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Ao menos quatro soldados americanos e seu tradutor morreram nesta terça-feira atingidos por disparos de dois policiais iraquianos na cidade de Mossul, 400 quilômetros ao norte de Bagdá.

Fontes da polícia disseram que o incidente aconteceu em pleno centro de Mossul, capital da Província de Ninawa, pouco depois do meio-dia.

Por sua vez, a força militar multinacional posicionada no Iraque ainda não deu informações sobre o ocorrido. Segundo informações, os policiais que atiraram contra os militares fugiram logo após os disparos.

Segundo um balanço da France Presse a partir das informações da ONG independente Icasualties, o número de soldados americanos mortos no Iraque desde a invasão do país em março de 2003 chega a 4.250.

Fonte: Folha Online

 

Senador republicano defende flexibilizar embargo a Cuba

WASHINGTON. O embargo americano a Cuba e as linhas gerais da política externa de Washington para a ilha falharam na promoção da democracia no país e não defendem os interesses dos Estados Unidos. A afirmação foi feita pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, o senador republicano Richard Lugar. Segundo ele, o governo precisa repensar a forma como trata o regime e buscar alternativas para que seus interesses externos sejam preservados.

- Precisamos reconhecer a falta de eficácia de nossa atual política e lidar com o regime cubano de uma forma mais apropriada para nossos interesses. Da forma como está (o relacionamento com Cuba), não teremos êxito – disse o senador, que entregou um relatório sobre as relações entre Estados Unidos e Cuba à comissão.

O relatório reforça a tese de senadores de que a chegada de Raúl Castro ao poder na ilha é uma grande oportunidade aberta para se melhorar as relações entre os dois países. O presidente Barack Obama prometeu rever o relacionamento da Casa Branca com o governo de Havana, e já sinalizou que pretende flexibilizar questões como visitas à ilha e envio de dinheiro para o país. Mas, assim como George W. Bush fazia, afirma que embargos econômicos são um recurso importante contra líderes totalitários.

O relatório do senador republicano sugere a flexibilização do embargo econômico, o que daria a empresas americanas a oportunidade de fazer negócios em Cuba. Segundo fontes no Senado, a crise econômica que assola o país estaria fazendo empresários americanos, especialmente da Flórida, pressionarem o governo pelo fim do embargo. A medida poderia representar um novo mercado consumidor e bilhões de dólares de lucro em um momento de grave retração econômica e de demissões.

Fonte: O Globo, via resenha CCOMSEx

 

O reforço de 17.000 soldados que serão enviados para o Afeganistão , determinado pelo presidente Barack Obama, basicamente virá de duas grandes formações: a 5ª Brigada Stryker da 2ª Divisão de Infantaria (Forte Lewis, Washington) e a 2ª Brigada Expedicionaria de Fuzileiros Navais (Campo Lejeune, Carolina do Norte), além de elementos de apoio.

 

Uma seqüência mostrando um M-1A1 AIM SA do 1º Regimento Blindado do Exército Real Australiano embarcando em um dos C-17 Globemaster III do N. º 36 Esquadrão da Real Força Aérea Australiana (RAAF), da Base Aérea de Amberley (Queensland). O C-17 proporciona capacidade de deslocamento estratégico para os M-1 Abrams australianos, que podem ser desdobrados para regiões tão distantes como o Oriente Médio ou a Ásia Central.

A Austrália possui 59 unidades do M-1A1, que foram adquiridos em 2006 e recebidos entre 2006/7, iniciando a substituição dos Leopards AS1 que serviram ao Corpo Blindado desde de 1976.

 

A BAE Systems recebeu contrato para equipar tanques M-1 Abrams e veículos de combate Stryker com sistema Check-6, incorporado às caixas de lanternas traseiras

Nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, a BAE Systems anunciou que recebeu um contrato de 45 milhões de dólares da General Dynamics para produzir sistemas de câmeras termais para dois blindados do Exército dos EUA (U.S. Army), o veículo de combate Stryker e o tanque M-1 Abrams. O sistema, denominado Check-6, é derivado dos visores termais da companhia, e incorpora uma câmera infravermelha instalada na própria caixa que abriga as lanternas traseiras dos blindados, de maneira a permintir visão noturna, diurna e em quaisquer condições de tempo.

Segundo a empresa, trata-se de uma solução de baixo custo para aumentar a segurança das guarnições dos veículos, reduzindo a exposição aos perigos externos e aumentando a consciência situacional do que está à retaguarda. O fato de ser integrado às caixas de lanternas traseiras torna denecessário qualquer soldagem ou corte para a instalação, permitindo que o sistema seja integrado com facilidade aos mais de 300.000 veículos existentes ou planejados para o Exército dos EUA. As entregas deverão ser iniciadas em Abril, num total previsto de 12.000 sistemas em uma década.

Fonte e foto do alto: BAE Systems

Foto de baixo: linha de veículos blindados Stryker, em que se vê a parte traseira e posição das lanternas – U.S. Army

 

A Coreia do Norte afirmou nesta quinta-feira que está pronta para entrar em guerra com a vizinha Coreia do Sul, horas antes da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegar a Seul em visita na qual deve debater o programa nuclear e as intenções militares norte-coreanas. A Coreia do Norte ameaçou diversas vezes nas últimas semanas a retomar os confrontos com a vizinha do sul. As ameaças chegam junto com relatos de que Pyongyang está testando mísseis de longo-alcance, uma medida que analistas dizem ser uma provocação à nova administração americana e uma forma de pressionar Seul a reduzir o discurso linha-dura contra o país. “O grupo de traidores não devem esquecer nunca que o Exército do Povo da Coreia do Norte está completamente pronto para uma confrontação”, disse um militar, citado pela agência KCNA.

Hillary disse, ainda em Tóquio, que o teste de lançamento de míssil não ajudaria a causa da Coreia do Norte e que o fim do impasse sobre a desnuclearização depende apenas da cooperação de Pyongyang. O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul avisou que tal lançamento seria motivo para sanções e mais isolamento. As duas Coreias, tecnicamente, ainda estão em guerra, já que nunca chegaram a um acordo formal de paz para encerrar o conflito que durou de 1950 a 1953.

Seul também cortou a ajuda ao vizinho, porque Pyongyang tem sido devagar no processo de encerramento de seu programa nuclear. O país, contudo, ressalta a condição de pobreza do vizinho. O ministro da Unificação da Coreia do Sul disse ao parlamento que a Coreia do Norte ficou 20% abaixo da meta mínima de produção de comida necessária para seus 23 milhões de habitantes, apesar de ter tido uma das melhores colheitas em anos. O pacto de desnuclearização de Pyongyang foi feito em 2005, quando o governo concordou em abandonar todos os seus programas nucleares em troca de benefícios econômicos e diplomáticos. Contudo, ficou paralisado com a relutância da Coreia do Norte em aceitar um mecanismo que permitisse aos Estados Unidos e outros membros na negociação verificar a declaração.

Em 2006, a Coreia do Norte testou um mecanismo nuclear e foi acusada de iniciar programa de enriquecimento de urânio, que seria o segundo passo para fazer mísseis nucleares. Em junho do ano passado, a Coreia do Norte destruiu a torre de resfriamento da usina nuclear de Pyongyang, o símbolo mais visível de seu programa nuclear. O gesto foi um sinal de seu comprometimento em cessar a fabricação de bombas atômicas. Contudo, dois meses depois, o país anunciou que interrompeu seu processo de desnuclearização por causa da recusa dos EUA de retirar o país comunista da lista de nações terroristas, medida anunciada no começo de outubro e que deve dar novo fôlego ao processo.

Ataque

O governo do ditador Kim Jong-il acusou ainda os Estados Unidos de planejar um ataque nuclear. Este é o mais recente de uma série de episódios em que a Coreia do Norte utiliza uma retórica militar. “Os quartéis belicosos dos EUA estão avançando em seus preparativos… numa tentativa de fazer um ataque nuclear preventivo”, disse a mídia oficial norte-coreana.

“Os Estados Unidos falam de diálogo e de paz na península coreana, mas, na verdade, querem aumentar o confronto militar”, disse um artigo no jornal do partido comunista do país, segundo a agência de notícias KCNA.

Sucessão

Hillary afirmou nesta quinta-feira que a incerteza sobre a sucessão do líder norte-coreano Kim Jong-il torna ainda mais urgente delinear uma estratégia para um acordo sobre o programa nuclear de Pyongyang. “Nosso objetivo é tentar obter uma estratégia que [...] seja efetiva em influenciar a postura da Coreia do Norte num momento em que toda a situação da liderança é, de alguma maneira, incerta”, disse Hillary a jornalistas a bordo de um avião rumo à capital sul-coreana, referindo-se a informações divulgadas pelos EUA –e negadas por Pyongyang– de que Kim teria sofrido um derrame e não era mais capaz de governar.

Fonte: Folha Online

Nota do Blog: sugerimos também a leitura de outra matéria mostrada no Blog das Forças Terrestres sobre as questões da sucessão do presidente da Coreia do Norte e a possibilidade da região virar um sorvedouro de tropas, na visão de uma organização “think-tank” norte-americana (clique aqui para ler).

 

Brasília, 17/02/2009 – A convite do embaixador do Chile, Alvaro Díaz, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez no dia 11 de fevereiro uma apresentação sobre os principais pontos da Estratégia Nacional de Defesa a embaixadores da América Latina e Caribe. O encontro aconteceu na Embaixada do Chile e contou com a participação de 30 diplomatas.
O ministro apresentou aos participantes o contexto político que resultou na criação do plano. Ele lembrou que ao assumir o ministério, em julho de 2007, alertou o presidente Lula de que era o momento de repensar a Defesa do país e transformá-la em um tema da agenda nacional e da sociedade civil. O presidente concordou e, pouco tempo depois, foi criado um comitê para formular uma nova estratégia para a defesa nacional.
Jobim apresentou as 23 diretrizes que compõem a Estratégia Nacional de Defesa e fez especial referência àquela que trata do estímulo à integração da América do Sul. “Essa integração não somente contribuirá para a defesa do Brasil, como possibilitará fomentar a cooperação militar regional e a integração das bases industriais de defesa. Afastará a sombra de conflitos dentro da região. Com todos os países avança-se rumo à construção da unidade sul-americana. O Conselho de Defesa Sul-Americano, em debate na região, criará mecanismo consultivo que permitirá prevenir conflitos e fomentar a cooperação militar regional e a integração das bases industriais de defesa, sem que dele participe país alheio à região”, disse o ministro na palestra.
Ele informou que nos dias 9 e 10 de março haverá, no Chile, reunião do Conselho de Defesa Sul-Americana na qual serão discutidos, entre outros assuntos, um plano de ação para 2009 e estratégias de ações conjuntas dos países para atuar em operações de paz.

FONTE: MinDef

 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira o envio de mais 17 mil soldados para o Afeganistão, afirmando que a decisão é motivada por “necessidades urgentes de segurança”.

“A situação no Afeganistão e no Paquistão pede atenção urgente e ação rápida. O Talebã está ressurgindo no Afeganistão e a Al-Qaeda apoia a insurgência, ameaçando os Estados Unidos de seus esconderijos ao longo da fronteira paquistanesa”, disse o presidente em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

Obama afirmou que a decisão foi tomada após um pedido do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates. Segundo uma nota divulgada pelo Departamento de Defesa, duas brigadas – uma de fuzileiros navais e outra do Exército – serão enviadas ao país ainda em 2009. “De acordo com a decisão do presidente Obama, o secretário Gates ordenou o envio de mais de 12 homens ao Afeganistão (…). Um destacamento adicional de cerca de 5 mil soldados para dar apoio às forças de combate receberá as ordens para se mobilizar em uma outra data”.

O comunicado do Departamento de Defesa afirma que 8 mil fuzileiros navais serão enviados ao país no final da primavera (do hemisfério norte) e outros 4 mil soldados serão enviados ao Afeganistão no verão de 2009. Este é o primeiro anúncio de um grande envio de tropas para o país desde que Obama tomou posse, no último dia 20 de janeiro, e pode representar o início de uma mudança da política americana em relação ao Afeganistão. “O aumento (de tropas) é necessário para estabilizar a situação crítica no Afeganistão, que não recebeu a atenção estratégica e os recursos para suas necessidades urgentes. É por isso que eu ordenei a revisão de nossas políticas quando cheguei ao cargo”, disse Obama no comunicado, onde ainda afirmou que o aumento de tropas no país foi possível graças à diminuição das forças no Iraque.

Durante a campanha presidencial, Obama prometeu focar os esforços de defesa dos EUA no combate ao Talebã e à Al-Qaeda no Afeganistão.

Ele chegou inclusive a classificar a atenção que o governo de seu antecessor, George W. Bush, deu à Guerra no Iraque como uma “distração”. Os Estados Unidos têm atualmente cerca de 14 mil homens servindo no Afeganistão sob o comando das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Outros 19 mil soldados estão sob o comando americano com a função de combater insurgentes do Talebã e da Al-Qaeda.Informações dão conta que o comando americano no Afeganistão havia solicitado um envio de mais 30 mil soldados ao país.

O anuncio de Obama foi feito no mesmo dia em que a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório onde afirma que o número de civis mortos em conflitos no Afeganistão subiu 40% em 2008. De acordo com a ONU, militantes foram os culpados por 55% destas mortes. Tropas americanas, membros da Otan e forças afegãs foram os responsáveis por 39%. Segundo o documento, o número de civis mortos é o maior desde que o Talebã foi derrubado do poder no país, em 2001.

…e porta-voz do Taleban sugere aos EUA que preparem caixões para os soldados

Adriana Carranca – enviada especial de O Estado de S. Paulo

CABUL – “Estamos muito próximos da vitória”, disse ao Estado o porta-voz do grupo Zabiullah Mujahid. “Graças a Deus, nossos soldados mataram 5.220 estrangeiros e 7.571 das forças afegãs, destruíram 31 helicópteros e 2.818 veículos militares em 2008″, assegurou. Mas os números oficiais são bem menores. Com medo de ser localizado, o próprio Mujahid telefonou à reportagem do Estado três vezes para responder à entrevista, cada vez de um número diferente – sem permitir que a ligação durasse mais que cinco minutos. A seguir, trechos da entrevista feita com a ajuda do tradutor e jornalista afegão Farhad Peikar.

Quem são os taleban hoje?

Somos os mesmos e mantemos a mesma estrutura de antes. Nosso querido mulá Omar continua sendo o líder supremo, mulá Brodar continua entre nossos irmãos, mas não posso lhe dar os nomes de outros líderes. Todas as decisões são tomadas por esse conselho de comandantes. E temos governadores em distritos e províncias. Temos o apoio de toda a nação muçulmana afegã.

O que o Taleban quer dessa guerra?

O principal objetivo de nossa jihad (guerra santa) é libertar o Afeganistão das mãos dos infieis e aplicar a sharia (a rigorosa lei islâmica) em nosso país.

Quem são os infieis?

Ora, os americanos e seus escravos afegãos.

Quem financia o Taleban e a insurgência?

O Taleban não precisa de suporte financeiro e temos armas suficientes dos tempos da jihad contra os russos e do nosso governo. Além disso, nossos soldados não lutam por um salário, mas por Deus e o Islã, e são alimentados pelo povo afegão, que os acomodam em suas casas.

Os Taleban são acusados de envolvimento com o narcotráfico…

Isso é tudo propaganda de nossos inimigos, eles é que se beneficiam do ópio. Durante nosso governo, nós banimos o ópio.

Os taleban estão preparados para o aumento das forças estrangeiras?

Não se esqueça de quantos soldados os russos tinham. Diga a eles que já preparem caixões para seus 30 mil soldados, ou quantos forem. Quanto mais soldados, melhor, pois teremos a oportunidade de causar mais mortes. Seu fracasso é inevitável, é só uma questão de tempo.

Quantos distritos e províncias os taleban controlam?

Controlamos a maior parte do Afeganistão. Os americanos e seus escravos estão apenas nas grandes cidades, escondidos em seus prédios oficiais, é claro (gargalhadas).

Quais seriam as demandas do Taleban para aceitar negociações?

Só queremos uma coisa: todas as forças estrangeiras fora do país para que a sharia seja aplicada.

Fonte: Estadão Fotos de cima: US Army Foto de Baixo: Adriana Carranca – Agência Estado

 

O desmatamento da Amazônia provocou a extinção de 26 espécies de animais e plantas até 2006, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).
No mesmo período, outras 644 espécies entraram na lista de animais e plantas ameaçados de extinção. Das 26 espécies extintas, dez estão na parte brasileira da floresta amazônica. Entre as espécies ameaçadas estão o macaco-aranha (Ateles belzebuth), o urso-de-óculos (Tremarctos ornatus) e a lontra.
O relatório GEO Amazonia, que está sendo divulgado em um encontro do Pnuma em Nairóbi, no Quênia, destaca que o desmatamento da Amazônia continua acontecendo em ritmo acelerado. Até 2005, a Floresta Amazônica sofreu desmatamento equivalente a 94% do território total da Venezuela.
O relatório do Pnuma afirma que até 2005 a Amazônia acumulou uma perda de 17% da sua vegetação total nos nove países que possuem trechos da floresta tropical. A área total desmatada foi de 857.666 quilômetros quadrados.

Cenários pessimistas

O relatório afirma que três fatores vão influenciar na forma como a Amazônia vai se desenvolver no futuro: as políticas públicas, o funcionamento do mercado e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Baseado nesses três fatores, o relatório traça quatro cenários diferentes para o futuro da Amazônia no longo prazo, e nenhuma das hipóteses apresenta uma situação ideal.
“Isso significa que os protagonistas amazônicos não conseguiram imaginar um futuro no qual as políticas públicas, o mercado, a ciência e a tecnologia se desenvolvam, simultaneamente, de uma maneira suficientemente positiva de forma a promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, diz o documento.
Os quatro cenários traçados pelo Pnuma são:

  • Amazônia emergente: um cenário em que o governo e as forças do mercado geram benefícios à região, mas a ciência e a tecnologia não avançam o suficiente para melhorar o aproveitamento de recursos naturais.
  • À beira do precipício: o governo agiria para combater o desmatamento, mas a demanda do mercado por recursos e a falta de tecnologia apropriada seriam mais fortes do que o esforço público.
  • Luz e sombra: ação pública e investimentos em tecnologias colaborariam contra o desmatamento, mas as forças do mercado exigiriam cada vez mais recursos naturais.
  • Inferno ex-verde: um cenário em que a floresta ficaria submetida às demandas do mercado, sem ação governamental ou avanço tecnológico favorável ao desenvolvimento sustentável.

Savanização

Segundo o relatório, fatores internos e externos em cada um dos países estão provocando o desmatamento.
Entre os fatores internos está o crescimento da urbanização da região e a exploração de recursos naturais. O Pnuma destaca que em quatro dos países da região, mais de 50% da população amazônica é urbana.
Externamente, o aquecimento global continua afetando o ciclo de chuvas e afetando o equilíbrio do ecossistema. O relatório cita previsões feitas em outros estudos de que 60% da Amazônia pode se tornar em savana ainda neste século, devido ao aumento da temperatura média global – uma afirmação questionada por um novo estudo publicado na Grã-Bretanha na semana passada.
O relatório também afirma que a articulação de grupos e instituições que atuam na Amazônia ainda está apenas no começo.
“Na maioria dos países da região, a Amazônia ainda não faz parte do ‘espaço ativo’ nacional, no entanto eles estão lentamente começando a articular a Amazônia no sistema político-administrativo, na sociedade e na economia nacional”, diz o relatório do programa da ONU.
“O Brasil é o país que mais mostrou progresso nesta área. Por outro lado, o processo contínuo de descentralização, com diferentes níveis de progresso, visa a melhorar a governança ambiental por governos regionais e locais”, afirma o documento.

FONTE: BBC

 
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