NOTA DO BLOG: Essa série de reportagens, apresentada pelo jornalista Roberto Cabrini, era pra ser exibida por uma semana mas, por problemas entre a emissora e o jornalista a série foi exibida pela metade. Esperamos que os problemas terminem e que possa ser exibida o restante da reportagem.
A Venezuela tornou-se uma base aliada do movimento xiita libanês Hezbollah, que pretende atacar países sul-americanos, inclusive o Brasil, publicou nesta quinta-feira o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”, um dos principais periódicos do país.
A publicação de Tel-Aviv, que cita uma fonte governamental do Estado israelense, afirma que, durante o governo do presidente Hugo Chávez, as relações com o grupo islâmico se estreitaram, de modo que existem até células do Hezbollah na Venezuela, pertencentes ao braço operativo da organização, usado para atentados no exterior e denominado “órgão de pesquisas especiais”.
De acordo com o jornal, os serviços secretos israelenses acreditam que o movimento xiita esteja trabalhando para atacar alvos israelenses na Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Peru.
As ações teriam o objetivo de vingar a morte de um de seus líderes, Imad Mughnieh, que faleceu no ano passado em Damasco, na Síria. O Hezbollah, por sua parte, culpa Israel pela morte do dirigente.
O Yedioth Ahronoth ressalta que células da agrupação na América do Sul estão ativamente empenhadas em recolher informações para realizar os ataques, aproveitando a aproximação da Venezuela com o Irã para consolidar sua presença no continente.
O chamado órgão de pesquisas especiais era comandando por Mughnieh, que seria responsável, entre outros, pelos atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires.
A primeira ação diz respeito a um atentado a bomba contra a embaixada de Israel, que deixou 29 mortos. O outro alvo foi a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), onde morreram 85 pessoas.
No início do ano, a Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel, em repúdio à ofensiva realizada contra a Faixa de Gaza entre 27 de dezembro do ano passado e 18 de janeiro de 2009, que matou cerca 1.400 palestinos. No último mês, o governo do presidente venezuelano negou a existência de células do Hezbollah no país. As informações são da Ansa.
FONTE: O Globo
Três soldados britânicos morreram hoje em uma explosão registrada no sul do Afeganistão, o que eleva a 199 os mortos do Reino Unido desde que começou o conflito, em 2001, disse o Ministério da Defesa.
Os militares -dois membros do Segundo Batalhão “Os Rifles” e um do 40º Regimento Real de Artilharia- morreram em uma explosão quando faziam uma patrulha a pé nas proximidades de Sangin, na província de Helmand.
O ministro da Defesa do Reino Unido, Bob Ainsworth, qualificou o fato de “tragédia” e lembrou que as três mortes deixam o país “muito perto do triste marco das 200 baixas neste conflito”.
Oito militares britânicos morreram no Afeganistão só em agosto, depois que o Reino Unido registrou, em julho, o pior mês da disputa pela morte de 22 soldados.
O Reino Unido tem mais de oito mil soldados desdobrados no Afeganistão, a maioria concentrada no sul, como parte da Força para a Assistência à Segurança (Isaf) da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
FONTE: EFE
Lembrando que este mês foi aniversário dos ataques nucleares a Nagasaki e Hiroshima, o ForTe, ao invés de apenas publicar uma nota sobre a data, preferiu mostrar aos leitores a alternativa: a invasão do Japão pelos aliados, conhecida como Operation Downfall.
A Operação Downfall consistia de duas partes: Olympic e Coronet, começando em outubro de 1945. A Olympic tinha como objetivo a conquista da parte sul da ilha de Kyushu, no sul do Japão. Programada para logo depois, na primavera de 1946, a Coronet tinha como objetivo a invasão da planície de Kanto, perto de Tóquio, na ilha de Honshu.
Por causa da geografia do Japão, esses objetivos eram óbvios para o Alto Comando Imperial, que planejava uma defesa tenaz da ilha de Kyushu – dependendo do grau de resistência da população civil, baixas nos patamares de dezenas de milhoes eram esperadas.
As considerações primárias dos aliados eram tempo e baixas: como forçar a rendição do Japão o mais rápido possível com o mínimo de baixas dos dois lados. De acordo com a inteligência disponível, no início de 1945 haviam 6 divisões japonesas na ilha de Kyushu, com outras 4 disponiveis para a defesa da ilha e 14 divisoes disponíveis na planície de Kanto.
Olympic
Iniciando o “X-Day” em 1º de novembro de 1945, a Olympic contaria com a maior armada naval da história, incluindo 42 NAe, 24 Encouraçados e 400 Destroyers. 14 divisões americanas faziam parte do assalto anfíbio inicial, com o 6º Exército desembarcando em tres praias diferentes cada uma, com um corpo-de-exercito sendo o I e XI do US Army (Exército dos EUA) e o V Corpo Anfíbio do USMC (Fuzileiros Navais dos EUA) nas praias com os terrenos considerados mais difíceis.
Coronet
Iniciando o “Y-Day” em 1º de março de 1946, a Coronet seria a maior operação anfíbia da história, com 25 Divisões do 1º e 8º Exércitos norte-americanos preparadas para as fases iniciais (a invasão da Normandia, em comparação, teve a participação de 12 divisões).
Já que nenhum plano sobrevive ao primeiro contato, gostaria de mostrar também o plano japonês:
Operacao Ketsugo
O objetivo da liderança japonesa era forçar o maior número possível de baixas e perdas materiais aos aliados, forçando um armistício mais favorável ao país ,ao invés de uma rendição incondicional.
O plano japonês dependia fortemente de Kamikazes, com mais de 10 mil aviões disponíveis em julho de 1945, estimando-se que a tática afundaria mais de 400 navios aliados. Os objetivos seriam os navios de transporte, ao invés das escoltas, que foram alvo em Okinawa.
Já a parte terrestre do plano japonês tinha ênfase nas defesas de profundidade, as mesmas que levaram a altas baixas aliadas em Peleliu, Iwo Jima e Okinawa. Em março de 1945, ao contrário do que a inteligencia alida previu, o Japão possuía 14 divisões na ilha de Kyushu e 3 brigadas blindadas, formando um total de 900 mil homens – sem contar a população civil, que seria utilizada na defesa da ilha. Em agosto de 1945 o Exército Imperial possuía 65 divisões nas ilhas do Japão, com equipamento para 40 delas e munição para somente 30. Sendo assim, a Olympic (como planejada) possuía um relação de forças de 1 para 1 em sua invasão.
O resto da história é de conhecimento geral: após o uso das bombas em Hiroshima e Nagasaki, o Japão se rendeu incondicionalmente, eliminando a necessidade de tal operação e sinalizando o fim do maior conflito da humanidade.
A Boeing informou que recebeu, no último dia 5 de agosto, um contrato de 500 mil dólares do U.S. Marine Corps (Fuzileiros Navais dos EUA) para demonstrar as capacidades do helicóptero não tripulado A160T Hummingbird, visando o programa da Força para demonstração de sistema de aeronave não tripulada para carga (Immediate Cargo Unmanned Aerial System Demonstration Program)
Segundo a empresa, desde o primeiro voo do A160T em 2007, a aeronave mostrou a capacidade de transportar múltiplas cargas em situações variadas de altitude e velocidade. Em voos de teste que deverão ser feitos em fevereiro do próximo ano, a Boeing pretende demonstrar que o Hummingbird pode transportar pelo menos 2.500 libras de carga (o que equivale a aproximadamente 1.133 quilos) a partir de uma base operacional simulada para outra, seis horas por dia e por três dias consecutivos. Os Fuzileiros estão estudando o uso de veículos aéreos não tripulados no lugar de caminhões e de pessoal, para a entrega de suprimentos.
A Boeing recentemente criou uma divisão para sistemas aéreos não tripulados que inclui, além do projeto A160T Hummingbird, o ScanEagle, o SolarEagle, and o MQ-X. O modelo A160T tem como novidade uma tecnologia de otimização da velocidade do rotor, que melhora a eficiência deste ajustando sua velocidade de rotação a diferentes altitudes, pesos totais e velocidades de cruzeiro.
A aeronave mede 35 pés de comprimento, com diâmetro de rotor de 36 pés (respectivamente 10,66 e 10, 97 metros), já voou a altitudes de 20.000 pés (6.000 metros), operando a velocidades de cruzeiro superiores a 140 nós (260 km/h). O Hummingbird também quebrou o recorde de autonomia em sua classe voando 18,7 horas sem reabastecimento.
FONTE e FOTOS: Boeing
O CM-32 Yunpao é um veículo blindado de transporte de pessoal de Taiwan. Ele foi desenvolvido pela Timoney da Irlanda. O projeto foi lançado em 2002 e a produção do veículo começou em 2007. Taiwan inicialmente encomendou 600 veículos, mas o número final por ser bem maior.
O CM-32 oferece proteção aos seus tripulantes e soldados contra munição perfurante de 7,62mm. A parte frontal do veículo resiste à munição perfurante de 12,7mm. O casco do veículo tem formato em V, para proteção contra minas terrestres. Ele pode resistir a explosões de até 12kg de TNT sob qualquer uma das rodas.
O Yunpao é armado com um canhão de 20mm. O armamento secundário consiste de um metralhadora de 7,62mm. Ele pode transportar até 6 soldados, que saem e entrar pela parte traseira do veículo. Ele é propulsado por um motor diesel Caterpillar C12, de 410hp. O CM-32 também tem capacidade anfíbia e possui variantes: com metralhadora de 12,7mm e lançadores de granadas de 40mm, podendo transportar até 8 soldados; com morteiro de 120mm e para apoio de fogo, com canhão de 105mm ou 120mm.
O veículo pesa 22t, alcança velocidade máxima de 120km/h e tem alcance de 800km.
Trechos do editorial da revista do Clube Militar de julho, assinado pelo Gen. Ex. Gilberto Barbosa de Figueiredo (www.clubemilitar.com.br)
1. Os homens se deixam de tal forma dominar pelas necessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem se deixe enganar (Maquiavel). Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez.
2. O atual governo abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos. Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados.
3. Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.
Desfile aéreo na AMAN, durante o encerramento do Curso de Piloto de Combate (CPC) de 2009.
Saiba mais sobre o Curso de Piloto de Combate da Aviação do Exército, clicando aqui.
Documento final da União de Nações Sul-americanas deve omitir acordo militar entre EUA e Colômbia
Hugo Chávez e seus aliados regionais insistirão nesta segunda-feira, 10, em conseguir a aplicação de sanções para a Colômbia por conta do pacto militar com os Estados Unidos. Na véspera, chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) não conseguiram chegar a um acordo para a imposição da medida e a declaração final que os líderes assinarão em Quito deve omitir a polêmica em torno da futura presença americana em sete bases militares da Colômbia.
As tentativas de Venezuela e Bolívia para que a união diplomática sul-americana sancione a Colômbia por ceder bases em seu território aos EUA não tiveram sucesso por conta da divisão entre os que criticam Washington e os que defendem o direito soberano de Bogotá sobre suas decisões internas. O presidente colombiano, Alvaro Uribe, não participará da reunião. Chávez, que chegou na madrugada desta segunda no Equador, voltou a desafiar Uribe, afirmando que ele teme “dar as caras” diante dos líderes da região por conta da suposta “traição” que cometeu ao impulsionar a ampliação de seus tratados militares com os EUA.
Mesmo ausente da cúpula de Quito – que transcorrerá em um período de apenas 1h20 nesta manhã -, o presidente da Colômbia será o centro do encontro formal e das conversas de bastidor. Deverá também ser o principal alvo de ataques dos líderes bolivarianos, que acompanharão o presidente do Equador, Rafael Correa, em um evento popular que celebra o início de seu segundo mandato
O principal responsável por impedir o consenso da Unasul sobre o rechaço ao acordo EUA-Colômbia será um representante enviado por Bogotá. Uribe não permitiu nem mesmo a ida do seu chanceler, Jaime Bermúdez, que seria o substituto natural do presidente e deveria estar presente, ontem, à reunião de Conselho de Ministros da Unasul. Desde março do ano passado, as relações diplomáticas entre a Colômbia e o Equador estão rompidas. A decisão foi tomada por Quito depois que o Exército colombiano atacou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.
Apesar das provocações e até mesmo das ameaças de guerra feitas nos últimos dias pelos países contrários ao acordo, sobretudo pela Venezuela, não houve consenso da Unasul em torno da proposta da Bolívia de inclusão de um parágrafo de “rechaço” ao acordo Estados Unidos-Colômbia. Representantes de Colômbia, Equador, Bolívia, Brasil e Chile tentavam fechar um documento à parte da declaração final sobre a polêmica envolvendo as bases militares colombianas. Essa foi a solução encontrada para o protesto da Bolívia sobre a polêmica parceria EUA e Colômbia na área militar. O documento paralelo, no entanto, não citará textualmente as bases – fala apenas em buscar “soluções pacíficas para problemas regionais nas áreas de segurança e defesa”. A omissão do acordo militar EUA-Colômbia no documento final representa uma derrota para os países bolivarianos (Venezuela, Bolívia e Equador). (Com Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo)
FONTE: Estadão
Os governos da Colômbia e dos Estados Unidos discutem um um acordo que permitirá aos americanos utilizar três bases militares na Colômbia. O novo acordo, previsto para ser finalizado neste mês, permitirá a Washington manter 1.400 pessoas entre militares e civis nos próximos dez anos e compensará o recente fechamento da base americana de Manta, no Equador.
Os EUA preveem investimentos de até US$ 5 bilhões pelo novo pacto.
No entanto, o acordo foi amplamente questionado por países da região. Na última quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega do Chile, Michelle Bachelet, demonstraram descontentamento em relação ao aumento do efetivo militar americano na Colômbia.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, retirou o embaixador do país de Bogotá após o governo colombiano ter acusado Caracas de repassar armas adquiridas da Suécia para guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A tensão foi aumentada com a notícia do acordo militar com os EUA.
FONTE: Folha Online

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