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Estresse

O ministro Nelson Jobim (Defesa) andou com um pé fora do governo. O presidente Lula teve que ter uma longa conversa com seu ministro. Jobim não se conforma com os cortes no orçamento de sua pasta e a forma como eles foram feitos.

FONTE: Coluna Panorama Político – Ilimar Franco / O Globo – 29/04/2009

NOTA do BLOG: Segundo uma fonte, é forte a pressão para a saída do Ministro Jobim, devido aos profundos cortes no orçamento da Defesa de 2009. Muito se prometeu, mas com a crise financeira, pouco poderá ser feito de concreto neste ano.

 

Entrevista com a senadora Piedad

A criação de uma zona neutra no Brasil para a negociação de um acordo entre as Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo de Álvaro Uribe está nos planos da senadora colombiana Piedad Córdoba como parte da solução para o conflito em seu país. Em visita a Brasília, a senadora do Partido Liberal, de oposição, trouxe ao Palácio do Planalto sua preocupação com decisões de Uribe que, na visão dela, põem em risco duas ações urgentes: a libertação do cabo Pablo Emílio Moncayo, refém das Farc desde 1997, e a troca de outros 21 militares por guerrilheiros presos. Em entrevista ao Estado, durante sua visita, Piedad também falou sobre como os EUA podem participar do processo de paz na Colômbia.

A mudança de governo nos EUA pode ajudar nas negociações com as Farc?

As Farc querem os EUA no processo, conforme constatamos em comunicados internos aos quais tivemos acesso. Na libertação anterior, as Farc solicitaram a presença de parlamentares americanos. Agora, vamos chamá-los a participar na libertação do soldado (Pablo) Moncayo, no processo de troca de prisioneiros e no que vier pela frente.

A sra. pediu ajuda logística do Brasil para a libertação de Moncayo pelas Farc?

Esperamos as coordenadas das Farc para a entrega de Moncayo nos próximos dias. Queremos repetir a operação bem-sucedida de fevereiro de 2009 (que libertou dois políticos e quatro militares com a ajuda brasileira). Para isso, pediremos ao Brasil que nos forneça helicópteros e uma tripulação militar experiente, capaz de chegar à zona e nos dar garantias de sigilo sobre as informações que obtiverem. Queremos que a operação seja tranquila. Mas, se o governo colombiano não concordar, o Brasil não poderá participar.

Por que criar uma zona neutra?

Seria muito positivo ter uma zona binacional, na fronteira entre os dois países, onde as Farc e o governo poderiam discutir a troca de militares prisioneiros por presos políticos. Falei sobre esse cenário com o (assessor da presidência para assuntos internacionais) Marco Aurélio Garcia, mas não como um pedido concreto.

Faltam garantias do governo colombiano para que a libertação de Moncayo venha a ocorrer?

O governo é quem vai autorizar a operação. Mas, para que a libertação seja tranquila, terá de garantir que não haverá operações militares por terra e ar na região. As Farc disseram que entregariam o prisioneiro a mim e ao seu pai, o professor Gustavo Moncayo. No caso da troca dos outros 21 prisioneiros, as Farc também já expuseram como deve ocorrer, embora não tenham ainda precisado quantos guerrilheiros presos devam ser postos em liberdade.

A política de Uribe para as Farc está no caminho correto?

Nunca houve vontade política para uma solução negociada. Isso só ocorreu com guerrilhas que não tinham o tamanho e o poder das Farc. O “paramilitarismo” não foi desestruturado e age com mais violência. O narcotráfico também tem peso. Em Medellín, choques entre gangues deixam 80 mortos por semana. Isso ocorre também em Cali e em Bogotá.

O seu nome foi encontrado em um e-mail no computador de Raúl Reyes, líder das Farc morto em uma operação do Exército colombiano no Equador. Isso não a vincula às Farc?

Segundo declarações do ministro da Defesa (Juan Manuel Santos), meu nome apareceu entre outros 900 nos computadores encontrados. A Corte Suprema abriu uma investigação prévia sobre esse fato, ouviu muitas pessoas e ninguém pôde me vincular às Farc. Estou tranquila porque é a Corte Suprema que está investigando, o que me dá certa garantia de objetividade.

Quem é Piedad Córdoba

  • Advogada pela Pontifícia Universidade Bolivariana de Medellín
  • Senadora colombiana desde 1994 pelo Partido Liberal
  • Mediadora nas operações de libertação de reféns das Farc desde 2007

FONTE: O Estado de São Paulo

 

Pantanal é ponto estratégico no END

Em cerimônia de troca de administração no CMO (Comando Militar do Oeste), o ministro da Defesa Nelson Jobim concedeu entrevista à imprensa. Ele focou principalmente o novo Plano Nacional de Defesa das Fronteiras apresentado por ele ao presidente Lula. O Pantanal é considerado ponto estratégico para as forças armadas brasileiras.

São três os principais tópicos presentes no novo plano: organização das forças armadas; aumentar o número de indústrias de defesa (ou seja, de fabricação de armas equipamentos de proteção e ataque); e mudanças no serviço militar obrigatório. Mas,o ministro não entrou em detalhes. “Está em estudo pelo presidente ainda. Dentro de mais ou menos dez dias devemos discutir a implantação”.

Mas, Jobim afirmou que Amazônia e Pantanal são pontos estratégicos para a defesa da Nação. “São cerca de 15 mil quilômetros de fronteira entre os dois locais. Estes pontos são estratégicos. O maior problema seria o deslocamento ruim. Criar postos avançados nestas localidades possibilitaria um deslocamento de tropas para missões mais rápido”, enfatiza.

Com relação à ampliação do efetivo das Forças Armadas, Jobim, apesar de reconhecer a necessidade, afirma que não há qualquer decisão neste sentido.

Recursos

Indagado sobre os recursos que estariam disponíveis para os investimentos previstos na proposta entregue ao presidente, principalmente após a crise econômica mundial – que diminuiu verbas em diversos setores -, o ministro novamente não falou em números.

“No caso do Exército, não atinge em termos de execução. Não abandonaremos projetos, pois eles são pensado a longo prazo, mas, o que pode ocorrer seria um prolongamento destes prazos”, explica.

Ele confirmou que o Brasil “irá produzir mais armas”. A maioria dos equipamentos vêm dos Estados Unidos ou Europa, o fuzil 762, por exemplo, utilizado pelo Exército é de fabricação belga. As fabricações em território nacional diminuiriam os custos do governo federal.

FONTE: Portal Bonito

 

Enquanto isso, no Iraque…

… soldados iraquianos treinam no M1A1 Abrams, que o Exército do país está recebendo.

 

Os elementos do Poder

Os fatores do poder variam segundo os autores. Não podem, todavia, e em caso algum, limitar-se a elementos simplesmente materiais. Em Politcs among the nations (1947), o politólogo americano Hans J. Morgenthau enumera oito: os dados geográficos, os recursos naturais, a capacidade industrial, o estado de preparação militar, a população, o caráter nacional, a moral nacional e a qualidade da diplomacia.

O poder de um Estado resulta portanto da combinação e do domínio desses critérios,  e da vontade do Estado em os utilizar na cena internacional.

No entanto, nenhuma quantificação exata do poder de um país é concebível, porque, se é possível comparar o número de habitantes de dois Estados, é impossível, em contrapartida, avaliar de maneira rigorosa ou estatística, a moral nacional ou a qualidade da diplomacia.

A noção de poder é, portanto, sempre relativa.

Classificação e evolução dos fatores de poder

É difícil hierarquizar os elementos que contribuem para o poder. Esta hierarquia varia consoante as épocas. No entanto, se o fator militar foi muitas vezes considerado o elemento fundamental do poder, hoje o critério econômico parece ter adquirido uma importância pelo menos tão grande como aquele.

Pensa-se igualmente que o poder é adquirido, mais através do saber e da tecnologia – a “matéria cinzenta” -  do que pela posse de matérias-primas ou de um grande território. Um país pequeno desprovido de riquesas naturais, mas dotado de um nível de educação elevado, e que consagra uma parte importante dos seus rendimentos ao setor “pesquisa-desenvolvimento”, será potenciamente mais poderoso que um Estado maior contando unicamente com suas matérias-primas, mas negligenciando, por exemplo, seu sistema educativo. Pense-se no caso do Japão face ao da Argélia.

No entanto, os fatores de poder estão muitas vezes interligados, e nenhum pode verdadeiramente ser negligenciado: um exército, mesmo dotado dos melhores recursos militares, nada vale, em caso de guerra, se sua população não estiver unida em apoio aos seus dirigentes, e na medida em que estes últimos conseguirem definir uma boa estratégia.

Do mesmo modo, um país em vias de depauperação não poderá, a longo prazo, continuar a desenvolver suas capacidades militares importantes. O fim da União Soviética ocorreu devido, em grande parte, a um desenvolvimento militar acrescido operado em detrimento da economia.

A mobilização dos fatores de poder

Os elementos do poder não são todos utilizáveis em qualquer situação. Por exemplo, no quadro de um conflito armado, os meios militares não são utilizados em sua totalidade.
Além disso, parece que os fatores de poder são cada vez menos suscetíveis de pesar em domínios que não lhe são específicos.
É o caso da força militar, que pouco influi na capacidade de um Estado impor a sua vontade a outros, nas negociações cuja área é estritamente econômica.

Por exemplo, apesar da dependência do Japão face aos EUA, para a sua segurança, o Governo americano não consegue obter todas as concessões comerciais que desejaria da parte da administração japonesa. Consequentemente, nenhum Estado dispõe de um poder absoluto que lhe permita impor sua vontade em todas as circunstâncias.

Em próximo post, a hierarquia das potências.

 

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Os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, e da Bolívia, Evo Morales, viajaram ontem para Buenos Aires para formalizar o acordo que põe fim, de forma pacífica, a uma disputa territorial iniciada há 74 anos, durante a Guerra do Chaco, que matou mais de 100 mil bolivianos e paraguaios, entre 1932 e 1935.

O documento foi assinado no Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina, pelos ministros das Relações Exteriores da Argentina, da Bolívia e do Paraguai.

Para a noite, estava programada uma nova solenidade na qual a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, entregaria o texto do acordo a Evo e Lugo.

O documento foi elaborado pela Comissão Mista Demarcadora de Limites, presidida pelo governo argentino, com a participação de Brasil, Chile, Peru, Uruguai e Estados Unidos.

Os esforços para resolver as divergências territoriais entre a Bolívia e o Paraguai tiveram início em 1938, com a criação de um Tratado de Paz, Amizade e Limites, que já previa a criação da comissão que ontem entregou seu parecer, concluído em 2007.

ORIGEM

A Guerra do Chaco foi provocada pela disputa entre bolivianos e paraguaios pela região chamada de Cacho Boreal, rica em hidrocarbonetos.

Na época, o governo boliviano também ambicionava ter acesso ao Rio Paraguai, na bacia do Rio da Prata, enquanto os paraguaios tentavam conquistar uma saída para o Oceano Pacífico. A assinatura do tratado que pôs fim ao conflito, ainda em 1938, deu ao Paraguai uma área 120 mil km², no norte do país.

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Monumento em homenagem aos herois do ar da Guerra do Chaco

FONTE: EFE E AFP
FOTOS: Daylife (superior) e panoramio (inverior)

 

Piedad CordobaA senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba pretende pedir amanhã ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a contribuição logística do Brasil para a operação de libertação do militar Pablo Emílio Moncayo, sequestrado pelas Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 1997. Piedad espera ainda obter um sinal mais consistente da disposição do País de atuar como mediador, ao lado do México, em uma renegociação de paz entre o governo de Álvaro Uribe e os líderes das Farc. Em princípio, não será solicitado nada além do que o governo brasileiro já se dispôs a oferecer – a provisão de uma zona neutra, em território nacional, para a eventual negociação.

O desafio da senadora, desde sua chegada ao Brasil anteontem, não tem sido fácil. Lula resiste em recebê-la, por temor de que a visita desagrade a Uribe e comprometa a aproximação entre Brasil e Colômbia.

Até a noite de ontem, a audiência da senadora não estava agendada pelo Palácio do Planalto. No entanto, a senadora pôde apresentar ontem seus apelos ao assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Hoje, Piedad vai detalhá-los aos parlamentares da bancada do PT no Congresso e, amanhã, à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Piedad esperava conversar também com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e com o chanceler Celso Amorim. Os encontros, porém, também não foram confirmados.

O pedido de apoio logístico brasileiro – possivelmente, a cessão de helicópteros e tripulação – traz implícito um componente de pressão para que o governo de Uribe não atropele a entrega unilateral de Moncayo pelas Farc com uma operação do Exército colombiano na região de seu cativeiro ou com a imposição de novas exigências. Em fevereiro, o Brasil forneceu dois helicópteros para uma operação de libertação de seis prisioneiros da guerrilha colombiana. Na ocasião, o pedido viera diretamente do governo Uribe. Em princípio, o Brasil repetirá a contribuição somente se houver solicitação de Bogotá.

Entretanto, o simples anúncio da disposição do Brasil de apoiar a liberação de Moncayo poderá cair, no governo Uribe, como um apelo para que não aborte a operação. Em claro ataque a Piedad, Uribe anunciou, na sexta-feira, que autorizaria a presença somente de representantes da Cruz Vermelha e da Igreja no processo de entrega do refém. No dia 16, líderes da guerrilha haviam se comprometido a entregar o militar apenas a uma comissão encabeçada pelo pai do refém, Gustavo Moncayo, e Piedad.

FONTE: O Estado de São Paulo
FOTO: Indymedia

 

500° obuseiro M777 para o US Army

A BAE Systems comemorou este mês a entrega de 500° obuseiro M777 para os EUA. Pesando somente 4.200kg, o revolucionário M777 é a primeira arma de artilharia do mundo a fazer uso generalizado de titânio e ligas de alumínio, resultando em uma peça que tem metade do peso de sistemas de 155 milímetros convencionais. A instalação da BAE Systems Global Combat Systems, em Barrow-in-Furness, é responsável pela gestão do contrato principal do Programa M777, incluindo a ligação direta com o cliente e a aceitação do sistema de armas nos EUA, o controle da cadeia de suprimentos no Reino Unido e nos EUA, engenharia, fabricação e montagem de estruturas de titânio e equipamentos associados ao recuo. A integração final e testes do sistema de armas é realizada na sua fábrica em Hattiesburg, Mississipi.

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Mapeamento da ‘Cabeça do Cachorro’

Começa o processamento das primeiras imagens

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgou hoje, 27, que já estão sendo processadas as primeiras imagens aéreas de radar na banda “P” (com capacidade de atravessar a cobertura florestal, coletando informações a partir do solo) da cartografia terrestre da Amazônia Legal, feitas na região conhecida como Cabeça do Cachorro, no Amazonas. A informação foi divulgada pelo diretor de Produtos do Sipam, Wougran Galvão, durante sua palestra no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, promovido pelo Inpe, em Natal (RN). Segundo o diretor, são 70 mil quilômetros quadrados de área imageada que estão sendo processadas pelo Exército. A previsão é atingir 700 mil quilômetros quadrados de coleta de imagens de radar na banda “P”, até o final do ano. “Ao todo, são 1.100 mil quilômetros quadrados a serem coletados por sistema sensor de radar operando na banda “P”, ressaltou Wougran.

O Projeto da Cartografia da Amazônia, lançado em setembro do ano passado pelo Presidente Lula já destinou, desde o começo até hoje, R$ 74,6 milhões, e, para 2009, ainda estão previstos mais R$ 54,6 milhões. O investimento reservado para concluir a cartografia náutica, geológica e terrestre é de R$ 350 milhões. Wougran também destacou que até o final do primeiro trimestre de 2010 a Marinha terminará a construção de quatro barcos que serão responsáveis pela execução da cartografia náutica da Região. “Os mapas náuticos são da década de 60 e 70, estão muito desatualizados. Além disso, grande parte do escoamento da produção e do descolamento da população é realizada pelos rios”, argumentou.

Segundo Wougran, o mapeamento permitirá ao Brasil conhecer os 1,8 milhão de quilômetros quadrados da Amazônia Legal que não possuem informações cartográficas terrestres, náuticas e geológicas (Amazônia possui 5,2 milhões de quilômetros quadrados). O principal objetivo do Projeto é acabar com os vazios cartográficos e contribuir para o desenvolvimento e proteção da Amazônia. “É uma questão estratégica ao país produzir essas informações, pois a cartografia terrestre se concentra em áreas de fronteiras”, afirmou Wougran. De acordo com ele, as cartografias vão auxiliar no planejamento e execução dos projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional.

As informações ainda ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial nas fronteiras. O trabalho é coordenado pelo Sipam, órgão ligado à Casa Civil da Presidência República, e os executores são o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, através da CPRM (Serviço Geológico do Brasil).

FONTE: Rondoniadinamica.com.br

 

A evolução do conceito de poder

Num mundo em que a interdependência entre os Estados – particularmente no plano econômico – é cada vez maior, parece mais difícil a um país impor completamente a sua vontade aos outros. O poder parece exercer-se de maneira menos coercitiva e menos violenta. Assim, o uso da força para responder a ameaças não militares torna-se cada vez menos previsível.

O poder tende a tornar-se a matriz das interdependências, o que se traduz em processos menos diretivos de dominação. Já não basta afirmar e conquistar, é preciso negociar, convencer e tentar controlar as regras do jogo neste ou naquele domínio. Isso é particularmente verdadeiro nos âmbitos econômico, comercial e técnico, que ocupam um lugar considerável nas relações internacionais contemporâneas. Esta é a tese defendida pelo politólogo americano Joseph Nye em Bound to lead, the changing nature of the american power (1990). Ele também desenvolveu mais tarde, em 2004, o conceito de “Soft Power”, no livro Soft Power: The Means to Success in World Politics.

Observa-se igualmente que os Estados procuram  hoje menos  o poder como um meio de expansão do que como forma de proteção e de “santuarização”. Doravante, um país será poderoso se conseguir escapar às pressões que se pretenda fazer recair sobre ele. Daí uma situação paradoxal: os Estados ocidentais hesitam em comprometer-se na cena internacional quando seus interesses não estão diretamente em jogo. A sua relutância em disponibilizar tropas para operações  de manutenção da paz são disso uma ilustração.

Em próximo post, os elementos do poder.

 

São Paulo – Dois fuzileiros navais, o terceiro-sargento Leandro Bacellar e o cabo Luis Paulo Pessanha Gonçalves, morreram ontem, durante exercícios noturnos. O veículo de combate em que eles estavam com mais um militar caiu de um barranco e foi parar, de ponta-cabeça, em uma área alagadiça. O acidente ocorreu na área de treinamento do 1º Esquadrão de Cavalaria Leve, na cidade de Valença, no sul do Rio de Janeiro.

O veículo foi desvirado e um terceiro ocupante foi resgatado com ferimentos leves e recebeu atendimento no Hospital Geral de Valença. Em nota, a Marinha informou que “está prestando todo o apoio necessário às famílias dos militares falecidos”. Um inquérito administrativo será instaurado para apurar o acidente.

Fonte: Agencia Estado

 

Pouco após a meia-noite de 25 de abril de 1974 começou a soar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida “Grândola Vila Morena”. Era o sinal combinado para o início do levante militar em Portugal.
Antes da revolução, era rara em Portugal a família que não tivesse alguém combatendo nas guerras das colônias na África, o serviço militar durava quatro anos, opiniões contra o regime e contra a guerra eram severamente reprimidas pela censura e pela polícia.
Antes de abril de 1974, os partidos e movimentos políticos estavam proibidos, as prisões políticas estavam cheias, os líderes oposicionistas estavam exilados, os sindicatos eram fortemente controlados, a greve era proibida, as demissões fáceis e a vida cultural estritamente vigiada.
A liberdade em Portugal começou com a transmissão, pelo rádio, de uma música até então proibida. Os cravos enfiados pela população nas espingardas dos soldados acabaram virando o símbolo da revolução, que encerrou, ao mesmo tempo, 48 anos de ditadura fascista e 13 anos de guerra nas colônias africanas.
Em apenas algumas horas, as Forças Armadas ocuparam locais estratégicos em todo o país. Ao clarear, multidões já cercavam as emissoras de rádio à espera de notícias. A operação, calculada minuciosamente, havia pego o regime de surpresa. Acuado pelo povo e pelos militares, o sucessor de Salazar, Caetano Marcelo, transmitiu sua renúncia por telefone ao líder dos golpistas, general António de Spínola.
Transportado de tanque ao aeroporto de Lisboa, Marcelo embarcou para o exílio no Brasil. Em quase 18 horas, havia sido derrubada a mais antiga ditadura fascista no mundo.

Não houve acerto de contas

Artistas, políticos e desertores começaram a retornar do exílio. As colônias receberam a independência. A caça às bruxas aos responsáveis pela ditadura acabou não acontecendo e as dívidas do governo anterior foram todas pagas. Os únicos a oferecer resistência foram os agentes da polícia política. Três pessoas morreram no conflito pela tomada de seu quartel-general.
Ao voltar do exílio em Paris, Mário Soares, o dissidente mais popular do governo Salazar, foi recebido por milhares de pessoas na estação ferroviária de Lisboa. Cravos vermelhos foram jogados de helicóptero sobre a cidade e só se ouvia a famosa canção Grândola, vila morena, entrementes hino da revolução.
Em 1974, Portugal era um país atrasado, isolado na comunidade internacional, embora fizesse parte da ONU e da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Era o último país europeu a manter colônias e vinha travando uma longa guerra contra a libertação de Angola, Moçambique e Guiné. O regime de Salazar, iniciado em 1926, havia conseguido manter-se através da repressão e fora tolerado pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial.

Golpe militar vira festa revolucionária

A 1º de maio, a esquerda, fortemente engajada, mostrou sua força em Lisboa, enquanto trabalhadores rurais do Alentejo expulsavam latifundiários e banqueiros eram desapropriados.
A esquerda europeia viu em Lisboa um palco ideal para os movimentos frustrados de 68. A pacata e católica população portuguesa, por seu lado, sentiu-se ignorada e, a partir do norte conservador, iniciou um movimento contra os extremistas.
Em 1975, aconteceu a dupla tentativa de golpe, da esquerda e da direita, contra o governo socialista, levando Portugal à beira da guerra civil. A ala militar extremista de esquerda obteve o domínio da situação em novembro de 1975. Após as eleições do ano seguinte, o general António Ramalho Eanes foi eleito presidente do país.
O Partido Socialista, com Mário Soares, assumiu um governo minoritário. A crise econômica o levou à renúncia em 1978. Entre 1979 e 1980, o país teve cinco primeiros-ministros. Em 1985, o governo foi assumido por Aníbal Cavaco Silva e Mário Soares tornou-se presidente no ano seguinte. Também em 1986, Portugal ingressou na então Comunidade Econômica Europeia, hoje União Europeia.

FONTE: Deutsche Welle

 

HK 416 versus Colt M4

O vídeo mostra uma comparação entre o HK 416 versus Colt M4. Notem que o avaliador não toma precauções para que a água saia da arma antes de se fazer o disparo, o que no caso da Colt M4 provoca a sua destruição. Mas lembramos que isso é uma situação extrema, onde a HK 416 tem vantagem, por ser um projeto mais recente e pensado para situações extremas, como as operações do SOCOM.

 

Mudança de servidor

Avisamos nossos prezados leitores que vamos trocar o servidor do Blog ForTe na Locaweb. Se vocês observarem alguma lentidão ou indisponibilidade do site durante o dia, não estranhem. Um abraço a todos.

 

125 foram feridas em santuário xiita; incidentes acontecem após o dia mais violento desde maio de 2008

BAGDÁ – A polícia iraquiana informou que dois atentados suicidas consecutivos nesta sexta-feira, 24, deixaram pelo menos 60 mortos e 125 feridos em um santuário xiita do norte de Bagdá. As explosões ocorreram um dia depois de cerca de 80 pessoas terem morrido em ataques no país, incidentes considerados os mais violentos desde março de 2008.

As fontes disseram à televisão iraquiana que o atentado aconteceu desta sexta no santuário do imame Moussa al-Kazim, no bairro de Kadhimiya. Muitos dos feridos sofreram lesões graves, segundo as fontes. Segundo oficiais, os terroristas detonaram seus cinturões de explosivos nos arredores dos portões do santuário. Um policiais afirmou que eles promoveram os ataques pouco antes do início das orações sagradas de sexta-feira, enquanto os fiéis corriam para a mesquita.

O Imã Mousa al-Kazim viveu no século 8 e é um dos 12 santos xiitas. Centenas de milhares de xiitas seguem todos os anos para o templo, a fim de celebrar a morte dele, em 799 depois de Cristo. Os xiitas acreditam que al-Kazim esteja enterrado na mesquita da capital, que tem o domo dourado.

As explosões se seguiram a dois ataques suicidas na quinta-feira, um em Bagdá e outro na província nortista de Diyala, que deixaram até 80 mortos – o maior número de vítimas em um só dia no último ano. Os ataques coincidem com o aumento dos temores de uma volta da violência no momento em que as tropas dos EUA se preparam para deixar as cidades iraquianas em junho, antes de uma retirada integral em 2011. Há também dúvidas sobre se a polícia e os soldados iraquianos conseguirão garantir a segurança no país.

Enquanto a violência gerada pela invasão do Iraque pelas forças lideradas pelos EUA em 2003 diminuiu dramaticamente no último ano, grupos insurgentes continuam a promover frequentes ataques. Homens-bomba são marca registrada do grupo islâmico sunita Al-Qaeda.

Embora os EUA tenham se comprometido a iniciar uma retirada gradual do Iraque já nos próximos meses, uma revitalizada onda de ataques suicidas vem atingindo a capital e o norte do Iraque desde o fim de 2008. Segundo os planos de Washington, todos seus militares terão deixado o território iraquiano até 2011. Suspeita-se que sunitas ligados à Al-Qaeda estejam por trás das ações de ontem.

Pelo menos 87.215 iraquianos perderam a vida desde 2005 por causa da violência no Iraque, indicou um relatório secreto do governo do Iraque fornecido à agência Associated Press por um funcionário de Bagdá com a condição de que seu nome não fosse divulgado.

A contagem de vítimas foi feita pelo Ministério da Saúde entre o início de 2005 e 28 de fevereiro. Mas o total exclui milhares de desaparecidos e de civis enterrados no caos da guerra sem registro oficial. A cifra registra exclusivamente as mortes violentas: pessoas assassinadas em ataques a tiros, explosões de bombas, disparos de morteiro e decapitações – prática recorrente no Iraque.

Segundo o grupo independente com sede na Grã-Bretanha Iraqi Body Count, desde o início da invasão dos EUA, em março de 2003, o número de mortos em ataques chega a 110 mil. A cifra tem como base notícias de jornais, pois as estatísticas referentes aos anos de 2003 e 2004 não são confiáveis.

Estima-se que, em 2008, o número de militares americanos mortos foi de 314. No entanto, no anterior, a cifra atingiu 904. O grupo independente iCasualties coloca em 4.275 o número de soldados dos Estados Unidos mortos desde o início da guerra, em 2003. Somando as demais baixas da coalizão, foram mortos 4.593 soldados. Em comparação, na guerra do Afeganistão, iniciada em 2001, 679 militares americanos morreram. Com os demais países da coalizão, o número chega a 1.133.

FONTE:
Estadão/Agências Internacionais

 
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