vinheta-especial-forteTudo indica que em poucos dias sera travada a maior batalha da Guerra no Afeganistão. Cerca de 20.000 tropas americanas, britânicas e afegãs logo atacarão a cidade de Marja considerada o último santuário do Taliban na província sul de Helmand.

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Marja, uma cidade com população de cerca de 80.000 habitantes, há semanas já está de sobreaviso para que a população civil deixe a cidade, seguindo o exemplo utilizado por Marines americanos antes da batalha de Fallujah em 2004 no Iraque. A medida procura dar tempo para que civis se retirem do local, diminuindo assim as baixas colaterais.

A “Operation Moshtarak” – “Juntos”, contará com forças de várias nacionalidades e será liderada pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC), sendo que as tropas afegãs que irão operar junto aos Marines atá utilizam o mesmo corte de cabelo característico dos fuzileiros de acordo com o General Americano Stanley McChrystal.

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A área foi foco de um projeto americano décadas atrás procurando criar canais para ajudar a agricultura local, mas que hoje é utilizada pelo Taliban para a produção de ópio ao invés de alimentos à população afega.

NOTA DO BLOG: o autor do texto é fuzileiro naval dos EUA e esteve em combate no Iraque. Dentre as diversas missões de que participou inclui-se a retomada da cidade de Falujah.

 

“Voltamos à estaca zero”

Uma visão da situação do Haiti após o terremoto do mês passado

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vinheta-clipping-forteUm dos líderes do braço da rede extremista Al-Qaeda no Iêmen elogiou a liderança da rede na Somália pela oferta de envio de militantes ao país e convocou os muçulmanos da região para uma guerra santa e por um bloqueio do Mar Vermelho.

“Os cristãos, os judeus e os governantes apóstatas traidores atacaram vocês, vocês não têm outra saída dessa questão a não ser travando um jihad”, disse o saudita Saeed al- Shiri, considerado o número dois da Al-Qaeda no Iêmen em uma mensagem de áudio divulgada na internet.

Ex-detento da prisão de Guantánamo, al-Shiri agradeceu a oferta de cooperação dos militantes somalis do grupo Al Shebab “em nossa próxima batalha contra o líder dos infiéis, a América”.

O grupo de al-Shiri assumiu a autoria de um atentado fracassado contra um avião americano no dia 25 de dezembro.

Ele também pediu ajuda a militantes somalis para controlar o estreito de Bab al Mandab, que separa a península arábica da África.

Segundo ele, quando o estreito, que dá passagem ao Mar Vermelho “voltar às mãos do Islã”, ele será “fechado e isso vai fechar a porta e apertar o nó sobre os judeus (Israel) por causa do apoio americano pelo Mar Vermelho”, disse ele.

“Por causa da importância marítima do Bab al Mandab, isso seria uma grande vitória.”

Ameaça

Correspondentes ressaltam que a Al Qaeda na Somália não controla a área próxima ao estreito, tendo maior influência sobre o sul do país e partes da capital, Mogadishio.

As alianças com grupos piratas, que dominam as águas somalis, seriam também apenas ocasionais.

O governo iemenita prometeu continuar combatendo a Al-Qaeda no país.

No domingo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a ameaça gerada pela Al-Qaeda seria maior do que a de um Irã com armas nucleares.

“Creio que a maioria de nós entende que a maior das ameaças são as redes internacionais”, disse ela referindo-se aos militantes da Al Qaeda no Afeganistão, Paquistão, norte da África e Iêmen.

Estas redes estariam evoluindo para tornarem-se “mais criativas, ágeis e flexíveis”.

Autoridades de países do Ocidente e da Arábia Saudita temem que a crescente instabilidade entre rebeldes xiitas e separatistas do Sul do Iêmen possa permitir um fortalecimento das operações da rede Al-Qaeda no país.

FONTE: BBC Brasil

 

Taleban paquistanês confirma morte de líder em ataque

Hakimullah Mehsud morreu após bombardeio não tripulado dos EUA; governo celebra duro golpe no grupo

Hakimullah Mehsud - foto EFE - EPA

vinheta-clipping-forteISLAMABAD – O líder do Taleban paquistanês, Hakimullah Mehsud, morreu em consequência dos ferimentos sofridos em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano em janeiro em uma região tribal do país, assegurou nesta terça-feira, 9, uma fonte dos principais secretos serviços do país.

“Nossas informações nos confirmam a morte de Hakimullah. Isto representa um duro golpe para a Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e vai afetar suas operações”, assegurou a fonte do ISI, que evitou relatar os detalhes da morte do líder insurgente.

Em declarações a diversos veículos de imprensa paquistanesas, alguns porta-vozes insurgentes da região tribal de Orakzai, para onde Mehsud tinha sido supostamente levado para receber tratamento médico, confirmaram a morte do líder. Os insurgentes acrescentaram que o líder Nour Jamal – que tem sua base em Orakzai – foi nomeado sucessor temporário de Mehsud à frente do TTP.

Segundo a imprensa paquistanesa, Mehsud supostamente morreu em Orakzai – única região tribal paquistanesa que não faz fronteira com o Afeganistão. Por enquanto, o comando central do movimento Taleban não se pronunciou sobre a morte do líder.

Mehsud tinha ficado gravemente ferido em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano no dia 14 de janeiro na cidade de Shaktoi, na região tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. Desde então, a saúde do líder extremista foi alvo de diversas especulações.

Hakimullah Mehsud assumiu a liderança do TTP no final de agosto após a morte de seu antecessor, Baitullah Mehsud, também em um ataque dos EUA há menos de um ano. Na ocasião, os taleban demoraram semanas para admitir a morte de Baitullah Mehsud, que abriu uma disputada transição de poder na cúpula do movimento insurgente.

Em apenas meio ano no cargo, Hakimullah orquestrou uma das piores ondas de violência terrorista que o Paquistão sofreu nos últimos anos. Só desde outubro, cerca de 900 pessoas, a maioria civis, perderam a vida em pelo menos 50 atentados.

FONTE / FOTO: EFE / EPA via Estadão

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