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vinheta-destaque-forteA proposta de proibição de exportação de armas e material bélico foi esmagadoramente rejeitada em um plebiscito nacional na Suíça, no domingo. Os resultados oficiais foram: 68,2 por cento dos eleitores contra a iniciativa e 31,5 por cento a favor. O comparecimento às urnas foi acima da média: 53 por cento.

A proposta foi lançada por uma ampla coalizão de grupos pacifistas e de partidos de centro-esquerda. No entanto, o governo e uma maioria no parlamento recomendou o voto contrário, dizendo que a aprovação poderia custar milhares de postos de trabalho e comprometer a capacidade de defesa do país.

É a terceira vez, desde 1972, que uma proposta semelhante é rejeitada pelos eleitores.

vinheta-clipping-forteNAÇÕES UNIDAS – Os planos do Irã de construir 10 usinas de enriquecimento de urânio são inaceitáveis e podem levar ao aumento da pressão internacional para que Teerã interrompa seu programa nuclear, disse a enviada dos Estados Unidos à ONU nesta segunda-feira.

“Vemos o anúncio de que o Irã planeja construir 10 instalações adicionais como totalmente inaceitável e como prova de que ele se isola ainda mais da comunidade internacional”, disse a repórteres a embaixadora Susan Rice.

O Irã anunciou no domingo que planeja construir 10 usinas de enriquecimento de urânio em uma grande expansão de seu programa atômico, apenas dois dias após inspetores da agência nuclear da ONU ter censurado a República Islâmica por ter seguido com tal programa de forma secreta.

Rice deixou claro que Washington está rapidamente perdendo a paciência e que poderá pressionar por mais sanções contra o Irã.

Ela repetiu que o presidente norte-americano, Barack Obama, deu a Teerã até o final do ano para que responda a uma oferta de EUA, Grã-Bretanha, China, França, Alemanha e Rússia de incentivos econômicos e políticos em troca da suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio.

FONTE: Estadão/Reuters

PMRJ procura homem que derrubou helicóptero

Acusado de derrubar helicóptero da PM se esconde na Vila Cruzeiro, diz polícia

vinheta-clipping-forteO traficante Fabiano Atanázio da Silva, o “FB”, transformou a Vila Cruzeiro, situada no conjunto de favelas da Penha, no subúrbio, na comunidade mais violenta do Rio, segundo avaliação da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). De acordo com as investigações, o criminoso se refugiou na localidade com um verdadeiro exército desde que foi apontado como o líder da invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte, no dia 17 de outubro. Durante o conflito, dez pessoas morreram, entre elas três tripulantes de um helicóptero da Polícia Militar que foi abatido a tiros por traficantes. Embora FB e sua quadrilha estejam sendo monitorados constantemente pela polícia, as ações na comunidade, com cerca de 50 mil habitantes, são dificultadas devido à topografia da favela, que favorece os criminosos.

“Estamos fazendo um trabalho minucioso de inteligência para prender esses bandidos. Mas, vamos agir no momento certo para minimizar os riscos para a população. Há três anos esse FB era apenas o gerente da maconha na favela, mas ganhou força com a sua truculência. A quadrilha da Penha é hoje a mais violenta do Rio”, afirma o delegado Marcus Vinícius Braga, titular da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).

Desde que passou a ser procurado, o Disque-Denúncia aumentou de R$ 2 mil para R$ 5 mil a recompensa por informações que levem à captura de FB. Já a Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da PM está oferecendo R$ 10 mil e o Clube dos Cabos e Soldados do Rio, R$ 2

O traficante é considerado foragido da Justiça desde 2002 , quando conquistou o benefício do regime semiaberto e não voltou ao Instituto Penal Edgard Costa, no Centro de Niterói, onde cumpria pena.

Além de FB, o criminoso também é conhecido como Urubu, FM e Imperador. Segundo a polícia, ele faz parte do tráfico desde 2000. Nascido e criado na Cidade Alta, em Cordovil, no subúrbio, o criminoso já participou de várias tentativas de invasões a comunidades rivais.

De acordo com a polícia, ele possui 14 mandados de prisão expedidos e ainda responde a os processos na Justiça do Rio. Entre os crimes, ele é acusado de ter sequestrado um grupo de chineses, em agosto de 2008, e atacado policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em novembro do ano passado, na favela de Manguinhos, em Bonsucesso.

Esconderijo em São Gonçalo

O Disque-Denúncia já recebeu 280 telefonemas com informações sobre a localização de FB. Algumas denúncias apontam que ele e a namorada teriam usado esconderijos em Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana. O paradeiro do traficante nessas localidades chegou a ser investigado pelo Serviço Reservado da Polícia Militar.

Em São Gonçalo, dizem os investigadores, FB teria recebido abrigo temporário de Maicon dos Santos de Souza, conhecido como Gaguinho ou Jogador, apontado como o chefe do tráfico do Morro da Coruja, em Neves.

Depois do ataque ao helicóptero, a polícia realizou várias operações e prendeu o traficante William da Cruz Silva, conhecido como Sabará, durante uma ação no Morro dos Macacos. Ele seria o gerente do tráfico de drogas na favela. Dois homens, suspeitos de participarem da tentativa de invasão na comunidade de Vila Isabel, também foram presos por policiais do 16º BPM (Olaria) na Cidade Alta, em Cordovil.

Cabo da PM continua na UTI

Dos três policiais militares que sobreviveram ao incêndio na aeronave, o estado de saúde que inspira mais cuidados é do cabo Anderson dos Santos. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Aeronáutica, na Ilha do Governador, se recuperando das queimaduras que sofreu pelo corpo.

Segundo a Polícia Militar, o piloto capitão Marcelo Vaz de Sousa está em casa se recuperando de uma cirurgia na mão. O co-piloto, capitão Marcelo Mendes, se recupera, também em casa, do ferimento no pé. Dos seis ocupantes do helicóptero, dois morreram carbonizados dentro da aeronave e o cabo Izo Gomes Patrício, que sofreu queimaduras severas em todo o corpo, morreu dois dias depois.

FONTE: G1

 

vinheta-clipping-forteTEERÃ – O governo do Irã anunciou neste domingo planos de construir dez novas usinas de enriquecimento de urânio e disse que os trabalhos começarão dentro de dois meses, segundo informações da rádio estatal IRIB.

A construção dessas fábricas provavelmente deixará ainda mais tensas as relações com os países do Ocidente, que suspeitam de que a república islâmica quer desenvolver bombas nucleares, intenção negada por Teerã.

Os anúncios foram feitos depois que o Parlamento iraniano se pronunciou a favor de uma redução da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em represália pela resolução de condenação votada pela agência da ONU contra o Irã na sexta-feira.

A decisão da AIEA exige que o regime de Teerã congele o projeto imediatamentee foi aprovada por 25 votos contra três – Cuba, Malásia e Venezuela. O Brasil foi um dos seis países a se abster, junto com Afeganistão, Egito, Paquistão, África do Sul e Turquia. O Azerbaijão perdeu a votação.

Segundo o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs, a resolução aprovada pela AIEA “mostra o crescente déficit internacional de confiança” nas intenções iranianas. Ainda segundo ele, o tempo para que o Irã alcance uma solução diplomática para a questão “está se esgotando”.

No início de setembro, foi descoberta a segunda usina de enriquecimento de urânio do país. A usina subterrânea, localizada próxima à cidade de Qom, começará a operar em 2011 com capacidade para 3.000 centrífugas. Acredita-se que as obras começaram em 2002, mas o governo só teria revelado a existência da instalação depois que espiões americanos e britânicos descobriram a usina.

FONTE: O Globo / Agências Internacionais

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Força Aérea colombiana mata sete elementos das FARC

A força de elite colombiana Ómega matou pelo menos sete rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O ataque permitiu tomar ao primeiro comando das FARC uma base próxima de Calamar, nas selvas de Guaviare, no sudeste.

A informação, citada pela TSF, foi avançada pelo porta-voz militar de Bogotá. A frente a que pertencia a base foi responsável pela captura dos quinze reféns resgatados na chamada Operação Jaque – incluindo Ingrid Betancourt –, em Junho do ano passado.

O bombardeamento aconteceu este sábado, no mesmo dia em que foi divulgado um relatório da Corporação Nuevo Arco Iris, que diz que as FARC ganharam terreno desde o início de 2008. O texto fala num aumento de 25 por cento das suas operações.

FONTE: abola.pt

 

Polícia Militar do Estado de São Paulo , uma breve introdução de sua história

a-pm-2Em São Paulo, a 15 de dezembro de 1831, por Lei da Assembléia Provincial, proposta pelo Presidente da Província, Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, foi criado o Corpo de Guardas Municipais Permanentes, composto de cem praças a pé, e trinta praças a cavalo; eram os “cento e trinta de trinta e um”. Estava fundada a Polícia Militar do Estado de São Paulo, em atendimento ao decreto Imperial baixado pelo Regente Feijó. Rafael Tobias de Aguiar, se tornou o patrono da corporação.

Dentro do Província e, futuramente do Estado de São Paulo, a Polícia Militar, assim como o Corpo de Bombeiros, a Guarda Nacional, a Marinha e Exército Fixo, faziam parte da Força Pública de São Paulo.

Durante o século XIX a Corporação policial de São Paulo recebeu várias denominações : Corpo de Municipais Permanentes, Corpo de Municipais Provisórios, Guarda de Polícia, Brigada Policial, Força Policial e finalmente, Força Pública, nome com o qual conquistou vitórias e participou de grandes eventos, até já no século XX.

Durante o oitocentos, a Corporação Policial Militar Paulista participou praticamente de todas as campanhas em que o país se viu envolvido, destacando-se a Guerra dos Farrapos, (1838), em que foram combatidos os separatistas da República de Piratini; a colonização dos Campos das Palmas (1839), no extremo da província, hoje pertencente ao Paraná; a Revolução Liberal de Sorocaba, em 1842; a Guerra do Paraguai (1865/1870); a Revolta da Armada e a Revolução Federalista (1893/1894); a Questão dos Protocolos, em que a nova colônia italiana de São Paulo se amotinou, gerando um conflito que não teve maiores conseqüências graças a pronta intervenção da Milícia Paulista; a Campanha de Canudos (1897), quando Euclides da Cunha chegou a elogiar a atuação do 1º Batalhão em terras do Rio Vaza Barris.

A Polícia hoje

A Polícia Militar é hoje uma Organização fardada, organizada militarmente, subordinada ao Governador do Estado, através da Secretaria da Segurança Pública e do Comando Geral da Corporação, e que presta seus serviços dentro do rigoroso cumprimento do dever legal.

Por ser um corpo militar, dispõe de meios e ferramentas para coibir excesso no seio da tropa, fatos esses a que nenhuma organização está imune, mas que, dada a reação draconiana aplicada aos infratores, inibe e desestimula atitudes anti sociais. A maior prova disso é a correta apresentação das estatísticas pela Corporação, incluindo os desvios de seu pessoal e as punições sofridas pelos maus profissionais.

Os Batalhões de Polícia de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo estão divididos em:

I – Comando de Policiamento de Choque (CPChq), sediado na Capital, com:

  • 1º Batalhão de Polícia de Choque “Tobias de Aguiar” (1º BPChq-BTA), sediado na capital;
  • 2º Batalhão de Polícia de Choque (2º BPChq, Batalhão Anchieta, sediado na capital;
  • 3º Batalhão de Polícia de Choque (3º BPChq), Batalhão Humaitá, sediado na Capital;

II – Regimento de Polícia Montada

  • Regimento “9 de Julho” (R P Mon “9 de Julho”), sediado na Capital.

Segue algumas viaturas pertencentes aos Batalhões de Choque e Companhias de Choque dos Batalhões convencionais da Polícia Militar do Estado de São Paulo.


NOTA 1; representadas viaturas do 1º BPChoque, 3º BPChoque – 1a Cia – COE, 3º BPChoque – 2a Cia – GATE, 8º BPM/M – Força Tática, aeronave Águia 3 e Águia 9 (com padrão de pintura antiga), réplica do fuzil Colt M4AI (AEG)

NOTA 2
: Parte do acervo pertencente a coleção do joven ‘Felipe “Cutty Ostrinha” Lopes’, jovem entusiasta pela corporação, que tem como um de seus heróis o tio SD-PM, pertencente ao 6ºBPM/I.

 

No olho do furacão

Brasil tenta reaproximar Venezuela e Colômbia e acaba no centro do confronto que levou Bogotá a boicotar reunião do Conselho de Defesa da Unasul

Viviane Vaz

A decisão da Colômbia de enviar apenas uma “delegação técnica” à reunião extraordinária de chanceleres e ministros de Defesa da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, colocou o Brasil no centro do atrito entre o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o venezuelano, Hugo Chávez. Segundo o jornal colombiano El Tiempo, o governo de Bogotá teria manifestado desagrado com Lula pela declaração feita ontem em Manaus, na reunião de cúpula de países amazônicos. “Acho que o companheiro Chávez e o companheiro Uribe têm que entender que a guerra não é construtiva, que a disputa insana não é construtiva, afirmou o presidente brasileiro.

Na Casa de Nariño, o palácio presidencial colombiano, a frase teria sido mal vista, uma vez que Uribe tem se negado repetidas vezes a responder às agressões verbais de Chávez. O fato de a maioria dos países vizinhos criticarem o acordo militar pelo qual a Colômbia cedeu bases militares aos Estados Unidos — esse era um dos temas principais na pauta da reunião — também contribuiu para que Bogotá decidisse esvaziar o encontro. O governo colombiano enviou nota aos colegas presentes enumerando suas razões para não enviar o ministro da Defesa, Gabriel Silva, nem o chanceler, Jaime Bermúdez. O texto indica que, por falta de garantias para travar um diálogo com respeito, objetividade e equilíbrio, o país decidira enviar uma equipe de técnicos.

Apenas metade dos 12 países da Unasul esteve representada por algum dos ministros. O Brasil enviou ambos — o chanceler Celso Amorim e o titular da Defesa, Nelson Jobim. Como anfitrião, o Equador foi representado por Fander Falconi (Relações Exteriores) e Javier Ponce (Defesa). Paraguai e Suriname enviaram seus responsáveis pela Defesa. O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou a ausência colombiana como vazio inexplicável, um erro gigantesco e um desprezo à Unasul. Já Fabián Varel, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador, afirmou que cada país tem suas políticas e prioridades, mas lembrou que o Conselho de Defesa deve ter um consenso absoluto entre os países-membros.

As autoridades presentes ao encontro analisaram um conjunto de propostas. Uma delas, apresentada pelo presidente do Peru, Alan García, sugere que seja elaborado um estatuto de paz e de segurança mútua, contemplando a redução dos gastos militares.

Espiões

Além de discutir a aliança militar entre EUA e Colômbia, os ministros de Defesa e Relações Exteriores da Unasul também planejavam examinar a tensão entre Peru e Chile, depois de um suposto caso de espionagem chilena em Lima. Mas, segundo a porta-voz do Palácio de La Moneda, Carolina Tohá, o governo chileno rejeitou a proposta do governo equatoriano, presidente temporário da Unasul, para mediar a disputa.

O governo de Caracas também tinha anunciado que levaria a Quito uma queixa contra outra suposta operação da Colômbia contra Venezuela, Cuba e Equador. Vamos abordar esse tema e levar as provas de todo o plano de espionagem e de todo o plano de guerra contra nosso país, e vamos demostrar perante a América do Sul, desafiou Maduro na quinta-feira à noite.

Em Bogotá, o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, admitiu pela primeira vez que os militares colombianos já pensam em se preparar para um possível confronto armado com a Venezuela. Pela primeira vez em décadas cabe ao ministro da Defesa pensar em como enfrentar, como se preparar para uma situação de ameaça externa”, disse o ministro à rádio Caracol. Ele destacou, porém, que os colombianos não gostariam de desviar-se do objetivo estratégico central, que é derrotar o narcoterrorismo. Acrescentou que seu país não pode “dedicar energias, recursos e pessoal para veleidades internacionais criadas por uma retórica inaceitável— referência ao discurso de Chávez. Os vizinhos estão condenados a se entender”, concluiu Gabriel Silva.

FONTE: Correio Brasiliense, via Notimp

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vinheta-clipping-forteSem a presença do chanceler e do ministro da Defesa da Colômbia, os integrantes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) – os países sul-americanos e mais o Suriname e a Guiana – preparam, durante reunião no Equador, uma resolução sobre eventuais acordos militares firmados na região. A iniciativa é uma resposta à ação colombiana de negociar com o governo dos Estados Unidos a manutenção de sete bases militares em território da Colômbia.

Os ministros de Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Defesa, Nelson Jobim, participam da reunião, que está sendo realizada hoje (27) em Quito, capital equatoriana. O objetivo é definir, na resolução, os termos sobre medidas de transparência, notificações relativas a supostas decisões de segurança e ações de invasão.

Em Quito, todos os governos dos 12 países-membros da Unasul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela – enviaram representantes, exceto a Guiana. No entanto, apenas o Brasil, o Peru, o Equador e a Venezuela estão representados por seus ministros.

Uma das propostas avaliadas foi sugerida pelo governo do Peru, o chamado Protocolo de Paz, Segurança e Cooperação na União das Nações Sul-Americanas. Porém, peruanos evitam uma posição mais severa em relação à decisão colombiana.

A Colômbia foi duramente criticada pelos países vizinhos pela iniciativa de negociar a presença das bases militares com os Estados Unidos, mas o governo do presidente Álvaro Uribe argumentou que o objetivo das bases militares é conter o tráfico de drogas e de armas, além da eventual ação de grupos ilegais. O estado de tensão entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é permanente.

De acordo com diplomatas brasileiros, o acordo negociado entre a Colômbia e os Estados Unidos é amplo, autorizando inclusive o livre acesso à região por parte dos militares norte-americanos, além da reconstrução de áreas eventualmente destruídas e permite o trânsito nas áreas específicas.

O acordo militar gerou tensões na América Latina, especialmente entre a Colômbia e a Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez duras críticas a Uribe e pediu explicações para seus diplomatas que serviam na Colômbia.

FONTE/FOTO: Agência Brasil

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Claudua Antunes

vinheta-clipping-forteOs militares dos outros sete países sul-americanos da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica compartilham com os colegas brasileiros o temor em relação à cobiça estrangeira sobre a floresta, mas há divergências sobre a natureza dessa ameaça -o que se traduz em ceticismo sobre o papel de coordenação do Conselho de Defesa Sul-Americano, proposto pelo Brasil.

Embora a fonte da suposta cobiça esteja sempre nos EUA e na Europa, os militares do Peru -e obviamente os colombianos- não veem risco à soberania regional na presença americana na Colômbia, ao contrário do que ocorre com venezuelanos e equatorianos.

Enquanto os dois últimos grupos -e também os brasileiros- trabalham com a possibilidade de invasão da Amazônia por países ricos que pretenderiam tomar posse das riquezas naturais, entre colombianos, peruanos e bolivianos as ameaças mais citadas são a biopirataria e outros crimes transnacionais, como o narcotráfico. As conclusões são parte de “Guardiães do Eldorado”, estudo feita pela pesquisadora de temas militares Adriana A. Marques em pós-doutorado na FGV do Rio.

“Os colombianos interpretam a parceria com os EUA como meio de fortalecer a soberania nacional. Para eles, é a única maneira de estabelecerem controle sobre o próprio território”, diz Adriana, que entrevistou oficiais estrangeiros da ativa que estudaram no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) do Exército, em Manaus, e comparou textos sobre o tema em publicações militares dos oito países.

Ela aponta uma unanimidade no rol das desconfianças: as ONGs estrangeiras, que “manipulariam” a população nativa. O governo de Hugo Chávez expulsou grupos que atuavam em sua porção da selva; Equador, com governo de esquerda, e Peru, com governo conservador, têm entreveros com a Amazon Watch, ONG dos EUA que fica ao lado dos indígenas em disputas sobre recursos naturais. Outro dado comum: apesar das várias disputas territoriais ainda existentes na região, nenhuma envolvendo o Brasil, os militares em geral não veem os vizinhos como ameaça.

Eles tampouco citaram Rússia, China, Índia e França, apesar de os russos terem realizado manobras com a Venezuela; militares chineses e indianos cooperarem com Guiana e Suriname (ambos com grandes populações dessas duas origens); e os franceses possuírem um território ultramarino na Amazônia e o histórico de relações com as Forças Armadas brasileiras.

Mesmo no caso de tensão entre governos, como a que envolve Colômbia, Venezuela e Equador, a posição dos militares pareceu menos confrontacionista à pesquisadora: “Quer motivados pelo ideal bolivariano de união sul-americana ou pelo sentido de autopreservação, os militares preferem a cooperação ao conflito”.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

IMAGEM:scielo.br

 

Tânia Monteiro

vinheta-clipping-forteCom um pacote de compras de R$ 20 bilhões, o QG do Exército, em Brasília, tornou-se ponto de romaria dos exportadores de armamentos. A Força está pesquisando a compra de equipamentos de defesa que vão desde um sistema antiaéreo com mísseis de médio porte, mísseis de pequeno porte, pontes móveis e aviões não tripulados (vants), além de equipamentos de comunicações e radares. O dinheiro será desembolsado nos próximos dez anos.

Na quarta-feira, os russos apresentaram ao Exército um sistema antiaéreo de defesa, conhecido por Tor, com mísseis de médio alcance, equipamento de que o Brasil está completamente desfalcado. Os militares da Força já conheceram sistemas semelhantes de Israel, Suécia, China e ainda esperam uma data para serem apresentados ao francês, que está em fase de adaptação e modernização.

Paralelamente à verificação do sistema antiaéreo, que o Brasil quer adquirir para proteger as unidades militares de Brasília, Sete Lagoas, Praia Grande, Rio de Janeiro e Caxias do Sul, o Ministério da Defesa está consultando Israel, França, Estados Unidos e Alemanha para a aquisição de vants, com câmeras para a vigilância das fronteiras. Equipamentos semelhantes foram comprados pela Polícia Federal de Israel. Mas o Exército quer modelos de menor porte.

RUSSOS

Também está na lista da Força a compra imediata de cerca de 20 mísseis de pequeno alcance. Nesse caso, a escolha deverá mesmo recair sobre os russos Igla, já que se tratará de reposição de material.

As necessidades do Exército passam ainda pela compra de pontes montáveis também empregadas para obras civis, em casos de catástrofes. O Brasil já comprou, anteriormente, este equipamento da Alemanha, mas agora está olhando os produtos ingleses e norte-americanos.

Para modernizar os pelotões de fronteira e colocar em prática o Projeto Amazônia protegida, o Exército vai precisar comprar modernos equipamentos de comunicações via satélite com algum tipo de proteção de criptografia, para proteger as informações produzidas.

Todas estas compras, no entanto, estão envoltas na nova filosofia prevista na Estratégia Nacional de Defesa, que prevê algum tipo de transferência de tecnologia. O governo, no entanto, não pretende apenas comprar equipamentos no exterior, uma vez que há intenção de revitalizar a indústria de defesa do País. Os 150 mil fuzis Fall que precisam ser substituídos – já que os atuais têm mais de 40 anos de uso – deverão ganhar sucessores fabricados pela indústria nacional, por meio da Imbel.

A mesma opção será adotada para alguns radares, que estão sendo desenvolvidos pela Orbisat, com o centro de tecnologia do Exército.

FONTE: O Estado de São Paulo

 

vinheta-destaque-forteSeguem as fotos do evento que ocorreu entre os dias 16 e 17 de novembro na Escola de Fuzileiros Navais no RJ. Durante o seminário, estavam expostos para o público todo o tipo de equipamento dos Fuzileiros Navais, tendo a tropa sido muito solícita nas explicações do funcionamento e o emprego das equipagens.

Os responsáveis deixaram tirar fotos de todos os equipamentos e de dentro dos veículos também, coisa que o EB e a FAB não costumam permitir.

O público também pode observar uma demonstração do emprego de tropas em áreas urbanas, como exemplo do que é encontrado pelo CFN no Haiti.

As fotos mostram os disparos que foram feitos com munição real, sendo que cada observador recebeu um colete balístico e um “casco azul”, igual ao usado no Haiti.

Expero que as fotos estejam do agrado e que tenha podido colaborar com o blog. Ad Sumus!

Vinicius Modolo Teixeira

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vinheta-clipping-forteCAMPO GRANDE – Dois militares do Exército morreram nesta quinta-feira durante um treinamento em uma fazenda no Pantanal usada como base do 6º Distrito Naval de Ladário, no Mato Grosso do Sul. Eles passaram mal quando retornavam de uma patrulha. O treinamento, de estágio básico de combatente, começou no domingo e terminaria nesta sexta-feira.

Segundo o 17º Batalhão de Fronteira ao final de uma patrulha a pé, que faz parte do exercício de treinamento, o cabo Diego Augusto de Lima Leite e o soldado Antônio José dos Santos Neto, ambos de 21 anos, apresentaram sinais de fadiga e desmaiaram. Eles foram atendidos pelos médicos no acampamento militar, mas o estado de saúde de ambos era grave.

O cabo foi levado ao Hospital Geral da Marinha de helicóptero acompanhado por um médico do Distrito Naval, e o soldado seguiu de barco pelo rio Paraguai na companhia de um médico do Exército. Os dois militares teriam morrido antes de dar entrada ao hospital. Foi aberto Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. Cerca de 100 militares participavam dos exercícios.

De acordo com 17º Batalhão de Fronteira, o cabo Lima Leite estava no Exército há dois anos e o soldado Antônio José foi incorporado em março deste ano. Outros dois militares que participavam do treinamento também tiveram que ser atendidos e estão em observação médica.

FONTE: TV Morena / O Globo

PEDRO DANTAS – Agencia Estado

vinheta-destaque-forteRIO DE JANEIRO – Após o anúncio da compra de caças para a Aeronáutica e de submarinos para a Marinha, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje que o presidente Lula autorizou o início da fabricação de 3 mil novos veículos blindados de transporte para o Exército. “O presidente autorizou o início do projeto inicialmente chamado Urutu III, agora rebatizado Guarani, que vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército”, disse Jobim, após participar no Rio da troca do Comando de Operações Navais no Porta Aviões São Paulo.

De acordo com o ministro, serão investidos na construção dos Guaranis R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos. Os veículos serão construídos pela fábrica Fiat Iveco, em Sete Lagoas, Minas Gerais. A licitação foi vencida em 2007. Em abril, a fabricante apresentou uma maquete em tamanho real da viatura blindada na Feira Latin America Aero & Defense (LAAD), no Rio. O motor e 60% dos componentes serão nacionais para diminuir o custo de produção.

A previsão da Iveco é que a primeira unidade fique pronta em 2010 e que 16 veículos sejam testados até 2011. Os exames serão realizados no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Os testes vão examinar a durabilidade do veículo, ergonomia e a blindagem estrutural para saber se o Guarani suporta explosões de minas terrestres, por exemplo.

Comparado ao EE-11 Urutu, modelo em uso hoje pelo Exército, o Guarani traria vantagens como proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, ar condicionado, sistema de freio com disco duplo e ABS, GPS, sistema automático de extinção de incêndio e de detecção de laser.

FONTE: Estadão

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HM-3 Cougar (2° BAvEx)

Foi conduzida na área de responsabilidade da 15ª Brigada de Infantaria Motorizada (15ª Bda Inf Mtz), no contexto da Operação, a demonstração de ocupação de uma região de passagem sobre o Rio Uruguai e da Usina Hidrelétrica Estadual (UHE) de Itá por meio de um assalto aeromóvel, com participação do 6º Batalhão de Infantaria Leve e do 2º Batalhão de Aviação do Exército (2° BAvEx).

O evento contou com a presença do Comandante Militar do Sul e comitiva de Comandantes de Grandes Unidades do Exército envolvidas na Operação.

A atividade contou com ampla cobertura da imprensa e foi seguida de uma visita técnica da comitiva de autoridades militares à Usina, acompanhada pela gerência da hidrelétrica.

HM-3 Cougar (2° BAvEx)

FONTE e FOTOS: Operação Laçador

 

Forças cubanas iniciam exercícios militares

As Forças Armadas de Cuba iniciam, nesta quinta-feira, o primeiro dos três dias de exercícios militares do país. O jornal cubano “Granma” divulgou que a intenção é se preparar para um eventual ataque dos Estados Unidos.

Os testes serão os primeiros desde que Raúl Castro assumiu a Presidência, em fevereiro do ano passado. As autoridades da ilha mantêm um estado de alerta desde a invasão frustrada da Baía dos Porcos, em 1961, por cubanos exilados treinados pela inteligência americana.

FONTE: eBand

 

relogio-intro

O GNSS (Global Navigation Satellite Systems) mais difundido no mundo, em especial no Ocidente, é o sistema norte-americano NAVSTAR-GPS (Global Positioning System). Os norte-americanos permitem o uso do seu sistema de satélite e não cobram dos usuários dos receptores por isso. Mas por serem os “donos” de todo o sistema, eles podem bloquear o sinal quando assim for necessário e conveniente.

Além desse problema, existem outras questões como a baixa qualidade de recepção em locais onde a mata é fechada ou possui copa das árvores bastante densa. Por essas e por outras que técnicas paralelas de navegação devem ser empregadas. O texto a seguir, exclusivo para assinantes, aborda uma dessas técnicas.

Técnicas de sobrevivência em ambiente hostil

selva

Esta é mais uma série exclusiva (acessível para assinantes) da trilogia blogs de defesa. Ela abordará aspectos relacionados às técnicas de sobrevivência em ambiente hostil, como selva, montanha e regiões áridas, sendo subdividida em tópicos específicos como navegação e orientação, alimentação, abrigo, obtenção de fogo, etc.

A série é meramente ilustrativa, apenas dando ao leitor uma idéia de como é possível o homem se adaptar ao meio, seja para empreender uma ação de combate ou para aguardar o seu resgate. Mas mesmo assim a série apresenta curiosidades e segredos sobre um tema que, por mais teoria que possa existir, a prática e a experiência falam mais alto.

O primeiro texto sobre o tema aborda a questão da orientação em ambiente hostil, dando ênfase a um método bastante simples que pode ser empregado por qualquer pessoa.

O emprego de equipamentos tipo GPS em mata densa com a acima é fortemente degradado pela copa das árvores. Outras técnicas são necessárias.

selva

Nos dias atuais o emprego de equipamentos portáteis, que funcionam como receptores de sinais enviados por satélites, permitem uma localização e uma navegação bastante precisa. Estes sistemas, conhecidos como GNSS (Global Navigation Satellite Systems), encontram-se bastante difundidos por todo o planeta e sua aquisição é possível até por civis.

No entanto, por mais que o acesso à aquisição dos receptores seja fácil (podem ser encontrados em diversas lojas), é importante notar alguns pontos negativos do uso destes sistemas.

Em primeiro lugar o GNSS mais difundido no mundo, em especial no Ocidente, é o sistema norte-americano NAVSTAR-GPS (Global Positioning System). Os norte-americanos permitem o uso do seu sistema de satélite e não cobram dos usuários dos receptores por isso. Mas por serem os “donos” de todo o sistema, eles podem bloquear o sinal quando assim for necessário e conveniente.

Satélites também são vulneráveis a ataques espaciais e colisões com objetos em órbita. A interrupção do funcionamento de um ou mais satélites degrada a qualidade do dado de localização, podendo até inviabilizar o seu emprego.

Por último, e talvez o mais importante para o tema desta série, o emprego de receptores de equipamentos GNSS possuem baixa qualidade de recepção em locais onde a mata é fechada ou possui copa das árvores bastante densa. Não é difícil de comprovar isto. Basta apenas pegar um equipamento receptor e levá-lo para um bosque ou uma praça onde há densa cobertura vegetal.

Pelas razões levantadas acima, e por outras que não cabem aqui, a localização e a navegação em ambiente de selva necessita de outros instrumentos e outras técnicas. O aprendizado e o emprego destas técnicas é um capítulo de grande relevância nos cursos de sobrevivência na selva como o CIGS (Centro de Instrução e Guerra na Selva) do Exército Brasileiro.

O site das Forças Terrestres abordará algumas técnicas genéricas e de simples aplicação que podem ser utilizadas e praticadas por qualquer pessoa. No entanto, isto não significa que um determinado indivíduo estará apto a realizar embrenhadas na mata. O texto é meramente informativo e permite ao leitor ter uma ideia de como são estas técnicas.

Orienteção com o emprego de um relógio de ponteiros

Quando a palavra orientação é mencionada, uma das primeiras palavras que surgem à nossa cabeça é “bússola”. Porém, nem sempre temos uma bússola disponível, a mesma pode quebrar ou o indivíduo pode não deter os conhecimentos necessários para operá-la corretamente (veremos em outra oportunidade o emprego correto da bússola).

Por diversas razões na nossa vida cotidiana é sempre importante utilizar um relógio de pulso. Para aqueles que vão atuar em ambiente de selva, este acessório é mais do que necessário. Veremos a seguir como utilizar um relógio para orientação.

Um bom relógio para ser utilizado na selva deve ser resistente a choques e quedas e a prova de água. Existe uma discussão quanto ao emprego de relógios com pulseira metálica. Ele pode ser útil ou agir contra o seu usuário, dependendo do objetivo da missão. Uma pulseira metálica pode ser válida no caso de sobreviventes de um acidente aeronáutico por exemplo. A pulseira pode refletir os raios do sol e facilitar a identificarão dos sobreviventes. Por outro lado, em uma missão de infiltração, a pulseira metálica poderá delatar a localização do combatente.

No entanto, a característica mais importante de um relógio de pulso na questão da orientação é que o mesmo precisa ser do tipo com ponteiros e não digital. Em relação à divisão interna não haverá diferença se a graduação é a cada hora ou a cada três horas.

orientacao-relogio

Para o emprego desta técnica de orientação, além do relógio, é importante que o Sol esteja visível (outras técnicas sem o emprego do Sol serão abordadas posteriormente). Com o Sol visível, basta segurar o relógio horizontalmente, apontado o número 12 para o mesmo (veja o desenho acima). Mantenha o relógio nesta posição e agora veja onde está o ponteiro das horas (ponteiro menor). A metade do menor ângulo (em outras palavras, a bissetriz interna) entre o 12 e o ponteiro das horas apontará para o Norte verdadeiro ou norte geográfico.

No entanto, o exemplo acima é válido somente para o Hemisfério Sul, onde está inserida a grande maioria do território brasileiro. Para o Hemisfério Norte, onde se encontra parte dos estados do Amapá, Roraima, Pará e Amazonas, vale outra regra. A metade do menor ângulo entre o 12 e o ponteiro das horas marcará a direção Sul.

Fica evidente que este método também é mais fácil de ser empregado quanto mais nos afastamos do Sol de meio-dia, quando o mesmo formará uma linha vertical (ou próximo dela) com a Terra dependendo da Latitude e da estação do ano.

Nos próximos textos abordaremos outros métodos de orientação, bem como diversas técnicas de sobrevivência na selva.

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