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Aperto financeiro no Exército

Estoques estratégicos praticamente se esgotaram

Depois das promessas de a Marinha receber novos submarinos e a Força aérea Brasileira (FAB) caças supersônicos, o Exército entrou na fila do reaparelhamento com um plano de gastos orçado em R$ 20 bilhões em dez anos. O Exército, de acordo com militares, enfrenta problemas de falta de munição e até diminuiu o expediente como forma de economizar recursos.

O pacote de reaparelhamento, que prevê gastos de pelo menos R$ 2 bilhões por ano será encomendado a empresas brasileiras. Mas, para vingar, o plano não poderá ser atingido pela tesoura do Ministério do Planejamento, responsável pelo contingenciamento do Orçamento da União.

A modernização do Exército passa pela troca dos 150 mil fuzis FAL, que estão com mais de 40 anos de uso, uma nova família de 400 blindados, modernização e repotencialização dos cerca de 1,5 mil carros de combate, compra de radares de baixo e de longo alcance, construção de 28 novos pelotões de fronteira – dentro do projeto Amazônia Protegida – e aquisição do sistema integrado de vigilância e monitoramento de fronteiras. O sistema integrado está incluído no acordo militar com a França e custará cerca de US$ 2,7 bilhões.

A situação orçamentária do Exército é considerada grave pelos militares. Do orçamento aprovado para este ano, de R$ 2,4 bilhões, R$ 580 milhões estão contingenciados trazendo complicações para as operações rotineiras.

HAITI

A tropa que substituirá os 1,3 mil militares que estão no Haiti, em fevereiro do próximo ano, poderá não estar suficientemente adestrada. De acordo com o Exército, são necessários R$ 90 milhões para treinar esse contingente, mas só R$ 58 milhões chegaram à Força até agora.

Uma das consequências disso é que os militares que embarcarão para o país caribenho, como integrantes da Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), deveriam haver disparado em exercícios militares pelo menos 200 tiros reais, mas só conseguiram efetuar até agora 50 disparos. O motivo é a falta munição.

Diante do constante aperto que o Exército vem enfrentando nos últimos anos, os estoques estratégicos foram sendo usados para treinamento e praticamente se esgotaram, o que é considerado uma temeridade pelos próprios militares. A Força está com problemas também em seu estoque de munição pesada.

Para segurar as despesas, o Exército já suspendeu o expediente nas manhãs de segunda-feira e tardes de sexta, e novas medidas ainda poderão ser anunciadas.

FONTE: Jornal de Penambuco, via Notimp

 

Presidente venezuelano diz que ‘foguetinhos’ têm alcance de 300 Km e serão usados para defesa.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta sexta-feira (11) que o país vai receber em breve mísseis de fabricação russa com alcance de 300 km. “Em breve alguns foguetinhos estarão chegando. E eles não falham”, disse Chávez na capital venezuelana, Caracas, após voltar de uma viagem de dez dias por países da África, Ásia e Europa, entre eles a Rússia.

Chávez disse que os mísseis são apenas para uso defensivo. “Não vamos atacar ninguém. Estes são apenas instrumentos de defesa, porque nós vamos defender nosso país de qualquer ameaça, venha de onde vier”, afirmou.

FONTE: G1/BBC

 

Augusto Heleno diz que poder militar brasileiro, a ser construído com investimento em tecnologia, corresponde à crescente importância estratégica do país no mundo

Dois dias depois do anúncio, pelo governo brasileiro, da compra de quatro submarinos e do início das negociações para a aquisição de 36 caças franceses Rafale, o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Augusto Heleno, negou que o país esteja envolvido em uma suposta corrida armamentista na América do Sul.

– Não participamos de nenhuma corrida armamentista. O que se busca é uma expressão de poder militar compatível com a expressão estratégica do país – disse Heleno ontem na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

O Brasil tem se tornado cada vez mais relevante no cenário internacional, disse o general, tanto que apenas quatro países – Rússia, Estados Unidos, China e o próprio Brasil – contam, ao mesmo tempo, com área superior a 4 milhões de quilômetros quadrados, população que ultrapassa 100 milhões de habitantes e PIB maior que US$ 400 bilhões. Já a expressão do poder militar de um país está ligada ao poder tecnológico, área na qual o Exército brasileiro ainda conta com recursos modestos. Neste ano, lembrou, serão liberados para o setor cerca de R$ 80,2 milhões.

A prioridade do Exército tem sido para a chamada guerra cibernética, afirmou.
– Ninguém é capaz de se tornar invulnerável, mas temos que criar uma estratégia de proteção contra a guerra cibernética – disse, citando como possíveis alvos a serem protegidos bancos, usinas elétricas e empresas de telefonia.Entre as pesquisas que poderão beneficiar a aplicação militar e o uso civil, Augusto Heleno salientou as destinadas à produção de biodiesel na Amazônia e de fibra de carbono, necessária inclusive à exploração de petróleo.

FONTE: Jornal do Senado

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Antonio Jorge Ramalho

“O Brasil não é para principiantes”, dizia Tom Jobim aos estrangeiros que lhe pediam para explicar certas coisas de nosso país. E sorria. É um país difícil de entender.

Desde a semana passada, parece que Defesa Nacional virou assunto importante. O Senado Federal autorizou o empréstimo necessário a adquirir 4 submarinos convencionais e 50 helicópteros, além de concluir o projeto do submarino movido a propulsão nuclear. Ato contínuo, fala-se da compra dos caças destinados a reaparelhar a Força Aérea. Outra parte do dinheiro estava no orçamento da União, entregue ao Congresso na mesma semana.

Embora se tenha considerado a menção aos caças indício de preferência pela proposta francesa, o Governo diz não ter tomado a decisão sobre o Programa FX-2. Suécia e EUA ainda estão no páreo. Tudo depende de possíveis novas concessões e de como elas se enquadrariam na Estratégia Nacional de Defesa.

Sim, porque o país agora possui um documento público em que expressa, sem rodeios, seus objetivos para essa área nos próximos 30 anos. Não é um livro branco de Defesa, mas é “pra valer”. Aliás, o documento fala de várias parcerias, sinalizando o pragmatismo dos novos tempos. Fala também dessas compras.

Pena que a imprensa não lhe tenha dedicado atenção. Se o fizesse, não teria se surpreendido com os anúncios da semana. Desavisados, jornalistas referiram-se aos Ministérios da Marinha e da Aeronáutica, extintos com a criação do Ministério da Defesa, há mais de 10 anos. E muito tardiamente, cabe notar: mundo afora, isso se fez há mais de uma geração. Os grandes começaram a unificar suas Forças no calor da Segunda Guerra Mundial, quando restou evidente que a desarticulação de esforços em água, terra e ar se pagaria com vidas humanas. Felizmente, não tivemos esse problema. Mas isso explica, em parte, a burocratização da atividade militar no Brasil e seu histórico envolvimento em assuntos que não lhe cabem. Como toda agência burocrática, na falta de um claro sentido de direção, cada Força cuidou de si.

Faltava visão de conjunto. A tal ponto que o Brasil, em pleno Regime Militar, reduziu os gastos com armamentos. Um caso único, ainda mal explicado. O país não é para principiantes. O Regime queria legitimar-se, dizia-se. Mas ali começou o longo processo de sucateamento das Forças Armadas. Na transição para a democracia, nenhuma liderança tratou do assunto. Os militares calaram-se, como se só houvessem cometido erros. Os civis fugiram à responsabilidade de interpretar os desejos da sociedade no que concerne à sua segurança. Não definiram o que o Brasil queria de suas Forças Armadas e não se arriscaram a pautar as missões militares. Talvez não soubessem o que fazer com os militares. Havia outras prioridades. Trataram-se assuntos de Estado como se fossem opções de governos. Faltou visão de longo prazo para a área de defesa.

Certas coisas progridem lentamente no Brasil. Mas progridem. Agora, a visão existe. Enquadra gastos e prioriza programas, o que implicará ampliar as responsabilidades e o orçamento do Ministério da Defesa. É ver como esses assuntos surgirão na próxima campanha eleitoral. Que projeto de Força queremos? De quantos generais precisaremos daqui a 30 anos? E de quantos soldados? Para que missões específicas? O que queremos quando participamos de missões de paz?

Ainda falta muito. A própria tecnologia que se quer absorver com essas compras depende de massa crítica nos centros de pesquisa, nas universidades, nas empresas. Não dá para ficar só nas universidades públicas e não basta combinar com a FIESP. Se a sociedade não se envolver profundamente, perderemos a oportunidade de absorver parte da tecnologia negociada com a França. A Estratégia vincula Defesa a desenvolvimento e centra o foco em produtos e serviços de uso dual. Mas as linhas de pesquisa na área de Defesa são escassas, os especialistas raros. É preciso financiar a produção de conhecimento na área, como se faz com petróleo e gás, como se faz com a Amazônia. É preciso abrir espaço aos empreendedores brasileiros, quiçá por meio do mercado mobiliário. Se cabe ao Governo induzir, caberá à sociedade responder a essa indução e tornar esses esforços sustentáveis.

E só agora o Congresso Nacional parece ter entendido que isso lhe diz respeito. Talvez porque os valores pareçam altos. Não são. Para se ter uma idéia, hoje o Brasil é o 12º país em gastos com defesa, respondendo por 1,6% dos gastos mundiais. Uma das razões da parceria com a França é que ela gasta o triplo disso (4,5%), atrás de China (5,8%) e dos EUA (41,5%). Só que isso inclui o pessoal. Também os inativos: no nosso caso, respondem por mais da metade da folha de pagamentos. Outro caso único no mundo. E continuamos a recrutar nas mesmas proporções, a despeito dos aperfeiçoamentos tecnológicos. Como se exércitos numerosos implicassem êxito militar. Na ausência de guerra – Deus queira! –, esse pessoal vai se aposentar. As próximas gerações pagarão esta conta.

Como proporção do PIB, o Brasil gasta 1,5%, comparado com a média mundial de 2,4%. Os gastos brasileiros per capita são quase a metade da média mundial: US$ 120,00 contra US$ 217,00. Só perdem para China e Índia. (Os números referem-se a 2008, trabalhados pelo SIPRI.)

Ademais, os gastos se farão nos próximos 30 anos. E, a exemplo do que ocorre em outros países, produzirão riqueza. Há externalidades positivas. Não são apenas gastos; são investimentos. Só que é preciso vigiar sua execução, no marco estabelecido pela Estratégia Nacional de Defesa. Daqui a pouco, a própria Estratégia deverá ser revista, sem prejuízo dos investimentos de longo prazo já contratados. Então poderemos gastar mais e melhor, se a sociedade e o Congresso Nacional se envolverem no processo, como parecem ter feito na semana passada. E é importante que o façam. Porque o assunto não ficou importante na semana passada. Sempre foi. E não é assunto para principiantes.

FONTE
: UnB Agência

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No dia 04 de setembro, foi realizada a formatura em comemoração ao 23° aniversário de recriação da Aviação do Exército.

A cerimônia ocorreu no hangar do 2° e 3° BAvEx e contou com a presença de diversas autoridades civis e militares como o Gen. Ex. Esper, Comandante do CMSE (Comando Militar do Sudeste), o Sr. Roberto Peixoto, Prefeito de Taubaté e diversos representantes do EB, MB e FAB.

Ocorreu também a inauguração do prédio da Diretoria de Material de Aviação do Exército (DMAvEx) nas dependências do CAvEx.

Após a cerimônia, aconteceu o desfile da tropa e dos pioneiros da AvEx, oficiais da ativa e da reserva que já passaram pela Aviação do Exército.

Infelizmente o mal tempo prejudicou o desfile aéreo, ficando o mesmo restrito a passagens de um HM-1 Pantera e dois HA-1 Fennec, todos do 2° BAvEx.

Nota do Blog: Encerramos as comemorações pelos 23 anos da Avex com este post, agradecendo a colaboração que tivemos dos TC Guilherme, Paulo Ricardo e William (Comtes. do 1°, 2° e 3° BAvEx respectivamente), TC Castro (Comandante do CIAvEx),  Majores Navarrete (Com. Social do CAvEx), Brilhante (RP 2° BAvEx) e Lotufo (SubComte. do 3° BAvEx), Capitães Müeller e Zielinski (1° e 2° BAvEx respectivamente) e Sgt. Fambre (2° BAvEx), pela colaboração para realização destas matérias.

 

Na semana passada, o 4º RCB (Regimento Dragões do Rio Grande) recebeu uma equipe do 4º Regimento de Carros de Combate, que veio a esta Unidade com o objetivo de ministrar um estágio, visando à capacitação do efetivo profissional da OM.

Novas VBC Leopard 1A5 foram adquiridas na Alemanha pelo Exército Brasileiro, e vem para substituir as VBV M-41C. A previsão é de que o 4º RCB receba esses novos meios de combate no final do ano.

O Leoprd 1A5 será o principal carro de combate do Exército nos próximos anos e representa um avanço para a força blindada brasileira. Esta VBC é a versão mais moderna da família Leopard 1. Está equipada com um sistema de controle de tiro EMES 18, com telêmetro laser e visão termal para o combate noturno e o sistema ótico da Zeiss, além de blindagem e suspensão reforçadas. O veículo é capaz de disparar munições mais potentes que a versão 1A1, incluindo do tipo APFSDS (Armoured Piercing Fin-Stabilised Discarding Sabot).

Com cerca de 42 toneladas e um motor de 830 cv, é capaz de atingir até 65 Km/h e tem autonomia máxima de 600 Km. Seu canhão é um 105mm L-7 da Royal Ordnance Factories, capaz de disparar até 10 vezes por minuto e alcance eficaz de até 4 Km.

FONTE: Rádio São Luiz (online) / COLABOROU: Hornet

 

Cada vez mais relevante no cenário internacional, o Brasil precisa melhorar de forma realista a sua capacidade de defesa

AS MOVIMENTAÇÕES do governo federal para a compra de equipamen­tos militares trazem uma questão subjacente, à qual é preciso responder de maneira clara: o Brasil deve reforçar sua capacidade de defesa? A resposta inequívoca é sim. O país, que ga­nha projeção e candidata-se a as­sumir mais responsabilidades, precisa reunir condições de en­frentar os desafios inerentes a este papel, num século que já nasceu sob o signo de novos con­flitos e riscos geopolíticos.

A palavra-chave a nortear as ações nesse setor é dissuasão. No mundo pós-Guerra Fria, sem su­perpotências a servir de guarda-chuvas, um país com as dimensões e o poten­cial econômico do Brasil deve deixar claro que tem capacidade de se defender de determina­dos tipos de ameaça.

É preciso, de forma planejada e serena, dotar as Forças Arma­das de recursos para o exercício de sua missão constitucional. Um país que possui 64% da Amazônia, ex­tensa faixa marí­tima e uma área equivalente à da Europa ociden­tal não pode prescindir de meios de proteção costeira, de rotas comer­ciais, fronteiras e campos petrolíferos – agora mais valiosos com as reservas do pré-sal. Não se trata de postular uma política de defesa extensiva, pe­sada e custosa, mas de fornecer às Forças Armadas acesso a equi­pamentos modernos, de modo que possam treinar efetivos e multiplicar sua capacidade de atuar com eficiência e agilidade quando requisitadas.

Não é tarefa fácil estimar os gastos militares mundiais. A interpretação dos diferentes orçamentos de cada país faz com que os números variem muito, mesmo entre os institutos mais respeitados que trabalham com o tema, como o sueco Sipri (Instituto Internacional de Pesquisa) e o britâni­co IISS (Instituto Internacional de Estudos Estratégicos). Há países, como a China e a Rússia, em que a falta de transparência torna difícil um cálculo preciso.

O Brasil tem gastos militares à altura de sua participação na economia mundial. Segundo o anuário do instituto sueco, ocu­pamos o 12° lugar, pouco atrás da Coréia do Sul e não muito à fren­te de países como Canadá, Espa­nha e Austrália.

O problema é que o país gasta mal. Os aviadores, soldados e marinheiros coreanos, canaden­ses, espanhóis e australianos contam com equipamentos em geral bem mais modernos do que seus colegas brasileiros. A título de exemplo, esses países pos­suem caças superiores aos da FAB, que desde o governo ante­rior tenta adquirir novas aerona­ves de combate. E os aviões de caça são a “ponta de lança” de qualquer aviação militar.

Da mesma forma, parece claro que a Marinha brasileira carece de uma verdadeira frota de sub­marinos e que o Exército precisa renovar seus veículos blindados. Os outros países do chamado grupo Bric —Rússia, índia e China, além do Brasil—, têm todos recursos mais podero­sos. A Rússia passou anos sucateada após o final da União Soviética, mas recupera forças. A China tor­nou-se a segun­da potência mi­litar do planeta. A Índia, receosa do vizinho Pa­quistão, deverá produzir seu próprio subma­rino à propul­são nuclear an­tes que o brasi­leiro saia da prancheta.

O Brasil, feliz­mente, inscre­ve-se numa si­tuação regional bem mais tran­quila do que a enfrentada pé pe­las nações acima citadas-todas elas, aliás, detentoras de armas nucleares. As relações brasileiras com seus vizinhos podem passar por eventuais divergências, mas têm sido harmoniosas há pelo menos cem anos.

Reconhecer a necessidade de reforçar o poder defensivo do país não significa um convite a aventuras. O Brasil não precisa e não deve estimular corridas armamentistas regionais ou des­pertar inquietações quanto ao uso de sua energia nuclear.

O Estado brasileiro já tem uma sólida, louvável e reconhecida tradição diplomática voltada pa­ra o entendimento e a solução pacífica de conflitos. É justa­mente para preservar este patrimônio que a defesa nacional, submetida aos devidos controles políticos e constitucionais, ad­quire papel mais relevante.

OS 15 MAIORES GASTOS MILITARES EM 2008

País

Gastos em bilhões de dólares

Gasto per capita em US$

%

doPIB

EUA

607

1967

4,0

China

84,9

63

2,0

França

65,7

1061

2,3

Reino Unido

65,3

1070

2,4

Rússia

58,6

41,3

3,5

Alemanha

46,8

568

4,3

Japão

46,3

361

0,9

Itália

40,6

689

1,8

Arábia Saudita

38,2

1511

9,3

Índia

30,0

25

2,5

Coréia do Sul

24,2

501

2,7

Brasil

23,3

120

1,5

Canadá

19,3

581

1,2

Espanha

19,2

430

1,2

Austrália

18,4

876

1,9

FONTE: Folha de S. Paulo – 9/08/09 / COLABOROU: Paulo Cesar Gomes de Souza

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No penúltimo fim de semana, o Forte de Copacabana recebeu o 2º Encontro Nacional de Veículos Militares, um passeio pela história a céu aberto. Seguem algumas fotos do evento, feitas pelo nosso amigo e colaborador Marcelo Brandão.

 

Um LIXO e uma VERGONHA COMPLETA o desfile deste ano em Brasília!!!! HORRÍVEL! LAMENTÁVEL! Além de limitarem o acesso ao público, LIMITARAM TAMBÉM O NÚMERO DE TROPAS!!! Tirante o BGP e o RCG, acho que o Exército Brasileiro não desfilou com sequer UMA ÚNICA COMPANHIA COMPLETA! Só pequenos grupamentos esparsos de Defesa QBN, Caatinga, Selva e Montanha! NEM UM ÚNICO PARAQUEDISTA! NEM UM ÚNICO AEROMÓVEL! HORRÍVEL! Vê-se mesmo que o Exército é o primo pobre das FFAA até no desfile! Inacreditável.

Os poucos trechos mostrados do desfile no RJ e em SP demonstram que o de Brasília simplesmente NÃO TEVE TROPAS! Não teve nada! Fora que a TV queria mostrar os três desfiles ao mesmo tempo e acabou não mostrando nenhum!

Só posso achar que a segurança do francês é que impediu um desfile de verdade. Ou então foi a gripe suína. Lamentável. O tal de Sarkozy deve estar achando que não temos nada. Se essa foi a intenção conseguiram: quem viu o desfile de Brasília achou que o Brasil não tem tropas…

Outra lástima: o narrador da TV Brasil, única a transmitir o desfile, não entende absolutamente NADA DE NADA, estava mais perdido que cego em tiroteio. A TV quase perdeu a passagem dos aviões da FAB, e o narrador não sabia qual que era qual. Porque não teve um adido militar esse ano junto ao narrador, pra explicar o quê era o quê?

Os repórteres que entraram no Rio, em SP e em Brasília atravancaram o desfile e demonstraram ainda menos conhecimento que o narrador de Brasília. A repórter de Brasília com aquelas entrevistinhas bisonhas, cortando o desfile com suas perguntas imbecis. E a sonoplastia da TV Brasil tinha que ser demitida do Chefe ao Carregador de Cabos! Horrível, não passou uma única música inteira!

Não é por nada, mas já assisti aqui em minha cidade desfiles melhores que o de Brasília esse ano. Uma lástima, chamei minha esposa pra ver e passei vergonha.

Triste. Só isso que posso dizer.

AUTOR: Felipe CPS

 

7 de setembro banalizado

Nenhum canal de TV aberta (com exceção da TV Brasil) transmitiu o desfile militar em Brasília na íntegra, nem a TV Cultura. No momento do defile, canais passavam desenhos animados, programas de variedades e religiosos. Os flashes dos desfiles pelo país tiveram pouco destaque. Um programa colocou pessoas para tentarem cantar o hino nacional ao vivo, oferecendo R$ 1.100,00 para quem acertasse a letra.

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O Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), foi criado no dia 26 de setembro de 1991 e efetivado no ano seguinte em Taubaté, tendo suas origens no Núcleo do Centro de Instrução de Aviação do Exército, implantado com o objetivo de iniciar os trabalhos que permitiriam a criação do CIAvEx.

Enquanto as suas instalações estavam sendo construídas, os primeiros instrutores eram formados na Marinha do Brasil e na FAB, para depois se incorporarem ao efetivo do CIAvEx.

Em suas missões, a Esquadrilha de Helicópteros de Instrução (EHI), também conhecida como Esquadrilha Pégaso, utiliza os helicópteros HA-1 Esquilo, ministrando cursos e estágio, visando à formação, especialização e aperfeiçoamento de pilotos e tripulantes para Avex, bem como a sua habilitação para ocupação de cargos e o desempenho de funções ligadas à mesma.

O CIAvEx disponibiliza os seguintes cursos e estágios:

  • Oficias: Curso de Piloto de Aeronave (CPA), Curso de Piloto de Combate (CPC), Curso Avançado de Aviação (AAv), Curso de Gerência de Manutenção de Aeronaves (GMN), Curso de Gerência de Manutenção de Aviônicos (GMA), Curso de Gerência Administrativa de AvEx (GAM), Estágio de Pilotagem Tática (EPT) e Estágio de Operações Aeromóveis (OAM)
  • Sargentos – Aviação Manutenção: Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), Curso de Mecânicos de Aviônicos (MVN), Curso de Mecânicos de Aeronaves (MAE), Curso de Mecânicos de Armamento de Aeronaves (MAA), Curso de Inspetor de Aviação Manutenção (IAM) e Estágio de Manutenção 2° Escalão (EMS)
  • Sargentos – Aviação Apoio: Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS), Curso de Transporte Aéreo, Suprimento e Serviço Especial de AvEx (TAS), Curso de Controlador de Tráfego Aéreo (CTA), Curso de Metereologista da Avex (MET), Curso de Informações Aeronáuticas (AIS), Curso de Combate a Incêndio Bombeiro Resgate e Prevenção de Acidentes (BRP) e Estágio de Operações Aeromóveis para não Especialistas em Aviação (SAM)
  • Civis – Cabos e Soldados de todas as Forças: Curso de Formação de Sargentos (CFS)

A EHI opera hoje 15 HA-1 Esquilo e 01 HA-1 Fennec (configurado para OVN), tendo ainda a previsão de receber dois HM-1Pantera para serem utilizados na instrução de voo.

FOTOS: Guilherme Wiltgen/ForTe

 

Desde a sua ativação, em 15 de dezembro de 1993, o 4° Batalhão de Aviação do Exército (4° BAvEx) ocupou provisóriamente as instalaçãoes cedidas pela FAB na Base Aérea de Manaus. Através de um acordo inter-ministerial, foi cedido ao EB um espaço, adjacente à pista já existente na BAMN, onde foram construídas as instalaçãoes definitivas do 4° BAvEx.

Devido a imensa áera onde atua, o 4° BAvEx tem uma rotina operacional intensa, mas com elevado índice de segurança proporcionado pela mentalidade operacional e de manutenção desenvolvida, conquistado nestes anos de operação com aeronaves de alta tecnologia, como os HM-1 Pantera, HM-2 Black Hawk e HM-3 Cougar.

Entre as suas principais missões estão as de suprir as Unidades Apoiadas do Exército e Unidades Aéreas da Marinha e Aeronáutica na Amazônia, evacuação aeromédica (EVAM) e apoio a comunidade, inclusive em campanhas de saúde pública e situaçãoes de calamidade.

Denominação Histórica – Batalhão Cel. Ricardo Pavanello

Entusiasta da Avex na Amazônia, o Coronel Ricardo Felippe Albrecht Pavanello, tornou realidade a viabilização da criação e implantação da OM nas instalações atuais, ao mesmo tempo em que tornou e fortaleceu o espírito de corpo do 4° BAvEx.

O Cel. Pavanello faleceu em decorrência de uma acidente, apenas quinze dias depois da passagem de Comando da Unidade.

Em reconhecimento ao trabalho em prol da AvEx, o Exército Brasileiro designou o então 4° BAvEx a denominação histórica de Batalhão Coronel Ricardo Pavanello, uma justa homenagem ao aviador militar, um dos pioneiros da recriada Aviação do Exército, que serve de exemplo a todos que serviram ou servem no 4° BAvEx.

O helicóptero Sikorsky Black Hawk (HM-2) foi desenvolvido desde o início para ser aeronave militar e as aeronaves da AvEx são da versão de exportação, denominadas S-70, apresentando algumas diferenças em relação ao UH-60 Black Hawk do US Army.

Adquiridos inicialmente para emprego na Misão de Observadores Militares Equador-Peru (MOMEP), ao final da missão, passaram a integrar a frota de helicópteros do 4° BAvEx.

Impulsionado por dois motores GE T700–701C de 1.940 shp cada, a sua missão principal é o transporte de tropa, sendo capaz de conduzir até quatorze soldados totalmente equipados, além da tripulação da aeronave (1P, 2P e MV), podendo ser equipado com diversos tipos de armamento, inclusive mísseis anti-tanques.

A aeronave está equipada para realizar voo IFR (por instrumento) e foi a primeira aeronave configurada a utilizar OVN (óculos de visão noturna), inaugurando uma nova “visão” na AvEx.

Atualmente tanto os 04 HM-2 Black Hawk quanto os 04 HM-3 Cougar estão configurados para o uso do OVN.

O HM-2 Black Hawk foi carinhosamente apelidado por seus tripulantes de Acari-Bodó, ou simplesmente Bodó, por sua semelhança física ao peixe típico da região amazônica, dotado de grande resistência.

Fotos: Aeronaves – Guilherme Wiltgen/ForTe, do Cel. Pavanello – 4° BAvEx.

 

O 3º Batalhão de Aviação do Exército (3° BAvEx) é uma das mais recentes unidades aéreas surgidas com a última reestruturação pela qual passou a Aviação do Exército, sendo criado em 17 de agosto de 1993, data em que comemora seu aniversário.

Integrando a Força de Ação Rápida (FAR) do Exército, cuja missão é atuar rapidamente onde houver conflitos no território nacional, a unidade é composta de profissionais adestrados na arte de voar e fazer voar o helicóptero Pantera e hoje possui dez HM-1 Pantera e seis HA-1 Fennec.

É uma OM destinada ao emprego em ações de combate, e o eventual emprego de meios desta Unidade em missões de apoio ao combate e/ou missões de apoio logístico é uma decisão de Comando, que pode se justificar conforme as circunstâncias.

Desde 17 de janeiro deste ano, o 3° BAvEx possui um destacamento composto por cinco aeronaves HA-1 Fennec operando no complexo do Comando Militar do Oeste (CMO), sediado em Campo Grande/MS, para onde o Batalhão será transferido, tão logo estejam prontas as instalações que estão sendo construídas em uma área da Base Aérea de Campo Grande (BACG).

A unidade realiza os seguintes tipos de missões: Além das missões de apoio à Força Terrestre, o 3º BAvEx se destaca também pelas de caráter humanitário, tais como de evacuação aeromédica (EVAM), e de apoio à comunidade. Exemplos disso foi a missão de apoio ao governo do Paraná, em 1994, transportando um reservatório de água de 20.000 litros permitindo o fornecimento de água potável para toda comunidade de Superagui (litoral paranaense), sua atuação de combate ao fogo na região da reserva de Monte Pascoal em 1995 e a operação de apoio durante a enchente que assolou o litoral paulista em 1996.

O Batalhão Pantera, participou de grandes operações militares do Exército, tais como: a Operação Surumu, em 1994 na região amazônica; a Operação Rio, em 1995 e a Operação Tarauacá em 1995, realizada também na região amazônica.

Seus integrantes estão conscientes de que o Exército vive uma época em que a sociedade brasileira e o mundo redefinem conceitos e objetivos. Hoje, mais do que nunca, será verdadeiramente soberano o país cujo Exército dominar a 3ª dimensão do campo de batalha, o espaço aéreo.

FOTOS: Guilherme Wiltgen/ForTe

 

Colômbia: E a guerra continua…

uh-60

Quaro soldados pertencentes à Sétima Divisão do Exército da Colômbia foram evacuados por via aérea para um hospital na caiptal Bogotá. Os soldados ficaram feridos por minas terrestres quando realizavam operações de “registro e controle” no departamento de Córdoba.

Após ser informada da gravidade dos soldados, a Força Aérea Colombiana deslocou um helicóptero UH-60 Black hawk com uma equipe de paramédicos ao local do incidente. Os mesmos encontram-se no momento no Hospital Militar.

FONTE/FOTO: Força Aérea Colombiana

 

O 2° BAvEx (Batalhão Guerreiro) , foi recriado em 17 de agosto de 1993 e recebeu a denominação histórica ” Batalhão Casimiro Montenegro Filho”.

Esta homenagem evoca os fatos notáveis nacionais, ligados com a história do 2° Regimento de Aviação do Exército, ao Marechal Casimiro Montenegro Filho, no intuito de manter viva no Exército do presente, as tradições do seu passado.

Os fatos marcantes na vida do Marechal vão, desde a sua formação na 1ª Turma de Aviação do Exército, na Escola Militar do Realengo (atual AMAN), passando pela criação e voo inaugural do Correio Aéreo Militar (atual CAN), seu primeiro Comando do Núcleo do 2° Regimento de Aviação Militar, de 1933 a 1936, sua formação na 1ª Turma de Engenharia Aeronáutica , criação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Centro Técnico Aeroespacial (atual DCTA) até se tornar patrono da Engenharia Aeronáutica.

A criação do 2° Esquadrão de Aviação do Exército, foi fruto do desmembramento do 1° Batalhão de Helicópteros e teve origem na 1ª Companhia de Helicópteros de Manobra e na Companhia de Comando e Serviço do então 1° Batalhão de Helicópteros.

O 2° BAvEx iniciou suas atividades em 10 de fevereiro de 1994 e comemora o seu aniversário em 14 de março, data esta em que cumpriu a sua 1ª Missão Aérea, prestando apoio a 26ª Brigada de Infantaria Para-quedista.

A partir de 1° de janeiro de 2005, mudou a sua designação de 2° Esquadrão para 2° Batalhão de Aviação do Exército e também é conhecido como Batalhão Guerreiro.

Possui em sua dotação sete aeronaves HM-1 Pantera, seis HA-1 Fennec e 04 HM-3 Cougar.

Dos seis HA-1, três aeronaves já se encontram configuradas para utilizar OVN (óculos de visão noturna) e uma quarta já está em processo de configuração. Os quatro HM-3 Cougar estão configurados para utilização de OVN.

O 2° BAvEx possui as seguintes subunidades:

01 Esquadrilha de Comando e Apoio,

01 Esquadrilha de Helicópteros de Reconhecimento e Ataque (EHRA);

02 Esquadrilhas de Helicópteros de Emprego Geral (EHEG) e

01 Esquadrilha de Manutenção e Suprimentos (EMS)

No emprego em combate, a AvEx realiza o voo tático, realizado à baixa altura, que vem a imprimir à Força Terrestre, grande mobilidade, versatilidade e poder de combate. Para isso, o 2° BAvEx precisa estar sempre preparado e conta com um efetivo com grande capacidade profissional e em constante adestramento.

O Batalhão Guerreio desenvolve grande atividade junto as unidades do EB em todo o território nacional e também à comunidade civil, cumprindo missões de apoio em situação de calamidade pública, com a ocorrida em Santa Catarina, onde a primeira aeronave da AvEx a chegar foi o HM-1 Pantera EB-2014 (Guerreiro 14).

FOTOS: Guilherme Wiltgen/ForTe

 

Exército, esse desconhecido

O Brasil tem Exército, instituição nacional permanente. Isso é bom para todos os brasileiros, em qualquer situação

Sérgio Paulo Muniz Costa

EM CERTA ocasião, um general norte-americano me pediu que comparasse o Exército brasileiro ao de seu país.

Respondi-lhe que o meu Exército era nacional, comprometido com a manutenção da paz ao longo de um arco de fronteira com dez nações, articulado nos três níveis da administração do país e a última barreira na manutenção da lei e da ordem.

Ele me agradeceu e disse que minha resposta tinha sido muito útil. Imagino que sim, mas sempre achei que, de alguma forma, ela podia a ser útil à minha sociedade.

Compreender por que um Exército é nacional fica mais fácil identificando o que não o faz assim.

Há os que se portam como forças de ocupação em seu próprio território, alheios às comunidades locais. Outros se equilibram em frágeis arranjos pós-guerras civis que se refletem na sua heterogênea composição étnica, ideológica ou sectária.

Uns são instrumentos exclusivos de grupos ou indivíduos, sendo empregados à revelia da sociedade a que nominalmente servem. Alguns não têm uma história correspondente à evolução da nacionalidade, tamanhas as rupturas ocorridas, e há os que falharam na sua missão de proteger a sociedade de seus inimigos internos e externos, comprometendo a soberania e o seu exercício.

Isso para não falar das forças mercenárias que defendem interesses políticos e econômicos ao redor do planeta sem nenhum compromisso cívico, moral ou ético.

Um Exército faz parte da estrutura de uma sociedade e é difícil concebê-la politicamente organizada sem ele.

Mais do que combater, um Exército sintetiza o monopólio da violência pelo Estado no mais elevado nível.

Por ser uma organização regida por normas relativamente duradouras e por atender a uma demanda social básica (segurança), o Exército é uma instituição. Regras de controle social sobre ele incidem para que cumpra sua destinação e obedeça às autoridades constituídas na forma da lei. É um dos instrumentos da política, sem sê-lo partidário.

Os Exércitos são constituídos essencialmente por soldados. Ao longo da história, o ethos individualista e heróico do guerreiro deu lugar à ética da submissão voluntária às ordens dos comandantes.

Assim, disciplina e hierarquia se conjuminaram à coragem e à determinação para permitir a manobra, a combinação de fogo e movimento que a ciência militar levou ao estado da arte no último conflito mundial.

É central no trabalho de Max Weber a tese da extensão da disciplina militar à sociedade, “dando origem a toda disciplina”.

É compreensível, portanto, que políticos, empresários e comentaristas recorram a metáforas militares.

Menos compreensível é a perda da consciência nacional no “espírito do povo” tornada possível, dentre vários motivos, pela percepção insuficiente da sociedade brasileira a respeito do seu Exército, na verdade, o nosso Exército, a que me referi como “meu” em minha resposta ao general.

O Brasil tem história e a ventura de haver caminhado pelo seu lado certo, ficando ao largo de guerras de conquista, totalitarismos e genocídios.

Mais antiga do que está acostumada a se enxergar, a nação conquistou a sua independência por meio de uma guerra que não apagou o legado colonial de lutas da população na defesa de seu território, cultura e patrimônio, obrigada depois a travar outras circunscritas aos mesmos propósitos.

Revisitar esse passado sem revisionismo ajudaria a construir o conhecimento histórico que nos tem faltado para produzir o conhecimento necessário ao desenvolvimento de nossa sociedade.
O Brasil tem Exército, instituição nacional permanente, como a Marinha e a Aeronáutica, organizada com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e ele destina-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Isso é bom para todos os brasileiros, em qualquer situação.

FONTE: Folha de São Paulo

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Pioneira das unidades aéreas da Força Terrestre, o 1º BAvEx (1° Batalhão de Aviação do Exército), foi criado em 03 de setembro de 1986 e começou a se organizar em Taubaté/SP, em janeiro de 1988, fazendo assim com que a Aviação do Exército ressurgisse, após um longo tempo de desativação.

Em 21 de abril de 1989, recebeu o primeiro helicóptero da AvEx, o HA-1 Esquilo EB 1001 e iniciou suas operações aéreas.

Em 1990 e 1993, sofreu transformações organizacionais e mudanças de denominação, proporcionando condições para a criação das demais OM da AvEx, passando inicialmente a ser o 1º Batalhão de Helicópteros e no início de 2005 voltou a sua denominação original: 1º Batalhão de Aviação do Exército.

Hoje, dotado de sete aeronaves HA-1 “Fennec” armadas com lançadores de foguetes de setenta milímetros e com metralhadoras axiais de calibre .50 (12, 7 mm), destas sete, duas possuem imageador térmico (FLIR) e cinco estão configuradas para utilizar OVN (óculos de visão noturna) e onze aeronaves HM-1 “Pantera” armadas com metralhadoras laterais, mantém-se em constante adestramento para cumprir missões de combate, apoio ao combate e apoio logístico.

Com os seus meios orgânicos atuais, está em excelentes condições para executar o ataque, o reconhecimento, a segurança, incursão, infiltração e exfiltração aeromóveis.

De forma regular, mensalmente presta apoio aéreo a várias unidades (batalhões e regimentos), em todo o território nacional, destacando frações para executarem todas as operações aeromóveis, particularmente as missões de reconhecimento, transporte de pessoal, evacuação médica, condição dos tiros de artilharia e treinamento de tropa em técnicas aeromóveis.

Além dos exercícios anuais para o adestramento das próprias tripulações e equipes de terra, tem participado de várias manobras de vulto executadas pelo Exército desde 1990.

Além das missões já descritas, o Batalhão FALCÃO prestou e presta apoio a outros órgãos públicos, aos governos estaduais e municipais nos casos de calamidades públicas e quando da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, que contou com o apoio de uma aeronave HA-1 Fennec com FLIR, conhecida na AvEx como “Olho da Águia”.

Como integrante das Forças de Ação Rápida (FAR), o 1° BAvEx está em condições de ser empregado, a qualquer momento e em qualquer lugar do país, valendo-se para isso, de suas tripulações e equipes de terra altamente capacitadas e constantemente adestradas para o exercício de sua funções.

Este é o 1º Batalhão de Aviação do Exército, ágil e profissional, sempre pronto a cumprir suas missões, em defesa da Pátria e da Nação brasileira.

O lema do Batalhão FALCÃO: “Reconhece! Ataca!

FOTOS: Guilherme Wiltgen/ForTe

 
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