Reunião para debater acordo militar EUA-Colômbia é marcada por insultos e poucos avanços na segurança regional

A reunião de cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) realizada ontem, em Bariloche, acentuou a divisão da região em torno do acordo EUA-Colômbia, que prevê a presença de forças militares americanas em sete bases colombianas por dez anos.

O encontro durou 7 horas e foi marcado pelas trocas de insultos e acusações. Ao final, os países conseguiram chegar a um acordo que trata com termos vagos os temas mais sensíveis relacionados à segurança regional e tenta traçar uma estratégia para recuperar a confiança mútua.

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, não apresentou aos outros líderes da região a esperada garantia jurídica de que as ações militares dos EUA não se estenderão aos territórios dos países vizinhos. Tampouco apresentou com clareza os termos do acordo.

Uribe tornou-se alvo de ataques da Venezuela, do Equador e da Bolívia, que rechaçam o acordo com os EUA, mas conseguiu incluir no documento final do encontro um repúdio à ação de grupos armados na região e o “compromisso de fortalecer a luta e a cooperação contra o terrorismo, a delinquência transnacional organizada e delitos conexos: o narcotráfico e o tráfico de armas”(mais informações na página 23).

Durante os debates, o Peru manteve seu alinhamento com a Colômbia – embora tenha feito algumas ressalvas. O Brasil, a Argentina, o Chile, o Paraguai e o Uruguai tentaram amenizar os atritos, numa tentativa de preservar o processo de integração da Unasul.

Chamados ao resgate da confiança nesse processo fizeram parte de quase todos os discursos dos líderes da região. Mas o que se verificou foi justamente o “rompimento da confiança entre alguns membros da Unasul”, como resumiu a presidente argentina, Cristina Kirchner.

Antes mesmo do encontro terminar, o presidente peruano, Alan García, e o uruguaio, Tabaré Vázquez, voltaram para casa, alegando ter compromissos em seus países.

Depois das sete horas de discussão, os presidentes que ainda estavam na reunião, apressados, começaram a improvisada leitura do documento final da cúpula da Unasul. Muitos quiseram corrigir o texto enquanto ele era lido pelo presidente equatoriano, Rafael Correa.

DOCUMENTO VAGO

O texto do acordo é suficientemente amplo para agregar as diferenças manifestadas por Uribe, de um lado, Chávez, Correa e o boliviano Evo Morales, de outro.

A única passagem que faz referência ao acordo militar entre os Estados Unidos e a Colômbia é a que diz que “a presença das forças militares estrangeiras não pode ameaçar a soberania e a integridade de qualquer nação sul-americana e, em consequência, a paz e a segurança na região”.

No documento, os integrantes da Unasul instruem o Conselho de Defesa da entidade a desenhar medidas para fomentar a confiança, a segurança e as garantias em uma reunião entre chanceleres e ministros da Defesa que ocorrerá na segunda quinzena de setembro.

Ele também ressalta o “fortalecimento da América do Sul como zona de paz” e sustenta a decisão dos países de absterem-se de “recorrer às ameaças ou ao uso da força contra a integridade territorial de outro Estado da Unasul”.
Segundo García, o texto não tem “nem pé nem cabeça e não será entendido em nenhum lugar do mundo”.

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COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK

Se comentários » to “Cúpula expõe divisão na Unasul”

  1. A-Bomb disse:

    A unica divisão que ha são Estados democraticos como Brasil Chile Colômbia contra as Ditaduras (venezuela-Paraguai-Bolivia-Equador).

    É uma pena que o Comunismo que e uma herança maldita do século passado ainda nos atormente.

  2. João Curitiba disse:

    Se já nos custa caro manter o Mercosul, agora manter a Unasul ficará mais caro ainda. Não é fácil e nem barato querer ser líder.

  3. Jonas Rafael disse:

    Claro, Colômbia é democracia. Venezuela e Bolívia são ditaduras.
    Mas voltando ao assunto, não é meio imbecil quererem exigir que a Colômbia dê grarantias jurídicas de não intervenção americana em outros países? Tinham que cobrar isso é dos EUA(que é claro não vai dar essas garantias). Duvido muito que os americanos fossem fazer um contrato de utilização de instalações militares sem a garantia de poder utilizá-las da maneira que convir, caso a necessidade surja.
    A frase final do Alan Garcia foi de morrer de rir. Parece reunião de condomínio: foi decidido que nada ficou decidido.

  4. konner disse:

    A irrupção da crise é um teste para os esforços de Obama para tentar melhorar a relação com a América Latina, que historicamente está marcada pela desconfiança, — e não sem causa.

    O pacto militar permitira aos EUA terem uma plataforma militar num ponto chave do continente.

    É sem sombra de duvidas, uma estratégia dos Estados Unidos devido as ultima ações dos governos de Hugo Chávez, Rafael Correa e claro, também não podia deixar de ser, — a criação da Unasul.

    A preocupação com a presença de forças estrangeiras tão perto da Amazônia precede, levando se em conta os ultimos rumores estrangeiros sobre a internacionalização da Amazonia.

    “Respeitamos o acordo, mas queremos nos resguardar”, afirmou o presidente [Lula], que insistiu na necessidade de que os países da região possam “ter a segurança” de contar com — instrumentos jurídicos — que garantam que o acordo — “é específico para o território colombiano”. [ O presidente Lula está certíssimo ]

    Bogotá sustenta que a ampliação da cooperação militar com Washington é um reforço ao programa já existente ( ? ) de luta contra o narcotráfico e o terrorismo mas, — os governos vão e as tropas, ficam.

  5. konner disse:

    Já ia me esquecendo, e aída tem a IV Frota.

  6. Roberto CR disse:

    Jonas Rafael em 29 ago, 2009 às 10:51
    ” Tinham que cobrar isso é dos EUA(que é claro não vai dar essas garantias).”
    Isso foi pedido pelo governo brasileiro durante a preparação do encontro. E o governo americano disse que isto é um problema que a Colômbia deve resolver. Enfim, aconteceu do jeito que você afirmou. Sugiro a leitura do site do jornal espanhol El País (28 e 29/08), que trás muito mais detalhes sobre o que aconteceu no evento.

    Galante
    Cade a fonte?

    Abs

  7. Roberto CR disse:

    A propósito, um dos temas visto marginalmente no encontro e que começa a ganhar perfil belicista é o que envolve Peru, Chile e Bolívia. Alan Garcia não está satisfeito com o rumo das coisas e este está sendo apontado como o potencialmente provável conflito bélico regional por conta das terras anexadas pelo Chile na Guerra do Pacífico.

  8. konner disse:

    Me lembrei, tem também o caso do Paraguai.

    Com discussão avançada no Executivo americano, a negociação também corre no Congresso, por meio do projeto de lei que propõe a inclusão dos paraguaios no chamado Pacto Andino de Erradicação das Drogas e Promoção do Comércio.

    Esse tipo de acordo, pressupõe o apoio militar americano a ações de combate ao narcotráfico em troca de isenções tarifárias nas transações comerciais.
    “Parece-me que tais projetos são resquícios da administração de George W. Bush.

    O presidente dos EUA mudou, mas os EUA de Obama não mudou, como ele ” talvez desejasse “.

    No caso paraguaio, o incômodo do Itamaraty tem antecedentes:

    – Em 2005, o presidente Nicanor Duarte Frutos, antecessor de Fernando Lugo, autorizou a entrada no país de 400 soldados americanos, com imunidade, para ocuparem a base de Mariscal Estigarríbia.

    Localizada no Chaco paraguaio, perto da fronteira com Bolívia, Argentina e Brasil, a unidade tem capacidade para 16 mil soldados.

    Para o Itamaraty, ao mirar no Paraguai os EUA querem atingir a Tríplice Fronteira, onde alegam existir atividades de financiamento do terrorismo islâmico.

    Não há evidências, mas outro projeto que também tramita no Congresso americano prevê a criação de uma iniciativa regional antiterror.

    O plano prevê até a instalação de Centros de Coordenação Regional do Hemisfério Ocidental, como bases operacionais para “a coordenação de esforços e inteligência para conter as ameaças emergentes e prevenir a proliferação de armas nucleares, químicas e biológicas.”

    Para muitos, a medida visa a conter o avanço da influência brasileira no continente.

    “A restauração da IV Frota e a ampliação das bases militares na Colômbia visam contrapor-se ao Brasil, bloquear sua preeminência política e militar”.

    Quem lê a exposição de motivos para o plano antiterror se assusta. Além de críticas quanto à relação do Irã com países da região, sobram acusações contra o programa nuclear brasileiro.

    Sobre as centrífugas de enriquecimento de urânio em Resende (RJ), alegam [ EUA ]que podem ser “reconfiguradas para produzir urânio altamente enriquecido em quantidade suficiente para produzir uma série de armas nucleares anualmente”.

    Se querem criar restrições à proliferação, que seja global.

    Ao fazer algo assim só para a América do Sul, está claro que o alvo é o Brasil”, avalia o almirante Mario César Flores, ex-ministro da Marinha.

    No plano diplomático, a percepção é de que os problemas se acumulam, sem avanço prático em questões antigas, como as barreiras tarifárias à entrada do etanol brasileiro nos EUA e a resistência americana na Rodada Doha.

    Agora é esperar para ver com que cara Obama vai olhar para Lula nos próximos encontros que tiverem.

  9. germa disse:

    concordo com o amigo joão curitiba que ser líder é caro e complicado,porém se faz necessário quando o brasil luta meio despretenciosamente para ter uma zona de influência, mesmo que tenha que concorrer com os EUA isso foi bem claro nas negociações da ALCA.

    Acredito que o país que mais perder com tudo isso é o Brasil,que já deveria ter lançado um grande pacote de ajuda à Colombia a uns 10 anos,perde influência e com isso poder de barganha com os vizinhos,peca em deixar o Hugo Chavez falar o que quer e por fim,perde muito por não dar valor a nossa honrosa forças armadas que por falta de vontade política( e interferência do Itamaraty)não tem a robustez que deveria ter.

    abs ;)

  10. Marco disse:

    Em um futuro bem próximo haverá 10 blocos no mundo sendo dois blocos no Continente Americano.
    O norte liderado pelos EUA e o sul liderado pelo Brasil.A Colômbia é um ovo fora do ninho da Unasul e portanto será parte do norte. Os EUA projetam seu poder via terrestre, aéreo e marítimo via pacifico e atlantico (da Colômbia) sobre todo o sul.Cabe ao Brasil partir para o ataque como nunca fez antes. No dia em que o Brasil testar uma bomba atômica a conversa será outra.

  11. COMANDANTE MELK disse:

    Senhor Jonas Rafael em 29 ago, 2009 às 10:51 e demais colegas do Blog,

    gostaria de acrescentar mais informações ao artigo postado pelo Blog(Até porque, ficou muito resumido oque foi postado pelo mesmo) para que os senhores possam avaliar melhor a situação e quem sabe, mudarem de opinião a respeito da frase do Alan Garcia. Como o senhor Jonas Rafael chegou a dizer: “Parece reunião de condomínio: foi decidido que nada ficou decidido´´.

    O texto final da reunião da Unasul revelou um delicado equilíbrio, que reflete concessões feitas por todas as partes sobre o tema em debate.

    “Respeitamos a soberania de cada país. Mas queremos nos resguardar, seria importante que no tratado existam garantias jurídicas ou um fórum internacional para isso”, disse o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ao expor sua posição sobre a presença militar americana na região.

    Durante o encontro, vários presidentes sul-americanos pediram ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que revele o alcance do pacto militar subscrito com a Colômbia.

    Brasil, Argentina, Equador e Peru foram as nações que pediram explicações com maior ímpeto.

    Durante a cúpula, foi aprovado um documento reafirmando que a presença de tropas extrarregionais não pode ameaçar a soberania dos países membros nem a paz regional.

    Destacam-se no texto as decisões de:

    . Fortalecer a América do Sul como zona de paz, assumindo o compromisso de estabelecer um mecanismo de confiança mútua em matéria de defesa e segurança, sustentando a decisão de não recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial de outro Estado da Unasul.

    . Reafirmar o compromisso de fortalecer a luta e a cooperação contra o terrorismo e a deliquência transnacional organizada e seus crimes conexos: narcotráfico, tráfico de armas pequenas e leves e rejeição à presença ou ação de grupos armados à margem da lei.

    . Reafirmar que a presença de forças militares estrangeiras não pode, com seus meios e recursos vinculados a objetivos próprios, ameaçar a soberania e a integridade de qualquer nação sul-americana e, em consequência, a paz e a segurança da região.

    . Os presidentes se dispuseram a instruir o Conselho Sul-Americano da Defesa a analisar o texto elaborado nos EUA sobre “Estratégia Sul-Americana. Livro Branco, Comando de Mobilidade Aérea (AMC)” que menciona o uso da base aérea colombiana de Palanquero (centro), como centro nevrálgico para operações na América do Sul.

    Palanquero é uma das sete bases colombianas incluídas no acordo entre Washington e Bogotá.

    Fonte:Yahoo

    Logo meus caros, não é bem assim de que nada ficou decidido, e chego até a duvidar se o presidente Alan Garcia chegou a dizer isso mesmo, seria muita desinformação do mesmo…não acham?

    Grato.

  12. A-Bomb disse:

    Sem querer ser repetitivo mas só uma coisa que garante segurança hoje em dia.

    Armas de destruição em massa.

    Em breve o Brasil vai conseguir o vetor para lançamento de tais projeteis.
    Dai só vai restar a Bomba em si o que nao e nada dificil para um pais como o Brasil que possue materia prima e tecnologia para isso.

    Brasil só não e potencia porque nao quer.

  13. Fábio Max disse:

    Só faltava essa presidentes de m… e até ditadores de m… como Hugo Chaves, de paisecos produtores de bananas e cocaína querendo que os EUA baixe a cabeça e apresente um documento para que eles usem em suas campanhas eleitorais ou em seus golpes internos de propaganda.

    No dia que os EUA quiserem atacar qualquer pais da AL basta deslocarem um porta aviões ou acertarem as coordenadas no GPS de seus mísseis… os ditadores amacacados não terão tempo de dizer pindamonhangaba!

    O único país relevante da AL é o Brasil, que por sua vez foi a esta cúpula idiota com uma postura dúbia pois, se de um lado Lula não quer ficar de mal com os idiotas MOrales, Lugo, Correa e Chaves, de outro quer é se aproveitar da crise entre Venezuela e Colômbia para vender mais produtos brasileiros para o primeiro, vez que está claro pela imprensa brasileira que as tais bases não preocupam o governo brasileiro que avalia que, se os americanois estão há 50 anos na Colômbia e nunca aconteceu nada, porque aconteceria agora?

    Sem contar que o papel aceita tudo. Os EUA simplesmente resgariam qualquer papel se quisessem atacar essa m… de AL.

  14. fernando disse:

    quanto o que foi resolvido na reuniao, nada, ja era esperado isso… quanto ao brasil, acho que o brasil deve produzir armas nucleares sim,so assim um pais pode ter a paz que deseja…fora disso, nao temos a menor chance,e ainda tem politcos contra a modernizacao das forcas armadas….

  15. Rodrigo disse:

    Gente… O Avanço dos EUA no caso de uma invasão não será pela Amazônia. Eles sabem que isso iria custar mais que qualquer guerra. É um terreno que não oferece mobilidade e sem contar que eles teriam que tomar o Brasil inteiro e conviver com um verdadeiro inferno de guerrilhas. Para dominar o Brasil/Amazônia você precisa de um longo movimento de foice ou de pinça partindo do nordeste. Se você isolar o centro-sul do resto do país aí então a dominação terá sucesso. Uma guerra de atrito na selva é algo impensado até mesmo para os EUA. são milhões de KM2 cheio de rios e densa cobertura vegetal. É o combate homem a homem mais temido. Sem contar que eles tem que interromper as linhas de suprimento que abastecem essa guerra.

    Logo para tanto precisamos pensar em defender o território todo. Precisamos de FAs poderosas temíveis.

    Outra fator importante é o tamanho da população e a dispersão da indústria brasileira. Isso perturba qualquer estrategista. Eles não podem entrar por qualquer praia por causa da serra do mar que é uma barreira natural. Precisam do nordeste para isso.

    Isso é um exercício de imaginação. Mas pode se tornar real antes que possamos imaginar.

    É bom ter em mente que o próximo objetivo do OBAMA vai ser controlar as reservas de ORINOCO.

    Temos um tempo até que eles o façam e virem suas atenções para o Pré-Sal e para a Amazónia.

    Não se esqueçam… o OBAMA é lobo em pele de cordeiro.

  16. jose carlos disse:

    A quem interesaria esse “Racha” na recem criada UNASUL?

  17. A-Bomb disse:

    Invasão do Brasil pelos USA e um delirio.
    Não vai acontecer.

    Nem o Iraque eles conseguiram dominar quem dira um pais de dimensoes continentais como o Brasil.
    O custo econômico e politico tornariam isso inviavel.

    Sem falar que não teriam apoio nem sequer de aliados mais proximos como Inglaterra.
    Invadir Brasil= 3º guerra mundial.

    O maximo que vão fazer e acabar com a Venezuela o que para nós seria um favor.

  18. germa disse:

    eu concordo com o rodrigo,sobre primeiro será o oricono e depoia a amazonia e discordo absolutamente em produção de armas atômicas a essa altura do campeonato.

    temos sim foguetes e tech para construri bombas atômicas,mas se o fizéssemos perderiamos muita credibilidade internacional,seríamos visto +/- como o Ir e os países da américa do sul ao invés de estarem conosco estariam contra nós.Vejo também, que temos no tratado de não proliferação de armas nucleares uma carta na manga em caso de futuro ataque americano à venezuela nos moldes do que foi a operação iraque livre.

    agora que o Obama é um canalha…isso não há dúvidas

    abs ;)

  19. Noel disse:

    konner em 29 ago, 2009 às 11:44

    “Não há evidências, mas outro projeto que também tramita no Congresso americano prevê a criação de uma iniciativa regional antiterror.”
    Se não há evidências, que projeto é esse?

    “O plano prevê até a instalação de Centros de Coordenação Regional do Hemisfério Ocidental, como bases operacionais para “a coordenação de esforços e inteligência…”

    O hemisfério ocidental, engloba a Europa, e não apenas a América.
    A ABIN teria que participar desses tais Centros, se instalados no Brasil, como seria então?

    “Para muitos, a medida visa a conter o avanço da influência brasileira no continente.”
    Mas o plano não é antiterror?
    Existe essa afirmação?
    O Brasil se tornou um estado que apoia o terrorismo?
    Não entendi, essa colocação do plano?

    “A restauração da IV Frota e a ampliação das bases militares na Colômbia visam contrapor-se ao Brasil, bloquear sua preeminência política e militar”.
    Bloquear influência política eu até entendo, mas militar!!!
    Mas o plano não é antiterror, nossas FFAA estariam envolvidas com o terrorismo internacional?

    “Quem lê a exposição de motivos para o plano antiterror se assusta.”
    Realmente, quem leu?

    “Sobre as centrífugas de enriquecimento de urânio em Resende (RJ),…”
    Chega a esse tipo de detalhamento?

    “Ao fazer algo assim só para a América do Sul, está claro que o alvo é o Brasil”, avalia o almirante Mario César Flores, ex-ministro da Marinha.”
    O Alte fez realmente essa afirmação sobre o plano?
    Mas se não há evidências sobre o projeto, como ele disse isso, sendo ele altamente capaz e inteligente?
    Foi publicado em alguma mídia?
    As autoridades, principalmente o Itamaraty, tem conhecimento desse tal plano?
    Qual dos partidos apresentou esse projeto no Capitólio?
    Afinal, qual a fonte dessa história?
    Sds

  20. germa disse:

    A-bomb quem compraria a briga do brasil para existir uma 3º guerra mundial??Pq q inglaterra ficaria contra uma invasão dos EUA??

    e eu acredito muito que o Chavezé o mal que veio pra fazer muito bem!

    assim temos de fato um pq investir pesadamente em forças militares.

    se estivesse tudo numa boa,democracias fortes e tudo em clima de paz,seria um perrengue internacional até o FX, que 36 vetores não são nada para um país continental como o brasil.

  21. Roberto CR disse:

    Caríssimo COMANDANTE MELK

    Reforço a recomendação da leitura do jornal espanhol El País. Ao fim do artigo (que hoje ainda aparece na primeira página do site), procure pelo link “País:Brasil” e achará os artigos publicados ontem com as declarações de Alan Garcia.

  22. germa disse:

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398105&idCanal=11

    É possível um confronto armado entre a Venezuela e a Colômbia?

    Não. É preciso não esquecer que Chávez exerce uma liderança que se alimenta da confrontação. Ora, Bush já não está nos EUA. Felizmente para Chávez, Uribe desempenha bem esse papel.

    bs ;)

  23. sonic wings disse:

    Amigo A-BOmb,

    ["A unica divisão que ha são Estados democraticos como Brasil Chile Colômbia contra as Ditaduras (venezuela-Paraguai-Bolivia-Equador)."]

    Esta afirmação não é verdadeira, tudo bem que queira qualificar Venezuela e Bolivia como ditaduras diante da maneira autoritária de seus líderes Gen. Chaves e Morales. No entanto, incluir no mesmo saco Equador e Paraguai, daí é forçar a amizade, sendo que Fernando Lugo foi democraticamente eleito a menos de 2 anos hehehe.

    Discordar de posturas politicas é uma coisa, rotulá-las sem uma análise mais profunda é outra, daí ficaríamos só na superficialidade da discussão.

    Abs

  24. Harry disse:

    Caros Porque Unasul é importante para o Brasil (um exemplo):
    O Governo da Argentina formalizou hoje sua decisão de adotar o sistema de televisão digital japonês 28/08/09.
    Porque o EUA não querem a Unasul: A Embraer faz acordo com os argentinos na recuperação de sua industria aeronautica desbanca a empresa americana. Colombia e Chile fazem parte do novo projeto KC-390.´
    É a pequena ponta de um grande negocio entre paises da A. Sul e quem tem o Brasil na Liderança (pela sua capacidade industrial e tecnologia e economica).
    Abs

  25. sonic wings disse:

    Srs.

    Outros comentários sobre a dita reunião:

    TIve a oportunidade de acompanhar pela TV algumas discussões e levanto aqui algumas curiosidades:

    - COncordo com o presidente Alan García, de que nenhuma decisão de consistencia foi tomada durante 7 horas de reunião, dizem inclusive que Lula deria reclamado do colega Rafael Correa pela falta de produtividade da reunião.

    - Outra frase de que concordo com Garcia foi ao questionar Chaves por querer cortar relações com a Colombia e coisa e tal EUA “o grã-satã” do mundo e continua a vender seu petróleo para os ditos. kkk Tudo jogo de cena!

    - Convocar presidente americano pra participar de uma reunião deste nível dá até vergonha dos gringos. Igual a piada do minerim traído pelo cumpade. O cara não viria nunca!

    - Não pude deixar de observar que enquanto os bolivarianos vociferavam ataques contra os americanos, era servida uma doce e gelada Coca-Cola aos participantes. (Alguém mais viu a cena?)

    - Sério mesmo foi a sugestão de unificar algusn elementos da defesa como radares e aviões proposto pela Kitchner, de resto não vi nada demais nas ideias. Uribe não mostrou nada e o pessoal não conseguiu trazer nenhuma ideia concreta e aplicável na reunião. Verdadeiro samba do criolo doido!

    É isso,

    Abs

  26. COMANDANTE MELK disse:

    Senhor sonic wings em 29 ago, 2009 às 15:37

    “Não pude deixar de observar que enquanto os bolivarianos vociferavam ataques contra os americanos, era servida uma doce e gelada Coca-Cola aos participantes. (Alguém mais viu a cena?)´´

    Pelo amor de Deus meu amigo,(não me leve a mal) não é por ai não…(amigos, se fizerem um pouco mais de esforço, perceberão que quando colocam as coisas desta maneira, estão se contradizendo. Agindo da mesma maneira `(Radical) que dizem que os mesmos que são criticados pelos senhores agem…)

    Sensatez senhores, sensatez…

    Grato.

  27. Thiago disse:

    Deve-se respeitar o direito da Colombia de realizar esse acordo.
    Chavéz que vive falando em respeito a soberania, deveria respeitar a de sua vizinha. Acredito que para o Brasil, esse acordo, ao longo do prazo médio, determinado pelo documento será bom.
    Ótimo seria se fossemos nós que estivessemos lá, ajudando a Colombia a superar esse grave problema, mas como ainda não temos a capacidade financeira e nem queremos cutucar a onça, acho melhor mantermos os gringos por lá. Acho também que será uma forma de manter mais “regulada” essas novas DITOcracias latino americanas.

  28. sonic wings disse:

    Harry,

    Concordo contigo, no entanto, se queremos fortalecer o bloco é preciso mudar nossa postura, idealismos de lado e sermos mais pragmaticos, pricipalmente a ideia de venha a nós, temos de pensar em investirmos nos países vizinhos e de nos acostumar com atitudes como no caso Itaipu (altamente criticado).

    Para que a UE atingisse o nível de desenvolvimento atual foi necessário investimento massiço dos paíse mais ricos ns mais pobres, diminuido a diferença econômica entre eles, como foi o caso dos investimentos em paíse como a Irlanda e Portugal, pra que a diferença entre eles e Alemanha por exemplo fossem menores e que todos tivessem o que oferecer nestas parcerias que hoje acontecem.

    Nossa diferença com relação a Europa, é que temos muito mais países pobres de desenvolvimento humano baixissimos o que torna esta atitude muito mais pesada para o Brasil, que por sua vez tem seus próprios problemas.

    É amigos a labuta será grande, grande do tamanho dos nossos sonhos.

    Abs

  29. sonic wings disse:

    Caro Comandante Melk,

    Não te entendi não!

    O ponto que levantei nesta observação, foi de que não precisamos de bases para sermos invadidos pelos EUA, já o somos de maneira bem mais sutil do que vociferam nossos políticos.

    Abs

  30. COMANDANTE MELK disse:

    Senhor Roberto CR em 29 ago, 2009 às 13:21,

    agradeço ao amigo a sugestão, gostei tanto que resolvi postar aqui para que os colegas possam ter uma noção de como é a visão da midia lá fora em relação a Unasul e a participação do Brasil na mesma. É bom que não fiquemos apenas com as impressões de nossa midia tupiniquim. Lá vai…

    Cumbre de Unasur
    Brasil frena el choque entre Caracas y Bogotá
    Colombia defiende ante la cumbre de Unasur el uso de sus bases por EE UU.- Venezuela exige ver el documento íntegro del acuerdo militar
    SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ (ENVIADA ESPECIAL) – Bariloche – 28/08/2009

    Los 12 países suramericanos miembros de Unasur mantuvieron este viernes una tensa reunión en la ciudad argentina de Bariloche para intentar desactivar la crisis causada por el acuerdo de Colombia de permitir que tropas norteamericanas utilicen siete bases propias. La cumbre puso de manifiesto las profundas diferencias que existen en América Latina, pero finalizó con un comunicado que deja abierta la posibilidad de que el Consejo Suramericano de Defensa, dependiente de Unasur, examine nuevas medidas de confianza mutua y verificación que disminuyan el nivel de enfrentamiento y desconfianza. El documento garantiza el respeto a la soberanía de Colombia, como exigía el presidente Álvaro Uribe, pero afirma que “la presencia de fuerzas militares extranjeras no puede, con medios y objetivos vinculados a objetivos propios, amenazar la soberanía e integridad de cualquier nación suramericana”.

    La cumbre se desarrolló en un clima de alta tensión y tuvo que ser el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, inspirador de Unasur, quien a última hora de la tarde, diera un puñetazo en la mesa, lamentando que la reunión fuera retransmitida por televisión, y exigiendo que terminaran los duros enfrentamientos personales que se desarrollaban a varias bandas, para intentar un rápido acuerdo de mínimos. Su llamamiento no consiguió tranquilizar completamente los ánimos pero tuvo resultado.

    La cumbre, que se celebró ante las cámaras por deseo del presidente Álvaro Uribe, no logró ningún acuerdo sustancial: Colombia no acepta que nadie ponga en duda su derecho a firmar acuerdos con terceros países para luchar contra el narcotráfico y el terrorismo, y la mayoría de los países presentes desconfía de que ese acuerdo no vaya a implicar, en realidad, una mayor injerencia militar de Estados Unidos en la región.

    En cualquier caso, la reunión implicó algo importante: por primera vez en la historia, los países de América Latina han debatido entre ellos un cuestión altamente polémica y delicada: la presencia militar de países terceros, un asunto que siempre ha tenido una enorme repercusión en América Latina y que sigue suscitando fuertes polémicas.

    El debate tuvo aspectos muy significativos. El presidente brasileño dio la impresión de que su principal preocupación era mantener vivo el organismo suramericano. Ofreció todo tipo de muestras de respeto a la soberanía colombiana, pero no ocultó su inquietud por el uso conjunto de las bases. Lula dejó entrever una de sus grandes preocupaciones: la posición de los “países ricos” respecto a la Amazonía, que comparten varios países latinoamericanos. “Ellos se creen que la Amazonia es suya, pero no es así. Es nuestro problema, y somos nosotros quienes deberíamos reunirnos para tratar los problemas ambientales”, sugirió.

    El presidente brasileño planteó también la posibilidad de que Unasur solicite una cumbre con el presidente norteamericano, Barack Obama, para debatir el papel de Estados Unidos en América Latina, una iniciativa a la que se opuso Colombia, que recordó que Washington ya está presente, de pleno derecho, en otro organismo, la OEA.

    El protagonista de la reunión fue, sin embargo, el presidente colombiano. Álvaro Uribe intentó presentar el acuerdo que permite el uso de siete bases colombianas por parte de tropas estadounidenses como una simple ampliación de la cooperación militar que ya existe entre los dos países, enfocada en la lucha contra el narcotráfico y el terrorismo. Leyó una larga lista de acuerdos anteriores y recordó que Colombia ha sufrido enormemente por culpa del narcotráfico y el terrorismo. Reprochó a los otros países latinoamericanos que su apoyo se haya limitado a declaraciones verbales y señaló que Estados Unidos era el único que había ofrecido a su país una ayuda práctica y eficaz.

    En todo el discurso del presidente colombiano hubo una sola referencia al contenido exacto del acuerdo con Estados Unidos. “El artículo 3″, afirmó, “establece que las bases no se pueden usar para asuntos internos de otros Estados”, una aclaración que pareció insuficiente a los demás presidentes, según dejaron de manifiesto casi todos los demás oradores.

    Tanto el presidente venezolano, Hugo Chávez, como el presidente ecuatoriano, Rafael Correa, intentaron centrar la discusión, no en las intenciones de Colombia, sino de Estados Unidos. Pidieron a Uribe que facilitara a Unasur el texto completo del acuerdo e insistieron en que las facilidades militares que se conceden en el pacto con Estados Unidos rebasan ampliamente las características de la lucha contra el narcotráfico.

    Chávez leyó varios párrafos de un documento norteamericano que está colgado en Internet y que, según afirmó, resume las necesidades estratégicas de la Fuerza Aérea de Estados Unidos y alude a la necesidad de usar bases en distintos países.

    La presidenta argentina, anfitriona, intentó finalmente la salida del embrollo: plantear el asunto de las bases colombianas en un entorno más general en el que se discutan, con detalle y en el plano técnico, medidas de confianza militar recíprocas. Y planteó la posibilidad de que una misión del Consejo Suramericano de Defensa visite Colombia. La presidenta de Chile, Michele Bachelet, apoyó plenamente la idea.

    Todo el mundo contuvo la respiración para ver si Chávez y Uribe, que se habían intercambiado largos reproches, aceptaban la momentánea salida de la crisis. La última intervención de Chávez estuvo a punto de lanzar otra vez todo por el aire con una velada acusación de que paramilitares colombianos habían intentado matarlo. Uribe exigió pruebas y la temperatura subió muchos grados. Fue entonces cuando Lula dio un simbólico puñetazo, pidió que se acabaran los enfrentamientos y se examinara el documento final, que fue aprobado sin mayores problemas.

    Gracias amigos.

  31. COMANDANTE MELK disse:

    Senhores me esqueci de citar a fonte.

    Fonte:EL PAÍS.COM

    Grato,

  32. Rodrigo disse:

    Uma boa resposta do Chavez seria oferecer aos Russos ou Chineses uma Base militar para combater o narco-tráfico…

    Aí o bicho ia pegar fogo.

    O Chavez não vai começar nenhuma guerra por enquanto. Ele não tem recursos para isso. Só se o petroleo estivesse em alta.

    O que o chavito vai fazer agora é armar as FARC e tornar a vida do Uribe um inferno. Principalmente quando os Mísseis de ombro começarem a derrubar helicopteros. Isso vai minar a capacidade de ataque do exército colombiano e usa essa plataforma para apoio de fogo e mobilidade.

    Esse é um caminho sem volta. A Colombia é muito estratégica para os Americanos. Ela está colado ao canal do Panamá e é perfeita para uma boa logística.

    O Chavez está apavorado porque tem bases por todos os lados. Ele está cercado e logo vai iniciar uma pesada compra de armas. Mais do que está fazendo hoje.

    Possivelmente um conflito não será deflagrado entre Venezuela e Colômbia. Mas sim entre Colômbia e Equador.

    Outro ponto de sensibilidade é o Chile e o Peru que estão a caminho das via de fato. Se isso acontecer o continente vai se dividir e entrar em um conflito maior.

    Nessas horas seria interessante que a Argentina não estivesse devastada para junto com o Brasil impor uma visão mais moderadora.

  33. Felipe Cps disse:

    Ahahahahaha, eu avisei que essa tal UNASUL não servia para nada, rsrsrs… Uribe foi lá, se recusou a fazer o papel de vítima, embromou todo mundo, enfiou o mastro no meio das pernas dos bolivarianos de m. e ainda saiu de lá sem condenação alguma, ahahaha… Pros EUA se livrarem da UNASUL bastou o Perú, rsrsrs…

    E como disse o Sonic Wings, todo mundo tomando Coca-Cola gelada, rsrsrs…

    Esses bolivarianos são patéticos. Como patética foi a atuação do Pinga. E o Cháves ainda chamou ele de “anarfa” na cara-dura e ele teve que ficar quietinho, ahahaha… Que vergonha, Santo Deus, onde estão os Estadistas?

    Bem, enfim, como tinha antevisto, um fracasso retumbantemente miserável. Isso que dá a diplomacia brasileira estar idiotizada pela doutrina vermelhuxo-bolivariana. Foi se meter com os cucarachos, que se matam há duzentos anos pela mesma miséria, se deu mal. Agora o contribuinte brasileiro paga a conta das cag. do Itamaraty…

    “O Brasil deve ser uma potência. Mas primeiro para os brasileiros.”

    Sds.

  34. bulldog disse:

    Está claro…a AS está dividida em 3 blocos: Bloco Bolivariano: Venezuela, Equador e Bolívia.
    Bloco Em Cima do Muro: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
    E o Bloco Yankee, que mantém a Colômbia isolada (porque quis).
    ps… o Perú tende a se juntar a Colômbia por seus prolemas com o Equador e Chile.
    Enquanto estiver esse tabuleiro geopolítico a Unasul será apenas um palanque.
    sds

  35. A-Bomb disse:

    Germa:A-bomb quem compraria a briga do brasil para existir uma 3º guerra mundial??Pq q inglaterra ficaria contra uma invasão dos EUA??

    e eu acredito muito que o Chavezé o mal que veio pra fazer muito bem!

    assim temos de fato um pq investir pesadamente em forças militares.

    se estivesse tudo numa boa,democracias fortes e tudo em clima de paz,seria um perrengue internacional até o FX, que 36 vetores não são nada para um país continental como o brasil.

    Mais um motivo caro Germa para investirmos em armamento de destruição em massa.
    Numa guerra com USA 36 jatos nem sequer do chao conseguem sair.

  36. konner disse:

    [" Noel em 29 ago, 2009 às 13:14 "]

    [" Não entendi, essa colocação do plano? " ]

    ___ Noel, das duas uma; voçê não quer entender ou não é bom entendedor.

    —- Se os fatos recentes já existentes referente a politica americana para a região — não te dizem nada, então realmente, — PARA VOÇÊ, NÃO HÁ MAIS NADA A ESCLARECER.

  37. A-Bomb disse:

    Amigo A-BOmb,

    ["A unica divisão que ha são Estados democraticos como Brasil Chile Colômbia contra as Ditaduras (venezuela-Paraguai-Bolivia-Equador)."]

    Esta afirmação não é verdadeira, tudo bem que queira qualificar Venezuela e Bolivia como ditaduras diante da maneira autoritária de seus líderes Gen. Chaves e Morales. No entanto, incluir no mesmo saco Equador e Paraguai, daí é forçar a amizade, sendo que Fernando Lugo foi democraticamente eleito a menos de 2 anos hehehe.

    Discordar de posturas politicas é uma coisa, rotulá-las sem uma análise mais profunda é outra, daí ficaríamos só na superficialidade da discussão.

    Abs

    Sonic sao todos farinha do mesmo saco.
    Todos contra o Brasil que é uma democracia.
    Chaves e Morales tambem foram eleitos democraticamente e olha so no que esta dando.

    O padreco pedofilo do Fernando lugo e o presidente do Equador sao duas viboras apenas esperando a melhor hora de dar o bote.
    Argentinos tambem nao sao confiaveis.

    Não se iluda os USA não sao o perigo mais imediato.
    Chaves nao esta se armando para guerra com USA ( ele sabe que os americanos podem transformar a Venezuela em poeira em questão de segundos) é contra o Brasil que ele se arma.

    Temos que acordar

  38. muscimol disse:

    Eu nao sei qual o problema das bases dos EUA ai na Colombia ….isso diz respeito somente a dois paises…

    enfim …os EUA estao a cavar mais um fosso onde irao cair mais tarde…quantas mais bases eles abrirem maior vai ser o buraco financeiro e maior defice publico ….mais tarde quando estiverem perto da banca rota vao ter de fechar todas de uma so vez….aqui na Europa onde a bases americanas o pessoal querem que eles fiquem….sao milhoes de dolares que os americanos gastam na economia de cada pais …existem cidades que vivem so do negocio com as bases americanas. ….
    alem do mais o Chavez pode comecar uma guerra ai no sul….ele anda mortinho para isso!!!

  39. Wi disse:

    Além das pressões externas, bases, 4ªfrota…
    Temos o front interno, os quinta colunas, com o apoio das empresas de mídia a serviço dos anglo-americanos estão alvoroçados com as possibilidades de meter a mão no pré-sal.

    Confiram o texto abaixo para ver a que ponto…

    E são senadores da República !
    __________________________

    Dois tucanos no ninho americano

    Atualizado em 29 de agosto de 2009 às 01:59 | Publicado em 29 de agosto de 2009 às 01:56

    Paulo Henrique Amorim

    O Conversa Afiada recebeu o e-mail abaixo de uma fonte ligada à indústria do petróleo:

    “O Senador Alvaro Dias declarou que o partido está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para auxiliar seu trabalho na CPI da Petrobras. E diz mais “Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.

    As motivações do PSDB aos poucos vão ficando claras. Para atacar um patrimônio nacional busca apoio em uma concorrente nos Estados Unidos, país que tem enorme interesse no enfraquecimento da Petrobras, já que pretende que suas empresas de petróleo ganhem importante fatia do pré-sal. Para isso contam com um senador tucano, que se dispõe a fazer o jogo do capital internacional contra a empresa brasileira.

    Depois de tentar mudar o nome da empresa para PETROBRAX, agora os tucanos se dispõem a prestar relevantes serviços aos concorrentes de nossa maior empresa. Mas, sobre isso, a imprensa não fala uma linha.

    Álvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa de Houston na próxima semana para fechar contrato de investigação sobre a Petrobras. Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI. O senador falou sobre essa questão com jornalistas do Globo, Estadão e Folha. Mas não deu detalhes.

    Outro senador que estaria envolvido nos contatos com a empresa é Sérgio Guerra, mas ele se nega a falar sobre o assunto.”

    O Conversa Afiada, na segunda-feira, perguntará ao senadores Álvaro Dias e Sérgio Guerra os termos da colaboração dos tucanos com a empresa americana para desestabilizar a Petrobrás e meter a mão no pré-sal.

    O Conversa Afiada pedirá ao presidente da CPI, senador João Pedro (PT-AM), que interpele os dois tucanos sobre esse ato que, se verdadeiro, seria uma forma de traição.

    Vale apena ler os comentários, indignados, lá no site “Vi o Mundo” :

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/conversa-afiada-dois-tucanos-no-ninho-americano/

  40. muscimol disse:

    MAs alguem seriamente acha que os EUA vao fazer pressao militar sobre o Brasil para meter mao ao pre-sal???……andam a ver muitas novelas mexicanas!!!

    os homens mal conseguiram controlar o Iraque …!!

    a quarta frota e mais uma pedra no sapato de eles… vao ver …se o petroleo muda de dolares para euros o EUA em menos nada vem os precos aumentarem 30% ….mais um prego para o caixao economico deles!!

  41. Roberto CR disse:

    sonic wings em 29 ago, 2009 às 15:37

    Quando passou na TV? Qual emissora? Sabe se está disponível pela internet?

    Abs

  42. Roberto CR disse:

    muscimol em 29 ago, 2009 às 18:47

    Parece realmente um conto da carochinha, mas eles já tentaram isso antes com o programa espacial brasileiro. De uma olhada neste link (http://www.viomundo.com.br/buraco-negro/projeto-memoria-curta-o-dia-em-que-fhc-decidiu-alugar-um-pedaco-do-brasil/) e veja o que governos brasileiros quase fizeram em passado recente. Não fosse a indignação pública teríamos perdido a base de lançamentos de Alcântara.
    Quanto ao seu comentário das 17:47, o problema das bases instaladas na América do Sul é que o sentido da mão é inverso ao que ocorre na Europa: não traz dinheiro algum; e interfere como meio de pressão política na tomada local de decisões estratégicas pelos governos locais; o DEA não cumpre o papel que motivou sua criação e em muitos casos se envolveu com traficantes; embaixadores americanos a mais de uma década tem o hábito de financiar, sempre que possível, estruturas de direita/extrema direita locais, relegando o combate ao tráfico a mera formalidade contratual; militar americano não entra em confronto com traficante, no máximo controla os meios de inteligência e vigilância, o que cria conflitos internos sobre quem comanda as forças armadas do país, gerando instabilidade social e política; o próprio Brasil já provou desse remédio na década de 1990 quando a influência dos EUA sobre a Polícia Federal era total e eles nem se davam a decência de esconder o fato. Enfim, o que a você parece um exagero é o que se passa por aqui desde o século XIX.

    Abs

  43. Roberto CR disse:

    muscimol

    Só para finalizar. Eles não querem invadir, querem controlar a região política e economicamente. Como você mesmo escreveu, invadir é um exagero.

    Abs

  44. A-Bomb disse:

    Se o Brasil fosse potencia Nuclear ninguem se meteria por aqui.

    Repito.
    Alguem se mete com Rússia?
    Alguem se mete com China?
    Com França?

    Não pois a conversa la e outras não meus amigos.
    Mas ja com nosso Brasil paz e amor todo mundo pisa ate mesmo paizinhos como Venezuela e Bolívia.
    Dois lixos que nem mesmo deveriam ser chamados de pais.

    Olha a que ponto chegamos

  45. Wi disse:

    As bases militares estadunidenses na Colômbia, num primeiro momento, servirão mais como elemento de coação, de pressão psicológica.

    Os norte americanos se utilizam dos mesmos métodos, guardadas as diferenças de situações , do Imperio Inglês no século 19, métodos atualizados e com novos instrumentos midiáticos/tecnológicos e psicológicos, más a essência permanece a mesma…como exemplo:
    __________

    Trecho de texto, por *Manuel Cambeses Júnior

    (*) Coronel-aviador, conferencista especial da ESG, membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e vice-diretor do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.)
    ________

    ( O autor se refere ao Império Britânico na India)

    Império, hegemonia e poder coercitivo

    “A chave do controle de seu império residia na cooperação das elites. O maior artífice da mesma, na Índia, Thomas Macaulay, historiador e político inglês, definiu-a, em 1835, nos seguintes termos: “Devemos fazer nosso maior esforço para formar uma classe que possa constituir-se em intérprete entre nós e os milhões de indianos que governamos; uma classe indiana em sangue e cor, porém inglesa em gostos, opiniões, moral e intelecto”. Ao transformar em anglófila a casta dirigente da Índia, pôde garantir-se um efetivo e competente controle da massa humana, fazendo da coerção um recurso de última instância.”
    ……………..

    Outro trecho de Gambesi, em outro texto, intitulado:

    A estratégia política dos EUA em relação ao Brasil

    “A estratégia ideológica, que é central para todas as demais, procura convencer a elite e a população brasileira do desinteresse e do altruísmo americano em suas relações com o Brasil, inclusive com o objetivo de garantir o apoio da elite brasileira à idéia de liderança americana benéfica no continente e no mundo. Para atingir tais objetivos, a estratégia estadunidense considera como imprescindível garantir o livre acesso dos instrumentos de difusão do American Way of Life à sociedade brasileira e formar grupos de influência norte-americana no Brasil e, como meio, formar a elite brasileira em instituições americanas.”
    ___________

    Um exemplo vivo disto é o dos senadores, “entregando o ouro para o bandido”…

    Destacado do comentário anterior:

    “Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI.”

    Notar que são documentos enviados ao Congresso Nacional com dados da Petrobrás, a maior empresa brasileira, de interesse estratégico… e serão entregues a uma empresa americana concorrente da Petrobrás?

  46. Jorge disse:

    Mera curiosidade.

    As cores da tal Unasul(r) foram inspiradas na bandeira da república popular da china? Cadê o nosso Verde-Amarelo?

    Mas vamos em frente. Que nós temos que nos relacionar com nossos vizinhos não há dúvida.

    Mas com essa conversa dos marxistas da ONU da tal de soberania relativa, é bom abrir os olhos com as intenções ocultas que movem essa turma de esquerda. Vamos acordar um dia com fronteiras virtuais. E dane-se o Barão do Rio Branco e os patriotas.

    Integração sulamericana nas mãos de Lula, Amorim, MAG, etc., é prenúncio de URSAL.

  47. COMANDANTE MELK disse:

    Senhor A-Bomb em 29 ago, 2009 às 19:25,

    “Mas ja com nosso Brasil paz e amor todo mundo pisa ate mesmo paizinhos como Venezuela e Bolívia´´.

    Compreendo a indignação do amigo, se serve de consolo, eu diria ao amigo que não temos bomba atómica e nem as forças armadas bem equipadas, mas temos algo que é muito mais poderoso do que qualquer uma dessas coisas citadas acima.

    Temos legitimidade para dizer ao mundo que o Brasil está fundado no direito, na razão ou na justiça no trato com qualquer país da face da terra, somos autêntico com o grande, com o pequeno.

    Temos legitimidade para dizer aos quatro cantos do mundo que o Brasil decidiu abnegar daquilo que outros buscam incessantemente (A bomba atómica) não porque não tenhamos condições de tê-la(Porque tecnologia para isso nós temos), mas porque pelo que foi dito acima temos um modo digno de proceder para alcançar os nossos objetivos nacionais, que não é pela ameaça, pela coerção de quem quer que seja.

    Temos legitimidade para dizer ao mundo que o BRASIL É UM PAÍS DE ÍNDOLE PACIFICA. E digo ao amigo sem medo de errar, essa é a nossa maior virtude/força e o MOTIVO PELO QUAL NOS RESPEITAM….

    Grato.

  48. germa disse:

    A-bomb, eu ainda continuo discordando da produção de armas atomica agora.seriam horríveis para economia.

    existem 2 tipo de países no mundo, os que mandam e os que obedecem.
    o brasil ta quase sendo promovido então pq investir em armas nucleares agora??

    e investimento em armas convencionais ja causa problema,como os sub franceses e os caças,mas não é chocante

    só o fato de estarmos construindo o nosso subnuc já um aviso ao mundo.

    só pra lembrar a russia cessou fogo contra a georgia quando a Condoleza Rice estava por lá e a china não atacou taiwan pq lá existem bases americanas.

    o no caso da corea do norte,ainda não sumiu do mapa pq a china não quer,ou vc acha que os EUA iam ficar feio na foto com o seu maior credor??

    HJ investimento nesse tipo de arma é um tiro no pé,olha apressão em cima do Irã??

    abs ;)

  49. BRAVURA disse:

    Quem estiver insatisfeito com a instalação das bases americanas que adiquira bombas anti-pista para impor opinião e depois que aguente as que consequencias pq a retaliação vira em definitivo.
    Pq as bases vão ser instaladas de qualquer forma.

  50. Patriota disse:

    A Unasul é inutil ! o Brasil não tem nada a ganhar negociando com
    os bolivarianos e seu lider desmiolado chapolin .

    Outra coisa ridicula foi a proposta da Argentina de unificar
    os elementos de defesa, os kichnner estão destruindo as FAs argentinas e estão querendo que o Brasil e demais paises da AL
    arquem com seus gastos em defesa .

  51. pazolini disse:

    Alvaro Uribe é hoje o maior estadista da America Latina. Combate de foma eficaz a Farc e consegui redizr drasticamente a criminalidade em cidades como Bogotá e Medelin ( hoje, são consideradas mais seguras que o Rio de Janeiro, por exemplo ).Ao invés destes ditadores populistas ( Evo Morales, Rfael Correa e Hugo Chavez ) ficarem se preocupando e enchendo a paciencia com discursos inuteis e vazios,deveriam sim preocupar-se com os problemas de seus proprios países. Aliás , é o que LUla deveria fazer também ; e as favelas do Rio, onde a ausencia do estado resultou no caos que é a segurança publica , nao só no Rio mas como em outras cidades brasileiras ; e a fronteira com o Paraguai, ponto de entrada de drogas, armas e contrabando, que causam enormes prejuizos socias e financeiros para o Brasil ?. Estes problemas é que deveriam ser discutidos seriamente por todos nós e nao os problemas internos da Colombia, a qual é um pais soberano e democratico. Crise no senado , suspeitas de enriquecimento ilicito de familiares do Presidente, uso ilegal de cartoes coorporativos do governo, quebra ilegal de sigilo bancario de um pobre caseiro por um Ministro da Fazenda e possivel coordenador de campanha presidencial do PT ,uma canditata ao governo que na época da ditadura ,dizem ter participado de assltoa banco com a morte de um inocente, aparelhamento politico da Petrobras e Receita Federal… será que nao temos mais com o que nos preocupar e discutir do que assuntos que interessam a Colombia? Nao deveriamos aprender algumas coisas com os americanos, onde p sistema juridico veta uma indicaçao do presidente Obama devido ao fato do indicado nao ter pago o equivalente ao INSS a um funcionario no passado ? Algo vai muito mal em nosso país e precisamos colocar em nossa pauta diaria a discussao e a busca de esclarecimentos para todos estes fatos , os quais só diminuem nosso pais.

    Saudaçoes a todos

  52. Wolfpack disse:

    Tenho pena do Uribe contra este bando de países delinqüentes ao seu redor.
    Por sinal estava vendo o Globo News Painel deste final de semana, e como o debate é raso sobre o tema, como as opiniões não têm base técnica. O Sr ao lado do Godoi do Estadão me expõe a besteira que um alinhamento com a França na questão do FX2 e dos submarinos nos coloca alijados do uso do sistema global de posicionamento GPS (Americano) e que nossos sistemas de controle de tráfego aéreo é baseado em sistemas americanos e o custo de se alterar isso tudo será enorme e incomprensível. O cara ainda fala que já teve acesso ao Magabeira Unger qdo este estava em dos MInistérios. Bem, o camarada primeiro não entede que nosso sistema (CINDACTA) foi configurado pela Thompson Francesa, esta que foi colocada de lado no Sivam pela Reatheon. Esquece que sim, teremos que mudar muita coisa daqui pra frente, datalink, nos capcitarmos a absorver a tecnologia que está vindo e construir nossas FFAA para um novo mundo, novas operações pois estamos a muito atrasados.
    Coloca importância ímpar as bases americanas na Colômbia e pensa ser possível um integração de dados entre o Sivam e os Serviços de Inteligência Americanos na Colômbia. Isso é praticamente impossível, e diga-se de passagem não é necessário por parte dos americanos. A importância de uso destas pistas é mínimo. Os Estados Unidos da América não necessitam bases em terra para transferir poder de suas Forças a qualquer canto deste planeta.

  53. sonic wings disse:

    Roberto CR,

    A reunião foi transmitida na integra ao vivo pela NBR, sempre pego boas discussões também na TV Camara e TV Senado, canais que ninguém dá muita bola.

    Abs

  54. Asimov disse:

    A tal da garantia foi dada, apesar do circo:

    [...] Especificó, además, que el artículo 3 del acuerdo entre Colombia y Estados Unidos establece que “no se puede utilizar (lo convenido) para la intervención en asuntos internos de un Estado”. [...]

    Acabou de passar um painel no GloboNews muito interessante sobre esse tema com o Salvador Raza e Godoy. Com direito ao tema das bases, EUA, FX, etc. Em breve deverá estar disponível on line: http://globonews.globo.com/Jornalismo/Gnews/0,,3290,00.html

  55. Cor Tau disse:

    “Só para finalizar. Eles não querem invadir, querem controlar a região política e economicamente. Como você mesmo escreveu, invadir é um exagero”

    O objetivo é esse….Atraves de manobras escusas desestabilizar a região e os “alvos”..Incitar…Não apenas os “alvos”(Não passam de meios) como toda a região(Verdadeiro/Real~Alvo/Objetivo) para assim justificar e fincar dominio~influencia política e economica na região…Esses “alvos” não passam de engodo…De massa de manobra..Para se chegar ao verdadeiro alvo…Para se atingir o verdadeiro objetivo…Que é a região…Farão cade vez mais pressões e provocações…Fomentarão ainda mais discórdia e desestabilização…Incitarão ainda mais este pais….Cade vez mais….

    “Temos legitimidade para dizer ao mundo que o BRASIL É UM PAÍS DE ÍNDOLE PACIFICA. E digo ao amigo sem medo de errar, essa é a nossa maior virtude/força e o MOTIVO PELO QUAL NOS RESPEITAM….”

    Ou você tem uma estratégia própria ou então é parte da estratégia de alguém……..Quanto maior a força tanto mais perigoso o abuso…………..Sofreremos manobras, provocações e pressões ainda piores….Sofreremos manobras, provocações e pressões ainda mais fortes e agressivas por conta de tal postura…..Nossa paciência alcançará mais que nossa força………

    “Para muitos, a medida visa a conter o avanço da influência brasileira no continente.A restauração da IV Frota e a ampliação das bases militares na Colômbia visam contrapor-se ao Brasil, bloquear sua preeminência política e militar.Quem lê a exposição de motivos para o plano antiterror se assusta. Além de críticas quanto à relação do Irã com países da região, sobram acusações contra o programa nuclear brasileiro.Sobre as centrífugas de enriquecimento de urânio em Resende (RJ), alegam [ EUA ]que podem ser “reconfiguradas para produzir urânio altamente enriquecido em quantidade suficiente para produzir uma série de armas nucleares anualmente”.Se querem criar restrições à proliferação, que seja global.Ao fazer algo assim só para a América do Sul, está claro que o alvo é o Brasil”

    Diante de uma larga frente de batalha procure o ponto mais fraco….E alí….Ataque com a sua maior força…………Qualquer operação militar tem na dissimulação sua qualidade básica……Não andes entre aqueles de quem ainda podes tornar-te escravo…………

    “O ponto que levantei nesta observação, foi de que não precisamos de bases para sermos invadidos pelos EUA, já o somos de maneira bem mais sutil do que vociferam nossos políticos.”

    É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo…..Obter uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade……..Dominar o inimigo sem combater isso sim é o cúmulo da habilidade…..Nunca seja um escravo dos padrões que plantaram em você………..Ninguém é mais escravo do que aquele que se considera livre sem o ser………..

    “Uma boa resposta do Chavez seria oferecer aos Russos ou Chineses uma Base militar para combater o narco-tráfico…”

    Toda essa prezepada tambem não passa de resposta~manobra contra a russia….Por diversos fatores como….Por ter aliciado o Panama…..Por aliciar aquele pais(Canal)….Assim como por outros fatores de mesma natureza(Influencia/Poder politico/Região)………Tudo não passa de joguetes entre potencias………Patético…..

    “Possivelmente um conflito não será deflagrado entre Venezuela e Colômbia. Mas sim entre Colômbia e Equador.Outro ponto de sensibilidade é o Chile e o Peru que estão a caminho das via de fato. Se isso acontecer o continente vai se dividir e entrar em um conflito maior.”

    Se você descobrir o ponto fraco do oponente você tem que afetá-lo com rapidez…..Capture inicialmente aquilo que for muito valioso para o inimigo……..Não deixe que seja revelado a hora do seu ataque…………

  56. Cor Tau disse:

    Sendo o cômico a intuição do absurdo….Ele afigura-se-me mais desesperante do que o trágico…..

    Em rio de piranhas jacaré nada de costas…………

  57. muscimol disse:

    Eu espero que isso nao rebente … mas parece-me muito exagerado as reaccoes tomas por alguns paises no que diz respeito as bases americanas. As bases gastam dinheiro atraves dos soldados que vao morar la e que com ordenados em media de > 35000$ por ano. Multlipiquem isso por centenas ou milhares de americanos e logo fica-se a ver que sao como turistas.

    na base das lajes nos acores:

    “De facto, as forças americanas gastaram, no último ano (2005), 14,5 milhões de euros na compra de serviços e mercadorias junto dos comerciantes da ilha, mais 1,3 milhões do que em 2004.”…

    eu digo …deixem-nos estar la a gastar isso por ano para os comerciates …sobre o poder deles influenciarem os governos ai ou noutros sitios do mundo…..se ouver um bom sistema de justica e uma policia eficaz os corruptos sao expostos facilmente.

    Eu por mim preocupava-me mais com outras coisas …. com o crescimento que a china esta a fazer, daqui a uns anos os EUA nao vao ter cacau para ter um exercito desse tamanho …ainda mais se a China deixar de lhes emprestar dinheiro ….eles estao a cavar o fosso onde podem muito bem ser enterrados …sao imperialistas ….e normalmente os imperios acabam devido ao excesso de autoconfianca e cegueira mental. …..como se diz na pesca….da-lhe fio e deixa-o cansar-se …ele ja ca vem ter a superficie!!
    ;)

  58. Noel disse:

    konner, foi vc que relatou esse assunto. Questionei a existência e/ou esclarecimentos sobre o projeto que vc citou, as afirmações sobre o tal projeto são suas, mas sem as respostas de autores do projeto, referências de tramitação no Congresso americano, etc… Afinal, projetos são escritos, tem autores, e não são idéias ditas ao vento.
    Agora o que não entendi mesmo, é vc ter ficado tão nervoso com as perguntas, se estamos num fórum de debate, bastava responder, e caso respondesse que são apenas análises pessoais suas, seria fácil de entender; até porque, a forma grosseira e mal educada de sua resposta, já me levou a essa conclusão.

  59. Harry disse:

    Caro sonic wings
    “É amigos a labuta será grande, grande do tamanho dos nossos sonhos”.
    Mas precisamos entender e querer.

    “no entanto, se queremos fortalecer o bloco é preciso mudar nossa postura”
    Nós ja demos um passo nessa direção (da Colombia). Uribe deu Recados varios:
    “voces não nos ajudaram” Quem na A.Sul teria condições e não vez?
    De forma elegante deu o recado e em nenhum momento disse: voces reconheceram as Farcs.

    Como diria o João Curitiba o Brasil agora tirou para dançar o Uribe.
    Com apoio do Brasil conseguiu conseguiu incluir no documento final do encontro um repúdio à ação de grupos armados na região e o “compromisso de fortalecer a luta e a cooperação contra o terrorismo, a delinquência transnacional organizada e delitos conexos: o narcotráfico e o tráfico de armas.

    Outro dado que fortalece a posição do Brasil é a não INTERVENÇÃO.
    O respeito da escolha de cada povo, desde que por vias democraticas o que nos deixa em uma posição coerente..
    O que é claro não interressa a Colombia, Venezuela e EUA.
    O que Peru – Allan Garcia chama de balaio de gato ,
    O que o texto se refere a “DOCUMENTO VAGO” :
    “O texto do acordo é suficientemente amplo para agregar as diferenças manifestadas por Uribe, de um lado, Chávez, Correa e o boliviano Evo Morales.

    E no final ratificamos sem criar um clima anti-americano um documento que:
    diz “a presença das forças militares estrangeiras não pode ameaçar a soberania e a integridade de qualquer nação sul-americana e, em consequência, a paz e a segurança na região”.
    Que EUA não vem a Unasul e que não vão assinar documento nenhum de garantias todos já sabemos.

  60. konner disse:

    Noel,

    … REALMENTE, voçê não é bom entendedor.

  61. COMANDANTE MELK disse:

    Senhores,

    como era de se esperar, começam a aparecer mais informações e desdobramentos da reunião da Unasul, resolvi postar mais uma noticia para poder trazer mais subsidios aos colegas nesta discussão. Lá vai…

    Hugo Chávez diz que UNASUL pode estudar tratados entre Venezuela e Rússia!
    8/29/2009 11:01:00 AM Postado por Administrador – Arte Bélica
    Marcadores: Argentina, Brasil, China, Colômbia, EUA, Irã, Rússia, Unasul, Venezuela O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que os tratados assinados por Venezuela e Rússia podem ser estudados pelo Conselho de Defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em uma cúpula presidencial dedicado à segurança na região.

    “Não há nenhum problema em que o estudo do Conselho de Defesa da Unasul em pormenor os tratados assinados por Venezuela e Rússia e também com o Irã e a China”, disse Chávez durante uma reunião extraordinária de presidentes da Unasul, realizada ontem na cidade de Bariloche, no sul da Argentina.

    A reunião foi convocada para discutir questões de segurança na América Latina após os EUA planeja usar sete bases militares na Colômbia para ajudar o governo colombiano em sua luta contra o narcotráfico e as guerrilhas.

    Na cúpula, Chávez disse que seu governo está pronto para ensinar a “qualquer momento” os acordos entre a Venezuela e os países acima citados para reforçar as relações nos domínios político, militar, econômico, comercial e cultural.

    Ao mesmo tempo, Chávez propôs ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para apresentar defesa UNASUL Conselho, o texto integral do projecto de tratado acordado e pronto para a assinatura entre o seu país eo E.U.A. para os militares E.U. pode usar bases militares território colombiano.

    Após concluir a reunião, os presidentes assinaram um documento final que se compromete a “fortalecer a América do Sul em paz”, mas sem uma afirmação concreta sobre o controverso acordo americano-colombiana, que foi motivo para a reunião.

    Os presidentes instruíram seus ministros das Relações Exteriores e ministros de defesa para responder a primeira semana de setembro a “concepção-construção de medidas relativas à segurança e confiança e mover-se em uma estratégia sul-americana de combate ao tráfico de drogas”.

    Também apoiaram a iniciativa proposta pelo presidente do Equador, Rafael Correa, para pedir a U. S. presidente Barack Obama para explicar pessoalmente aos seus homólogos sul-americanos a necessidade de tropas E.U. em solo colombiano.

    Criado como uma organização intergovernamental de interação regional, em maio de 2008, Unasul é formada por Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

    Fonte: RIA Novosti/via/Arte Belica.

    Grato.

  62. COMANDANTE MELK disse:

    Senhores,

    os erros de tradução é do proprio site…

    Grato.

  63. COMANDANTE MELK disse:

    Senhores,

    esta ultima noticia que postei, creio que seria interessante o pessoal do Estadão ler…
    Lá vai…

    Documento da Unasul pode virar armadilha
    para Chávez

    Denise Chrispim Marin e
    Ariel Palacios

    Termos vagos da declaração final criam ambiente desfavorável para parcerias como a que Caracas ofereceu à Rússia.

    A Colômbia de Álvaro Uribe saiu imune da reunião de cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), na sexta-feira, em Bariloche. Já a Venezuela de Hugo Chávez caiu em uma espécie de arapuca. O polêmico acordo entre Colômbia e EUA deixou como herança a criação de um mecanismo vago o bastante para embaraçar futuros acordos militares entre sócios do bloco e países de fora da América do Sul.

    Entre os acordos que poderiam ser freados estão os que envolveriam a Venezuela e a Rússia – em março, antes da polêmica sobre as bases colombianas, Chávez afirmou que permitiria que bombardeiros russos utilizassem a ilha caribenha de La Orchila. Meses antes, Venezuela e Rússia realizaram exercícios militares conjuntos, o que irritou Washington. O comércio de armas também será monitorado pelo Conselho de Defesa da Unasul.

    O texto, entretanto, é confuso e chegou a ser classificado como ininteligível pelo presidente peruano, Alan García. O documento defende a adoção de “mecanismos concretos de implementação e garantias para todos os países aplicáveis aos acordos existentes com países da região e extraregionais”, sem mais detalhes.

    A reunião de cúpula, em si, expôs e aprofundou fissuras na região andina. Os ataques e cobranças entre Venezuela, Equador e Bolívia, de um lado, e Colômbia e Peru, de outro, estamparam conflitos que se arrastam há décadas e poderiam minar o projeto de integração idealizado, originalmente, pelo Brasil. Mas no fim do debate, o acordo EUA-Colômbia foi mantido intacto.

    “As pessoas (presidentes) precisavam fazer sua catarse, colocar para fora seus sentimentos, desabafar, falar para a sua televisão”, resumiu o chanceler brasileiro, Celso Amorim. “Claro que as duas horas finais de debate não acrescentaram nada porque o documento estava pronto. Mas, talvez, se houvesse tentativa de aprová-lo duas horas antes, não fosse possível”, completou, para justificar a catarse coletiva.

    O documento final da reunião de Bariloche elencou seis tópicos. O de número três expôs os limites para que outros países da região – em especial, a Venezuela – se aventurem no mesmo caminho da Colômbia. Também deixou um sutil compromisso de que as ações militares americanas na Colômbia não se estenderão pelos vizinhos. “Para um bom entendedor, meia palavra basta”, afirmou Amorim.

    Para Amorim, embora a reunião não tenha alcançado um acordo geral sobre as questões de segurança e de soberania na América do Sul, esse tópico trouxe um “avanço” no processo de solução do dilema gerado pelo acordo EUA-Colômbia.

    A próxima etapa desse processo se dará em setembro, quando o Conselho de Defesa – chanceleres e ministros da Defesa – e o Conselho de Combate ao Narcotráfico se reunirão para detalhar este e outros tópicos que ficaram pendentes em Bariloche. O local natural do encontro será o Equador. Mas, como esse país rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, haverá resistência de autoridades de Bogotá em participar.

    Essa rodada ministerial deverá detalhar o que se entende por garantias para acordos militares e definir o que são e como serão implantados os mecanismos de geração de confiança entre os Estados. Mas terá também a tarefa de destrinchar o Livro Branco do Comando de Mobilidade Aérea, documento denunciado por Chávez como um plano estratégico americano que define Palanquero, na Colômbia, como uma “base expedicionária”.

    Fonte: Estadão.com

    Grato.

  64. Felipe Cps disse:

    Assisti apenas hoje o programa “Painel Globo News” da Globo News e achei fantástico. Roberto Godoy, do Estadão, Salvador Raza e um cientista político do IFHC que esqueci o nome.

    Matou qualquer dúvida a respeito de para que servirão as bases da Colômbia. Na verdade, as bases são a ponta de lança pra uma estratégia muito mais ampla de combate ao narcotráfico do que a estratégia hoje existente. Possivelmente teremos em algum momento de colaborar com os EUA nesse amplo esforço de monitoramento aeroterrestre dos campos de produção, laboratórios e rotas do tráfico. O Brasil vai ter que assumir um lado: ou fecha com os EUA e os países que querem combater de fato esse flagelo ou…

    O entrevistado Salvador Raza, especialmente, demonstrou-se um profundo conhecedor do tema de defesa, com informações precisas e detalhadas por exemplo, dos sistemas embarcados nas aeronaves de vigilância.

    Coisa que não sabia: dois terços da carga eletrônica embarcada de tais aeronaves são geradores e baterias.

    Roberto Godoy sempre com suas já conhecidas intervenções acertadas e precisas. E o outro entrevistado, cientista político, com comentários mais voltados para o lado político do que técnico-militar, demonstrou que os EUA erraram em sua diplomacia no episódio. E que o Brasil não está preparado, ainda, tanto no campo diplomático como no técnico, para jogar o que ele chamou de “jogo da major league”.

    Enfim, recomendo assistir. Uma pena que o programa foi tão curto.

    Sds.

  65. Noel disse:

    konner, diga apenas qual é a fonte das afirmações desse tal projeto, ou se são suas pessoais, tá difícil de responder?

  66. Noel disse:

    Caso esse projeto tenha origem, vamos dar uma conferida; mas se são apenas ilações pessoais, ponto final nesse assunto.

  67. Carlos Pé de Banha disse:

    Caro Felipe Cps.

    Os EUA tem Bases plantadas em mais de 40 países pelo mundo;NADA TEM HAVER COM TRÁFICO DE DROGAS,é pura ASTÚCIA e PRETEXTO ESTRATÉGICO.

    Elas servem de plataformas para MANIPULAÇÃO POLÍTICA e futuras INVASÕES, OCUPAÇÕES e RAPINAR tudo que sirva aos interesses dos EUA.

    Leia e Entenda a vesdades dos fatos neste site:

    http://antoniocarlosdelys.com.br/

  68. Robson Br disse:

    O Uribe está com a gripe suina. Quem merecia este presente era o Chaves, correa e o maraes…

  69. Felipe Cps disse:

    Carlos Pé de Banha:

    Não sou paranóico (4a Frota?) e não sou anti-americano. Acho que os EUA, com todos os defeitos que tem (e tem aos montes) foram a melhor coisa que aconteceu com a humanidade desde o Império Romano, que também tinha um monte de defeitos, mas deixou um legado cultural e civilizacional que dura até os dias de hoje na cultura mundial (em vários aspectos boa parte do mundo pode ser considerada romana até hoje – nós inclusive).

    Nunca na história da humanidade houve um período tão bem sucedido para a espécie humana como a segunda metade do séc. XX, que foi capitaneada principalmente pelo desenvolvimento econômico dos EUA.

    Baseio-me em fatos, não em versões desta ou daquela ideologia. E sei pelo pouco que conheço de estratégia militar que se os EUA quisessem alguma coisa ou pedaço do Brasil, precisariam paralisar nosso centro econômico-produtivo, vale dizer: teriam de atacar o eixo SP/Rio. Neste sentido, seria muito mais fácil virem por mar, em NAe´s, do que atravessando a Cordilheira dos Andes e/ou a o Inferno Verde Amazônico.

    Sds.

  70. Azul&branco disse:

    URSSAL! Vai dizer que não lembra a bandeira soviética!

  71. Wi disse:

    Os estadunidenses fazem seus planejamentos geopolíticos em largos horizontes de tempo, como 50 anos.

    Interessante observar como os fatos atuais corroboram um cenário estratégico elaborado lá pela década de 1940 pelo principal geoestrategista norte-americano do século XX,
    Nicholas Spykman.

    O EUA tem investido pesadamente na Colômbia, não em função de combater o narco-trafico, más dentro de uma estrategia, traçada a bastante tempo, de dominação e divisão da América do Sul.

    Quem afirma isto, não é um “bolivariano maluco” e sim o principal geoestrategista norte-americano do século XX…

    Chavez é um imprevisto as pretensões yankes na AS, por isto sua demonização feita pelas grande empresas de mídia a serviço do norte, visando com isto formar uma aceitação pela opinião pública, à uma agressão militar na Venezuela.

    A UNASUL e o CDS são sim, importantes instrumentos para tentar conter, politicamente, a expansão militar do EUA na AS. E preserva-la como uma zona de paz.

    Pessoalmente não acredito em agrssões miltares no cenário atual, no curto prazo. Más evidentemente o Brasil precisa acelerar a reestruturação ,modernização e fortalecimento de suas forças armadas.

  72. Wi disse:

    Abaixo, o artigo de José luiz Fiori:

    ……………….

    Spykman: EUA, de olho no Brasil, Argentina e Chile

    30 de agosto de 2009

    Nicholas Spykman e a América Latina

    Para o principal geoestrategista norte-americano do século XX, qualquer ameaça à hegemonia dos EUA na América Latina deverá vir do sul, em particular da Argentina, Brasil e Chile. Uma ameaça à hegemonia nesta região terá que ser respondida através da guerra, escreveu Spykman.

    José Luís Fiori, na Carta Maior

    O principal “geoestrategista” norte-americano do século XX, nasceu em Amsterdam, em 1893, e morreu nos Estados Unidos, em 1943. Era de origem holandesa, mas fez seus estudos superiores na Universidade da Califórnia, e foi professor da Universidade de Yale, onde dirigiu o seu Instituto de Estudos Internacionais, entre 1935 e 1940. Morreu ainda jovem, com 49 anos, e deixou apenas dois livros sobre a política externa norte-americana: o primeiro, America’s Strategy in World Politics, publicado em 1942, e o segundo, The Geography of the Peace, publicado um ano depois da sua morte, em 1944. Dois livros que se transformaram na pedra angular do pensamento estratégico norte-americano de toda a segunda metade do século XX, e do início do século XXI.

    Nicholas Spykman não foi um cientista, foi um “geopolítico” e a geopolítica não é uma ciência, é apenas uma disciplina que estuda a relação entre o espaço e a expansão do poder, antecipando e racionalizando as decisões estratégicas dos países que exercem poder fora de suas fronteiras nacionais. É por isto, aliás, que só existe produção geopolítica relevante, nas chamadas “grandes potências”, e cada uma delas tem sua própria “escola geopolítica”, com suas preocupações, objetivos e racionalizações específicas. Como no caso clássico da “escola geopolítica alemã”, de Friederich Ratzel e Karl Haushofer, com a sua teoria do “espaço vital” e do “pan-germanismo”, que serviu de ponto de partida para explicar a “necessidade geográfica” de expansão alemã, na direção da Europa Central, e da Rússia/União Soviética. Ou também, como no caso da “escola geopolítica inglesa” de Halford Mackinder, com sua famosa tese de que “quem controla o “coração do mundo”( situado mais ou menos entre Berlim e Moscou), controla também a “ilha mundial” (a Eurásia), e quem controla a “ilha mundial” controla o mundo”. Teoria que serviu de base para justificar a política externa britânica durante todo o século XX, e seu permanente veto e bloqueio de qualquer aliança entre a Alemanha e a Rússia/União Soviética.

    Dentro desta tradição, não há dúvida que Nicholas Spykman foi o pai da “escola geopolítica norte-americana”. Ele partiu das idéias de Halford Mackinder, mas modificou sua tese central: para Spykman, quem tem o poder mundial não é quem controla diretamente o “coração do mundo”, é quem é capaz de cercá-lo, como os Estados Unidos fizeram durante toda a Guerra Fria, e seguem fazendo até os nossos dias. Spykman escreveu seus dois livros antes da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, e por isto chama atenção a sua capacidade genial de prever o que aconteceria depois da guerra, tanto quanto a semelhança entre suas propostas estratégicas e a política externa que os Estados Unidos adotaram efetivamente, durante a segunda metade do século XX, na Europa, Ásia e América.

    Em 1942, Nicholas Spykman defendeu a necessidade de uma aliança estratégica e de uma hegemonia conjunta, anglo-americana, para “gerir o mundo” depois do fim da Guerra, como de fato ocorreu, em São Francisco, em Bretton Woods, e na formulação da Doutrina Churchill-Truman da “cortina de ferro”. Além disto, Spykman defendeu a necessidade de que os Estados Unidos reconstruíssem e protegessem a Alemanha, depois da guerra, para facilitar a “contenção” da União Soviética, como aconteceu durante toda a Guerra Fria. E defendeu também a necessidade de reconstruir e proteger o Japão, para enfrentar a ameaça futura da China, que era na época o principal aliado asiático dos Estados Unidos. Por fim, Spykman se opôs ao projeto da unificação européia, e defendeu a manutenção do equilíbrio de poder europeu, tutelado pelos Estados Unidos, como vem acontecendo cada vez mais, depois da queda do Muro de Berlim.

    E com relação à América, o que foi que previu e propôs Nicholas Spykman? Sobre este ponto, chama a atenção o grande espaço que ele dedica na sua obra à discussão da América Latina, e em particular, à “luta pela América do Sul”. Ele parte de uma separação radical, entre a América dos anglo-saxões e a América dos latinos. Nas suas palavras “as terras situadas ao sul do Rio Grande constituem um mundo diferente do Canadá e dos Estados Unidos. E é uma coisa desafortunada que as partes de fala inglesa e latina do continente tenham que ser chamadas igualmente de América, evocando uma similitude entre as duas que de fato não existe”(p:46). (1)

    Em seguida, ele propõe dividir o “mundo latino” em duas regiões, do ponto de vista da estratégia americana, no sub-continente: uma primeira, “mediterrânea”, que incluiria o México, a América Central e o Caribe, alem da Colômbia e da Venezuela; e uma segunda que incluiria toda a América do Sul, abaixo da Colômbia e da Venezuela. Feita esta separação geopolítica, Spykman define a “América Mediterrânea como uma zona em que a supremacia dos Estados Unidos não pode ser questionada. Para todos os efeitos trata-se um mar fechado cujas chaves pertencem aos Estados Unidos.. o que significa que o México, Colômbia e Venezuela (por serem incapazes de se transformar em grandes potências ), ficarão sempre numa posição de absoluta dependência dos Estados Unidos” (p: 60).

    Donde, qualquer ameaça à hegemonia americana na América Latina deverá vir do sul, em particular da Argentina, Brasil e Chile, a “região do ABC”. Nas palavras do próprio Spykman: “para nossos vizinhos ao sul do Rio Grande, os norte-americanos seremos sempre o “Colosso do Norte”, o que significa um perigo, no mundo do poder político. Por isto, os países situados fora da nossa zona imediata de supremacia, ou seja, os grandes estados da América do Sul (Argentina, Brasil e Chile) podem tentar contrabalançar nosso poder através de uma ação comum ou através do uso de influências de fora do hemisfério” (p:64) E neste caso, conclui: “uma ameaça à hegemonia americana nesta região do hemisfério (a região do ABC) terá que ser respondida através da guerra”. (p: 62). O mais interessante é que se estas análises, previsões e advertências não tivessem feitas por Nicholas Spykman, pareceriam bravata de algum destes populistas latino-americanos, que inventam inimigos externos e que se multiplicam como cogumelos, segundo a idiotia conservadora…

    (1) Spykman, N. , “America’s Strategy in World Politics”, Harcourt, Brace and Company, New York,1942

    José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

  73. João Curitiba disse:

    Publicado no portal Terra ontem e serve para ajudar na análise situacional do momento:

    Chávez diz que Venezuela não pode deixar de exportar petróleo aos EUA
    30/08 – 16:36 – EFE

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o país seguirá exportando petróleo aos Estados Unidos porque considera que uma medida contrária afetaria seus interesses.

    Em entrevista ao jornal “El Comercio”, de Lima, Chávez disse que “muita gente não sabe” que a Venezuela tem sete grandes refinarias e mais de dez mil estações de combustível em território americano.

    “A Venezuela não pode tomar uma decisão contra nós mesmos. Nós enviamos esse petróleo a nossas refinarias e a nossos sistemas de distribuição nos Estados Unidos”, explicou.

    O governante citou como exemplo dos vínculos comerciais os mantidos pelos Estados Unidos e pela União Soviética durante a Guerra Fria, apesar das divergências ideológicas.

    “Quase sempre foi assim. A União Soviética e os Estados Unidos em plena Guerra Fria faziam comércio e por bilhões de dólares. A China comunista e os Estados Unidos capitalista também. A China tem papéis do tesouro dos Estados Unidos, acho que no valor de US$ 600 mil, se não me engano”, declarou.

    O governante também considerou “uma piada” um comentário do presidente peruano, Alan García, que, durante a última cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), afirmou que Chávez temia a instalação de bases dos EUA na Colômbia quando é um dos principais provedores de petróleo ao país da América do Norte.

    “A verdade, além da piada do presidente García, é que pela primeira vez a Venezuela diversificou seu mercado”, afirmou.

  74. Carlos Pé de Banha disse:

    Caro Wi.

    Nicholas Spykman e a América Latina

    “Para o principal geoestrategista norte-americano do século XX, qualquer ameaça à hegemonia dos EUA na América Latina deverá vir do sul, em particular da Argentina, Brasil e Chile.

    Uma ameaça à hegemonia nesta região terá que ser respondida através da guerra, escreveu Spykman.”

    WI, COM ESTE DOCUMENTO CONFIRMA A VERDADEIRA FACE OCULTA E ASTUTA DA POLÍTICA EXTERNA DOS EUA:

    A de contruir o REINO UNIVERSAL DA ELITE DOMINANTE DOS EUA.

    São Predadores Astutos e Inteligentes e nós as presas.

  75. Felipe Cps disse:

    João Curitiba:

    Ótima notícia postada. Parabéns!

    Eu particularmente acho que os EUA deveriam fazer como os bolivarianos costumam fazer, e confiscar as refinarias venezuelanas em território estadunidense, só pra ver se o Palhaço de Caracas tem a moral de mandar seus “moderníssimos” Su-30 MKV para recuperar as refinarias…

    Mas sabe porque os EUA não fazem esse tipo de coisa? Porque é um país que respeita os valores do capitalismo e da democracia, ao contrário do bolivariano. Eles respeitam o poder do dinheiro: se a Venezuela comprou/construiu as refinarias, e pagou por elas, para o americano ela faz jus a se beneficiar sem que o Estado venha e tome “na mão grande”.

    Liberdade, respeito aos contratos assinados, respeito à livre iniciativa. Essa, a diferença, que a caterva comuno-esquerdopata anti-americanista simplesmente não consegue compreender.

    Quanto ao Bufão, verifica-se mais do que nunca que ele e sua “revolución” são a mais absurda contradição: ele manda a Bolívia tomar refinarias da Perobrás, mas ele mesmo tem o traseiro bem sujo de petrodólares americanos, e não abre mão de vender seu óleo, que lhe sustenta o império da ilegalidade no front interno e nas relações com seus vizinhos.

    Abs.

  76. COMANDANTE MELK disse:

    senhor Wi em 31 ago, 2009 às 4:50 & Wi em 31 ago, 2009 às 4:59,

    excelentes considerações e uma feliz postagem a sua do artigo da Carta Maior. Oque acontece meu caro, é oque como foi dito no artigo do José Luís Fiori, na Carta Maior isso tudo é geopolitica e na verdade são muitos poucos que compreendem isso…

    E como bem explica o José Luis Fiori, “O mais interessante é que se estas análises, previsões e advertências não tivessem feitas por Nicholas Spykman, pareceriam bravata de algum destes populistas latino-americanos, que inventam inimigos externos e que se multiplicam como cogumelos, segundo a idiotia conservadora…

    Como sempre digo, é geopolitica senhores, é geopolitica…(Procurem entender…)

    Grato.

  77. Harry disse:

    Caros,

    Desque quando o EUA respeita as leis internacionais que eles mesmo ajudaram a criar quando fere seus interesses?

    O Brasil recebeu hoje autorização da Organização Mundial do Comércio (OMC) para aplicar sanções em um valor próximo a US$ 300 milhões contra os Estados Unidos por este país não eliminar seus subsídios ilegais à produção de algodão.

    Tribunais arbitrais da OMC declararam em ocasiões anteriores que os Estados Unidos descumpriram sua obrigação de eliminar vários tipos de ajudas econômicas a seus produtores de algodão, que foram declarados ilegais pela primeira vez em 2005.

    Essa sentença foi depois referendada em outras instâncias do organismo comercial.

    Washington tinha prometido que eliminaria essas ajudas dentro de um acordo nas negociações comerciais da Rodada do Desenvolvimento de Doha, que estão paralisadas há mais de um ano.

    Abs

  78. COMANDANTE MELK disse:

    Senhores,

    aqui vai para os detratores da Unasul, uma amostra da geopolitica do Brasil no ceio deste orgão. Lá vai…

    Lula da Silva se anotó el viernes dos éxitos: preservar la existencia de Unasur y resolver a favor de Brasil uno de los más importantes negocios del futuro inmediato en materia de telecomunicaciones a nivel regional. En ambos hechos estuvo involucrada la presidenta argentina Cristina Kirchner.

    ——————————————————————————–

    El 28 de agosto, mientras la atención pública regional se concentraba en la cumbre Unasur a propósito del acuerdo militar EEUU-Colombia, en Buenos Aires se difundía el contenido de una resolución ministerial que materializa un notorio éxito diplomático y comercial de Brasilia. La señora Kirchner decidió dejar sin efecto la decisión del gobierno de Carlos Menen que escogió la norma estadounidense (ATSC) de televisión digital. Simultáneamente Argentina se sumó al sistema SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital), adaptación brasileña de la norma japonesa ISDB-T.
    Con ese anuncio, hecho por Cristina Kirchner en compañía de Lula da Silva, se cierra la intensa gestión diplomática que Brasil realizó, con apoyo japonés, para sumar a Argentina al mercado de aparatos de equipos de recepción de TV con tecnología japonesa.

    ——————————————————————————–

    Perú ya asumió el patrón de Tv digital nipo-brasileño. Chávez anunció recientemente que Venezuela escogerá el mismo patrón técnico para Tv digital, abandonando los planes de sumarse al recién liberado sistema chino. En Brasilia suponen que la opción de Venezuela por el sistema SBTVD será fielmente seguida por Bolivia. Con ello Brasil ha logrado imponer su patrón de Tv digital a prácticamente toda Suramérica.

    ——————————————————————————–

    Tanto Argentina como Venezuela exigieron a Japón transferencia tecnológica para la producción local de equipos de recepción de Tv digital. Sin embargo, analistas consultados aseguran que la gran ganadora de este juego será la industria electrónica brasileña, la cual se apresta a convertirse en la gran productora de equipos para la recepción de la nueva señal de TV en hogares y bolsillos de Suramérica. El tamaño del negocio se pierde de perspectiva ya que se trata de reemplazar varios cientos de millones de aparatos de TV analógica, amén de los nuevos teléfonos celulares aptos para la señal de SBTVD.

    ——————————————————————————–

    Tal como este Informe señalara una semana atrás, el acuerdo militar EEUU-Colombia fue dado como un hecho cumplido por Brasil. Explicaciones y garantías de que no se realizarán operaciones militares desde Colombia fueron lo máximo que Unasur pudo solicitar a Colombia. Esto quedó reflejado en la declaración de Bariloche, la cual habla de los siempre escurridizos “mecanismo de confianza mutua en materia de defensa y seguridad”, incluyendo garantía aplicables a los acuerdos existentes con los países de la región y extrarregionales. El genérico texto complació a todos los presentes: desde Uribe que señala los pactos de Chávez con Rusia, hasta Chávez que se montó en la ola de denunciar el pacto de Uribe con Washington, pasado por Alan García que anda molesto por las aproximaciones entre Chile y Bolivia. Brasil siente que logró salvar la unidad del mecanismo. Miraflores anda complacida con los resultados,…y en el Palacio de Nariño también. Pero el conflicto Venezuela-Colombia continúa.

    Fonte:Informe Otálvora/El Nuevo País/via Defesanet

    Geopolitica senhores, geopolitica…

    Grato.

  79. Roberto CR disse:

    sonic wings em 30 ago, 2009 às 0:50

    Obrigado fera!!!

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