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O general britânico responsável pelo comando militar das forças no sul do Iraque, Andy Salmon, transferirá nesta terça-feira o controle da região para o norte-americano Michael Oates, em um ato que representa o início oficial da retirada das tropas britânicas do país.
A partir desta terça-feira, soldados americanos e britânicos passarão a ser comandados pelo oficial dos Estados Unidos, no que passará a ser chamado de Divisão Multinacional do Sul.

A maior parte dos 4 mil soldados britânicos – que agora estão estacionados nos arredores da cidade de Basra – deve deixar o país até o dia 31 de maio, quando termina a operação de combate britânica.
A partir desta data, apenas 400 soldados da Grã-Bretanha permanecerão na região, para exercer funções no quartel-general da coalizão e treinar a Marinha iraquiana.

Em entrevista à BBC, o general Salmon afirmou que muitos objetivos foram atingidos nos últimos seis anos de ocupação no Iraque.
“Nós ajudamos a aumentar a segurança e colocamos as condições para o desenvolvimento econômico e social. Acho que podemos sair com a cabeça erguida”.

Comando americano

Os soldados britânicos já começaram a desocupar edifícios e transferir tarefas para os colegas dos EUA, enquanto se preparam para a retirada depois de seis anos.
Segundo a correspondente para assuntos de defesa da BBC, Caroline Wyatt, a presença dos soldados norte-americanos já é visível em Basra.
A partir de agora, o papel dos Estados Unidos no sul do Iraque será ligeiramente diferente, devendo se focar no treinamento de policiais iraquianos e na manutenção da rota de transporte de suprimentos entre o sul e Bagdá.

Segundo o coronel norte-americano AJ Johnson, responsável pelas ligações com o Exército iraquiano no Centro de Operações de Basra, os Estados Unidos manterão a estratégia que vinha sendo adotada até agora na região.
Isto significa que os soldados e policiais iraquianos devem continuar a ser a presença mais visível nas ruas da cidade.
“O objetivo da transição é garantir que não se perceba que o Exército dos EUA está aqui e que nós não faremos nada diferente do que os britânicos fizeram na região”, disse Johnson à BBC.

Os americanos também estão reduzindo o número de tropas no país. Duas brigadas devem sair da Província de Al-Anbar, que antes era considerada o centro da Al-Qaeda no Iraque.
A retirada total das forças americanas do país está prevista para 2011.

FONTE: BBC

 

A volta do ‘Sendero Luminoso’

Sendero LuminosoPrimeiro os soldados foram a Rio Seco, um povoado na selva montanhosa do sul do Peru cujos moradores cultivam a coca. “Eles nos chamaram de subversivos e abriram fogo”, contou um plantador de coca, Benedicto Cóndor, 55. Segundo testemunhas, os soldados mataram quatro pessoas à queima-roupa, incluindo uma mulher grávida de cinco meses. Duas crianças, de seis e um ano, desapareceram; acredita-se que estejam mortas.

Quatro meses depois chegaram os guerrilheiros, acusando os moradores da vila de ajudar os militares. Eles sequestraram o chefe do povoado, que não foi mais visto. As histórias chocantes de violência que saem da selva, enquanto dezenas de famílias abandonam seus povoados, ressuscitaram um espectro assustador: a guerra brutal que aterrorizou o país por duas décadas pode estar renascendo.

A guerra contra os rebeldes do Sendero Luminoso, que deixou quase 70 mil mortos, supostamente terminou em 2000. Porém, num dos recantos mais isolados dos Andes, os militares estão novamente combatendo uma facção rebelde ressurgente. E o Sendero Luminoso, copiando táticas dos rebeldes colombianos, reinventou-se como organização ilícita de produção e tráfico de drogas. As linhas de frente estão na selva de Vizcatán, no vale dos rios Apurímac e Ene, maior região peruana produtora de coca. Enquanto militares e rebeldes se enfrentam na disputa pelo controle de povoados isolados produtores de coca, crescem os relatos sobre números de civis mortos no fogo cruzado.

“Os soldados pensam que somos todos terroristas”, reclamou Alfredo Pacheco, 45, plantador de coca que fugiu de seu povoado, Nueva Esperanza, em setembro, depois de soldados à procura de rebeldes terem ateado fogo às choupanas de barro locais. Autoridades militares afirmaram que as choupanas eram laboratórios de produção de cocaína.

Visões conflitantes como essas são praticamente embutidas no sistema. A folha de coca, estimulante leve que é mastigado cru na região desde antes da conquista espanhola, é em grande medida legal; a cocaína, não. Símbolo sagrado do orgulho indígena, a coca está por todo o país. Mulheres colhem coca em clareiras ao lado da estrada sinuosa de terra, e crianças secam as folhas ao sol. É quase impossível encontrar um plantador de coca que admita que suaprodução não é destinada ao uso tradicional, mas estudos constatam que até 90% da folha de coca colhida é aplicada na produção de cocaína.

Em 2007, o cultivo de coca no Peru aumentou 4%, nível mais alto em uma década, segundo a ONU. Ao mesmo tempo, a produção estimada de cocaína no país foi a mais alta em dez anos: cerca de 260 toneladas, perdendo apenas para a da Colômbia. Desde que o Sendero Luminoso recuou, após a captura em 1992 de seu líder Abimael Guzmán, o grupo seguiu o exemplo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), fundindo uma insurgência de esquerda com o tráfico de drogas.

Embora antes o Sendero Luminoso já se envolvesse com a coca, agora esse é seu foco principal. “Os guerrilheiros hoje operam com a eficiência e letalidade de uma organização de elite do narcotráfico”, disse Jaime Antezana, analista de segurança em Lima. Ele estima que o Sendero empregue cerca de 500 pessoas que trabalham com a cocaína, além de uns 350 combatentes armados. Preocupado com o ressurgimento dos rebeldes e o aumento do tráfico de cocaína, em agosto passado o governo intensificou a contrainsurgência, e as mortes aumentaram. Os guerrilheiros mataram ao menos 26 pessoas em 2008, incluindo 22 soldados e policiais, segundo analistas. Foi o ano mais sangrento em quase uma década.

Enquanto isso, grupos de defesa dos direitos humanos pedem que sejam investigadas as acusações de que soldados peruanos teriam matado pelo menos cinco civis. As autoridades militares se irritam com os relatos de abusos. “O pessoal de direitos humanos diz ‘alguns civis foram mortos, que horror!’”, comentou o ministro da Defesa, Antero Flores Aráoz.

Quanto a Rosa Chávez Sihuincha, a grávida morta em Rio Seco, o ministro sugeriu que ela teve o que mereceu. “O que diabos ela fazia em Vizcatán?”, disse. “Estava rezando o terço? De jeito nenhum. Ou estava transportando folhas de coca para serem processadas, ou estava levando produtos químicos, ou fazia parte da logística do Sendero Luminoso.”

Autoridades peruanas admitem que demoraram a reconhecer o que enfrentavam quando o ex-professor de filosofia Abimael Guzmán lançou sua revolta camponesa, nos anos 1980. “Há quem diga ‘por que se preocupar com alguns de combatentes na selva?’”, disse Alberto Bolívar, especialista em contrainsurgência. “Mas as pessoas esquecem que o Sendero Luminoso começou sua luta armada com apenas algumas centenas de homens. Duas décadas mais tarde, 70 mil pessoas tinham morrido.”

FONTE: New York Times, via FSP

 

O Brasil e a indústria de defesa

Quem se dispuser a consultar revistas e jornais brasileiros, interessado única e exclusivamente em encontrar textos sobre o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias nas áreas de segurança e defesa, terá duas grandes surpresas.

A primeira é que, embora o assunto pareça árido e muitos acreditem que a imprensa publique poucas matérias sobre o tema, não há uma semana que passe sem um veículo registrar algo a respeito.

A segunda, pelo menos para os brasileiros, não chega a ser animadora. A razão é que, nas matérias publicadas na grande imprensa, é muito raro encontrar o nome do Brasil como um dos países que desenvolvem novas tecnologias para as áreas de segurança e defesa.

Na Espanha, por exemplo, cientistas do Centro de Tecnologia de Valência desenvolveram materiais com propriedades que podem gerar invisibilidade em dimensões reduzidas e a meta agora é testar a aplicação desses materiais em escala e superfície maiores, para emprego nas áreas de segurança e defesa.

Em outra parte no mundo, no Oriente Médio, o vice-ministro de Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, afirmou que Teerã construiu um avião de vigilância não-tripulado com um alcance de mais de mil quilômetros.

No Brasil, contudo, as notícias envolvendo o próprio País como desenvolvedor de tecnologias mais avançadas na área de segurança e defesa são escassas.

O Brasil vem adquirindo equipamentos no exterior, como helicópteros e submarinos e está em curso uma licitação para compra de caças para a Força aérea Brasileira (FAB). Chama a atenção, ainda, o fato de que em todas essas compras o governo brasileiro exija que os países vendedores também transfiram a tecnologia empregada na fabricação desses equipamentos.

Sem dúvida que a decisão e a insistência do governo nesse sentido são louváveis, mas resta saber se surtirão efeito verdadeiramente prático e até onde serão realmente exequíveis. Tomemos como base dois exemplos:

O Brasil está adquirindo da França quatro submarinos Scorpène, juntamente com a tecnologia para fabricação do casco. Como o Brasil já detém a tecnologia para produção local do propulsor com reator nuclear, para que integremos o clube dos países fabricantes de submarinos falta apenas a expertise para fazer o casco.

O segundo exemplo é a licitação da FAB para renovar sua frota de caças, chamada de projeto FX2. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já declarou em diferentes ocasiões que a compra dos caças está condicionada à transferência total de tecnologia e diversos especialistas também já declararam que consideram essa hipótese pouco provável de ocorrer na medida desejada pelo Brasil.

Pode parecer simplista, mas qual fabricante no mundo tem interesse em entregar todo o conhecimento adquirido durante o desenvolvimento de seu produto, para um comprador que poderá vir a se transformar em um potencial concorrente no futuro?

O Brasil já foi um grande exportador de material de segurança e defesa, chegando a ocupar a posição de nono país exportador de materiais de defesa na década de 1980, mas perdeu esta importância ao longo do tempo e hoje vive de comprar equipamentos. O momento atual mostra a importância de redirecionar os investimentos alocados para esta área, especialmente para desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias.

Em abril, entre os dias 14 e 17, será realizada no Rio de Janeiro a LAAD 2009 – Latin America Aerospace and Defence, maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina.

O evento reúne a cada dois anos empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamentos e serviços para Forças Armadas, forças especiais e serviços de segurança. Bastará uma visita à feira para checar o que vem sendo feito pelas indústrias do setor, seja em território nacional como em outros países.

Infelizmente o desnível tecnológico existente entre o Brasil e outros países tradicionais fabricantes de materiais de defesa do mundo ainda é muito grande e assim se conservará por algum tempo.

Há necessidade, porém, que sejam tomadas medidas desde já para diminuir esta diferença e possibilitar a autonomia necessária para manutenção da soberania do País e uma maior participação do setor industrial de defesa brasileiro no concorrente mercado internacional.

FONTE: Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 3

ROBERTO GUIMARÃES DE CARVALHO* – Coronel reformado, diretor da RC Consultoria de Defesa, diretor do Departamento da Indústria de Defesa da Fiesp

 

Atiradores mantêm reféns, mas estão cercados por soldados e helicópteros

Um grupo de homens armados atacou uma academia de polícia perto de Lahore, no leste do Paquistão, na manhã desta segunda-feira, deixando pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades do país.
Os atiradores permanecem dentro do local, mantendo um número ainda desconhecido de reféns. Também não se sabe quantos homens armados participam da ação.
Tropas cercaram a academia logo após o ataque e houve uma troca de tiros durante cinco horas.
Testemunhas dizem ter ouvido explosões quando soldados tentaram invadir a academia, e os homens armados responderam com granadas.

Segundo a correspondente da BBC em Lahore, Jill McGivering, alguns reféns foram vistos saindo do local, aparentemente sem ferimentos.
Ainda de acordo com ela, helicópteros estão fazendo voos rasantes sobre a academia em uma tentativa de colocar fim ao combate.

As ruas em torno do local estão lotadas de curioso, criando um clima de confusão.
Segundo um policial, os atiradores invadiram a academia usando uniformes, o que poderia estar atrapalhando a operação militar.
As autoridades paquistanesas dizem que ainda não sabem quem são os responsáveis pelo ataque.
Há pouco menos de um mês, outro grupo de homens armados abriu fogo contra o ônibus que transportava a seleção de críquete do Sri Lanka, também em Lahore, matando seis policiais e o motorista do veículo.

Pelo menos 14 dos atiradores conseguiram fugir na ocasião.

FONTE
: Estadão / BBC Brasil

 

M4 Sherman em ritmo de aventura

Em 1968-69, o Brasil se balançava nos cinemas vendo o filme “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”. Nas ruas as coisas andavam bem agitadas também na relação do país com as Forças Armadas, mas isso já é uma outra história. Em compensação, a relação da produção do filme com as três Forças deve ter sido muito boa, pois nas sequências finais o personagem principal e seus amigos (e inimigos) vivem loucas aventuras em meio a um desembarque anfíbio da MB, do lançamento de paraquedistas pela FAB e de uma batalha de M4 Shermans em terra!

Infelizmente não foi possível, por questões técnicas, inserir o vídeo desse trecho final do filme diretamente aqui no Blog, mas você pode CLICAR AQUI PARA ASSISTIR esses 10 minutos eletrizantes. É claro, dê um desconto para os dois minutos e meio iniciais da sequência, em que o herói do filme, flutuando em pleno espaço, recebe o recado da Terra para reentrar na atmosfera (de paraquedas!). E curta toda a agitação e manobras (incluindo um combate entre os M4 Sherman e suas inusitadas guarnições) dos minutos seguintes.

Colaborou (cutucando a memória no post sobre os Sherman): Dalton

 

Japão posiciona unidades de mísseis Patriot ante ameaça de lançamento da Coreia do Norte. Dois navios antimísseis partiram ontem (28) em direção ao mar do Japão.

As Forças Armadas japonesas posicionaram unidades de mísseis Patriot em Tóquio e seus arredores ante a proximidade de um lançamento de um projétil norte-coreano que pode acontecer nos primeiros dias de abril, informou neste domingo o ministério da Defesa. Duas rampas de lançamento de mísseis Patriot já se encontram diante do prédio do ministério da Defesa, situado no centro de Tóquio. Os mísseis estao dirigidos para o espaço aéreo do noroeste, por onde poderá passar o foguete que a Coreia do Norte prevê disparar entre 4 e 8 de abril.

O Japão também posicionou mísseis em Saitama, norte de Tóquio, e Chiba, sudeste da capital. As forças armadas transferiram unidades para o norte do país, enquanto dois navios de guerra zarparam rumo ao leste para derrubar o foguete. Neste domingo, o secretário de Defesa americano Robert Gates disse que seu país não vai derrubar o míssil que a Coréia do Norte pretende disparar no início de abril.

Em entrevista ao programa “Fox News Sunday”, Gates aparentemente contradisse o almirante Timothy Keating, chefe do Comando do Pacífico, que havia afirmado que os militares estavam prontos para derrubar o projétil caso fosse dada essa ordem. “Não creio que tenhamos planos para fazer algo assim (derrubar o míssil) nesse momento”, declarou Gates. Indagado se o lançamento terá lugar em breve, o chefe do Pentágono declarou acreditar que isso provavemente acontecerá. Gates afirmou ainda que o governo dos Estados Unidos acha que o lançamento de um satélite – como anunciado pela Coreia do Norte – tem como objetivo “mascarar o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental”, mas que o memo não tem o alcance necessário para atingir o Alasca. O funcionário disse acreditar que o plano a longo prazo da Coreia do Norte é armar um míssil dessas características com uma ogiva nuclear.

Fonte: Agência France Presse, via G1

 

Os M4 Sherman do EB

Os primeiros carros de combate M-4 Sherman chegaram ao Brasil em plena Segunda Guerra Mundial, 1943, para equipar unidades recém criadas no Exército Brasileiro, como a Companhia Escola de Carros de Combate Médio.

Durante e no pós-guerra o Exército recebeu aproximadamente 80 Sherman das versões M-4, M4-A1 e M-4 Composite Hull que passaram a equipar diversas unidades blindadas até o final dos anos 60, quando foram sendo substituídos gradativamente pelos M-41 Walker Bulldog.

FOTOS: Revista LIFE / COLABOROU: Cinquini

 

Jacubão, leitor e colaborador do BlogNAVAL, também fez suas primeiras propostas de blindados para o futuro do EB. São carros de combate e blindados antiaéreos. Notar o detalhamento da ponto 50.

ARTE: Jacubão

 

Alberto Cardoso: uma opinião sobre a homologação

O Supremo Tribunal Federal terminou o esperado julgamento da questão sobre a constitucionalidade da homologação da terra indígena Raposa Serra do Sol em configuração contínua, feita pelo Presidente da República em 2005. Trata-se de 1,7 milhão de hectares, na fronteira do nosso país com a Guiana e a Venezuela, no estado de Roraima, com 19 mil indios; uma relação de 890 mil metros quadrados ou quatro a cinco quarteirões residenciais urbanos por indivíduo. A votação técnica de dez a um a favor da continuidade da extensão pode parecer refletir uma quase unanimidade das opiniões dos grupos que acompanharam o longo histórico do problema. Na verdade, estes se envolveram em uma acirrada e polêmica argumentação, com premissas de naturezas variadas, tais como preocupação com ameaça potencial à soberania nacional; laudos antropológicos; mitigação extemporânea de sentimento de injustiça com os índios; visão ideológica da causa indígena; amputação de Roraima de suas poucas terras agricultáveis; direitos dos agricultores sulistas estimulados para o plantio nas várzeas em área demarcada posteriormente, em 1998.

Uma vez que decisão judicial da última instância não se discute, cumpre-se, deve-se procurar no comunicado final da Corte Suprema os caminhos que ela indica para os setores do Estado brasileiro afetados pela nova jurisprudência. São regras claras sobre como eles deverão cumprir seus deveres a partir de agora. Os rumos estão explicitados nos dezenove pontos acrescentados ao texto, que têm sido chamados adequadamente de estatuto das reservas. Quem os lê nota que podem até ser classificados de óbvios e redundantes, dado que as terras indígenas homologadas passam a ser propriedade da União, com acesso garantido para seus agentes cumprirem os encargos institucionais; mas era preciso e foi bom as regras terem sido impostas explicitamente. Destaco as de números cinco, seis e sete, por terem a ver diretamente com a defesa nacional e com nossas riquezas minerais. Por força do espaço, me fixarei na primeira delas, por ser cabal e excludente de quaisquer dúvidas.

Ela merece ser transcrita: “O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de defesa Nacional. A instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da defesa, o Conselho de defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas e à FUNAI”. Uma leitura ligeira leva a concluir sobre medidas que já existem. Afinal, na área homologada há, ainda que precariamente, estradas e instalações militares, que podem ser expandidas. Qual a novidade?

O que surge de realmente novo é o Poder Judiciário estar mostrando ao Executivo que o Estado brasileiro, por ele gerido, tem muito a fazer nas terras indígenas acerca da infraestrutura de defesa do território nacional e das suas tantas riquezas, e que não há justificativa legal para empecilhos a esse trabalho, oriundos de organizações governamentais ou – com muito mais forte razão – não governamentais. Também é novo o Judiciário ter de fazer referência ao cunho estratégico das estradas numa região de fronteiras, das suas fontes de energia, e das riquezas nela existentes – que, em Roraima, todos sabemos serem predominantemente minerais – e, finalmente, dar nome a quem tem a competência para estabelecer ou propor critérios sobre esses assuntos de valor estratégico, numa terra indígena: o Ministério da defesa e o Conselho de defesa Nacional.

Quando o presidente do STF lastimou, no voto derradeiro, a ausência do Estado brasileiro naquele rincão, parecia estar pedindo ao Poder Executivo que não apenas homologasse a terra indígena, mas que não a terceirizasse para organizações não governamentais e que nos apresentasse a tão esperada novidade de instalar-se lá por inteiro, além dos seus precursores militares. Que transformasse os atos em fatos e que afirmasse ao mundo a nossa disposição de defender, sim, direitos indígenas, mas, sobretudo, a soberania indelegável que todo o povo brasileiro tem sobre seu território. Em suma, que fizesse o Estado concretizar-se na nova terra indígena e se mostrasse responsável por aquelas plagas amazônicas, porque vazio de poder interno devido atrai poder externo indevido.

Essa teria de ter sido a grande preocupação do Poder Executivo no dia seguinte à mensagem do Supremo; não a corrida sôfrega para novas demarcações e homologações, conforme já anunciado pela FUNAI, com olhos em mais uma faixa de fronteira, desta feita em Mato Grosso do Sul. Muito produtiva, por sinal.

Ainda há tempo para uma parada de arrumação, a fim de pensar no que significa não se sobrepor ao interesse da defesa nacional.

Alberto Cardoso foi fundador da Agência Brasileira de Inteligência e ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República na gestão de FHC.

FONTE: Jornal do Brasil (via Notimp)

 

Troca de comando no Haiti

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou ontem o General brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto como substituto de Carlos Alberto dos Santos Cruz no comando da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah). Peixoto fez parte do primeiro contingente militar que o Brasil enviou ao Haiti em 2004 e estará à frente dos 7 mil capacetes azuis que a ONU mantém no país.

FONTE: O Estado de São Paulo

 

Operação Atalaia I / 2009 começa em abril

Atalaia I

A Operação ATALAIA I / 2009 é uma Operação da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, prevista no seu calendário anual de atividades, que será realizada na sua área de responsabilidade, abrangendo os Municípíos de Amambai, Ponta Porã, Bela Vista, Jardim, Nioaque e Dourados, dentro do limite da faixa de fronteira, enfocando a estratégia da Presença e com apoio legal nas Leis Complementares nº 097, de 09 de julho de 1999, e nº 117, de 02 de setembro de 2004.

A Operação, que ocorrerá na primeira semana de abril, é classificada como atividade suplementar do Exército, dentro do quadro de normalidade, exercitará a atuação dos sistemas operacionais da Brigada focando, em particular, o combate aos ilícitos transfonteiriços, crimes ambientais e descaminho, contando com o apoio dos Órgãos de Segurança Pública e de fiscalização fazendária da região. A presença de tropas do Exército na área de atuação das Unidades de Fronteira e de seus Destacamentos permitirá, também, o aumento da sensação de segurança nas diversas localidades abrangidas pelo desdobramento das tropas.

Serão estabelecidos Pontos de Bloqueio e de Controle de Estradas (PBCE) nas principais estradas que adentram o território brasileiro, estáticos ou móveis, compostos por uma guarnição de militares do Exército apoiados, quando necessário, por policiais federais, estaduais e ambientais, assim como por representantes da Receita Federal.

Paralelamente à Operação, Ações Cívicosociais (ACISO) e comunitárias estarão sendo realizadas, constituindo-se de atendimentos de saúde e de trabalhos de engenharia, como recuperação de estradas vicinais e pontilhões.

As unidades militares que participarão da Operação são as seguintes: Comando da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (Cmdo 4ª Bda C Mec), Esquadrão de Comando da Brigada de Cavalaria Mecanizada (Esqd C/ 4ª Bda C Mec), 14ª Companhia de Comunicações Mecanizada (14ª Cia Com Mec) e 28º Batalhão Logístico (28º B Log) sediados na cidade de Dourados; 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RCB) de Campo Grande; 17º Regimento de Cavalaria Mecanizado (17º RC Mec), de Amambai; 11º Regimento de Cavalaria Mecanizado (11º RC Mec), de Ponta Porã; 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado (10º RC Mec), de Bela Vista; 14ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada (14ª Cia Eng Cmb Mec), de Jardim e o 9º Grupo de Artilharia de Campanha (9º GAC), de Nioaque.

O Comando da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada convidou, em sinal de cordialidade e de confiança mútua com o país vizinho, oficiais do Exército do Paraguai para acompanharem as atividades de planejamento e de execução das manobras previstas, incluindo sobrevôo da área de operações em aeronaves do recém-criado Destacamento de Aviação do Exército, sediado na cidade de Campo Grande.

FONTE: AgoraMS
FOTO: Midiamax

 

200 anos da Cavalaria

Vídeo interessante de 2008, das comemoraçãoes dos 200 anos do Marechal Osório, patrono da Cavalaria do Exército Brasileiro.

O evento realizado pelo CMS (Comando Militar do Sul), por meio da 3ª RCG (Regimento de Cavalaria de Guarda), reuniu aproximadamente 500 militares, 200 cavalos, carros de combate Leopard A1 e Cascavel, Brigada de Infantaria Para-quedista (RJ), aeronaves UH-12 do 5° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-5) da MB e aeronaves HA-1 Fennec e HM-1 Pantera, do 3° BAvEx, que realizaram diversas passágens sobre a carga de cavalaria.

 

Procuradoria pede tropas para Raposa/Serra do Sol

O procurador-geral da República em exercício, Roberto Monteiro Gurgel, encaminhou requerimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira pedindo o deslocamento imediato da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para a região da reserva Raposa/Serra do Sol (RR). O objetivo é garantir a execução pacífica da decisão do Supremo pela saída dos não índios da região.

O pedido foi encaminhado ao ministro Carlos Ayres Brito, relator do processo no Supremo. Na semana passada, o plenário da Casa decidiu, por 10 votos a 1, manter a demarcação contínua do território indígena, determinando a saída dos produtores rurais do local.

Em reunião na quarta-feira (25), o STF definiu o prazo de 30 de abril para que os não índios saiam da reserva.

No documento da Procuradoria, Gurgel pede que seja requisitado ao Ministério da Justiça o deslocamento imediato da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública para a terra indígena, especialmente para as áreas ainda ocupadas por terceiros. A medida, segundo o Ministério Público, permitiria o livre trânsito dos órgãos de fiscalização e a saída pacífica destas pessoas.

Outro pedido é para que a União avalie a safra não colhida pelos produtores da região e que o Ibama avalie os possíveis danos ambientais causados na região, autuando os responsáveis.

Ontem, o ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou que há 220 homens da Força Nacional preparados para atuar na reserva Raposa/Serra do Sol caso haja resistência por parte dos não índios de deixarem a região.

FONTE: Folha Online

 

Fuzil belga FN F2000

Fuzil de assalto, configuração padrão, mira telescópica

Fuzil de assalto, configuração “tática”

Fuzil de assalto, com lançador de granada 40mm FN EGLM

Fuzil de assalto, desmontado

FN FS2000, semi-automático para civis

Ficha Técnica
F2000™ Grenade Launcher
Caliber 5.56 x 45 mm 40 mm LV
Operating principle Gas operated, rotating bolt Pump action, rotary locking
Muzzle velocity 900 m/s (2,953 fps) 76 m/s (249 fps)
Lenght, ready to fire
694 mm (27.32 in)
727 mm (28.6 in)
(rifle with launcher)
Barrel length 400 mm (15.75 in) 230 mm (9.05 in)
Weight w. empty mag
3.6 kg (7.95 lbs)
4.6 kg (10.15 lbs)
(rifle with launcher)
Magazine type
M16 type, used on most NATO
rifles and LMG
-
Magazine capacity 30 -
Sight 1.6 x optical Mechanical
Cyclic rate of fire 850 rpm
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Senador defende reaparelhamento das FAs

O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) defendeu nesta quarta-feira (25) o reaparelhamento das Forças Armadas. Ele afirmou que “o Orçamento Geral da União tem de contemplar a modernização do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, no âmbito dos quais verifica-se um sucateamento vertiginoso”.

- Essa degradação compromete a segurança nacional – declarou o parlamentar, acrescentando que “há um desprestígio absoluto das Forças Armadas”.

Gilvam Borges argumentou ainda que o Brasil, “como líder da América Latina, não pode deixar de se apresentar como um porto seguro para a democracia, ainda mais diante das manifestações de chefes de Estado como os da Venezuela [Hugo Chávez] e da Bolívia [Evo Morales], que, de certa forma, ameaçam a estabilidade do continente”.

- Portanto, as Forças Armadas necessitam de atenção especial do presidente Lula, do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e também do Congresso Nacional – disse ele.

O senador informou ainda que se encontrou na terça-feira (24) com o comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto. Segundo Gilvam Borges, os assuntos tratados na reunião foram o patrulhamento das 200 milhas da costa norte do país, a assistência hospitalar às populações ribeirinhas do estado do Amapá, a solicitação de licença para a construção de uma ponte sobre o Rio Vila Nova (localizado nesse estado) e a possibilidade de uma operação de assistência social no Arquipélado do Bailique (também no Amapá).

FONTE: Agência Brasil

 

Cidade do Texas abastece o México com AK-47

Na militarizada Ciudad Juárez, no México, a guerra entre narcotraficantes, Exército e polícia matou 1.607 pessoas em 2008. Do outro lado do rio Grande, em El Paso, houve 18 homicídios no mesmo período.

Na cidade americana, um fuzil AK-47 semiautomático -uma das armas favoritas dos cartéis mexicanos- pode ser comprado por qualquer residente do Texas com 18 anos ou mais. Não é necessário nem sequer antecedentes criminais. “Eles contrabandeiam drogas do México para cá e levam as armas daqui para lá”, disse à reportagem da Folha o vendedor de armas John Hubert, da loja Sun City Guns, uma das três existentes em El Paso.

Hubert explica que o AK-47, apelidado de “chifre de bode” pelos traficantes, custava US$ 500 até a época da eleição presidencial nos EUA. Depois, diz, foi a US$ 950 por causa do aumento da demanda, em meio a temores de que Barack Obama mudasse a legislação. Mas ele nega que os AK-47 vendidos em sua loja cruzem a fronteira. “As pessoas compram porque são baratas e divertidas.”

A explicação de Hubert não bate com as estatísticas oficiais. Os EUA são a principal fonte de armas para os cartéis mexicanos. Segundo dados do próprio governo americano, 90% das armas apreendidas e rastreadas no México no ano passado fizeram o caminho inverso da cocaína.

Um informe do Instituto Brookings de 2008 estimou que 2.000 armas compradas nos EUA cruzam ilegalmente os mais de 3.000 km de fronteira comum todos os dias. Segundo o Departamento de Segurança Pública do Texas, a venda de armas nesse Estado aumentou 35% nos últimos anos. Das 6.290 mortes atribuídas ao cartéis mexicanos em 2008, 95% ocorreram com arma de fogo, segundo dados oficiais.

Um dos lugares mais violentos dessa guerra é Ciudad Juárez, cidade de 1,4 milhão de habitantes estratégica para o narcotráfico. A guerra dos cartéis ali fez o número de homicídios pular de 320, em 2007, para 1.607 em 2008. Hoje a segurança da cidade é feita por 11 mil soldados e policiais federais. A presença é ostensiva, com camionetes circulando com soldados fortemente armados. No lado americano, nada disso se sente na tranquila El Paso, cidade com 650 mil habitantes e um importante centro comercial da região.

Zona de guerra

Sobrecarregado com o esforço para combater o narcotráfico, o governo de Felipe Calderón vem pressionando Washington a restringir o comércio de armas na fronteira. O tema será tratado novamente na visita da secretária de Estado, Hillary Clinton, hoje e amanhã. “Os EUA têm uma posição em que dizem: “Vocês têm de parar o narcotráfico”. Nós já estamos numa zona de guerra, e os americanos não fazem nada para frear o tráfico de armas”, afirma o sociólogo Samuel Schimidt, da Universidade Autônoma de Ciudad Juárez. Para Shimidt, o plano de reforçar a fronteira anunciado ontem pelo governo Obama só reforça a estratégia do governo anterior. “Bush e Obama são iguais, a fórmula é a mesma.

Mas o problema não está na fronteira, mas nos mercados de consumo em Nova York, Chicago, Los Angeles. É preciso fazer algo para reduzir a demanda.”

Mais otimista, Jorge Chabat, do Centro de Investigações e Docência Econômica de México, diz que o governo Obama está flexibilizando a posição americana sobre o narcotráfico. “Há uma maior sensibilidade e reconhecimento de que o problema também é dos EUA.”

Chabat também acha que o foco americano deveria ser as armas. “É muito difícil reduzir a demanda, mas a venda pode ser mais controlada.”

FONTE: Folha de São Paulo

 

Caso de polícia ou de exército?

Aumente o volume para ouvir o tiroteiro que ocorreu em Copacabana, no dia 23.03.09.

COLABOROU: Carlos Filipe Operti

 

Falta de verba foi a causa principal

O corte no orçamento do Governo Federal fez com que o Exército reduzisse o número de recrutas no Estado de São Paulo em até 40%. “O soldado precisa de farda, alimentação, vale transporte e várias outras coisas que demandam gasto. Como não tem esse dinheiro para dar para o soldado, o Exército achou por bem cortar o efetivo a ser incorporado”, explica o sargento do Tiro de Guerra de São Carlos, Joanicio Antonio Frutuoso.

A redução do número de recrutas não vai refletir somente nos quartéis. Em um estado de paz, os atiradores têm um papel importante nas campanhas em benefício da comunidade. Durante a epidemia de dengue enfrentada por Araraquara em 2008, os soldados foram responsáveis pelo trabalho de inspeção casa a casa. Em São Carlos, eles já ajudaram na arrecadação de agasalhos e alimentos e campanhas de vacinação e doação de sangue.

Para o especialista em Forças Armadas da USP, João Roberto Martins, é uma ajuda importante que deixa de existir, mas o melhor seria que a sociedade não necessitasse dela. “Diminuindo o efetivo do exército, diminui na mesma proporção o número de voluntários, mas o melhor seria que não fosse preciso o auxílio de soldados em campanhas na área de saúde”, afirma.

Prefeituras já estudam o remanejamento ou até a contratação de funcionários para que campanhas comunitárias não sejam prejudicadas.

FONTE: EPTV

 
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