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500° obuseiro M777 para o US Army

A BAE Systems comemorou este mês a entrega de 500° obuseiro M777 para os EUA. Pesando somente 4.200kg, o revolucionário M777 é a primeira arma de artilharia do mundo a fazer uso generalizado de titânio e ligas de alumínio, resultando em uma peça que tem metade do peso de sistemas de 155 milímetros convencionais. A instalação da BAE Systems Global Combat Systems, em Barrow-in-Furness, é responsável pela gestão do contrato principal do Programa M777, incluindo a ligação direta com o cliente e a aceitação do sistema de armas nos EUA, o controle da cadeia de suprimentos no Reino Unido e nos EUA, engenharia, fabricação e montagem de estruturas de titânio e equipamentos associados ao recuo. A integração final e testes do sistema de armas é realizada na sua fábrica em Hattiesburg, Mississipi.

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Mapeamento da ‘Cabeça do Cachorro’

Começa o processamento das primeiras imagens

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgou hoje, 27, que já estão sendo processadas as primeiras imagens aéreas de radar na banda “P” (com capacidade de atravessar a cobertura florestal, coletando informações a partir do solo) da cartografia terrestre da Amazônia Legal, feitas na região conhecida como Cabeça do Cachorro, no Amazonas. A informação foi divulgada pelo diretor de Produtos do Sipam, Wougran Galvão, durante sua palestra no Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, promovido pelo Inpe, em Natal (RN). Segundo o diretor, são 70 mil quilômetros quadrados de área imageada que estão sendo processadas pelo Exército. A previsão é atingir 700 mil quilômetros quadrados de coleta de imagens de radar na banda “P”, até o final do ano. “Ao todo, são 1.100 mil quilômetros quadrados a serem coletados por sistema sensor de radar operando na banda “P”, ressaltou Wougran.

O Projeto da Cartografia da Amazônia, lançado em setembro do ano passado pelo Presidente Lula já destinou, desde o começo até hoje, R$ 74,6 milhões, e, para 2009, ainda estão previstos mais R$ 54,6 milhões. O investimento reservado para concluir a cartografia náutica, geológica e terrestre é de R$ 350 milhões. Wougran também destacou que até o final do primeiro trimestre de 2010 a Marinha terminará a construção de quatro barcos que serão responsáveis pela execução da cartografia náutica da Região. “Os mapas náuticos são da década de 60 e 70, estão muito desatualizados. Além disso, grande parte do escoamento da produção e do descolamento da população é realizada pelos rios”, argumentou.

Segundo Wougran, o mapeamento permitirá ao Brasil conhecer os 1,8 milhão de quilômetros quadrados da Amazônia Legal que não possuem informações cartográficas terrestres, náuticas e geológicas (Amazônia possui 5,2 milhões de quilômetros quadrados). O principal objetivo do Projeto é acabar com os vazios cartográficos e contribuir para o desenvolvimento e proteção da Amazônia. “É uma questão estratégica ao país produzir essas informações, pois a cartografia terrestre se concentra em áreas de fronteiras”, afirmou Wougran. De acordo com ele, as cartografias vão auxiliar no planejamento e execução dos projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional.

As informações ainda ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial nas fronteiras. O trabalho é coordenado pelo Sipam, órgão ligado à Casa Civil da Presidência República, e os executores são o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Ministério de Minas e Energia, através da CPRM (Serviço Geológico do Brasil).

FONTE: Rondoniadinamica.com.br

 

A evolução do conceito de poder

Num mundo em que a interdependência entre os Estados – particularmente no plano econômico – é cada vez maior, parece mais difícil a um país impor completamente a sua vontade aos outros. O poder parece exercer-se de maneira menos coercitiva e menos violenta. Assim, o uso da força para responder a ameaças não militares torna-se cada vez menos previsível.

O poder tende a tornar-se a matriz das interdependências, o que se traduz em processos menos diretivos de dominação. Já não basta afirmar e conquistar, é preciso negociar, convencer e tentar controlar as regras do jogo neste ou naquele domínio. Isso é particularmente verdadeiro nos âmbitos econômico, comercial e técnico, que ocupam um lugar considerável nas relações internacionais contemporâneas. Esta é a tese defendida pelo politólogo americano Joseph Nye em Bound to lead, the changing nature of the american power (1990). Ele também desenvolveu mais tarde, em 2004, o conceito de “Soft Power”, no livro Soft Power: The Means to Success in World Politics.

Observa-se igualmente que os Estados procuram  hoje menos  o poder como um meio de expansão do que como forma de proteção e de “santuarização”. Doravante, um país será poderoso se conseguir escapar às pressões que se pretenda fazer recair sobre ele. Daí uma situação paradoxal: os Estados ocidentais hesitam em comprometer-se na cena internacional quando seus interesses não estão diretamente em jogo. A sua relutância em disponibilizar tropas para operações  de manutenção da paz são disso uma ilustração.

Em próximo post, os elementos do poder.

 

São Paulo – Dois fuzileiros navais, o terceiro-sargento Leandro Bacellar e o cabo Luis Paulo Pessanha Gonçalves, morreram ontem, durante exercícios noturnos. O veículo de combate em que eles estavam com mais um militar caiu de um barranco e foi parar, de ponta-cabeça, em uma área alagadiça. O acidente ocorreu na área de treinamento do 1º Esquadrão de Cavalaria Leve, na cidade de Valença, no sul do Rio de Janeiro.

O veículo foi desvirado e um terceiro ocupante foi resgatado com ferimentos leves e recebeu atendimento no Hospital Geral de Valença. Em nota, a Marinha informou que “está prestando todo o apoio necessário às famílias dos militares falecidos”. Um inquérito administrativo será instaurado para apurar o acidente.

Fonte: Agencia Estado

 

Pouco após a meia-noite de 25 de abril de 1974 começou a soar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida “Grândola Vila Morena”. Era o sinal combinado para o início do levante militar em Portugal.
Antes da revolução, era rara em Portugal a família que não tivesse alguém combatendo nas guerras das colônias na África, o serviço militar durava quatro anos, opiniões contra o regime e contra a guerra eram severamente reprimidas pela censura e pela polícia.
Antes de abril de 1974, os partidos e movimentos políticos estavam proibidos, as prisões políticas estavam cheias, os líderes oposicionistas estavam exilados, os sindicatos eram fortemente controlados, a greve era proibida, as demissões fáceis e a vida cultural estritamente vigiada.
A liberdade em Portugal começou com a transmissão, pelo rádio, de uma música até então proibida. Os cravos enfiados pela população nas espingardas dos soldados acabaram virando o símbolo da revolução, que encerrou, ao mesmo tempo, 48 anos de ditadura fascista e 13 anos de guerra nas colônias africanas.
Em apenas algumas horas, as Forças Armadas ocuparam locais estratégicos em todo o país. Ao clarear, multidões já cercavam as emissoras de rádio à espera de notícias. A operação, calculada minuciosamente, havia pego o regime de surpresa. Acuado pelo povo e pelos militares, o sucessor de Salazar, Caetano Marcelo, transmitiu sua renúncia por telefone ao líder dos golpistas, general António de Spínola.
Transportado de tanque ao aeroporto de Lisboa, Marcelo embarcou para o exílio no Brasil. Em quase 18 horas, havia sido derrubada a mais antiga ditadura fascista no mundo.

Não houve acerto de contas

Artistas, políticos e desertores começaram a retornar do exílio. As colônias receberam a independência. A caça às bruxas aos responsáveis pela ditadura acabou não acontecendo e as dívidas do governo anterior foram todas pagas. Os únicos a oferecer resistência foram os agentes da polícia política. Três pessoas morreram no conflito pela tomada de seu quartel-general.
Ao voltar do exílio em Paris, Mário Soares, o dissidente mais popular do governo Salazar, foi recebido por milhares de pessoas na estação ferroviária de Lisboa. Cravos vermelhos foram jogados de helicóptero sobre a cidade e só se ouvia a famosa canção Grândola, vila morena, entrementes hino da revolução.
Em 1974, Portugal era um país atrasado, isolado na comunidade internacional, embora fizesse parte da ONU e da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Era o último país europeu a manter colônias e vinha travando uma longa guerra contra a libertação de Angola, Moçambique e Guiné. O regime de Salazar, iniciado em 1926, havia conseguido manter-se através da repressão e fora tolerado pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial.

Golpe militar vira festa revolucionária

A 1º de maio, a esquerda, fortemente engajada, mostrou sua força em Lisboa, enquanto trabalhadores rurais do Alentejo expulsavam latifundiários e banqueiros eram desapropriados.
A esquerda europeia viu em Lisboa um palco ideal para os movimentos frustrados de 68. A pacata e católica população portuguesa, por seu lado, sentiu-se ignorada e, a partir do norte conservador, iniciou um movimento contra os extremistas.
Em 1975, aconteceu a dupla tentativa de golpe, da esquerda e da direita, contra o governo socialista, levando Portugal à beira da guerra civil. A ala militar extremista de esquerda obteve o domínio da situação em novembro de 1975. Após as eleições do ano seguinte, o general António Ramalho Eanes foi eleito presidente do país.
O Partido Socialista, com Mário Soares, assumiu um governo minoritário. A crise econômica o levou à renúncia em 1978. Entre 1979 e 1980, o país teve cinco primeiros-ministros. Em 1985, o governo foi assumido por Aníbal Cavaco Silva e Mário Soares tornou-se presidente no ano seguinte. Também em 1986, Portugal ingressou na então Comunidade Econômica Europeia, hoje União Europeia.

FONTE: Deutsche Welle

 

HK 416 versus Colt M4

O vídeo mostra uma comparação entre o HK 416 versus Colt M4. Notem que o avaliador não toma precauções para que a água saia da arma antes de se fazer o disparo, o que no caso da Colt M4 provoca a sua destruição. Mas lembramos que isso é uma situação extrema, onde a HK 416 tem vantagem, por ser um projeto mais recente e pensado para situações extremas, como as operações do SOCOM.

 

Mudança de servidor

Avisamos nossos prezados leitores que vamos trocar o servidor do Blog ForTe na Locaweb. Se vocês observarem alguma lentidão ou indisponibilidade do site durante o dia, não estranhem. Um abraço a todos.

 

125 foram feridas em santuário xiita; incidentes acontecem após o dia mais violento desde maio de 2008

BAGDÁ – A polícia iraquiana informou que dois atentados suicidas consecutivos nesta sexta-feira, 24, deixaram pelo menos 60 mortos e 125 feridos em um santuário xiita do norte de Bagdá. As explosões ocorreram um dia depois de cerca de 80 pessoas terem morrido em ataques no país, incidentes considerados os mais violentos desde março de 2008.

As fontes disseram à televisão iraquiana que o atentado aconteceu desta sexta no santuário do imame Moussa al-Kazim, no bairro de Kadhimiya. Muitos dos feridos sofreram lesões graves, segundo as fontes. Segundo oficiais, os terroristas detonaram seus cinturões de explosivos nos arredores dos portões do santuário. Um policiais afirmou que eles promoveram os ataques pouco antes do início das orações sagradas de sexta-feira, enquanto os fiéis corriam para a mesquita.

O Imã Mousa al-Kazim viveu no século 8 e é um dos 12 santos xiitas. Centenas de milhares de xiitas seguem todos os anos para o templo, a fim de celebrar a morte dele, em 799 depois de Cristo. Os xiitas acreditam que al-Kazim esteja enterrado na mesquita da capital, que tem o domo dourado.

As explosões se seguiram a dois ataques suicidas na quinta-feira, um em Bagdá e outro na província nortista de Diyala, que deixaram até 80 mortos – o maior número de vítimas em um só dia no último ano. Os ataques coincidem com o aumento dos temores de uma volta da violência no momento em que as tropas dos EUA se preparam para deixar as cidades iraquianas em junho, antes de uma retirada integral em 2011. Há também dúvidas sobre se a polícia e os soldados iraquianos conseguirão garantir a segurança no país.

Enquanto a violência gerada pela invasão do Iraque pelas forças lideradas pelos EUA em 2003 diminuiu dramaticamente no último ano, grupos insurgentes continuam a promover frequentes ataques. Homens-bomba são marca registrada do grupo islâmico sunita Al-Qaeda.

Embora os EUA tenham se comprometido a iniciar uma retirada gradual do Iraque já nos próximos meses, uma revitalizada onda de ataques suicidas vem atingindo a capital e o norte do Iraque desde o fim de 2008. Segundo os planos de Washington, todos seus militares terão deixado o território iraquiano até 2011. Suspeita-se que sunitas ligados à Al-Qaeda estejam por trás das ações de ontem.

Pelo menos 87.215 iraquianos perderam a vida desde 2005 por causa da violência no Iraque, indicou um relatório secreto do governo do Iraque fornecido à agência Associated Press por um funcionário de Bagdá com a condição de que seu nome não fosse divulgado.

A contagem de vítimas foi feita pelo Ministério da Saúde entre o início de 2005 e 28 de fevereiro. Mas o total exclui milhares de desaparecidos e de civis enterrados no caos da guerra sem registro oficial. A cifra registra exclusivamente as mortes violentas: pessoas assassinadas em ataques a tiros, explosões de bombas, disparos de morteiro e decapitações – prática recorrente no Iraque.

Segundo o grupo independente com sede na Grã-Bretanha Iraqi Body Count, desde o início da invasão dos EUA, em março de 2003, o número de mortos em ataques chega a 110 mil. A cifra tem como base notícias de jornais, pois as estatísticas referentes aos anos de 2003 e 2004 não são confiáveis.

Estima-se que, em 2008, o número de militares americanos mortos foi de 314. No entanto, no anterior, a cifra atingiu 904. O grupo independente iCasualties coloca em 4.275 o número de soldados dos Estados Unidos mortos desde o início da guerra, em 2003. Somando as demais baixas da coalizão, foram mortos 4.593 soldados. Em comparação, na guerra do Afeganistão, iniciada em 2001, 679 militares americanos morreram. Com os demais países da coalizão, o número chega a 1.133.

FONTE:
Estadão/Agências Internacionais

 

O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana Newsweek.

“Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela”, afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente”.

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da Newsweek, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Poderio militar

A Newsweek observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil “expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre”.

A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia “diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques”.

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

“Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada”, diz a Newsweek.

Influência americana

A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia “não-declarada” de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington”, mas que nem por isso o país embarcou na “revolução bolivariana”.

“Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros”, diz o artigo. “No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne.”

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é “um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade”.

“Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual”, conclui a Newsweek.

FONTE: BBC Brasil

 
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