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O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu nesta terça-feira, 13, por unanimidade que sua missão de paz permanecerá no Haiti por mais um ano, alegando que a situação no país caribenho ainda constitui uma ameaça à paz e à segurança internacionais.

A resolução do conselho manterá em 9 mil o efetivo da missão. O órgão também aceitou a recomendação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de reconfigurar as forças de segurança para poder deslocá-la às zonas remotas mais rapidamente.

Ainda que o órgão tenha reconhecido que houve algum avanço no Haiti em matéria de segurança no último ano, a situação, reconhece, ainda segue frágil. O conselho aconselhou o governo haitiano e outras figuras chaves a fortalecer o diálogo democrático e formar um consenso para lidar com todos os problemas do país, incluindo a pobreza.

Acidente

No mesmo dia do anúncio da ONU, em Porto Príncipe, capital haitiana, houve o funeral de 11 soldados e pilotos mortos em um acidente aéreo na última sexta-feira. “Eles estavam no Haiti protegendo as fronteiras do país. Prestariam socorro às vítimas das tempestades do ano passado. Estavam ajudando o povo do Haiti a cumprir a enorme promessa de sua orgulhosa nação”, disse o secretário-geral da ONU em uma carta lida pelo chefe da missão no país, Hedi Annabi. O presidente Rene Préval assistiu à cerimônia na base da ONU na capital, mas não falou com a imprensa.

A maioria dos seis uruguaios e cinco jordanianos mortos no acidente estavam no Haiti há três meses. Seus nomes foram lidos várias vezes e suas fotos estavam em mesas com as bandeiras de seus respectivos países.

FONTE: Agência Estado / Associated Press

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Entrevista com o Coronel Sued Lima

Para o militar da reserva, as mudanças de foco na defesa do País, priorizando a Amazônia, são necessárias e não comprometem a segurança de outras regiões, já que são “estratégicas”

A transferência de unidades militares para os estados da fronteira oeste do País representa risco para a segurança dos locais de onde saíram? O Ceará, por exemplo, perdeu o 10º Grupo de Artilharia de Campanha para Rondônia e uma unidade da Aeronáutica para o Rio Grande do Norte.

A distribuição de unidades militares pelo território nacional obedece a critérios de ordem estratégica. Certamente, esses critérios, analisados cuidadosamente nos foros adequados, têm determinado a necessidade de uma presença mais intensa das forças armadas brasileiras na região amazônica. Como sempre há limitações orçamentárias, tais necessidades são cobertas pelo remanejamento das unidades existentes, no lugar de se criarem novas organizações. Foi o que se verificou no caso do 10º Grupo de Artilharia de Campanha.

Já a ida do 1º/4º Grupo de Aviação de Fortaleza para Natal atendeu mais a questões de natureza operacional. Trata-se de uma unidade de caça, que aqui cumpria missões de treinamento de combate, o que vinha se revelando impróprio para uma pista compartilhada com crescente movimento de aeronaves comerciais.

Além disso, o processo de urbanização da cidade praticamente cercou o aeroporto Pinto Martins, aumentando o potencial de perigo de acidentes graves, representado, por exemplo, pela decolagem de um avião carregado de armamento com o compulsório sobrevoo de áreas densamente habitadas.

Como o senhor avalia a mudança do foco de defesa do País, privilegiando a Amazônia?

Avalio como uma medida necessária e oportuna. As chamadas hipóteses de guerra, que determinam as prioridades de posicionamento das unidades militares pelo território nacional, oscilam conjunturalmente. No século XIX e no início do século XX, o potencial maior de conflitos externos centrava-se no Sul do País, onde foram estacionadas dezenas de quartéis do Exército Brasileiro.

A partir de meados do século passado, com a guerra na Europa e no Atlântico Sul, parcela importante de medidas de defesa migraram para o litoral brasileiro e a FAB, por exemplo, dispôs um total de dez bases aéreas em cidades litorâneas.

Hoje, os olhos do mundo se voltam para a Amazônia, e, nesses olhares, há de tudo: interesses ambientalistas, econômicos, políticos e hegemônicos. Já era hora de as forças armadas brasileiras voltarem suas prioridades para essa tão rica quanto vulnerável região.

As estratégias de defesa na Amazônia são as mesmas no País?

O tipo de defesa de que necessita a Amazônia é mais de outra natureza do que a propriamente militar. Passa pelo permanente exercício de brasilidade com os habitantes da região, a promoção de sua identidade com a pátria brasileira, a fiscalização mais firme das inúmeras organizações que por lá atuam, com rigorosa investigação dos interesses que as movem, e a busca da preservação do patrimônio ambiental lá existente, tão violentamente atacado.

Considero, até por ter sido testemunha e partícipe, que, nesse contexto, as muitas tarefas atribuídas às forças armadas vêm sendo cumpridas.

Algumas instituições, como o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, associam a presença dos EUA na América Latina, a partir do retorno da sua Quarta Frota e bases militares, com os interesses no petróleo do pré-sal.

Os Estados Unidos são bastante ciosos de sua condição de potência hegemônica e têm demonstrado não descuidar de seus interesses econômicos em todos os cantos do planeta. Sempre agiram e continuam atuando por meio de intervenções políticas ou armadas em países de todos os continentes para impor sua vontade imperial em defesa do que chamam “liberdades democráticas”, que ganham diferentes configurações para cada caso: ou apoiando a derrubada de líderes eleitos pelas suas populações ou a manutenção de ditadores sanguinários.

Esses passos ostensivos no sentido de ativar bases militares em países sul-americanos, remontar uma poderosa frota naval e revigorar o Comando Sul, em Miami, são inequívocas ações estratégicas de demonstração e projeção de poder.

Deve-se a interesses políticos e econômicos ou ao narcotráfico, motivo alegado pelos EUA?

Na minha avaliação, prendem-se mais ao surgimento, na América Latina, de governos não alinhados com os interesses dos EUA do que propriamente com o combate ao narcotráfico ou a apropriação das reservas de petróleo recentemente descobertas na costa brasileira.

Aliás, com relação à produção de drogas, há um dado bastante curioso: recentemente foi divulgado que, quando o Taleban detinha o poder no Afeganistão (1996-2001), a produção de ópio foi totalmente desmontada no país, pois o líder do grupo, mulá Mohammad Omar, considerava o consumo da droga crime contra o Islã e ameaçava executar quem cultivasse a papoula. Atualmente, com a presença de tropas norte-americanas no país, a região voltou a ser a maior produtora de ópio no mundo.

As políticas de segurança implementadas são eficientes?

No fim do ano passado, o Presidente Lula aprovou a Estratégia Nacional de Defesa (END), documento fundamental para o estabelecimento de políticas de defesa. Mesmo os que eventualmente questionam pontos dessa formulação entendem que, com ela, um passo importante foi dado.

Exemplificando, em um de seus artigos, a Estratégia estabelece que a defesa do Brasil requer a reorganização da indústria bélica nacional, com prioridade para o desenvolvimento de capacitações tec-nológicas independentes. É o reconhecimento de que o Brasil somente atingirá o nível ideal para promover sua defesa quando, entre outras importantes condições, desenvolver a capacidade de produzir o seu próprio armamento.

Sued Lima é coronel-aviador da reserva da força aérea brasileira (FAB) e membro do observatório das nacionalidades.

FONTE: Diário do Nordeste

 

Garcia pede auxílio de Obama na crise hondurenha

O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, sugeriu hoje (9) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveite o fato de ter recebido o Prêmio Nobel da Paz para pressionar as autoridades de Honduras a buscar uma solução para o fim da crise política no país. Segundo ele, apenas os Estados Unidos teriam força para pressionar o governo de Roberto Michelletti.

“Queremos que a pressão aumente, sobretudo, a pressão do governo norte-americano. Vamos aproveitar agora o Prêmio Nobel da Paz que o presidente Obama tão merecidamente recebeu para que ele exerça essa pressão”, disse Garcia.

De acordo com Garcia, não houve frustração das negociações conduzidas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), mas intransigência por parte de integrantes do atual governo de Honduras em buscar uma solução para o impasse.

“Eu acho que a OEA não fracassou nas suas tentativas por deficiência dela. A OEA fracassou pela intransigência do governo. Evidentemente que, quando dizemos que a posição dos Estados Unidos é uma posição importante, isso está chamando a atenção pelo fato de que os Estados Unidos têm relações econômicas muito fortes”, disse ele.

“O governo golpista contratou lobbies nos Estados Unidos para pressionar os setores mais conservadores da política americana para tentar manter o status quo lá. Como esses setores foram setores derrotados na eleição passada nos Estados Unidos, nós esperamos que isso se resolva.”

Garcia reiterou que o governo brasileiro manterá a autorização de hospedagem ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. Desde o último dia 21, Zelaya e alguns de seus correligionários estão alojados na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital hondurenha.

Para o assessor especial, havia uma “pressão” do governo de Honduras para realizar eleições mantendo a vigência do estado de sítio. Ele disse que se as eleições ocorressem neste período não seriam reconhecidas como legítimas e democráticas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não iríamos reconhecer eleições. Nós e grande parte da comunidade internacional não iríamos reconhecer eleições sem o restabelecimento do governo constitucional. Mais ainda com um governo em estado de sítio. Não tem eleições que possam realizar-se durante um estado de sítio.”

Ele disse, ainda, que todos puderam “constatar que a posição do governo golpista ainda é muito renitente. Acho que eles estão criando uma situação muito difícil porque, evidentemente, se a estratégia deles é de empurrar com a barriga até as eleições. Vamos ter claro que eleições com estado de sítio não têm nenhuma possibilidade de se realizar”. Marco Aurélio falou sobre a crise política de Honduras depois de participar de almoço oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

FONTE: Agência Brasil

 

CCJ proíbe contingenciamento nas Forças Armadas

Às vésperas de o Ministério da Defesa enviar ao Congresso projetos de lei que tratam da reestruturação e consolidação da Pasta, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a proibição do contingenciamento de verbas para as Forças Armadas por dez anos.

A garantia de recursos para o Exército, Marinha e Aeronáutica foi apresentada por um grupo de senadores em 2004, por meio de proposta de emenda à Constituição, mas a discussão só foi retomada no Congresso agora, no momento em que o governo federal está reaparelhando as Forças Armadas, com a compra de submarinos e caças. Se aprovado, o texto representará um privilégio ao Ministério da Defesa, ao garantir que as verbas militares ficarão livres de cortes orçamentários.

A PEC aprovada na quarta-feira pela CCJ proíbe por dez anos qualquer limitação à execução das dotações orçamentárias destinadas ” aos programas de reaparelhamento, modernização, pesquisa e desenvolvimento tecnológico das Forças Armadas ” . Fica vetada também, segundo o texto que vai a voto do plenário do Senado, a constituição de reservas de contingência com recursos dos fundos vinculados ao Exército, Marinha e Aeronáutica. O texto proíbe, ainda, a interrupção de contratos firmados pela Defesa com organismos internacionais.

O projeto foi apresentado por Marcelo Crivella (PRB-RJ), com apoio do governo federal e de 29 senadores. A justificativa apresentada pelo senador é que são ” frequentes os entraves orçamentários ” , que levam ao ” sucateamento ” dos equipamentos militares, prejudicam as pesquisas na área militar e ” fragilizam a proteção da Nação ” . Os senadores da comissão aprovaram o relatório favorável à proposta, apresentado por Pedro Simon (PMDB-RS).

A aprovação da proposta é estratégica para o Ministério da Defesa, defenderam parlamentares da base governista. O Brasil está investindo em planos de modernização e reaparelhamento das Forças Armadas, com a compra de submarinos nucleares e convencionais, 36 caças supersônicos, helicópteros e novos blindados. Os valores devem ultrapassar US$ 21 bilhões em 20 anos.

Pela proposta aprovada na CCJ do Senado, o orçamento anual para as Forças Armadas deverá incluir dotações suficientes para atendimento integral dos cronogramas de desembolso pactuados nos contratos de financiamento externos, inclusive da contrapartida nacional.

O principal argumento usado por Crivella e Simon ao defender a proposta é que o contingenciamento de recursos impede o planejamento de longo prazo das Forças Armadas e, por isso, encarece o custo dos contratos para a União. A proposta atende aos interesses do Ministério da Defesa e conta com o respaldo do governo. Ao relatar o texto apresentado por Marcelo Crivella, Pedro Simon derrubou PEC com conteúdo semelhante, apresentada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

FONTE: Valor Online, via G1

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Charles Rodrigues E Francisco Edson Alves

Depois de granadas, armas antiaéreas e explosivos caseiros, criminosos do Rio parecem dispostos a recorrer a um arsenal ainda mais pesado para impor o terror na guerra entre quadrilhas rivais. No fim da noite de quarta-feira, policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) apreenderam, no Morro do Pinto, na Zona Portuária, uma ogiva de 76 milímetros, com capacidade para armazenar cerca de meio quilo de explosivo, de uso exclusivo das Forças Armadas e que só pode ser disparada por canhões.

Há pouco mais de uma semana, uma granada de bocal anticarro de combate — outro tipo de munição com grande poder de destruição — também foi apreendida pela polícia na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte.

A ogiva, que pesa cerca de 10 quilos, estava em uma mochila, abandonada por volta de 23h na esquina das ruas Pedro Álvares e Moreira Pinto, por três bandidos que conseguiram fugir durante perseguição.

Só este ano, pelo menos 80 projéteis do Exército com alto poder de explosão já foram apreendidos no Rio, a mesma quantidade registrada durante todo o ano passado, segundo informações do Esquadrão Antibombas.

A maioria dos artefatos teria sido furtada do Centro de Instruções de Gericinó, uma extensa área de treinamento do Comando Militar do Leste, na Zona Oeste, e estava inerte, ou seja, com cápsula deflagrada ou sem carga de projeção. A polícia aguarda o laudo, que deverá sair nos próximos dias, para conhecer o poder de destruição da ogiva apreendida.

De acordo com peritos do Esquadrão Antibombas, a ogiva pode causar estragos e mortes num raio de 20 metros e destruir uma casa, por exemplo. Já a granada de bocal tem capacidade para perfurar uma estrutura de aço de 10,5 centímetros de espessura. “Destrói facilmente um Caveirão, que é revestido por duas placas de 6 mm cada uma. Ambos são usados em guerras”, comentou um agente da unidade.

FONTE: O DIA, via sinopse diária

 

Honduras espiona embaixada brasileira

Os militares hondurenhos colocaram plataformas diante da embaixada do Brasil em Tegucigalpa – onde está refugiado o presidente deposto, Manuel Zelaya – para observar o interior da sede diplomática, denunciou nesta quinta-feira o diplomata brasileiro Lineu de Paula.

“Não sabemos o que querem, mas isto é um absurdo, não têm o direito de olhar o interior de nossa sede, ignoram que isto é uma representação diplomática”, disse o funcionário à AFP por telefone.

Segundo Lineu de Paula, a situação será informada à chancelaria brasileira, à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas (ONU).

Zelaya, derrubado por um golpe de Estado em 28 de junho passado, está refugiado na embaixada brasileira desde que voltou secretamente ao país, no dia 21 de setembro.

O governo de fato de Honduras tem pressionado o Brasil para que declare Zelaya asilado político, e já ameaçou ignorar o status diplomático da embaixada do Brasil, mas garante que não invadirá o local, cercado por militares e policiais.

FONTE: AFP/yahoo

 

A Assembleia Nacional (Congresso) da Venezuela aprovou ontem uma reforma para a Lei Orgânica da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), que permite a incorporação das milícias às entidades de defesa do país.

A nova lei modifica o nome das instituições militares, agregando o termo “bolivariano” à milícia e às Forças Armadas.

Assim, a Milícia Bolivariana será composta pela Guarda Territorial e os Corpos Combatentes e estará sob o comando do presidente da República, segundo informou o deputado governista Juan Mendoza.

“Por meio deste instrumento [legal] surge a Milícia Bolivariana, corpo especial que será treinado e integrado em todas as áreas em que for necessária sua atuação”, destacou o parlamentar.

Mendonza disse ainda que a lei baseia-se no princípio da co-responsabilidade da sociedade na defesa da nação e torna real a fusão cívico-militar, reiterada diversas vezes pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O deputado de oposição Ismael García, no entanto, denunciou que a reforma viola a Constituição e torna “uniforme” a militância do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). “A Constituição não autoriza este ou qualquer outro governo a uniformizar a militância de seu partido para ser chamada de milícia. Esse é o cenário do que aconteceu”, disse García.

O parlamentar indicou que os quatro componentes das Forças Armadas são o Exército, a Aeronáutica, a Marinha e a Guarda Nacional, e nem o Congresso, nem qualquer outro organismo tem a faculdade constitucional para agregar outro elemento às entidades militares.

García denunciou ainda que esta reforma já foi rejeitada pelos venezuelanos, quando houve um referendo sobre uma reforma constitucional de proposta por Chávez.

A primeira rejeição popular à proposta de reforma, que previa também a criação da milícia, foi proposta por Chávez em dezembro de 2007. Em julho de 2008, o presidente pôs em vigor, por meio de decreto, a lei que renomeou as Forças Armadas do país e institucionalizou a milícia bolivariana.

FONTE: ANSA

 

Câmara dos EUA aprova orçamento de US$ 680 bi para a Defesa

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (8 de outubro de 2009) o texto final do projeto de orçamento da Defesa para 2010, com valor superior a 680 bilhões de dólares. Aprovado por 281 votos a favor e 146 contra, o texto, fruto de um entendimento entre as duas câmaras do Congresso, é praticamente conforme às demandas do Pentágono.

Ele inclui um aumento de 3,4% para os militares, ou seja, 0,5% a mais do que pediu o departamento da Defesa. O projeto também inclui uma verba de 6,7 bilhões de dólares para financiar veículos resistentes às minas, os Mine Resistant Ambush Protected (MRAP), uma quantia superior em 1,2 bilhão à que foi solicitada pela administração.

Além disso, 7,5 bilhões de dólares estão previstos para treinar e equipar o exército e a polícia afegãs. O projeto ainda permite o financiamento da agência americana de defesa antimísseis com 7,8 bilhões de dólares, conforme ao pedido emitido pelo governo.

Atendendo a outra solicitação da administração, os representantes anularam o programa de construção do caça F-22, da Lockheed e da Boeing (187 unidades deste avião já foram construídas). Ao contrário, desafiando uma ameaça de veto formulada pelo presidente Barack Obama, a Câmara incluiu no projeto de orçamento para 2010 uma verba de 560 milhões de dólares para financiar um segundo motor para o avião de combate F-35.

O projeto também contém disposições permitindo a transferência de prisioneiros de Guantánamo para o território americano, sob certas condições. O texto ainda pede sanções contra o Irã se a via diplomática fracassar em convencer a República Islâmica a desistir de seu programa nuclear. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Senado.

FONTE: France Presse, via G1     FOTO: US Army

 

Força negocia aprovação de créditos especiais de R$ 1,65 bilhão

A previsão de que o Congresso terá que definir cortes mais fundos do que nos anos anteriores para ajustar a proposta orçamentária que veio inflada do Executivo – o rombo a ser preenchido nas despesas da União poderá superar a casa dos R$ 10 bilhões, pelos cálculos iniciais dos consultores de Orçamento – colocou de prontidão a área da Defesa. As articulações com o relator setorial, deputado Francisco Rodrigues (DEM-RR), são para poupar os planos de reaparelhamento de cada Força.

O mais prejudicado na proposta do Executivo para o próximo ano foi o Exército. Detentor do maior orçamento, em função dos gastos com pessoal, e do menor volume de investimento – R$ 757 milhões – entre as três Forças, o Exército só obteve R$ 361,18 milhões para seu reaparelhamento. Ou seja, uma redução de 23,91% em relação a este ano.

Para turbinar essas cifras, a alternativa que está sendo negociada com o Ministério do Planejamento prevê a solicitação ao Congresso de quatro créditos especiais, que somam R$ 1,65 bilhão. Votados nesse final de ano, os recursos ficariam assegurados para o próximo exercício. O de maior valor, segundo informações do general Gerson Forini, responsável pela área de economia e finanças do Exército, alcança R$ 619 milhões para a compra de foguetes de longo alcance lançadores do sistema Astros, radares de vigilância e mísseis antiaéreos.

Outro, de R$ 302 milhões, vai garantir a recuperação de carros de combate e a fabricação nacional pela Fiat-Iveco de protótipos e de um lote piloto de 16 viaturas da nova família de blindados conhecidos como Urutu 3. A meta, conforme Forini, é a fabricação de 2 mil blindados em 20 anos. A proteção da fronteira terrestre da Amazônia, com novo sistema de vigilância eletrônica, responde pelo pedido de crédito de R$ 374 milhões. Outros R$ 363 milhões foram solicitados para modernizar a frota de veículos, com compras de 1.720 viaturas.

O Exército tem enfrentado fortes restrições orçamentárias. Este ano só incorporou 50 mil homens, adotando medidas emergenciais, como a redução do expediente por duas semanas. Perdeu R$ 342 milhões do orçamento de 2008 e luta para descontingenciar R$ 229 milhões deste ano para reforçar o sustento da tropa. Só a alimentação está orçada em R$ 274 milhões para 2010. Se esses recursos forem garantidos, o Exército poderá executar, segundo Forini, seu plano de recrutar 70 mil homens no próximo ano.

FONTE: Jornal do Senado

 

Senado discute fim dos cortes nas verbas militares

Proposta que proíbe por dez anos o bloqueio dos investimentos das três Forças, aprovados pelo Congresso, deve ser analisada pela CCJ

Relatório de Simon (E) é favorável à PEC que veda cortes pela lei orçamentária anual e pelos créditos especiais e suplementares. Para Azeredo, com economia estabilizada, contingenciamento não mais se justifica
Os planos de modernização e reaparelhamento das Forças Armadas, com investimentos em submarinos nucleares e convencionais, 36 caças supersônicos, helicópteros e novos blindados, envolvendo cifras que podem atingir mais de US$ 21 bilhões em 20 anos, conforme projeções de alguns especialistas em defesa, reacenderam a discussão no governo e no Congresso sobre a necessidade de evitar o bloqueio de recursos orçamentários para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

Enquanto esse debate no governo ganhou, na última semana, adeptos importantes, como o vice-presidente José Alencar, o assunto será agora discutido no Senado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá analisar relatório do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que endossa proposta de emenda constitucional que proíbe por dez anos qualquer represamento aos investimentos das três Forças aprovados pelo Congresso, tanto pela lei orçamentária anual quanto nos créditos especiais e suplementares.

Simon informou ao Jornal do Senado que já solicitou ao presidente da CCJ, senador Demostenes Torres (DEM-GO), autor de uma das duas PECs (a de número 85/03) que proíbem o contingenciamento, que o seu parecer seja votado na comissão. O relator preferiu o texto de Marcelo Crivella (PRB-RJ), da PEC 53/04, por fixar prazo para que os investimentos militares não sofram cortes.

O argumento central da Defesa é que o contingenciamento derruba qualquer planejamento de longo prazo, encarecendo o custo dos contratos para a União. Por essa razão, Crivella preserva as contrapartidas nacionais a financiamentos externos, inclusive assegurando o atendimento integral dos cronogramas de desembolso negociados nesses contratos.

O fim do contingenciamento para os recursos das Forças Armadas também deve ser discutido na Comissão de Relações Exteriores (CRE). O presidente da CRE, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), avalia que o represamento do orçamento não mais se justifica com a estabilização da economia. O sucateamento dos equipamentos militares brasileiros, os pesados investimentos bélicos de países vizinhos, como Venezuela, Colômbia e Chile, e a ameaça de conflitos nas Américas estão induzindo, na opinião de Azeredo, a “certo consenso” de que o Brasil precisa ter Forças Armadas equipadas e modernas.

Para assegurar a implementação da Estratégia Nacional de Defesa (END), apresentada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, aos integrantes da CRE, os responsáveis pelas áreas orçamentárias das três Forças consideram fundamental que os recursos para os planos de reaparelhamento não sejam bloqueados (ver matérias na página ao lado).

FONTE: Jornal do Senado

 
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