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BNDES e Finep vão investir R$ 188 milhões em defesa

O governo prevê a aplicação este ano de R$ 188,7 milhões em 25 projetos da área de defesa, desenvolvidos pelos centros de tecnologia das Forças Armadas em parceria com empresas privadas. Esses recursos serão oriundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Para 2010, a previsão de investimentos públicos nos projetos de defesa será de R$ 492,4 milhões.

Entre os projetos estão o radar SABER M-60 e SABER-200, do Exército, e o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), da Aeronáutica, e o de desenvolvimento de fibra de carbono de alto desempenho da Marinha. Os números foram apresentados na terça-feira (7) pelo diretor do Departamento de Mobilização (DEPMOB), general-de-divisão Adriano Pereira Jr., em palestra no seminário “Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira”, realizado na Câmara dos Deputados. O DEPMOB faz parte da Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom) do Ministério da Defesa.

Ações

De acordo com o general, a Estratégia Nacional de Defesa trouxe várias ações que terão que ser apresentadas pelo Ministério da Defesa para o estímulo à indústria de defesa. Entre essas ações, estão a atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa; criação de regimes jurídico e econômicos especiais que possibilitem o desenvolvimento da indústria nacional de defesa; alterações na Lei 8.666, Lei de Licitações, de forma a incentivar a compra de tecnologia nacional; e concessão de garantia para a exportação do produto de defesa nacional. Uma primeira proposta de atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa para adequá-la à Estratégia, que já foi apresentada pela Selom ao ministro da Defesa.

O general Adriano lembrou que a ausência de recursos tem sido, ao longo dos anos, um problema que vem impedindo o reaparelhamento do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Segundo o general, tendo em vista os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, as Forças Armadas já vêm revisando seus antigos planos de reaparelhamento. Em troca, estão colocando metas de aparelhamento, a serem submetidas em breve ao Ministério da Defesa, com horizonte de longo prazo (até 2030).

Equipamentos

Essa mudança de procedimento tem algumas implicações. A primeira é que exige, por parte do governo, uma política previsível de compras, uma vez que material de defesa não constitui artigo “de prateleira”. Ao contrário, requer um planejamento de compras antecipadas de modo a dar à indústria nacional tempo para produzir os equipamentos. A introdução do fator previsibilidade, no entender do general Adriano, só será possível por meio de um “programa de governo de aquisição de produtos de defesa”. O programa de aquisição, conforme acrescentou, deve ter duas bases de apoio. A primeira delas em um programa orçamentário plurianual, que daria tranquilidade à indústria fornecedora. A segunda base seria o orçamento anual, fator que daria à indústria de defesa a segurança dos recursos para a cobertura dos gastos de curto prazo.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Boletim Em Questão nº 789

Foto: radar SABER 60 - Centro de Tecnologia do Exército

Em meio à forte queda da arrecadação tributária nos primeiros meses do ano, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, precisará de habilidade para contornar os riscos de atraso nos planos de reaparelhamento das Forças Armadas. Ele admitiu ontem que “evidentemente precisamos ajustar tudo aos acontecimentos decorrentes da crise”, embora tenha deixado claro que os princípios da Estratégia Nacional de Defesa, lançada em dezembro, não serão afetados. “Ali estamos tratando do médio e longo prazos”, disse

Dos R$ 11,2 bilhões inicialmente previstos em 2009, o contingenciamento orçamentário reduziu para R$ 8,5 bilhões o valor disponível para Exército, Marinha e Aeronáutica. Como pelo menos metade disso é destinado a gastos de custeio, a queda dos recursos dirigidos a investimentos obrigará Jobim a definir prioridades. O ministro listou três áreas que ele deverá poupar de qualquer corte: as aquisições de helicópteros e submarinos convencionais franceses (por serem acordos internacionais), o desenvolvimento do projeto Aramar (que culminará na construção do primeiro submarino nuclear brasileiro, com tecnologia nacional, ao fim da década) e o programa Amazônia Protegida (que ampliará de 23 para 51 o número de pelotões de fronteira, especialmente na Região Norte).

“Vamos preservar os programas básicos”, disse Jobim. O ministro participou do seminário “Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira”, organizado pelo Valor e pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Ele foi questionado sobre os ajustes nos investimentos das Forças Armadas após a queda de 12,4% na arrecadação federal, só no primeiro bimestre de 2009.

A crise já havia levado o ministério a reduzir de 80 mil para 40 mil o número de recrutas incorporados anualmente ao serviço militar. Jobim atribuiu esse enxugamento ao aumento da remuneração dada aos recrutas, que era de R$ 207 e subiu para R$ 475. “Tivemos um crescimento substancial das despesas”, disse.

FONTE: Valor Econômico / Daniel Rittner, de Brasília

 

O “espetacular” lançamento do foguete norte-coreano do último fim de semana mostra que o país obteve avanços na sua tecnologia de mísseis, disse nesta quarta-feira o Japão, que voltou a defender uma reação dura do Conselho de Segurança da ONU contra a atividade norte-coreana.
A Coreia do Norte diz que o lançamento do domingo serviu para colocar um satélite em órbita, e que isso é parte legítima de um programa espacial pacífico. Críticos dizem, no entanto, que o lançamento é um teste disfarçado do míssil de longo alcance Taepodong-2, e que isso viola uma resolução da ONU adotada em 2006, após testes com armas nucleares e mísseis, que proíbe esse tipo de atividade por parte da Coreia do Norte.
EUA e Coreia do Sul contestam que o Norte tenha realmente colocado um satélite em órbita.

Referindo-se a imagens do lançamento divulgadas na terça-feira pela TV estatal norte-coreana, o chefe de gabinete do governo japonês, Takeo Kawamura, disse que não ficou claro se o foguete realmente levava um satélite. Ele passou sobre o Japão durante seu trajeto de 3.200 quilômetros, que acabou no oceano Pacífico.
“Ele foi lançado de forma espetacular”, disse Kawamura a jornalistas. “Podemos dizer que o lançamento ocorreu de um modo mais avançado do que os anteriores.”

No último teste anterior do Taepodong-2, em julho de 2006, o foguete se esfacelou com 40 segundos de voo. Ele foi projetado para voar cerca de 6.700 quilômetros, o suficiente para atingir o Alasca.
Kawamura reiterou a posição japonesa em prol de novas medidas do Conselho de Segurança contra a Coreia do Norte.

Diplomatas dizem que China e Rússia provavelmente aceitariam um alerta do Conselho para que Pyongyang cumpra as resoluções em vigor e volte às negociações pluripartites para o fim do seu programa de armas nucleares, em troca de benefícios políticos e econômicos.
Mas Moscou e Pequim, com poder de veto no Conselho, provavelmente barrariam novas punições ao regime norte-coreano. Tóquio e Washington gostariam de ampliar as sanções financeiras atuais.

“Houve conversas informais entre membros permanentes do Conselho de Segurança e o Japão, mas ouvimos que a posição da China é firme”, disse Kawamura. “Nosso governo continua a trabalhar com os Estados Unidos para negociar, com vistas a uma nova resolução.”
Analistas dizem que o lançamento demonstrou que a Coreia do Norte aumentou o alcance dos seus mísseis, mas que o país ainda está a anos de construir um foguete que possa ameaçar os Estados Unidos.
“A Coreia do Norte fez avanços tecnológicos, a despeito do sucesso ou fracasso do lançamento”, disse Rim Chun-taek, professor de Engenharia Aeroespacial do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia, de Seul.

FONTE: Estadão/Reuters

 

Operação Curare

Em 29 de março, as tropas do Comando de Fronteira – Roraima / 7º Batalhão de Infantaria de Selva e do 1º Batalhão de Infantaria de Selva embarcaram às regiões de Pacaraima e Auaris, respectivamente, iniciando a Operação Curare, em aeronaves C-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira.
O exercício consiste em intensificar a presença do Exército nas faixas de fronteiras do Estado. A operação encerra no dia 8 de abril.

A Curare, também tem por objetivo, segundo o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, general Carlos Alberto Barcellos, atuar preventivamente e se necessário for, repressivamente para combater os crimes transfronteiriços.
A operação foi planejada no ano passado, pelo Comando Militar da Amazônia e inclui incursões de tropas da 1ª Brigada de Infantaria de Selva nas cidades de Boa Vista, Bonfim, Normandia e Pacaraima.
Ao mesmo tempo, é realizado o adestramento dos pilotos do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus (AM).

Com greve da PM, Exército desloca soldados para Boa Vista (RR)

Cerca de 400 dos 3.000 soldados do Exército que participavam de uma operação na fronteira com a Venezuela e a Guiana foram deslocados pelo Comando Militar da Amazônia para Boa Vista (RR), onde policiais militares estão aquartelados desde o início da semana por melhores salários.
Os soldados, de acordo com o general Augusto Heleno, estão realizando prevenção a crimes, sobrevoando áreas críticas, como presídios. Heleno afirma que os soldados não estão atuando em ações de segurança pública, pois é necessária uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Este tipo de ação [prevenção de ilícitos transfronteiriços] não chega a constituir uma intervenção, que é uma figura prevista na Constituição com uma série de desdobramentos”, afirma o general.
Uma lei complementar à Constituição Federal determina o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem desde que o governador do Estado as solicite ao Ministério da Justiça.

Heleno afirma que o envio das tropas da Operação Curare (de rotina na fronteira) foi uma iniciativa própria do Exército. “Foi tomada a iniciativa para dar uma sensação de segurança em Boa Vista, que está dentro da faixa de fronteira. É uma ação dentro do contexto de repressão, para que a população se sinta segura”, diz.
Segundo o secretário de Comunicação do governo de Roraima, Rui Figueiredo, o governador José de Anchieta Júnior (PSDB) não foi comunicado sobre o deslocamento dos homens do Exército.

O governador requisitou ao governo federal a presença de soldados da FNS (Força Nacional de Segurança) para ajudar no policiamento. Eles devem começar a atuar nesta quinta-feira (2). Em Roraima, já há cerca de 120 homens da FNS em outra missão.
A greve de policiais militares do Estado já foi considerada ilegal pela Justiça. O movimento foi iniciado na segunda.
Os manifestantes querem um reajuste de cerca de 33%. O governo do Estado ofereceu 14,5%, em duas vezes. O salário inicial de um soldado da PM no Estado, segundo o secretário da Justiça e Cidadania de Roraima, coronel Gerson Chagas, é de R$ 1.973 (bruto).

FONTE
: EB e Folha Online

NOTA do BLOG: A 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), também conhecida como Brigada Lobo D’Almada, é uma das Brigadas Militares de Área do Brasil. Formada por militares índios oriundos da região e por militares profissionais especialistas em guerra na selva, faz parte da elite do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se em Boa Vista, em Roraima. É administrado pela 12ª Região Militar/Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus. Seu nome histórico faz referência ao coronel engenheiro Manoel da Gama Lobo D’Almada, comandante do Comando Militar do Alto Rio Negro em 1784, ano em que os portugueses chegaram à região.
Até 13 de novembro de 1991, esta brigada era conhecida como a 1ª Brigada de Infantaria Motorizada, então situada em Petrópolis, sendo desativada e realocada em Boa Vista.

Organizações militares subordinadas:

  • Comando 1ª Brigada de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • Companhia de Comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) – Manaus
    • Comando de Fronteira – Roraima e 7º Batalhão de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva – Boa Vista
    • 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Boa Vista
    • 1º Pelotão de Comunicações de Selva – Boa Vista
    • 32º Pelotão de Polícia do Exército – Boa Vista
    • 1ª Base Logística – Boa Vista
 

Reuniram-se nesta segunda-feira (06), em Asunción, os ministros da Defesa de Paraguai (Luis Nicanor Bareiro Spaini), Argentina (Nilda Garré), Bolívia (Walker San Miguel), e Equador (Javier Ponce Cevallos), para debater a ampliação de acordos de cooperação mútua.

De acordo com o jornal La Nación, a reunião a quatro partes teve como objetivo principal “fortalecer os mecanismos de consulta e cooperação em matéria de segurança e defesa”, bem como “avançar na cooperação em outras áreas”, conforme comunicado oficial divulgado pelo governo paraguaio.

Após debates entre os participantes e breve encontro com o presidente Fernando Lugo, os ministros procederam à assinatura de um documento conjunto, sobre o qual maiores detalhes não haviam sido divulgados até o momento da publicação deste artigo.

Em declarações prévias à imprensa, no entanto, Nilda Garré afirmou que “o momento pelo qual passa o mundo, com a crise internacional, obriga mais que nunca à região, à União das Nações Sulamericanas (UNASUL) a aprofundar suas relações e cooperação”.

“Formamos parte de governos que compartilham uma mesma visão e um compromisso similar com o fortalecimento da região e de assumir posições em conjunto para que a voz da UNASUL possa ser escutada melhor nos fóruns internacionais”, complementou.

Enquanto isso no Brasil…

Paralelamente à discussão na capital paraguaia, fuzileiros navais brasileiros dirigiram-se à fronteira para participar de um treinamento na Capitania dos Portos de Foz do Iguaçu, que ocorre hoje (07) e amanhã (08), com a participação de cerca de 250 integrantes.

O objetivo do exercício, que não inclui ações de repressão aos crimes fronteiriços, é simular uma operação de tomada de reféns no quartel da Marinha do Brasil e adestrar negociadores e soldados de elite para lidar com situações similares na vida real.

Tal como previsto e informado ao governo paraguaio, o Exército Brasileiro deu início na quarta-feira (01.04), na região de fronteira seca entre Paraguai e Mato Grosso do Sul, à Operação Atalaia I – 2009, que deveria prosseguir, inicialmente, até o sábado (04.04).

Em nota oficial divulgada à imprensa, a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, com sede em Dourados (MS), detalhou que a área a ser vistoriada estará no arco formado entre as cidades de Dourados, Nioaque e Jardim e pediu a colaboração e a compreensão da população local. Abaixo, a íntegra da nota:

Às 00h00min do dia de hoje (1º de abril), a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada iniciou a Operação ATALAIA I/2009.

Ao longo dos próximos dias as Unidades Militares que compõem a Brigada estarão operando, 24 horas por dia, na área compreendida entre os 600 Km em profundidade na direção geral das cidades de Dourados, Nioaque e Jardim.
Esta área corresponde à faixa de fronteira onde a Lei nº 117 permite ao Exército Brasileiro operar em combate aos crimes transfronteiriços, descaminho e crimes ambientais com adequado poder de polícia.

Serão estabelecidos mais 12 Pontos de Bloqueio e Controle de Estradas fixos e inúmeros postos móveis, além de ser executado o patrulhamento de mais de 3.000 Km de estradas vicinais.
Em todas as atividades a serem desenvolvidas o Exército conta com o efetivo e tradicional apoio dos Órgãos de Segurança Pública Federais, Estaduais e Municipais, particularmente nas ações de apreensão de mercadorias ilegais.

O Comando da 4ª Brigada solicita a compreensão e a colaboração por parte dos viajantes e motoristas profissionais que forem solicitados a parar nos Postos de Controle.
As ações visam, exclusivamente, o cumprimento da legislação brasileira, bem como incrementar a segurança e a tranquilidade da população sul-mato-grossense.

FONTE: Sopabrasiguaia.com

 

A família de veículos blindados sobre rodas Centauro foi feita inicialmente para defesa territorial leve e reconhecimento tático. Foi desenvolvida pela Iveco Fiat e Oto Melara para atender aos requisitos do Exército Italiano.

A primeira versão “caça-tanques” tem o poder de fogo de um Leopard 1, mas com maior mobilidade. A principal missão do Centauro é proteger outros elementos mais leves da cavalaria, usando sua boa razão peso/potência e excelente alcance.

O armamento principal é um canhão Oto Melara 105 mm / 52 calibres giro-estabilizado, que permite ao carro disparar em movimento. A blindagem oferece proteção contra munição de até 14,5mm e estilhaços, e na parte frontal para munição de até 25mm. Pode receber também um cinturão para aumentar a proteção contra munição de 30mm.

A propulsão fica por conta do motor Iveco 6V turbo de 512 hp, acionando transmissão automática da Iveco Fiat. O Centauro pode atingir velocidades de até 100km/h.

Outras versões do carro: Centauro 120mm, com canhão de 120mm/45 e o VBM Freccia, armado com canhão de 25mm e capaz de transportar um grupo de combate de 8 soldados.

Clique na galeria para ampliar as fotos

NOTA do BLOG: Clique aqui para conhecer o blindado que a Iveco está produzindo para o Exército Brasileiro.

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O acampamento do Exército alemão em Kunduz (norte do Afeganistão) foi atacado hoje com dois mísseis, minutos após a visita da chanceler Angela Merkel, informou um porta-voz do Ministério da Defesa.

O ataque, que não deixou feridos, aconteceu às 5h20 (de Brasília), 20 minutos depois de Merkel e o ministro da Defesa, Franz Josef Jung, terem deixado o local.

A chanceler viajou ao Afeganistão em segredo, já que sua visita ao país só foi anunciada quando ela estava voando para ao conflituoso país.

Em Kunduz, onde nos últimos meses a violência voltou a crescer, o Exército alemão mantém 700 soldados.

A viagem de Merkel ao Afeganistão aconteceu poucos dias depois da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte ), em Baden-Baden e Estrasburgo.

FONTE: EFE, via UOL

 

A agência estatal japonesa NHK, citando fontes do governo do Japão, afirmou que a Coreia do Norte acaba de lançar o foguete que Pyongyang afirma ser para colocar um satélite experimental de telecomunicações em órbita. O Departamento de Estado dos EUA e o governo sul-coreano confirmaram o lançamento do foguete.

Minutos depois, o governo japonês afirmou em um comunicado que o foguete ‘parece ter passado’ por seu território. ‘O projétil lançado pela Coreia do Norte hoje parece ter passado em direção ao oceano Pacífico’, disse o escritório do primeiro-ministro disse em um comunicado. O governo de Tóquio informou ainda que não interceptou o foguete.

O governo da Coreia do Sul também confirmou o lançamento, de acordo com a agência France Presse. A rede de TV CNN afirmou que o governo do Japão e a Coreia do Sul confirmou o lançamento de um foguete à emissora. Pyongyang prometeu lançar o foguete entre os dias 4 e 8 de abril, tendo cancelado a operação na manhã deste sábado devido ao mau tempo.

Apesar de o governo norte-coreano dizer que o artefato tem “propósitos pacíficos”, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul suspeitam que o lançamento do satélite disfarce um teste com o míssil de longo alcance Taepodong-2, que, segundo especialistas, teria a capacidade de atingir os Estados norte-americanos do Alasca de do Havaí.

Nos últimos dias, os países enviaram tropas para a região fronteiriça, embora o governo de Pyongyang afirmasse que se tratava de um satélite de telecomunicações.

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou a experiência como “provocação” e negou uma intervenção militar, mas prometeu uma retaliação por meio de sanções.

O Japão voltou a pedir neste sábado à Coreia do Norte que desistisse da experiência e anunciou que pedirá “uma resposta firme” do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) caso isso realmente ocorresse.

FONTE: Folha Online

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“China infeliz”

Livro prega supremacia chinesa e acusa Ocidente de complô

Um livro que defende mais agressividade da China em relação ao resto do mundo e que acusa um complô do Ocidente para derrubar o país chegou ao topo da lista dos mais vendidos.

Em menos de três semanas, o ultranacionalista “China infeliz” já vendeu mais de 150 mil cópias. Edições piratas são encontradas em camelôs, e o conteúdo já foi pirateado para a internet.

Com ensaios de cinco autores -três professores universitários e dois jornalistas-, “China infeliz” diz que o país precisa “liderar o mundo”, ver os Estados Unidos “como maior inimigo, pois se trata de uma disputa”, e pede que o governo invista mais em força militar e em tecnologia.

“Olhando a história da civilização humana, nós somos os mais qualificados para liderar o mundo; os ocidentais devem vir em segundo”, diz o livro.

Com o subtítulo “A grande época, grande visão e nossos desafios”, a obra alega que os chineses ainda se sentem “sufocados pelas críticas ocidentais e pelo desrespeito à nossa soberania” e defende que o país abandone seu complexo de inferioridade.

A crise econômica deixou o Ocidente mais fraco e a China mais forte, é hora de exigirmos nosso lugar no mundo”, disse à Folha um dos autores, o jornalista Song Qiang, 43.

A China já é a terceira maior economia do planeta e deve superar o Japão, a segunda, em menos de dois anos. Mas o país ainda não está no G8, nem tem posição de peso no Banco Mundial, apesar de ter assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Os autores querem mais.

O plano do Ocidente a longo prazo é derrubar a China. Os EUA são nosso maior inimigo, nunca compartilharão sua tecnologia conosco“, diz Song. “A China precisa investir mais em segurança, em suas Forças Armadas, investir mais na África e na América Latina, precisamos de aliados”.

Vários trechos do livro se parecem à retórica dos livros escolares chineses -”o mundo conspira contra a China”, “não se pode confiar nos estrangeiros”- e até repete obsessões do governo em mais investimentos militares e em tecnologia autóctona.

Críticas ao governo

Mas o livro também critica o governo, dizendo que parte da infelicidade chinesa se dá pela ausência de democracia e de abertura, pela corrupção generalizada e pela falta de uma defesa maior da soberania.

A obra tem causado tanta polêmica que os principais portais da internet chinesa tem fóruns diários sobre se a China está ou não infeliz.

Quem não parece feliz com o livro é o governo. A mídia estatal tem criticado duramente a obra, por “faturar em cima do nacionalismo dos mais jovens”, “ter linguagem extremista, radical” e “não promover o diálogo, necessário em tempos de crise”. “”China infeliz” pesca dinheiro dos bolsos dos jovens raivosos e dos idosos raivosos”, escreveu um colunista no estatal “Diário da Juventude Chinesa”.

“É muito irônico porque há elogios ao livro em reportagens em chinês, e críticas ao livro nos despachos em inglês”, defende-se Song. “Parece que o governo quer dizer aos ocidentais que o nacionalismo está sob controle.”

O autor vai além. “Talvez o governo prefira o nacionalismo que ele mesmo promove, pois o nosso é autônomo, sincero, patriótico”.

O sucesso da obra é mais um sinal do crescente ultranacionalismo na China – às vezes, estimulado pelo governo.

No ano passado, depois que ativistas tibetanos tumultuaram a passagem da tocha olímpica de Pequim 2008 por Paris, chineses fizeram boicote a marcas francesas e houve manifestações de milhares de pessoas nas portas dos supermercados Carrefour.

Song afirma que o combate à autonomia do Tibete é fundamental. “Os tibetanos exageram a sua situação para os jornalistas estrangeiros. Admito que eles sofreram muito com a Revolução Cultural e que o governo fez coisas erradas por lá, mas todos os chineses já sofreram nas mãos do governo”, diz.

FONTE: Folha de São Paulo

 

Novo plano do presidente americano para luta contra o Taleban incluía maior apoio militar dos países europeus

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) irá enviar mais 5 mil soldados, de combate e de treinamento, para a guerra do Afeganistão, anunciou neste sábado, 4, o presidente americano, Barack Obama, durante o encontro de cúpula da aliança em Estrasburgo na França.
Obama apresentou a seus aliados europeus a nova estratégia americana para o conflito no país, que requer uma participação maior dos países da aliança. “Os Estados Unidos não podem carregar o fardo da guerra sozinhos”, disse.
Assim como o reforço de 4 mil soldados americanos anunciados no final do mês passado, os 5 mil homens enviados por países europeus atuarão no treinamento de tropas afegãs. Segundo a Casa Branca, 900 soldados virão do Reino Unido, 600 da Alemanha, 600 da Espanha e o restante de Itália e França.
Obama agradeceu ao apoio forte e unânime dado pelos membros da aliança atlântica a seu plano, que mais cedo foi elogiado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.
“Queria dizer ao presidente Obama o muito que estimo seu novo enfoque sobre o Afeganistão. Não temos direito de perder, ali está em jogo uma parte da liberdade do mundo”, disse o chefe de Estado Francês.
Sarkozy defendeu a “afeganização” da missão naquele país, ou seja, a transferência gradativa da responsabilidade às autoridades civis e militares afegãs, princípio que inspira também o novo enfoque americano.
Merkel expressou seu “reconhecimento” pela nova estratégia Americana. O Afeganistão, disse a chanceler alemã, “é a prova da verdade” para a Aliança. Merkel ainda destacou a necessidade de continuarem atentos para que “nenhum terrorista possa viver ali” e confirmou que a Alemanha contribuirá para o esforço internacional, mas será preciso “fazer um balanço honesto” dos avanços.
Também ficou acertado na reunião que o premiê dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen será o novo comandante da Otan, apesar de protestos da Turquia, devido ao papel do primeiro-ministro durante a polêmica envolvendo as charges do profeta Maomé. Em 2005, ele defendeu o direito de expressão do cartunista que enfureceu muçulmanos do mundo todo ao fazer sátiras do líder do Islã.

FONTE: Estadão

 
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