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vinheta-clipping-forteDe acordo com uma pesquisa divulgada hoje, cerca de 7 em cada 10 afegãos aprovam a presença americana no país e 61% são a favor do aumento de tropas americanas e da OTAN. Entretanto o apoio a tropas estrangeiras diminui no sul e leste do país aonde os combates são mais intensos. De acordo com a pesquisa 10% apoiam o Taliban mas o número cresce para 27% no sudoeste do país.

A pesquisa selecionou aleatoriamente 1.534 adultos entre 11 e 23 de dezembro pelas redes ABC, BBC e alema ARD, essa é a quinta pesquisa delas desde 2005 possuindo uma porcentagem de erro de + ou – 3%. A pesquisa foi conduzida no campo pelo Centro Socio-Econômico e de Pesquisa de Opinião Afegão em Kabul.

Desde Janeiro de 2009 o número de afegãos que acham que seu país está no caminho certo também subiu 30%, chegando agora até 70% da população com esse sentimento e o número dos que acham que suas vidas estarão ainda melhores daqui há um ano também subiu 20%, chegando aos 71% da populacão nacional.  Também se foi perguntado quantos acreditavam que a próxima geração teriam vidas melhores e 61% responderam que sim, um aumento de 14% nos últimos doze meses.

Os números são menos otimistas em províncias como Helmand aonde a violência ainda e alta mas em geral 42% culpam o Taliban pela violência, um aumento no último ano de 15% enquanto 17% culpam os EUA, OTAN e o governo Afegão, número que era de 36% a um ano atrás.

FONTE: The Associated Press

Nota do Editor: Essa notícia deve surpreender muito daqueles que acreditavam que o povo afegão via os EUA como um invasor.

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vinheta-clipping-forteUm suboficial francês morreu e um oficial ficou gravemente ferido em um ataque contra uma patrulha ocorrido nesta segunda-feira no vale de Alasay, no Afeganistão, anunciou o Palácio do Eliseu em um comunicado. Com isso, chega a 37 o número de militares franceses mortos na guerra no Afeganistão.

Conforme o comunicado da Presidência francesa, o militar “pagou com a vida o compromisso da França a serviço da paz e da estabilidade”. Os dois franceses foram atacados no momento em que patrulhavam, em companhia de uma seção do Exército afegão, o vale de Alasay, ao nordeste de Cabul.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, enviou condolências à família e colegas das vítimas e reafirmou o apoio ao povo afegão e condenar com firmeza a violência que castiga esse país.

Mais cedo, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) já havia confirmado a morte de mais três militares americanos, sem dar detalhes sobre as circunstâncias. O número total de americanos mortos no Afeganistão apenas neste ano já chegou a dez, segundo contagem feita pela agência de notícias Associated Press.

O ano passado foi o mais violento para as tropas ocidentais no Afeganistão. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido perderam mais que o dobro de soldados dos anos anteriores, a vasta maioria morta em explosões de bombas na beira da estrada. As forças da Otan enfrentaram 7.200 bombas deste tipo ou explosivos improvisados em 2009, comparado a 81 em 2001.

O presidente americano, Barack Obama, determinou o envio de 30 mil homens adicionais para o Afeganistão como esforço para reverter o cenário, ainda neste primeiro semestre. Outros países da Otan devem enviar cerca de 7.000 soldados.

FONTE: Efe, France Presse e Folha Online

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OAB apóia Vannuchi e sugere demissão de Jobim

vinheta-clipping-forteA Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou hoje (10) uma manifestação de apoio ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos e ao secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, que ameaça deixar o cargo caso o documento apresentado no dia 21 de dezembro sofra alguma alteração .

Na mensagem divulgada pela assessoria da entidade, o presidente da OAB, Cezar Britto, afirma que quem “censurou, prendeu sem ordem judicial, cassou mandatos e apoiou a ditadura militar” (1964/1985) foi anistiado pela lei promulgada em 1979, mas que quem cometeu torturou cometeu crimes de lesa-humanidade e, portanto, deve ser punido pelo Estado conforme estabelece a Constituição.

Ainda de acordo com a mensagem, Britto ligou para Vannuchi a fim de se solidarizar com “sua luta pelo estabelecimento do direito à memória e à verdade”. Durante a conversa por telefone, Britto reforçou sua opinião pessoal de que a Lei da Anistia, de 1979, não implica no “esquecimento” dos fatos ocorridos durante o regime de exceção.

“Todo brasileiro tem o direito de saber que um presidente da República constitucionalmente eleito foi afastado por força de um golpe militar. Da mesma forma, não se pode esquecer que no Brasil o Congresso Nacional foi fechado por força de tanques e que juízes e ministros do Supremo Tribunal Federal foram afastados dos seus cargos por atos de força, e que havia censura, tortura e castração de todo o tipo de liberdade”, diz Britto. “O regime do medo que sustentava o passado não pode servir de desculpa no presente democrático. Um país que tem medo de sua história, não pode ser considerado um país sério”.

O diretório da OAB no Rio de Janeiro também divulgou nota em que seu presidente, Wadih Damous, critica duramente ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. No final de 2009, Jobim e os comandantes das Forças Armadas colocaram seus cargos à disposição por serem contrários à criação da chamado Comissão da Verdade, instância que ficaria responsável por investigar os atos cometidos por agentes do Estado durante a ditadura militar, com a possibilidade de que oficiais militares sejam punidos por crimes cometidos à época.

“Se é para haver demissões no governo que sejam as primeiras a do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos chefes militares”. Para Damous, setores historicamente ligados ao golpe de 1964 estão tentando criar uma crise artificial no país, distorcendo deliberadamente o conteúdo do programa.

Outros integrantes do governo, como o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também criticam o programa, que também prevê medidas polêmicas relacionadas ao agronegócio, meio ambiente, comunicação, ciência e na relação do Estado com a Igreja. “É inaceitável que a sociedade brasileira volte a ser tutelada por chefes militares”, afirmou Damous, ressaltando que Vannuchi merece a integral solidariedade de todos aqueles que não querem ver o retrocesso da democracia brasileira.

FONTE: Jornal de Brasília, via Notimp