A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira um homem suspeito de usar satélites militares americanos para comunicação clandestina em vários pontos do país. A prisão foi em flagrante, em Unaí (MG), durante a “Operação Satélite”, deflagrada hoje para combater o uso dos equipamentos em seis Estados.
Segundo a PF, foram apreendidos diversos transmissores, rádios, antenas e acessórios utilizados para a comunicação clandestina. Também foram identificados os usuários e fabricantes dos sistemas. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso.
A operação contou com a participação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que ratificou as coordenadas geográficas dos pontos indicados pelo Departamento de Defesa Americana, controlador dos satélites.
O sistema utilizado é resultado da fabricação caseira de transceptores e antenas que trabalham na frequência e direção dos satélites.
Ao todo foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Florianópolis (SC), em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

FONTE: Folha Online

NOTA do BLOG: Clique no quadro abaixo para ver a amplitude do espectro eletromagnético das comunicações civis e militares, assim como radares e sistemas de navegação.

Stavridis: Irã aumenta atividades na AL

O chefe do Comando Sul dos EUA, almirante James Stavridis, disse ontem ao Senado americano que o Irã está aumentando as atividades na América Latina e no Caribe e levando a cabo na região ações de apoio ao grupo libanês xiita Hizbollah, que Washington considera terrorista.

“Isso é motivo de preocupação principalmente por causa das conexões entre o governo do Irã, um Estado patrocinador do terrorismo, e o Hizbollah”, disse Stavridis à Comissão de Serviços Armados da Casa. O Comando Sul é responsável pelas atividades militares americanas na América Latina, inclusive pela Quarta Frota.

O almirante afirmou ainda que o próprio grupo -que integra o governo do Líbano- atuaria na região, com atividades concentradas na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, mas que se estenderiam também ao narcotráfico na Colômbia.

“Temos visto uma conexão direta entre as atividades do Hizbollah e do narcotráfico”, disse Stavridis, sem detalhar. Em outubro, Bogotá disse ter desarticulado um esquema de tráfico e lavagem de dinheiro suspeito de financiar o grupo, que nega a acusação.

FONTE: Folha de São Paulo

 

O líder opositor Andry Rajoelina assumiu ontem o governo em Madagascar, com apoio dos militares, após meses de conflitos na ilha africana. Cercado, o presidente Marc Ravalomanana entregou o poder às Forças Armadas -que recusaram a formação de um governo militar e endossaram Rajoelina, ex-prefeito da capital.

Ravalomanana estava isolado na residência oficial desde o final de semana, quando opositores proclamaram Monja Roindefo Zafitsimivalo o novo premiê, sem encontrar resistência. Horas antes de renunciar, Ravalomanana propôs a realização de referendo, rechaçado pela oposição. Novas eleições serão convocadas em 2011, segundo Rajoelina.

A União Africana pediu respeito à Constituição. Aos 34 anos, o DJ e ex-prefeito Rajoelina é jovem demais para assumir a Presidência, segundo a lei de Madagascar. Os EUA ameaçaram cortar a ajuda se forem tomadas medidas inconstitucionais.

Ravalomanana viu sua autoridade erodir em meio a protestos generalizados que deixaram 150 mortos. Um golpe foi frustrado em fevereiro. A oposição o acusa de ignorar a pobreza e governar o país como empresa privada -metade das terras aráveis foi alugada a um conglomerado para a produção de alimentos para a Coreia do Sul.

A instabilidade afeta o turismo, importante para Madagascar, exportador de produtos agrícolas e minérios, atualmente em baixa. A crise econômica aumentou a rejeição popular à cessão de terras da ilha, cujos 20 milhões sobrevivem com renda média de R$ 62 mensais.

FONTE: Folha de São Paulo

 

Vídeos do 3° BAvEx em ação

Esquadrilha de Helicópteros de Emprego Geral (EHEG) – Aeronave HM-1 Pantera.

Esquadrilha de Helicópteros de Reconhecimento e Ataque (EHRA) – Aeronave HA-1 Fennec

 

Ministro Jobim,

Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15 março de 2009, na qual o senhor responde à pergunta de como pretende administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Por considerar deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva das Forças Armadas a sua resposta de que “o general que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou”, resolvi considerar a possibilidade de responder-lhe.

Sei que o senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar do Leste. Nelas, relembro o saudoso ministro do Exército, General Orlando Geisel, que afirmou: “Os velhos soldados se despedem, mas não se vão”.

Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda que vesti. Não andei fantasiado de general. Fui e continuarei a ser, pelo resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo.

Alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever, atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a minha instituição, na certeza de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército.

Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos inconfessáveis que se podem aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de Defesa.

Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexequíveis, que ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e afastam mais os chefes militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas para o futuro das instituições militares, comprometendo, assim, o cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata da competência das Forças Armadas.

“Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma”.

Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o senhor serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados.

É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus comandantes, até a reestruturação do ensino e do preparo e emprego das Forças.

Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do poder militar. Desde a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país. O Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.

A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a partir de 1995, absorvendo as ideias exógenas do Estado mínimo e da submissão total do poder militar, mantendo “a chave do cofre e a caneta” em mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil, impôs a criação de um ministério destinado a coordenar as três Forças Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como soldado), tem apenas atuado no campo político.

Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais facilmente, o aparelhamento do Estado brasileiro rumo à socialização, com a pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e, apenas um, pretensamente, militar.

A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela é um componente indissolúvel do poder nacional. Sem a presença de militares no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático. Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamente a uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco de ruptura institucional.

A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de democracia que querem nos impingir. Será isto o que o senhor quer dizer quando fala em sua entrevista “que é o processo de consolidação da transição democrática”?

Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que “o general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou”, bem demonstra a consideração que o senhor empresta aos integrantes da Reserva das Forças Armadas, segmento que o seu ministério pretende representar. Isto mostra, também, o seu desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão militar, pois, como bem disse o general Otávio Costa, “a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma…”.

Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos. Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e da reserva.

A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47 anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar, permanentemente, contra a concepção contida na sua END.

* Luiz Cesário da Silveira Filho foi o comandante militar do Leste até 11 de março de 2009, data em que foi transferido para a reserva

FONTE:
JBOnline

 

Batizada de Ypiranga, a operação deflagrada pelo Exército no Vale do Paraíba para recuperar sete fuzis roubados de um quartel no último dia 8 ganhou o reforço até de veículos blindados normalmente usados em áreas de guerra. A operação foi iniciada após cinco homens armados invadirem o quartel de Caçapava (116 km de SP), renderem sete soldados e levarem os seus fuzis.

Na semana passada, o Exército colocou 200 homens em duas cidades, Caçapava e a vizinha São José dos Campos, onde as tropas ocuparam quatro bairros. Ontem, o número de bairros ocupados chegava a sete em três cidades: Taubaté foi incluída na operação, que somava 520 homens –74 soldados para cada fuzil roubado.

Além de dois helicópteros em uso desde o começo da operação, dois veículos blindados Urutu reforçaram as buscas desde a noite de anteontem. Os blindados, que vieram de Valença (RJ) pela rodovia Dutra, foram estacionados numa área de lazer do bairro Campo dos Alemães, em São José dos Campos, foco da operação.

De acordo com o tenente-coronel José Mateus Teixeira Ribeiro, oficial de comunicação social do Exército em Caçapava, os veículos estão sendo utilizados na operação por exigência da inteligência militar.

Ainda segundo o oficial, o efetivo da operação ultrapassará hoje 600 homens com a chegada de uma tropa que tem entre 80 e cem militares e que será deslocada da cidade de São Paulo. Os soldados mobilizados até ontem são da região do Vale do Paraíba e de Valença (RJ).

O governador José Serra (PSDB) não quis comentar a mobilização de tropas e veículos militares no Estado. Ele afirmou que não conhecia bem essa situação.

O oficial disse não ter uma estimativa do custo da operação. “Nós vamos parar somente quando essas armas estiverem de volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído”, disse.

Apesar do aparato, até agora o Exército só conseguiu recuperar um cinto e uma baioneta, roubados juntamente com os sete fuzis. Os objetos foram encontrados em um terreno por um comerciante de Guararema (Grande SP). Até a conclusão desta edição, ninguém havia sido preso pelo roubo das armas.

Segundo oficiais do Exército, “é praticamente certa a participação de um ex-militar no roubo”. Parte dos homens que recentemente deixou o serviço militar está sendo investigada.

O Exército criou ontem um número de telefone gratuito para receber denúncias sobre o paradeiro das armas: 0800-7712012. O número está sendo divulgado em cartazes, com o título “Denuncie já”, que foram distribuídos na região.

O nome Operação Ypiranga é uma referência ao quartel roubado em Caçapava, batizado assim por sua participação na independência do Brasil.

Autorização

Na última quarta-feira, o Superior Tribunal Militar (STM) informou que todas as operações militares fora dos quartéis precisam de autorização da Justiça. Na ocasião, o comando do Exército em Caçapava informou que essa autorização “estava sendo providenciada”.

Ontem, o tenente-coronel Ribeiro disse que não via necessidade de autorização por se tratar de investigação dentro de um inquérito militar, e não de uma ocupação.

O STM disse, por meio de sua assessoria, que não comentaria sobre a legalidade ou não da ação do Exército, pois o caso está em andamento na Justiça. O Ministério Público Militar informou que não havia disponibilidade de tempo para comentar o caso ontem.

FONTE: Folha OnLine

 

Reajuste salarial: Servidores das FAs terão preferência

Ao mesmo tempo em que discute a possibilidade de ter que adiar ou suspender os reajustes salariais já autorizados ao funcionalismo, o governo estuda preservar alguns setores. Por terem ficado mais tempo na fila reivindicando melhorias nos soldos, os militares levam vantagem em relação às cerca de 60 carreiras civis contempladas no ano passado com aumentos. As mudanças salariais foram concedidas em parcelas que começaram a incidir nos contracheques dos servidores públicos em 2008 e terão impactos, de forma escalonada, até 2010. Boa parte dos funcionários do Executivo federal espera para julho uma nova parcela do reajuste, entre os quais ativos, inativos e pensionistas.

Internamente o assunto ainda está em aberto, mas se as receitas da União continuarem caindo, a decisão de reprogramar o calendário acertado com os sindicatos será tomada. Nos bastidores, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, trabalha pela manutenção das datas e dos percentuais garantidos aos militares. Ao presidente Lula e ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, Jobim teria dito que o clima nos quartéis ficaria muito ruim se civis e militares recebessem, neste caso, o mesmo tratamento.

Negociado diretamente entre Jobim e Bernardo, o reajuste dos militares foi concedido por meio de medida provisória, que acabou convertida em lei, em 2008, e encerrou um longo ciclo de negociações que envolveu a equipe econômica e até o presidente Lula. Ao todo, 612 mil militares se beneficiaram. No ano passado, o impacto financeiro chegou a R$ 4,19 bilhões, enquanto que em 2009 a previsão de gasto com a parcela de julho é de R$ 7,13 bilhões. No próximo ano, com os dois últimos módulos do aumento prometido, a repercussão orçamentária será de R$ 10 bilhões.

Ameaça

Assim como os civis, entidades ligadas aos militares não admitem repactuação de prazos e muito menos o cancelamento dos reajustes salariais. “Se houver adiamento vamos fazer um panelaço que o governo nunca viu antes”, disse Ivone Luzardo, presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas.

NOTA DO BLOG: Sobre a questão salarial dos militares leia o excelente artigo do Vice-Almirante (RRm) Capetti no Poder Naval OnLine.

FONTE: Correio Braziliense, via NOTIMP

 

O Brasil é o 12º país do mundo que mais investe na área de defesa, segundo uma pesquisa realizada pelo instituto argentino CENM (Centro de Estudos Nova Maioria), à qual a “BBC Brasil” teve acesso nesta quarta-feira. Os dados do documento, chamado “Balanço Militar da América do Sul 2008″, mostram que o Brasil gastou US$ 20,7 bilhões na área de defesa durante o ano de 2007.

Este montante representa mais da metade (53%) do total gasto no setor pelos 12 países-membros da Unasul (União dos Países da América do Sul) no mesmo período. Em 2007, o gasto total na área de defesa dos países da Unasul foi de quase US$ 40 bilhões.”O Brasil é o único país da Unasul que está entre os 15 países do mundo que mais gastaram em defesa em 2007″, diz o estudo.

Ator global

Os gastos do Brasil no setor de defesa representam a metade do que a Alemanha investiu no mesmo período, mas são superiores aos investimentos feitos por Austrália, Canadá e Espanha. De acordo com a pesquisa, os Estados Unidos são o país que mais investe em defesa no mundo, com cerca de 41% do gasto mundial, que foi de US$ 1,3 trilhão em 2007.

Já os investimentos do Brasil representam somente 1,5% do total global. Segundo o diretor do CENM, Rosendo Fraga, é natural que o Brasil invista mais que os outros países da América do Sul no setor militar, devido às suas dimensões geográficas e ao seu PIB (Produto Interno Bruto), também muito superior aos dos demais.

“O Brasil é o único país da América Latina que tem vocação para ator global. Seu projeto de longo prazo não é ser um líder regional, mas uma potência global, como são os outros países que formam o grupo dos Brics [Rússia, China e Índia]“, afirma Fraga.

“Os gastos militares do Brasil respondem a dois objetivos: segurança regional –que inclui Amazônia e regiões de fronteira– e se tornar uma potência global”, completa. Segundo ele, o objetivo de se tornar uma “potência global” justifica projetos brasileiros como o do submarino nuclear e o recente acordo militar com a França.

Dados preliminares referentes ao ano de 2008 mostram que o Brasil teria aumentado seus investimentos militares, desembolsando US$ 27,5 bilhões no setor. O estudo mostra ainda que houve um salto nos investimentos do Brasil na área da defesa. Em 2004, estes investimentos somavam apenas US$ 9,5 bilhões.

América do Sul

Segundo a pesquisa, em 2007, o Chile foi o segundo país sul-americano que mais gastou em defesa, com cerca de US$ 5,3 bilhões em investimentos. Depois, aparecem a Colômbia, com US$ 4,5 bilhões, e a Venezuela, com US$ 2,5 bilhões em gastos militares. Dados preliminares referentes ao ano de 2008, no entanto, informam que a Colômbia teria ultrapassado o Chile, gastando US$ 6,7 bilhões em defesa contra US$ 6,3 bilhões do atual segundo colocado na região. Ao mesmo tempo, estima-se que a região como um todo gastou US$ 51,1 bilhões em defesa no ano passado.

PIB

Outra comparação feita no estudo mostra que os gastos militares do Brasil em 2007 representaram 87% do orçamento de defesa total dos países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e são quase o triplo do que foi desembolsado pela Comunidade Andina de Nações [Bolívia, Colômbia, Equador e Peru].

Mas a posição do Brasil muda na comparação dos gastos militares de cada país da América do Sul em relação ao PIB. O gasto militar do Brasil em 2007 foi de 1,58% do PIB. Esta relação é menor do que o que país destinava para o setor em 1985 (3% do PIB) e 2002 (2,3% do PIB), segundo uma pesquisa publicada pelo CENM em 2004.

Na comparação investimentos em defesa versus o PIB, o Brasil ficou em sexto lugar na região, junto com a Bolívia. A pesquisa aponta que Equador foi o país da América do Sul que mais dirigiu recursos do PIB para defesa (3,38%) em 2007. Logo depois, aparecem Chile (3,27%) e Colômbia (2,63%). A Venezuela, de acordo com o estudo, destinou 1,09% do PIB para defesa em 2007.

A Argentina é o país que menor porcentagem de seu PIB destinou, naquele ano, a esta área e ficou junto com o Suriname, com 0,92%. O estudo da CENM é baseado em dados próprios, números oficiais de cada país e informações de organismos internacionais.

Fonte: BBC Brasil, via Folha de São Paulo