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MINUSTAH: Militares voltam para casa

A Base Aérea do Recife (BARF), na última quarta-feira, dia 24 de junho, foi palco do início do desembarque dos militares do Exército Brasileiro destacados no Haiti, em missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).

O C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira pousou em Recife às 21h20, trazendo de volta para casa 52 militares pernambucanos que já estavam há mais de seis meses naquele país, trabalhando em prol de sua estabilização política.

Os familiares, que horas antes já estavam na BARF aguardando a volta dos seus entes queridos, não puderam conter a emoção ao revê-los. Contudo, antes de efetivamente voltarem para o seio de suas famílias, os militares serão submetidos a quatro dias de exames médicos e psicológicos, para que o estado de saúde de cada um deles seja avaliado.

Até o dia 8 de julho, todos os militares pernambucanos que estão no Haiti devem retornar para o Brasil, e a substituição deles ficará sob a responsabilidade do Comando Militar do Sudeste.

A BARF sente-se honrada em receber esses filhos ilustres da nossa Pátria, que, durante mais de seis meses, abdicaram do convívio de suas famílias, com a importante missão de ajudar a nação amiga.

Fonte: BARF

 

McNamara, um dos arquitetos da estratégia americana no conflito, morreu em sua casa, em Washington

Robert McNamara, secretário de Defesa dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã e a crise dos mísseis em Cuba (1962), morreu, nesta segunda-feira, aos 93 anos de idade.
McNamara ocupou o cargo de secretário de Defesa dos EUA durante os governos de John F. Kennedy e Lyndon B. Jonhson.
Em 1968, ele deixou a pasta e assumiu a Presidência do Banco Mundial.

De acordo com sua mulher, Diana, McNamara já sofria de problemas de saúde há algum tempo e morreu na manhã desta segunda-feira enquanto dormia em sua casa, em Washington.

Antes de assumir a chefia do Departamento de Defesa, em 1961, McNamara foi presidente da montadora de automóveis Ford.
Ele ficou conhecido como um dos principais arquitetos da estratégia americana na guerra do Vietnã entre os anos de 1961 e 1968.
Para muitos ativistas antiguerra, McNamara se tornou um símbolo das políticas que levaram à morte de mais de 58 mil soldados americanos durante o conflito no país asiático.
Em seu livro de memórias, In Retrospect: The Tragedies and Lessons of Vietnam, publicado em 1995, McNamara, no entanto, afirmou se arrepender de seu papel durante o conflito.
No livro, o ex-secretário de Defesa descreveu a guerra como “terrivelmente errada” e afirmou que as falhas durante o conflito aconteceram devido a uma combinação do clima anticomunista do período e de uma compreensão errônea a respeito de política internacional e estratégia militar. Banco Mundial
Em 1967, McNamara criticou a decisão de bombardear o Vietnã do Norte em retaliação a ataques contra bases americanas no sul.
No ano seguinte, ele foi retirado do cargo pelo presidente Lyndon Johnson, que ofereceu a McNamara a Presidência do Banco Mundial.

FONTE: BBC/ Estadão - FOTO: Life

NOTA do BLOG: Para conhecer sobre a vida e o pensamento de Robert McNamara, recomendamos aos leitores o imperdível documentário “Sob a Névoa da Guerra” (The Fog of War), que divulgamos aqui.

 

A Krauss-Maffei Wegmann (KMW) recebeu a maior encomenda de sua história recente para a produção de 405 veículos blindados de infantaria Puma.
A PSM GmbH (Project System and Management), uma joint venture entre a KMW e a Rheinmetall AG of Düsseldorf respondem pelo contrato da Federal German Defence Technology and Procurement Agency (BWB).
O valor total do negócio é de 3,1 bilhões de euros e as entregas começarão em 2010.

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Quatro jovens trocaram o Brasil pelos Estados Unidos, e de lá foram parar na mais inesperada e perigosa aventura: a Guerra do Iraque.
O correspondente Gilberto Smaniotto, da TV Record, esteve com esses rapazes e mostra um pouco da vida de cada um deles.

Parte 1

Parte 2

NOTA DO BLOG: Gostaríamos que os leitores, ao fazerem seus comentários, levem em conta que essa reportagem visa mostrar um pouco da vida de quatro Marines em local de conflito armado, e o mais importante, a opinião de pessoas que são brasileiros como nós. É muito interessante conhecer um pouco da opinião deles e de suas famílias, portanto se alguém é contra a invasão do Iraque ou contra a política dos EUA, por favor, não se manifeste nesse post.
Lembramos que eles são pessoas como nós e antes de mais nada temos que respeitar as decisões e o caminho que cada um segue. Honremos esses Homens que lutaram, não por uma pátria, mas pela vida de seus companheiros e pela sua própria vida.

COLABOROU: Selva Aranha

 

NOTA DO BLOG: Convido aos leitores a identificar as cenas de batalha e personalidades que aparecem durante todo o video.

PARTICIPOU: Hornet

 

A Alide divulgou a apresentação em Powerpoint do Ministro Nelson Jobim na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Para ver a apresentação completa clique aqui. No slide da apresentação mostrado acima, pode-se ver a disposição dos pelotões de fronteira e as brigadas. Observe-se a maior concentração de brigadas ainda na região sudeste.

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O Exército dos Estados Unidos travava combates violentos nesta sexta-feira contra os talibãs na província afegã de Helmand, sul do Afeganistão, onde na quinta-feira foi iniciada uma grande ofensiva contra a insurgência islamita.
O batalhão de infantaria 2/8 dos marines enfrentou uma dura resistência talibã, declarou à AFP o general-de-brigada Larry Nicholson, comandante da operação. “O 2/8 tem combates infernais na zona sul da região”, completou.

No entanto, outros batalhões avançaram sem grandes dificuldades para o sul e já conseguiram entrar em contato com a população e os líderes locais, segundo Nicholson.
Os helicópteros transportaram na quinta-feira os marines para os distritos de Garmsir e Nawa, na província de Helmand, e ajudaram as forças afegãs a tomar Janishin, perto da fronteira com o Paquistão.

“Hoje os marines seguem avançando rumo aos objetivos e vão trabalhar para estabilizar a segurança nestas zonas”, afirmou o porta-voz da operação, o tenente Kurt Stahl.
Quase 4.000 marines encabeçam o novo plano do presidente Barack Obama para combater a insurgência afegã, com o objetivo de proteger a população para as eleições presidenciais de 20 de agosto.

“Quando os marines saem às cidades, sempre buscam oportunidades para falar com a população e explicar por quê estão ali”, disse Stahl.
Na quinta-feira, as tropas tomaram o controle do distrito de Khanistan, onde os talibãs instauraram um governo próprio, na maior operação dos marines desde a de Fallujah, Iraque, em novembro de 2004.

Mas o Exército americano também sofreu a primeira baixa na operação, com a morte de um marine, informou a Brigada Expedicionária Marine (MEB). Além disso, na quinta-feira, o comando talibã Haqqani reivindicou o sequestro de um soldado americano no dia 30 de junho, antes do início da ofensiva.
Até o momento não foi anunciada nenhuma vítima civil ou danos materiais. As tropas americanas informaram que evitam utilizar armamento pesado.

A operação “Janjar” (“Punhalada” em dari e pashtun, mas que os marines traduziram como “Strike of the Sword” (“Golpe de Espada”) também conta com a participação de 600 policiais e soldados afegãos.
“O que diferencia a operação Janjar das anteriores é o tamanho das forças e sua velocidade”, afirmou Nicholson.

O general afegão Shair Mohamad Zazi destacou que a a operação estabelecerá segurança para as eleições. As autoridades do país temiam que a violência e as intimidações dos talibãs afetassem a votação na segunda eleição presidencial do país.
Em outra frente, 20 talibãs e um soldado afegão morreram na quinta-feira em confrontos em Zabul, outra província instável do sul do país.

FONTE: AFP

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Pyongyang dispara projéteis no Mar do Japão; Tóquio alertou para exercícios militares norte-coreanos em julho

A Coreia do Norte lançou nesta quinta-feira, 3, quatro mísseis aparentemente de curto alcance terra-mar da costa oriental do país, em direção ao Mar do Japão, informou o Ministério da Defesa sul-coreano, citado pela agência Yonhap.

O primeiro dos projéteis foi lançado às 17h20 locais (5h20 de Brasília), enquanto o segundo foi disparado às 18h locais (6h da capital brasileira). O terceiro foi lançado horas mais tarde, às 19h50 (7h50 no Brasil), e o quarto projétil às 21h20 (9h50 de Brasília). Os mísseis terra-mar lançados foram disparados de plataformas próximas da cidade norte-coreana de Wonsan, disse em Seul uma fonte no Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da Coreia do Sul.

Citando uma autoridade militar sob anonimato, a agência Yonhap afirmou que os quatro mísseis percorreram uma distância de cerca de 100 quilômetros. Os projéteis foram identificados como mísseis KN-01, com alcance de cerca de 160 quilômetros.

Observadores de outros países aguardavam a realização de novos testes de mísseis pela Coreia do Norte desde o mês passado, quando o governo do país comunista advertiu a embarcações que evitassem diversas áreas do Mar do Japão onde poderiam ocorrer manobras militares até 10 de julho.

Os serviços da Inteligência da Coreia do Sul já tinham informado no mês passado que o regime comunista estava se preparando para o teste de vários mísseis, incluindo de longo alcance. Analistas militares e de inteligência em Seul e Washington têm buscado indícios de que Pyongyang venha a promover novamente um míssil de longo alcance, mas não acreditam que seja algo iminente.

O ministro porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, disse nesta quinta em entrevista coletiva que o Japão não descartava a possibilidade de a Coreia do Norte lançar de forma iminente vários mísseis de curto e médio alcance perto do dia 4 de julho, por causa das comemorações da independência dos Estados Unidos.

A Coreia do Norte possui cerca de 600 mísseis de curto alcance, 300 projéteis de médio alcance e promove diversos testes todos os anos. Este ano, porém, os testes passaram a atrair mais atenção porque Pyongyang testou em abril um míssil de longo alcance pela terceira vez na história e, em maio, promoveu seu segundo teste nuclear. O regime também reduziu atividades diplomáticas com outros países, expulsou agentes humanitários estrangeiros e passou a reprimir atividades econômicas vistas como ameaça a sua autoridade.

Autoridades da Coreia do Sul dizem que as recentes ações militares da Coreia do Norte, que também incluem testes de mísseis e ameaças em atacar o Sul, visam provavelmente angariar apoio interno ao líder Kim Jong-il, de 67 anos, enquanto ele prepara o terreno para seu filho mais novo tomar a frente da única dinastia comunista da Ásia.

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Com tanques e helicópteros, cerca de 4.000 fuzileiros navais e marinheiros americanos e 650 soldados afegãos avançaram nas primeiras horas desta quinta-feira em vilas afegãs sob domínio do grupo fundamentalista Taleban, na primeira grande operação feita sob a nova estratégia do governo de Barack Obama para estabilizar o Afeganistão.

A ofensiva foi lançada pouco depois da 1h (horário local) na Província de Helmand, um reduto taleban no sul do país que é a maior área produtora de papoula –flor utilizada para a produção de ópio– do mundo.

O objetivo é tirar os insurgentes do vale do rio Helmand, antes da eleição presidencial, marcada para o próximo dia 20 de agosto.

Apelidada de Operação Khanjar (Golpe de Espada), a iniciativa militar foi descrita pelos oficiais como a maior e mais ágil da da nova fase da guerra. Forças britânicas executaram missões semelhantes na semana passada para combater insurgentes em Helmand e na Província vizinha de Kandahar.

“O que torna a operação Khanjar diferentes das que ocorreram antes é o enorme tamanho da força utilizada, a velocidade com a qual ela vai avançar”, disse o general-de-brigada do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Larry Nicholson, por meio de um comunicado. “Aonde nós chegarmos, nós ficaremos, e onde ficarmos, vamos manter [o controle], desenvolver e trabalhar para a transição de todas as responsabilidades de segurança para forças afegãs”.

O sul do Afeganistão é um reduto taleban, mas também uma região onde o presidente afegão, Hamid Karzai, que busca manter-se no cargo por mais um mandato, está buscando os votos de membros da etnia pashtun.

O Pentágono está mobilizando mais 21 mil homens no Afeganistão até as eleições e espera que o número total de soldados americanos no país chegue a 68 mil até o fim deste ano –o dobro do número que havia em 2008, mas metade do número de soldados americanos que ainda estão no Iraque.

O Taleban, que governou o Afeganistão entre 1996 e 2001 foi afastado do poder por uma coalizão internacional liderada pelos EUA que invadiu o país após os atentados de 11 de Setembro. Na época, dos ataques, atribuídos à rede terrorista Al Qaeda, o terrorista saudita e seu grupo eram “hóspedes” dos talebans. Nos dois últimos anos, o grupo conseguiu se fortalecer e contra-atacou, conseguindo o controle de grande parte do sul e do leste do país, e expandindo seus domínios para áreas tribais no Paquistão, o que obrigou os EUA a enviar mais tropas para o país.

No fim de março, Obama anunciou a nova estratégia para o Afeganistão e o Paquistão, colocando a luta contra a rede Al Qaeda e o grupo fundamentalista Taleban como prioridade da política de segurança nacional, reduzindo tropas e recursos para o Iraque.

O capitão Bill Pelletier, porta-voz do Corpo de Fuzileiros navais, disse que as tropas envolvidas na operação desta quinta-feira foram enviadas por ar e por terra durante a noite.

A operação busca pressionar os insurgentes “e mostrar o nosso compromisso com o povo afegão que [...] vamos ficar por tempo suficiente para que criem as suas próprias instituições”, disse o porta-voz militar.

Segundo ele, as tropas vão se reunir com líderes locais, ouvir quais são as suas necessidades e agir em relação e elas.

“Não queremos que as pessoas da Província de Helmand nos vejam como um inimigo, queremos protegê-las contra o inimigo”, disse Pelletier.

Reverter o impulso da insurgência é um dos elementos fundamentais da nova estratégia americana, e milhares de soldados adicionais permitem aos comandantes avançar para novas áreas ao mesmo tempo em que permanecem em locais nos quais as tropas afegãs e internacionais não tinha presença permanente antes.

Embora os fuzileiros navais formem a maior parte da força de combate na ofensiva de Helmand, recentemente chegaram à região helicópteros do Exército americano, que também participam da operação.

O governador da Província de Helmand previu a operação seria “muito eficaz”.

“As forças de segurança vão construir bases para fornecer segurança para a população local para que ela possa realizar todas as atividades com este cenário favorável, e tocar sua vida em frente em paz”, disse o governador Gulab Mangal, de acordo com um comunicado do Pentágono.

A estratégia de Obama visa a aumentar o tamanho do exército afegão dos atuais 80 mil para 134 mil soldados até 2011 e ampliar significativamente o treinamento fornecido pelos soldados americanos para que os militares afegãos possam derrotar os insurgentes taleban e assumir o controle da guerra.

A Casa Branca também está tentando definir objetivos claros para a guerra, como uma forma de conseguir apoio popular para um conflito que parecia sem foco, proporcionar mais recursos para os combates e angariar mais apoio internacional.

Não há prazo para a retirada das tropas americanas do Afeganistão, e a Casa Branca não divulgou estimativas de quantos bilhões de dólares o plano vai custar.

 

Projeto de lei que regulamenta a atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal em terras indígenas foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) nesta quarta-feira (1º). Pelo texto, elaborado pelo senador Augusto Botelho (PT-RR), militares e policias das duas corporações poderão ter livre trânsito e acesso às áreas – por via aquática, aérea ou terrestre – para realizar operações e outras atividades relacionadas à segurança e integridade do território nacional, à garantia da lei e da ordem e à segurança pública.

A presença militar e policial poderá ocorrer também de forma permanente, por meio da instalação e manutenção de unidades militares e policias, de equipamentos para a fiscalização e apoio à navegação aérea e marítima. As duas corporações poderão ainda estabelecer vias de acesso e outras ações de infraestrutura e logísticas necessárias. Como previsto no projeto, as atribuições das duas corporações devem incluir programas e projetos de controle e proteção da fronteira.

Para estabelecer unidades militares e policiais, de forma permanente, as Forças Armadas, por meio do Ministério da Defesa, e a Polícia Federal, pelo Ministério da Justiça, deverão submeter plano de trabalho ao Conselho de Defesa Nacional. Nesse plano, deve constar localização, justificativa, as construções que serão edificadas e o contingente ou efetivo que será fixado na área.

Com relação às instalações de unidades permanentes, o relator apresentou emenda para alterar a redação original do dispositivo que se refere ao tema. Segundo Neuto de Conto (PMDB-SC), com a intenção de garantir atenção especial a essas áreas, o projeto acabou adotando limitação inversa, só autorizando a presença regular de militares nas terras indígenas de fronteira.

A matéria será apreciada também pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

FONTE: Agência Senado

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