
Roberto Godoy
A Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, vai ganhar um sócio: o governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% – isso ainda está sendo discutido.
Não haverá aporte direto de dinheiro. Na forma prevista na Lei 11941/09, a presença dos recursos será efetivada por meio da conversão das dívidas da Avibrás. O anúncio da primeira parceria público-privada do setor de Defesa é esperado para abril.
A Avibrás está em regime de recuperação judicial desde julho de 2008. O valor do processo, cerca de R$ 500 milhões, foi superado pelo cumprimento de um rico contrato firmado com a Malásia, para fornecimento de baterias, munições e equipamentos de apoio da última geração do lançador de foguetes Astros-II, carro-chefe do grupo.
Esse sistema de armas brasileiro é o principal recurso dissuasório da força terrestre malaia na região de tensão permanente no sudeste asiático.
A quarta etapa da encomenda foi entregue em sigilo há apenas dois meses. Uma bateria completa, das carretas lançadoras à central de comando, mais 12 veículos blindados 4 x 4, embarcaram no porto de Santos dia 29 de dezembro de 2009.
Segundo o presidente do grupo, engenheiro Sami Hassuani, “as contas estão em dia: os compromissos trabalhistas foram quitados e, a dívida com os fornecedores está paga; abrimos 600 vagas”. A participação do governo tem tamanho – 1,2 mil páginas, soma do texto principal e dos 12 documentos anexos.
O faturamento do grupo formado por quatro unidades acomodadas em duas instalações, está crescendo. Foi de R$ 60 milhões em 2007, bateu em R$ 250 milhões em 2009, “e tem potencial para chegar aos R$ 500 milhões até dezembro”, avalia Sami. Segundo o executivo, a Avibrás pode vender cerca de 1,4 bilhão por ano trabalhando nos seus mercados tradicionais, do Oriente Médio até a Ásia, além de abrir praças novas na América Latina e África. Hassuani não confirma, mas os governos de Angola e da Colômbia teriam revelado interesse na linha Astros-II e nos foguetes ar-terra Skyfire, de 70 mm.
O Astros-II que a Malásia está recebendo é a quinta geração tecnológica do projeto, desenvolvido permanentemente desde que o lançador foi apresentado em 1980. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite, a central de comunicação é criptográfica. O veículo, uma carreta com tração integral sobre o qual a plataforma de disparo – de foguetes com raio de ação entre 9 e 150 km – com cabine é montada, é o Tatra, da República Checa. O blindado 4×4 de Comando, Controle e Comunicações, também é novo. Pesa 14 toneladas e recebe todas as informações de combate – dos dados meteorológicos às ameaças de ataque. “Podemos entrar com ele e seus derivados, inclusive versões da classe 8×8, para completar a família de carros couraçados sobre rodas que o Exército está interessado em formar.”
A próxima etapa é um ambicioso programa, o Astros 2020. “Trata-se de um conceito novo, sustentado pelo conhecimento já adquirido”, explica Sami. Vai exigir investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão, dos quais cerca de R$ 210 milhões aplicados no desenvolvimento. “Ele vai se integrar com o míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, na etapa de testes e certificação”, explica Hassuani para quem “o empreendimento 2020 vai permitir ao Exército, por exemplo, integrar o Astros com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando”.
FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp
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Não posso avaliar se é a medida mais adequada, mais o certo é que o Brasil precisa manter viva a Avibrás, com todo seu ativo intelectual, se pretender ter alguma independência no desenvolvimento e produção de armas militares.
Ivan.
Entendi bem? Os caminhões do Sistema Astros não são mais fabricados pela Tectran/Avibrás, mas pela Tatra, checa?
Só falta prepararem este míssil AV-TM 300 para disparo de plataforma aérea, ou seja de um avião de ataque. Por isso ainda acho necessário aviões grandes como SU-27/35 para carregar este tipo de míssil, como também, o Brhamos, russo/indiano, que seria uma dupla impossível de conter.
Imaginem os argentinos com estes equipamentos da Avibras nas Malvinas.
Tem caroco nesse angu. Se as dividas estao quitadas, se o faturamento pode chegar a 1.4 bilhoes por ano, para que entrar em sociedade com o governo? Como empresario, essa medida nao faz sentido, a nao ser que os prognosticos de faturamentoe estejam sendo exagerados.
Falando nisso, esse AM-VT e’ um dos maiores vaporwares da historia.
Que boa notícia,
particularmente sou fã do sistema astros II.Acho que o exército deveria investir mais em produtos da Avibrás como os blindados guará.Acho que poderiam haver aquisições por parte do exército e dos fuzileiros navais de sistemas astros III.Além de dotar as duas forças de meios de saturação altamente eficientes estaríamos colaborando para o desenvolvimento de uma empresa nacional altamente competente, um orgulho brasileiro.
Em vista do problemas enfrentados, deveriam atrela-la á IMBEL e a ENGEPRON, como forma de manter seu capital intelectual.
“…não são mais fabricados pela Tectran/Avibrás, mas pela Tatra, checa?”
O chassis nunca foi nacional, anteriormente era Daimler-Benz, somente a carroceria blindada é que foi concebida, projetada e construída aqui.
O foguete de 150Km de alcance, tem guiagem gps unitária como o novo foguete do MRLS/HIMARS americano???
“o empreendimento 2020 vai permitir ao Exército, por exemplo, integrar o Astros com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando”.
Excelente notícia,tomara que vingue esse projeto!!
Segundo consta a mudança de chassis decorreu de embargo alemão ao uso e exportação do chassis Mercedes Benz, é o colonialismo disfarçado.
Duvida ,os astros da Malasia sao superiores aos nossos ?? e qual a quantidade correta de unidades q nois temos ?
Vejo que realmente com esta noticia o Brasil tem algo atualmente do estado que nunca antes na história deste país… veja a Engesa no passado, quebrou por culpa do estado, que podia fazer encomendas ou estatizar mas não fez nada!!
Certo aqui não é que a Avibrás esteja falindo com estes 500 milhões, mas fez bem o Estado a entrar na empresa, pois o que dirá o amanhá ??
Mesmo que tenha mudado o caminhão, creio que em caso de guerra ou embargue internacional( nos dias de hoje muito comuns), a Avibrás seria em grado de encontrar algo no mercado nacional.
Ponto para a Nova Lei de Falências, mostrando para o que veio: preservar valor de forma racional.
Ponto para as FA que certamente deram o empurrão político necessário para que este governo aceitasse a conversão das dívidas, evitando que a Avibrás tivesse o mesmo fim da Engesa.
A notícia não fala, mas um dos aspectos fundamentais para o contrato com a Malásia foi uma garantia do BNDES, cuja negociação parece ter sido uma dura batalha.
De resto, o chassi Tatra tem uma reputação que fala por si só. Acho que não perdemos nada ao sermos rejeitados pela Mercedes-Benz.
Mauricio R. em 26 fev, 2010 às 12:31:
“Em vista do problemas enfrentados, deveriam atrela-la á IMBEL e a ENGEPRON, como forma de manter seu capital intelectual.”
Sinceramente, eu discordo. a Avibrás tem que continuar uma empresa com controle privado, com pressão de mercado, com necessidade de inventar produto, cortar custo e achar cliente.
O Estado deve dar apoio quando necessário (principalmente na forma de compra e verba de pesquisa) e manter uma participação minoritária com direito de veto a decisões críticas (golden share) só para poder garantir que a empresa permaneça sempre brasileira e respeite o interesse nacional (similar à Embraer, só que com um maior grau de investimento e poder para o Estado).
O passo lógico natural seria, aí sim, reunir todas as participações do Estado na indústria bélice em uma sociedade holding sob a supervisão do MinDef.
Infelizmente houve “necessidade`´ desta arrumação societária Governo Federal/Avibrás. É bem melhor isso, do que deixa-la fechar às portas. Já que é, uma empresa extremamente importante para o esforço brasileio de reequipar suas forças armadas.
Digo forças armadas(Incluindo FAB e MB), porque a Avibrás, com o projeto do míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance(Entre outros projetos..), poderá criar variantes do mesmo, que possam ser utilizadas pela FAB e MB(De acordo com suas necessidades operativas).
É alvissareira a informação do desenvolvimento de novos projetos pela Avibrás(Principalmente, sabermos que o projeto do míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, continua “vivo´´), depois de um tenebroso periodo, eis que surge finalmente uma “luz´´ no fim do túnel…
Um grande abraço, saudação a todos.
DV em 26 fev, 2010 às 13:49
O passo lógico natural seria, aí sim, reunir todas as participações do Estado na indústria bélice em uma sociedade holding sob a supervisão do MinDef.
Como a Rússia fez com a Rosboronexport…acho uma boa idéia!!
Algum editor daqui pode dizer se esse míssil AV-TM é o famoso “trezentão”??
“O passo lógico natural seria, aí sim, reunir todas as participações do Estado na indústria bélice em uma sociedade holding sob a supervisão do MinDef… Como a Rússia fez com a Rosboronexport”
Posso estar falando besteira, mas apesar de não ter certez sobre o melhor modelo para o Brasil, sempre admirei muito o modelo corporativo da EADS e MBDA, européia. Obviamente que a ambas possui a participação de diversos estados europeus, mas um modelo semelhante nacional soa muito bem para mim.
Assim nós teríamos uma corporação de segurânça e defesa com diversas nichos de atuações! Bom… podemos ver isso nas companhias norte-americanas que também atuam desse jeito, de modo que companhias como a Locheed Martin e Boing também são fabricantes de radares, mísseis e navios, aeronaves e helicopteros e por aí vai!
Bom saber que a Avibrás tenha um destino diferente da ENGESA.
O ideal na minha visão seria a criação de uma “EMBRAER” nessa área de Misseis, Radares e Sistemas de Controle. Avíbras+Mectron+AeroEletrônica com participação MINORITÀRIA Israelense, Capital Inicialmente 50%+1% Estatal e com parte do capital negociado em bolsa, o que forçaria uma administração mais profissional e transparente da mesma.
Claro, que sem ENCOMENDAS GARANTIDAS das FAs esse projeto não vai para frente.
[]‘s
Caro Galileu
É o famoso míssil MATADOR, que foi anunciado ao publico ainda em agosto de 2001.
Ótimo…
Ótimas notícias! Especialmente a confirmação do desenvolvimento do míssil de cruzeiro de 300Km!
Nick, nessa proposta sua, teríamos condições de adaptar o projeto dos mísseis também para uma versão naval, para nossa MB?
Hummmm deixa eu viajar um pouco Avibras construindo sobre licença Os Brhamos e os S300 hummmm que tal
É importante ter uma industria bélica forte, pois teremos sempre a garantia da grande parte do material básico ser nacional.
Praticamente nenhuma industria bélica resiste somente com o mercado interno. Mas é claro, como acontece nos EEUU o mesmo produto que é fornecido para exportação e o mercado interno tem diferenças, ou seja, aparentemente são iguais, mas para suas FFAA tem sempre um plus a mais.
Infelizmente costuma acontecer um pouco diferente aqui. Na época da Engesa os equipamentos vendidos ao paraguai tinha sensores oticos melhores que os usados pelo EB do lado de cá da fronteira. Os super tucanos fornecidos à colômbia tem um plus a mais que os operados do lado de cá. Temos que ver que além de clientes, são também potenciais inimigos.
Acho que o Brasil tem que inverter os papeis. Sabemos que sem exportar o produto não vinga, mas o foco primeiro tem que ser as FFAA e não para somente manter alguem ganhando dinheiro.
Quanto ao modelo, eu ainda não cheguei a uma conclusão, mas não gostaria que fosse parecido com russo, pois ficaria muito dependente da corrente política que estiver no GF. Veja o caso da própria avibras, onde o governo demorou a agir no contrato com a malásia.
Uma associação civil, privada, talvez seja o melhor modelo. Mas a participação do estado, de preferência pequena é importante, pois no caso de equipamentos militares as vendas estarão sempre sujeitas as condições geopolíticas.
Sim um trunfo nacional desde que se de valor ai sim pode se dizer que e muito brilhanteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee uma coisa sem interferencia extrangeira mais agradeceremos bastante tranferencias de tecnologia que coloquem a avibras sempre atualizada e muito proximo dos top do top como russia e o famigerado united states tio sammmmmmmmm
Porque o desgoverno LULA não faz encomendas tão necessária ao reequipamento das FFAA e à AVIBRAS ao invés de meter-se em estatizar empresas privadas? Mais um cabidaço de empregos para a oligarquia petralho-esquerdista.
Porque dinheiro público está sendo jogado fora em um setor em que empresas privadas como a AVIBRAS já demonstraram sua capacidade? Será que não existe miséria bastante no Brasil para que o PT possa desviar estes recursos para finaciar o bolsa-armamento grátis para os “cumpanheru” ditadores e populistas da latino-américa, áfrica e golfo pérsico?
HA é mesmo, as eleições estão chegando, por isso estes dois comentários acima são assim inúteis !! hehehe!!
O governo esta é melhorando o sistema industrial de armas nacional, e ajudando a Avibrás, e neguinho vem dizer que é o contrario, vai entender!!
Como se vê, o governo não agrada nem quando acerta.
Mas sabemos bem o que é isso.
Aí está o VERDADEIRO caminho para a independência do país!
Desenvolver tecnologia e capacidade nacional.
DaGuerra em 26 fev, 2010 às 17:46
Ninguém aqui é ingênuo o suficiente para acreditar que não há coisas erradas neste e em outros governos, mas tem gente que se supera ao tomar uma posição de extrema-direita. E nossa, antigamente o governo era xingado referindo-se as repúblicas bolivarianas, agora já estão metendo a Africa e o golfo pérsico no meio…..
Billy em 26 fev, 2010 às 17:53
A Avibras demonstrou capacidade sim em contruir material bélico de qualidade, mas ela aparentemente estava tendo problemas com dividas, foi ai que o governo federal entrou, e ele não jogou fora nada não, o mesmo deixou de receber algo que provavelmente não receberia.
Espero que esta participação se converta em mais encomenas a Avigrás também, mas infelizmente recursos apra as forças armadas é sempre complicado.
Alguém tem alguma informação da utilização deste tipo de sistema nas ofensivas ao Iraque ou mesmo hoje no Afeganistão?
Caro Edgar,
Existe um missil antinavio em desenvolvimento pela Marinha,MAN-1, que seria produzido pela Mectron, mas não tem nada a ver com esse AV-TM da Avibrás. Mas nada impediria que não desenvolvesse uma versão embarcada desse missil de cruzeiro. Seria o nosso “Tomahawk”
[]‘s
A notícia é boa.
Só que de notícia meu saco já tá cheio. Não cabe mais nada.
Sds.
Baschera
-eita que mau humor!
calma que ja sai o resultado
do do FX-2
rsrsrsrsrsr…
no caso de utlizarmos os ASTROS
e tivessemos que escolher entre Brhamos ou S300
qual vcs acham mais adequado para as FA?
camberiu em 26 fev, 2010 às 12:08,
A dívida ainda não foi paga, foi refinanciada.
Sds,
DaGuerra,
Não tem nada a ver com privatização, o BNDES não permite financiar empresa em concorda/falência. Era isso ou deixar morrer. Isso tinha que ter sido feito antes…Começa com F, tem um H e termina com C.
O BNDES tinha dito não a eles, tanto que o lance da Malásia passou muito tempo parado. A empresa não foi privatizada, ela passou a ter parte de seu controle feito pelo governo. Mas na linha do golden share.
Sds,
O que salvaria a empresa seria uma substancial encomenda do sistema ASTROS para o EB.
é uma exelente noticia ! com a participação do estado teremos a certeza de que a empresa permanecerá nas mãos do capital nacional ,
mas de qualquer forma a industria belica nacional só poderá se sustentar se houver compras em numero DECENTE por parte das forças armadas ,ou seja , algo diferente deste negocio de meia duzia de unidades por licitação.
Outra coisa, o MD falava que 2010 ia ser o ano do EB e até agora não vimos nada, nada de licitação de novos fuzis , nada de novos equipamentos de artilharia e etc.
Avibrás para crescer depende do ministério da defesa que em vez de compras sistemas de defesa do Brasil faz uma m#%$¨&* de parceria estratégica com a França, tudo oque está sendo comprado hoje la dos franceses ou de quem quer que seja poderia ser fabricado no brasil se o governo tivesse investido mais em tecnologia nacional e incentivos a nossa engenharia bélica naval ou aeronautica, uma pena um país tão grande com uma visão tão pequena.
Notícia alvissareira. A situação da Avibras há muito era preocupante, e seria uma lástima se ela tivesse o mesmo destino de Engesa e outras no passado. Acho que o governo deve também dar atenção à Aeromot, que é outra importante empresa, que pelo que tenho visto anda passando por uma situação difícil. A substituição da obsoleta frota de treinadores dos aeroclubes é uma necessidade premente, e uma aquisição de algumas dezenas de Ximangos e Guris com essa finalidade seria providencial tanto para a Aeromot quanto para a estratégica formação de pilotos civis no país.
Patriota,
O ano mal começou rapa, calma. AGORA a governo pode fazer encomendas a Avibras. Devem ser três baterias, mas vamos aguardar.
Sds,
Danilo,
Minha opinião já é oposta. Acredito que esse acordo irá ajudar o Brasil a superar esse gap existente em nossa indústria. Acho que estamos cortando etapas.
Sds,
“Sinceramente, eu discordo. a Avibrás tem que continuar uma empresa com controle privado, com pressão de mercado, com necessidade de inventar produto, cortar custo e achar cliente.”
Não é obrigação do Estado salvar empresa mau administrada somente pq fabrica material bélico.
Então se é p/ ser empresa privada, tem que ser de acordo c/ as leis de mercado se em dificuldades, arrume um sócio, se reestruture, recapitalize, mas não vá ao governo implorar um guarda-chuva, se não der certo, falência e tchau!!!
Não li nenhum dos comentários, mas…
Governo cuidando de iniciativa privada???????????
MÊDO… MUITO MÊDO…
Onde político pôe a mão, até a braquiária morre…
Sds.
Felipe Cps
e isso mesmo vc esta certo mas qual solução
seria melhor?
sua falência não é.
Depois do descaso algo mesmo
não sendo o ideal tem que ser feito.
Ezeca: o mercado se regula broe. Os incompetentes e incapazes morrem. Só os fortes sobrevivem: a Engesa por exemplo morreu, apesar de ter muita gente boa lá dentro, porque (no geral) foi incapaz durante muitos e muitos anos… durante muitos e muitos anos teve a “mamatinha” governamental, quando a “gorda” parou de sustentar móórréééu… E assim caminha a humanidade…
O mercado é como a democracia, e como a ciência: ele pode errar, mas só ele se “auto-conserta”. Só os fortes sobrevivem, e não existe almoço grátis.
Sds.
Rsrsrsrs
Tem gente que parece que nasceu ontem com essa conversa de que os fracos morrem e os fortes sobrevivem, quem não tem competência não se estabelece. O Mercado se “auto-conserta”, neologismo ridículo. Dizer isso após os GOVERNOS terem que socorrer o mercado com rios, mais de trilhão, de dinheiro público. O Mercado nunca se recuperou sem ajuda dos governos, até mesmo em 29 a governo teve que intervir.
A Engesa não faliu por falta de qualidade ou competência, mais sim pq visou um mercado em que os grandes players tinham muita influência política. O GOVERNO dos EUA interveio na negociação com a Arábia Saudita e ofereceu o seu produto a preço subsidiado, pois a região estava cheia de Abraams graças a Guerra do Golfo, e sairia caro traze-los de volta, melhor vender e liquidar um concorrente. Nosso governo não pensou igual e deixou a Engesa sucumbir.
A Airbus venceu a concorrência KC-X nos EUA e não levou pq uma empresa norte-americana questionou a vitória com o Buy América, livre mercado lindo esse né??!!?
Sabe no que eu acredito?
Em exemplos bem sucedidos.
E olhando os exemplos bem sucedidos no mundo, olhando os melhores do ramo, invariavelmente chegaremos ao exemplo americano que é, em resumo, baseado em largas encomendas do governo; protecionismo; ambiente de altíssima regulação; financiamento vasto para investimentos; participação governamental como parceira de risco; e, especialmente, relação íntima entre instituições governamentais e iniciativa privada no que se refere ao desenvolvimento de tecnologias sensíveis, críticas.
Pra mim, particularmente, parece lógico que não será possível desenvolver o mesmo modelo aqui.
Então, também me parece lógico que resta ao país apenas duas opções: ou subsidia sua indústria bélica até que ela tenha fôlego para caminhar com suas próprias pernas (e isso significa atingir um grau tecnológico satisfatório que só é possível com aporte financeiro de algum lugar, normamente público); ou deixa fechar as portas.
Hoje, mesmo saindo de um período de crise em que praticamente faliu, a Avibrás continua sendo a principal fornecedora de determinados produtos para as FAs brasileiras, desde casulos e foguetes até sistemas de guiagem, tiro e as baterias Astros II.
Engana-se quem pensa que a empresa não é importante no cenário nacional pois, embora tenha passado por um estado de letargia nos últimos anos dadas as dificuldades financeiras, é a menina dos olhos do exército e força aérea pelo alto grau de proficiência em produzir agregados de baixa/média tecnologia a preços acessíveis., com algum know how em diversas áreas da indústria bélica.
É, alias, depois da falência de Engesa, Bernardini e outras, a única empresa deste porte e produzindo este tipo de material bélico no Brasil, pois foi a única que herdou “know how” da indústria bélica das décadas de 70 e 80.
Ter o governo como acionista em troca de refinanciamento da dívidas é provavelmente o mínimo que o governo poderia fazer dada a importância da empresa, inclusive no desenvolvimento de tecnologia sensível no futuro.
Sem a avibrás, a END perde um braço. Sem a Embraer, o END perderia uma perna…
Felipe Cps,
Isso vale muito pra fabricante de shampo, papel higiênico, carros,etc.. DEFESA o buraco é muito mais embaixo. Você sabe que durante TODO o governo FHC nossas exportações em defesa era tributadas em 150%? Isso não seria problema se nós tivéssemos comprados baterias a rodo pro país, mas o safado não comprou nada.
Então esse argumento de empresa fraca tem que ser usado com muito cuidado.
Sds,
Caro colega Samuel em 28 fev, 2010 às 0:54,
é por pessoas como você, que são capazes de tecer um brilhante comentário como este, que ainda me sinto animado em dar uma olhada nos debates…
Grande abraço, saudação a todos.
Samuel em 28 fev, 2010 às 0:54:
” Dizer isso após os GOVERNOS terem que socorrer o mercado com rios, mais de trilhão, de dinheiro público”
Um erro terrível meu caro Samuel. Terrível. Tinha é que ter deixado quebrar tudo, metido os banqueiros e altos executivos na cadeia e com esse dinheiro ajudado os pobres que perderam os empregos a refazerem suas vidas.
Mas não: o populo-socialismo que manda no mundo inteiro (e agora chegou até aos EUA) preferiu dar dinheiro pra banqueiro… Fazer o que neh? Eles são assim: tiram dos impostos que todos pagam, pra dar para rico…
Sds.
Samuel em 28 fev, 2010 às 0:54:
Samuel, eu me lembro dessa época, não queira mudar a história pra dourar a pílula: a Engesa já estava bastante mal das pernas muito antes do naufrágio do Osório. Na verdade quem ferrou a Engesa foi um tal de Saddam Hussein, que fez encomenda e não pagou (deu calote). Dali pra frente foi só o buraco aumentando…
Mas nada justifica colocar todos os ovos numa cesta só: se a Engesa queria mesmo vender Osório pra árabe (pra se recuperar) tinha que saber que os árabes estavam mais interessados em “buy american”. Nada justifica a burrice em confiar todas suas fichas num projeto em que sabiam que tinham chances pra lá de reduzidas.
Enfim, quem tem competência se estabelece. E “competência” em termos negociais envolve também ser “matreiro” e dependendo do caso até mesmo fazer lobby.
Sds.
Igo em 28 fev, 2010 às 9:41:
Caro Igo, material bélico sofre altíssima incidência de tributos no mundo inteiro, não é apenas aqui. E que eu saiba a tal redução de impostos para material bélico prevista na END ainda não saiu do papel.
E por fim eu concordo com você: se o governo quer ajudar empresas brasileiras de material bélico PORQUE NÃO COMPRA MATERIAL BÉLICO DELAS? Quantos ASTROS II o Brasil tem?
Mas não, o governo prefere injetar dinheiro pra que elas exportem seus produtos (deixando-as sempre vulneráveis às incertezas do exterior, e de pires na mão na porta do governo federal). Será que é porque comprar material bélico neste país tenha um preço político que certos governos não estejam dispostos a pagar?
Vejo que o amigo é bem intencionado, mas comece a enxergar o “outro lado da moeda”. O liberalismo salva. Qualquer outra coisa engessa, emburrece e empobrece. Não existe almoço grátis.
Sds.
Felipe Cps em 28 fev, 2010 às 10:07
vejo isso com outro nome, má administração.
Ih Felipe Cps, você ainda acredtida na teorias neoliberal? “O mercado se regula”…. ??????
Você ouviu falar da crise econômica do final de 2008? Ou suas convicções ideológicas não o deixam e você preferia ver a Avibrás quebrar? Mas aí seria mais um bom motivo para meter o pau, não é?
Como é? “Populo-socialismo” que agora chegou aos… EUA? Ora, pare de fazer propaganda.
Acredito que tem mais um lado da visão,somos ainda terceiro mundo,
com crises passageiras que afetam as industrias de defesa,mas com as novas ameaças na região vamos cuidar da defesa melhor.
Ao inves de passarmos um trator no que existe,sai mais barato,
e rapido fortalecer o que existe,bom senso,temos boas industrias
no pais,Iveco,Imbel,CBC,Embraer,no geral estas industrias deviam contar ate com o Itamarati no exterior,não existe OMC de armamento
e assim que começarmos a vender bem,vai aparecer a concorrencia desleal,assim como foi na Embraer.
“A Airbus venceu a concorrência KC-X nos EUA e não levou pq uma empresa norte-americana questionou a vitória com o Buy América, livre mercado lindo esse né??!!?”
Quem venceu e não levou, por culpa da avaliação equivocada da USAF, foi a Northrop, se não conhece como a coisa funciona na “matriz”, furte-se de comentar.
E kd e Northrop agora??? Tá fugindo da concorrência como o diabo da cruz, a USAF lançou a concorrência do revo de novo, mas como a Northrop não está interessa em contrato de preço fixo, tá fugindo da briga!!!
E a EADS, enrolada até não poder mais c/ o A-380 e o A-400M, fica sonhando em entrar no quintal a Boeing.
Não vai ser fazendo o tipo de chantagem que está sendo feito contra os compradores do A-400M, que isso irá ocorrer.
Se o Mercado autoregula-se como muitos dizem, então porque os USA/Yankees deram um mal exemplo para o capitalismo, fazendo como Chavez e Morales fizeram, destruindo todas as profecias Néo-liberais das privatizações e destruindo o mercado de capitais, pois em 2008-09 estatizou e salvou financeiramente empresas FALIDAS IMCOMPETENTES, principalmente os grandes grupos financeiros( mais de 600bancos!),empresas automobilisticas, ETC ETC..
Mas tem ainda neguinho que prega os velhos SLOGANS como sendo a verdade absoluta!!
HA sim… eles podem fazer né, se fazemos nós, somos comunistas vermelhuxos!!
Parece piada, ou má fé!!
OFF TOPIC
Chapéuzinho vermelho no Brasil!!!
Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil?
Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.
Jornal Nacional
(William Bonner): ‘Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem…’
(Fátima Bernardes): ‘…mas a atuação de um caçador evitou a tragédia.’
Programa da Hebe
‘…que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina
linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’
Cidade Alerta
(Datena): ‘…onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva… um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo , não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!
Superpop
(Luciana Gimenez): ‘Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!’
Globo Repórter
(Chamada do programa): ‘Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do
Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes
acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.’
Discovery Channel
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
Revista Veja
Lula sabia das intenções do Lobo.
Revista Cláudia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
Revista Nova
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!
Revista Isto É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
Revista Playboy
(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ‘ Veja o que só o lobo viu’.
Revista Vip
As 100 mais sexies – desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!
Revista G Magazine
(Ensaio com o lenhador) ‘O lenhador mostra o machado’.
Revista Caras
(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor pra miutas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.’
Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?
Revista Tititi
Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.
Folha de São Paulo
Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador’. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador. E uma entrevista com Governador José Serra mostrando sua indignação
O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT. PSDB e DEM querem abrir uma CPI para investigar o caso.
O Globo
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente. Deputados do PSDB e DEM querem convocar o Presidente da Petrobás para dar explicações.
O Dia
Lenhador desempregado tem dia de herói
Extra
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vermelha igual a da Chapeuzinho!
Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!
O Povo
Sangue e tragédia na casa da vovó.
CosmeBR em 28 fev, 2010 às 14:36
Esta aí uma das imortais do Túlio velho, do forúm interno do Defesa Brasil.
Mas é simplesmente incrível como ele demonstrou de forma humaristica, a manipulação da informação na imprensa nacional!!
E depois vem gente falando que a informação “é livre”, só cego mesmo é quem não vê como funcionam os meios de informação!!
Túlio Cupincha véio, estas fazendo sucesso até fora do DB, vai virar político também é???
“porque os USA/Yankees deram um mal exemplo para o capitalismo”
Porque até eles foram dominados pelo populo-socialismo da administração “pobrista” Barack Hussein. Por mim tinha mais é que quebrar tudo e meter banqueiro e alto executivo na cana; pegar o dinheiro do tesouro e ajudar quem perdeu o emprego a se levantar na vida. Mas é o que eu disse, socialista adora tirar dinheiro dos impostos e doar pra quem já é rico…
Joga pedra na Geni, joga pedra na Geni, ela dá pra qualquer um, maldita Geni….
Infelizmente tá cheio de Geni em nosso meio…
Nisto eu estou contigo FelipeCps, tinha que deixar quebrar mesmo, por na cadeia !!
Nada de dinheiro do povo(impostos) para salvar baqueiro vagabundo e empresário imcompetente.
Mas foi claro o vacilo Ideólogico dos Yankees, daqui pra frente o capitalismo como nos conhecíamos desde crianças parece que morreu, e agora é ter mais programas sociais, hospitais públicos, escolas e universidades grátis, etc, parece que até nisso os Yankees estão mudando, virando para os serviços públicos que antes não existiam naquele país como os Hospitais e universidades estatais.
Mas assim sendo, o Néo-liberalismo que dominou os anos 80,90 e 2000 teve fim!!
Os tempos mudam, sempre foi assim.
Bem no Brasil está sendo diferente, invés de dar grana pra rico, dá pros pobres através dos programas Bolsa família, restaurante popular, hospitais públicos, escolas públicas, universidades públicas, fome zero, microcrédito, finame, pro-sanear, etc… muitos destes são programas de assistência pública veem ainda antes dos governos de Itamar, FHC e LULA.
Estes são dados de fato, não propaganda política, estes programas são de ideologia socialista, e não capitalista ou comunista.
Pra mim o que deveria voltar a existir é o BNH(Banco Nacional de Habitação), este program funcionaou tão bem que os grandes poderes dos construtores e imobiliaristas Nacionais, conseguiram dos governos “democraticos” o seu fim, condenando milhões de brasileiros pobres nas metrópoles às Favelas!
Vergonhoso, e depois tem governo salvando bancos e grandes empresários, vergonha!!
Samuel e Cia
o q é END?
obg.
ezeca:
Estratégia Nacional de Defesa!
Tem um banner nesta pagina, com um desenho que mostra o mapa do Brasil dentro de uma mira.
Valeu!
Felipão 28º,
Pô meu, o sr ja é das “antigas” aqui no blog e ainda assim entra em discussões sem sentido?????
Eu te admiro pra caramba, sei que teu conhecimento sobre o EB é infinitamente superior à maioria dos que aqui passam diariamente.
Pessoal, vamos manter os comentários no enfoque da matéria, ou seja, o fato do GF se tornar sócio da Avibrás……..
essa é a intenção do post…………
Abraços.
agora que chegamos aqui.
pq vcs não param começão
a ler a materia desde o
começo.
para todos
-PARABENS!!!
assim se faz um blog
serio de conteúdo
Ah, e tem mais uma coisa:
A matéria é do Godoy. São grandes as chances de haver alguma(s) informação(ões) equivocada(s) no texto.
Tendo em vista as pedradas trocadas acima, acho importante lembrar que:
- a Avibrás não foi estatizada. O controle permanece na mão do capital privado, com alguns direitos de veto para o Estado;
- em nenhum país do mundo, a indústria bélica surfa sozinha as ondas do mercado, sem algum grau de apoio e controle do Estado;
- o problema da Avibrás era(é) fluxo de caixa e capital de giro, não falta de produto ou mercado. Por isso que a recuperação era uma opção melhor do que a falência;
- o objetivo da lei de falências não é proteger o empresário, mas a empresa. Se não houvesse a conversão da dívida fiscal, teríamos uma empresa falida e dívidas não pagas. Todos perderiam. Com a conversão, temos uma empresa viva e o Estado com propriedade sobre uma participação societária relevante que pode ser vendida para cobrir as dívidas fiscais. Isso não é socialismo, mas pura preservação de valor (contábil, humano, social e tecnológico);
- não tem presente para ninguém. É uma conversão de dívida, não um financiamento ou uma doação. Os donos da Avibrás já pagaram o “pedágio” do risco de mercado perdendo um terço da empresa. Pergunte para qualquer empresário se isso é pouco;
- sugiro modestamente não pensar neste ou naquele governo, mas ver como uma vitória da sociedade brasileira o fato de que agora temos uma estrutura jurídica e um ambiente político-econômico (duramente construído desde 1992) que permitiram evitar que a Avibrás tivesse o mesmo fim da Engesa.
Desculpem o post longo.
P.S. – Levaram um Guará Avibrás para o Haiti no Garcia D’Ávila: http://www.alide.com.br/joomla/images/notas/HeliHaiti2/G29-Haiti04.jpg
Caro colega DV em 01 mar, 2010 às 8:08,
brilhante observação o colega teve, realmente é um “Guará´´ da Avibrás, com certeza vão fazer o teste-drive do “bicho´´ em situação “de certa forma´´ real. Porque o Haiti hoje é um caso de calamidade pública, não sendo portanto uma arena “estritamente´´ de combate(Se é que me entendem…).
De qualquer forma, eu creio, será de suma importancia as impressões que serão tiradas no manuseio do veiculo em campo, até para que, sendo observada alguma defeciência, a mesma seja sanada. É claro que com tudo isso o veiculo será aperfeiçoado.
Grande abraço, saudação a todos.
Felipe Cps…….
Muitas vezes eu concordo com seus comentários por aqui, mas hoje me sinto compelido a intervir em alguns pontos….
Eu entendo a vontade de ver quebrar quem foi irresponsável e não soube gerir bem seus negócios, como vários bancos de investimentos americanos, europeus e etc…. agora é preciso lembrar como alguns já disseram por aqui, que o socorro estatal em alguns casos é fundamental, quando uma empresa é importante para o país, não é interessante vê-la quebrar, é melhor ir ao seu socorro e reestruturá-la para adequar seus métodos…
Por exemplo, imagina a Boing ou a Lockheed Martin quebrando…..
Empresas que historicamente foram fundamentais para a atual situação americana no poder global, deixe-as quebrar??? É no mínimo uma falta de consideração e uma ingratidão do cacete deixar isso acontecer……. Socorro-a e depois mudo oq há de errado dentro dela…
Seria melhor deixar outra empresa comprar e deixar o “mercado se auto-regular”?? Talvez, mas se não aparece ninguém a tempo, o governo tem obrigação sim de ajudar!!!
E imagina se uma empresa de capital aberto compre a tal “falida”, e o maior grupo acionista é russo ou árabe, os EUA deixão essa cagada acontecer??? Perdem suas maiores contribuidoras militares irem pro lado inimigo??
(Exagerei nessa hipótese, mas é impossível?????)
PS: Deixo claro que não estou comparando a Avibrás à Boing ok???? hahahha….
Só dei um exemplo de peso……..
Desculpem os erros de portuga e digitação…..
To com pressa…
Tem gente aqui meio que confundindo comunismo com capitalismo de estado…. Não são coisas necessariamente iguais.
Bernardo em 01 mar, 2010 às 15:58:
Entendi Bernardo, respeito sua visão de mundo e de mercado, mas discordo: para mim é uma questão conceitual. Governo não tem que se meter em mercado, qualquer que seja, a não ser que seja algo temporário e muuuuito restrito (e mesmo assim…). E jamais deve ter poder descisório sobre a iniciativa privada (quer afundar ou estagnar rapidinho uma empresa é deixá-la nas mãos sujas e incompetentes de políticos e/ou burocratas).
Em contrapartida, a iniciativa privada deve se virar por suas próprias pernas, sem contar com a “gorda” para a livrar dos apuros. “Quebrou? azares: foi tarde…”
Iniciativas como essas, além de promoverem concorrência desleal (na medida em que ajudam uns em detrimento de outros) dão um recado aos competidores (pelo menos os nacionais): “podem fazer as cacas que quiserem, que a gorda estará sempre aqui pra socorrê-los”.
Enfim, é complicado, há que se analisar todo um contexto histórico, mas trocando em miúdos é isso. É claro que se tem que levar a segurança nacional em conta, mas essencialmente não se pode dar “forcinhas” a pessoas jurídicas de direito privado. Esmola leva à preguiça; preguiça à incompetência; incompetência à burrice e a burrice ao “lado vermelho da força”, se é que me entende… Não existe almoço grátis.
Quanto aos exemplos, rsrs, poderia ter citado a GM. Quer mais importante que ela pros EUA?
“GM loves Barack Hussein”…
Abs.
Felipe, você só não entendeu que o que garante o poder político dos EUA, é sua força econômica, que é basicamente atividade especulatória e terciária.
Se o governo “deixa rolar” lá se vai a econômia do país, hoje em dia sem lastro físico o governo TEM de intervir.
É a propria idéia que originaram as nações… Sempre houve relação estado-mercado, a diferença é como o estado interfere nele e em que nível.
Felipe, por um lado você reconhece que “é complicado”, por outro repete um discurso fácil, um raciocínio simplista que, disfarçado de lógico, é totalmente nonsense. Qual dos dois você é? O que melhor convier?
MA, entendi sim senhor, e estou bem pouco preocupado com os EUA, com a China, com Cuba ou com qualquer um outro; minha preocupação é o Brasil. Não sou economista e a coisa é mais complexa que isso, mas a minha opinião foi dada. Não precisa concordar, apenas peço que respeite o direito que tenho de expressá-la, valeu?
Sds.
Essa história da “mão invisível” é muito interessante (e conveniente) quando as coisas vão bem, mas quando a coisa começa a desandar todo mundo pula no colinho do papai Estado… Realmente é complicado dar dinheiro para quem causou o rombo, mas o fato é que se os governos não o tivessem feito, é provável que a essa hora estivéssemos na fila da sopa…
Mas voltando ao foco do assunto aqui tratado, o livre mercado e a livre concorrência devem ser estimulados, e nesse sentido o Estado deve cumprir seu papel de regulador e indutor da atividade econômica, principalmente naqueles setores estratégicos e que ainda não atingiram a maturidade. No caso da indústria de defesa a ação do Estado é ainda mais fundamental, pelo óbvio valor estratégico desse setor caracterizado pelo uso extremamente intensivo de capital, mão de obra altamente especializada e de know-how obtido a duras penas e a custos elevadíssimos. Em país algum a indústria de defesa sobrevive e se desenvolve sem o suporte do Estado. É bom saber que o Brasil dá sinais de que finalmente aprendeu isso. Imagimem a lástima que seria daqui alguns anos o EB precisando modernizar ou substituir o sistema Astros e simplesmente ter que buscar algo lá fora porque o país perdeu uma competência que hoje domina com excelência.
Felipe CPs;
Nem tanto céu nem tanto inferno. Devemos fugir dos extremos. O sonho de todo capitalista é socializar (estatizar) as perdas e privatizar os lucros. Sempre viveram assim.
Os EUA nunca foram e nunca serão socialistas, nem com Obama nem com ninguém.
Se o governo agisse da forma que vc deseja estaria agindo como Nero queimando a própria casa, seria decapitar de vez a hegemonia dos EUA. O financiamento iria cair a padrões próximos a era do escambo. Ninguém quer isso. O que quebraria não seria os bancos mais sim todo o sistema financeiro deles!! Os EUA são ricos pelo fato de ninguém questionar a existência de lastro para os dólares emitidos no mundo todo. Até mesmo pq não seria interessante para as demais potências ver sua poupança virar papel sem valor.
A verdade é que a Engesa estava mal das pernas pelo fato dos nossos governantes não manterem uma política de compras no mínimo decente, forçando as empresas deste ramo olharem para fora, se não buscassem o mercado externo quebrariam muito tempo antes.
O governo sempre garantiu o desenvolvimento e deve continuar assim, dizer que a iniciativa privada pode tocar projetos de longo, longuíssimo prazo, no Brasil é uma inverdade. Qual empresário nos anos 50 queria furar um poço de petróleo no Brasil, ou investir em telefonia na Amazônia e etc??
A Engesa era muito competente no que fazia deixa-la quebrar foi prova de pouca visão dos nossos governantes da época, hoje compramos material inferior de segunda mão pois perdemos o know how.
Felipe Cps em 01 mar, 2010 às 17:54
Ok, entendo seu ponto de vista e respeito de verdade!!
Mas aproveitando as excessões que vc aceitaria “e olhe lá”, inclua a Avibrás, afinal nossa industria já é tão mirrada coitada, que perdendo ela, fica ainda pior…..
Imagina a gente sem a Embraer tb.. hahaha
Mas como disse antes, entendi e até chego perto de aceitar seus pontos, concordo que engolir c… de incompetentes é f…..
E deixar empresas na mão de qualquer governo é muito perigoso…
Mas creio que será apenas uma ajuda mesmo, sem intervenção direta…
Tomara….
Abraços!!
Felipe CPS.
Tudo beleza meu velho?
Permita-me discordar quanto à tributação de produtos de defesa serem elevadas em outros países. Para vc ter uma idéia, já lí vários artigos a respeito sobre este assunto e a última foi, salvo engano do Brigadeiro Sérgio Ferolla onde ele diz que em média a indústria de defesa nacional é taxada com impostos em torno de 49% acima do produto importado.
Já que nossas Forças Armadas sofrem com constante contigênciamento de verbas, elas compram muito mais material de defesa no exterior do que das indústrias nacionais exatamente por causa da diferenciação tributária (encarecendo o produto nacional e barateando o exportado), levando as mesmas a falência por inanição…
Abraços…
N
Desculpem o erro:
(encarecendo o produto nacional e barateando o exportado)
(encarecendo o produto nacional e barateando o IMPORTADO)=CORRETO
Trata-se de umna empresa estratégica, onde o governo pode e deve manter “golden shares”.
Só fico me perguntando quais serão as encomendas para o Exército Brasileiro… estas sim, fariam grande diferença não só no faturamento, mas especialmente na conquista de mercados. É dificil opara um país adquirir equipamentos que não sejam usados pelas FFAA do país de origem deles.
Olá galera o Exército e a nossa marinha deveria encomendar mais astros armados com o míssil SS-150 que tem alcance de 150km,ela já está pronto foi desenvolvido pela própria Avibrás,é um míssl de cuzeiro solo-solo com sistema de guaiagem ele pode ser usado contra alvos em terra ou na água inclusive contra navios,ele já está pronto mas a produçao industrial em série ainda nao começou,nao sei porque,segundo informaçoes uma viatura lançadora do astro pode levar e disparar até 10 mísseis SS-150,constituindo portanto um considerável sistema de artilharia de campanha e de defesa de costa.