo-se aos militares.

    abraços

  12. João-Curitiba disse:

    Prezado Dalton

    Bem observado. Talvez o termo não esteja bem empregado mesmo. Mas dá bem a idéia do que ocorreu. O governo acabou curvando-se ao desejo da maioria da população. Se não quisesse realmente, poderia ter apelado pra Liga das Nações, para Inglaterra e França, enfim para outros países, em busca de proteção.
    Se a Alemanha insistisse, poderia ser ali o início da II GG e os alemães não estariam tão bem posicionados estrategicamente (territórios, acordos, forças, etc..) quanto estavam em setembro de 1939, quando invadiram a Polônia. Talvez neste caso Hitler até recuasse no seu intento.

    Quanto ao Vietnam, os norte-americanos já haviam neutralizado a ofensiva do Tet e chegara a hora do contra-ataque rumo ao norte. Inexplicavelmente foi assinado um acordo de paz e as tropas deixaram o país.
    Decerto houve algum acordo por baixo dos panos, entre EUA/Rússia/China que só saberemos daqui uns 50 anos.

    Abraços

  13. Marine disse:

    RLobo,

    MaCarthur advogava atacar a propria China, ate mesmo com armas nucleares o que sem duvida teria trazido toda a forca da China no esforco da guerra sem contar ate mesmo a Uniao Sovietica…Essa ideia dele teria com certeza iniciado a 3rd Guerra Mundial com consequencias inimaginaveis pois a URSS ja possuia a bomba na epoca tambem…

    Apesar de nao ser fa de Truman ele fez a coisa certa quando removeu o grande General.

    Sds!

  14. Mineiro disse:

    João-Curitiba em 31 jan, 2009 às 15:42,

    Obrigado pelas explicações.

    Na vida e nas guerras sempre se verificam as mesmas artimanhas, quais sejam: manter os amigos próximos e os inimigos mais ainda.
    Saudações a todos.

  15. Rlobo disse:

    Meu caro Marine,

    Será que a antiga URSS tinha cacife para peitar os EUA (tudo bem que ela tinha a bomba desde 49)? Lembre-se que na crise dos mísseis em cuba, em outubro de 62 o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy falou grosso e advertiu Khruschev de que seu país não teria dúvidas em usar armas nucleares contra a iniciativa russa de instalar mísseis em Cuba. O dirigente soviético terminou recuando. Será que a china não terminaria retirando todo e qualquer apoio da coreia do norte caso fosse bombardeada?
    Acho que Truman cometeu um grande erro ao remover o gal. MacArthur.
    Se fosse aos tempos atuais, eu até compreenderia o temor Americano, mas em 50/53 fico com sérias dúvidas a respeito.

  16. Marine disse:

    RLobo,

    Respeito sua opiniao mas acho que essa hipotese nao valia o risco, nao acho saudavel subestimar a URSS principalmente logo apos a 2GM com a experiencia que ganharam e a demonstrada capacidade do pais absorver baixas entre outras centenas de coisas…

    Mas mais importante disso tudo Truman sabia muito mais da situacao na epoca do que nos aqui nas nossas poltronas hoje e quem sou Eu para dizer que ele tomou a decisao errada sem ter 10% de acesso a inteligencia que ele tinha.

    Sds!

  17. Almeida disse:

    Alguém avise por favor ao partido comunista da Coreia do Norte que estamos em 2009. E que a Coreia do Sul ganhou de lavada deles tanto politicamente, quanto economicamente e, em especial, socialmente. Se fizeram algo em desespero, acho que ate a Rep Pop da China fica do lado de Seoul.

  18. João-Curitiba disse:

    Cavalheiros

    É preciso levar em consideração que havia uma disputa de egos entre Truman e Mac Arthur. Após a rendição do Japão Truman convocou o general a Washington, mas ele se recusou a ir. Foi encontrado um meio termo e ambos se encontraram um lugar “neutro” que não lembro no momento qual, se era uma ilha ou outra coisa. E neste encontro, quando o presidente desembarcou, recebeu honras militares, mas Mac Arthur não prestou continência.
    Perguntado depois por um assessor se o presidente notara que o general não lhe prestou continência, Truman respndeu que percebera. E esperou o momento que ele considerou acertado para se “vingar”. Isto está ns livros de História. Podemos até dizer “pequenas coisas que podem mudar o curso da História”.

  19. RLobo disse:

    João-Curitiba

    Acredito que esta guerra de egos entre os dois tenha descambado na demissão do General. Acho que Truman tinha medo do General substitui-lo mas, foi substituido por outro General.

  20. Túlio disse:

    @João-Curitiba

    haha logo lembrei dessa do Ministro Inglês “Peace for our time”.

  21. [...] qual deve debater o programa nuclear e as intenções militares norte-coreanas. A Coreia do Norte ameaçou diversas vezes nas últimas semanas a retomar os confrontos com a vizinha do sul. As ameaças chegam junto com relatos de que Pyongyang [...]

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