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O orçamento do ministério russo da Defesa vai ser reduzido em 15% em 2009 devido à crise econômica mundial, mas as despesas em armamentos serão mantidas, anunciou nesta quinta-feira o presidente da comissão da defesa no Parlamento russo, Mikhail Babich.

“Foi tomada a decisão de fazer um corte de 15%, e é muito possível que esta não seja a única decisão deste tipo referente ao orçamento militar”, comentou Babich, citado pela agência Interfax.

“Resta agora a definir em que linhas orçamentárias estes cortes serão aplicados para não afetar os fundamentais que quereremos preservar: as encomendas militares do Estado e as despesas sociais”, acrescentou.

O orçamento do ministério da Defesa para 2009 devia inicialmente chegar a 39,5 bilhões de dólares.

FONTE: Último segundo

 

Os Astros sauditas

Algumas fotos do sistema de lançamento multiplo de foguetes Avibras Astros II/SS 30, que é usado pelo Exército da Arábia Saudita.

Fotos: DoD – maio de 1992.

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“Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado.”

Karl Marx, em Das Kapital, 1867

NOTA do BLOG: a previsão de Karl Marx, que não deveria ser novidade nenhuma para quem estudou um pouco de economia e história, está circulando maciçamente na Internet nos últimos dias, por e-mail e em Blogs.

 

Reaparelhamento das FAs custará 2 bi em 2009

Os programas de readequação e reaparelhamento das Forças Armadas irão custar pouco mais de R$ 2 bilhões aos cofres da União este ano. A rubrica engloba, por exemplo, a construção de unidades habitacionais destinadas aos militares e servidores civis, a modernização de equipamentos e a implantação de novos sistemas bélicos. No ano passado, R$ 1,9 bilhão foi desembolsado com as ações, valor 73% superior ao gasto em 2007. Mas apesar do aumento, especialistas acreditam que é preciso investir mais para garantir a soberania e independência do Brasil, em meio aos “estranhos” e recentes movimentos na América Latina.

Os programas de reaparelhamento têm a finalidade de garantir a construção de unidades habitacionais destinadas e servidores das Forças Armadas, modernizar equipamentos e instalações militares e complementar necessidades existentes de imóveis. Desde 2003, foram gastos R$ 6,8 bilhões com o reaparelhamento e adequação das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica).

Desde 2003, a Aeronáutica é a mais bem contemplada com o programa. Nos últimos seis anos, a força aérea desembolsou R$ 4,8 bilhões, enquanto o Exército teve gastos na casa dos R$ 773 milhões. Já a Marinha gastou R$ 1,3 bilhão nesse mesmo período, valor quase igual ao gasto pela FAB só no ano passado.

As ações que mais geraram despesas, dentro dos programas de reaparelhamento, foram as de aquisições de aeronaves, navios, submarinos, carros de combate, tanques, dentre outros meios de transporte. Em 2008, 38% do orçamento do programa ficou comprometido com as aquisições, que somaram R$ 732,9 milhões. Em média, são gastos R$ 600 milhões ao ano com a obtenção destes veículos de guerra. Desde 2003, foram desembolsados R$ 3,5 bilhões com essas aquisições. Até o fechamento da matéria, o Ministério da Defesa não apresentou esclarecimento sobre a finalidade e destinação dos recursos do reaparelhamento da Forças.

Para Walter Bartels, presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, aparelhar as Forças Armadas é um dever constitucional do Estado. “A Constituição defende que o Brasil deve preservar sua soberania e independência nacional. Além disso, deve garantir o desenvolvimento nacional”, afirma Bartels. Para ele, o crescimento econômico dos países está atrelado ao desenvolvimento tecnológico. “Nos últimos 25 anos, enquanto outros membros do BRIC, como a China e Índia, tiveram respectivamente o crescimento de 1000% e 400% em seu Produto Interno Bruto, o Brasil teve a evolução de apenas 85%”, destacou.

Bartels, que também é diretor no Departamento de Defesa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), lembra que para classificar um país estar classificado como de “alto” desenvolvimento tecnológico, segundo índice da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é preciso investir no setor aeroespacial. “A influência da área aeroespacial é enorme. O Brasil tem dimensões continentais, população elevada, costa e fronteiras extremamente longas e muitos recursos naturais. Por isso necessita de comunicações, vigilância, controle, dados meteorológicos, todos dependentes de produtos e serviços espaciais”, afirma. Bartels acredita que os recursos federais investidos até agora são insuficientes para suprir a defesa nacional, considerada por ele como “extremamente frágil”.

Segundo dados levantados pelo site Power Military Review (Revista Poder Militar), especializado em assuntos militares no mundo, o Brasil ainda lidera o ranking do “Poder Militar” na América Latina, embora sua posição não represente ameaça em relação aos países de primeiro mundo.

O site ainda compila dados do Balanço Militar de 2006, do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, que apontam algumas comparações entre as forças militares das nações. Naquele ano, o efetivo e os principais equipamentos do Exército Brasileiro, por exemplo, eram semelhantes aos da Tailândia, um país 17 vezes menor que o Brasil. Já a Marinha tailandesa apresentava 30.500 homens no serviço ativo a mais. Já o efetivo da Força Aérea Brasileira perdia, em números, para a Grã-Bretanha – país 37 vezes menor (veja tabela).

FONTE: Contas Abertas

 

Cortes no orçamento de Defesa Sueco vão na contramão dos novos compromissos assumidos pelo Governo, inclusive com o desdobramento de tropas no exterior em apoio à ONU ou como parte de uma força européia, podendo colocar em risco as forças e seus homens.

No início de 2008, um corte de US$ 200 milhões forçou a diminuição do tempo de serviço militar e a diminuição das horas de vôo dos caças Gripen. Em abril, havia sinais de que novos cortes ocorreriam em futuro próximo.

Em novembro de 2008, uma diretiva do Governo sueco para o Comando Supremo confirmou que o orçamento seria congelado em US$ 4,9 bilhões por ano até 2014, com pequenas correções em decorrência da inflação.

Agora aparecem notícias de que o Governo sueco pretende cortar 30% do Exército e diminuir o número de carros de combate (MBT) pela metade. O número de homens seria diminuído de 20.000 para 12.500, distribuídos por 7 batalhões da força terrestre e 1 batalhão de fuzileiros navais.

Sem dúvida esses cortes são mais proeminentes na força de blindados, onde dos 280 Leopard 2 adquiridos da Alemanha, ficarão em servico apenas 160 da variante Strv 122 (Leopard 2A6), sendo colocados na reserva os outros 120 da versão Strv 121 (Leopard 2A4).

 

Tem pouco em comum com Band of Brothers, ambientado em volta da Companhia Easy (Echo), do 2º Batalhão do 503º Regimento da 101º Divisão Aerotransportada durante a II Guerra Mundial, baseado no livro de Stephen E. Ambrose.

A II GM é encarada sob um ponto de vista de uma luta do bem contra o mal, contra o expansionismo das potências do eixo. Nós gostamos de acreditar que foi desse modo tão simples, tão claro.

Generation Kill, gira em torno do 2º Pelotão da Companhia B, do 1º Batalhão de Reconhecimento do USMC, na corrida para Bagdá. O filme é baseado no livro de mesmo nome, escrito pelo repórter Evan Wright, que acompanhou o pelotão em sua marcha para o norte.

Muito bem feito, desde que ao assistir a pessoa esteja despida de preconceito e compreenda que são homens em operação, e estar em combate não é bem um passeio no parque.

Entre várias curiosidades está a presença de um Marine brasileiro na unidade: Sargento Leandro “Shady B” Batista, motorista do 5º Humvee.


 

Em entrevista ao jornal Izvestia, Igor Panarin, professor da academia diplomática do Ministério do Exterior Russo, diz que a crise levará os EUA ao colapso e forçará o país a se dividir em seis territórios

Um professor da academia diplomática do Ministério do Exterior da Rússia está causando polêmica por conta de seus prognósticos sobre o futuro dos Estados Unidos após a atual crise econômica, a mais grave desde a década de 1930. Segundo Igor Panarin, a crise vai levar os EUA ao colapso, e provocará uma divisão do país em seis novas nações.

Panarin, um respeitado analista político da Rússia, fez a previsão em uma entrevista ao jornal Izvestia, de acordo com o blog político americano Drudge Report. “Nada dá segurança ao dólar. Os débitos externos cresceram como uma avalanche. Em 1998, quando fiz a minha previsão pela primeira vez, já tinham passado de US$ 2 trilhões. Agora, passou de US$ 11 trilhões. Essa é uma pirâmide que só pode ruir”, disse Panarin, afirmando ter feito essa previsão dez anos atrás, em uma conferência internacional na Austrália.

Segundo ele, várias razões vão quebrar a economia americana, como o fato de que “milhões de cidadãos perderam suas poupanças, os preços e o desemprego estão subindo, a Ford e a General Motors estão à beira da falência e os governadores já começam a pedir dinheiro do governo federal”. No fim desse processo, diz Panarin, haverá uma “mudança no sistema regulatório financeiro em escala global”, e os EUA serão substituídos pela China e pela Rússia no papel de maior regulador da economia.

Panarin completa o raciocínio afirmando que a única coisa que evita a “insatisfação total” nos EUA é a esperança de que Barack Obama fará milagres, e logo “ficará claro que não existem milagres”. Isso tudo se somará ao “cenário político vulnerável, à falta de leis nacionais unificadas e às divisões entre a elite, que ficaram claras”.

A divisão territorial dos EUA, diz Panarin, teria um país na costa do Pacífico (influenciada pela crescente população chinesa), o Sul (com os hispânicos), o Texas (onde já existem movimentos de independência), a costa do Atlântico (onde a população têm uma mentalidade diferente), os estados mais pobres da região central (onde há grande número de nativos) e os estados do Norte (onde vem crescendo a influência do Canadá). Perguntado sobre o Alasca, estado comprado pelos EUA da Rússia no fim do século 19, Panarin disse que seu país “poderia tentar reaver” o território.

NOTA do BLOG: Clique aqui para conhecer mais sobre a teoria do especialista russo Igor Panarin.

 

Vinte e sete anos depois de aberta, a ação judicial que pretende obrigar a União a apresentar documentos sobre o conflito e apontar a localização das sepulturas dos militantes de esquerda mortos na guerrilha do Araguaia (1972-1975) permanece insolúvel. Nesse espaço de tempo, sem nenhuma resposta oficial do governo, morreu a metade dos familiares que iniciaram o processo.

Quando a ação foi proposta, em 19 de fevereiro de 1982, o presidente era o general João Figueiredo (1918-1999), a moeda, o cruzeiro e a novela que fazia sucesso, “Elas por Elas”.

A ação foi proposta por 22 pessoas, cujos nomes constam até hoje dos registros judiciais por onde a ação passeou -Justiça Federal de primeira instância no Distrito Federal, Tribunal Regional Federal e Supremo Tribunal Federal.

Segundo levantamento feito pela Folha a partir de dados da comissão de familiares de mortos e desaparecidos, dos 22 autores, 11 morreram. Eram mães e pais de parte dos militantes do Araguaia -foco guerrilheiro criado pelo PC do B com a intenção de derrubar a ditadura militar e implantar um governo comunista no país. Segundo o livro “A Ditadura Escancarada”, do jornalista Elio Gaspari, morreram no conflito 59 guerrilheiros, 16 soldados do Exército e dez moradores da região.

A maioria dos pais morreu antes mesmo de comemorar a sentença de primeira instância de 2003, proferida pela juíza Solange Salgado, que reconheceu o direito de eles terem acesso aos documentos. A vitória, porém, teve gosto passageiro, já que a União recorreu e o caso foi parar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e, de lá, no STF (Supremo Tribunal Federal). Pelo menos cinco anos de demora na tramitação do processo se devem a recursos protocolados pela AGU (Advocacia Geral da União) já no governo de Lula. No início deste ano, a ação transitou em julgado, não cabendo mais recurso.

Sem informação

Seis anos antes da primeira decisão da juíza, em 1997, morreu o bancário Edwin Costa, aos 87, de enfisema pulmonar. Era pai de Walkíria Costa, estudante de Patos de Minas (MG), dada como desaparecida no Araguaia aos 26 anos.

Sua irmã, Waléria, aguarda o desfecho da ação, mas disse não ter recebido informações suficientes do advogado do caso, o ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), reclamação que surgiu nas conversas com outros familiares.

Waléria, 55, disse não ter muitas esperanças de ver o governo revelar seus arquivos. “Acho que, enquanto estivermos vivos, eles vão ocultar a verdade. Estão nos esperando morrer primeiro”, disse ela.

Os autores originais da ação demonstram cansaço com a demora. “Não estamos sendo informados por nenhum órgão competente”, disse a costureira aposentada Maria Leonor Pereira Marques, 80, mãe do militante do PC do B Paulo Roberto Pereira Marques. Funcionário do Banco de Minas Gerais, Marques desapareceu aos 24 anos no dia de Natal de 1973, após um ataque do Exército a um acampamento da guerrilha.

Nos anos 90, Maria Leonor propôs uma ação de indenização e recebeu apenas R$ 98 mil, em uma única parcela, pelo desaparecimento do filho.

Por e-mail, o advogado Greenhalgh negou à Folha que as famílias não estejam recebendo dados sobre a ação judicial. Citou como exemplo a última petição a que deu entrada, em 11 de julho, e que teria sido copiada para três dos familiares. “Dessa iniciativa demos ciência aos familiares. (…) Assim, não é verdade que os parentes não têm sido suficientemente informados do processo e sobre isso não há que se fazer intrigas”, afirmou o advogado.

A AGU informou na semana passada que quer fazer cumprir a ordem da juíza. Peticionou na ação, contudo, para obter uma nova citação e só então promover a abertura dos arquivos. O procurador da República Rômulo Moreira Conrado disse no processo que a União já teve tempo para organizar os documentos. Pediu que os dados sejam entregues em 15 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O juiz substituto da 1ª Vara Federal não havia decidido sobre o pedido do procurador até sexta. O processo está “concluso para despacho” do juiz titular desde 24 de novembro de 2008.

FONTE: Folha de São Paulo

 

USAF x U.S.Army: De volta ao mundo real

O sucesso espetacular do Poder Aéreo durante a Operação Tempestade do Deserto em 1991 levou, enganosamente, muitos aviadores, políticos e boa parte da mídia a apregoarem o inicio de uma nova era, com o domínio desse poder sobre os demais nas operações futuras. Tudo poderia ser resolvido pelo poder aéreo e suas maravilhosas “armas inteligentes”.

Passada a euforia, Somália, Bálcãs, Afeganistão e Iraque (2003) provaram que as coisas não eram tão simples assim e que o ambiente operacional que seria enfrentado pelas forças norte-americanas no futuro não apresentaria condições tão favoráveis e previsíveis como em 1991, uma operação convencional.

Por sorte, alguns lideres da USAF não se descolaram da realidade e perceberam o caráter mutável e imprevisível das operações futuras, que iriam exigir mais do aspecto combinado das forças.

Foram dados os primeiros passos em direção a uma reforma doutrinaria, que pode e deve ser encarada como permanente. A USAF não pode deixar de dar atenção ao seu irmão mais velho e principal cliente do seu poder aéreo entre as forças coirmãs: o U.S.Army.

Afim de manter em permanente evolução a doutrina da força, em julho de 1993, o então Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Gen. McPeask, determinou o estabelecimento do Air Force Doctrine Center, na Base Aérea de Langley. Em agosto de 1996, o Gen. Fogleman, sucessor de McPeak, foi além e decidiu reorganizar o centro de doutrina por causa da importância crescente de travar a guerra com forças combinadas. Assim foi criado o Headquarters Air Force Doctrine Center (HQ AFDC) na Base Aérea de Maxwell, uma unidade que responde diretamente a Chefia do EM e fica junto com a Air University, Air War College, Air Command and Staff College, Squadron Officer School e o College of aerospace Doctrine, Research and Education (CADRE), beneficiando-se de todos os recursos materiais e intelectuais dessas organizações.

Uma das missões do HQ AFDC é comunicar-se com as atividades de desenvolvimento doutrinário das outras forças e com o Joint Warfighting Center, em Forte Monroe, Virginia; e fornecer, aos centros de treinamento do Exército, apoio e representação em termos de doutrina da Força Aérea.

Dentro do HQ AFDC a Diretoria de Integração Combinada, concentra-se nas questões de doutrina entre as Forças. Sua localização facilita a coordenação com os comandos de doutrina do Exército, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, situados na mesma região.

O HQ AFDC também tem pessoal em seis seções operacionais, uma na Base Aérea de Nellis, responsável por questões doutrinarias junto à Air Force Air-Ground Operations School, ao Programa Air Warrioe e aos instrutores do National Training Center do Exército. As outras cinco seções estão estabelecias em locais em que o Exército leva a efeito treinamento setorial de suas armas combatentes: Fort Bliss, Texas – treinamento em defesa antiaérea; Forte Knox, Kentucky – treinamento em blindados; Forte Leavenworth, Kansas – treinamento de armas combinadas; Forte Rucker, Alabama – treinamento de aviação; e Forte Sill – treinamento de artilharia. Em cada local, o pessoal do HQ AFDC serve como representante da Força Aérea junto ao Exército, defendendo a integração adequada do poder aeroespacial com as forças de superfície, articulando a doutrina aeroespacial, discutindo novas questões doutrinarias e participando do desenvolvimento da doutrina do Exército.

 
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