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Outra missão de libertação está sendo organizada

O secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciou ontem que libertará unilateralmente um de seus mais antigos reféns, o cabo Emilio Moncayo, capturado há 11 anos. No mesmo comunicado, divulgado no site da senadora colombiana de oposição Piedad Córdoba, a guerrilha defendeu um acordo humanitário e condenou a exigência do presidente Álvaro Uribe de um cessar-fogo unilateral para reiniciar as negociações de paz.

O drama de Moncayo, sequestrado quando tinha 19 anos, ganhou notoriedade depois que o pai do refém, o professor primário Gustavo Moncayo, caminhou mais de mil quilômetros pelo país em campanha por um acordo com as Farc que trouxesse de volta seu filho. Por causa da mobilização, ele ficou nacionalmente conhecido como “Andarilho da Paz”.

“Diante do reiterado pedido da senadora Piedad Córdoba, da organização Colombianos e Colombianas pela Paz, do professor Moncayo e dos presidentes (venezuelano) Hugo Chávez e (equatoriano) Rafael Correa anunciamos nossa decisão de libertar unilateralmente o cabo Pablo Emilio Moncayo”, disseram as Farc.

O anúncio foi feito três semanas depois de a guerrilha entregar o corpo de um militar morto no cativeiro e comunicar que abriria mão de uma zona autônoma para voltar à mesa de negociações com o governo.

Capturado em uma emboscada a uma base do Exército, em 1997, Moncayo deverá ser entregue a Piedad – ela mesma ex-refém, atualmente próxima de Chávez. Os detalhes do acordo, porém, ainda não foram definidos.

Em fevereiro, a senadora esteve envolvida nas operações que culminaram na libertação do ex-governador do Departamento de Meta Alan Jara, do ex-deputado Sigifredo López e de seis militares, que tiveram apoio operacional do Exército Brasileiro. “As Farc devem libertá-lo o quanto antes. Nunca deveriam tê-lo sequestrado”, declarou Uribe logo após ser comunicado do anúncio.

FONTE: EFE

 

O governo peruano anunciou na sexta-feira um aumento dos gastos militares para intensificar seus esforços para recuperar o controle de uma região produtora de coca onde o Exército tem sido alvo de emboscadas da guerrilha Sendero Luminoso.
“Não queremos minimizar o problema como nas décadas passadas. Ele é muito sério”, disse ao Congresso o ministro da Defesa, Antero Flores Araoz. “Reconhecemos que tem havido muitas deficiências.”
Os parlamentares questionaram Flores e três outros ministros sobre como o governo reagirá aos ataques nos vales dos rios Ene e Apurimac. Os ministros prometeram aumentar os gastos militares, alegando que os 43 milhões de dólares previstos no orçamento de 2009 serão insuficientes. Eles não disseram qual seria a verba adicional necessária.
Só neste ano os rebeldes realizaram 11 emboscadas nos vales, e pelo menos 30 soldados morreram desde agosto passado, quando o governo iniciou a ofensiva na região. As ações expõem problemas como escassez de contingente, de armas, de informações e até de alimentos para os militares.
Agora, o governo recebe críticas de entidades de direitos humanos por ter alistado 149 recrutas menores de 18 anos. “Como é possível que um menino de 17 anos seja enviado para uma zona de conflito?”, questionou o deputado Juvenal Silva, referindo-se a um recruta morto numa emboscada na semana passada.
Novas estimativas divulgadas nesta semana pelo governo dão conta da presença de 600 guerrilheiros maoístas nos vales do Ene e Apurimac, supostamente envolvidos com o tráfico de cocaína.
Os ministros tentaram culpar o antecessor de García, Alejandro Toledo, por ter reduzido os gastos militares.
“Queremos um plano que inclua o aperfeiçoamento dos programas estatais de inteligência, gestão orçamentária, estratégias de desenvolvimento alternativo e financiamento”, disse o chefe de gabinete do governo, ministro Yehude Simon.
O plano de García para as regiões cocaleiras prevê o envio de reforços militares para capturar os rebeldes, mas também a construção de hospitais e escolas para atender à população carente.
O Sendero Luminoso, que quase foi erradicado na década passada, tem demonstrado a capacidade de comprar apoios em localidades onde muitas famílias dependem da plantação de coca para a sua subsistência. O Peru é o segundo maior produtor mundial de cocaína.
O líder oposicionista Ollanta Humala, ex-oficial militar, disse que a estratégia de García é equivocada porque o Sendero Luminoso nos últimos anos abandonou sua luta ideológica para se envolver no lucrativo negócio das drogas.
“Eles não estão mais tentando tomar o poder. Eles não são uma ameaça ao Estado ou ao estado de direito, então isso é um trabalho para a polícia, não para o Exército”, disse o esquerdista Humala, provável candidato a presidente em 2011, numa entrevista coletiva.

FONTE: REUTERS / Agência Estado – TERRY WADE com Teresa Cespedes, Marco Aquino e Dana Ford

 

Russia aumenta seu arsenal de armas infláveis

Uma empresa russa especializada em balões de ar afirma que estaria vendendo réplicas infláveis de equipamentos militares para as Forças Armadas da Rússia. As réplicas têm o objetivo de distrair a atenção de inimigos e proteger as unidades de combate verdadeiras, durante um possível ataque. “É uma forma de economizar. Caso tenhamos uma situação de conflito, não precisaremos mandar nosso equipamento militar para simular movimentações das nossas tropas. É só colocar essas replicas em lugares estratégicos e elas serão localizadas por aviões de espionagem sem pilotos,” diz Yuri Stephanov, diretor de pesquisas da empresa Rusbal. Segundo a empresa, além de parecer com os verdadeiros equipamentos, as unidades infláveis também seriam identificadas por aparelhos inimigos equipados com tecnologia de feixes infravermelhos ou por detecção de calor. Até agora, não foram vendidas muitas unidades. Segundo a empresa, isso ocorre porque as Forças Armadas da Rússia também foram afetadas pela crise.

FONTE: BBC / COLABOROU: Edilson Moura

 

Maior evento de Defesa e Segurança da América Latina tem recorde de público e chega a 18,2 mil visitantes de 53 Países

Rio de Janeiro, 17 de abril de 2009 – Mais do que um espaço para se ter contato com que há de mais atual em tecnologia de Defesa, a sétima edição da LAAD – Latin America Aero and Defence, no Riocentro, se encerrou hoje mostrando a força da indústria nacional. Embora muitos países tenham participado do evento trazendo suas novidades, foram as empresas brasileiras – ao todo 93 – as grandes atrações da feira, fruto da expectativa da recém-lançada Estratégia Nacional de Defesa, do Governo Federal.

Recorde de público e de expositores – cerca de 18,2 mil visitantes e 336 empresas participantes, respectivamente –, a LAAD 2009 teve sua abertura prestigiada por diversas autoridades, como o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Durante quatro dias os visitantes puderam conhecer projetos inovadores na área de defesa, na aviação, no combate terrestre e na atuação com frota marítima, desde navios altamente equipados a submarinos nucleares. “A LAAD confirma sua vocação de ser um importante fórum de debates e de apresentação do estado da arte em tecnologia de defesa. A LAAD 2011 acontecerá de 12 a 15 de abril, no RioCentro, e deverá, atrair a indústria mundial de defesa e reunir as maiores autoridades do setor”, afirma Sergio Jardim, diretor geral da Clarion Events, organizadora do evento.

Os estandes de empresas nacionais tiveram grandes procura. A CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), por exemplo, localizada em Ribeirão Pires, em São Paulo, é segunda maior empresa de fabricação de munição do mundo. Além disso, produz coletes e carabinas. Muitos visitantes ficaram surpresos, pois achavam que o Brasil sequer produzia armas, menos ainda munição, segundo um dos gerentes da empresa.

A Emgepron (Empresa Gerencial de Produtos Navais), vinculada à Marinha do Brasil, comercializa sistemas navais, munições e navios de guerra e a Atech, que desenvolve tecnologia para as três forças, são outros dois exemplos bem-sucedidos de empresas nacionais.

Brasileira como a Emgepron e a Atech, a Avibras (Indústria Aeroespacial) também desenvolve produtos e presta serviços de Defesa. Sua escala abrange artilharia e sistemas de defesa aéreos, foguetes e mísseis. A empresa também fabrica veículos armados. O que muita gente não sabe é que ela atua também na área do transporte civil. Com uma divisão chamada Tectran fabrica equipamentos de telecomunicação, equipamento industrial eletrônico (Powertronics) e pintura.

Na área de explosivos, o destaque nacional da feira foi a empresa Britanite IBQ, que produz tecnologia e desenvolve bombas inteligentes, com sistemas guiados a laser, por satélite ou GPS, bombas e foguetes 70 mm de alta performance etc. Localizada em Curitiba, a empresa atende atualmente os mercados interno e externo. Toda esta tecnologia é usada inclusive pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Com expertise em armas não letais e de baixa letalidade, a Condor mostrou porque é uma das maiores empresas brasileiras do setor. No estande, apresentou ao público armas para lançamento de munições não-letais nos calibres 12, 37/38, 38.1 e 40 mm, que dão, segundo os instrutores, versatilidade às forças de segurança, nas ações de policiamento ostensivo, no combate à criminalidade e nas operações de controle de distúrbios.

Outro destaque brasileiro ficou por conta da produção tecnológica do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), que exibiu vídeos, simulações e maquetes como parte do elevado padrão de pesquisa, estudos técnicos e inovações em equipamentos como radares, armas e munições. Além disso, em parceria com a IVECO, está desenvolvendo o veículo VBTB, uma viatura blindada, de transporte médio e capacidade anfíbia.

A LAAD 2009 contou com delegações oficiais de mais de 40 países e teve um crescimento em área física de 15% em relação à sua última edição em 2007.

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A Agrale na LAAD 2009

A Agrale S/A conquistou grande destaque durante a edição 2009 da Latin América Aero & Defense (LAAD 2009), realizada de 14 a 17 de abril, no Rio de Janeiro. No seu estande a empresa apresentou os veículos AM1 MB destinado a Marinha – Fuzileiros Navais, Viatura de Reconhecimento Leve (VTL Rec) – Exército, Veículo de Combate e Controle (AM20 VCC) – Centro Treinamento do Exército e Veículo de Transporte Não Especializado (VTNE ¾ t).

Outras unidades especiais da Agrale também chamaram a atenção dos visitantes no evento, apresentadas nos estantes de alguns expositores, como os modelos AM 20 GE (pick-up cabine dupla para Guerra Eletrônica), AM20 VCC (Viatura Comando e Controle), VEsPA (Viatura Especial de Patrulhamento) modelo exclusivo da polícia carioca e o VBL (Viatura Blindado Leve), desenvolvido em parceria com a INBRA Filtro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim visitaram o estande da Agrale durante o primeiro dia da exposição e conheceram de perto as mais recentes versões dos utilitários da marca brasileira. Diversas comitivas internacionais também demonstraram grande interesse pelos veículos.

Em sua 7ª edição, a LAAD é realizada a cada dois anos e considerada o mais importante evento no setor de defesa e segurança da América Latina. O evento conta com a presença de oficiais das Forças Armadas do Brasil, América Latina e de outros continentes, representados por delegações oficiais, diplomatas e demais autoridades e o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Matérias de Defesa e Segurança (ABIMDE) e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB).

FONTE: Secco Consultoria de Comunicação

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No dia 12 de abril de 2009, no distrito do Gulistão, na província Farah, no Afeganistão, foi realizado uma ação conjunta das Forças da Coalizão para estabilização da segurança na região. É interessante notar a presença dos Commandos do 207º Corpo do Exército Nacional Afegão.

 

A Iveco e o Exército Brasileiro apresentam, em première mundial, a maquete em escala real (“Mock-Up”) da nova Viatura Blindada Transporte de Pessoal Média de Rodas (VBTP-MR) na Latin America Aero & Defence (LAAD), a maior feira de equipamentos militares da América Latina, que acontece no Rio Centro, no Rio de Janeiro, nos dias 14, 15, 16 e 17 de abril.

O projeto VBTP-MR é fruto do processo de seleção de empresas promovido pelo Exército em 2007, vencido pela Iveco. Um dos fatores decisivos nesta escolha foi a experiência da divisão Iveco Defence Vehicles, que projeta, produz e comercializa diversos veículos militares, incluindo modelos similares ao VBTP-MR brasileiro.

O veículo desenvolvido em conjunto entre a Iveco e o Exército (por meio do projeto Mobilidade Estratégia e pelo DCT – Departamento de Ciência e Tecnologia) será uma viatura de transporte de 18 toneladas, equipada com motor diesel eletrônico, tração 6×6 e capacidade anfíbia, capaz de transportar 11 militares.

As especificações básicas indicam 6,91 metros de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,34 metros de altura. O modelo poderá ser equipado com uma torre de canhão automático ou de metralhadora operada por controle remoto para diversas aplicações diferentes, e pode ser aerotransportado por um avião tipo Hercules C-130.

A missão inicial do projeto VBTP-MR é substituir a frota atual de blindados de transporte de tropas do Exército, basicamente formada por modelos tipo EE-11 Urutu. O novo veículo também será a plataforma base de uma família de blindados médios de rodas que poderá ter até mais dez versões diferentes, incluindo veículos de reconhecimento (ou carro de combate), socorro, combate de fuzileiros, posto de comando, comunicações, morteiro leve, morteiro pesado, central diretora de tiro, oficina e ambulância.

“O projeto também tem como meta criar uma base altamente especializada para o desenvolvimento de veículos militares no Brasil”, explica Pietro Borgo, diretor geral da Iveco Defence. “Neste processo, pretendemos estabelecer a presença da Iveco Defence no Brasil e nos tornarmos um parceiro do Exército Brasileiro”.

Testes começam em 2010

Os veículos serão produzidos na fábrica da Iveco em Sete Lagoas (MG). A primeira unidade (protótipo) deve estar pronta em 2010, para o início da fase de testes, cerca de dois anos após a assinatura do contrato com o Exército. Outras 16 unidades serão construídas e testadas até 2011. Os testes serão conduzidos no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Guaratiba (RJ), incluem confiabilidade (durabilidade), ensaios balísticos (blindagem estrutural), anti-minas e ergonomia, entre outros.
Após esta fase, o Exército Brasileiro poderá realizar a primeira encomenda de VBTP-MR.
Boa parte dos componentes dos primeiros 16 veículos será importada, mas o projeto tem como diretiva elevar o conteúdo nacional acima dos 60%, com o objetivo de reduzir custos de produção e de manutenção. Segundo a Iveco, essa meta pode ser alcançada porque o parque nacional de fornecedores é de alta qualidade em termos de componentes automotivos e motores.

O modelo será equipado, por exemplo, com o novo motor diesel eletrônico Iveco Cursor 9, que será produzido no Brasil. Esse motor é reconhecido mundialmente por sua elevada economia de combustível, potência e baixo índice de emissão de poluentes.

Transferência de Tecnologia

O VBTP-MR é um veículo inteiramente novo, com características próprias e inéditas, como o fato de usar chassi em longarinas de aço. Modelos deste tipo normalmente possuem carroçaria monobloco. A adoção do chassi visa baixar custos. “A manufatura em monobloco é mais cara e complexa. E com a adoção do chassi, o veículo fica mais alto com relação ao solo, o que oferece algumas vantagens operacionais”, explica Alberto Mayer, diretor de assuntos institucionais da Iveco.

O projeto de engenharia está avançado. O trabalho começou em dezembro de 2007, após a assinatura do contrato. O conhecimento básico para o desenvolvimento do VBTP-MR vem da Iveco Defence, divisão militar baseada em Bolzano, Itália, onde a Iveco produz uma variedade de veículos militares blindados de múltipla aplicação e táticos para forças armadas de vários países do mundo.

Além dos especialistas da Iveco Defence, o projeto envolve engenheiros do Exercito Brasileiro e da Iveco no Brasil, além de especialistas da Comau, empresa de engenharia automotiva do Grupo Fiat. São cerca de 30 pessoas diretamente envolvidas. “Essa integração de equipes acelera o trabalho e resultará em grande transferência de know how tecnológico para o Brasil”, diz Mayer. Até o momento, o trabalho já consumiu 25 mil horas de engenharia.

O responsável pelo projeto da nova viatura é o engenheiro Renato Properzi, da Iveco Defence, com larga experiência em desenvolvimento de veículos militares blindados de rodas. Properzi foi responsável pelos projetos dos veículos blindados da Iveco Defence Centauro AIFV 8×8 e Puma VBL (Veículo Blindado Leggero) nas versões 4×4 e 6×6.

Possibilidade de exportação

Comparado ao modelo em uso hoje pelo Exército brasileiro, o novo projeto traz vantagens como: proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, maior vão livre, suspensão independente hidropneumática, elevada capacidade de proteção anti-minas, melhor ergonomia, ar condicionado, sistema de freio com disco duplo e ABS, GPS, sistema automático de detecção e extinção de incêndio, capacidade de operação noturna de série, sistema de detecção de laser.

Segundo General Waldemir Cristino Rômulo, Gerente Militar do Projeto, existe a possibilidade de exportação do VBTP-MR, pois o Brasil já vendeu blindados semelhantes para países da América Latina e África. “A nova família de blindados que está sendo desenvolvida será certamente muito interessante pra as forças armadas desses mercados”.

FONTE: Iveco

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Taurus fecha acordo com israelenses

A Forjas Taurus acertou uma associação com a Israel Weapon Industries (IWI), fabricante das submetralhadoras Uzi, para produzir no Rio Grande do Sul um novo modelo de fuzil de assalto destinado às Forças Armadas. A formalização do acordo depende da homologação, pelo Exército brasileiro, do Tavor, nome da arma desenvolvida pela israelense, disse o vice-presidente da Taurus, Jorge Py Velloso.

A expectativa de Velloso é que o Exército autorize ainda em abril o início dos testes, que deverão durar seis meses no campo de provas de Marambaia, no Rio de Janeiro. Se o produto for aprovado, as duas empresas vão investir US$ 22 milhões numa linha de produção específica na fábrica da Taurus em São Leopoldo (RS).

O executivo explicou que a intenção é constituir uma nova empresa, com 50% do controle para cada um. A nova fábrica começará a operar num prazo de dois anos após a homologação e vai exigir a contratação de 80 pessoas. O volume estimado de produção não foi informado, mas a ideia é também exportar o Tavor para outros países da América do Sul, disse Velloso.

Conforme o vice-presidente, o Tavor é um lançamento recente da IWI e começa a substituir os fuzis americanos M-16 usados pelo Exército israelense. Fabricado com polímero, o modelo é mais leve e mais curto do que outras armas similares.

Mais conhecida como fabricante de pistolas e revólveres, a Taurus vai apresentar o novo fuzil na feira Latin America Aerospace & Defense (Laad), que começa hoje no Rio de Janeiro. A empresa vai mostrar também a nova submetralhadora MT9, com calibre nove milímetros, desenvolvida em parceria com a chilena Famae.

Segundo Velloso, a submetralhadora, que será produzida no Rio Grande do Sul, é mais adequada para uso da Marinha e da Aeronáutica e também poderá ser exportada. A Taurus já fabrica um produto similar em parceria com a Famae (modelo .40, que usa projéteis de dez milímetros de diâmetro), destinado às polícias civis e militares e que responde por cerca de 5% das vendas totais de armas da empresa.

A nova linha de produtos deve ajudar a consolidar a participação do segmento de armas em torno de 60% da receita líquida consolidada da Taurus, que produz ainda capacetes para motociclistas, máquinas industriais, forjados, contêineres em plástico e ferramentas. No ano passado, as armas responderam por R$ 355,3 milhões da receita líquida consolidada do grupo, de R$ 599,2 milhões.

Até o fim do ano, a Taurus vai investir de R$ 8 milhões a R$ 9 milhões para produzir um revólver que utilizará munição de caça e até US$ 4 milhões na subsidiária em Miami (EUA) para fabricar uma pistola calibre .380. Os dois modelos serão destinados ao mercado americano. Conforme Velloso, os projetos vão exigir a contratação de 500 pessoas. O grupo emprega mais de 5 mil funcionários.

FONTE: Valor Online / COLABOROU: Edilson Moura

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Há 64 anos, a Força Expedicionária Brasileira, enfrentaria o que ficou conhecido como a sua “batalha mais sangrenta” e sua principal vitória durante a Segunda Guerra Mundial.

A batalha

3º Pelotão da 2ª Companhia do 11º Regimento de Infantaria, ocupava, desde 10 de março de 1945, a posição defensiva da Região de Biccochi, Cota 930, quando, às 5h do dia 12 de abril, recebeu ordem, por via telefônica, para organizar uma patrulha de reconhecimento, que, sob o comando de um sargento, teria por missão reconhecer a elevação de Montaurigula e, caso não encontrasse resistência, chegar até Montese.
A patrulha, fortemente armada, com 21 homens, sendo três especialistas em minas, partiu às 9h da sua posição de combate (Biccochi), alcançando Montaurigula sem resistência. Galgou essa elevação e progrediu na encosta sul, rumo geral leste-oeste. Após atingir a metade da elevação, que possuía a forma de uma colina alongada, encontrou um campo de minas antipessoal; o esclarecedor da patrulha já havia caminhado alguns passos dentro do campo, quando percebeu, por sorte e felicidade, as minas, pois algumas achavam-se expostas. Passou, então, a atuar a equipe de minas, retirando 82 minas antipessoal.

“Na jomada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho de seu feito e seu espírito ofensivo, a Divisão Brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade”.
Gen Crittenberger – Cmt IV Corpo de Exército

Após cerca de 2 horas de espera, a patrulha transpôs o campo minado, prosseguindo na missão.
O moral da tropa atacante era alto; havia gana por parte de alguns soldados, o que levou o comandante do pelotão a conter aqueles que se expunham inutilmente.
Quando o comandante do pelotão realizava os reconhecimentos para assaltar algumas casas “suspeitas” no flanco direito do inimigo, recebeu ordem do comandante da companhia para se desengajar e afastar-se das casas, posto que o Batalhão iria bombardear as resistências inimigas com morteiros 81mm, visando facilitar a conquista do objetivo.
Ao ultimar o reconhecimento de outro flanco, o comandante da patrulha recebeu ordem para retrair, porque a Artilharia Divisionária iria atirar na região e a patrulha já havia ultrapassado, em muito, o tempo programado.

Fases do ataque

A conquista da cidade de Montese, que era a missão principal da 2ª Companhia, foi planejada para ser realizada em duas fases bem distintas:

1ª Fase: Missão secundária, às 9h – ataque com dois pelotões a dois postos avançados do inimigo.
2ª Fase: Missão principal, às 12h – ataque à cidade de Montese, também com dois pelotões.
Campo minado em Montese

Na hora prevista, para a 1ª fase, os dois pelotões atacaram seus objetivos. O primeiro teve, inicialmente, o seu avanço prejudicado pela reação do inimigo, que conseguiu mantê­lo à distância, pelos fogos. Assim, só conquistou o objetivo algumas horas depois.
Conquista de Montese – II Guerra Mundial – Tela de A. Martins
O 2º Pelotão ficou detido em frente a um campo minado, batido por fogos da Infantaria. Nessa oportunidade, seu bravo comandante foi mortalmente ferido com um tiro na cabeça. Esse pelotão sofreu mais baixas e não atingiu o objetivo.
Às 11:45h, o comandante da companhia confirmou a “hora H” do ataque principal como sendo a prevista – 12h.
Na hora aprazada, o pelotão do 1º escalão transpôs, em linha, a crista, sob o espocar de foguetes de estrelas vermelhas, anunciando o ataque. A tropa ultrapassou os pontos mais elevados com grande rapidez, apesar do terreno íngreme. Após o pelotão ter vencido um terço do percurso, sua retaguarda foi batida por densa e compacta barragem de artilharia, que cortou o fio telefônico em vários pontos e colocou fora de combate um soldado da equipe de minas e outro de Saúde.
O grupo ponta, após pequeno deslocamento, parou e assinalou a existência de minas. O comandante do pelotão, ao chegar ao ponto assinalado pelo sargento, constatou, com satisfação, que não se tratava de um campo minado e sim de armadilhas, feitas com fios de arame ligados a minas antipessoal.
Ao chegar ao topo das elevações de Montese, o pelotão tinha perdido o contato com a companhia; o telefone não funcionava por terem os cabos sido rompidos pelos tiros da artilharia inimiga; o rádio deixou de captar e transmitir mensagens, por causa da distância e ondulações do terreno.
O segundo grupo empregado teve o seu avanço sustado por fogos vindos do flanco direito, tendo de permeio um terreno limpo.
Quando se preparava para tomar o dispositivo de assalto, foi surpreendido por inesperado e denso bombardeio da nossa Artilharia, que o envolveu e ao inimigo. Em seguida, atingiu as posições inimigas, quando não havia ainda se dissipado a fumaça das granadas. Os alemães permaneciam no fundo de seus abrigos, e já os nossos ultrapassavam suas posições, perfeitamente camufladas. Os alemães tentaram, então, reagir, mas foram postos fora de combate.

Rompidas as defesas, os grupos foram levados para a frente e empregados na consolidação da posição conquistada e nos ataques aos flancos inimigos.
O 2° Grupo de Combate, logo após juntar-se ao 1°, foi empregado para dominar resistências que hostilizavam nosso flanco direito. Postado em situação favorável e atirando de curta distância sobre um abrigo onde havia sido localizada uma metralhadora inimiga, fez com que os seus ocupantes levantassem um lenço, para logo em seguida se entregarem e as resistências silenciarem.
Depois de demorada luta, em que se conquistou o terreno palmo a palmo, conseguiu-se, no final do dia, dominar as resistências inimigas, fazendo-as retrair após sofrerem algumas baixas.
Ao cair da noite de 14 de abril, estavam dominadas as encostas sudoeste da cidade e quebrada a capacidade defensiva da infantaria alemã, que, desnorteada, abandonou suas posições, deixando no campo de luta alguns mortos e oito prisioneiros. Do nosso lado, houve quatro baixas, sendo um morto e três feridos.
Na noite de 14 para 15 de abril, Montese, não obstante encontrar-se sob domínio das tropas brasileiras, abrigava ainda elevado número de soldados inimigos, o que não impediu a artilharia alemã de desencadear sobre a cidade, naquela noite, cerca de 2.800 tiros.
Na manhã do dia 15, ainda debaixo de maciço fogo da artilharia alemã, a tropa brasileira ultimou a limpeza da cidade.
A conquista de Montese repercutiu favoravelmente nos altos escalões e mereceu dos generais americanos os mais efusivos elogios. Essa batalha ficará marcada para sempre na memória dos soldados brasileiros, pelas lições de bravura e competência operacional dos “pracinhas”.

FONTE: Exército Brasileiro – Adaptação do texto de autoria do Cel Iporan Nunes de Oliveira

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