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Mesmo modernizando os seus Humvee, inclusive adicionando blindagem, o U.S.Army não poderá prolongar por muito tempo o serviço de milhares dessas viaturas. Uma das soluções encontradas é transferir esses Humvees blindados para as forças iraquianas, que ainda utilizam muitos utilitários adaptados de modelos civis.

As transferências começaram há pouco mais de um ano, em janeiro de 2008, quando as primeiras das 4.244 viaturas remodeladas foram passadas aos iraquianos, em Taji. Até o final de 2009 as transferências devem ultrapassar 8.000 unidades.

Fonte: DID

 

Vote na FEB

Para quem gosta dos livros da Osprey e de ler sobre a participação da nossa FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial, no site da editora está ocorrendo uma votação sobre o próximo livro da série Men At Arms a ser publicado.

Os concorrentes são:

  • Soviet NKVD Troops 1939-45 (MAA)
  • Commonwealth forces in Korea 1950-54 (MAA)
  • Nationale Volksarmee 1956-1990 (MAA)
  • Brazilian Expeditionary Force 1942-45 (MAA)
  • Allied Intervention Forces in the Russian Civil War (MAA)

Ajude a FEB na votação acessando http://www.ospreypublishing.com/ e votando no canto inferior direito da página, em “BOOK VOTE”.

 

EUA: imigrantes reforçarão Forças Armadas

Portadores de vistos temporários que morem nos EUA há pelo menos dois anos poderão ganhar cidadania, caso se alistem

WASHINGTON. Exauridas pelas guerras no Afeganistão e Iraque, as Forças Armadas americanas vão começar a recrutar imigrantes qualificados que vivem no país com vistos temporários, oferecendo a eles a chance de se tornarem cidadãos americanos em um prazo tão curto como seis meses. Os imigrantes que são residentes fixos no país, com green cards, já são qualificados para alistamento há tempos. Mas o novo esforço, pela primeira vez desde a Guerra do Vietnã, vai abrir espaço nas Forças Armadas para imigrantes temporários, caso eles morem nos Estados Unidos há pelo menos dois anos.

Recrutadores esperam que os imigrantes temporários tenham mais instrução, habilidades em línguas estrangeiras e experiência profissional que muitos americanos que se alistam. Isso ajudaria as Forças Armadas a preencher vagas em equipes médicas, de intérpretes e em setores de inteligência. – O Exército americano atua em vários países onde a a consciência cultural é importante – diz o general Benjamin Freakley, o principal recrutador do Exército, que comanda o programa piloto.

O programa começará pequeno – limitado a mil recrutas no país inteiro durante o primeiro ano, a maioria para o Exército e alguns para outros setores. Se o programa piloto for bem-sucedido, como os representantes do Pentágono preveem, ele será expandido para todas as divisões das Forças Armadas. Para o Exército, ele poderia fornecer até 14 mil voluntários por ano, ou cerca de um a cada seis recrutas. Cerca de 8 mil imigrantes permanentes, com green cards, entram para as Forças Armadas americanas anualmente, segundo o Pentágono, e quase 29 mil estrangeiros atualmente em serviço não são ainda cidadãos americanos.

Embora o Pentágono tenha autoridade para recrutar imigrantes desde logo depois do 11 de Setembro, os militares têm atuado cautelosamente para construir as bases legais do programa de imigrantes temporários e assim evitar polêmicas internas e entre os veteranos diante da perspectiva de uma adesão em massa de imigrantes. A divulgação do programa, no ano passado, suscitou uma leva de comentários irados de militares na ativa e veteranos no site Military.com. Marty Justis, diretor da American Legion, a organização dos veteranos, disse que enquanto uma parcela do grupo se opõe “a qualquer grande afluxo de imigrantes”, eles não discordam do recrutamento de imigrantes temporários, desde que eles passem por minuciosas avaliações.

Nos últimos anos, milhares de recrutas foram recusados

Imigrantes ilegais, que não podiam se alistar, continuam sem o direito. Segundo os recrutadores, voluntários com vistos temporários já terão passado por um pente-fino e terão mostrado que não têm antecedentes criminais. Nos últimos anos, quando as Forças Armadas americanas combatiam em duas guerras e havia dificuldades para alcançar as metas de números de recrutas, milhares de imigrantes com vistos temporários tentaram se alistar e foram recusados por não terem green cards. O trabalho de recrutamento ficou mais fácil nos últimos meses, quando o desemprego cresceu e mais americanos procuraram a carreira militar. Mas o Pentágono ainda tem dificuldade em atrair médicos, enfermeiras e especialistas em idiomas.

Fonte: O Globo, via Resenha CCOMSEx – reportagem de Julia Preston    

Foto: US Army

 

O Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx) está realizando, até o dia 19 de fevereiro, o Estágio de Pilotagem Tática (EPT).

Este estágio é parte integrante do Curso de Piloto de Combate da Aviação do Exército Brasileiro, que tem como propósito qualificar os pilotos militares a utilizarem a plataforma aérea como uma genuína arma de combate.

Além do apoio administrativo a seus 44 oficiais e 32 praças, a BAeNSPA (Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia) está prestando o essencial apoio operativo a essa atividade com o Serviço de Tráfego Aéreo (ATS) de sua competência a todas as oito aeronaves (sete HA-1 Esquilo e um HM-1Pantera), que nesse período, realizarão um total de 200 lançamentos, equivalentes a 300 horas de vôo.

Entre os 18 oficiais-alunos matriculados no curso, encontram-se também 2 oficiais Aviadores Navais.

Fonte e fotos: ComForAerNav

Nota do Blog: Sempre muito bem vindo entre as FA’s a troca de conhecimento através de ações conjutas. Neste caso temos um Força apoiando a outra, seja com a logística necessária para a realização do Curso ou incluindo no mesmo alunos da outra Força, fortalecendo os laços entre os Aviadores Navais e do Exército, visando a padronização das normas e procedimentos.

 

Chávez sem limites

Proposta da reeleição indefinida vence com cerca de 54% dos votos dos venezuelanos

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, conquistou ontem o direito de se reeleger quantas vezes quiser, depois de a população do país aprovar a mudança da lei num referendo. Com 94,2% das urnas apuradas, o “sim” recebera 54,36% dos votos, sem que houvesse chances matemáticas para uma reviravolta. A oposição à reeleição sem limites tinha apenas 45,63% dos votos.

Milhares de chavistas se aglomeraram sob a sacada do Palácio Miraflores, sede governo venezuelano, de onde Chávez discursou. A multidão cantava, entusiasmada: “Uh, ah. Chávez no se va (não vai embora)”.

- Esta foi uma clara vitória do povo, da revolução. Hoje venceu a dignidade de um povo, abrimos as portas do futuro – afirmou Chávez. – O povo venezuelano, se constituindo de novo, hoje está brilhando para o mundo. O povo venezuelano está irradiando suas luzes e virtudes democráticas, humanísticas e bolivarianas.

Rumores sobre a vitória de Chávez já corriam o país horas antes, e por isso as ruas de Caracas estavam tomadas por chavistas em festa. Na verdade, antes mesmo de as urnas serem fechadas, autoridades do governo já anunciavam uma “tendência vitoriosa irreversível”.

- Todas as pesquisas que temos nos dizem que a tendência (a favor do “sim”) está consolidada – disse o ministro de Finanças, Ali Rodríguez, numa entrevista coletiva no hotel Alba, enquanto ainda havia eleitores nas filas das seções eleitorais.

Com a votação de ontem, Chávez, que é presidente desde 1999 e já venceu três eleições presidenciais, poderá concorrer novamente em 2012, e também nos pleitos seguintes.

Pela manhã, após votar, Chávez assegurara que o resultado do referendo era crucial para “a continuidade da revolução”. Embora tenha dito, durante a campanha, que a reeleição indefinida era “para o povo e não para mim”, ontem admitiu ser o principal interessado no referendo. O presidente reiterou que seu governo reconheceria o resultado, “seja ele qual for”.

- Hoje (ontem) está sendo decidido meu destino político. Está em jogo o futuro do país – disse ele.

Até ‘dois mil e sempre’

Para moradores do bairro popular 23 de Janeiro, é ‘Chávez ou a morte’

CARACAS. No coração do bairro 23 de Janeiro, um dos mais populares de Caracas, o dirigente comunitário Lisandro Pérez, conhecido por todos como Mao (por sua devoção ao líder da Revolução Chinesa), reconhece que, mesmo obtendo uma vitória no referendo sobre a proposta de reeleição indefinida, o chavismo terá vários desafios pela frente. Para este ex-guerrilheiro, que integra o Movimento Tupamaro (um dos tantos que abandonou as armas quando Chávez chegou ao Palácio Miraflores, em 1999), “O triunfo no referendo é necessário para dar mais coesão ao chavismo e entrar numa nova etapa da revolução”.

Rodeado de imagens de Chávez, Che Guevara e Mao Tsé-tung, o dirigente tupamaro reconheceu que existem dirigentes chavistas que “ainda não entenderam qual é o espírito da revolução bolivariana”.

- Esses dirigentes atuam de forma egoísta, mas o presidente Chávez, em quem confio plenamente, saberá como afastá-los no devido momento – disse Mao.

Outro líder comunitário do bairro caraquenho, que pediu para não ser identificado, foi ainda mais longe:

- Existe uma dispersão grande entre os chavistas e isso ocorre porque alguns setores se sentem mais poderosos do que são. A disputa interna é perigosa – disse a fonte chavista, que questionou o enriquecimento de dirigentes vinculados ao governo nos últimos anos.

Os grupos que vivem e atuam no bairro 23 de Janeiro estão firmes ao lado do presidente, único líder reconhecido por eles.

- Como maoísta, não acredito nos homens, mas em Chávez, sim – disse o dirigente tupamaro, que reconheceu os erros cometidos na campanha de 2007, quando os chavistas foram derrotados no referendo sobre o projeto de reforma constitucional elaborado pelo governo.

Na época, admitiu Mao, “achamos que a vitória seria fácil, confiamos demais”. Desta vez, Chávez participou mais da campanha.

- Só ele é capaz de entusiasmar os eleitores – enfatiza o dirigente tupamaro.

Os moradores de 23 de Janeiro costumam dizer que o presidente governará a Venezuela até “dois mil e sempre”. Esse é o desejo de grande parte dos chavistas que nasceram e cresceram num bairro humilde, que mistura casas típicas de favelas brasileiras e grandes prédios, hoje em estado deplorável, construídos pela ditadura de Marcos Pérez Jiménez (1952-1958). No bairro caraquenho, onde votou o presidente venezuelano, a opção é Chávez ou Chávez, não existe alternativa.

- Para mim é Chávez ou morte, não existe outra opção – afirmou Nilda Vergara, antes de votar na escola Amalia Pellin.

Felisa Gómez, de 102 anos, caminhou dez quarteirões para votar “no comandante”.

- Vim votar pelo meu presidente, graças a ele aprendi a ler e escrever – contou a veterana chavista, que tem sérias dificuldades para caminhar, mas fez questão de participar do referendo.

Fonte: O Globo, via Resenha CCOMSEx – Reportagem de Janaína Figueiredo

Foto: AFP, via G1

 

O crescimento do tráfico de drogas e a violência no México devem se tornar temas prioritários na relação do novo governo americano com seu vizinho e fazer com que parte dos recursos normalmente destinados ao combate de drogas na Colômbia – principal parceiro dos Estados Unidos na região – tenham agora um novo destino, assinalam especialistas nos dois países. Ainda assim, a crise econômica pode atrapalhar os planos em relação a esses dois aliados dos EUA.

- O México precisa reconhecer que apesar da deferência de Obama, de ter se reunido antes de todo mundo com o presidente (Felipe) Calderón, não está na lista de maiores urgências do novo governo – comentou o analista de relações internacionais Gabriel Guerra.

De concreto, o encontro de Calderón e Obama, uma semana antes da posse do presidente americano, explicitou as diferenças com respeito ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que os países mantêm desde 1994 e que acentuou a integração econômica do México aos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral, Obama pleiteou a necessidade de renegociar o Nafta, para proteger os trabalhadores americanos. No encontro com Calderón, ele manteve a posição, à qual o México se opõe.

O outro grande tema pelo qual México lutou nos últimos anos, a aprovação de uma reforma migratória nos EUA, que permita a 7 milhões de imigrantes ilegais saírem da sombra, também parece complicado. Guerra não está otimista, pois em meio à crise “não seria o melhor momento para discutir isso”.

É na luta contra o tráfico de drogas que há maiores possibilidades de colaboração a curto prazo, porque é do interesse dos EUA ter maior controle sobre suas fronteiras. Funcionários de alto escalão do Pentágono demonstram extrema preocupação com o clima de violência no México e com os sequestros e assassinatos que se multiplicam na fronteira, reiterando a necessidade de os dois governos trabalharem juntos.

- À medida que essa preocupação com a segurança nacional se traduza em medidas que ajudem ao México a controlar a entrada de armas e dinheiro do narcotráfico, todos sairemos ganhando – explicou Guerra.

Para Obama, Plano Colômbia deve ser modernizado

A situação dramática no México pode levar os EUA a transferirem recursos, hoje destinados ao Plano Colômbia, para lá, destacam especialistas. Há dez anos Bogotá goza de uma relação privilegiada com Washington, graças a uma confluência de interesses e desafios geoestratégicos. Particularmente o tráfico de drogas. O país já recebeu mais de US$6,5 bilhões através do Plano Colômbia, o que o transforma no terceiro maior receptor ajuda dos EUA, depois de Egito e Israel.

Com a chegada de Obama, essa relação continuará sendo próxima, apesar da aparente distância ideológica dele com a direita de Álvaro Uribe. Haverá algumas mudanças de tom – mais ênfase em direitos humanos – e cortes de ajuda, enquanto temas centrais da relação, como o Tratado de Livre Comércio, permanecerão no limbo a curto e médio prazos.

A Colômbia continuará sendo o “aliado incondicional”. Obama prometeu continuar com o Plano Colômbia e respaldar a luta contra os grupos armados. Como a Colômbia exporta mais de 80% da cocaína consumida nos EUA, os fundos para controlar essa oferta continuarão fluindo.

Adam Isacson, do Centro para a Política Internacional, no entanto, prevê uma redução considerável – de 40% – nos próximos anos, por duas razões. Primeiro, porque o orçamento americano para algo que não seja a crise econômica e as guerras estará muito limitado. Segundo, devido à dramática situação no México, que deverá levar à transferência de recursos para o combate ao narcotráfico lá.

Relatórios indicam que as áreas cultivadas para a produção de drogas não foram reduzidas, e o próprio Obama afirma que é preciso atualizar o Plano Colômbia.

Se durante o ano passado a campanha eleitoral nos EUA foi o principal obstáculo à aprovação do Tratado de Livre Comércio, em 2009 será a crise econômica. Com milhares de empregos se evaporando, o ambiente não é favorável a novos tratados – aos quais se atribui a fuga de mão-de-obra a outros países.

Fonte: O Globo Fotos: Secretaría de la Defensa Nacional – militares mexicanos apreendendo drogas

 

Type 99: o MBT chinês

O Type 99, também conhecido como ZTZ-99 e WZ-123, desenvolvido a partir do Type 98G, é um carro de combate de terceira geração, operado pelo Exército de Libertação do Povo da China.
Ele foi feito para competir com os melhores tanques ocidentais, embora não tenha sido produzido em grandes quantidades, por causa do seu alto preço. O canhão é de 125mm e o carro pesa carregado 54 toneladas.

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Especialistas criticam a END

Dos R$ 48.044 milhões (incluindo créditos suplementares) autorizados no orçamento do Ministério da Defesa até 31/12/2008, foram empenhados R$ 44.841 milhões e efetivamente gastos R$ 40.713 milhões (84,74% do total autorizado). Foi o menor percentual executado do orçamento daquela pasta nos últimos anos. Tal percentual foi de 87,90% em 2005, de 89,80% em 2006 e de 90,54% em 2007.

No Orçamento da União para 2009, a dotação de recursos originalmente autorizada para o Ministério da Defesa era de R$ 50,2 bilhões. À Marinha do Brasil estavam destinados R$ 2,627 bilhões, ao Exército Brasileiro, R$ 2,785 bilhões, e à Força Aérea Brasileira, R$ 4,515 bilhões, para despesas discricionárias.

Entretanto, no dia 27/1/2009, o governo anunciou o bloqueio de R$ 37,2 bilhões (25% do total) dos recursos para custeio e investimento no orçamento deste ano. O Ministério da Defesa, que contava com R$ 11,05 bilhões, passou a dispor de apenas R$ 4,484 bilhões (redução de 59,5% dos recursos).

A crise econômica mundial pode reforçar a tendência (já observada no final de 2008) de reversão no modesto aumento dos gastos com a defesa no Brasil, verificado entre 2005 e 2007. Tal perspectiva indica dificuldades para a realização de investimentos na área.

A modernização das Forças Armadas e a reorganização do Ministério da Defesa e da indústria de material de emprego militar estão previstas na Estratégia Nacional de Defesa (END). Se a recuperação da economia não for rápida, porém, este documento corre sério risco de tornar-se um “protocolo de intenções” inócuo.

Aprovado pelo Decreto 6.703, de 18/12/2008, o extenso documento é precedido de uma exposição de motivos, assinada pelos ministros da Defesa e de Assuntos Estratégicos, e divide-se em duas partes: Formulação Sistemática e Medidas de Implementação.

Pela quantidade de idéias que contém, a END é difícil de ser avaliada num só artigo. Desde a década de 20 do século passado, quando foram contratadas a Missão Militar francesa e a Missão Naval norte-americana, não se propunha algo tão ambicioso no Brasil. Por tratar-se de uma estratégia, e não de uma política, é um documento de planejamento militar que deveria resultar de um trabalho de estado-maior. Entretanto, sua elaboração não foi coordenada pelo Ministério da Defesa, mas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Talvez por isso, emprega apenas parcialmente o jargão militar tradicional.

Por não ser sigilosa, a nova estratégia está vulnerável a todo tipo de críticas. Tais críticas poderiam vir de grupos de extrema-esquerda, organizações pacifistas, setores da mídia ou grupos ligados ao sistema financeiro. A linguagem “politicamente correta” do documento sugere que este foi “suavizado”, para não ofender a setores mais sensíveis da opinião pública.

A nova END se propõe a mudar os paradigmas da defesa nacional no Brasil, dando origem a um novo modelo de Forças Armadas, o qual daria prioridade às operações conjuntas ou combinadas. Entretanto, deve-se evitar o excesso de centralização que a criação de um estado-maior geral do tipo prussiano poderia representar.

A proposta de ampliação da abrangência do serviço militar é outro aspecto a analisar. A seleção dos melhores conscritos ou voluntários para o serviço ativo nas Forças Armadas é conveniente. Contudo, devem ser tomados certos cuidados, a fim de evitar que, no futuro, ocorram problemas de disciplina causados pela desmotivação de recrutas incorporados contra a sua vontade.

Também foi proposta a criação de um serviço civil obrigatório, para os dispensados do serviço militar. Medidas desse tipo são válidas, em tempo de guerra ou de emergência nacional. Em época normal de paz, porém, são de difícil implementação e podem ser alvo de fortes críticas.

Num futuro não muito distante, a Marinha do Brasil talvez venha a ter uma segunda esquadra, sediada no litoral Norte/Nordeste do país. Esta nova esquadra poderia dar prioridade à tarefa de negação do uso do mar. Entretanto, não se deve esquecer que o Brasil necessita de um poder naval balanceado e polivalente, com capacidade oceânica.

Deve ser construída uma nova base naval nas proximidades da foz do Amazonas. A Baía de São Marcos, no Maranhão, é apontada por alguns especialistas como o local mais conveniente. Na região de Itaguaí, no Rio de Janeiro, o acordo Brasil-França, assinado em 23/12/2008, prevê a instalação de um estaleiro construtor e de uma base para submarinos com propulsão nuclear.

O Exército Brasileiro deve dar prioridade à capacidade expedicionária de pronto emprego, em lugar da presença territorial. Isso tornaria necessário concentrar as forças, atualmente dispersas por todo o território nacional, na região central do país. Também deve ser priorizado o fortalecimento da defesa antiaérea, atualmente reduzida.

A Força Aérea Brasileira deve concentrar suas unidades de transporte aéreo, de modo a apoiar, com maior facilidade, o deslocamento de forças expedicionárias do Exército. A primeira linha da aviação de caça, constituída por três tipos de aeronave, deve ser gradualmente reequipada com um só tipo. Veículos aéreos não-tripulados e satélites de emprego militar também podem ser desenvolvidos.

A ciência e a tecnologia devem ser priorizadas, com destaque para os setores espacial, nuclear e de informática. A indústria nacional de defesa deve ser fortalecida, a fim de garantir a autonomia estratégica do Brasil na pesquisa, no desenvolvimento e na produção de equipamentos para as Forças Armadas. Os níveis de capacitação logística e de mobilização devem ser incrementados.

Embora tal meta não tenha sido incluída na END, seria perfeitamente razoável se, para disponibilizar os recursos necessários à modernização das Forças Armadas brasileiras, o orçamento anual de defesa fosse aumentado para aproximadamente 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, este percentual está em torno de 1,5%.

A defesa nacional, assim como as relações exteriores, deve ser vista como uma política de Estado, e não de governo. As discussões em torno do tema não podem ser influenciadas por diferenças de opinião relacionadas com a disputa pelo poder no âmbito interno. Os legítimos interesses nacionais devem ficar acima dos interesses eleitorais e partidários.

Autores: Eduardo Italo Pesce/Iberê Mariano da Silva

 

Brasil perde sargento do EB no Haiti

O Exército ainda não tem previsão de quando chegará ao Brasil o corpo do terceiro-sargento Idevani da Silva, de 41 anos, que morreu na quarta-feira, no Haiti, em um acidente de carro na estrada que liga as cidades de Jacmel e Porto Príncipe.

O militar, que morava em Paciência, na Zona Oeste, integrava desde novembro as tropas brasileiras da Missão de Paz no país mais pobre das Américas. No Rio, o sargento era lotado no Batalhão Escola de Engenharia, em Santa Cruz.

Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, antes de o corpo sair do Haiti, por exigência da Organização das Nações Unidas (ONU), será necessária a realização de uma autópsia.

O objetivo é confirmar com exatidão a verdadeira causa da morte do brasileiro. Só depois haverá autorização para translado.

Segundo informações do Exército, Idevani da Silva estava sentado no banco de trás de um Land Rover quando uma das rodas teria ficado presa em um buraco. O carro rodou na estrada, o terceiro-sargento foi arremessado para fora e teve a cabeça esmagada. Além dele, outros dois militares estavam no veículo, mas não sofreram ferimentos.

O Ministério da Defesa informou que Idevani foi levado para o hospital argentino da missão da ONU e morreu por volta das 14h — hora local em Porto Príncipe. O Comando da Companhia de Engenharia e a Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah, sigla em francês) informaram que vão realizar investigações para levantar as causas do acidente.

OUTRA MORTE EM 2007

Em agosto de 2007, o soldado brasileiro Rodrigo da Rocha Klein morreu ao sofrer uma descarga elétrica depois de tropeçar em um fio de alta tensão em Porto Príncipe, capital do Haiti. Gaúcho de São Luiz Gonzaga, ele tinha 21 anos.

Na ocasião, o sargento Luiz Guilherme Fagundes Caetano, de 23 anos, que ajudou a socorrer Klein, sofreu queimaduras. Ele foi levado a um hospital local.

Antes, o general brasileiro Urano Teixeira da Matta Bacellar, que fazia parte da missão, foi encontrado morto, em seu quarto, em janeiro de 2006.

FONTE: O Dia

 

Urutu abandonado no Iraque

EE-11 Urutu da 30a Divisão de Infantaria iraquiana abandonado pela tripulação na estrada para Safwan. Este exemplar estava armado com uma metralhadora 12,7 mm. Esta foto foi tirada em 1991, durante a Guerra do Golfo.

 
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