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A Rheinmetall Defence de Dusseldorf e a  Krauss-Maffei Wegmann de Munique lançaram um programa conjunto para desenvolver uma nova família de veículos altamente protegidos, na classe de 5 a 9 toneladas.

O primeiro protótipo de quatro rodas Armoured Multipurpose Vehicle (AMPV) foi apresentado ao governo e militares em Berlin, em junho de 2009. O segundo protótipo deve ser terminado em outubro, seguindo logo após para testes industriais e ensaios no exército.

A primeira versão AMPV, de 9,3t, deve estar pronto para produção seriada em 2011. Respondendo ao atual programa do Bundeswehr para o GFF (“protected command and role-specific vehicle”), a Rheinmetall e a  Krauss-Maffei Wegmann desenvolveram o GFF 1/2, que preenche totalmente os requisitos. As duas companhias estão desenvolvendo o projeto por sua conta, com o objetivo de suprir as forças da Alemanha e de outras nações com veículos dotados de um novo leque de características de mobilidade, modularidade, carga útil e proteção, provendo também a salvaguarda e promoção de certas tecnologias vitais para a segurança da Alemanha.

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EB realiza ACISO no Nordeste

O Exército mobiliza-se nos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão para uma ampla ação social junto às populações do Cariri. Isto porque será aberta no próximo sábado, com realização até o dia 25, a Operação Jaguaribe, com a participação de militares do Exército dos estados envolvidos.

No Ceará, a operação, promovida pela 10ª Região Militar, com sede em Fortaleza, abrangerá os municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Santana do Cariri e Nova Olinda. Contará com a participação de 800 militares, viaturas e dois helicópteros do 2º Batalhão de Aviação do Exército (BAvEx) de Taubaté, do Estado de São Paulo.

A abertura será no sábado, às 18h30, na Praça da Sé, com a presença do general-de-divisão, Vitor Carulla Filho, comandante da 10ª Região Militar, e de autoridades públicas locais. De acordo com a programação, haverá apresentações das bandas de música do Exército e do Crato. O Quartel General da operação será montado no Parque de Exposições Pedro Felício, também nesse município.

Segundo informações do sargento Antônio Marcos, o Tiro de Guerra do Crato participará da operação com o apoio logístico.

Paralelamente, será desenvolvida uma Ação Cívico-Social (Aciso) em parceria com as prefeituras municipais.

Em Santana do Cariri, as ações acontecem no próximo dia 21, no distrito de Anginho; dia 23, em Dom Leme; e dia 24, em Guritiba.

Já no município de Nova Olinda, a operação está programada para o dia 22, no distrito de Triunfo. Das 8h30 às 17h, serão disponibilizados os seguintes serviços: expedição de documentos, atendimento médico-odontológico, distribuição de medicamentos, palestras, educação musical, reformas de instalações, corte de cabelo, manicure, pedicure, apresentações públicas da Banda de Música.

Estradas vicinais serão recuperadas pelo 3º Batalhão de Engenharia de Construção, com sede em Picos (PI); e obras de pequeno porte serão realizadas pelo 23° Batalhão de Caçadores, sediado em Fortaleza.

A ACISO, segundo o Boletim do Exército, é uma das formas pelas qual a instituição militar presta assistência às comunidades carentes.

Também será desenvolvido um treinamento para Garantia da Lei e da Ordem (GLO), uma brigada especializada em intervenções de conflitos urbanos com munição não-letal e com funções para agir como uma tropa de choque de elite. Pode atuar também, em ações específicas, contra o crime organizado na região.

No município de Santana do Cariri, serão realizadas manobras militares na área de operações, com atividades de Garantia da Lei e da Ordem(GLO), tais como: posto de bloqueio e controle de estradas; posto de segurança estático; tomada de área urbana; desocupação de propriedade invadida; bloqueio de estradas; patrulhamento ostensivo em vias urbanas; garantia de eleições; e garantia de apuração de eleições.

O Tiro de Guerra do Crato participará também da apuração de uma eleição simulada, atuando como mesários, segundo destaca o sargento Marcos Antônio, e também será utilizado na figuração de outras operações. A simulação tem como objetivo garantir a ordem e a manifestação livre do povo no processo eleitoral.

Para o prefeito do Crato, Samuel Araripe, esta operação vai complementar o trabalho social desenvolvido pela Prefeitura Municipal. O prefeito garantiu todo apoio necessário ao trabalho que consiste na interação direta entre os militares e a sociedade. A operação, segundo destaca o prefeito, tem o objetivo de prestar apoio comunitário às populações, cooperando com outras instituições e promovendo a cidadania. “Na pauta estão incluídas ações sociais importantes para a região”, disse.

FONTE: Diário do Nordeste  FOTOS: Osvaldo Antunes

Nota do Blog: As aeronaves participantes são dois HM-1 Pantera, pertencentes ao 1° BAvEx, que foram fotografados pelo nosso leitor em Juazeiro do Norte e dois HM-1 Pantera do 2° BAvEx que partiram na sexta-feira (18.09.09) do CAvEx com destino a Natal.

 

Os exércitos de Israel e dos Estados Unidos participarão, nos próximos dias, de manobras militares que simularão um ataque com mísseis procedente de países da região, informou hoje o jornal árabe “Asharq al Awsart”. A publicação ocorre em meio ao aumento da tensão entre Israel e Irã.

Segundo a edição eletrônica da publicação, o exercício militar será o maior na história das manobras conjuntas realizadas pelas duas Forças Armadas. Dele, participarão aviões de guerra israelenses e unidades da marinha americana.

FONTE: EFE, via Folha Online

 

AvEx adquire novo FLIR

A Diretoria de Material de Aviação do Exército (DMAvEx) adquiriu, através de licitação internacional junto a CEBW, uma nova unidade do imageador térmico Star Safire III (FLIR), com entrega prevista para o mês de dezembro do corrente ano.

O equipamento adquirido, possui uma série de recursos que irão possibilitar uma melhor capacidade operacional ao sistema em uso hoje na AvEx, como zoom de 71x, resolução de 640×480, torre estabilizada em cinco eixos, spotter cope com filtro de penetração em cerração, laser ranger (fornece com precisão a distância até o alvo), laser point (possibilita a aeronave iluminar alvos no solo que se tornam visíveis às tropas utilizando OVN), geo point package e inertial measurement unit (indica latitude e longitude diminuindo a carga de trabalho dos tripulantes).

O novo FLIR já vem com configuração compatível ao sistema já utilizado pelo EB e com garantia de 3 anos ou 1.000 hora de voo.

A DMAvEx tem planejado a aquisição de mais um FLIR, reparação do Star Safire I e a aquisição de uma viatura de suporte ao sistema de transmissão de imagens, tendo como meta dotar cada BAvEx com um sistema Olho da Águia.

FONTE: EB FOTO: Flir Systems

 

19 e 20 de setembro: exposição de veículos militares em Pirassununga

Neste sábado e domingo, 19 e 20 de setembro de 2009, o 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado abrirá as portas para o público, com uma exposição de veículos militares que fizeram história: é o 3º ENCONTRO ANHANGUERA DE VIATURAS MILITARES ANTIGAS. O horário divulgado é das 9h às 17h. Para acessar o site do evento, clique na imagem acima.

O Regimento está situado na Avenida Newton Prado Prado, 2251, bem na região central de Pirassununga.

No sábado, dia 19, também haverá outro evento na cidade: o aniversário do Aeroclube de Pirassununga, com apresentação da Esquadrilha da Fumaça (EDA – Esquadrão de Demonstração Aérea). Para mais informações sobre esta outro evento, clique aqui e acesse matéria do Blog do Poder Aéreo.

NOTA do BLOG: para quem não conhece, Pirassununga fica no Estado de São Paulo, a pouco mais de 200 km da capital (rodovias Bandeirantes e Anhanguera). A cidade abriga duas organizações militares importantes: a Academia da Força Aérea (AFA – FAB) e o 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado (Exército Brasileiro).

Muito tem se falado recentemente sobre a parceria estratégica do Brasil com a França. Geralmente é mencionada a transferência de tecnologia, a modernização de equipamentos e até a parceria comercial e seus benefícios financeiros para o Brasil, mas fala-se nada ou muito pouco sobre a doutrina militar francesa e uma possivel influência sua nas FAs brasileiras.

Gostaria de tocar no assunto tão pouco debatido e tenho como intenção não uma crítica a determinado país, mas um momento de reflexão para os leitores mais leigos e até militares da ativa brasileiros. De maneira alguma digo que sou expert na matéria, mas trago o ponto de vista de um veterano de combate de alta intensidade, penso que tenho algo a oferecer àqueles que queiram ouvir.

Primeiramente vamos discutir o que é doutrina militar. Antes de tudo vale dizer que influências no processo estratégico são importantes e numerosas, a maioria é relativamente bem conhecida. Um exame detalhado de doutrina militar requer o entendimento de que doutrina tem ou deveria ter um impacto extraordinário no processo estratégico. Doutrina é uma matéria pouco definida, pouco compreendida e quase sempre confusa, apesar de ser de suma importância.

É possível encontrar várias definições de doutrina variando de país a país e corporação a corporação. Talvez a melhor definição, uma que é ao mesmo tempo precisa, lúcida e que não deixa fugir a importância do termo e também uma das mais simples: Doutrina militar é aquilo que acreditamos ser a melhor maneira possível de conduzir assuntos militares.

O uso da palavra “acreditamos” sugere que doutrina é o resultado do exame e interpretação da evidência disponível e também quer dizer que a interpretação está sujeita à mudanças de acordo com novas evidências, circunstâncias e tecnologias que são introduzidas.

A fonte principal de doutrina é a experiencia:: de certa forma doutrina é uma combinação daquilo que foi bem sucedido no passado. Porém, um dos maiores problemas é uma certa tendência dela estagnar-se e aí jaz a preocupação do autor. O pensamento intelectual militar francês não tem sido o estado da arte ou revolucionário há décadas. A experiência francesa após a 1GM reforça a noção do ponto citado, baseados na demonstrada superioridade da defesa durante a guerra das trincheiras, os franceses construíram as fortificações mais elaborados e sofisticadas do mundo, a Linha Maginot. A análise francesa das lições da história no pós-guerra não foi temperada pela mudanca tecnológica dos tempos.

Gostaria de citar alguns exemplos para ilustrar a estagnação ou tendência francesa a não liderar o campo intelectual militar. A Maioria já conhece as lições de 1940 e o fracasso doutrinário e estratégico francês, mas quantos de nós já estudamos sobre as operações francesas contra insurgência na Argélia?

Avancemos um pouco até a Guerra do Golfo, durante a fase da operação “Desert Shield”, o Reino Unido foi capaz de mobilizar 35.000 homens mais rápido do que a Franca foi capaz com seu contigente de 10.000 homens. Entre muitos dos fatores para isso, citados pelos próprios franceses, era uma doutrina logística falha e antiga, em comparação à dos ingleses.

A França em si também não foi a progenitora dos maiores avanços tecnológicos e intelectuais militares dos últimos anos, não foi em seus quartéis que surgiu a ideia e a implantação da debatida “Revolution in Military Affairs”, que sugere conhecimento situacional em tempo real ao comandante, por meios de comunicação, espaciais e inteligência, resumindo o famoso C4ISR (Comando, Controle, Comunicações, Computadores, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento). A França não liderou o emprego e desenvolvimento de UAV e UCAVs, “network-centric warfare”, a tendência mundial de emprego de Brigadas, como as unidades de combate principais hoje, ao invés da Divisão, nanotecnologia, capacidades stealth, robótica.

Em quesitos de guerra assimétrica mais uma vez o pensamento francês também nunca foi tido como o estado-da-arte, sendo os ingleses com suas experiências em Borneo e Irlanda do Norte, Vietnamitas contra os americanos e os próprios franceses e agora os próprios americanos com suas experiencias atuais e a reviravolta do cenário estratégico e tático no Iraque (sem contar as Filipinas e as Guerras das Bananas). Todos esses sao geralmente aceitos como os mais experientes em guerra assimetrica, de maior sucesso e de doutrina mais efetiva.

Vejam bem, esses são apenas exemplos para ilustrarmos o ponto de vista do autor. Mais uma vez quero ressaltar que a França não deixa de ser uma potência militar regional e que muitos países devem invejar suas capacidades. Devemos ressaltar também, como já citou o leitor “Hornet” no blog, que a razão de ser da parceria sempre foi o Submarino Nuclear Brasileiro, a futura jóia da coroa estratégica do país.

Então, partindo da concordância de que a parceria comercial, os equipamentos e a transferência de tecnologia são excelentes e de suma importância para o Brasil, o que se diz da parceria estratégica militarmente falando e do risco da absorção de uma doutrina e pensamento militar não acostumado a ser o progenitor de revoluções intelectuais e doutrinárias?

Aproveitemos o conhecimento tecnológico que virá, os equipamentos e sistemas de armas em si, mas devemos ter cuidado com a influência doutrinária. Afinal, já tivemos a influência francesa antes e constatamos que tal doutrina estava defasada e derrotada nos campos europeus. Tivemos que reaprender tudo, desde as organizações de pelotões, até as divisões às pressas com os EUA, durante a mobilização da FEB.

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Sistema proposto no governo anterior seria feito na Polônia e na Rep. Checa e era criticado pela Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu mais um passo para se distanciar da política adotada pelo seu antecessor, George W. Bush, e anunciou nesta quinta-feira, 17, sua decisão de abandonar o projeto para a instalação de um sistema de escudo antimísseis no Leste Europeu. De acordo com o presidente, os EUA estão assumindo um novo enfoque para o projeto, empregando um método mais eficiente contra a ameaça de mísseis iranianos.

O sistema de defesa planejado na administração Bush seria construído na República Checa e na Polônia. Obama afirmou que o programa anterior foi descartado porque os EUA concluíram que o programa de mísseis do Irã não tem o seu foco em projéteis de longo alcance, como previa o programa americano. Em vez de instalar um sofisticado radar em território checo e dez mísseis interceptores na Polônia, o sistema proposto por Obama prevê o posicionamento de mísseis SM-3, SM-3, concebidos para destruir mísseis de curto e médio alcance, primeiramente em barcos no Mar Mediterrâneo e posteriormente no sul da Europa ou na Turquia.

Obama fez este anúncio em um breve comparecimento na Casa Branca, após ter falado com o primeiro-ministro da República Tcheca, Jan Fischer, que antecipou à imprensa os planos americanos. “Nosso novo sistema antimísseis arquitetado na Europa garantirá uma capacidade mais forte, inteligente e rápida para as forças americanas e seus aliados”. Segundo Obama, o projeto é mais compreensível do que o anterior e seu foco será claro e consistente na ameaça apresentada pelo programa de mísseis balísticos do Irã.

“O presidente Bush estava certo de que o programa de mísseis balísticos do Irã significa uma ameaça”, afirmou Obama. Porém, ele ressaltou que a revisão do projeto requer um sistema diferente, adequado à natureza do programa iraniano, e um sistema diferente – que usaria a tecnologia existente, mas aplicada em outros lugares.

Em entrevista coletiva no Pentágono, depois do anúncio de Obama, o secretário da Defesa americano, Robert Gates, disse que a decisão do governo de abandonar o projeto do escudo antimísseis foi devido a uma mudança na percepção da ameaça representada pelo Irã. Gates disse que os serviços de inteligência consideram que os mísseis de curto e médio alcance do Irã representam uma ameaça maior do que seus mísseis intercontinentais. Os primeiros “estão se desenvolvendo mais rapidamente do que se
tinha previsto a princípio”, segundo os serviços de inteligência, disse. Por outro lado, os mísseis de longo alcance “não representam a ameaça que se tinha imaginado inicialmente”, acrescentou.

Gates afirmou que o país ainda planeja instalar mísseis na Polônia e na República Checa, mas apenas em 2015. Segundo o secretário, isso deve ocorrer mesmo que o programa de mísseis do Irã não evolua tanto quanto o esperado. “Temos agora a oportunidade de posicionar novos sensores e interceptadores no norte e no sul da Europa, que podem garantir em curto prazo a cobertura da defesa de mísseis contra as ameaças imediatas do Irã e outros países”.

O novo plano, de quatro fases, deve posicionar os mísseis SM-3 já existentes, SM-3 em navios equipados com o sistema de radares Aegis em 2011. Em 2015, versões atualizadas de mísseis interceptores são instalados em mar e terra, além de sensores avançados. Um sistema mais avançado deve ser posicionado em 2018 e outra geração em 2020, com capacidade para conter futuros mísseis intercontinentais.

A decisão da revisão de uma das maiores políticas de segurança nacional da nova administração desagradou a Polônia e a República Checa, que viram a presença militar americana como um meio de proteção contra a Rússia. O anúncio, porém, agradou Moscou, que via o plano de defesa americano como uma ameaça direta, apesar das promessas de que o sistema seria voltado apenas para Estados que considera rebeldes, como o Irã.

Obama telefonou para os líderes checo e polonês antes do anúncio oficial e reiterou o compromisso americano de proteger os dois países, também aliados da Otan. Porém, Obama repetiu que as preocupações da Rússia sobre o plano original eram “totalmente infundadas” e voltou a oferecer uma parceria no programa de sistema de defesa.

Assessores de Obama reiteraram que a reformulação do projeto foi motivado pelo Irã, não pelas reclamações russas. Porém, o anúncio foi feito dias antes do encontro privado que será realizado entre Obama e o presidente Dmitri Medvedev, na próxima semana, quando o líder russo estará nos EUA para participar da Assembleia da ONU em Nova York. Perguntado se o anúncio do governo norte-americano de recuar nos planos tinha algo a ver com a Rússia, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs disse: “Absolutamente não”. “Isso não é sobre Rússia”, disse ele.

FONTE: Estadão

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Forças de segurança dos Estados Unidos disseram à BBC nesta segunda-feira acreditar que um suposto líder ligado à rede extremista islâmica Al-Qaeda foi morto em um ataque de forças especiais americanas no sul da Somália.

O suspeito, Saleh Ali Saleh Nabhan, é um queniano procurado por conexão com um ataque contra um hotel e um ataque frustrado com mísseis contra um avião israelense, ambos realizados em Mombassa, no Quênia, em 2002.

Nabhan pertence à milícia islâmica Al-Shabab, supostamente ligada à Al-Qaeda, e está na lista de principais procurados pelo FBI (a polícia federal americana).

Segundo fontes em Washington, Nabhan teria sido morto em um ataque de helicóptero contra o veículo em que viajava, na cidade costeira de Barawe, ao sul da capital somali, Mogadíscio.

Ataque

Integrantes da Al-Shabab haviam dito à BBC que helicópteros estrangeiros haviam aberto fogo contra um carro em que viajavam alguns de seus membros.

Segundo relatos iniciais, as tropas responsáveis pelo ataque usavam uniformes com insígnia da França. No entanto, um porta-voz militar da França negou que as forças de seu país estivessem envolvidas no ataque.

Segundo testemunhas, soldados levaram dois homens, e dois corpos foram deixados na estrada depois do ataque.

Nos últimos anos, forças americanas têm realizado ataques aéreos contra grupos islâmicos na Somália acusados de ligações com a Al-Qaeda.

Ajuda alimentar

A Somália não tem um governo central desde 1991.

Facções islâmicas rivais lutam contra forças leais ao governo apoiado pelas Nações Unidas, que controla apenas pequenas áreas da capital.

Também nesta segunda-feira, um porta-voz do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas disse que a organização vai fechar 13 centros de alimentação para mães e crianças na Somália porque o programa recebeu apenas 41% dos fundos necessários para manter as operações.

A ONU estima que metade da população da Somália depende de ajuda alimentar, muitos deles refugiados do conflito civil e da seca que afetam a região.

Fonte: BBC

 

Governo causa ciúme no Exército com verba maior para Marinha e Aeronáutica

Orçamento muito menor que o das outras Forças é considerado ‘vergonhoso’

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA. O anúncio de gastos bilionários com a compra de 36 aviões de combate para a Aeronáutica e a construção de um submarino nuclear para a Marinha gerou desequilíbrio e desconforto velado nas Forças Armadas. Sem grandes pretensões no mercado armamentista internacional, o Exército ficou para trás na partilha de verbas para 2010, último ano do governo Lula. No projeto de Orçamento enviado ao Congresso, o valor destinado ao reaparelhamento da Força é de R$361 milhões, cifra chamada de insuficiente e vergonhosa nos corredores do Quartel-General em Brasília.

Num cálculo que só leva em conta investimentos diretos em 2010, as verbas para reaparelhamento serão mais de sete vezes maiores na Marinha (R$2,7 bilhões), e três vezes e meia superiores na Aeronáutica (R$1,3 bilhão). A longo prazo, a diferença ficará maior, já que o governo se comprometeu a gastar R$19 bilhões com os submarinos, e pelo menos R$7 bilhões com os novos caças da Força Aérea.

Apesar da discrição militar, a disparidade tem gerado protestos no Exército, onde são antigas as queixas pelo sucateamento de instalações e veículos. Para um coronel próximo ao comandante da Força, general Enzo Peri, a opção pelas compras bilionárias deixou na gaveta projetos mais baratos do Exército, a maioria ligada à preservação da Amazônia e às fronteiras.

- A diferença chega a ser vergonhosa. Marinha e Aeronáutica conseguiram emplacar dois projetos caríssimos, com muito apelo de marketing. Talvez o Exército tenha pecado por não vender algo tão grandioso. O fato é que o nosso orçamento está à míngua – afirmou o coronel.

Um general ouvido pelo GLOBO disse que os projetos das outras Forças são elogiáveis, mas não justificam o abandono das demandas do Exército. E citou três prioridades que não foram contempladas no Orçamento de 2010: a renovação da frota de blindados, já licitada e estimada em R$5 bilhões para a fabricação de mil veículos; a montagem de um sistema de defesa antiaérea, sem previsão de gastos; e a promessa de dobrar a presença militar nas fronteiras da Amazônia, que anda a passos lentos.

Deputado acusa governo de se render a lobby da França

Para 2010, o Orçamento do Exército prevê o uso de 2,6% das verbas para investimentos. Outros 7% irão para custeio, e 90,4% serão gastos com pessoal ativo e pensionistas.

O desequilíbrio entre os gastos bilionários e a falta de verbas para o cotidiano das Forças Armadas tem sido alvo de críticas na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. O deputado Julio Delgado (PSB-MG) acusa o governo de ter se rendido ao lobby da França, com a suposta cumplicidade de colegas que viajaram a Paris em julho com as contas pagas pela Dassault, que deve vender os 36 caças à FAB.

- As compras vão gerar desequilíbrio nas Forças Armadas, porque o Orçamento do Exército ficará mais descoberto. Parece que algumas autoridades estão sofrendo de francofilia.

Favorável à compra dos caças e submarinos, o presidente da Associação Brasileira de Estudos da Defesa, Eurico de Lima Figueiredo, diz que o Exército também precisa ser ouvido:

- Mas é impossível agradar a todos ao mesmo tempo.

Defesa nega desequilíbrio no orçamento

BRASÍLIA. O Ministério da Defesa admite que os projetos de maior porte do Exército ficaram fora dos planos para o último ano do governo Lula, mas contesta as queixas sobre o desequilíbrio nos orçamentos das Forças Armadas. Em nota, a assessoria do ministro Nelson Jobim disse que as verbas previstas para o reaparelhamento de Marinha, Exército e Aeronáutica não podem ser comparadas: “Não existe relação entre os gastos de uma Força e os de outra. Cada Força tem sua realidade e projetos com cronogramas específicos”.

Perguntada sobre os principais projetos do Exército, a Defesa citou o Amazônia Protegida, que prevê a construção de 28 Pelotões Especiais de Fronteira até 2018, ao custo estimado de R$1 bilhão. “Mas ainda não há um detalhamento do cronograma”, diz a nota. O projeto não aparece no Orçamento enviado ao Congresso.

As diretrizes para o reaparelhamento decididas ano passado, no lançamento da Estratégia Nacional de Defesa, são de médio e longo prazo. “As Forças fizeram propostas de aparelhamento e de articulação até 2030, mas o Ministério da Defesa ainda vai fazer a análise e a consolidação pra corrigir omissões, superposições, etc. A partir daí é que serão dimensionadas as necessidades e elaborados os programas”, diz a nota.

FONTE: O Globo

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