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Dramas de um país em guerra

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Reprodução de uma carta de um militar norte-americano em exposição no Centro de Ciências do Mar e Museu ‘Nauticus’, em Norfolk, Virgínia (foto superior – clique para ampliar). As “cartas” estão dispostas pelo chão como se o vento estivesse soprando-as para longe (foto inferior).

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FOTOS: Forças Terrestres

 

Ponto de Observação Estática

Como estratégia de defesa do País Verde na Operação Laçador, cerca de 800 militares da Marinha e do Exército estão posicionados em pontos de Observação Estática na cidade do Rio Grande.

O principal objetivo da Observação Estática é impedir a invasão e a aproximação do inimigo e guarnecer pontos sensíveis essenciais para a manutenção de fornecimento de água e energia, por exemplo.

Os militares, munidos de fuzis e metralhadoras, acompanham a movimentação de veículos e utilizam botes para navegar pela área do porto na tentativa de impedir a aproximação de invasores.

Na tarde de 19 de novembro, o Comandante da Força Combinada Rio Grande, Vice-Almirante Arthur Pires Ramos, acompanhado pelo General-de-Brigada Miotto, esteve visitando os pontos estratégicos, a fim de conferir a atuação e o preparo da tropa.

Alunos da Universidade Católica de Pelotas, que participam da Operação, registraram as imagens e puderam presenciar os desafios enfrentados pelos militares em situações de conflitos.

Dentre os locais que permanecem em vigília constante estão o Terminal Marírimo SA-TERGRASA, a Companhia de Saneamento- CORSAN, a ponte dos Franceses e os molhes da Barra.

Desde o início da Operação Laçador, em 16 de novembro, os militares enfrentam o ritmo acelerado de um verdadeiro combate, tendo como principal objetivo a defesa da Integridade Territorial e da Soberania Nacional.

FONTE: Operação Laçador

 

vinheta-clipping-forteA Colômbia denunciou nesta quinta-feira que militares venezuelanos destruíram com explosivos duas pontes de pedestres na fronteira binacional e classificou o ato como violação à lei internacional em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre os dois países.

O ministro de Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, disse que os militares ativaram explosivos a partir de território venezuelano, perto do município de Ragonvalia, no departamento de Norte de Santander, e deixaram sem ligação vários residentes da região que utilizavam as pontes.

“(Homens) uniformizados que chegaram em caminhões do lado venezuelano, aparentemente pertencentes ao Exército da Venezuela, localizaram duas pontes de pedestres comunitárias que unem as comunidades de ambos os lados, pontes civis (…) e dinamitaram essas duas pontes do lado venezuelano”, declarou Silva a jornalistas.

“Esta ação representa uma violação à lei internacional, à lei humanitária, é uma agressão contra os civis”, acrescentou o funcionário.

FONTE: Terra / COLABOROU: Rodrigo Machado

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Dia da Bandeira

(19 de novembro de 2009)

Marinheiros, Soldados e Aviadores do Brasil, servidores civis deste Ministério, homens e mulheres que honram e defendem nossa Bandeira, fazemos hoje pausa e reverência para o nobre pendão de nossa Pátria, renovando, uma vez mais, a atitude contrita e disciplinada que nos norteia a vida.

Vemos a Bandeira Nacional e rememoramos suas raízes. O verde, cor da Casa dos Bragança e de nossas pujantes matas. O amarelo da Casa dos Bourbon, retrato presente de nossas riquezas naturais e do generoso sol que nos ilumina. Na esfera azul, o céu da Proclamação da República, as estrelas representativas dos Estados brasileiros. E no Cruzeiro do Sul, a trave vertical a apontar ao alto e nos lembrar de Deus, da fraterna união entre os povos e do futuro alvissareiro reservado àqueles que souberem fazer da Ordem o caminho honrado para o Progresso.

Vemos na Bandeira os heróis de nossa terra, a garra de nossos atletas e a prosperidade de nossos filhos. Vemos na Bandeira, ainda, o orgulho cívico de nosso povo, as luzes de nossa cultura, a riqueza dos nossos ideais e a solidariedade das missões de paz.

À Bandeira ofertamos o preito de amor e lealdade dos que aqui perfilam, os testemunhos de glória do passado e a infatigável luta pelo Brasil melhor no amanhã.

Todos nós, que servimos à Defesa da Pátria e formamos juntos nesta data, prosseguimos resolutos no cumprimento do dever e renovamos o juramento eterno de mantê-la impoluta e invicta a iluminar o futuro de nosso Brasil.

NELSON AZEVEDO JOBIM
Ministro da Defesa

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vinheta-destaque-forteBrasília (DF) – No dia 19 de novembro, presidida pelo Comandante do Exército, General Enzo, foi realizada a solenidade comemorativa ao Dia da Bandeira no Quartel-General do Exército. A Bandeira Nacional foi hasteada ao meio-dia pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Darke. Na oportunidade, as Bandeiras inservíveis foram incineradas.

A Bandeira do Brasil foi criada em 19 de novembro de 1889, quatro dias depois da proclamação da República. Ela foi projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos. O desenho foi feito por Décio Vilares e a inspiração veio da bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean-Baptiste Debret, com o círculo azul e a frase positivista “Ordem e Progresso” no lugar da coroa imperial. A única alteração na Bandeira Nacional, desde então, foi em 1992, quando a Lei Nr 8.421, de 11 de maio de 1992, fez com que todos os novos Estados brasileiros, bem como o Distrito Federal, fossem representados pelas estrelas, bem como Estados extintos fossem suprimidos de sua representação.

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FONTE: EB

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vinheta-clipping-forte A China espiona os Estados Unidos mais e mais, na medida em que o país asiático desenvolve ferramentas mais refinadas de guerra eletrônica e de recrutamento, advertiu nesta quinta-feira um informe divulgado por uma comissão do Congresso americano.

A China está mudando sua forma de espionagem”, frisou Carolyn Bartholomew, presidente da US-China Economic and Security Review Commission.

E recomendou uma abordagem mais dura dos Estados Unidos em seu comércio com a China, reiterando acusações de que Pequim estaria manipulando o valor de sua moeda.

Segundo a comissão, foi observado um brusco crescimento dos ataques cibernéticos a partir da China, voltados para derrubar ou se infiltrar em sites do governo americano ou de adversários percebidos como tais por Pequim, a exemplo do líder espiritual tibetano Dalai Lama, no exílio.

O coronel Gary McAlum informou à comissão que o Pentágono chegou a registrar 54.640 incidentes ligados a ciberataques em 2008, o que representa um aumento de 20% em relação a 2007, e que a progressão poderia atingir 60% este ano.

Segundo o estudo, a China é o país mais agressivo em termos de espionagem contra os Estados Unidos e Pequim procura recrutar mais e mais espiões americanos.

O relatório destaca que as práticas de recrutamento mudaram. Antes, a China procurava contratar cidadãos de dupla nacionalidade – americano/chinesa – acreditando, muitas vezes erroneamente, que eles se mostrariam sensíveis à sua causa: agora, as autoridades chinesas procuram, sobretudo, pagar a seus informantes, seguindo o modelo soviético.

FONTE: AFP, via UOL

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UH-60 Black Hawk_Iraque

Os BLACK HAWK do US Army, acumularam mais de 1 milhão de horas de voo no Iraque e Afeganistão, operando atualmente mais de 350 destes helicópteros nas duas operações.

Desde Fevereiro de 2003, os BLACK HAWK estão desenvolvendo vários tipos de missões, mantendo uma taxa de 84% de disponibilidade e operando em condições de extremo calor e em uma área onde a areia é presença constante.

O helicóptero BLACK HAWK opera nos mais extremos e rigorosos ambientes, uma prova de sua durabilidade e eficácia“, disse Scott Starrett, presidente da Sikorsky Military Systems. E completou: “É comprovadamente uma aeronave de combate.”

O US Army possui hoje uma frota de 1.740 BLACK HAWK, que já acumularam quase 6 milhões de horas de voo.

Mais de 3.000 helicópteros BLACK HAWK estão em uso hoje, operando em 27 países diferentes, entre eles o Brasil, que opera na AvEx e na FAB.

BLACK HAWK tornou-se líder mundial no seguimento de helicópteros multi-missão, na qual a aeronave pode ser configurada para transportes de tropas, evacuação médica(EVAM), guerra eletrônica, ataque, suporte de assalto e operações especiais.

UH-60 Black Hawk

FONTE: Sikorsky FOTOS: US Army

 

vinheta-clipping-forteOs ministros de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e da China, Liang Guanglie, chegaram a um acordo para aumentar a cooperação militar bilateral em temas como a formação de oficiais ou as missões de paz, na reunião mantida entre ambos em Pequim, informou a agência oficial “Xinhua” em 17 de novembro.

Os dois titulares de defesa pactuaram também aumentar a cooperação em indústria militar, ciência e tecnologia, assim como criar uma comissão conjunta dos dois ministérios para aumentar os intercâmbios e a cooperação.

Jobim, citado por “Xinhua”, destacou que o Brasil espera aprofundar sua cooperação pragmática com as Forças Armadas chinesas, no marco da relação estratégica das duas nações emergentes.

Já Liang ressaltou que as relações entre Pequim e Brasília “entraram em uma nova fase de completo desenvolvimento”, a que se iniciou após 2004, ano no qual o presidente da China (Hu Jintao) visitou o Brasil e seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, fez o mesmo na China.

FONTE: EFE, via G1

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Fernando Lugo revista tropas exército Paraguaio - foto Reuters, via Gazeta do Povo

Ricardo Bonalume Neto

vinheta-clipping-forteA coincidência entre o apagão de terça-feira passada (10) e o início nesta segunda-feira de um grande exercício militar no sul do Brasil que inclui a ocupação de uma usina hidrelétrica “binacional” despertou temores no Paraguai de que o objetivo do exercício seria simular uma eventual tomada da usina de Itaipu.

“Brasil prepara simulacro de guerra dirigido ao Paraguai”, dizia um título na primeira página de sábado passado (14) do jornal paraguaio “ABC Color”.

“O exercício se anuncia umas 72 horas logo depois que um apagão por falhas não esclarecidas em Itaipu deixou no escuro seis grandes Estados brasileiros e arrastou todo o Paraguai”, escreveu o jornal.

Na verdade, a operação está planejada faz vários meses; uma manobra deste tamanho não se improvisa em apenas uma semana.

A Operação Laçador é o maior exercício militar da América Latina. A manobra coordenada pelo Comando Militar do Sul envolve mais de 8.000 homens das três forças e inclui 13 navios, dois submarinos e 53 aeronaves da FAB.

O cenário envolve a disputa por energia, tanto hidrelétrica como de petróleo. A “guerra” é entre o país “verde” –representado por Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul– e o “amarelo” –boa parte do resto do RS. Justamente para evitar interpretações diplomaticamente sensíveis, o exercício será longe de fronteiras.

A “guerra” começa com os “amarelos” invadindo campos de petróleo em torno de Rio Grande (RS) pertencentes aos “verdes”, cuja missão é retomá-los, e também ocupar a usina “binacional”, representada pela usina de Itá, no rio Uruguai, em Santa Catarina, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Militares de várias partes do Brasil vão integrar a operação. São as principais unidades do Exército que estariam envolvidas em uma ação real de pronto emprego, como a retomada de uma hidrelétrica.

FONTE: Folha Online     FOTO: (R. Urzua) Reuters, via Gazeta do Povo

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‘Afeto com nosso vizinho é inquebrantável’, diz Uribe; embaixador venezuelano afirma que clima é de ‘pré-guerra’

vinheta-clipping-forteBOGOTÁ – A Colômbia deportou neste domingo, 15, quatro membros da Guarda Nacional da Venezuela capturados há dois dias em solo colombiano, em um gesto para aliviar as tensões diplomáticas entre os países vizinhos. Os militares haviam sido presos enquanto viajavam de barco em um rio na província fronteiriça de Vichada.

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, afirmou que os quatro deportados “devem levar de volta a mensagem de que existe afeto de irmandade para a Venezuela e que esse afeto é inquebrantável”.

A declaração não foi suficiente para desarmar os ânimos na região. Gustavo Márquez, embaixador venezuelano na Colômbia, afirmou neste domingo que há “uma situação de pré-guerra” que ameaça a Venezuela e a hipótese de uma invasão patrocinada pelos Estados Unidos não deve ser descartada.

“O presidente Chávez disse que tínhamos que nos preparar para a guerra, porque há uma situação de pré-guerra: está sendo construído um cenário de guerra que ameaça a Venezuela e todos os países da região”, disse Márquez em declarações publicadas pelo jornal colombiano El País, de Cali.

Para ele, o acordo militar assinado entre Colômbia e EUA, pelo qual tropas americanas poderão usar bases militares em território colombiano, é inconveniente e ameaça a soberania regional, “embora respeitemos essa decisão do Estado colombiano”.

O embaixador venezuelano acrescentou que é necessário refletir sobre estes fatos para buscar um caminho que permita recompor as relações bilaterais, congeladas desde agosto por ordem de Chávez. “Como consequência da falta de transparência, não há confiança, e quando não há confiança, não pode haver relações estáveis”, afirmou o diplomata.

A tensão entre os dois países aumentou desde que Chávez alertou seus compatriotas para a possibilidade de uma guerra por causa do acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos e pediu para que estivessem preparados. Chávez vê o convênio, que permite a militares americanos o uso de bases colombianas, como uma ameaça para seu país e a região.

Dias depois da polêmica declaração, o presidente da Venezuela disse que apenas fez uma reflexão baseada no ditado latino “si vis pacem, para bellum” (“se queres a paz, prepara a guerra”) e atribuiu a “uma manipulação midiática” a compreensão de que sua fala seria uma convocação ao confronto.

FONTE: Estadão

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