Página 3 de 41234

HA-1 Esquilo EB-1011_01

Um major e um tenente ficaram feridos, mas não correm risco de morte. Procedimento investigativo será aberto para apurar as causas do acidente.

vinheta-clipping-forteUm helicóptero pertencente ao Exército Brasileiro caiu na manhã desta quarta-feira (10) enquanto realizava um exercício de Pilotagem Tática na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, a cerca de 130 quilômetros do Rio.

De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), os dois tripulantes, um major e um tenente, sofreram escoriações moderadas. As vítimas foram medicadas na própria Base Aérea e em seguida encaminhadas para o Hospital Central do Exército (HCE).

Segundo informações do CML, o major e o tenente não correm risco de morte. Será aberto um procedimento investigativo aeronáutico parar apurar as causas do acidente.

FONTE: G1

NOTA do EDITOR: acabamos de chegar do CAvEx, onde ficamos sabendo do acidente ocorrido nesta manhã. A aeronave (HA-1 Esquilo) do CIAvEx, se encontrava na BAeNSPA desde o dia 31.01, realizando o Estágio de Pilotagem Tática(EPT). Tivemos informações a respeito dos tripulantes, mas nenhuma confirmação oficial por enquanto. Sabemos somente que logo após a queda, uma outra aeronave, que também participava do exercício, resgatou os dois tripulantes e em seguida a aeronave se incendiou e ocorreu uma explosão. Os tripulantes foram evacuados rapidamente para a BAeNSPA.

FOTO: Guilherme Wiltgen/ForTe

 

Plano criaria ‘comissão da calúnia’, teria dito militar em documento. Dilma foi convocada por comissão do Senado para falar de programa.

Diego Abreu e Robson Bonin

vinheta-clipping-forteO chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército, general Maynard Marques de Santa Rosa, teve a exoneração do posto solicitada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta quarta-feira (10). Uma carta atribuída ao general circula na internet fazendo críticas à terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH). A exoneração já foi enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi anunciada pelo próprio ministro nesta quarta-feira (10), durante a cerimônia de despedida do ministro da Justiça, Tarso Genro, do cargo, que transmitiu o posto para o secretário-executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto.

“Acabei de encaminhar ao presidente da República a exoneração do general Santa Rosa da chefia do Departamento Geral de Pessoal e deixei a sua colocação à disposição do Exército. O assunto está encerrado”, afirmou Jobim.

Ao tomar conhecimento da carta divulgada na internet no dia 15 de janeiro, segundo o Ministério da Defesa, Jobim telefonou para o comandante do Exército, Enzo Peri, pedindo providências para o caso. Foi o próprio comandante que sugeriu a exoneração do militar ao ministro da Defesa.

Outro capítulo da polêmica em torno do PNDH, que já dura quase dois meses, aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que convocou nesta quarta a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o programa.

A ministra tem 30 dias para atender a convocação e é obrigada a comparecer. O placar foi de nove votos a sete.

“A ministra Dilma é responsável por todas as áreas do governo. Ela é a primeira pessoa, depois do presidente, a dar ok sobre qualquer iniciativa do governo. Por isso, precisamos ouvi-la”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O líder do PT, Aloizio Mercadante, anunciou que vai recorrer no plenário da convocação.

A assessoria da Casa Civil disse que não tomou conhecimento da decisão e não vai comentar o fato.

Na nota divulgada na internet, o general diria que a comissão da verdade, uma das medidas previstas no plano de direitos humanos, que seria criada pelo governo para investigar crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985), seria formada por “fanáticos” e viraria uma “comissão da calúnia”.

O militar afirmaria que os integrantes da comissão seriam os “mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime, para alcançar o poder”.

A nota também diz que “confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa”. Para o militar, “a história da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada [1420-1498] viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar 30 mil vítimas por ano”.

Leia a íntegra da suposta carta:

“A COMISSÃO DA “VERDADE”?

A verdade é o apanágio do pensamento, o ideal da filosofia, a base fundamental da ciência. Absoluta, transcende opiniões e consensos, e não admite incertezas.

A busca do conhecimento verdadeiro é o objetivo do método científico. No memorável “Discurso sobre o Método”, René Descartes, pai do racionalismo francês, alertou sobre as ameaças à isenção dos julgamentos, ao afirmar que “a precipitação e a prevenção são os maiores inimigos da verdade”.

A opinião ideológica é antes de tudo dogmática, por vício de origem. Por isso, as mentes ideológicas tendem naturalmente ao fanatismo. Estudando o assunto, o filósofo Friedrich Nietszche concluiu que “as opiniões são mais perigosas para a verdade do que as mentiras”.

Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa.

A História da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar trinta mil vítimas por ano no reino da Espanha.

A “Comissão da Verdade” de que trata o Decreto de 13 de janeiro de 2010, certamente, será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o seqüestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder.

Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou.

Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma “Comissão da Calúnia”.

General do Exército Maynard Marques de Santa Rosa”

FONTE / VÍDEO: G1

vinheta-especial-forteTudo indica que em poucos dias sera travada a maior batalha da Guerra no Afeganistão. Cerca de 20.000 tropas americanas, britânicas e afegãs logo atacarão a cidade de Marja considerada o último santuário do Taliban na província sul de Helmand.

helmand_b_04

Marja, uma cidade com população de cerca de 80.000 habitantes, há semanas já está de sobreaviso para que a população civil deixe a cidade, seguindo o exemplo utilizado por Marines americanos antes da batalha de Fallujah em 2004 no Iraque. A medida procura dar tempo para que civis se retirem do local, diminuindo assim as baixas colaterais.

A “Operation Moshtarak” – “Juntos”, contará com forças de várias nacionalidades e será liderada pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC), sendo que as tropas afegãs que irão operar junto aos Marines atá utilizam o mesmo corte de cabelo característico dos fuzileiros de acordo com o General Americano Stanley McChrystal.

helmand_b_06

A área foi foco de um projeto americano décadas atrás procurando criar canais para ajudar a agricultura local, mas que hoje é utilizada pelo Taliban para a produção de ópio ao invés de alimentos à população afega.

NOTA DO BLOG: o autor do texto é fuzileiro naval dos EUA e esteve em combate no Iraque. Dentre as diversas missões de que participou inclui-se a retomada da cidade de Falujah.

 

“Voltamos à estaca zero”

Uma visão da situação do Haiti após o terremoto do mês passado

Tagged with:
 

vinheta-clipping-forteUm dos líderes do braço da rede extremista Al-Qaeda no Iêmen elogiou a liderança da rede na Somália pela oferta de envio de militantes ao país e convocou os muçulmanos da região para uma guerra santa e por um bloqueio do Mar Vermelho.

“Os cristãos, os judeus e os governantes apóstatas traidores atacaram vocês, vocês não têm outra saída dessa questão a não ser travando um jihad”, disse o saudita Saeed al- Shiri, considerado o número dois da Al-Qaeda no Iêmen em uma mensagem de áudio divulgada na internet.

Ex-detento da prisão de Guantánamo, al-Shiri agradeceu a oferta de cooperação dos militantes somalis do grupo Al Shebab “em nossa próxima batalha contra o líder dos infiéis, a América”.

O grupo de al-Shiri assumiu a autoria de um atentado fracassado contra um avião americano no dia 25 de dezembro.

Ele também pediu ajuda a militantes somalis para controlar o estreito de Bab al Mandab, que separa a península arábica da África.

Segundo ele, quando o estreito, que dá passagem ao Mar Vermelho “voltar às mãos do Islã”, ele será “fechado e isso vai fechar a porta e apertar o nó sobre os judeus (Israel) por causa do apoio americano pelo Mar Vermelho”, disse ele.

“Por causa da importância marítima do Bab al Mandab, isso seria uma grande vitória.”

Ameaça

Correspondentes ressaltam que a Al Qaeda na Somália não controla a área próxima ao estreito, tendo maior influência sobre o sul do país e partes da capital, Mogadishio.

As alianças com grupos piratas, que dominam as águas somalis, seriam também apenas ocasionais.

O governo iemenita prometeu continuar combatendo a Al-Qaeda no país.

No domingo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a ameaça gerada pela Al-Qaeda seria maior do que a de um Irã com armas nucleares.

“Creio que a maioria de nós entende que a maior das ameaças são as redes internacionais”, disse ela referindo-se aos militantes da Al Qaeda no Afeganistão, Paquistão, norte da África e Iêmen.

Estas redes estariam evoluindo para tornarem-se “mais criativas, ágeis e flexíveis”.

Autoridades de países do Ocidente e da Arábia Saudita temem que a crescente instabilidade entre rebeldes xiitas e separatistas do Sul do Iêmen possa permitir um fortalecimento das operações da rede Al-Qaeda no país.

FONTE: BBC Brasil

 

Taleban paquistanês confirma morte de líder em ataque

Hakimullah Mehsud morreu após bombardeio não tripulado dos EUA; governo celebra duro golpe no grupo

Hakimullah Mehsud - foto EFE - EPA

vinheta-clipping-forteISLAMABAD – O líder do Taleban paquistanês, Hakimullah Mehsud, morreu em consequência dos ferimentos sofridos em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano em janeiro em uma região tribal do país, assegurou nesta terça-feira, 9, uma fonte dos principais secretos serviços do país.

“Nossas informações nos confirmam a morte de Hakimullah. Isto representa um duro golpe para a Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP) e vai afetar suas operações”, assegurou a fonte do ISI, que evitou relatar os detalhes da morte do líder insurgente.

Em declarações a diversos veículos de imprensa paquistanesas, alguns porta-vozes insurgentes da região tribal de Orakzai, para onde Mehsud tinha sido supostamente levado para receber tratamento médico, confirmaram a morte do líder. Os insurgentes acrescentaram que o líder Nour Jamal – que tem sua base em Orakzai – foi nomeado sucessor temporário de Mehsud à frente do TTP.

Segundo a imprensa paquistanesa, Mehsud supostamente morreu em Orakzai – única região tribal paquistanesa que não faz fronteira com o Afeganistão. Por enquanto, o comando central do movimento Taleban não se pronunciou sobre a morte do líder.

Mehsud tinha ficado gravemente ferido em um ataque com mísseis feito por um avião não tripulado americano no dia 14 de janeiro na cidade de Shaktoi, na região tribal do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão. Desde então, a saúde do líder extremista foi alvo de diversas especulações.

Hakimullah Mehsud assumiu a liderança do TTP no final de agosto após a morte de seu antecessor, Baitullah Mehsud, também em um ataque dos EUA há menos de um ano. Na ocasião, os taleban demoraram semanas para admitir a morte de Baitullah Mehsud, que abriu uma disputada transição de poder na cúpula do movimento insurgente.

Em apenas meio ano no cargo, Hakimullah orquestrou uma das piores ondas de violência terrorista que o Paquistão sofreu nos últimos anos. Só desde outubro, cerca de 900 pessoas, a maioria civis, perderam a vida em pelo menos 50 atentados.

FONTE / FOTO: EFE / EPA via Estadão

LEIA MAIS:

Tagged with:
 

vinheta-clipping-forteO governo brasileiro garante à França lucros importantes com o comércio de armamentos em 2009. Enquanto os gastos militares no planeta caíram no ano passado diante da crise, as vendas francesas ao mundo tiveram uma alta de 21%, atingindo 7,95 bilhões de euros. Quase metade desse volume se refere aos contratos fechados pelos franceses para as exportações de quatro submarinos ao Brasil. Para 2010, o contrato para a compra de caças com o Brasil é mais uma vez a esperança dos franceses, que nunca conseguiram exportar a nenhum mercado seu caça Rafale.

Os dados são da Direção Geral de Armamentos da França, entidade governamental ligada ao Ministério da Defesa. Em 2008, as vendas de Paris haviam atingido 6,58 bilhões de euros. No final de 2008, os dois países anunciaram que haviam fechado um acordo de 3,7 bilhões de euros para a compra de quatro submarinos de ataque Scorpène. O acordo acabou sendo assinado em 2009. O governo alemão havia oferecido uma proposta que teria um preço abaixo do que foi oferecido pela França.

Para 2010, o governo francês indica que a meta é de obter exportações ainda superiores às taxas de 2009. Mais uma vez, o Brasil promete ser a grande esperança, com a compra de 40 jatos Rafale da empresa Dassault Aviation. Hoje, em uma coletiva de imprensa em Paris, o diretor-geral do órgão governamental, Jacques de Lajugie, indicou que a França espera “com serenidade” a decisão do governo brasileiro sobre os caças.

Os franceses teriam oferecido o caça com um desconto. Dos US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) iniciais, o contrato ficaria em US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões). Os Emirados Árabes Unidos também negociam a compra do avião com os franceses. Mas nos últimos anos, a tentativa de Paris de exportar seu caça fracassou em todas as ocasiões. Já o governo francês indicou hoje a compra de 60 caças de sua própria empresa, além de gastos em outros equipamentos. Em 2009, a França gastou 19,3 bilhões de euros para se rearmar.

A França é hoje o quarto maior exportador de armas do mundo, superado apenas por Estados Unidos, Reino Unido e Rússia. Mas o país vinha perdendo espaço. Com a retomada das vendas, a meta é a de atingir 10 bilhões de euros em vendas no médio prazo.

Além do Brasil, a França ainda comemora as vendas para a Rússia de um navio militar anfíbio. A encomenda russa tem alarmado as ex-repúblicas soviéticas.

FONTE: Agência Estado, via Jornal do Comércio

 

Carolina Eloy

vinheta-clipping-forteA preocupação com as divisas territoriais ganhou corpo após o anúncio da descoberta de reservas de petróleo e gás na camada de pré-sal, em novembro de 2007. Nos dois anos seguintes, os recursos destinados ao Ministério da Defesa foram ampliados em 45,64%. Segundo especialistas, houve antecipação de encomendas com o objetivo de manter a soberania nacional frente aos novos recursos naturais. Mesmo assim, os valores para a compra e renovação de equipamentos militares representaram apenas 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.

A camada pré-sal engloba as bacias do Espírito Santo, Campos (Rio) e Santos (SP). Conforme estimativas, a reserva pode conter 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente), o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo. Antes, as reservas nacionais eram de cerca de 14 bilhões de boe. A primeira descoberta foi feita em julho de 2005, mas o potencial de exploração só foi anunciado dois anos depois.

O aporte para a Defesa Nacional somaram R$ 4,79 bilhões no ano passado, montante 37,05% superior aos R$ 3,495 bilhões de 2008 e 45,64% maior que os R$ 3,289 bilhões de 2007. Esses valores incluem investimentos feitos pela Marinha, Exército e Aeronáutica e pela administração central do Ministério da Defesa.

O declaração oficial da pasta, no entanto, é de que não há relação entre a descoberta do óleo e o incremento dos recursos destinados à proteção do território brasileiro. O ministério ressalta ser uma política deste governo valorizar as Forças Armadas.

Manuel Nabais da Furriela, coordenador do Curso de Relações Internacionais da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), diz que no texto do Projeto de Defesa Nacional, consta proteção a recursos naturais, o que inclui os marítimos – muito valorizados atualmente.

Furriela afirma que a necessidade de reequipar as Forças Armadas existe há alguns anos, mas foi adiada durante o governo de Fernando Henrique Cardoso por questões financeiras.

– As descobertas do pré-sal aceleraram o processo de modernização militar nacional. O que atrasa as negociações são condições técnicas, com a transferência de tecnologia – diz.

Seria ideal para o Brasil se os investimentos em renovação dos equipamentos militares chegasse a 2% do PIB, avalia Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).

Projetos

Entre os principais projetos do governo brasileiro na área de Defesa, estão a construção no Brasil de quatro submarinos convencionais e um submarino à propulsão nuclear (custo de 4,324 bilhões de euros ou R$ 12,1 bilhões).

Está em fase de análise a concorrência para a compra dos 36 caças que renovarão a frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e a construção de 50 helicópteros EC-725 (custo de 1,847 bilhão de euros ou R$ 5,1 bilhões) pela empresa brasileira Helibrás – associada ao grupo francês Eurocopter – que servirão Exército, Marinha e Aeronáutica.

A construção dos submarinos e dos helicópteros será feita no Brasil, com transferência de tecnologia, conforme acordo de parceria estratégica assinado em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy.

Expedito Bastos, pesquisador de Assuntos Militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), destaca que entre 1970 e 1980 o Brasil tinha empresas que supriram militarmente às necessidades de equipamento nacional. Ele destacou que algumas companhias ainda exportavam seus produtos. “A maioria das empresas dessa época faliu. O país não compreendeu a importância estratégica do setor”. Para ele, é preciso continuidade de investimentos em pesquisa e capacitação profissional.

FONTE: Jornal do Brasil

 

Mahmud Ahmadinejad

vinheta-clipping-forteTEERÃ – O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, ordenou neste domingo que a Agência de Energia Atômica do país comece a produzir urânio enriquecido a 20%, o nível mais alto até agora, para um reator de pesquisa em Teerã. Ahmadinejad não estabeleceu, porém, uma data para o início do processo de enriquecimento.

- Se Deus quer, o enriquecimento a 20% começará – disse Ahmadinejad em discurso transmitido pela televisão estatal.

A decisão contraria as negociações para o programa nuclear intermediadas pelas Nações Unidas. Pelo acordo, o Irã exportaria seu urânio com baixos níveis de enriquecimento em troca de combustível refinado para o reator de Teerã. O objetivo é garantir que o país não enriqueça o urânio a um nível superior que seria potencialmente usado em uma bomba nuclear.

Autoridades iranianas vêm repetindo, no entanto, que o país pode produzir sozinho combustível enriquecido a 20% se não houver consenso sobre a obtenção de material no exterior.

- Dissemos a eles (o ocidente) que viessem para fazer um troca, embora possamos produzir o combustível enriquecido a 20 por cento nós mesmos – disse Ahmadinejad em um discurso televisionado.

- Demos a eles de dois a três meses para o acordo. Eles começaram um novo jogo e agora eu peço ao Dr. Salehi que inicie a produção do combustível usando centrífugas – acrescentou ele, referindo-se a Ali Akbar Salehi, responsável pelo programa de energia nuclear.

Ahmadinejad acrescentou, por outro lado, que as negociações não estão encerradas:

- As portas para a interação ainda estão abertas.

Na sexta-feira, do ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, fez comentários otimistas sobre as perspectivas de um acordo. Estados Unidos e a Alemanha, entretanto, disseram no sábado não ver sinais de que Teerã irá fazer concessões em seu programa nuclear.

FONTE: O Globo, com Agências Internacionais / FOTO: AFP

Tagged with:
 

vinheta-clipping-forteROMA e MUNIQUE – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, voltou a sugerir neste domingo que a comunidade internacional adote sanções contra o Irã depois que o presidente do país, Mahmud Ahmadinejad, ordenou a produção de urânio enriquecido a 20%. Durante visita a Roma, Gates afirmou que a resposta do governo iraniano ao ocidente foi decepcionante.

- Se a comunidade internacional estiver junto e fizer pressão sobre o governo iraniano, acredito que ainda há tempo para sanções e pressões para funcionarem – disse Gates.

- Mas precisamos trabalhar juntos. Acho que todos nós podemos fazer mais – acrescentou, sem explicitar que tipos de sanções deveriam ser impostas.

Neste sábado, Gates já havia afirmado que não vê sinais de que um acordo esteja próximo.

O ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, também criticou neste domingo a decisão de Ahmadinejad e ressaltou que a comunidade internacional precisa deixar claro para o Irã que “a paciência está no fim”.

- Pode ser que as sanções precisem ser ajustadas aqui e ali. Precisamos considerar cuidadosamente o impacto que nossas decisões possam ter – afirmou Guttenberg.

FONTE: O Globo, com Agências Internacionais

Tagged with:
 
Página 3 de 41234