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Cambodja-Tailandia disputa

Dois soldados combojados foram mortos durante um combate com tropas da Tailândia perto do templo Preah Vihear, na fronteira entre os dois países. Autoridades dos dois países confirmaram a ação militar e trocaram acusações sobre quem realmente iniciou as hostilidades.

A tensão entre os dois países pela disputa de uma área fronteiriça começou em julho do ano passado. Durante combates ocorridos no mês de outubro de 2008, 13 soldados tailandeses foram capturados e, posteriormente, liberados. A Tailândia negou a captura de seus soldados.

NOTA DO BLOG: Observar o padrão de “camuflagem digital” do uniforme do oficial cambojano. Este tipo de camuflagem está recebendo grande aceitação em diversos pontos do globo. Na América Latina já existem versões deste padrão em uso na Colômbia, Peru e Equador.

 

No dia 08 de abril, o Comandante Militar do Sudeste, General Esper, realizou uma visita de acompanhamento da instrução do Batalhão Brasileiro de Força de Paz, que tem desenvolvido seu adestramento junto à 11ª Brigada de Infantaria Leve, em Campinas/SP. Ressalta-se que a “Força Anhangüera”, BRABAT 11, encontra-se desenvolvendo o programa de instrução, que culminará na realização dos Estágios Básico e Avançado de Operações de Paz, durante as duas últimas semanas do mês de abril, ficando, desta forma, em condições de assumir a Área de Operações, no Haiti, no segundo semestre do corrente ano.

FONTE: Exército Brasileiro

 

Membros do PKK exigem a criação de um Estado curdo no país

Dois soldados turcos e sete guerrilheiros curdos morreram em confronto durante uma operação militar no sudeste da Turquia, de acordo com informações do Exército.
Os choques entre as tropas e militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ocorreram na noite de sexta-feira na província de Sirnak, próxima da fronteira com o Iraque.
Um soldado também ficou ferido no confronto.
O Exército disse que as operações militares continuavam na região, onde os enfrentamentos foram retomados este ano depois de ofensivas em larga escala contra bases dos guerrilheiros no norte do Iraque em 2008
Mais de 40 mil pessoas morreram no conflito desde que o PKK tomou as armas contra o Estado Turco em 1984, com a finalidade de criar uma pátria curda no sudeste do país.

FONTE: Agência Estado / Efe

 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse na terça-feira (07/04), ao participar do Seminário Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira, que irá privilegiar o debate e a negociação com o Congresso Nacional para a votação e, eventual aprovação, das ações legais decorrentes da Estratégia Nacional de Defesa.
De acordo com Jobim, entre as propostas que serão enviadas ao Congresso estarão alterações na Lei Complementar 97/99, que dispõe sobre as normas gerais para organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas, para adequá-la à Estratégia Nacional de Defesa.
“Nós vamos ter que apresentar, dentro de algum tempo, um conjunto de ações legais, vamos iniciar com propostas de mudanças na Lei Complementar 97, já começamos a discutir internamente no Ministério da Defesa, passaremos a discutir com as Forças, discutiremos com os parlamentares afeitos ao tema e vamos depois conversar com o governo”, disse o ministro.

Segundo ele, a idéia é, na negociação com o Congresso, apresentar uma proposta “radical” e discutir as alterações, até que seja possível chegar a uma solução que forme a vontade majoritária, que represente um avanço. “O que a gente não pode é tentar marcar posição e apresentar algo que sabemos que não vai dar certo ou que sabemos que não é o momento histórico de fazer isso. Eu creio que este debate está aberto”, explicou Jobim.
O Seminário Estratégia de Defesa Nacional foi organizado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, em parceria com o Jornal Valor Econômico. O evento ocorreu no auditório Nereu Ramos.
O Ministério da Defesa também irá trabalhar em conjunto com o Congresso alterações na Lei 8.666. Entre as ações de estímulo à indústria de defesa nacional estabelecidas na Estratégia de Defesa estão alterações na Lei de Licitações de forma a criar um regime jurídico e tributário especial para compras de produtos de defesa. “Mas na Lei 8.666 trabalharemos em entendimento com o Congresso, porque já há muitos projetos em andamento no parlamento. Então não pretendemos eventualmente apresentar projetos, vamos aproveitar o que está andando”, afirmou Jobim.

Durante a palestra, o ministro reiterou a importância de trazer o tema defesa para o centro do debate nacional e de integrar a política de defesa à política global do governo. Segundo ele, não restam dúvidas sobre a absoluta lealdade das Forças Armadas ao processo democrático. “Os militares estão conscientes de que o processo democrático é o processo de afirmação das instituições militares”. Segundo o ministro, a relação da Defesa com o parlamento é um dos elementos de consolidação do processo democrático.
De acordo com Jobim, é preciso decisão política e ações concretas para assegurar a aplicação da política de defesa, que visa proporcionar a segurança do país, e da política militar, que visa a organização, preparação e atualização das Forças Armadas. Também é necessário garantir, na visão do ministro, o fortalecimento do Ministério da Defesa, de modo que ele cumpra sua missão de fazer a direção da atuação das Forças Armadas.
“O Ministério da Defesa de 1999 não pode ser o Ministério de hoje. Precisa ser fortalecido e essa discussão vai surgir. Daí porque a necessidade de abrirmos um debate nacional sobre esse tema.É preciso abrir a natureza desse fortalecimento. O Ministério da Defesa tem que ter capacidade para a gestão da política militar, tarefas orçamentárias, armamentos e munições, política de pessoal”, disse Jobim.

Academia – O professor Eurico Lima Figueiredo, presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa, que dividiu o painel com Jobim, ressaltou que há cada vez mais interesse do meio acadêmico em estudar e debater o tema defesa. Segundo ele, quando a associação foi formada há três anos apenas cinco pesquisadores participavam.
“Hoje, formamos um coletivo de 500 pesquisadores. Na verdade, somos muitos, mas estamos apenas nos descobrindo”. O professor informou que, em dois encontros da associação, 264 trabalhos sobre o tema defesa foram. “O que mostra que essa comunidade é importante e está qualificada para contribuir com os estudos de defesa”, afirmou.
Na avaliação do professor, o fortalecimento da defesa do país é importante porque, entre outros motivos, o Brasil mudou de patamar economicamente e é rico em recursos naturais, como água e petróleo, que começam a se esgotar em outras partes do mundo. “Só se defende o que se tem. Não se vai ao centro do mundo impunemente”, alertou. Para Figueiredo, o tema defesa não é um tema que dá voto, mas é capaz de despertar emoções na sociedade, especialmente na juventude”, concluiu.
Na opinião do deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), que também integrou o primeiro painel do seminário, há hoje felizmente no Brasil “massa crítica” para discutir defesa. Gadelha defendeu que não apenas os setores espacial, nuclear e cibernético sejam prioritários para pesquisa e desenvolvimento na área de defesa, mas há, na visão dele, outras áreas que deveriam ser prioritárias, como tecnologia de novos materiais e pesquisa oceanográfica.

FONTE: MinDef

 

Lutando pela superioridade moral

Um verdadeiro líder entre muitos heróis no campo de batalha

Num típico dia quente e árido em maio de 2006, na cidade de Ramadi – Iraque, o capitão Brian Letendre, instrutor de táticas de infantaria da equipe de transição militar (MiTT), estava ajudando com o comando e controle de uma companhia iraquiana.
Conhecido por sua agressividade e coragem, Letendre foi um dos primeiros membros da equipe a sair em patrulhas com a unidade iraquiana. Letendre ansiava pela missão e informou sua esposa que estaria longe de telefones e e-mails por alguns dias. Antes de sair da FOB, ele encontrou um minuto livre e enviou um e-mail para ela e  seu filho, terminando com as palavras “AMO A AMBOS!”

Momentos depois da chegada de Letendre, o posto de observação iraquiano (OP), foi alvo de um ataque fulminante e complexo. O capitão Letendre avaliou a situação e saiu do centro de operações de comando para ajudar a companhia iraquiana, recebendo fogo de armas pequenas e de morteiro inimigo. Simultaneamente, um grande caminhão de lixo cheio de explosivos conseguiu entrar no portão oeste do posto de observação. Letendre e outros, expondo a si mesmos ao fogo inimigo, engajaram o motorista e pararam o caminhão bomba. Os explosivos no veículo detonaram, fazendo uma bola de fogo e onda de choque colossal, a poucos metros do alvo que o motorista tinha a intenção de atacar, o alojamento do Exército Iraquiano. Letendre continuou provendo fogo de cobertura e a repelir o assalto com dois outros membros da equipe americana e forças iraquianas.

Minutos após a explosão do caminhão bomba, um morteiro inimigo explodiu perto da posição de Letendre, arremessando-o vários metros. Ele morreu instantaneamente. A ação decisiva e liderança do capitão Letendre contribuiu para salvar a vida de mais de 40 soldados iraquianos, que estavam naquele alojamento.

Eu conheci Brian Letendre quando tínhamos apenas 8 anos de idade. Nós estávamos na mesma liga de futebol de 1986, eu e meu irmão gêmeo nos tornamos amigos de Brian. Nós três passamos os próximos anos praticando esportes, brincando ou arrumando confusão. Estudamos na mesma escola de segundo grau. Brian era um líder natural. Era muito agressivo e confiante, mas também tinha um enorme sentido de caráter moral e propósito. Durante nossa infância e adolescência, nós tínhamos os mesmos sonhos de um dia nos tornarmos Marines. Brian sabia que ele gostaria de liderar na linha de frente um dia. Nossos sonhos de infância tornaram-se realidade em 2000, quando nós três recebemos nossas comissões de 2o. Tenente no USMC.

Depois de ir à “Escola Básica” e casar com sua namorada de universidade, Letendre começou um ciclo de deslocamentos constantes como um jovem tenente. Durante a fase inicial da OIF, Letendre foi o comandante do pelotão conjunto anti-blindado (CAAT) do 1st/2nd Marines. Enquanto Letendre cruzava a fronteira do Kuwait em direção ao Iraque, naquela madrugada sua esposa dava à luz a seu filho Dillon. Descrevendo aquele momento surreal durante uma palestra no Memorial Day, a um grupo 4 anos atrás, ele disse:

“Pela primeira vez percebi que não era mais só eu que tinha que sacrificar tudo, mas também minha esposa e meu menino que estavam sacrificando o marido e pai deles pelo seu país e a liberdade de um país estrangeiro.”

Com o batalhão, Letendre lutou na batalha de An Nasiriyah, uma das mais sangrentas na OIF I. Ainda assim, seu desejo de servir o país e a uma causa maior do que a seus próprios interesses nunca foram abalados. O Capt. Letendre não tinha que voltar para o Iraque para um segundo deslocamento. Ele poderia ter sentado confortavelmente em uma posição de não deslocamento após ter servido no Iraque, um deslocamento a Okinawa e um outro, com um destacamento de segurança de prisioneiros em Guantánamo. Ainda assim, Letendre não hesitou quando ficou sabendo que os Marines foram solicitados nas novas equipes MiTT, e rapidamente se voluntariou. Letendre disse à sua esposa que ele queria “voltar para que seu filho não tivesse que ir um dia“. Coragem, humildade e sacrifícios pessoais me vêm à mente quando penso no seu serviço ao Corpo de Fuzileiros Navais, especialmente numa época em que o nosso país mais precisava.

Como líderes, estamos sempre competindo pelas mentes e corações de nossos jovens Marines em uma cultura americana que está movendo para longe de valores e morais tradicionais. A sociedade de hoje quase sempre glamoriza uma imagem imoral e egoísta, com mensagens como “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”; “A vida é curta, divorcie-se” e filmes e TV que rotineiramente promovem a degradação da família, falta de respeito com as autoridades e relutância em aceitar a responsabilidade pelas próprias ações. É nosso imperativo moral como oficiais, sargentos e Marines, colocar um maior nível moral e de ética para aqueles ao nosso redor. O mundo sabe que nós como Fuzileiros somos o ápice dos guerreiros, mas nós também devemos continuar a honrar os princípios morais dele nas nossas famílias e comunidades.

O Capt. Letendre acreditava em um proposito muito maior do que si mesmo. Colocou sua fé e família primeiro e jamais faria algo dentro ou fora do dever que afetassem seus princípios morais. Sua família está sempre falando de como era um grande marido, pai, filho e irmão, sempre disposto a colocar as necessidades de sua família antes das dele. Antes do seu deslocamento ele explicou à esposa como continuar a vida se ele morresse. Disse que ela deveria:

“…não ficar com raiva, mas saber que ele estava fazendo o que amava e o que sabia que era certo. Não desperdice lágrimas por causa dos que protestavam pelo que ele fazia, pois por mais doloroso que seja, a voz deles também faz parte da liberdade pela qual lutava…”

O Capitão Letendre deixou um filho de 5 anos e sua esposa. Eu durmo bem à noite sabendo que existiam e existem homens como ele servindo no nosso Corpo e anseio pelo dia que possa contar ao seu filho histórias da coragem, força e convicção moral de seu pai. Ele é um verdadeiro herói, não só pela sua coragem no campo de batalha, mas também pela maneira que viveu sua vida – sempre lutando para ser uma pessoa de caráter.

Enfim, ele atingiu o que muitos líderes extraordinários buscam – uma missão cumprida e uma família que jamais se esquecerá do quanto ele os amava.

Por capitão David Bann – artigo publicado no Marine Corps Gazette, publicação oficial profissional dos US Marine Corps, tratando de tradições, história, lições aprendidas, táticas e estratégias para o futuro.

NOTA do BLOG: O capitão Brian Letendre foi comandante do leitor e comentarista “Marine”, que traduziu o texto para o Blog ForTe.

 

O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta quinta-feira 83,4 bilhões de dólares para financiar operações militares no Iraque e no Afeganistão, dizendo que a situação de segurança ao longo da fronteira entre Afeganistão e Paquistão é urgente.

“O Talibã está ressurgindo e a Al Qaeda ameaça a segurança da América de seu porto seguro ao longo da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão”, disse Obama em uma carta para Nancy Pelosi, a presidente da Câmara dos Deputados, divulgada pela Casa Branca.

Obama afirmou que 95 por cento dos 83,4 bilhões de dólares em financiamento suplementar requerido por ele darão suporte às operações militares dos Estados Unidos no Iraque e o esforço norte-americano para desorganizar e derrotar a al Qaeda.

FONTE: Agência Estado / Reuters – Texto de David Alexander

 

Imprensa francesa afirma nacionalidade do militar acusado

Um soldado da Legião Estrangeira acusado de matar quatro pessoas no Chade seria brasileiro, segundo informações da imprensa francesa, que cita “fontes do Exército francês”.
O jornal francês Le Figaro afirma que esse soldado já havia sido punido por deserção em outro país africano no ano passado e que a missão no Chade seria “uma segunda chance” dada pelo exército francês ao integrante da Legião Estrangeira.
Depois de dois dias foragido, o soldado supostamente brasileiro foi detido nesta quinta-feira pela polícia militar do Chade nos arredores de Abéché, no leste do país, enquanto tentava beber água em um poço.
Ele teria um irmão que serve na Legião Estrangeira e que também está em missão no Chade atualmente.

‘Loucura’

O soldado supostamente brasileiro, de 27 anos, teria tido um “acesso de loucura” e matado, na terça-feira, em Abéché, dois outros soldados da Legião Estrangeira, um militar togolês e também um camponês chadiano, de quem roubou o cavalo para fugir.
O jornal Le Figaro afirma que o soldado acusado de quatro mortes já teria causado problemas, em junho do passado, em uma missão da Legião Estrangeira em Djibuti, no leste da África.
Segundo o coronel Benoît Royal, do serviço de comunicação do Exército francês, citado pelo jornal, a missão em Djibuti havia sido a primeira desse soldado.
“Ele se queixava de estar deprimido e fugiu para a Etiópia. Ele foi preso três dias depois e repatriado à França. Ele foi sancionado durante trinta dias”, disse o coronel ao jornal.

“O soldado obteve, no entanto, uma segunda chance, após ter sido transferido para outra companhia da legião”, afirmou Royal.
O soldado supostamente brasileiro havia chegado ao Chade no mês passado. Na terça-feira, ele teria tido uma violenta briga com colegas de seu grupo e teria sido convocado por seus superiores, afirma o Le Figaro, citando “um oficial militar francês”.
Ele teria ido dormir para se acalmar e, ao acordar, teria pego seu fusil e começado a atirar, escreve o Le Figaro.

Segundo a revista francesa Le Point, que cita “fontes militares”, o soldado acusado das mortes havia realizado, há dois anos, os testes psicológicos exigidos para ingressar na Legião Estrangeira, além de “exames psicotécnicos em sua língua materna”.
“Ele era considerado um bom elemento e tinha um bom nível geral, oficializado no Brasil por um diploma equivalente ao certificado técnico superior” francês, escreve o Le Pointem seu site na internet.
O soldado, preso pela polícia militar do Chade, deverá ser entregue às autoridades francesas para ser julgado pelo Tribunal Militar de Paris.

FONTE: Agência Estado / BBC Brasil

 

Encontrado um dos fuzis desaparecidos

O comando da Operação Ypiranga, realizada pelo Exército na região do Vale do Paraíba desde o roubo de sete fuzis do quartel em Caçapava, a 120 km de São Paulo, em março, encontrou nesta quinta-feira uma das armas. O fuzil estava dentro de uma residência do bairro Jardim da Granja, em São José dos Campos. Não há informação de presos.

O Exército havia anunciado nesta quarta-feira que iria retirar os soldados das ruas de São José dos Campos. Durante um mês, pelo menos 700 soldados participaram da Operação Ypiranga. A sede do batalhão foi invadida na madrugada do dia 9 de março. O sentinela foi rendido.

Mesmo assim, o Ministério Público vai investigar a atuação dos militares durante a operação. Eles foram acusados de abusos. Numa única operação, o Exército usou 600 homens para fazer buscas em apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) no bairro Bandeira Branca, em Jacareí, cidade vizinha a Caçapava.

FONTE: O Globo

 

Um mês após iniciar uma operação na tentativa de recuperar os sete fuzis roubados de um quartel de Caçapava (116 km de SP), o exército interrompeu ontem a ação sem conseguir recuperar o armamento.

O Comando Militar do Sudeste informou que a suspensão estava programada, diferentemente do que o próprio exército dissera antes. “Nós vamos parar somente quando essas armas estiverem de volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído”, disse o tenente-coronel José Mateus Teixeira Ribeiro no dia 17 de março -o roubo foi em 8 de março.

Até ontem, porém, a Operação Ypiranga só havia conseguido recuperar um cinto e uma baioneta, levados com os fuzis. Ninguém foi identificado ou preso até agora. Os militares dizem que o inquérito continuará em andamento para recuperar os fuzis, mas sem a tropa nas ruas -a operação chegou a mobilizar 700 homens.

A “desmobilização da tropa” ocorre um dia depois de o Ministério Público Federal anunciar uma investigação sobre a ação militar no Vale do Paraíba.

Para o procurador Fernando Lacerda Dias, 36, a operação -principalmente em São José dos Campos- contrariou a Constituição e o Código de Processo Penal Militar, porque os militares bloquearam ruas. Além disso, havia suspeita de implantação de toque de recolher e agressão de moradores.
O defensor público Jairo Salvador de Souza, 42, de São José, enviou representação ao Ministério Público Federal relatando denúncias de violência envolvendo os militares. O exército nega agressões e irregularidades na operação.

O comerciante José Aparecido da Silva, do Campo dos Alemães, disse comemorar a saída dos militares porque perdeu fregueses em seu carrinho de lanches. Antes ele trabalhava até 0h30, mas, com a ação militar, fechava às 22h por falta de freguês. “No começo, eles [os soldados] acompanhavam os policiais nas revistas. Depois, faziam sozinhos. Passavam à noite com carro de som dizendo que tinham autoridade para usar a força, se necessário.”

FONTE: Folha de São Paulo

 

O governo paraguaio expressou nesta quarta-feira o seu mal-estar por uma nova operação militar brasileira na fronteira bilateral, semelhante a outras anteriores que também provocaram uma reação das autoridades locais.

Um comunicado divulgado pela Chancelaria expressa seu “incômodo pelo deslocamento militar” da Marinha brasileira na região de Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai, “situação que não foi comunicada às autoridades paraguaias”.

O documento se refere à operação Retrex S-1/2009, que mobiliza 250 efetivos com o uso de aviões e helicópteros.

“Este tipo de exercício em uma zona de fronteira não contribui ao desenvolvimento de uma relação de confiança e respeito que deve haver entre dois povos que compartilham um espaço geográfico”, indicou o comunicado.

O texto ainda diz que a operação militar “gera todo tipo de especulações, e isso se contrapõe ao espírito que deve primar no projeto de integração do Mercosul”.

A Chancelaria também pediu às autoridades brasileiras o envio das informações pertinentes sobre a operação.

Antes, outros exercícios, que incluíram tanques e outros veículos blindados, geraram protestos das autoridades paraguaias, em especial um no qual militares brasileiros ultrapassaram a fronteira.

FONTE: ANSA

 
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