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Portões Abertos do CAvEx – 2009

Linha de Fennec's

vinheta-especial-forte No domingo (06.12) o Comando de Aviação do Exército, localizado na cidade de Taubaté/SP, pelo segundo ano consecutivo abriu suas portas para visitação.

Durante todo o dia, o público presente pode conhecer um pouco mais da Aviação do Exército, assistindo a diversas demonstrações, além de poder conferir de perto suas aeronaves.

HM-3 CougarHM-1 Pantera

Estiveram expostas estáticamente uma aeronave HA-1 Fennec (1º BAvEx) dotado de FLIR, conhecida na AvEx como Olhos da Águia, um HA-1 Fennec armado com lançador de foguetes 70mm e metralhadora axial .50, um HM-3 Cougar armado com metralhadoras laterais (ambos do 2º BAvEx) e um HM-1 Pantera (3º BAvEx), armado com metralhadora lateral.

HA-1 Fennec (Ólhos da Águia)

Prestigiram também o evento uma aeronave AH-11A Super Lynx da Marinha do Brasil, um C-98 Caravan da FAB, o Águia 14 da PMSP e diversas aeronaves do Aeroclube Regional de Taubaté.

Durante o dia inteiro aconteceram diversos saltos de paraquedistas civis e o ForTe embarcou no Cougar 04 (HM-3 Cougar EB-4004) do 2º BAvEx, para acompanhar o salto da equipe de paraquedistas militares e também o salto do Gen. Peternelli (Comandante da Aviação do Exército) junto com um grupo civil.

Paraquedista militar saltando do Cougar a 7.000ft

Gen. Peternelli e equipe de salto livre civil.Wiltgen a bordo do Cougar

Ainda durante o nosso voo, fomos realizar uma missao muito especial, buscar os tripulantes do EDA, que se encontravam em visita de cortesia ao quartel do 5º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior).

Pela primeira vez, uma aeronave Cougar da AvEx transportou a “Esquadrilha da Fumaça”, além de ter sido o primeiro pouso realizado no referido quartel da PM em Taubaté, com cobertura exclusiva do ForTe.

Tripulantes do Cougar 04 e do EDA junto ao Cougar 04

Ao final do dia, após a demonstração em voo das aeronaves da AvEx, aconteceu a tão esperada apresentação do EDA, que emocionou a todos os presentes, encerrando o Portões Abertos e as comemorações pelos 20 anos da Base de Aviação de Taubaté (BAvT).

Apresentação dos tripulante do EDA ao Gen. Peternelli

Veja a galeria de fotos no conteúdo exclusivo do assinante.

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NOTA do EDITOR: Gostaríamos de parabenizar o Gen. Peternelli, que incluiu novamente o CAvEx no circuito de eventos aeronauticos brasileiros e esperamos que o seu exemplo seja seguido pelos futuros comandantes da AvEx.

Agradecemos também a todos que colaboram para a realização desta matéria: Cel. Robert (Chefe do Estado-Maior), a equipe da E5 que organizou o evento, em especial ao Maj. Navarrete que nos apoiou antes e durante o evento, ao Cel. Paulo Ricardo (Comte. do 2º BAvEx) e ao Cap. Dini e demais tripulantes do Cougar 04.

 

vinheta-clipping-forteO ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a afirmar hoje (9) que o Brasil não irá assinar qualquer protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, cedendo a pressões externas.

“Esta é uma decisão tomada pelo presidente da República e que consta da Estratégia Nacional de Defesa. Não assinaremos nenhum protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares”, declarou Jobim, ressaltando que embora o país não tenha interesse em desenvolver armas nucleares, “não pode abrir mão de conhecer a tecnologia nuclear”.

“É necessário, isso sim, que os países [que detêm armas] nucleares comecem a reduzir seus armamentos. Porque a dissuasão nuclear – que parte do pressuposto de que se pode usar uma arma que atinja indiscriminadamente civis não insurgentes – é imoral”, avaliou o ministro durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e que durou mais de quatro horas.

Proposto em 1968, o tratado conta com a adesão de 189 países. Originalmente, o acordo estabelecia que o bloco das cinco pontências nucleares (Estados Unidos, União Soviética (atual Federação Russa), China, Reino Unido e França) poderiam manter o armamento, mas vedava a transferência ou o repasse da tecnologia de fabricação para os outros países. Os Estados Unidos, no entanto, jamais assinaram o pacto.

Já para os demais signatários o tratado estabelecia o compromisso de não fabricarem armamentos nucleares. Em 1970, um novo acordo permitiu que os países desenvolvessem tecnologia nuclear para fins pacíficos, como a geração de energia. Além disso, as cinco potências nucleares deveriam desarmar-se.

Quinquenal, o tratado deve ser revisado no ano que vem. Para Jobim, os acordos não tiveram sucesso em reduzir a quantidade de armamentos nucleares.

FONTE: Agência Brasil

 

Colômbia fecha acordo para comprar 39 M1117

Veículos podem substituir os Urutus

m1117_guardian

A Textron Marine and Land Systems de Nova Orleans recebeu um contrato de 20,9 milhões de dólares para fornecer 39 veículos sobre rodas 4×4 M1117 ICV para a Colômbia. No entanto, este valor é parcial, pois o Pentágono informou que o contrato global é de 45,6 milhões de dólares.

A versão ICV do M1117, que possui um chassi mais alongado, não é exatamente um ATC (Armored Troop Carrier), mas permite que o mesmo possa transportar cerca de oito combatentes. O M117 ICV está em uma categoria entre o Humvee blindado (4X4) e o Piranha III (8X8), sendo mais pesado que o primeiro e mais leve que o segundo. O valor do veículo também está em uma faixa intermediária de preço e, dependendo do equipamento, pode custar um milhão de dólares a unidade.

A Colômbia possui diversos BTR-80 e EE-11 Urutu que poderiam ser substituídos pelos M1117 ICV. No entanto, existem informações  que dão conta de que a Colômbia estaria negociando a fabricação local do BTR-80 com a Rússia.

Bulgária, EUA e Iraque já possuem versões do M1117. A Colômbia seria o quarto cliente.

FOTO: Military today

NOTA DO BLOG: uma versão mais moderna do EE–3 Jararaca da Engesa poderia perfeitamente competir com o M1117

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Obama - esse eh o cara

vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira ao receber o Prêmio Nobel da Paz, em cerimônia em Oslo (Noruega), que a guerra às vezes é necessária para preservar a paz.

“A guerra tem um papel a cumprir para a preservação da paz. Negociações por si só não podem, por exemplo, convencer a [rede terrorista] Al Qaeda a desistir das armas. A força é necessária e não há cinismo nisso, apenas o reconhecimento de nossa história”, continuou o democrata, que citou em seu discurso a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e os exemplos de luta pela paz de Mahatma Gandhi e Martin Luther King.

“Temos que entender que haverá guerra, mas ainda assim haverá um esforço pela paz. Esse é um desafio que teremos que enfrentar”, disse Obama no discurso.

Obama ressaltou, contudo, que a necessidade da guerra deve ser refletida a partir de outra “verdade inconciliável”: “Não importa quão justificada seja a guerra e o sacrifício dos soldados, a guerra nunca é gloriosa e não devemos pensar assim”.

“Parte de nosso desafio é tentar reconciliar estas verdades inconciliáveis”, disse Obama, acrescentando que busca, assim como o presidente americano John F Kennedy, morto em 1963, uma paz “mais prática e alcançável”.

Para isso, afirmou Obama, é necessário seguir as regras e padrões morais que determinam as ações de guerra. “Quando não seguimos nossas regras, as decisões parecem arbitrários e colocamos em risco nossos esforços, não importa quão justificáveis sejam”.

Seguir seus próprios valores, afirmou o presidente, é o que “!nos separa das pessoas contra as quais lutamos”.

“Por isso proibi a tortura, por isso determinei o fechamento de Guantánamo [prisão americana para suspeitos de terrorismo], por isso reforcei o compromisso dos Estados Unidos de obedecer a Convenção de Genebra”, listou Obama, que assinou decretos contra estas práticas no seu segundo dia na Casa Branca, como parte de um esforço para limpar o legado negativo deixado pela guerra ao terror do antecessor George W. Bush.

Esforço conjunto

Obama afirmou ainda que os EUA lutam há 60 anos, “com o sangue de seus soldados”, pela segurança global e que este comprometimento não acabará. Ele alertou, contudo, que a missão de manter a paz não pode ser apenas dos americanos.

“Eu entendo porque a guerra no Afeganistão não é popular, mas a crença de que a paz é alcançável não é suficiente para conquistá-la. A paz é difícil de ser alcançada e por isso a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) existe. Não podemos deixar a tarefa para poucos”.

O discurso parece um recado para os 42 aliados da aliança militar que participam da guerra no Afeganistão e que, na maioria, relutam em acompanhar a recente estratégia americana de ampliar suas forças no país.

“Nós honramos nossos ideais ao defendê-los não quando é fácil, mas quando é difícil. Eu falei de algumas questões que estão nos nossos corações e nossas mentes”, afirmou Obama, que em várias ocasiões foi longamente aplaudido.

Irã e Coréia do Norte

No discurso, Obama falou também sobre a importância de se deter a proliferação de armas nucleares. “Na metade do século 20, esse compromisso estava claro. Todos deveriam ter acesso à energia nuclear com fins pacíficos. Hoje, todos os que prezam a segurança não podem ignorar regimes que fomentam a violência, como o Irã e a Coréia do Norte”, afirmou.

O presidente dos EUA elogiou os esforços dos “milhares de manifestantes que vão às ruas para lutar pela liberdade no Irã”. “É responsabilidade de todos nós mostrar que estamos ao lado deles”, afirmou, acrescentando que, ao lidar com tais países, é preciso se usar “pressão e diálogo”, assim como “sanções e engajamento”. “É preciso haver um equilíbrio”, disse.

O líder americano condenou ainda “o genocídio em Darfur (Sudão), a opressão em Mianmar e os estupros sistemáticos no Congo”. “Crimes graves como esses devem ser abordados com diplomacia, mas também deve haver consequencias contra os que os cometem”, disse.

Obama também comentou o conflito entre judeus e palestinos no Oriente Médio, onde a “religião muitas vezes é usada para justificar as mortes de pessoas inocentes”. “Esses extremistas não são os primeiros a matar em nome de Deus, mas nos lembram que tais guerras não podem ser guerras justas”, disse o líder dos EUA.

No discurso, ele também lembrou a importância do combate ao aquecimento global, pois haverá ainda “mais guerra e mais fome no mundo, caso essa questão não for enfrentada”.

Para Obama, direitos civis e políticos e liberdade “são fundamentais”, mas de nada adiantam se não houver desenvolvimento econômico. “Paz e segurança não existem em uma realidade sem acesso a remédios, abrigo, água potável e educação”, disse o presidente americano.

FONTE: Folha Online

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Morre mulher mais condecorada do Brasil

Major Elza recebeu 35 medalhas, segundo CML. Ela serviu como enfermeira na Segunda Guerra Mundial.

MajorElza_fotocorFaleceu nesta terça-feira (8), aos 88 anos, a major Elza Cansanção Medeiros, mulher mais condecorada do Brasil, segundo o Comando Militar do Leste, com 35 medalhas. Major Elza, que morreu no Rio, foi a primeira brasileira a se apresentar como voluntária na Diretoria de Saúde do Exército, para lutar na Segunda Guerra Mundial, aos 19 anos de idade.

Segundo o Comando Militar do Leste, ela sonhava em lutar na linha de frente, mas teve que se conformar em seguir como uma das 73 enfermeiras no Destacamento Precursor de Saúde da Força Expedicionária Brasileira, já que, na época, o Exército Brasileiro não aceitava mulheres combatentes.

Major Elza teve complicações após uma queda em que o fêmur foi fraturado.

Durante a guerra, ela trabalhou nos hospitais de evacuação na Itália, distante do front, em turnos de 12 horas. Segundo o CML, nenhum soldado que foi tratado por ela morreu. Ela atuou como oficial de ligação e enfermeira-chefe no 7th Station Hospital, em Livorno. Com o fim da guerra, foi dispensada logo após o retorno ao país, indo trabalhar no Banco do Brasil.

Aulas para pilotar ultraleves

elza2Em 1957, as mulheres foram reconvocadas, podendo vir a ser militares de carreira. Dona Elza então retornou, continuando a trabalhar como enfermeira. De acordo com o CML, Elza era formada em jornalismo e, mesmo tendo trabalhado no Serviço Nacional de Informações (SNI), jamais pensou em abandonar a carreira militar.

Ela aprendeu a pilotar ultraleves aos 60 anos de idade. Escreveu três livros sobre sua participação na Segunda Guerra e deu sugestões importantes para a criação de um corpo auxiliar feminino para as Forças Armadas, base para a abertura das Forças Armadas do Brasil à participação das mulheres.

Velório no Palácio Duque de Caxias

O corpo da Major Elza será cremado após o velório, que acontecerá no salão nobre do Palácio Duque de Caxias a partir das 9h desta quarta-feira (9).

Entre as medalhas que recebeu estão a Medalha de Guerra, Medalha de Campanha, Ordem do Mérito Militar, Medalha Mérito Tamandaré e Medalha Mérito Santos Dumont.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional nesta terça-feira, 8 de dezembro, o Projeto de Lei Complementar que modifica a Lei Complementar nº 97/95 e fortalece o Ministério da Defesa. A proposta foi enviada por meio da Mensagem nº 988, de 7 dezembro de 2009. A Lei Complementar 97 dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.

As alterações incluídas pelo projeto são fundamentais para a implantação da Estratégia Nacional de Defesa. A proposta do Executivo foi formulada pelo Ministério da Defesa e Casa Civil e fortalece o papel institucional e político do ministério na linha de comando das Forças Armadas.

Exemplos desse fortalecimento dizem respeito à nomeação dos Comandantes das Forças Armadas e à promoção dos oficiais-generais. Hoje, pela Lei Complementar 97, os comandantes das Forças são nomeados pelo presidente da República, ouvido o ministro da Defesa. Na nova redação, os comandantes serão “indicados pelo ministro da Defesa e nomeados pelo presidente da República” (artigo 4º do projeto de lei).

O ministro da Defesa também definirá a lista de oficiais-generais que serão promovidos. Conforme o projeto de lei, “compete aos comandantes das Forças apresentarem ao ministro da Defesa a lista de promoção aos postos de oficiais-generais e propor-lhe os nomes para nomeação aos cargos”. Pela legislação atual, os comandantes indicam os candidatos à promoção e apenas apresentam a lista ao ministro.

Ainda em relação ao fortalecimento institucional do Ministério da Defesa, o projeto de lei altera a doutrina geral das Forças Armadas e cria o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) dentro da Administração Central do Ministério da Defesa. O chefe do novo Estado-Maior terá o mesmo nível hierárquico dos Comandantes das Forças Armadas e estará acima de todos os demais militares. Ele será indicado pelo Ministro e poderá ser um militar da ativa ou da reserva. Se da ativa, irá para a reserva no momento da posse, como já ocorre com os comandantes de Força.

A alteração da doutrina e a criação do Estado-Maior Conjunto permitirão uma atuação integrada das Forças Armadas. Hoje, em exercícios militares conjuntos, elas atuam sob um “comando combinado” e, com a criação do EMCFA, passarão a atuar sob um “comando conjunto”.

A mudança na doutrina altera especialmente a logística de atuação das Forças, tanto em exercícios combinados quanto na guerra real. “Esta é uma mudança fundamental. Altera por completo a doutrina de emprego das Forças. Antes, o emprego era individual, de cada Força com um comando combinado. Agora, o emprego é conjunto”, explicou Nelson Jobim em recente palestra no Superior Tribunal Militar. Segundo ele, a atuação sob um comando conjunto é matéria “pacificada mundialmente” em termos de doutrina militar.

O projeto de lei também traz para o Ministério da Defesa a formulação da proposta orçamentária das Forças, e a definição de políticas e diretrizes de produtos de defesa, inclusive equipamentos, munições e fardamento. As compras em si, continuarão sendo feitas pelas Forças. Diz o texto do projeto: “A proposta orçamentária das Forças será elaborada em conjunto com o Ministério da Defesa, que a consolidará, obedecendo-se as prioridades estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, explicitadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias”. Hoje, pela lei, os orçamentos seriam feitos separadamente pelas Forças e o Ministério da Defesa meramente os compatibilizaria e os enviaria ao Ministério do Planejamento. O ministro Jobim alterou na prática essa sistemática e agora consolidará o novo procedimento na lei.

Outro ponto importante do projeto é que ele faz alterações nas regras de atuação das Forças nas chamadas operações subsidiárias. Pela definição da Lei Complementar 97, cabe às Forças Armadas, como atribuição subsidiária geral, cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa civil, na forma determinada pelo Presidente da República.

Em 2004, houve uma alteração da Lei Complementar 97 que outorgou poder de polícia ao Exército nas regiões de fronteira. Hoje, o Exército pode, em toda a faixa de fronteira, fazer patrulhamento, revista e prisão em flagrante. Outra alteração feita em 2004 também deu à Força Aérea poder de patrulhamento do espaço aéreo brasileiro total. Atualmente, a Força Aérea patrulha aeronaves suspeitas e pode persegui-las até o solo, mas depois do pouso a Aeronáutica não pode fazer mais nada. Essa atuação dificulta, por exemplo, o combate ao narcotráfico.

Com as alterações na Lei Complementar 97, as três Forças terão a mesma capacidade de atuação nas fronteiras, quando não houver polícia presente. “Estamos estendendo à Marinha e à Aeronáutica os mesmos poderes que o Exército recebeu em 2004, que é o poder de patrulhamento, revista e prisão em flagrante, sem prejuízo, evidentemente, das ações policiais competentes. Para o Exército não altera absolutamente nada. Agora, obviamente, as Forças Armadas não poderão produzir inquéritos e essa atuação será complementar, ou seja, articulada com as ações de polícia. No caso de não haver polícia, os militares tomam providências e depois entregam à polícia”, disse Jobim no STM. No caso da Marinha, o poder de patrulhamento, revisão e prisão será exercido nas águas jurisdicionais brasileiras.

De acordo com o projeto de lei, os atos praticados por militares no cumprimento de missões em operações subsidiárias serão julgados pela Justiça Militar. Essa mudança dá segurança jurídica às operações subsidiárias e aos militares que nelas atuam. Hoje, a Lei Complementar 97 não é muito clara no que diz respeito ao julgamento dos militares acusados de práticas de crimes. Pelo projeto de lei, entretanto, os crimes comuns praticados pelos militares em operações subsidiárias serão julgados pela Justiça comum.

“Se o sujeito está numa operação subsidiária, por exemplo, de patrulhamento da Força Aérea e autoriza-se a legislação de abate, estaria sujeito à Justiça Militar porque se trata de ação militar. É a mesma coisa do Exército hoje nas fronteiras. Quando ele faz um patrulhamento, apreende drogas e tem conflito com organização criminosa, isso é operação militar. Agora se um soldado numa operação militar pratica um crime comum, ele vai responder à Justiça comum”, exemplificou Jobim no STM.


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FONTE: Ministério da Defesa

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CRE: audiência com Jobim começa agora

Comissão de Relações Exteriores ouve ministro da Defesa

vinheta-clipping-forteA Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional ouve na quarta-feira (9) o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na audiência, os parlamentares vão abordar temas como a missão brasileira no Haiti, os testes nucleares realizados pela Coreia do Norte, a reorganização das Forças Armadas e a compra de caças supersônicos franceses.

A audiência foi proposta pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Claudio Cajado (DEM-BA) e Renato Amary (PSDB-SP).

Missão no Haiti

No caso da missão brasileira no Haiti, Jungamnn ressalta que, apesar dos resultados positivos, ainda há muitas críticas a atuação do Brasil. Ele considera importante, portanto, discutir o papel das tropas brasileiras no Haiti, já que os soldados ainda deverão permanecer por mais tempo no país da América Central.

Ele lembra que os custos da missão para o Brasil já são da ordem de R$ 705 milhões, segundo estimativas do Ministério da Defesa. “Desse total, cerca de 40% será reembolsado pelas Nações Unidas aos cofres públicos brasileiros”. Jungmann considera que, apesar dos custos, o envio e a permanência das tropas brasileiras têm contribuído para a reconstrução do país.

Forças Armadas

Jungmann também quer discutir o conjunto de medidas estratégicas para reorganizar as Forças Armadas, que o governo deve enviar ao Congresso. Ele explica que o objetivo, já anunciado pelo governo, é incentivar a indústria bélica e ampliar a presença militar em áreas como a Amazônia.

As medidas, segundo ele, fazem parte da Estratégia Nacional de Defesa, um plano lançado em dezembro de 2008 que prevê ações de médio e longo prazo em três eixos: reorganização das Forças Armadas, reestruturação da indústria brasileira de material de defesa e fortalecimento e ampliação do serviço militar.

Compra de aviões

Já o deputado Renato Amary quer discutir a compra de aviões franceses Rafale com transferência de tecnologia para a Força Aérea Brasileira, como parte do Programa FX-2.

A discussão sobre a posição brasileira em relação aos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte foi proposta pelo deputado Claudio Cajado.

A audiência está marcada para as 11 horas no plenário 3.

FONTE: Portal Câmara

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selva-orientacao-foto-forte

Em um dos períodos do ensino fundamental a professora ensina seus alunos que durante o nascer do Sol, ao esticarmos o braço direito na sua direção teremos o Norte bem a nossa frente. Isto não é totalmente verdade e, dependendo da latitude, do mês do ano e da necessidade de uma orientação mais precisa, a pessoa estará cometendo um grande erro.

Para saber mais sobre este tema acesse a série exclusiva do Forças Terrestres sobre técnicas de orientação e navegação em ambiente hostil, em especial na selva. Os assinantes, além da leitura, podem comentá-lo também.

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