Após os distúrbios causados pelo polêmico resultado do pleito que reelegeu o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o governo parece ter adotado uma nova estratégia para reprimir o movimento da oposição. Diferente dos espancamentos, prisões e grandes julgamentos, o comando do país inicia um ambicioso esforço para acabar com a oposição e reeducar grande parte da população iraniana de jovens. Nas últimas semanas, o regime anunciou uma série de ofensivas ideológicas.
Para começar, de acordo com o jornal “New York Times”, o governo vem instalando seis mil centros da milícia Basij em escolas de ensino fundamental de todo o país, na tentativa de estimular os ideais da Revolução Islâmica. O regime também criou uma nova unidade da polícia que promete varrer a voz de dissidentes na internet. Uma empresa que trabalha em parceria com a Guarda Revolucionária conseguiu a maior fatia do monopólio das telecomunicações do Irã em 2009, dando à Guarda controle provisório das linhas de telefone, provedores de internet, e duas empresas de telefonia celular. E, em meados de 2010, a Guarda pretende abrir uma agência de notícias, com material televisivo, fotográfico, e textos.
O governo chama a nova estratégia de “soft war” (guerra suave), e os líderes iranianos frequentemente encaram as medidas com mais seriedade do que enfrentam os confrontos militares reais. A ação é enraizada numa antiga acusação: os problemas internos do Irã são um resultado da subversão cultural do Ocidente e merecem uma resposta vigorosa. A extensão da nova campanha enfatiza a fragilidade do regime após a onda de protestos.
O líder supremo do Irã, o aitolá Ali Khamenei, vem usando o termo “soft war” desde setembro, quando ele alertou a um grupo de artistas e professores que eles viviam numa “atmosfera de provocação”, na qual o fenômeno cultural deve ser visto como uma grande batalha entre o Irã e o Ocidente. Desde então, ele e outros funcionários do alto escalão repetiram a expressão ao descrever os novos esforços de “reislamizar” o sistema educacional, “purificar” influências seculares, professores, e os ideais da mídia.
O novo foco também pode refletir na influência crescente da Guarda Revolucionária, cujo líder, Mohammad Ali Jafari, é há muito tempo um dos principais devotos da estratégia, disseram especialistas.
FONTE: O Globo
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Madrassais do terrorismo. Simples assim. Doutrinação fundamentalista desde pequeno. Tudo que Orson Welles sonhou.
Uma pena que uma cultura milenar tenha que desaparecer sob a chuva de fogo que virá, em breve. Fanatismo leva só a isso.
Sds.