A Assembleia Nacional (Congresso) da Venezuela aprovou ontem uma reforma para a Lei Orgânica da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), que permite a incorporação das milícias às entidades de defesa do país.

A nova lei modifica o nome das instituições militares, agregando o termo “bolivariano” à milícia e às Forças Armadas.

Assim, a Milícia Bolivariana será composta pela Guarda Territorial e os Corpos Combatentes e estará sob o comando do presidente da República, segundo informou o deputado governista Juan Mendoza.

“Por meio deste instrumento [legal] surge a Milícia Bolivariana, corpo especial que será treinado e integrado em todas as áreas em que for necessária sua atuação”, destacou o parlamentar.

Mendonza disse ainda que a lei baseia-se no princípio da co-responsabilidade da sociedade na defesa da nação e torna real a fusão cívico-militar, reiterada diversas vezes pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O deputado de oposição Ismael García, no entanto, denunciou que a reforma viola a Constituição e torna “uniforme” a militância do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). “A Constituição não autoriza este ou qualquer outro governo a uniformizar a militância de seu partido para ser chamada de milícia. Esse é o cenário do que aconteceu”, disse García.

O parlamentar indicou que os quatro componentes das Forças Armadas são o Exército, a Aeronáutica, a Marinha e a Guarda Nacional, e nem o Congresso, nem qualquer outro organismo tem a faculdade constitucional para agregar outro elemento às entidades militares.

García denunciou ainda que esta reforma já foi rejeitada pelos venezuelanos, quando houve um referendo sobre uma reforma constitucional de proposta por Chávez.

A primeira rejeição popular à proposta de reforma, que previa também a criação da milícia, foi proposta por Chávez em dezembro de 2007. Em julho de 2008, o presidente pôs em vigor, por meio de decreto, a lei que renomeou as Forças Armadas do país e institucionalizou a milícia bolivariana.

FONTE: ANSA

 

Câmara dos EUA aprova orçamento de US$ 680 bi para a Defesa

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (8 de outubro de 2009) o texto final do projeto de orçamento da Defesa para 2010, com valor superior a 680 bilhões de dólares. Aprovado por 281 votos a favor e 146 contra, o texto, fruto de um entendimento entre as duas câmaras do Congresso, é praticamente conforme às demandas do Pentágono.

Ele inclui um aumento de 3,4% para os militares, ou seja, 0,5% a mais do que pediu o departamento da Defesa. O projeto também inclui uma verba de 6,7 bilhões de dólares para financiar veículos resistentes às minas, os Mine Resistant Ambush Protected (MRAP), uma quantia superior em 1,2 bilhão à que foi solicitada pela administração.

Além disso, 7,5 bilhões de dólares estão previstos para treinar e equipar o exército e a polícia afegãs. O projeto ainda permite o financiamento da agência americana de defesa antimísseis com 7,8 bilhões de dólares, conforme ao pedido emitido pelo governo.

Atendendo a outra solicitação da administração, os representantes anularam o programa de construção do caça F-22, da Lockheed e da Boeing (187 unidades deste avião já foram construídas). Ao contrário, desafiando uma ameaça de veto formulada pelo presidente Barack Obama, a Câmara incluiu no projeto de orçamento para 2010 uma verba de 560 milhões de dólares para financiar um segundo motor para o avião de combate F-35.

O projeto também contém disposições permitindo a transferência de prisioneiros de Guantánamo para o território americano, sob certas condições. O texto ainda pede sanções contra o Irã se a via diplomática fracassar em convencer a República Islâmica a desistir de seu programa nuclear. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Senado.

FONTE: France Presse, via G1     FOTO: US Army