China_Military_Power_Report_2009vinheta-destaque-forteEstá disponível para download o “China Military Power Report 2009″, feito pelo Departamento de Defesa dos EUA para o Congresso Americano. O relatório tem 78 páginas e traz muitos detalhes interessantes sobre o rápido crescimento do poder militar chinês.

Entre outras informações importantes, o relatório destaca  que o rápido crescimento econômico (PIB projetado de US$ 4,19 trilhões em 2008) tem permitido à China aumentar os recursos para a construção, equipamento e treinamento das sua forças militares. O orçamento militar chinês mais que dobrou de 2000 a 2008, saltando de US$ 27,9 bilhões a US$ 60,1 bilhões em 2008.

A China tem reforçado sua capacidade estratégica de deterrência e ataque nuclear. Desde o ano 2000 que os chineses mudaram seus grandes e vulneráveis mísseis intercontinentais (ICBMs) baseados em combustível líquido e de localização fixa para plataformas de mísseis móveis e mais flexíveis.

A introdução de novos ICBMs, o DF-31 e o DF-31A, ambos transportáveis por estradas e movidos a combustível sólido refletem essa mudança. o DF-31A é capaz de alcançar qualquer alvo dentro dos EUA.

Abaixo, um gráfico presente no relatório, que mostra o alcance dos mísseis intercontinentais chineses. Notar que um deles poderia alcançar boa parte da América do Sul e do Brasil.

China-ICBMs

Para baixar o relatório em formato PDF, clique na imagem do post ou aqui.

vinheta-clipping-forteBrasília – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi recebido hoje (23), ao chegar ao Palácio do Itamaraty, por cerca de 100 manifestantes. No grupo, havia ativistas favoráveis e contrários à presença do líder iraniano no Brasil.

Entre os favoráveis estão os que criticam o chamado imperialismo norte-americano e apreciam os governos do venezuelano Hugo Chávez e do boliviano Evo Morales.

O grupo dos que são contra a visita é formado por representantes da comunidade judaica, entre eles um sobrevivente do Holocausto (execução em massa de judeus e de outras minorias durante o nazismo).

O aposentado Ben Abraham passou por diversos campos de concentração durante um período de cinco anos e meio – incluindo o de Auschwitz, na Polônia. Abraham classificou as declarações de Ahmadinejad de “absurdas” – o iraniano nega a ocorrência do Holocausto. Segundo o judeu, alguns campos de concentração que ainda permanecem intactos servem de alerta para a humanidade.

“O presidente do Irã, mesmo com sobreviventes do nazismo, como eu e outros, nega o Holocausto. O tempo está passando. Quando o nazismo começou, eu tinha 14 anos. Vou completar 85 anos. Enquanto houver sobreviventes do nazismo, está bom. Mas e depois? Como negar essas atrocidades?”, reagiu Abraham.

Durante as manifestações, o presidente da Juventude Judaica Organizada, Gilberto Ventura, afirmou que as críticas a Ahmadinejad não dizem respeito à visita em si, mas consistem em trazer ao povo e ao governo brasileiros a consciência de questionar o que ocorre no Irã e que tipo de valores o presidente iraniano representa.

“A idéia não é chegar aqui e dizer ao Lula que não o receba. O recado é: Abra os olhos. Já houve momentos na história com pactos absurdos, como entre Stalin [Josef Stalin, líder da União Soviética de 1922 a 1953] e Hitler [Adolf Hitler, líder do Nacional-Socialismo alemão, de 1933 a 1945] . No Brasil, o recebemos [Ahmadnejad] de braços abertos, mas é importante ouvir o outro lado. Existe uma falta de diálogo real, de conhecer quem é o outro de verdade”, afirmou Ventura.

O coordenador nacional do Movimento Democracia Direta, Acelino Ribeiro, levantou faixas de boas-vindas ao líder iraniano e disse que a visita deve ficar marcada na história de ambos os países. Ele se diz convencido de que Lula e Ahmadinejad vão discutir propostas que contribuam para um projeto de luta pela paz mundial.

“Ahmadinejad poderá construir esse projeto na defesa da soberania do povo iraniano e do povo latino-americano, principalmente no Brasil e na Bolívia, países que dispõem de recursos naturais cobiçados pelo imperialismo mas que podem melhorar a vida e as condições de nossos povos.”

Ribeiro mostrou-se favorável, inclusive, à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã – que deve ocorrer entre 10 e 16 de março do próximo ano. Segundo ele, Lula e Ahmadinejad podem facilitar o caminho para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, negocie com o Irã o uso “pacífico” do programa de energia nuclear.

FONTE: Agência Brasil

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Irã realiza manobras para defender instalações nucleares

vinheta-clipping-forteO Irã iniciou ontem uma série de manobras de defesa aérea destinadas a proteger as instalações nucleares do país de possíveis ataques. Os exercícios terão duração de cinco dias e também têm o objetivo de melhorar a cooperação entre as unidades do Exército. Eles abrangerão um terço do território iraniano, incluindo as Províncias de Bushehr, Arak, Isfahan e Yazd, onde estão algumas das principais instalações nucleares do país.

Em alusão a um possível ataque de Israel, o comandante da força aérea dos Guardiães da Revolução, general Amir Ali Hajizadeh, assegurou que “os F-15 e F-16 [israelenses] serão aniquilados por nossa defesa antiaérea”. “E, caso consigam escapar, as bases das quais tiverem saído serão atacadas com mísseis terra-terra antes que aterrissem.”

O general minimizou as ameaças de Israel, classificando-as de guerra psicológica. “Temos certeza de que eles não são capazes de fazer nada contra nós já que não podem prever nossa reação”, disse.

O governo de Israel não descarta uma operação militar contra as instalações nucleares do Irã caso o país não ponha fim a seu programa de enriquecimento de urânio e aceite as propostas feitas por países ocidentais. Em outubro, EUA, França e Rússia ofereceram um acordo para o intercâmbio do urânio, mas Teerã ainda não respondeu oficialmente, dando sinais de que pode recusá-lo.

Também ontem, o ministro iraniano da Defesa, Ahmad Vahidi, disse que seu país planeja continuar o desenvolvimento e produção de seus próprios mísseis de defesa aérea. A afirmação foi aparentemente uma resposta ao atraso na entrega, pela Rússia, dos mísseis antiaéreos S-300, um importante item da defesa aérea do Irã.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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