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Estresse

O ministro Nelson Jobim (Defesa) andou com um pé fora do governo. O presidente Lula teve que ter uma longa conversa com seu ministro. Jobim não se conforma com os cortes no orçamento de sua pasta e a forma como eles foram feitos.

FONTE: Coluna Panorama Político – Ilimar Franco / O Globo – 29/04/2009

NOTA do BLOG: Segundo uma fonte, é forte a pressão para a saída do Ministro Jobim, devido aos profundos cortes no orçamento da Defesa de 2009. Muito se prometeu, mas com a crise financeira, pouco poderá ser feito de concreto neste ano.

 

Entrevista com a senadora Piedad

A criação de uma zona neutra no Brasil para a negociação de um acordo entre as Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo de Álvaro Uribe está nos planos da senadora colombiana Piedad Córdoba como parte da solução para o conflito em seu país. Em visita a Brasília, a senadora do Partido Liberal, de oposição, trouxe ao Palácio do Planalto sua preocupação com decisões de Uribe que, na visão dela, põem em risco duas ações urgentes: a libertação do cabo Pablo Emílio Moncayo, refém das Farc desde 1997, e a troca de outros 21 militares por guerrilheiros presos. Em entrevista ao Estado, durante sua visita, Piedad também falou sobre como os EUA podem participar do processo de paz na Colômbia.

A mudança de governo nos EUA pode ajudar nas negociações com as Farc?

As Farc querem os EUA no processo, conforme constatamos em comunicados internos aos quais tivemos acesso. Na libertação anterior, as Farc solicitaram a presença de parlamentares americanos. Agora, vamos chamá-los a participar na libertação do soldado (Pablo) Moncayo, no processo de troca de prisioneiros e no que vier pela frente.

A sra. pediu ajuda logística do Brasil para a libertação de Moncayo pelas Farc?

Esperamos as coordenadas das Farc para a entrega de Moncayo nos próximos dias. Queremos repetir a operação bem-sucedida de fevereiro de 2009 (que libertou dois políticos e quatro militares com a ajuda brasileira). Para isso, pediremos ao Brasil que nos forneça helicópteros e uma tripulação militar experiente, capaz de chegar à zona e nos dar garantias de sigilo sobre as informações que obtiverem. Queremos que a operação seja tranquila. Mas, se o governo colombiano não concordar, o Brasil não poderá participar.

Por que criar uma zona neutra?

Seria muito positivo ter uma zona binacional, na fronteira entre os dois países, onde as Farc e o governo poderiam discutir a troca de militares prisioneiros por presos políticos. Falei sobre esse cenário com o (assessor da presidência para assuntos internacionais) Marco Aurélio Garcia, mas não como um pedido concreto.

Faltam garantias do governo colombiano para que a libertação de Moncayo venha a ocorrer?

O governo é quem vai autorizar a operação. Mas, para que a libertação seja tranquila, terá de garantir que não haverá operações militares por terra e ar na região. As Farc disseram que entregariam o prisioneiro a mim e ao seu pai, o professor Gustavo Moncayo. No caso da troca dos outros 21 prisioneiros, as Farc também já expuseram como deve ocorrer, embora não tenham ainda precisado quantos guerrilheiros presos devam ser postos em liberdade.

A política de Uribe para as Farc está no caminho correto?

Nunca houve vontade política para uma solução negociada. Isso só ocorreu com guerrilhas que não tinham o tamanho e o poder das Farc. O “paramilitarismo” não foi desestruturado e age com mais violência. O narcotráfico também tem peso. Em Medellín, choques entre gangues deixam 80 mortos por semana. Isso ocorre também em Cali e em Bogotá.

O seu nome foi encontrado em um e-mail no computador de Raúl Reyes, líder das Farc morto em uma operação do Exército colombiano no Equador. Isso não a vincula às Farc?

Segundo declarações do ministro da Defesa (Juan Manuel Santos), meu nome apareceu entre outros 900 nos computadores encontrados. A Corte Suprema abriu uma investigação prévia sobre esse fato, ouviu muitas pessoas e ninguém pôde me vincular às Farc. Estou tranquila porque é a Corte Suprema que está investigando, o que me dá certa garantia de objetividade.

Quem é Piedad Córdoba

  • Advogada pela Pontifícia Universidade Bolivariana de Medellín
  • Senadora colombiana desde 1994 pelo Partido Liberal
  • Mediadora nas operações de libertação de reféns das Farc desde 2007

FONTE: O Estado de São Paulo

 

Pantanal é ponto estratégico no END

Em cerimônia de troca de administração no CMO (Comando Militar do Oeste), o ministro da Defesa Nelson Jobim concedeu entrevista à imprensa. Ele focou principalmente o novo Plano Nacional de Defesa das Fronteiras apresentado por ele ao presidente Lula. O Pantanal é considerado ponto estratégico para as forças armadas brasileiras.

São três os principais tópicos presentes no novo plano: organização das forças armadas; aumentar o número de indústrias de defesa (ou seja, de fabricação de armas equipamentos de proteção e ataque); e mudanças no serviço militar obrigatório. Mas,o ministro não entrou em detalhes. “Está em estudo pelo presidente ainda. Dentro de mais ou menos dez dias devemos discutir a implantação”.

Mas, Jobim afirmou que Amazônia e Pantanal são pontos estratégicos para a defesa da Nação. “São cerca de 15 mil quilômetros de fronteira entre os dois locais. Estes pontos são estratégicos. O maior problema seria o deslocamento ruim. Criar postos avançados nestas localidades possibilitaria um deslocamento de tropas para missões mais rápido”, enfatiza.

Com relação à ampliação do efetivo das Forças Armadas, Jobim, apesar de reconhecer a necessidade, afirma que não há qualquer decisão neste sentido.

Recursos

Indagado sobre os recursos que estariam disponíveis para os investimentos previstos na proposta entregue ao presidente, principalmente após a crise econômica mundial – que diminuiu verbas em diversos setores -, o ministro novamente não falou em números.

“No caso do Exército, não atinge em termos de execução. Não abandonaremos projetos, pois eles são pensado a longo prazo, mas, o que pode ocorrer seria um prolongamento destes prazos”, explica.

Ele confirmou que o Brasil “irá produzir mais armas”. A maioria dos equipamentos vêm dos Estados Unidos ou Europa, o fuzil 762, por exemplo, utilizado pelo Exército é de fabricação belga. As fabricações em território nacional diminuiriam os custos do governo federal.

FONTE: Portal Bonito

 

‘Xat’ do Blog ForTe

Atendendo a pedidos, disponibilizamos também um sistema de bate-papo no Blog ForTe, igual ao do Poder Naval. Quem quiser conversar com outros leitores é só clicar aqui ou no banner ‘Xat’, na coluna ao lado, logo abaixo da enquete, ou na terceira coluna, na seção “Destaques”.
Lembramos aos leitores que usem a “Netiqueta”, sempre com cordialidade, sem palavrões e com foco no tema do Blog.

 

Enquanto isso, no Iraque…

… soldados iraquianos treinam no M1A1 Abrams, que o Exército do país está recebendo.

 

Os elementos do Poder

Os fatores do poder variam segundo os autores. Não podem, todavia, e em caso algum, limitar-se a elementos simplesmente materiais. Em Politcs among the nations (1947), o politólogo americano Hans J. Morgenthau enumera oito: os dados geográficos, os recursos naturais, a capacidade industrial, o estado de preparação militar, a população, o caráter nacional, a moral nacional e a qualidade da diplomacia.

O poder de um Estado resulta portanto da combinação e do domínio desses critérios,  e da vontade do Estado em os utilizar na cena internacional.

No entanto, nenhuma quantificação exata do poder de um país é concebível, porque, se é possível comparar o número de habitantes de dois Estados, é impossível, em contrapartida, avaliar de maneira rigorosa ou estatística, a moral nacional ou a qualidade da diplomacia.

A noção de poder é, portanto, sempre relativa.

Classificação e evolução dos fatores de poder

É difícil hierarquizar os elementos que contribuem para o poder. Esta hierarquia varia consoante as épocas. No entanto, se o fator militar foi muitas vezes considerado o elemento fundamental do poder, hoje o critério econômico parece ter adquirido uma importância pelo menos tão grande como aquele.

Pensa-se igualmente que o poder é adquirido, mais através do saber e da tecnologia – a “matéria cinzenta” -  do que pela posse de matérias-primas ou de um grande território. Um país pequeno desprovido de riquesas naturais, mas dotado de um nível de educação elevado, e que consagra uma parte importante dos seus rendimentos ao setor “pesquisa-desenvolvimento”, será potenciamente mais poderoso que um Estado maior contando unicamente com suas matérias-primas, mas negligenciando, por exemplo, seu sistema educativo. Pense-se no caso do Japão face ao da Argélia.

No entanto, os fatores de poder estão muitas vezes interligados, e nenhum pode verdadeiramente ser negligenciado: um exército, mesmo dotado dos melhores recursos militares, nada vale, em caso de guerra, se sua população não estiver unida em apoio aos seus dirigentes, e na medida em que estes últimos conseguirem definir uma boa estratégia.

Do mesmo modo, um país em vias de depauperação não poderá, a longo prazo, continuar a desenvolver suas capacidades militares importantes. O fim da União Soviética ocorreu devido, em grande parte, a um desenvolvimento militar acrescido operado em detrimento da economia.

A mobilização dos fatores de poder

Os elementos do poder não são todos utilizáveis em qualquer situação. Por exemplo, no quadro de um conflito armado, os meios militares não são utilizados em sua totalidade.
Além disso, parece que os fatores de poder são cada vez menos suscetíveis de pesar em domínios que não lhe são específicos.
É o caso da força militar, que pouco influi na capacidade de um Estado impor a sua vontade a outros, nas negociações cuja área é estritamente econômica.

Por exemplo, apesar da dependência do Japão face aos EUA, para a sua segurança, o Governo americano não consegue obter todas as concessões comerciais que desejaria da parte da administração japonesa. Consequentemente, nenhum Estado dispõe de um poder absoluto que lhe permita impor sua vontade em todas as circunstâncias.

Em próximo post, a hierarquia das potências.

 

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Os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, e da Bolívia, Evo Morales, viajaram ontem para Buenos Aires para formalizar o acordo que põe fim, de forma pacífica, a uma disputa territorial iniciada há 74 anos, durante a Guerra do Chaco, que matou mais de 100 mil bolivianos e paraguaios, entre 1932 e 1935.

O documento foi assinado no Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina, pelos ministros das Relações Exteriores da Argentina, da Bolívia e do Paraguai.

Para a noite, estava programada uma nova solenidade na qual a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, entregaria o texto do acordo a Evo e Lugo.

O documento foi elaborado pela Comissão Mista Demarcadora de Limites, presidida pelo governo argentino, com a participação de Brasil, Chile, Peru, Uruguai e Estados Unidos.

Os esforços para resolver as divergências territoriais entre a Bolívia e o Paraguai tiveram início em 1938, com a criação de um Tratado de Paz, Amizade e Limites, que já previa a criação da comissão que ontem entregou seu parecer, concluído em 2007.

ORIGEM

A Guerra do Chaco foi provocada pela disputa entre bolivianos e paraguaios pela região chamada de Cacho Boreal, rica em hidrocarbonetos.

Na época, o governo boliviano também ambicionava ter acesso ao Rio Paraguai, na bacia do Rio da Prata, enquanto os paraguaios tentavam conquistar uma saída para o Oceano Pacífico. A assinatura do tratado que pôs fim ao conflito, ainda em 1938, deu ao Paraguai uma área 120 mil km², no norte do país.

monumento_guerra do chaco
Monumento em homenagem aos herois do ar da Guerra do Chaco

FONTE: EFE E AFP
FOTOS: Daylife (superior) e panoramio (inverior)

 

Piedad CordobaA senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba pretende pedir amanhã ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a contribuição logística do Brasil para a operação de libertação do militar Pablo Emílio Moncayo, sequestrado pelas Forças armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde 1997. Piedad espera ainda obter um sinal mais consistente da disposição do País de atuar como mediador, ao lado do México, em uma renegociação de paz entre o governo de Álvaro Uribe e os líderes das Farc. Em princípio, não será solicitado nada além do que o governo brasileiro já se dispôs a oferecer – a provisão de uma zona neutra, em território nacional, para a eventual negociação.

O desafio da senadora, desde sua chegada ao Brasil anteontem, não tem sido fácil. Lula resiste em recebê-la, por temor de que a visita desagrade a Uribe e comprometa a aproximação entre Brasil e Colômbia.

Até a noite de ontem, a audiência da senadora não estava agendada pelo Palácio do Planalto. No entanto, a senadora pôde apresentar ontem seus apelos ao assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Hoje, Piedad vai detalhá-los aos parlamentares da bancada do PT no Congresso e, amanhã, à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Piedad esperava conversar também com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e com o chanceler Celso Amorim. Os encontros, porém, também não foram confirmados.

O pedido de apoio logístico brasileiro – possivelmente, a cessão de helicópteros e tripulação – traz implícito um componente de pressão para que o governo de Uribe não atropele a entrega unilateral de Moncayo pelas Farc com uma operação do Exército colombiano na região de seu cativeiro ou com a imposição de novas exigências. Em fevereiro, o Brasil forneceu dois helicópteros para uma operação de libertação de seis prisioneiros da guerrilha colombiana. Na ocasião, o pedido viera diretamente do governo Uribe. Em princípio, o Brasil repetirá a contribuição somente se houver solicitação de Bogotá.

Entretanto, o simples anúncio da disposição do Brasil de apoiar a liberação de Moncayo poderá cair, no governo Uribe, como um apelo para que não aborte a operação. Em claro ataque a Piedad, Uribe anunciou, na sexta-feira, que autorizaria a presença somente de representantes da Cruz Vermelha e da Igreja no processo de entrega do refém. No dia 16, líderes da guerrilha haviam se comprometido a entregar o militar apenas a uma comissão encabeçada pelo pai do refém, Gustavo Moncayo, e Piedad.

FONTE: O Estado de São Paulo
FOTO: Indymedia

 
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