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vinheta-clipping-forteSem a presença do chanceler e do ministro da Defesa da Colômbia, os integrantes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) – os países sul-americanos e mais o Suriname e a Guiana – preparam, durante reunião no Equador, uma resolução sobre eventuais acordos militares firmados na região. A iniciativa é uma resposta à ação colombiana de negociar com o governo dos Estados Unidos a manutenção de sete bases militares em território da Colômbia.

Os ministros de Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Defesa, Nelson Jobim, participam da reunião, que está sendo realizada hoje (27) em Quito, capital equatoriana. O objetivo é definir, na resolução, os termos sobre medidas de transparência, notificações relativas a supostas decisões de segurança e ações de invasão.

Em Quito, todos os governos dos 12 países-membros da Unasul – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela – enviaram representantes, exceto a Guiana. No entanto, apenas o Brasil, o Peru, o Equador e a Venezuela estão representados por seus ministros.

Uma das propostas avaliadas foi sugerida pelo governo do Peru, o chamado Protocolo de Paz, Segurança e Cooperação na União das Nações Sul-Americanas. Porém, peruanos evitam uma posição mais severa em relação à decisão colombiana.

A Colômbia foi duramente criticada pelos países vizinhos pela iniciativa de negociar a presença das bases militares com os Estados Unidos, mas o governo do presidente Álvaro Uribe argumentou que o objetivo das bases militares é conter o tráfico de drogas e de armas, além da eventual ação de grupos ilegais. O estado de tensão entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é permanente.

De acordo com diplomatas brasileiros, o acordo negociado entre a Colômbia e os Estados Unidos é amplo, autorizando inclusive o livre acesso à região por parte dos militares norte-americanos, além da reconstrução de áreas eventualmente destruídas e permite o trânsito nas áreas específicas.

O acordo militar gerou tensões na América Latina, especialmente entre a Colômbia e a Venezuela. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez duras críticas a Uribe e pediu explicações para seus diplomatas que serviam na Colômbia.

FONTE/FOTO: Agência Brasil

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Claudua Antunes

vinheta-clipping-forteOs militares dos outros sete países sul-americanos da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica compartilham com os colegas brasileiros o temor em relação à cobiça estrangeira sobre a floresta, mas há divergências sobre a natureza dessa ameaça -o que se traduz em ceticismo sobre o papel de coordenação do Conselho de Defesa Sul-Americano, proposto pelo Brasil.

Embora a fonte da suposta cobiça esteja sempre nos EUA e na Europa, os militares do Peru -e obviamente os colombianos- não veem risco à soberania regional na presença americana na Colômbia, ao contrário do que ocorre com venezuelanos e equatorianos.

Enquanto os dois últimos grupos -e também os brasileiros- trabalham com a possibilidade de invasão da Amazônia por países ricos que pretenderiam tomar posse das riquezas naturais, entre colombianos, peruanos e bolivianos as ameaças mais citadas são a biopirataria e outros crimes transnacionais, como o narcotráfico. As conclusões são parte de “Guardiães do Eldorado”, estudo feita pela pesquisadora de temas militares Adriana A. Marques em pós-doutorado na FGV do Rio.

“Os colombianos interpretam a parceria com os EUA como meio de fortalecer a soberania nacional. Para eles, é a única maneira de estabelecerem controle sobre o próprio território”, diz Adriana, que entrevistou oficiais estrangeiros da ativa que estudaram no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) do Exército, em Manaus, e comparou textos sobre o tema em publicações militares dos oito países.

Ela aponta uma unanimidade no rol das desconfianças: as ONGs estrangeiras, que “manipulariam” a população nativa. O governo de Hugo Chávez expulsou grupos que atuavam em sua porção da selva; Equador, com governo de esquerda, e Peru, com governo conservador, têm entreveros com a Amazon Watch, ONG dos EUA que fica ao lado dos indígenas em disputas sobre recursos naturais. Outro dado comum: apesar das várias disputas territoriais ainda existentes na região, nenhuma envolvendo o Brasil, os militares em geral não veem os vizinhos como ameaça.

Eles tampouco citaram Rússia, China, Índia e França, apesar de os russos terem realizado manobras com a Venezuela; militares chineses e indianos cooperarem com Guiana e Suriname (ambos com grandes populações dessas duas origens); e os franceses possuírem um território ultramarino na Amazônia e o histórico de relações com as Forças Armadas brasileiras.

Mesmo no caso de tensão entre governos, como a que envolve Colômbia, Venezuela e Equador, a posição dos militares pareceu menos confrontacionista à pesquisadora: “Quer motivados pelo ideal bolivariano de união sul-americana ou pelo sentido de autopreservação, os militares preferem a cooperação ao conflito”.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

IMAGEM:scielo.br

 

Tânia Monteiro

vinheta-clipping-forteCom um pacote de compras de R$ 20 bilhões, o QG do Exército, em Brasília, tornou-se ponto de romaria dos exportadores de armamentos. A Força está pesquisando a compra de equipamentos de defesa que vão desde um sistema antiaéreo com mísseis de médio porte, mísseis de pequeno porte, pontes móveis e aviões não tripulados (vants), além de equipamentos de comunicações e radares. O dinheiro será desembolsado nos próximos dez anos.

Na quarta-feira, os russos apresentaram ao Exército um sistema antiaéreo de defesa, conhecido por Tor, com mísseis de médio alcance, equipamento de que o Brasil está completamente desfalcado. Os militares da Força já conheceram sistemas semelhantes de Israel, Suécia, China e ainda esperam uma data para serem apresentados ao francês, que está em fase de adaptação e modernização.

Paralelamente à verificação do sistema antiaéreo, que o Brasil quer adquirir para proteger as unidades militares de Brasília, Sete Lagoas, Praia Grande, Rio de Janeiro e Caxias do Sul, o Ministério da Defesa está consultando Israel, França, Estados Unidos e Alemanha para a aquisição de vants, com câmeras para a vigilância das fronteiras. Equipamentos semelhantes foram comprados pela Polícia Federal de Israel. Mas o Exército quer modelos de menor porte.

RUSSOS

Também está na lista da Força a compra imediata de cerca de 20 mísseis de pequeno alcance. Nesse caso, a escolha deverá mesmo recair sobre os russos Igla, já que se tratará de reposição de material.

As necessidades do Exército passam ainda pela compra de pontes montáveis também empregadas para obras civis, em casos de catástrofes. O Brasil já comprou, anteriormente, este equipamento da Alemanha, mas agora está olhando os produtos ingleses e norte-americanos.

Para modernizar os pelotões de fronteira e colocar em prática o Projeto Amazônia protegida, o Exército vai precisar comprar modernos equipamentos de comunicações via satélite com algum tipo de proteção de criptografia, para proteger as informações produzidas.

Todas estas compras, no entanto, estão envoltas na nova filosofia prevista na Estratégia Nacional de Defesa, que prevê algum tipo de transferência de tecnologia. O governo, no entanto, não pretende apenas comprar equipamentos no exterior, uma vez que há intenção de revitalizar a indústria de defesa do País. Os 150 mil fuzis Fall que precisam ser substituídos – já que os atuais têm mais de 40 anos de uso – deverão ganhar sucessores fabricados pela indústria nacional, por meio da Imbel.

A mesma opção será adotada para alguns radares, que estão sendo desenvolvidos pela Orbisat, com o centro de tecnologia do Exército.

FONTE: O Estado de São Paulo

 

vinheta-destaque-forteSeguem as fotos do evento que ocorreu entre os dias 16 e 17 de novembro na Escola de Fuzileiros Navais no RJ. Durante o seminário, estavam expostos para o público todo o tipo de equipamento dos Fuzileiros Navais, tendo a tropa sido muito solícita nas explicações do funcionamento e o emprego das equipagens.

Os responsáveis deixaram tirar fotos de todos os equipamentos e de dentro dos veículos também, coisa que o EB e a FAB não costumam permitir.

O público também pode observar uma demonstração do emprego de tropas em áreas urbanas, como exemplo do que é encontrado pelo CFN no Haiti.

As fotos mostram os disparos que foram feitos com munição real, sendo que cada observador recebeu um colete balístico e um “casco azul”, igual ao usado no Haiti.

Expero que as fotos estejam do agrado e que tenha podido colaborar com o blog. Ad Sumus!

Vinicius Modolo Teixeira

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vinheta-clipping-forteCAMPO GRANDE – Dois militares do Exército morreram nesta quinta-feira durante um treinamento em uma fazenda no Pantanal usada como base do 6º Distrito Naval de Ladário, no Mato Grosso do Sul. Eles passaram mal quando retornavam de uma patrulha. O treinamento, de estágio básico de combatente, começou no domingo e terminaria nesta sexta-feira.

Segundo o 17º Batalhão de Fronteira ao final de uma patrulha a pé, que faz parte do exercício de treinamento, o cabo Diego Augusto de Lima Leite e o soldado Antônio José dos Santos Neto, ambos de 21 anos, apresentaram sinais de fadiga e desmaiaram. Eles foram atendidos pelos médicos no acampamento militar, mas o estado de saúde de ambos era grave.

O cabo foi levado ao Hospital Geral da Marinha de helicóptero acompanhado por um médico do Distrito Naval, e o soldado seguiu de barco pelo rio Paraguai na companhia de um médico do Exército. Os dois militares teriam morrido antes de dar entrada ao hospital. Foi aberto Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. Cerca de 100 militares participavam dos exercícios.

De acordo com 17º Batalhão de Fronteira, o cabo Lima Leite estava no Exército há dois anos e o soldado Antônio José foi incorporado em março deste ano. Outros dois militares que participavam do treinamento também tiveram que ser atendidos e estão em observação médica.

FONTE: TV Morena / O Globo

PEDRO DANTAS – Agencia Estado

vinheta-destaque-forteRIO DE JANEIRO – Após o anúncio da compra de caças para a Aeronáutica e de submarinos para a Marinha, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje que o presidente Lula autorizou o início da fabricação de 3 mil novos veículos blindados de transporte para o Exército. “O presidente autorizou o início do projeto inicialmente chamado Urutu III, agora rebatizado Guarani, que vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército”, disse Jobim, após participar no Rio da troca do Comando de Operações Navais no Porta Aviões São Paulo.

De acordo com o ministro, serão investidos na construção dos Guaranis R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos. Os veículos serão construídos pela fábrica Fiat Iveco, em Sete Lagoas, Minas Gerais. A licitação foi vencida em 2007. Em abril, a fabricante apresentou uma maquete em tamanho real da viatura blindada na Feira Latin America Aero & Defense (LAAD), no Rio. O motor e 60% dos componentes serão nacionais para diminuir o custo de produção.

A previsão da Iveco é que a primeira unidade fique pronta em 2010 e que 16 veículos sejam testados até 2011. Os exames serão realizados no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Os testes vão examinar a durabilidade do veículo, ergonomia e a blindagem estrutural para saber se o Guarani suporta explosões de minas terrestres, por exemplo.

Comparado ao EE-11 Urutu, modelo em uso hoje pelo Exército, o Guarani traria vantagens como proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, ar condicionado, sistema de freio com disco duplo e ABS, GPS, sistema automático de extinção de incêndio e de detecção de laser.

FONTE: Estadão

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HM-3 Cougar (2° BAvEx)

Foi conduzida na área de responsabilidade da 15ª Brigada de Infantaria Motorizada (15ª Bda Inf Mtz), no contexto da Operação, a demonstração de ocupação de uma região de passagem sobre o Rio Uruguai e da Usina Hidrelétrica Estadual (UHE) de Itá por meio de um assalto aeromóvel, com participação do 6º Batalhão de Infantaria Leve e do 2º Batalhão de Aviação do Exército (2° BAvEx).

O evento contou com a presença do Comandante Militar do Sul e comitiva de Comandantes de Grandes Unidades do Exército envolvidas na Operação.

A atividade contou com ampla cobertura da imprensa e foi seguida de uma visita técnica da comitiva de autoridades militares à Usina, acompanhada pela gerência da hidrelétrica.

HM-3 Cougar (2° BAvEx)

FONTE e FOTOS: Operação Laçador

 

Forças cubanas iniciam exercícios militares

As Forças Armadas de Cuba iniciam, nesta quinta-feira, o primeiro dos três dias de exercícios militares do país. O jornal cubano “Granma” divulgou que a intenção é se preparar para um eventual ataque dos Estados Unidos.

Os testes serão os primeiros desde que Raúl Castro assumiu a Presidência, em fevereiro do ano passado. As autoridades da ilha mantêm um estado de alerta desde a invasão frustrada da Baía dos Porcos, em 1961, por cubanos exilados treinados pela inteligência americana.

FONTE: eBand

 

relogio-intro

O GNSS (Global Navigation Satellite Systems) mais difundido no mundo, em especial no Ocidente, é o sistema norte-americano NAVSTAR-GPS (Global Positioning System). Os norte-americanos permitem o uso do seu sistema de satélite e não cobram dos usuários dos receptores por isso. Mas por serem os “donos” de todo o sistema, eles podem bloquear o sinal quando assim for necessário e conveniente.

Além desse problema, existem outras questões como a baixa qualidade de recepção em locais onde a mata é fechada ou possui copa das árvores bastante densa. Por essas e por outras que técnicas paralelas de navegação devem ser empregadas. O texto a seguir, exclusivo para assinantes, aborda uma dessas técnicas.

Técnicas de sobrevivência em ambiente hostil

selva

Esta é mais uma série exclusiva (acessível para assinantes) da trilogia blogs de defesa. Ela abordará aspectos relacionados às técnicas de sobrevivência em ambiente hostil, como selva, montanha e regiões áridas, sendo subdividida em tópicos específicos como navegação e orientação, alimentação, abrigo, obtenção de fogo, etc.

A série é meramente ilustrativa, apenas dando ao leitor uma idéia de como é possível o homem se adaptar ao meio, seja para empreender uma ação de combate ou para aguardar o seu resgate. Mas mesmo assim a série apresenta curiosidades e segredos sobre um tema que, por mais teoria que possa existir, a prática e a experiência falam mais alto.

O primeiro texto sobre o tema aborda a questão da orientação em ambiente hostil, dando ênfase a um método bastante simples que pode ser empregado por qualquer pessoa.

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