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Conselho da ONU analisa crise em Honduras

Sem relações diplomáticas com vários países que compõem o Conselho de Segurança das Nações Unidas, os líderes golpistas que derrubaram o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, confiam no apoio dos vizinhos latino-americanos – que até agora não veio – para repelir qualquer proposta de resolução que os condene por violação dos direitos humanos. Nesta sexta-feira (25), o órgão se reúne em Nova York com a sombra da censura internacional pairando sobre a administração de Roberto Micheletti.

Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, promovendo políticas sociais no país. Ao mesmo tempo, seus críticos argumentam que Zelaya teria se tornado um fantoche do líder venezuelano Hugo Chávez e acabou sendo deposto porque estava promovendo uma tentativa ilegal de reformar a constituição

Entre os cinco membros do Conselho de Segurança com direito a veto, Honduras já não tinha relações diplomáticas com dois deles: Rússia e China. Com a primeira, chegou a ter contatos bilaterais via Paris, mas acabou se afastando. O segundo caso é pior: os hondurenhos têm laços históricos com Taiwan, ilha considerada uma “província rebelde” por Pequim.

O governo taiwanês, entretanto, foi um dos primeiros a condenar o golpe de Estado na nação centro-americana – assunto sobre o qual a China comunista evitou se manifestar.

Há relações hondurenhas com França e Reino Unido, países a partir dos quais se relaciona com o resto do Velho Continente. Ambos já condenaram o golpe que derrubou Zelaya.

“Mas é importante lembrar que nos deram um sinal positivo ao aceitarem reenviar seus embaixadores, já que a OEA [Organização dos Estados Americanos] permitiu pouco antes que seu corpo diplomático retorne a Tegucigalpa para debater a situação”, disse Milton Carlos, da Secretaria de Relações Exteriores hondurenha, ao UOL Notícias.

No grupo dos membros com direito a veto, as relações mais próximas de Honduras são com os Estados Unidos, que condenaram o golpe, mas não usaram seu peso diplomático e comercial para influenciar decisivamente na resolução da crise, de acordo com analistas internacionais.

O presidente Barack Obama foi criticado por colegas nos bastidores por não ter tido ação mais clara na reprimenda aos golpistas, embora seu governo tenha tomado os vistos dos membros da administração de Micheletti – que respondeu citando “influência do presidente da Venezuela”, Hugo Chávez, sobre os americanos.

Entre os dez membros rotativos do Conselho de Segurança, afirmou Carlos, Honduras mantém relações diplomáticas apenas com as nações latino-americanas. Os integrantes desse grupo são Áustria, Croácia e Turquia (Europa); Burkina Faso, Uganda e Líbia (África); Japão e Vietnã (Ásia); Costa Rica e México (Américas).

“Não temos relações com a maioria desses países, mas nossa preocupação neste momento, e o presidente Micheletti deixou claro, é ter conversas com os nossos vizinhos para sairmos do impasse”, afirmou. “Acreditamos que a opinião dos outros países não leva em conta apenas se temos relações diplomáticas ou não, mas sim o mérito envolvido no assunto.”

Consultivo

Na quinta-feira, o subsecretário-geral da América do Sul do Itamaraty, embaixador Enio Cordeiro, afirmou que o Conselho de Segurança da ONU terá uma reunião de caráter “preliminar e consultivo”, na qual será decidido se o órgão internacional entrará no caso.

Ele informou também que a OEA enviará missão de Washington a Tegucigalpa, antes da visita do secretário-geral José Miguel Insulza. O governo brasileiro espera pela intervenção do organismo continental para resolver a disputa.

Zelaya está “abrigado” na embaixada brasileira desde segunda-feira (21). Ele foi deposto em 28 de junho e seu retorno causou tensão em todo o país, levando ao isolamento do prédio diplomático do Brasil na capital hondurenha.

Na quarta-feira, a embaixadora do Brasil na ONU em Genebra, Maria Nazareth Azevedo apresentou proposta de resolução pedindo a condenação da administração hondurenha por violação dos direitos humanos ao Grulac (grupo de países latino-americanos e do Caribe). Não há garantia de que o documento será apresentado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

FONTE: UOL  notícias

 

Alencar defende que Brasil tenha armas nucleares

Presidente em exercício diz que isso serviria como ‘fator de dissuasão’ e para ‘dar mais respeitabilidade’

Tânia Monteiro

Em uma declaração polêmica, o presidente em exercício José Alencar defendeu nesta quinta-feira que o Brasil tenha armas nucleares como importante “fator de dissuasão” e para “dar mais respeitabilidade” ao País. “A arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras a oeste e tem um mar territorial e, agora, esse mar do pré-sal de 4 milhões de quilômetros quadrados de área”, declarou Alencar.

Na conversa com jornalistas, em seu gabinete, em Brasília, Alencar, ao ressaltar a necessidade de o Brasil ter meios para proteger seu patrimônio, citou o caso do Paquistão, que, segundo o vice, embora seja um país pobre, tem assento em vários organismos internacionais, justamente por ter a bomba atômica. “Eles sentam à mesa porque eles têm arma nuclear. É vantagem? É, até do ponto de vista de dissuasão é. É importante”, observou.

Na opinião do presidente em exercício, “nós, brasileiros, às vezes somos muito tranquilos. Nós dominamos a tecnologia da energia nuclear, mas ninguém aqui tem uma iniciativa para avançar nisso. Temos que avançar nisso aí”. Em seguida, Alencar passou a pregar também a necessidade de aumento do orçamento das Forças Armadas e da vinculação deste orçamento ao PIB. “Precisa ter uma percentualidade do PIB entre 3% e 5%, que daria muita força para o sistema de defesa, que precisa de cuidado e está abandonado há muito tempo”, comentou Alencar, que já foi ministro da Defesa.

O presidente em exercício disse que este avanço nas pesquisas tem de ser para fins pacíficos, mas o fato de ter o artefato, “reforça” o poder do país. “Não estou dizendo que o Brasil vai fazer isso ou não e nem quero dizer se quero ou se não quero. Estou fazendo uma análise como brasileiro. Se nós estivéssemos nessas condições, imagina o que seria o Brasil? A respeitabilidade do país cresceria muito. Tem aquela frase `a força é o direito e a justiça é o poder do mais forte’”, emendou.

As declarações de José Alencar foram dadas no mesmo dia que o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas aprovou uma resolução com o fim de conter a disseminação das armas nucleares no mundo. O Conselho, com cinco membros permanentes e dez rotativos, passou a medida por unanimidade. O Brasil reivindica um assento no Conselho. Anteontem, Lula se reuniu por mais de uma hora, com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e fez uma enfática defesa do colega iraniano, apoiando, inclusive, o direito de Teerã enriquecer urânio, material das bombas nucleares.

Questionado se esta declaração de defesa de armas nucleares não precisaria de mudanças na Constituição, Alencar lembrou que somos signatários do Tratado de Não proliferação de Armadas nucleares, mas, em seguida, emendou: “eu acho que isso é tudo negociado, é tudo conversado”.

Alencar retornou de São Paulo na noite de quarta-feira, depois de mais uma sessão de quimioterapia. Na semana que vem, Alencar reassume a presidência, com a ida de Lula para a Europa.

FONTE: Estadão

FOTO (Dia do Soldado, em 2007): Agência Brasil

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Fotos do 3º Encontro Anhanguera de Viaturas Militares Antigas

O evento, noticiado aqui no Blog das Forças Terrestres, ocorreu no fim de semana de 19 e 20 de setembro de 2009, no 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Pirassununga / SP. A presença do público foi um pouco prejudicada no sábado, devido à chuva, porém isso permitiu um pouco mais de espaço para fotografias do que no domingo, quando a presença do público foi maior.

Além das viaturas, marcaram presença barracas de lojas especializadas em vendas de equipamentos para veículos militares antigos e de uniformes originais. E, falando em uniformes, muitos entusiastas e proprietários de viaturas leves circulavam uniformizados pelo evento, como se pode ver na foto acima.

Os veículos estavam organizados em três grupos principais: as viaturas operacionais do 13º RCMec, as viaturas leves de colecionadores e um pequeno conjunto que alinhava, próximos, blindados da II Guerra Mundial e carros de combate e protótipos mais recentes, como o M-41, o Osório e o Ogum.

Três viaturas blindadas da II Guerra Mundial chamavama a atenção: um M-5 Halftrack de transporte de pessoal, e dois veículos de reconhecimento, um M-8 Greyhound 6×6, equipado com torreta para canhão de 37mm, e um M-20, versão de comando do M-8, com um reparo simples antiaéreo (embora sem a metralhadora instalada). O padrão de camuflagem, porém, não era o original da II Guerra, e sim similar ao atualmente utilizado pelos blindados sobre rodas do Exército Brasileiro (deve-se lembrar, porém, que essas viaturas tiveram vida longa no EB).

Na área das viaturas leves antigas, muitas se destacavam pelo bom estado de conservação e restauro. Duas viaturas de 1942, porém, chamaram mais a atenção deste editor: um Dodge DWC pela sua conservação e beleza, e um Jeep pela grande quantidade instalada de equipamentos, o que incluía um reparo de metralhadora.

No setor onde estavam os blindados sobre lagartas, o Osório chamava bastante a atenção dos visitantes, dificultando um pouco a realização de fotos sem pessoas em volta, mesmo no sábado chuvoso. A presença de um veterano M-41 ao seu lado ajudava a perceber as grandes dimensões do protótipo da Engesa. Outro protótipo era o Ogum, cuja presença incentivou a realização de uma matéria especial do Blog.

Diversos modelos de viaturas operacionais do 13º RCMec estiveram expostos ao público. O trio de “cobras”, Cascavel, Urutu e o raro Jararaca formavam o conjunto exposto de blindados sobre rodas, e o Jeep Willys, JPX, e Land Rover Defender, o conjunto de viaturas leves, ao lado de uma moto e um quadriciclo.

Mas, entre todos, sobressaiam-se os dois caminhões russos Ural, empregados somente pelo 13º RCMec. Um deles estava configurado como Viatura de Transporte de Pessoal, e o outro como Viatura de Manutenção (trazendo na lateral o apropriado nome de “Brucutu”), com um interessante adereço sobre o capô, que este autor ainda não havia visto.

Vale lembrar que o 13º RCMec, cujas origens remontam ao 2º Batalhão de Carros de Combate criado em 1945, é uma unidade hoje voltada para operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), e tem o seu 4º Esquadrão de Fuzileiros Mecanizado operando no Haiti, na Missão de Paz da ONU.

Nas instalações que hoje ocupa, estavam baseados até 2005 o 2º Regimento de Carros de Combate, equipado com carros Leopard 1A1 e o 11º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, com equipamento similar ao da unidade atual, no nível esquadrão. Da junção de ambos, nasceu o 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, tendo os Leopard 1A1 de sua dotação sido transferidos para unidades no sul do País.

OBS: passe o cursor sobre as fotos, antes de ampliá-las, para ler as legendas.

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EE-T4 ‘Ogum’

A história do blindado nacional que buscava um mercado

Na metade da década de 1980 a Engesa – Engenheiros Especializados S/A já havia se firmado como uma grande companhia na área de veículos militares sobre rodas. A carteira de clientes era bastante grande, variando entre países que fazem fronteira com o Brasil e nações da África e do Golfo Pérsico.

Com alguns países em especial a Engesa possuía um relacionamento bastante estreito. Um desses casos era o Iraque, então governado por Saddam Hussei e profundamente envolvido no conflito com o Irã. A origem do EE-T4 Ogum está vinculada àquele país do Golfo Pérsico.

Inspiração no Wiesel

Representantes do departamento comercial da Engesa estavam no Iraque quando foram indagados por autoridades militares daquele país se a empresa “tinha condições” de fabricar um carro com as características do alemão Wiesel. De volta ao Brasil, estes representantes comunicaram ao departamento de projetos da Engesa que os iraquianos “queriam” um veículo semelhante ao Wiesel.

Dois MaK Wiesel desembarcando de um helicóptero CH-53G do Exército da Alemanha. O exemplar da direita é do modelo TOW Al e o exemplar da esquerda é do modelo Mk 20 Al (FOTO: Bundesheer)

O Wiesel, desenvolvido pela Porshe e construído pela MaK da Alemanha Ocidental, era um veículo blindado leve, sobre lagartas sem equivalentes. O mesmo era classificado como “Airportable Armoured Vehicle”, uma verdadeira novidade naqueles tempos finais da “Guerra Fria”. Sua proposta era dotar as brigadas aerotransportadas do Exército da Alemanha Ocidental com um veículo blindado de reconhecimento e observação capaz de ser transportado e lançado a partir de aeronaves de transporte ou mesmo helicópteros pesados.

Ogum hostentando um padrão de camuflagem em quatro tons (FOTO: Engesa)

Quando a Engesa começou a trabalhar no Ogum, o Wiesel ainda estava em desenvolvimento e os primeiros exemplares só foram entregues para o Exército da Alemanha no final de 1989.

Assim, em fevereiro de 1985 foram iniciados os estudos para o desenvolvimento de um novo veículo blindado leve sobre lagartas. Designado EE-T4 e batizado com o nome “Ogum”, o primeiro protótipo teve a sua construção iniciada em novembro daquele ano, ficando pronto em maio de 1986.

Protótipos do EE-T4 Ogum realizando testes e demonstrações em terrenos não preparados (FOTOS: Engesa)

Este primeiro protótipo foi utilizado em ensaios mecânicos e um segundo exemplar logo ficou pronto e foi enviado ao Iraque para testes em campo. Com os resultados obtidos, decidiu-se modificar alguns pontos do projeto. Existem textos que citam a construção de um terceiro e um quarto protótipo . No entnato, esta informação não é confirmada por alguns autores. O que se sabe é que um dos protótipos foi equipado com uma torreta com duas metralhadoras. Este exemplar foi apresentado na Exposição Internacional de Equipamentos de Defesa em Bagdá em 1989.

Protótipo do Ogum exposto em frente ao prédioonde ocorreu a Exposição Internacional de Equipamentos de Defesa em Bagdá em 1989 (FOTO: Engesa)

Características

Por ser um blindado aerotransportado, o mesmo foi projetado para ser pequeno e leve. As dimensões externas do Ogum são compatíveis com o Wiesel alemão, sendo o blindado de origem nacional um pouco mais comprido e um pouco mais largo. As alturas são praticamente equivalentes, diferindo apenas no tipo de torreta adotada. Em relação ao peso, o Ogum é muito mais pesado que o seu equivalente alemão (4,4 toneladas contra 2,8 toneladas).

Chassi

Seu desenho era convencional, sendo a estrutura formada por uma única peça (monobloco) construída em chapas de aço semelhantes às utilizadas pelos Cascavel e Urutu. Desta forma, de acordo com o fabricante, o veículo possuía uma proteção balística efetiva contra projéteis típicos de infantaria.

O interior do monobloco era dividido, grosso modo, em três compartimentos. Na parte frontal, à direita, localizava-se o conjunto motor/transmissão. Ao lado do motor e ligeiramente recuado em relação à linha central do mesmo, sentava-se o motorista. Este possuía uma escotilha própria para acesso ao seu compartimento.

A parte posterior do veículo, onde se localizava o compartimento da torre, era dominada por um espaço que podia receber diversas configurações, dependendo da versão do veículo. No caso da versão de reconhecimento existia uma escotilha de acesso ao compartimento do comandante do carro.

Motor, suspensão e transmissão

Por ser um veículo blindado mais leve e compacto, recebeu uma motorização menos potente que os seus irmãos “mais velhos” Urutu e Cascavel. O primeiro protótipo foi equipado com um motor diesel Perkins, modelo QT 20B4, com quatro cilindros em linha, turbinado e refrigerado a líquido. Este motor desenvolvia 125 HP a 16000 rpm. A relação peso-potência era de 23.15 HP/tonelada. A autonomia chegava a 350 km a 70 km/h em estradas.

A transmissão era automática com quatro velocidades à frente e uma a ré. O modelo empregado era o AT 545, fabricado pela norte-americana Alisson Transmission. Esta mesma companhia desenvolveu e fabricou as transmissões dos carros de combate M1A1 Abrams. A série AT, na época do projeto do Ogum era um produto relativamente novo no mercado e atualmente é largamente empregada em veículos comerciais leves e médios.

O segundo protótipo recebeu um motor diesel BMW M21 D24WA que desenvolvia 130 HP a 4.800 rpm. Além da potência maior, este motor permitiu um pequeno aumento na velocidade (75 km/h) e no raio de ação (360 km). A transmissão foi substituída por uma ZF (Zahnrad¬fabrik Friedrichshafen) modelo 4 HP 22.

Comparado ao Weisel o Ogum, independente da motorização adotada, possui potência maior, mas a relação peso-potência é favorável ao modelo alemão (30.7 HP/tonelada), pois o mesmo é muito mais leve.

O sistema de suspensão não apresenta maiores surpresas, sendo do tipo barras de torção com três amortecedores e quatro rodas de apoio de cada lado. Além disso, existem duas rodas dentadas de direção (uma de cada lado) à frente e um conjunto de rodas tensoras na parte posterior. As lagartas são fabricadas pela empresa alemã Diehl e possuem sapata removível.

Versões e Armamentos

A intenção da Engesa era produzir uma família de blindados baseada no chassi do Ogum. A versão básica de produção seria um veículo de reconhecimento dotado de armamento leve. As versões propostas eram: um mini-APC (Armored Personnel Carrier) para até quatro soldados; um veículo de comando; um veículo ambulância (três feridos); um veículo anticarro; um veículo de transporte de munição e um veículo de transporte de morteiro de 120mm.

Por ter sido desenhado como um veículo de reconhecimento armado, a opção básica do Ogum era uma torreta com uma metralhadora .50 ou calibre 7,62mm em suporte simples. Posteriormente, em um dos protótipos foi instalada uma torre giratória com duas metralhadoras de 7,62mm.

Também foi projetada uma versão dotada de um canhão de 20mm. Com este armamento o veículo adquire maior poder ofensivo nas missões de reconhecimento ou ações de comando atrás das linhas inimigas.

Protótipo do EE-T4 Ogum equipado com uma torreta duas metralhadoras de 7,62mm (FOTO: Engesa)

Na versão anticarro, o Ogum seria equipado com uma torre dotada de dois mísseis. A idéia (assim como todo o projeto) não seguiu adiante e os detalhes desta versão ficaram somente no campo das especulações. No entanto, a capacidade de transporte de mísseis seria bastante limitada tomando como base o projeto Wiesel alemão. Na versão TOW ATGW o Wiesel é capaz de transportar sete mísseis.

Apenas para efeito comparativo, o Wiesel alemão foi fabricado somente em duas versões. A primeira delas era um veículo anticarro, denominada TOW Al (210 exemplares construídos) e a segunda estava equipada com um único canhão Rheinmetall MK 20 Rh 202 de 20mm (135 exemplares construídos).

Além do armamento descrito acima, todas as versões do Ogum seriam equipadas com tubos lançadores de granadas fumígenas para proteção aproximada.

Situação atual

Dos quatro exemplares construídos, só se conhece o paradeiro de um deles. O protótipo que se encontra em poder do Exército Brasileiro e está sob os cuidados do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado (13º R C Mec) localizado em Pirassununga/SP é, muito provavelmente, o segundo exemplar.

Como poder ser visto nas fotos, o mesmo encontra-se bastante descaracterizado. Restaurá-lo ao padrão original levará certo tempo. Externamente ele apresenta um padrão de camuflagem em dois tons bastante comum dos veículos atuais no EB. Não existem mais marcações nem identificações no chassi. Parte dos acessórios (ex. retrovisores) está em falta.

Fotos internas do Ogum. Na primeira foto a aprece o posto do comandante do carro. Na foto central é apresentado o compartimento do motor (sem o mesmo). Na foto da direita o compartimento do motorista do veículo. (FOTOS: Forças Terrestres)

Internamente a situação é bastante ruim. O compartimento do motorista está bastante danificado e com itens faltantes. Além da pintura desgastada, o revestimento do volante de direção encontra-se danificado.

Ao lado do motorista o compartimento do motor está praticamente vazio. Existem apenas algumas poucas peças que compunham o sistema de gases de exaustão e algumas mangueiras. O odor de óleo diesel no interior é forte.

Considerações Finais

É comum encontrar na literatura textos que propõem a “ressurreição” do projeto do EE-T4 Ogum.

Mesmo que um veículo com estas características se encaixasse na doutrina de Exército Brasileiro para o emprego de ações aerotáticas, dificilmente o baixo número de unidades encomendadas viabilizaria o projeto.

Atualmente não existe nenhum produto do mercado externo com as características do Ogum e tudo indica que não existe uma demanda para tal. O único eventual concorrente poderia ser o próprio Wiesel. Porém, este já teve a sua produção encerrada.

Das 345 unidades do Wiesel construídas, quase todas seguiram para o Exército Alemão. Alguns poucos exemplares foram adquiridos pelo Exército dos EUA para o desenvolvimento de veículos blindados sobre lagarta não tripulados. Talvez este seja um campo mais promissor para o mercado futuro de blindados de pequeno porte e aerotransportados.

O protótipo do Ogum representa um momento nostálgico para a indústria bélica brasileira. Suas características e sua singularidade são razões mais do que suficientes para uma devida preservação. É injustificável o fato do mesmo ainda não estar devidamente recolhido em local apropriado. Locais já existem, como o Museu de Blindados Conde de Linhares, localizado no Rio de Janeiro. Este seria um local ideal para a sua preservação.

CARACTERÍSTICAS DO EE-T4 OGUM

Dimensões*

comprimento: 3750mm

altura: 1355/1825mm

largura: 2145mm

Peso

4400kg

Motor

diesel quatro tempos com quatro cilindros em linha

Transmissão

automática com quatro velocidades à frente e uma a ré

Suspensão

tipo barra de torção

Desempenho

velocidade: 70-75km/h

autonomia: 350-360km

pressão sobre o solo: 0,32kg/cm2

rampa máxima: 60%

inclinação máxima: 30%

obstáculo vertical: 400-600mm**

trincheira: 1000-1500mm**

vau: 670-800mm**

Blindagem

proteção relativa contra projéteis de infantaria

Armamento

(opções)

- uma metralhadora 7,62mm ou .50″ para o comandante do carro e quatro lançadores de granadas fumígenas

- uma torreta com duas metralhadoras de 7,62mm e quatro lançadores de granadas fumígenas

(projetado)

- um morteiro de 120mm

- um canhão de 20mm

- lançador de mísseis anticarro

Comunicações

rádio VHF/UHF

*dimensões variam conforme o protótipo
** valores variam conforme a fonte dos dados

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Fabricante do AK-47 está ameaçado de falência na Rússia

A fabricante russa da arma mais popular do mundo Kalashnikov, OAO Izhmash, pode vir a declarar falência, escreve o «The Globe and Mail». Um tribunal russo vai analisar um pedido de falência apresentado contra a Izhmash devido a uma dívida de mais de 13 milhões de dólares (8,8 milhões de euros).

Izhmash tem vindo a perder dinheiro de ano para ano com o seu negócio de armas pequenas tendo ncerrado a sua maior fábrica de armas em Izhevsk.

A empresa, que também produz outras armas de guerra e de caça, atribuiu os seus problemas financeiros a uma invasão de cópias da AK-47 provenientes de fábricas na China, Bulgária, Polónia e outros países. Segundo algumas estimativas, são vendidas dez imitações por cada arma verdadeira.

«Este problema deve-se ao facto da arma ser facilmente imitável, qualquer um é capaz de a fazer», afirmou Mr. Kahaner, autor de um livro sobre a história da arma.

FONTE: tvi24

 

A Italian International Security Assistance Force (ISAF) foi atacada por um carro bomba que atingiu seu comboio blindado, em Kabul, no Afeganistão, em 17 de setembro.
O carro suicida atingiu veículos que transportavam tropas estrangeiras próximo da embaixada e da base militar americana, na capital do Afeganistão. Pelo menos dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Seis soldados italianos morreram no ataque.

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A AM General, LLC., fechou contrato em 15 de setembro no valor de US$ 283 milhões para o fornecimento de 1.746 High Mobility Multi-Purpose Wheeled Vehicles (Humvee). O trabalho será feito em Mishawaka, Indiana, com finalização prevista para 31 de dezembro de 2009.

 

O exercício Deployment Direction 2009 foi o maior exercício tático realizado pelas forças de defesa da Hungria como parte da OTAN. Durante as manobras, o Exército Húngaro usou blindados BTR-80A para cruzar o Rio Danúbio perto de Ercsi, cerca de 40km ao sul de Budapeste, em 15 de setembro.

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Mais 352 M-ATV para o US Army

A Oshkosh Corporation anunciou em 14 de setembro que recebeu um contrato adicional de US$ 189 milhões do U.S. Army Tank-automotive and Armaments Command Life Cycle Management Command (TACOM LCMC), para entregar 352 MRAP All Terrain Vehicles (M-ATV) adicionais em março de 2010. O contrato inclui pacote de peças de reposição.

SAIBA MAIS:

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Polícia e Exército desalojam milhares de manifestantes da frente do prédio em que Zelaya está desde segunda

Militares hondurenhos cercaram na manhã desta terça-feira, 22, a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde o presidente deposto Manuel Zelaya buscou abrigo ao voltar ao país. A polícia e o Exército desalojaram milhares de manifestantes que permaneciam na frente do prédio. Houve confronto entre os manifestantes e as forças oficiais, que utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os partidários de Zelaya. Segundo informações da imprensa local, várias pessoas ficaram feridas. Existe também a informação não confirmada de que duas pessoas teriam morrido durante a operação da polícia na madrugada.

Zelaya afirmou em entrevista à CNN em espanhol que a Embaixada do Brasil tem sido alvo de ataques das autoridades do regime de facto. “Estão atacando a embaixada brasileira, com sons estridentes para enlouquecer quem está aqui, a embaixada está sendo atacada com bombas”, afirmou Zelaya em declarações a rede de tevê venezuelana Telesur. “Dispersaram a balas uma manifestação pacífica”, acrescentou. “Estamos rodeados de francoatiradores”.

O governo de facto de Honduras suspendeu o fornecimento de água, luz e telefone da sede da diplomacia brasileira. De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, além de Zelaya mais 70 simpatizantes o acompanham na embaixada. Os funcionários brasileiros foram orientados a permanecer em suas casas, segundo o Itamaraty. O encarregado de Negócios da embaixada brasileira, diplomata Francisco Catunda Rezende, que está respondendo pela representação brasileira até a chegada do novo embaixador, pediu apoio à Embaixada dos Estados Unidos para garantir a segurança e o abastecimento de óleo diesel, para manter os geradores de energia ligados.

De acordo com informações que chegaram ao Itamaraty, tropas do Exército hondurenho conseguiram desmobilizar cerca de 5 mil manifestantes favoráveis a Zelaya, que estavam concentrados em frente a embaixada brasileira. Foram jogadas bombas de gás lacrimogêneo, mas nenhuma chegou a atingir o prédio da representação brasileira, segundo o Itamaraty. Testemunhas, porém, confirmaram que ao menos duas bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas dentro da sede do prédio.

“A zona está sob o controle das autoridades”, afirmou um porta-voz da Secretaria de Segurança. Nas proximidades havia dezenas de motocicletas e vários ônibus e carros danificados, muitos com vidros quebrados, durante os protestos.

Segundo o assessor da chancelaria do governo de facto, Mario Fortin, a embaixada pode ser invadida por proteger Zelaya. “A inviolabilidade de uma sede diplomática não implica na proteção de delinquentes ou fugitivos da Justiça”, assinalou. “A ação judicial pode ser realizada, já que Zelaya não foi convidado nem pediu asilo político ao Brasil”. O assessor ressaltou que as relações entre os dois países foram rompidas quando Brasília suspendeu o embaixador de Micheletti, Víctor Lozano, a pedido de Zelaya.

Micheletti pediu que o Brasil entregue Zelaya e afirmou que o País será responsável por qualquer ato de violência que possa ocorrer perto da representação diplomática. O presidente hondurenho foi deposto em um golpe militar quando tentava aprovar alterações na Constituição. O Judiciário, o Parlamento e parte da população eram contrários à medida, por considerá-la inconstitucional.

Questionado sobre a presença de seus seguidores nos arredores da sede diplomática brasileira, que podem ser reprimidos pelas autoridades locais, Zelaya pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA). “Eles [as autoridades do governo de facto] têm as armas, as bombas, os canhões, os tanques, o povo está indefeso, pedimos que apliquem a Carta Democrática da OEA”.

Neste sentido, como determina a Carta Democrática, Zelaya pediu que “se busquem ações imediatas por uma saída [desta crise] no menor tempo possível. Estamos em estado de sítio. Fecharam os aeroportos, foi imposto o toque de recolher”.

FONTE: Estadão

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