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Em evento de lançamento de ações afirmativas para negros, o ministro Edson Santos (Igualdade Racial) reagiu ontem às declarações do general de exército Paulo César de Castro, que, na última segunda-feira, exaltou o golpe militar de 1964 e ironizou as políticas de cotas raciais na educação.

Ao citar a reportagem da Folha que trouxe as declarações do militar, Santos disse, em discurso de improviso: “Esse discurso grosseiro, vindo de uma figura da mais alta patente de nosso Exército, me leva a crer que ainda existe muita gente despreparada ocupando posição de alta responsabilidade com o nosso país”.

Na última segunda, o general, principal responsável pelo ensino no Exército nos últimos dois anos, disse que entrou no colégio militar sem a necessidade de cotas.

“[Foi] em concurso, sem que jamais me tivesse sido exigida a cor da pele dos meus pais, avós e demais ascendentes ou me tivessem acenado para integrar qualquer tipo de cotas fossem elas quais fossem”, afirmou o general, um dos 14 quatro estrelas (posto máximo) do Alto Comando do Exército.

Ontem o militar foi ironizado pelo ministro. “Ele [general Castro], um cidadão branco, disse que entrou no colégio militar sem precisar de cota. É evidente”, disse, interrompido por aplausos e risos dos presentes.

“Ele [o militar] é a própria cota”, gritou um integrante do movimento negro presente ao evento.

Santos anunciou ontem, entre outras ações, o plano de implementação de uma lei que obriga a inclusão no currículo escolar da cultura e da história afro-brasileira.

FONTE: Folha de São Paulo

 

Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 108 anos, o marechal Waldemar Levy Cardoso, o último marechal vivo no País. O mais alto posto do Exército foi extinto em 1967, quando houve a reforma estrutural da corporação definindo que somente haveria a promoção de general-de-Exército ao posto de marechal em caso de guerra. Ele morreu de insuficiência respiratória no Hospital Central do Exército, na zona norte da capital fluminense. O corpo do militar será velado até o início da manhã de amanhã, no Palácio Duque de Caxias, e será enterrado com honras fúnebres no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio.

História

Filho de uma judia de origem argelina e de pai descendente de portugueses, Waldemar Levy Cardoso ingressou na vida militar em 1914, no Colégio Militar de Barbacena. Saiu de lá em 1918, aos dezessete anos de idade, como Coronel-Aluno, por ter sido o primeiro aluno da turma. Em 1921 tornou-se Aspirante-a-oficial da arma de Artilharia. Sua primeira unidade foi o então 4º Regimento de Artilharia Montado (4º. RAM), situado em Itu. Em 1924 envolveu-se na revolta contra Artur Bernardes, quando foi preso e condenado a dois anos de prisão. Depois de cumprir a pena, o Supremo Tribunal Federal reviu seu caso e o condenou a mais três anos de detenção. Waldemar fugiu da pena e passou alguns anos escondido em Paranaguá, usando nome falso. Anistiado, envolveu-se na Revolução de 30, já como tenente. Foi então promovido a capitão.
Em fevereiro de 1935, matriculou-se na Escola do Estado-Maior, no Rio de Janeiro, concluindo o curso em dezembro de 1937. Em 1944, como tenente-coronel, seguiu com a Força Expedicionária Brasileira para a Itália, para lutar na Segunda Guerra Mundial. Participou da Batalha de Monte Castelo ao lado das tropas estadunidenses.

Após a volta da guerra, Levy Cardoso permaneceu na ativa do Exército. Em 1951, foi enviado para a Europa como adido militar às embaixadas do Brasil na França e na Espanha. Retornando ao Brasil em 1953, foi comandar o 2º Regimento de Obuses 105 (Regimento Deodoro) em Itu, onde permaneceu até ser promovido a general-de-brigada. Em 1957, foi nomeado para a chefia do gabinete do ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott. Após a Revolução de 1964, assumiu a chefia do Departamento de Provisão Geral(DPG) do Exército. Passou para a reserva em 1966, com a patente de marechal. Em abril de 1967, foi nomeado presidente do Conselho Nacional do Petróleo, cargo que manteve até março de 1969, quando assumiu a presidência da Petrobras. Deixou a presidência em 30 de outubro de 1969. Entre 1971 e 1985, foi conselheiro da Petrobras.

Waldemar Levy Cardoso foi o último brasileiro detentor da patente de marechal a falecer. Também por ter sido o mais antigo militar combatente da Segunda Guerra, detinha o bastão de comando da Força Expedicionária Brasileira.

No dia 19 de janeiro de 2008, já com 107 anos, esteve presente à cerimônia comemorativa dos 90 anos do Regimento Deodoro, hoje denominado 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, unidade que comandou nos anos 50.

FONTE: Yahoo Notícias / Wikipedia

NOTA do BLOG: Para ler uma interessante matéria sobre nosso último Marechal na revista Isto É, clique aqui:

 

A Polícia Civil encontrou, na tarde desta quarta-feira (13), o penúltimo dos sete fuzis roubados de um batalhão do Exército, em Caçapava, no dia 8 de março deste ano. A arma foi abandonada – com 20 cartuchos – em um terreno baldio em Caraguatatuba, no Litoral paulista, na praia de Perequê Mirim. A polícia chegou ao local por volta das 15 horas de hoje, por meio de uma denúncia anônima.
De acordo com Edilzo Correia de Lima, delegado assistente do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior 1) que preside o inquérito do caso, os criminosos deixaram a arma para trás devido à maciça divulgação da imprensa e às últimas incursões da polícia para recuperar os objetos. “Eles ‘vomitaram’ o fuzil, como se diz na gíria. Ficaram com receio de serem presos e acabaram o deixando para trás”, afirmou. Lima acrescentou que as investigações continuam visando encontrar os suspeitos e o último dos sete fuzis roubados.
O fato é semelhante ao ocorrido, também nesta quarta-feira, com os quadros roubados de uma mansão nos Jardins, zona sul de São Paulo. Após a divulgação do retrato falado de três criminosos na última terça-feira (12), as obras foram deixadas na portaria de uma emissora de televisão, na zona oeste da Capital.

Roubo e apreensão dos fuzis

Os sete fuzis calibre 762mm, todos com carregadores, num total de 140 cartuchos do mesmo calibre, foram roubados do 6º Batalhão de Infantaria Leve do Exército Brasileiro, em Caçapava, por volta das 23h40 do dia 8 de março. Segundo o B.O., os assaltantes entraram no batalhão com pistolas e revólveres, cortando o alambrado dos fundos do quartel. Eles renderam os militares, pegaram sete fuzis e fugiram pelos fundos, entrando em um matagal.
Um dos fuzis foi encontrado por policiais do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) no dia 9 de abril, em uma praça em São José dos Campos. Os outros quatro estavam escondidos em um sítio no município de Jambeiro, a 135 quilômetros de São Paulo, e foram apreendidos após ações coordenadas das polícias Civil, Federal e do Exército. Até o momento, duas pessoas foram presas.

FONTE: Assessoria de Imprensa da SSP

 

O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na última quinta-feira (7/5), em palestra no Clube Militar (RJ), para oficiais da reserva, que a Estratégia Nacional de Defesa tem um horizonte de 50 anos e não pode ter seus objetivos e sua eficácia associados a problemas conjunturais brasileiros. A palestra atendeu a convite conjunto dos Clubes Militar (Exército), Naval (Marinha) e da Aeronáutica. Por mais de duas horas, o ministro apresentou as razões históricas que levaram à elaboração da Estratégia e em seguida debateu pontos do documento e da atuação do Ministério da Defesa na conjuntura atual.

O presidente do Clube Militar, Gilberto Figueiredo, considerou importante o debate do documento e apontou uma vantagem já obtida no processo de sua elaboração: “Já produziu frutos, o fato de o tema Defesa ser inserido na agenda nacional”.

Jobim iniciou a contextualização mostrando a relação entre os militares e o poder civil desde o tempo do Império e mostrou que, após o movimento de 1964, o general Humberto Castello Branco iniciou o processo de afastamento dos militares das atividades políticas. Internamente, esse processo deu-se com a limitação do exercício do generalato a um máximo de 12 anos; externamente, com a transferência automática para a reserva dos militares que passassem a ocupar cargos eletivos.

Esse processo aprofundou-se com a Constituição de 1989, que condicionou a atuação das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem à requisição por parte de um dos Poderes Constituídos – Executivo, Legislativo ou Judiciário. Jobim observou, no entanto, que os meios políticos civis procuraram manter distanciamento das questões militares, nesse período de redemocratização.
Mesmo após 1999, quando foi criado o Ministério da Defesa para, entre outras atribuições, dirigir as três Forças, essa dicotomia entre civis e militares continuou, com consequências negativas para as Forças Armadas. Como as políticas de Defesa eram vistas como políticas setoriais restritas aos militares, não havia empenho das lideranças políticas em superar os obstáculos para viabilizá-las, avaliou o ministro. “Políticas setoriais não comprometem a sociedade nem o Parlamento; seriam meros programas militares, e não da agenda nacional”, argumentou Jobim.

Por essa razão, a Estratégia Nacional de Defesa foi estruturada como uma diretriz de longo prazo das lideranças civis a ser executada pelos órgãos de governo, incluindo as atividades exclusivamente militares, a serem desempenhadas pelas Forças Armadas. Com isso, segundo Jobim, haverá um comprometimento da sociedade com os objetivos ali estabelecidos.

O ministro procurou mostrar também que a defesa nacional, na ótica da Estratégia, envolve muito mais que questões militares. “A questão da Defesa perpassa questões puramente militares e puramente do Ministério da Defesa”. A regularização fundiária da Amazônia foi citada por Jobim como uma das ações essenciais à defesa nacional, e que não é militar nem de responsabilidade direta do seu Ministério. “Sem isso, não tem investimento na região”, afirmou.

Uma das preocupações dos militares que participaram do debate com o ministro, foi com a exequibilidade dos objetivos da Estratégia, tendo em vista as restrições orçamentárias do governo federal. O ministro ponderou que as restrições são momentâneas, para um ou dois anos, e que a Estratégia tem um horizonte de 50 anos. Segundo ele, um erro recorrente da área de defesa foi o de não elaborar projetos por não se prever disponibilidade de recursos. “Não tem projeto, por que não tem recurso, e aí, não tem recurso por que não tem projeto”.

Houve também questionamentos sobre a atuação do Ministério da Defesa em relação às decisões sobre áreas indígenas. Na avaliação de alguns oficias da reserva presentes ao debate, a criação recente de algumas reservas, como a de Raposa Serra do Sol, comprometeria a segurança nacional, e a continuidade desse processo ameaça comprometer mais de 20% do território do Mato Grosso do Sul.

Jobim discordou dessa leitura e disse que a demarcação da área indígena é na verdade uma reafirmação do domínio da União sobre aquela área, com usufruto para brasileiros indígenas. E assegurou que nessas áreas as Forças Armadas podem exercer suas funções constitucionais e legais sem pedir autorização a ninguém. Jobim também explicou que não há o risco alegado ao território de Mato Grosso do Sul, pois o Supremo Tribunal Federal, ao decidir sobre a área de Raposa Serra do Sol, estabeleceu normas para todas as demais demarcações. E uma das regras é que área demarcada não pode ser ampliada.

FONTE: Assessoria de Comunicação Ministério da Defesa/José Ramos
FOTOS: Elio Sales – COLABOROU: Hornet

 

Se a arte imita a vida (e vice-versa), é bom relembrar a série de graphic novel “Give me liberty”, lançada em 1991 por Frank Miller.
Obra de ficção visionária, reflexo dos anos anteriores que moldaram o mundo e que, nos dias de hoje, tem uma atualidade impressionante, “Give me liberty” tem vários pontos que encontram um paralelismo interessante com o mundo atual.

“Give me Liberty” mostra o mundo em 1995, apresentando os EUA como uma poderosa nação, detestada pelo mundo inteiro e expulsa da ONU por ter invadido territórios na América do Sul, Israel, Cuba, Paquistão ou Indochina com a justificação de serem terra de ninguém, territórios abandonados e/ou conflituosos. A criminalidade aumentou drasticamente e movimentos separatistas e extremistas desenvolvem-se às centenas, lutando contra a administração central por várias razões.

Martha Washington, a heroína americana na história, nasce em 1995, um ano antes de Erwin Rexall ser eleito presidente. Erwin Rexall, faz inúmeras alterações na constituição podendo-se recandidatar sem limite, impondo um regime de ferro à população, autorizando a morte indiscriminada de milhares de sem-teto que há muito infestam as cidades, resultado da crise econômica.

Em pleno colapso da economia mundial, em guerra com o Irã que fez arder inúmeras fontes de petróleo, em 2009 o impensável acontece. Uma bomba incendiária mata todos os membros do governo de Rexall, deixando este em coma profundo. Como resultado deste atentado, reivindicado por mais de 60 organizações, o então ministro da agricultura, Howard Nissen, assume o lugar de presidente. Democrata e ambientalista convicto, Nissen dá uma grande volta aos desígnios do país, reconhecendo a independência da Nação Apache, assinando um armistício com a Rússia e mobilizando todas as tropas para a Amazônia, local devastado por empresas de hambúrgueres que se tornaram imensamente poderosas e que defendem a todo o custo as pastagens da principal fonte de alimento americana.

Martha Washington (nome da mulher do primeiro presidente dos EUA), a personagem principal da série, é uma menina nascida em 1995 no seio de uma pobre família negra, que vive no complexo Cabrini Green.
Conseguindo fugir do complexo com apenas 14 anos, Martha é testemunha dos eventos históricos que atravessam os EUA.

Martha está quase sempre na linha da frente destes eventos por se ter alistado à PAX, uma suposta força de paz americana deturpada e a serviço do governo para fins escusos. Quem se alista na PAX tem seu registo criminal limpo. Martha aproveitando a oportunidade, vai para a frente de combate na Amazônia onde é ferida.


A guerra na Amazônia mostrou-se desastrosa com pesadas baixas de ambos os lados. Alvo de vários atentados, o governo americano começa a ser minado por dentro, numa nova guerra civil.

Lutando contra ou ao lado de todas as personagens relevantes da série, Martha demonstra tenacidade e bravura, escolhendo sempre o menor de vários males de forma a poder salvar seu país de inúmeras ameaças.

NOTA do BLOG: Quando “Give me liberty” chegou ao Brasil em 1991, provocou protestos e gerou preocupação entre alguns militares brasileiros, que viam a obra como uma preparação psicológica das gerações que no futuro testemunhariam a invasão da Amazônia.

 

Enquanto os EUA trocaram o comandante das operações no Afeganistão – saiu o general David McKiernan e assumiu o general Stanley McChrystal -, um flagrante da agência AP mostrou um lado curioso dos combates no país da Ásia Central. Em uma trincheira no front no vale de Korengal, província de Kunar, soldados exibem detalhes de um outro “uniforme” de guerra: um deles aparece de cueca samba-canção e chinelos, e um outro é visto de tênis.
Cerca de 45 mil soldados americanos estão baseados no Afeganistão. Kunar é cenário de algumas das maiores operações contra o Talibã, regime fundamentalista islâmico deposto em 2001 pelas forças americanas.
Nos últimos meses, a violência no Afeganistão atingiu o maior nível dos últimos sete anos.

FONTE: AP/Globo.com

 

O primeiro texto é do site da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O segundo, é do site do Jornal O Globo de hoje…

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro vai comemorar na próxima quarta-feira, dia 13 de maio, seus 200 anos de criação. A data será marcada, pela entrega dos Espadins de Tiradentes aos novos 78 cadetes da PM. A cerimônia ocorrerá às 10 h na Academia de Policia Militar Dom João VI e vai contar ainda com a entrega da medalha dos 200 anos ao Governador do Estado, Sergio Cabral, ao Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, ao Secretário Estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e ao descendente de Dom João VI, Sua Alteza Real e Imperial Dom Luiz de Orleans e Bragança.

A PMERJ acompanhou a história da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e fez a sua própria história, desde os tempos da Família Real Portuguesa na cidade.

Criada em 13 de maio de 1809, como Divisão Militar da Guarda Real de Polícia da Corte, a PMERJ ao longo dos anos tem procurado cumprir seu papel na defesa dos cidadãos, na proteção dos seus direitos e no estabelecimento e prevenção de uma sociedade que possa viver em paz. Sob a liderança de seu atual Comandante Geral, Cel PM Gilson Pitta Lopes, a Corporação está se preparando para o futuro. Para os desafios. Para o que vier. E seja o que for, haverá sempre um Policial Militar que será cordial, corajoso e profissional, marcando por anos e anos vindouros a pujante história de nossa Instituição. Estão sendo esperadas diversas autoridades civis e militares.

PMs do Rio são mortos mais em folga do que em serviço

RIO – De 1.458 PMs assassinados entre janeiro de 1999 e março deste ano, 1.147 estavam de folga. Ou seja, em 78,66% dos casos, eles morreram quando faziam “bico”, integravam milícias ou foram reconhecidos por bandidos na rua. Segundo o presidente da CPI das Milícias, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), é justamente por causa desses serviços extras que policiais morrem mais.

O presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas, Melquisedec do Nascimento, frisa que, na folga, o policial não conta com a estrutura da corporação, tornando-se presa fácil.

Dados do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci) revelam que a PM do Rio é a que mais morre e mata no país. Os policiais morrem 2,5 vezes mais do que os de São Paulo e matam seis vezes mais. Informações do Departamento Geral de Saúde da PM revelam o cotidiano de violência: 458 policiais estão afastados no momento, feridos por tiros. O setor de emergência do Hospital Central da PM recebe 27 baleados por mês, quase um por dia.

FOTO: Thiago Velloso

 

Militar era responsável pelo DEP e passou para a reserva

O general-de-Exército Paulo César de Castro, principal responsável pelo ensino no Exército nos últimos dois anos, exaltou ontem o golpe militar de 1964 e ironizou as políticas de cotas raciais na educação. Um dos 14 generais quatro estrelas (posto máximo) do Alto Comando do Exército, Castro elogiou o presidente Emilio Garrastazú Medici, em cujo governo (1969-74) desapareceram dezenas de oposicionistas, e defendeu a Lei de Anistia de 1979 (deu a entender que ela não permite punir militares).

O oficial disse que os “arautos da sarna marxista”, inimigo “astuto e insidioso”, seguem em ação. As afirmações foram feitas no Palácio Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, diante do comandante do Exército, Enzo Peri. Castro foi ovacionado por centenas de pessoas, destacadamente oficiais da ativa, da reserva (podem ir a uma eventual guerra) e reformados (não podem).

A cerimônia marcou sua substituição na chefia do Departamento de Educação e Cultura do Exército e passagem à reserva. O departamento dirige dos colégios militares às escolas para oficiais. O novo chefe é o general-de-Exército Rui Monarca da Silveira. As cotas para grupos populacionais no acesso ao ensino são política federal, e o comandante constitucional das Forças Armadas é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva -opositor da ditadura militar (1964-85).

O general Castro recordou sua admissão no Colégio Militar: “[Foi] em concurso, sem que jamais me tivesse sido exigida a cor da pele dos meus pais, avós e demais ascendentes ou me tivessem acenado para integrar qualquer tipo de cotas fossem elas quais fossem“. Como cadete, mobilizado pelo comandante da Academia Militar das Agulhas Negras, Emilio Medici, Castro tomou parte na deposição do presidente João Goulart em 1964.

Ontem, o general leu o elogio de Medici “por ter participado do movimento de descomunização do Brasil” e chamou de “revolução democrática” o golpe militar. Para o oficial, o general Medici constituiu “exemplo de honestidade, coragem moral e audácia”. “Sob seu comando, nós, os democratas brasileiros, derrotamos o oponente subversivo durante a Guerra Fria”, afirmou.

Castro, 64, disse ainda que na Força aprendeu a “cumprir todas as leis”, entre elas a Lei da Anistia. No governo, há divergência: para os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), a norma não preserva responsáveis por tortura durante a ditadura; o ministro Nelson Jobim (Defesa) discorda dos colegas.

“Lepra ideológica”

O general também saudou militares por “patrulhar para que a lepra ideológica fosse mantida bem afastada dos currículos, salas de aula e locais de instrução”. “Meus generais, perseverai no combate”, discursou. “O inimigo é astuto e insidioso. Mas capitulará ante nós, como derrotado tem sido até agora.”

“Cuidado: ele procurará afirmar e convencer os inocentes e incautos de que o Exército de 2009 é diferente do Exército que os derrotou no passado. Pobres almas.”

Ao fim do evento, a Folha indagou o comandante da Força sobre a manifestação de Castro: “Ele encerrou o tempo dele na ativa em 31 de março, quando completou 12 anos como general”, disse Enzo Peri. “Então, fez reminiscências do tempo como cadete. Há fatos históricos, cada um tem o direito de ter sua opinião.”

Em março, ao se despedir do Comando Militar do Leste (RJ, MG e ES) e da ativa, o general Luiz Cesário Filho também enalteceu o golpe de 64.

FONTE: Folha de São Paulo
FOTO: EB

 

O quartel do 6º BPM, situado na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, viveu um dia de grande movimentação, nesta segunda-feira, quando uma notícia deu conta de que a sala da Reserva de Armamento daquela unidade militar havia sido arrombada e cinco fuzis M-4 teria sido roubados.
A Chefe de Relações Púlicas da Polícia Militar desmetiu o roubo e informou que apenas a perícia realizada na reserva de material bélico foi realizada e constatou que nada havia sido roubado. A Nota não cita que o cadeado da sala fôra violado, durante a madrugada.
Peritos militares do Centro de Criminalística da corporação e agentes da Corregedoria passaram horas no interior do quartel, onde o tenente-coronel Fernando Príncipe, que assumiu o comando há uma semana, não permitiu o acesso à imprensa e nem prestou informações. O oficial comandou o Batalhão de Operações Especiais (Bope) durante algum tempo e, segundo fontes do batalhão, parte da tropa não está gostando da forma de trabalho que está sendo colocada em prática por ele, a linha-dura.
O alarme de que a Sala da Reserva de Material Bélico havia sido arrombada foi dada pelos homens que trabalham nela, quando chegaram ao quartel pouco depois das 7h. Imediatamente, foi chamada a Perícia Militar e feita a contagem das armas. Alí são guardados fuzis M-16, M-4, pistolas calobre 40, granadas e muita munição.
Os peritos fizeram os exames dos arrombamento, tendo, em seguida, sido realizada a contagem e o confere das armas e munição. A movimentação de soldados e viaturas, entrando e saindo do quartel foi intensa durante todo o dia. Por ordem do tenente-coronel Príncipe, pessoas estranhas ao quartel não entravam. Nem mesmo a impensa. Pouco depois das 13h, chegou uma viatura da Corregedoria de Polícia Militar. Enquanto dois agentes entraram no batalhão, outros dois, um deles com uma prancheta, percorriam as ruas ao redor do quartel, tais como a Rocha Pompo, a Pontes Correia e a Uruguai.
A Nota da Polícia Militar diz: “A Polícia Militar esclarece que a perícia na Reserva de Material Bélico do 6º BPM foi encerrada e após a conferência da carga constatou-se que não houve alteração do material bélico da unidade”.

FONTE: O DIA – Bartolomeu Brito

 

Seletiva de paraquedismo em Campo Grande

Começa amanhã (11), e vai até 18 deste mês, na Base Aérea de Campo Grande, competições de paraquedistas militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, oriundos de diversos pontos do País que buscam vaga na Seletiva Brasileira de Paraquedismo das Forças Armadas, que vai escolher os atletas da equipe brasileira que participará de duas importantes competições internacionais: o XXIV Campeonato Mundial Militar de Paraquedismo, na cidade de Lucinec (Eslováquia), de 14 a 23 de agosto, e os V Jogos Mundiais Militares, a serem realizados no Rio de Janeiro, no período de 14 a 24 de julho de 2011.

Cerca de 60 paraquedistas participarão das duas provas da seletiva: Precisão da Aterragem, onde os saltos são realizados de uma altura de 1.200 metros e o paraquedista, após comandar seu paraquedas, realiza manobras de aproximação com o objetivo de atingir um alvo, cuja “mosca” mede 3 cm de diâmetro; e Formação em Queda Livre, que consiste no lançamento de quatro paraquedistas (filmados por outro saltador) de uma altura de 3.500 metros, e na qual os atletas realizam evoluções pré-estabelecidas, num período de 35 segundos, sendo realizado assim, o julgamento da competição pelo quadro de árbitros.

FONTE: www.correiodoestado.com.br

 
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