Operação Curare

Em 29 de março, as tropas do Comando de Fronteira – Roraima / 7º Batalhão de Infantaria de Selva e do 1º Batalhão de Infantaria de Selva embarcaram às regiões de Pacaraima e Auaris, respectivamente, iniciando a Operação Curare, em aeronaves C-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira.
O exercício consiste em intensificar a presença do Exército nas faixas de fronteiras do Estado. A operação encerra no dia 8 de abril.

A Curare, também tem por objetivo, segundo o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, general Carlos Alberto Barcellos, atuar preventivamente e se necessário for, repressivamente para combater os crimes transfronteiriços.
A operação foi planejada no ano passado, pelo Comando Militar da Amazônia e inclui incursões de tropas da 1ª Brigada de Infantaria de Selva nas cidades de Boa Vista, Bonfim, Normandia e Pacaraima.
Ao mesmo tempo, é realizado o adestramento dos pilotos do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus (AM).

Com greve da PM, Exército desloca soldados para Boa Vista (RR)

Cerca de 400 dos 3.000 soldados do Exército que participavam de uma operação na fronteira com a Venezuela e a Guiana foram deslocados pelo Comando Militar da Amazônia para Boa Vista (RR), onde policiais militares estão aquartelados desde o início da semana por melhores salários.
Os soldados, de acordo com o general Augusto Heleno, estão realizando prevenção a crimes, sobrevoando áreas críticas, como presídios. Heleno afirma que os soldados não estão atuando em ações de segurança pública, pois é necessária uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Este tipo de ação [prevenção de ilícitos transfronteiriços] não chega a constituir uma intervenção, que é uma figura prevista na Constituição com uma série de desdobramentos”, afirma o general.
Uma lei complementar à Constituição Federal determina o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem desde que o governador do Estado as solicite ao Ministério da Justiça.

Heleno afirma que o envio das tropas da Operação Curare (de rotina na fronteira) foi uma iniciativa própria do Exército. “Foi tomada a iniciativa para dar uma sensação de segurança em Boa Vista, que está dentro da faixa de fronteira. É uma ação dentro do contexto de repressão, para que a população se sinta segura”, diz.
Segundo o secretário de Comunicação do governo de Roraima, Rui Figueiredo, o governador José de Anchieta Júnior (PSDB) não foi comunicado sobre o deslocamento dos homens do Exército.

O governador requisitou ao governo federal a presença de soldados da FNS (Força Nacional de Segurança) para ajudar no policiamento. Eles devem começar a atuar nesta quinta-feira (2). Em Roraima, já há cerca de 120 homens da FNS em outra missão.
A greve de policiais militares do Estado já foi considerada ilegal pela Justiça. O movimento foi iniciado na segunda.
Os manifestantes querem um reajuste de cerca de 33%. O governo do Estado ofereceu 14,5%, em duas vezes. O salário inicial de um soldado da PM no Estado, segundo o secretário da Justiça e Cidadania de Roraima, coronel Gerson Chagas, é de R$ 1.973 (bruto).

FONTE
: EB e Folha Online

NOTA do BLOG: A 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), também conhecida como Brigada Lobo D’Almada, é uma das Brigadas Militares de Área do Brasil. Formada por militares índios oriundos da região e por militares profissionais especialistas em guerra na selva, faz parte da elite do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se em Boa Vista, em Roraima. É administrado pela 12ª Região Militar/Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus. Seu nome histórico faz referência ao coronel engenheiro Manoel da Gama Lobo D’Almada, comandante do Comando Militar do Alto Rio Negro em 1784, ano em que os portugueses chegaram à região.
Até 13 de novembro de 1991, esta brigada era conhecida como a 1ª Brigada de Infantaria Motorizada, então situada em Petrópolis, sendo desativada e realocada em Boa Vista.

Organizações militares subordinadas:

  • Comando 1ª Brigada de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • Companhia de Comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) – Manaus
    • Comando de Fronteira – Roraima e 7º Batalhão de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva – Boa Vista
    • 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Boa Vista
    • 1º Pelotão de Comunicações de Selva – Boa Vista
    • 32º Pelotão de Polícia do Exército – Boa Vista
    • 1ª Base Logística – Boa Vista
 

Reuniram-se nesta segunda-feira (06), em Asunción, os ministros da Defesa de Paraguai (Luis Nicanor Bareiro Spaini), Argentina (Nilda Garré), Bolívia (Walker San Miguel), e Equador (Javier Ponce Cevallos), para debater a ampliação de acordos de cooperação mútua.

De acordo com o jornal La Nación, a reunião a quatro partes teve como objetivo principal “fortalecer os mecanismos de consulta e cooperação em matéria de segurança e defesa”, bem como “avançar na cooperação em outras áreas”, conforme comunicado oficial divulgado pelo governo paraguaio.

Após debates entre os participantes e breve encontro com o presidente Fernando Lugo, os ministros procederam à assinatura de um documento conjunto, sobre o qual maiores detalhes não haviam sido divulgados até o momento da publicação deste artigo.

Em declarações prévias à imprensa, no entanto, Nilda Garré afirmou que “o momento pelo qual passa o mundo, com a crise internacional, obriga mais que nunca à região, à União das Nações Sulamericanas (UNASUL) a aprofundar suas relações e cooperação”.

“Formamos parte de governos que compartilham uma mesma visão e um compromisso similar com o fortalecimento da região e de assumir posições em conjunto para que a voz da UNASUL possa ser escutada melhor nos fóruns internacionais”, complementou.

Enquanto isso no Brasil…

Paralelamente à discussão na capital paraguaia, fuzileiros navais brasileiros dirigiram-se à fronteira para participar de um treinamento na Capitania dos Portos de Foz do Iguaçu, que ocorre hoje (07) e amanhã (08), com a participação de cerca de 250 integrantes.

O objetivo do exercício, que não inclui ações de repressão aos crimes fronteiriços, é simular uma operação de tomada de reféns no quartel da Marinha do Brasil e adestrar negociadores e soldados de elite para lidar com situações similares na vida real.

Tal como previsto e informado ao governo paraguaio, o Exército Brasileiro deu início na quarta-feira (01.04), na região de fronteira seca entre Paraguai e Mato Grosso do Sul, à Operação Atalaia I – 2009, que deveria prosseguir, inicialmente, até o sábado (04.04).

Em nota oficial divulgada à imprensa, a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, com sede em Dourados (MS), detalhou que a área a ser vistoriada estará no arco formado entre as cidades de Dourados, Nioaque e Jardim e pediu a colaboração e a compreensão da população local. Abaixo, a íntegra da nota:

Às 00h00min do dia de hoje (1º de abril), a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada iniciou a Operação ATALAIA I/2009.

Ao longo dos próximos dias as Unidades Militares que compõem a Brigada estarão operando, 24 horas por dia, na área compreendida entre os 600 Km em profundidade na direção geral das cidades de Dourados, Nioaque e Jardim.
Esta área corresponde à faixa de fronteira onde a Lei nº 117 permite ao Exército Brasileiro operar em combate aos crimes transfronteiriços, descaminho e crimes ambientais com adequado poder de polícia.

Serão estabelecidos mais 12 Pontos de Bloqueio e Controle de Estradas fixos e inúmeros postos móveis, além de ser executado o patrulhamento de mais de 3.000 Km de estradas vicinais.
Em todas as atividades a serem desenvolvidas o Exército conta com o efetivo e tradicional apoio dos Órgãos de Segurança Pública Federais, Estaduais e Municipais, particularmente nas ações de apreensão de mercadorias ilegais.

O Comando da 4ª Brigada solicita a compreensão e a colaboração por parte dos viajantes e motoristas profissionais que forem solicitados a parar nos Postos de Controle.
As ações visam, exclusivamente, o cumprimento da legislação brasileira, bem como incrementar a segurança e a tranquilidade da população sul-mato-grossense.

FONTE: Sopabrasiguaia.com