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Tropas brasileiras deveriam deixar o Haiti

Mark Weisbrot

O Brasil deveria começar a defender os direitos humanos pelo lugar em que exerce a maior influência, que, hoje, são as tropas da ONU no Haiti.

A declaração da presidente eleita Dilma Rousseff, neste mês, de que fará o Brasil se opor às violações dos direitos humanos no Irã foi recebida aqui em Washington com certa animação. É evidente que o Departamento de Estado não enxerga essas coisas sob uma perspectiva humanitária, mas utiliza os direitos humanos como arma política para promover o ódio contra os alvos de sua preferência.

Mesmo assim, a politização dos direitos humanos por parte de Washington não é motivo para um país como o Brasil se abster de defender os direitos humanos em todo o mundo, de maneira movida por princípios, e não política.

Mas também o Brasil deveria começar pelo lugar em que exerce a maior influência; no momento, esse lugar é o Haiti, onde o Brasil chefia a missão militar da ONU (a Minustah) que ocupa o Haiti.

Essa missão teve legitimidade questionável desde o início, quando foi enviada ao Haiti depois de o governo democraticamente eleito do presidente Jean-Bertrand Aristide ter sido derrubado em um golpe de Estado em 2004.

O golpe foi resultado direto dos esforços dos EUA para derrubar o governo de Aristide. Membros do governo constitucional foram postos na prisão e milhares dos partidários do governo foram mortos.

A Minustah desenvolveu uma reputação de brutalidade e violações dos direitos humanos, que incluem a invasão de um dos maiores bairros pobres do Haiti, em julho de 2005, deixando dezenas de civis mortos ou feridos.

Neste mês, o Haiti promoveu eleições presidenciais, financiadas pelos Estados Unidos, das quais o maior partido político foi excluído.

Foi o equivalente a promover uma eleição no Brasil sem permitir a participação do PT ou do PSDB. As eleições também foram maculadas por fraudes e pela ampla exclusão de eleitores.

Basicamente, a Minustah veio tomar o lugar, como força repressora, do odiado exército haitiano, que o presidente Aristide aboliu. Washington não permite que haja democracia no Haiti, porque os haitianos inevitavelmente escolheriam um governo de esquerda.

Telegramas divulgados recentemente pelo WikiLeaks ilustram que o objetivo de Washington é manter o controle sobre o governo do Haiti e, especialmente, sobre suas relações exteriores.

Por que o Brasil deveria participar da negação de direitos humanos e democráticos básicos do Haiti? E, para agravar a situação ainda mais, a Minustah provocou uma epidemia de cólera que já matou 2.400 pessoas e contaminou mais de 109 mil, provavelmente devido à negligência criminosa e grosseira de despejar dejetos humanos no rio Artibonite. Milhares de haitianos foram às ruas para exigir que as tropas da Minustah deixem o país.

A Minustah custa mais de US$ 500 milhões por ano, sendo que a ONU não consegue levantar nem um terço desse valor para combater a epidemia que a própria missão causou. E agora ainda pede aumento dos recursos para a Minustah, para além de US$ 850 milhões.

Organizações e líderes políticos progressistas, incluindo a maior confederação sindical -a CUT-, o MST e líderes políticos do PT, como Markus Sokol, pediram que o Brasil retire suas tropas do Haiti.

Dilma deveria dar ouvidos à sua base e à população do Haiti, que não pediu esse exército de ocupação, que não tem razão legítima para estar lá.

Como afirmou a CUT, o Brasil deveria “enviar médicos e engenheiros, não tropas de ocupação”.

MARK WEISBROT é codiretor do Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas ( www.cepr.net ), em Washington, e presidente da Just Foreign Policy

FONTE: CCOMSEX/FSP

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Alistamento no EB começa na segunda

A partir desta segunda-feira (3), estará aberto o prazo para o alistamento no Exército. Os interessados devem ter o sexo masculino e completar 18 anos em 2011. Quem se alista no início do ano, pode ou não, ser selecionado no segundo semestre para servir.

Para efetuar o alistamento, é importante que o interessado compareça a Junta do Serviço Militar, com a seguinte documentação: Carteira de identidade ou Certidão de nascimento, CPF, Comprovante de residência, 2 fotos 3 x 4, Cópia da documentação acima.

O prazo para o alistamento segue até 30 de Abril.

FONTE: Resenha CCONSEX

 

BOPE realiza operação na favela da Rocinha

Homens do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) do Rio de Janeiro fazem, desde as 7h30 desta quarta-feira (29), uma operação na favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro.

Até as 10h, um suspeito havia sido preso, segundo o coronel Lima Castro, relações-públicas da PM. “Não houve confronto, não há feridos. Só houve disparo de fogos de artifício quando a polícia entrou na favela”.

A ação visa prender traficantes e apreender armas e drogas. “Estamos checando várias denúncias”, disse Lima Castro.

“Operação Papai Noel”

Na Vila Cruzeiro, zona norte, diversas delegacias da Polícia Civil realizam a “Operação Papai Noel”, na qual serão entregues 10.500 presentes para crianças da comunidade. Os policiais irão cercar a comunidade com helicópteros e descerão de rapel com os presentes.

 

Ocorreu no dia 11 de dezembro a passagem de Comando do Centro de Instrução de Aviação do Exército, que iniciou com a tradicional Passagem de Comando Aéreo, na Base de Aviação de Taubaté, e em seguida a cerimônia Militar, nas dependências do CIAvEx, ambas no Comando de Aviação do Exército e foram presididas pelo Gen Ex Esper, Comandante do Comando de Operações Terrestres (COTER).

Assume o CIAvEx o Tenente-Coronel de Cavalaria Alcides Valeriano de Faria Júnior, comandante substituto, no lugar do Coronel de Cavalaria Fábio Benvenutti Castro, Comandante substituído.

As oito horas da manhã, ocorreu a Passagem de Comando Aéreo, tendo o TC Danilo (SubComte. CIAvEx) apresentado a tropa ao TC Alcides, para que e em seguida, o Gen. Esper ordenasse o embarque dos tripulantes em suas aeronaves.

O ForTe foi convidado pelo TC Alcides para tripular a sua aeronave HA-1 Esquilo EB-1013 e a partir dela, registrar toda a cerimônia.

A passagem de Comando Aéreo é uma tradição nas unidades militares aéreas, quando o comandante substituído passa o Comando de sua Unidade ao comandante substituto, que a assume em voo e passa a liderar a sua Esquadrilha.

Nesta cerimônia, com cobertura exclusiva do ForTe, foi realizado o voo de formatura pela Esquadrilha Pégaso, composta por cinco aeronaves HA-1 Esquilo e dois HM-1 Pantera, sendo um deles pertencente ao CIAvEx, e que foi tripulado pelo Cel. Castro e o Gen. Peternelli.

Tendo a aeronave HA-1 Esquilo do COTER ocupado a sua posição no dispositivo, inicia-se a cerimônia de Passagem de Comando Aéreo.

O HM-1 Pantera pilotado pelo Cel. Castro, deixa a liderança da Esquadrilha Pégaso e se desloca para o seu lugar no dispositivo, a direita da aeronave do COTER.

Em seguida, o HA-1 Esquilo pilotado pelo TC Alcides, abandona a última posição da Esquadrilha e se posiciona a esquerda da aeronave do Gen. Esper, ficando as aeronaves dos comandantes, substituto e substituído, hoverando uma de frente para outra .

Ao fim da Passagem de Comando Aéreo, as aeronaves trocam de posição e o novo Comandante assume, pela primeira vez, o comando de sua Unidade, liderando a Esquadrilha Pégaso para uma passagem baixa sobre o CAvEx.

Após o pouso, o Cel. Castro e o TC Alcides, foram recebidos com muita emoção pelas as suas famílias no pátio das aeronaves.

Novamente tropa formada, é encerrada a Passagem de Comando Aéreo com os cumprimentos entre os Comandantes e, um a um o Cel. Castro passa cumprimentando a todos os seus ex-comandados que participaram do voo.

Em seguida, no prédio da Torre de Controle, a família do Cel. Castro inaugurou a foto oficial, que permanecerá exposta na galeria de fotos dos ex-comandantes do CIAvEx e onde  o mesmo recebeu o Distintivo de Comando pelas mãos dos Generais Esper, Vilela e Peternelli.

As 10:30Hs da manhã, ocorreu a Formatura Militar de Passagem de Comando, que contou ainda com a presença do Gen Ex Vilela, Comte. CMSE, Gen Bda Araújo Lima, Comte. 12° BIL, do Estado Maior da AvEx, Comandantes das demais OM’s, autoridades Civis e Militares e convidados.

Encerrando a cerimônia militar, foi realizado desfile da tropa em continência ao novo Comandante do Centro de Instrução de Aviação do Exército, TC Alcides.

Os Comandantes  subustituto e substituído recepcionaram os convidados no Clube dos Oficiais, onde foi feita uma última surpresa ao Cel. Castro, a exibição de um vídeo, elaborado pelo RP do CIAvEx, com fotos ilustrando parte da sua carreira a frente do CIAvEx.

Vídeo da Passagem de Comando Aéreo

NOTA do EDITOR: Agradecemos ao amigo Castro, um soldado cujas veias correm sangue verde-oliva, por toda a colaboração que nos deu durante o seu Comando e sabendo antecipadamente que o TC Alcides vai dar continuidade ao nosso trabalho junto ao CIAvEx. Desejamos aos Comandantes, substituto e substituído, muito sucesso nesta nova etapa de suas carreiras no nosso Exército Brasileiro.

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Governos queriam que DEA ‘espionasse adversários políticos’

Documentos da diplomacia americana, recém-vazados pelo WikiLeaks e divulgados neste domingo pelo New York Times, sugerem que governos pressionaram a agência antidrogas americana (DEA, na sigla em inglês) para grampear telefones, inclusive de adversários políticos.

Entre os governos citados estão os do Panamá e o do Paraguai.

Segundo o jornal americano, a DEA acabou se convertendo em uma organização global de inteligência, com atuação mais abrangente do que o combate às drogas.

Um dos documentos cita uma suposta mensagem de BlackBerry do presidente panamenho, Ricardo Martinelli, à embaixadora americana no país pedindo ajuda para grampear telefones, em agosto de 2009. Mensagem que, segundo ela, não fazia distinções entre alvos de segurança legítimos e inimigos políticos.

O governo panamenho respondeu em comunicado que o pedido foi mal-interpretado. O pedido de ajuda era para a luta contra o crime, o tráfico de drogas e o crime organizado, diz o comunicado. Nunca pedimos ajuda para grampear políticos.

Pressões

Em telegrama diplomático de fevereiro deste ano, o DEA tenta resistir a supostos pedidos do governo do Paraguai para espionar o grupo guerrilheiro EPP (Exército do Povo Paraguaio), acusado de sequestros e assassinatos no país.

Segundo o New York Times, diante da recusa, o ministro do Interior paraguaio, Rafael Filizzola, ameaçou fechar as operações do DEA no país.

Os diplomatas depois concordaram em permitir os grampos para investigar sequestros, por não terem outra opção viável, diz um telegrama.

O jornal americano afirma que a DEA tem 87 escritórios em 63 países e que há muitos governos interessados em se aproveitar de sua tecnologia de grampeamento.

Um porta-voz da agência antidrogas não quis comentar o assunto no sábado, alegando que os documentos divulgados pelo WikiLeaks são considerados secretos.

Ações escusas

Os documentos vazados mostram os agentes antidrogas tentando equilibrar diplomacia e ação policial no trato com políticos que por vezes mantinham relações escusas com o narcotráfico.

Em documento de março de 2008, diplomatas americanos na Guiné relatam que uma incineração de drogas apreendidas fora forjada.

“A incineração foi uma tentativa ridícula (do governo da Guiné) de provar que existe uma campanha contra os narcóticos. Se algo foi provado, é que a influência dos traficantes chegou aos mais altos níveis do governo”, diz o documento.

Outro telegrama diz que a tentativa de um promotor de obter propina quase paralisou uma grande investigação sobre tráfico de cocaína na Serra Leoa.

FONTE: O Globo/BBC

 

Problemas de acesso no Poder Aéreo

Alguns leitores reclamaram que o Poder Aéreo não está sendo atualizado desde o dia 14 de dezembro.

Na verdade, depois da mudança para um servidor dedicado, parte dos leitores ainda está visualizando os dados do dia 14, provavelmente por causa do cache do provedor.

Para acessar o Poder Aéreo atualizado, acesse pelo seguinte IP:

http://72.10.53.129/

 

Na do Norte, governo diz estar preparado para uma “guerra santa”, usando armas nucleares.

Depois de a Coreia do Sul realizar o seu maior exercício militar com munição real, o ministro das Forças Armadas da Coreia do Norte, Kim Yong-Chun, disse ontem que o país está preparado para travar uma “guerra santa” contra o vizinho. De acordo com o ministro, armas nucleares serão usadas no conflito, que teria sido provocado pelas manobras sul-coreanas. Porém, o governo do Sul diz que a ação é uma resposta ao ataque norte- coreano que, há um mês, matou quatro pessoas na ilha de Yeonpyeong.

– As Forças Armadas revolucionárias da RPDC (sigla oficial da Coreia do Norte) estão plenamente preparadas para guerra santadejustiçaaoestilocoreano, baseada na dissuasão nuclear se for necessário para enfrentar as ações inimigas que deliberadamente levam a situação à beira da guerra – advertiu a agência norte-coreana KCNA.

Especialista diz que guerra é inevitável

Até ontem, o regime comunistas vinha mantendo uma posição contida. Na segunda- feira, no primeiro dia de exercícios, a Coreia do Norte afirmou que não valia a pena reagir às manobras, porque o governo de Seul já teria mudado o seu alvo.

Os EUA já haviam advertido a Coreia do Norte, na quarta-feira da semana passada, contra qualquer reação violenta, e afirmado que os exercícios sul-coreanos são defensivos. Os americanos mantêm 28.500 soldados na parte sul da península.

O exercício
Por volta das 15h local (4h no horário de Brasília), em uma demonstração de força, tanques da Coreia do Sul fizeram disparos de artilharia e jatos de combate lançaram bombas. Durante as manobras, realizadas em uma área de treinamento na região montanhosa de Pocheon, a 30 quilômetros da fronteira com o Norte, o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak, visitou uma base militar.

– Eu pensei que pudéssemos garantir a paz se tivéssemos paciência, mas não foi o caso – disse Lee para as tropas, de acordo com seu gabinete, acrescentando que reagirá se o país voltar a ser atacado. – Atacaremos sem piedade.

Após o comunicado do governo do Norte, Seul reafirmou sua prontidão para a batalha e a determinação de mostrar uma reação à altura. O presidente Lee Myung-Bak ainda criticou o governo comunista.

– O povo do Norte está quase morto de fome. Com o dinheiro gasto para fazer armas atômicas, as pessoas poderiam viver – disse Lee.

O governo de Seul insiste que os exercícios, que começaram a ser realizados na quarta- feira, no Mar do Japão, a 100 quilômetros fronteira da Coreia do Norte, têm caráter defensivo. Em resposta, os vizinhos qualificaram o Exército sul-coreano como “belicista”.

– Eles dizem que vão iniciar manobras com tiros reais, com a participação de F-15K (aviões de combate), de tanques e canhões em uma base militar de Pocheon – afirma o comunicado, divulgado antes do fim das manobras.

O cenário de guerra, para o analista do Conselho de Relações Exteriores, com sede em Washington, Peter Beck, é inevitável.

– A questão não é saber se haverá uma nova provocação, e sim, quando – estima Beck, para quem o governo norte-coreano necessita deste tipo de ação para fortalecer a posição de Kim Jong-Un, filho do ditador Kim Jong-Il escolhido para sucedê-lo.

– O objetivo é apresentar Jong-Un como um líder forte e sólido, unindo as pessoas em torno do regime ao alimentar o temor de uma guerra – argumenta.

As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra porque a Guerra da Coreia de 1950-53 terminou em armistício, não em tratado de paz.

FONTE: Força Aérea Brasileira / Jornal do Brasil

 

Madri – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao venezuelano Hugo Chávez que “baixasse o tom contra os Estados Unidos”, publicou nesta quarta-feira o jornal espanhol El País, citando documentos do departamento de Estado americano divulgados pelo site Wikileaks. O presidente brasileiro enviou seu ex-ministro José Dirceu a Caracas para advertir Chávez e dizer a ele que não “brincasse com fogo”.

“A incendiária retórica de Hugo Chávez desde seu primeiro mandato presidencial não incomodava apenas os Estados Unidos, principal destinatário das declarações, mas também o Brasil, cujo presidente Lula da Silva quis aplacar a virulência do discurso bolivariano com mensagens privadas que pediam contenção”, destaca o El País.

Dirceu revelou sua conversa com Chávez ao embaixador americano em Brasília, John Danilovich, segundo os documentos do WikiLeaks.

Ao que parece, a recomendação de Lula não teve efeito sobre o presidente venezuelano, que “continuou atacando os Estados Unidos em todas as frentes”.

Por sua vez, o chefe da delegação diplomática americana explicou a Dirceu que a política de Washington “neste sentido era não responder a Chávez para não dar motivos a ele, para que se afogue ele mesmo”, escreveu o El País.

Dirceu “prometeu comunicar a Chávez que não apenas o governo dos Estados Unidos era hostil a ele, mas também as elites americanas, e mesmo o homem comum começavam a enxergar a Venezuela como um problema, e que esta tensa situação com a sociedade americana não beneficiava nem a ele, nem ao país”.

Naquela reunião, os dois também discutiram a posição cubana a respeito do tema. Na opinião de Dirceu, apesar das excelentes relações entre Caracas e Havana, o aumento das tensões na região não interessa a Cuba.

Por outro lado, a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 “reforçou a liderança regional do Brasil e a figura do presidente Lula da Silva”, afirmou o jornal, de acordo com a documentação do WikiLeaks.

“O governo do Brasil está percebendo que enfrenta desafios fundamentais como a preparação dos Jogos, e mostrou muito mais abertura em áreas como cooperação e a troca de informações com os Estados Unidos, a ponto de admitir a possibilidade de ameaças terroristas”, escreveu a encarregada de negócios, Lisa Kubiske, em dezembro de 2009, três meses depois do anúncio de que o Rio sediaria as Olimpíadas.

FONTE: Jornal do Brasil

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ForTe DESEJA UM FELIZ NATAL

São os votos de:

Alexandre Galante, Guilherme Poggio, Fernando de Martini, Luiz Padilha, José Carlos Ciquini, Ricardo Ogata e Guilherme Wiltgen

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Os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro trouxeram à tona a realidade de que o brasileiro entende, respeita e prestigia seus militares. Todos os que lidam com esta classe, que é numerosa, sabem que a norma é o respeito, a dignidade e a vocação para servir. Amparados em valores fundamentais para que uma nação se faça respeitar: austeridade, dignidade e compostura. A começar pelos seus próprios, que, mesmo sem verbas, estão sempre pintados e limpos. Nos oficiais e funcionários civis, a vestimenta é sempre correta, assim como a apresentação pessoal.

Os militares desenvolvem um papel importante no atendimento às populações ribeirinhas na região amazônica, por exemplo, em que tudo depende da Marinha ou da Aeronáutica. As fronteiras terrestres entregues ao Exército, que poderia ser mais bem aproveitado no combate ao contrabando de drogas e às invasões de nosso território por criminosos de países vizinhos. Mesmo nos grandes centros, não foram poucas as vezes em que foram às ruas para a preservação da ordem e do respeito.

O presidente Lula entendeu o papel dos militares, os serviços prestados e, de certa maneira, os prestigiou ao longo de seus dois mandatos. Barrou manobras revanchistas que certamente desaguariam em crise desgastante.

Agora, vamos precisar dos militares mais uma vez. Já são muitas as frentes de obras confiadas a regimentos de engenharia do Exército, como a Cuiabá–Santarém, tal vez a mais importante estrada em pavimentação no Brasil atualmente. E, para atender a Copa de 14, certamente deveremos ter tropas treinadas para ajudar as polícias estaduais durante o período do evento. A mais, vamos ter de aprovar na ONU o aumento de nossa plataforma continental, onde temos direito assegurado, antes que aventureiros venham pescar em nossas águas profundas o nosso petróleo. E a Marinha do Brasil é a autora dos estudos, assim como foi do presidente Emílio Médici a coragem de fixar as 200 milhas e não dar ouvidos aos protestos de grandes nações.

O governo concluirá que a questão dos aeroportos passa pela Aeronáutica, que sempre atuou com competência nesta área. As coisas degringolaram depois que a Infraero passou à esfera civil e o DAC virou agência reguladora. E tudo isso com amplo respaldo popular, mas com os protestos dos recalcados de sempre, gente deformada intelectualmente. O Brasil, entretanto, é maior do que eles.

O regime militar, que tantos criticam, merece reparo pelo excesso de zelo do Marechal Castelo Branco, que afastou os militares da carreira política, criando uma série de obstáculos. Até então, o Parlamento brasileiro sempre contou com a presença de ilustres militares. Nos anos 50, por exemplo, o Rio de Janeiro, capital federal, chegou a ter três senadores militares – os generais Gilberto Marinho, que presidiu o senado e exerceu dois mandatos, Napoleão de Alencastro Guimarães e Caiado de Castro. Grandes deputados, como José Costa Cavalcanti, de Pernambuco, Menezes Cortes, Mendes de Morais e Amauri Kruel, do Rio. No antigo estado do Rio, a figura maior foi o Almirante Amaral Peixoto, mas também tiveram governadores, como os generais Macedo Soares e Paulo Torres. Logo, militar é uma coisa; ressentimento de gente que no passado errou, e errou feio, é outra.

FONTE: Jornal do Brasil

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Nelson Jobim: Críticas são ‘irrelevantes’

Críticas são “irrelevantes”, afirma Jobim – Ministro da Defesa evitou rebater Vannuchi, que o acusou de “macular” sua biografia ao proteger militares, Ministro dos Direitos Humanos diz que colega é “defensor de posição equivocada” sobre os crimes da ditadura.

O ministro Nelson Jobim (Defesa) classificou de “irrelevantes” as críticas do colega Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), que o acusou de “macular” a biografia para proteger militares que cometeram crimes na ditadura.

Em entrevista à Folha, Vannuchi disse que Jobim reforçou “os piores segmentos militares” ao combater a proposta de criação da Comissão da Verdade, destinada a investigar abusos do regime.

O titular da Defesa não quis rebater o colega, mas mostrou irritação. “Absolutamente sem comentários. Irrelevantes”, afirmou Jobim sobre as críticas, em ato no Clube Naval de Brasília.

Ele ainda confirmou que a decisão sobre a compra de novos caças para a Aeronáutica ficará para Dilma.

O presidente Lula evitou comentar a polêmica entre os ministros, mas disse aos oficiais que mudou de opinião sobre as Forças Armadas.

“Foi preciso chegar à Presidência para reconhecer a importância de vocês. Eu e muitos de fora tínhamos uma visão equivocada.”

Em São Paulo, Vannuchi disse que a anistia a torturadores é a “mãe de todas as impunidades”. “Não considero o Jobim fascista, canalha, o considero defensor de uma posição equivocada.”

A duas semanas de deixar o cargo, ele também voltou a mira contra o ex-presidenciável José Serra (PSDB), a quem acusou de ter promovido uma “regressão medieval” ao usar a condenação do aborto como arma eleitoral contra Dilma Rousseff.

Ele acrescentou que setores do PSDB estariam envergonhados pelo uso do aborto. “Tenho a impressão de que o Serra vai se dar conta disso”, disse.

Vannuchi classificou o recuo da presidente eleita sobre o tema como “eleitoralmente correto”.

O ministro ainda atacou setores do Legislativo e do Judiciário ao lembrar que tirou do PNDH (Programa Nacional de Direitos Humanos) o veto aos crucifixos em repartições públicas.

“Tiramos, mantendo eu a mais absoluta convicção de que é errado ter Jesus Cristo abençoando falcatruas no Senado, na Câmara e nas Assembleias. Ou ter Jesus Cristo abençoando sentenças judiciais de um juiz Lalau e muitos parecidos com ele.”

Jobim ‘maculou’ biografia, diz Paulo Vannuchi

Jobim se recusou a fazer comentários sobre a entrevista do secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, concedida à Folha hoje. Nela, Vannuchi diz que Jobim “maculou” sua própria biografia e “reforçou os piores segmentos militares” ao criticar a proposta encampada pelo secretário de criar uma Comissão da Verdade para dar resposta às famílias de desaparecidos políticos durante a ditadura militar (1964-1985). O PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) foi alterado após pressão de Jobim.

“Sem comentários. Absolutamente sem comentários. [As declarações de Vannuchi são] irrelevantes”, afirmou Jobim.

Na entrevista à Folha, Vannuchi também faz críticas a uma suposta cultura ainda presente nas Forças Armadas, conectada ao contexto da Guerra Fria. O secretário defendeu na entrevista, repetindo um ponto já presente na Estratégia Nacional de Defesa, criada em 2008, uma formação com mais ênfase em direitos humanos e direito constitucional.

Perguntado sobre o assunto, Jobim novamente disse que não iria comentar, mas afirmou, indiretamente, que Vannuchi “fala sobre o que não sabe” ao dizer que esses pontos não fazem parte atualmente da formação militar.

“Eu não vou comentar os comentários do ministro Vannuchi”, afirmou o ministro. “Quem não conhece a estrutura interna do ensino das Forças Armadas é que pode afirmar que não há estudos dessa matéria. Há, e basta ver o aprofundamento que assumimos o compromisso, em 2008, na Estratégia Nacional de Defesa. Portanto, fala-se sobre o que não se sabe.

Horas antes, em discurso em solenidade de promoção de oficiais-generais das Forças Armadas, no Clube Naval, Jobim, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se alinhou com a posição de Vannuchi ao defender a necessidade de a presidente eleita, Dilma Rousseff, em sua política de Defesa, dar prioridade aos direitos humanos na formação dos militares.

Segundo Jobim, era necessário dar “continuidade, para poder germinar, à reestruturação do ensino das Forças, com ampliação do conhecimento sobre direito constitucional e direitos humanos”.

FONTE: Folha de São Paulo

 

Dilma mantém os três comandantes militares

Decisão é anunciada a cada um, em encontros sem a presença do ministro da Defesa; presidente promete escolher o futuro caça da FAB até junho

Em recado para a área militar, a presidente eleita, Dilma Rousseff, escanteou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, do processo de confirmação nos cargos dos atuais comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Dilma recebeu ontem, na Granja do Torto, separadamente, o general Enzo Peri, o almirante Júlio Soares de Moura Neto e o brigadeiro Juniti Saito, quando cobrou “lealdade” a ela, que é comandante-suprema das Forças Armadas. A presidente foi aconselhada e decidiu manter Jobim no Ministério por entender que a pasta está bem conduzida, em meio a um processo de consolidação da área da Defesa.

O encontro com os três comandantes, nos moldes que ocorreu, foi sugerido pelo ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, que teve muito contato com os militares durante a elaboração da Estratégia Nacional de Defesa. Dilma acatou, inclusive, a sugestão de que a conversa fosse separada e a sós, sem a presença de Jobim, a quem os comandantes estão subordinados, para que ela pudesse pedir a lealdade de conduta a ela e não ao ministro.

Jobim havia sugerido sua presença no encontro, mas não foi atendido. Foi avisado de que outra reunião entre ele, a presidente e os três comandantes seria marcada para breve.

Mantidos. Dilma, que já conhecia os três comandantes – com os quais debateu problemas de cada um em sua passagem pela Casa Civil -, manterá todos os três nos respectivos cargos. Em nenhum dos encontros se tratou de direitos humanos ou da criação da chamada “Comissão da Verdade” – mas com todos os três foi debatida a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro. Ela assegurou que a presença das tropas no Estado será uma coisa episódica, como prevê a legislação, e não por tempo indeterminado, como desejava o governador Sérgio Cabral. Avisou, ainda, que não haverá participação das Forças Armadas em novas ações nos morros do Rio.

No encontro com o almirante Moura Neto, da Marinha, Dilma falou de sua preocupação com a proteção ao pré-sal e defendeu o projeto do submarino nuclear. Para a Aeronáutica, prometeu que até no final do primeiro semestre definirá o processo de compra dos caças. Justificou que precisa estudá-lo mais detidamente para se convencer da opção. Ontem mesmo, em entrevista, o ministro Jobim avisou que não será aberto um novo processo de seleção dos caças, mas que a presidente apenas precisa de um tempo para analisar e discutir o assunto.

FONTE: O Estado de S. Paulo – 21/12/2010

 

Israelenses e palestinos retomaram em 2010 a “negociação direta” sob a supervisão dos Estados Unidos, mas o processo emperrou logo depois do seu início e agora no fim do ano parece dar sinais de retrocesso.

Após fracassar em sua tentativa de levar Israel a frear a expansão de colônias judaicas, a condição importa pelos palestinos para o diálogo, os EUA retornaram ao formato de “negociação indireta”, uma fórmula que parecia superada.

Longos meses de trabalho sob esse formato, no qual os mediadores americanos apresentaram a cada parte as posturas da outra, levaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a se sentarem em torno de uma mesma mesa de negociações.

Apesar disso, o diálogo, iniciado no começo de setembro, foi suspenso por Abbas três semanas depois, após Netanyahu permitir novamente a construção de colônias em território palestino, pondo fim a dez meses de moratória.

Apesar de os EUA terem oferecido um importante plano de ajuda política e militar em troca da ampliação da moratória por três meses, Israel não cedeu, levando Washington a optar no início de dezembro pela volta das “negociações indiretas” entre as partes.

A diferença entre a etapa de “negociação indireta” anterior e o novo modelo é que, na atual, o mediador dos EUA, George Mitchell, solicita que cada parte coloque por escrito sua posição sobre os assuntos cruciais do conflito, para em seguida apresentá-la ao outro lado.

Na etapa anterior, as transações eram verbais.

A possibilidade de êxito na atual etapa de “conversas de proximidade” – título oficial da “negociação indireta” – parece menor que na anterior, na medida em que já de antemão conta com a desconfiança tanto de israelenses como de palestinos.

“Para alcançar a paz, não devemos demorar em trabalhar sobre os assuntos cruciais do conflito”, declarou Netanyahu a Mitchell após o reinício de sua mediação.

Netanyahu rejeita a postura palestina de fazer de Jerusalém Oriental a capital desse Estado, que também incluiria Cisjordânia e Gaza.

Aos palestinos, a recuperação do formato de “negociação indireta” também não inspirou muita confiança.

Antes de os EUA atirarem a toalha na tentativa de prosseguir com a negociação direta, um dos principais assessores de Abbas, Yasser Abed Rabbo, já qualificava de “pouco séria” a opção de retornar à fórmula das “conversas de proximidade”.

Após o retorno dessa fórmula, os palestinos passaram a privilegiar seus esforços diplomáticos para o reconhecimento internacional do seu Estado – o que fortaleceria sua legitimidade – sobre os que se dedicam à nova e incerta etapa de “negociação indireta”.

Nas novas “conversas de proximidade” não foram estabelecidos prazos, embora pareça certo que não será cumprido o fixado pelo presidente americano, Barack Obama, pouco depois do início da “negociação direta”.

Semanas depois de israelenses e palestinos voltarem a se sentar em uma mesma mesa de negociação, Obama se dirigiu à Assembleia Geral da ONU para expressar a esperança de que em um ano se alcançasse um acordo para pôr fim a um conflito que começou há mais de seis décadas e que se transformou no mais antigo do mundo.

FONTE: Exército Brasileiro / Terra

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Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, receberam nesta segunda-feira (20), às 14h30, na Base Aérea de Brasília, os três primeiros helicópteros de transporte EC-725 da Eurocopter (Projeto H-X BR). O pacote prevê 50 unidades que foram adquiridas pelo governo brasileiro, sendo 16 para cada uma das Forças Armadas e dois para transporte de autoridades. O cronograma prevê a entrega das últimas unidades em 2016.

A construção dos equipamentos será feita pela fábrica da Helibrás, subsidiária da Eurocopter, instalada em Itajubá (MG). O projeto é uma das consequências da parceria estratégica assinada em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil e da França, Nicolas Sarkozy. O programa prevê transferência de tecnologia e aumento progressivo de conteúdo nacional, com benefício a diversas empresas brasileiras que se tornarão fornecedoras.

É também uma das primeiras consequências da Estratégia Nacional de Defesa. A partir do momento em que as discussões internas da Estratégia apontavam para a necessidade de aumento da capacitação nacional em defesa, e de coordenação do Ministério nos projetos estratégicos das Forças Armadas, as providências nesse sentido passaram a ser tomadas, antes mesmo da publicação do decreto da END, que ocorreu em dezembro de 2008, mesma época dos contratos.

Pelo acordo assinado com os franceses, a fábrica brasileira terá exclusividade de venda dos helicópteros na América do Sul e na África.

Esse projeto custará € 1,847 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões), dos quais € 1,764 bilhão (cerca de R$ 4,9 bilhões) serão financiados pelos franceses, em nove anos, e € 83 milhões (R$ 232 milhões) serão desembolsados diretamente pelo Tesouro. A União foi autorizada, em setembro de 2009 pelo Senado, a obter o empréstimo externo.

Na cerimônia desta segunda, cada Força recebeu um helicóptero, com a configuração definida de acordo com as suas necessidades específicas, e poderá trazer variações de equipamentos. Dois EC-725 serão de uso da Presidência da República e serão operados pelo Grupo de Transporte Especial (GTE).

O modelo EC-725 é a versão mais recente do Super Puma/Cougar. Pode transportar dois tripulantes e até 29 soldados totalmente equipados. Pode carregar também uma carga de combustível de 2.268 kg, o que garante um tempo de voo de até cinco horas. A Helibras, única fabricante brasileira de helicópteros, é associada ao Grupo Eurocopter, controlado pela EADS – European Aeronautic Defence and Space Company.

Desde o início de outubro deste ano foi instaurado o Grupo de Acompanhamento e Controle (GAC), dentro da Helibras, em Itajubá. O grupo é responsável por representar o Exército, a Marinha e a Aeronáutica em todos os assuntos referentes às novas aeronaves EC-725.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social (Ascom) Ministério da Defesa / FOTOS: Agência Brasil

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Soldados da oposição conversam com oficial da ONU em Abidjan. O presidente em exercício da Costa do Marfim Laurent Gbagbo exigiu a retirada imediata de todos os soldados de paz estrangeiros do país, aumentando a tensão política na região. Em um comunicado na rede de televisão estatal neste sábado, a porta-voz de Gbagbo, Jacqueline Oble, disse que o presidente exigiu a “saída imediata da Onuci (missão da ONU no país) e das tropas francesas que a apóiam”.

Oble acusou as tropas da ONU e da França de conspirar com rebeldes e disse que as forças de paz “interferiram seriamente nos assuntos internos da Costa do Marfim”. O correspondente da BBC em Abidjan. John James, disse que a tensão vem crescendo desde que o chefe da Onuci, Choi Young-Jin, reconheceu o líder da oposição, Alassane Ouattara, como o vencedor das eleições de 28 de novembro.

Um acordo de paz assinado por todas as partes deu à ONU o papel de certificar o resultado do pleito. No entanto, Laurent Gbagbo se recusa a deixar o cargo. Ele diz que as eleições foram fraudadas pelos rebeldes que ainda dominam o norte do país após a guerra civil de 2002. Ouattara está atualmente sobre a proteção da ONU em um hotel em Abidjan, a maior cidade do país.

Conflitos

Horas antes do comunicado, a ONU disse que uma de suas patrulhas foi atacada ao entrar na sede da missão em Abidjan. Partidários da oposição dizem que voltarão às ruas da cidade após conflitos armados que deixaram 20 mortos na última quinta-feira. Além da ONU, os Estados Unidos, a França e a União Africana pediram a Laurent Gbagbo que abdique do poder. O presidente francês Nicolas Sarkozy disse na última sexta-feira que Gbagbo deveria sair até o próximo domingo ou enfrentar sanções da União Europeia.

Missão da ONU vai permanecer na Costa do Marfim, diz Ban

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, rejeitou na noite de sábado o ultimato de Laurent Gbagbo, um dos dois presidentes proclamados da Costa do Marfim, para a saída dos soldados da missão de paz da organização do país africano e advertiu que em caso de ataques contra os capacetes azuis existirão “consequências”.
“A missão da ONU, UNOCI, completará seu mandato e seguirá monitorando e documentando qualquer violação aos direitos humanos, incitação ao ódio e à violência, assim como os ataques contra as forças de paz da ONU”, afirma um comunicado divulgado pelo porta-voz do secretário-geral.

Gbagbo pediu a saída das tropas da ONU e das forças francesas da Costa dos Marfim. Ele acusou ambas de apoiar seu rival, Alassane Ouattara, que foi reconhecido como presidente legítimo pela ONU. “Ban está profundamente preocupado com os ataques contra uma patrulha das Nações Unidas e sentinelas da ONUCI executados por elementos das forças da Costa do Marfim, ao que parece as forças leais a Gbagbo”, completa o texto. “Haverá consequências para aqueles que cometeram ou planejaram tais ações ou o façam no futuro”, conclui o comunicado.

FONTE: AFP / BBC

Nota do Blog: O Brasil participa da UNOCI , desde outubro de 2003, com sete militares, no Estado-Maior da Força de Paz: um da Marinha; um do Exército e um da Força Aérea e como Observadores Militares: três do Exército e um da Marinha.

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Valor é a soma dos planos estratégicos de Exército, Força Aérea e Marinha para as duas próximas décadas; porcentagem sobre o pré-sal é alternativa para obter recursos

Marcelo Cabral

O Brasil terá que gastar pelo menos R$ 350 bilhões ao longo dos próximos 20 anos para modernizar suas Forças Armadas. Esse é o valor estipulado pela soma feita pelo BRASIL ECONÔMICO dos planos de reequipamento de Exército, Marinha e Aeronáutica até 2030 para superar o panorama de sucateamento que afeta boa parte do segmento militar do país hoje.

A maior fatia desse bolo (43%) deve ficar com o Exército. A Estratégia Braço Forte – documento que planeja o futuro da força terrestre — prevê R$ 149 bilhões de investimento a longo prazo. Na seqüência, vem a Força Aérea (37%), comos R$ 131 bilhões que constam do Plano Militar Estratégico da Aeronáutica (Pemaer) até 2030. Já os meios navais devem ficar com 20% das inversões, com os cerca de R$ 70 bilhões que constam no Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM) para o mesmo período.

Suaves prestações

Embora o número de R$ 350 bilhões assuste, ele seria amortizado ao longo de duas décadas, o que deixaria uma demanda anual média em torno de R$ 17,5 bilhões. Um valor bastante inferior ao orçamento anual atual do Ministério da Defesa, na casa de R$ 60 bilhões. O grande problema é que, tradicionalmente, a maior parte da verba ministerial acaba contingenciada pelo próprio governo. O que sobra é quase todo utilizado no pagamento de salários, benefícios e gastos de custeio. “Muitos dos recursos da Defesa também acabam indo para projetos como recapeamento de estradas e serviços sociais, como hospitais e escolas mantidas pelos militares na Amazônia”, diz Geraldo Cavagnari Filho,
pesquisador da Unicamp.

Fonte de renda

Assim, qual é a saída? A alternativa defendida pelo Ministério da Defesa é seguir o modelo do Chile, que criou uma porcentagem fixa sobre as vendas de cobre — principal produto de exportação do país—para financiar seus militares e hoje possui as Forças Armadas mais modernas da América Latina.

No caso do Brasil, em vez do metal, a taxa seria cobrada sobre o petróleo extraído do pré-sal. O problema é que, além de enfrentar resistência da Petrobras, a proposta também é vista como problemática por analistas.

“Contar com o pré-sal é algo complicado. Há dúvidas sobre a quantidade de petróleo e a viabilidade da exploração”, diz Renato Vaz Garcia, professor da Veris Faculdade. “É um dinheiro com que eles podem estar contando sem ter certeza da fonte”.

O que fica claro é que, com ou sem vinculação ao pré-sal, o governo terá que abrir mais as torneiras financeiras para os militares caso queira efetivamente modernizar as Forças Armadas. “Trata-se de uma realidade e não de um luxo. Se até o rádio-relógio torna-se obsoleto em seis meses, imagine a tecnologia militar”, afirma José Gregori, ex-ministro da Justiça e atual secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo. “O reequipamento é um imperativo, como forma de garantir a soberania e o regime democrático”.

É uma discussão que toma impulso justamente no momento em que o novo governo planejam um ajuste fiscal, com um corte voltado para os gastos de custeio. E, conforme lembra Garcia, mesmo após a compra de equipamento é necessário levar emc onta as despesas com manutenção, combustível e munição. “Tudo isso gera uma pressão enorme nas contas públicas a longo prazo”.

Por outro lado, Cavagnari afirma que, do ponto de vista econômico, faz muito sentido desenvolver a indústria de defesa, uma das que mais faturam no mundo. E diz que as compras de equipamento militar geram uma série de vantagens competitivas para o país no longo prazo com a incorporação de tecnologia estrangeira pela indústria nacional, como aconteceu com a Embraer.

“Dinheiro existe. A questão é saber se o governo vai ou não considerar a defesa uma questão prioritária nos próximos anos”, afirma Cavagnari. O Ministério da Defesa foi procurado, mas não retornou até o fechamento desta edição.

O preço da Defesa

Veja quais devem ser os principais investimentos das Forças Armadas até 2030 Fontes: Forças Armadas e portal Contas Abertas Aquisições

Compra de aviões deve ser o principal investimento militar

Em termos de projetos, o maior valor previsto pelas Forças Armadas é para a compra de novos caças, a arrastada concorrência F-X2, iniciada em 1996. O anúncio do vencedor já deveria ter saído há dois anos, mas voltou a ter seu desfecho novamente em dúvida com o início do governo Dilma.

O segundo maior investimento deve ser feito pelo Exército, com a mudança de sede de várias unidades e a transformação da maior parte da infantaria em unidades mecanizadas. O terceiro programa consiste nos novos navios para a Marinha. O destaque são os submarinos nucleares, programa considerado
altamente prioritário dentro do almirantado. No dizer de um oficial do Ministério, o submarino nuclear nacional será “a máquina mais sofisticada já construída no país em mais de 500 anos”.

Análise

Brasil ainda investe menos em Defesa do que os demais países do Bric
Embora em linha crescente nos últimos anos, o investimento militar brasileiro ainda é muito inferior ao de China, Rússia e Índia, os demais países emergentes que compõem o grupo de nações conhecido como Bric. Enquanto os militares brasileiros contam com um orçamento de cerca de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), tanto China quanto Rússia investem mais do que o dobro desse percentual (4,3% e 3,9%, respectivamente). No caso dos indianos, esse número é de 2,5%.

Se em valores relativos a comparação é desfavorável, em valores absolutos a situação brasileira não é melhor. Enquanto o país fala em R$ 350 bilhões ao longo de 20 anos, a Rússia anunciou na semana passada um pacote de investimento militar de 20 trilhões de rublos para os próximos dez anos — o equivalente a R$ 1,1 trilhão, ou um valor anual médio seis vezes superior ao previsto pelo Brasil.
“Estamos alocando fundos muito significativos para o programa de rearmamento. Eu até estou assustado de pronunciar esta quantia: 20 trilhões de rublos”, afirmou na ocasião o premiê russo Vladimir Putin.

Os EUA são o país que mais gasta com armas. O orçamento anual do Departamento de Defesa americano está em torno de US$ 700 bilhões, mais do que a soma das despesas militares anuais da Europa e da China. Afinal, por que gastar tais valores em armamento? “Investir em defesa se tornou fundamental com o novo status geopolítico que o Brasil passou a ocupar”, pondera o pesquisador Geraldo Cavagnari. “Crescemos muito do ponto de vista econômico e político nos últimos anos, mas o lado militar não acompanhou.

E países sem poderio militar não tem voz ativa no cenário mundial”, completa. Ele cita como exemplo a participação russa e chinesa no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto a inclusão da Índia já recebeu apoio dos EUA. A conquista do assento no Conselho é um dos principais objetivos da política externa brasileira, até agora não atingido. Nem todos, porém, compartilham dessa visão. “Não acho que o poderio militar seja uma questão fundamental para que o país possa crescer internacionalmente. É uma questão de prioridade. E a sinalização dada pelo governo brasileiros nos últimos anos é que a prioridade é crescer de dentro para fora”, diz Renato Vaz Garcia, da Veris. “Além disso, existem países que gastam uma fortuna em defesa e que são um desastre em outras áreas”.

No entanto, Cavagnari afirma ainda que o gasto em armas é importante até para conquistar a paz. “Ao contrário do que poderia parecer quanto mais gasto militar menor a chance de você entrar em guerra. Forças Armadas fortes são a melhor forma de dissuasão”, pondera. M.C.

Polícias brasileiras precisam de reformas e novos investimentos

Exército no morro encobre crise nas instituições que deveriam fazer a segurança pública

Dubes Sônego

O uso das Forças Armadas no combate ao crime no Rio de Janeiro e, eventualmente, em outras regiões do país, como quer o governo, é visto por especialistas como solução paliativa aceitável para lidar com a violência urbana em momentos críticos. Por um espaço de tempo curto, avaliam, a medida pode trazer benefícios, mas precisa ser acompanhada de outras ações sociais por parte do estado.

Porém, encobre um problema maior: a profunda crise institucional das polícias civil e militar, que deveriam dar conta do problema e precisam de reformas urgentes.

“Tem que mudar agora”, afirma Clóvis Brigagão, cientista político que dirige o Centro de Estudos das América na Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. “As Forças Armadas não são preparadas para atuar no campo interno de uma sociedade democrática”. Para Brigagão, em vez de mandar o Exército subir o morro, o governo deveria criar uma força nacional de segurança pública, desenhada especificamente para operações do tipo. E concentrar as Forças Armadas nas fronteiras, que define como “um verdadeiro queijo suíço”, por onde entram armas e drogas que abastecem o crime organizado nos grandes centros. Desde a década de 1980, continua o acadêmico, a única iniciativa que mudou o paradigma de combater o crime subindo o morro de forma truculenta foi a do governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, com as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). De modo geral, diz, as polícias seguemas linhas da atuação anteriores, que são ineficiente para solução dos atuais problemas
de segurança pública.

Geraldo Cavagnari, coronel da reserva e membro do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, diz que a sociedade precisa ter em mente que o Exército, em determinadas situações, “não faz prisioneiros. Mata”. “Essa é a natureza dele”, diz. Para o ex-militar, outro problema do uso freqüente do Exército para impor a ordem é a desmoralização ainda maior da polícia, que deveria cumprir tal papel, mas não dá conta da tarefa porque está, em muitos casos, infiltrada pela corrupção e comprometida com o crime.

Além disso, para Salvador Raza, diretor da Centro de Tecnologias, Relações Internacionais e Segurança (Cetris), o problema é que as polícias brasileiras perderam a capacidade de acompanhar o ritmo das mudanças no ambiente do crime. Seu ciclo de reação é mais lento que o ciclo de decisão dos bandidos, um problema que se soma “a um legado de indiferença” com a polícia, que se manifesta em salários baixos, treinamento deficiente e falta de equipamentos adequados. Para ele, a solução passa pela valorização salarial da categoria, como se discute atualmente no governo. Mas também depende de mais treinamento, investimentos em novos equipamentos e o do estabelecimento de novos e modernos protocolos de operação, baseados em conceitos mais atuais, como o do C4, de comando, controle, comunicação e computação (TI). “Se a polícia tivesse esses recursos, daria conta. Não seria necessário acionar o Exército”, diz.

Controle de fronteiras demanda inteligência e polícias integradas

Para especialistas em segurança, repressão ao tráfico de armas e drogas depende de dados mais confiáveis Jornal da Praça

Dubes Sônego e Fabiana Parajara

Para a maioria dos especialistas em segurança pública, o efetivo controle de entrada de armas e drogas no país seria suficiente para reduzir os índices de criminalidade. Mas, os mesmos estudiosos avisam que apenas o aparelhamento das Forças Armadas e da Polícia Federal não é suficiente para melhorar a situação. “É ilusão achar que podemos colocar os soldados todos de mãos dadas para controlar cada metro de fronteira nacional”, afirma a socióloga Julita Lemgruber, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. “Diante da extensão territorial do Brasil, a única solução seria criar um sistema de inteligência eficaz, capaz de integrar ações com a Polícia Federal e das polícias estaduais”.

O professor Expedito Carlos Stephani Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, concorda. “Não adianta equipamento sem uma estratégia clara e integrada deação”, afirma. No entanto, ele demonstra preocupação coma forma de distribuição dos recursos atuais.

“Os contingentes estão bastante concentrados no Sul e no Norte, mas o Centro-Oeste e o Sudeste estão desfalcados”, diz. “Omotor econômico do país, que é São Paulo, conta com uma pequena frota de blindados, com mais de 30 anos de uso. Se houver qualquer problema na região, o reforço de tanques chegará comdias de atraso”.

Contaminação

Outra preocupação do especialista é o tempo que Exército e Marinha permanecerão no Rio de Janeiro, como parte da estratégia local de segurança pública. “Pode haver uma contaminação das Forças Armadas pela corrupção, como ocorreu com a polícia”, diz o pesquisador. “Há ainda a questão das perdas. A maioria dos soldados que estão nos morros é moradora da região e está sujeita à represália. Os traficantes foram para outras comunidades, e várias delas ainda não pacificadas, como a Maré e a Rocinha”, diz Bastos.

Na avaliação de Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologias, Relações Internacionais e Segurança (Cetris), o risco de contaminação existe, e pode ser minimizado com mecanismos fortes de justiça para coibir abusos.
Mais importante, para aumentar a eficácia das Forças Armadas, seria o aprofundamento das reformas em andamento, com ênfase na formação dos quadros militares. “Precisamos de Forças Armadas que se pensem de forma diferente. Elas deveriam ser maiores em capacidade de ação, não em
efetivo”.

Uma das questões que Raza considera relevantes nessa discussão é a própria estrutura das Forças Armadas. Ciente do potencial de gerar polêmica da ideia, ele afirma que, em vez três forças, o Brasil deveria discutir a possibilidade de ter cinco. A Marinha, por exemplo, atua hoje como guarda costeira e marinha de guerra. Separada em forças diferentes, poderia trabalhar focada e cumprir os dois papéis de forma mais eficiente. De forma semelhante, o Exército treina efetivos de forma similar para a vigilância de fronteiras e a reação a ataques externos, tarefas que exigem competências diferentes. Para Raza, essas unidades também deveriam ser separadas.

Violência na caserna

Foi divulgado nesta semana um novo caso polêmico de violência nas Forças Armadas. Um vídeo mostra cadetes da Aeronáutica, no Pará, sendo agredidos em treinamento. Em 2008, outros episódios mancharam a imagem da corporação. Durante a ocupação do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, três jovens foram encontrados mortos em um lixão. Descobriu-se que um tenente mandou entregá-los a traficantes de uma facção rival, no Morro da Mineira, que os executou. No mesmo ano, houve o caso da prisão de um sargento homossexual e a morte de um cadete durante exercícios militares. Ainda assim, as Forças Armadas são avaliadas como uma das instituições mais confiáveis do país, com 69% de aprovação, segundo pesquisa do Ibope. D.S.

FONTE: Brasil Econômico / Via Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa

 

Anúncio foi feito nesta quinta-feira, quando o presidente e diretores da KMW estiveram na cidade

A filial da fábrica de blindados da KMW _ Krauss Maffei Wegmann, da Alemanha, deve se instalar em Santa Maria em breve.
Nesta quinta-feira, o presidente e dois diretores da KMW, a mesma que produz os blindados Leopard, comprados pelo Exército Brasileiro, estiveram na cidade e, segundo o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), confirmaram a instalação de uma filial da KMW na cidade, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2011.
Conforme o prefeito, além de confirmar a vinda, a KMW também anunciou a transferência de sua matriz, que funciona em São Paulo, para a cidade. Ainda nesta sexta-feira, os empresários devem buscar um escritório para ser alugado em Santa Maria.
O valor do investimento que será feito em Santa Maria não foi revelado pelos empresários alemães, assim como o número de funcionários que a empresa deve absorver. Mas, de acordo com a prefeitura, desde engenheiros até mecânicos devem ser contratados na cidade e receber treinamento na Alemanha.

FONTE: Diário de Santa Maria / COLABOROU: Felipp Bittencourt Frassetto

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