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‘É um ato muito grave’

Chanceler Amorim critica ação israelense contra flotilha palestina e pede ação da ONU

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vinheta-clipping-forteO chanceler Celso Amorim afirmou nesta segunda-feira que o ataque israelense à flotilha que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza justifica a tomada uma ação por parte da ONU.

“É um ato muito grave, estamos preocupados com isso, esperamos que a ONU adote alguma ação, e que Israel possa atender ao que for solicitado”, disse.

Segundo Amorim, a embaixadora brasileira na ONU já foi instruída a apoiar convocação do Conselho de Segurança para discutir o caso. “Espero que o presidente do Conselho de Segurança dê uma declaração forte”, disse.

“Não poderíamos ter ficado mais chocados do que com um evento desse tipo. Eram pessoas pacíficas, que não significavam nenhuma ameaça e que estavam procurando realizar uma ação humanitária”, disse o chanceler.

Amorim falou à imprensa após participar do 33º período de sessões da Cepal (Comissão Especial para América Latina e o Caribe, entidade da ONU), em hotel de Brasília. Ele afirmou que buscará um caminho pacífico para o incidente, e reiterou que o Brasil é um país amigo de Israel.

“Queremos que Israel viva com segurança, mas não é com essas ações que Israel terá segurança. É tendo a paz com seus vizinhos, paz com os países árabes que os cidadãos israelenses terão a sua paz, a sua tranquilidade”, defendeu.

Amorim disse que ainda não conversou com a cineasta brasileira Iara Lee, que estava em um dos navios da flotilha.

Tudo indica que o incidente ocorreu em águas internacionais. O governo brasileiro enviará em breve um diplomata para acompanhar as investigações e dar assistência à brasileira.

Comunicado

Anteriormente nesta segunda-feira, o governo brasileiro condenou, em nota oficial, o ataque ao comboio humanitário organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios liderados por uma embarcação turca que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos dez mortos e 30 feridos.

“O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo”, diz o governo brasileiro no comunicado.

O Brasil defende que o bloqueio imposto à faixa de Gaza seja levantado “imediatamente”, com o objetivo de garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo aos territórios da região.

Outros países

Em visita ao Chile, o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira que Israel cometeu um ato de “terrorismo de Estado, “demonstrou que não quer a paz na região” e “violou a lei internacional”.

O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira.

Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar.

A Rússia considera que o ataque das tropas israelenses contra uma frota pró-palestina que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza constitui uma “grosseira violação do direito internacional”, segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira.

FONTE: Folha online

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Porto Príncipe (Haiti) – Em 19 de maio, o BRABATT 2 realizou escolta e segurança para uma comitiva de militares do Exército dos EUA, acompanhados pelo Force Commander da MINUSTAH, General Paul Cruz, e pelo Deputy do Force Commander, General Mezano, em visita a Porto Príncipe.

Durante a atividade, foi realizada a segurança e balizamento para aterragem de 03 helicópteros (Black Hawk) na base do porto (Região portuária de Bel Air) e escolta para o deslocamento ao Palácio Nacional e ao Forte Nacional, área de operações do BRABATT 2.

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FONTE/FOTOS: Exército Brasileiro

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Celso Amorim - Agência Brasil

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Para chanceler, acordo com o Irã não deve atrapalhar campanha do país por cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU

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vinheta-clipping-forteO ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil prefere não obter uma cadeira no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) do que assumir uma posição submissa para conseguir a vaga.

“Se para ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU você tiver que ter uma posição subserviente, é preferível não ser”, afirmou Amorim, durante o Fórum da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, no Rio de Janeiro.

O chanceler disse considerar improvável que o acordo firmado entre o Brasil e a Turquia com o Irã possa atrapalhar a campanha do governo Lula pela vaga.

Durante o encontro, o chanceler fez críticas a parte da imprensa brasileira. De acordo com ele, alguns jornalistas sempre trataram a questão da vaga no Conselho de Segurança da ONU como algo irrelevante. Com a parceira fechada com o Irã, o tema teria voltado à tona com novo enfoque.

“A maior parte da mídia brasileira sempre tratou criticamente essa questão do Conselho de Segurança. Diziam que o Brasil tinha essa obsessão e que isso prejudicava outros interesses. Agora, quando fazemos um ato correto com a Turquia, de acordo com a nossa consciência, as pessoas perguntam se isso não irá prejudicar a aspiração brasileira”, alfinetou o ministro.

Questionado se o acordo feito com o Irã poderia atrapalhar as relações comerciais históricas do Brasil com os EUA, Amorim foi taxativo. “Não creio. Acho que seria uma atitude infantil. O Brasil tem excelentes e intensas relações com os Estados Unidos”, avaliou. “Você não pode adotar uma política de que quem não está comigo é contra mim. Isso não existe”, finalizou.

FONTE: Último Segundo

Formação de Sargento Temporário no 1º RCC

O Regimento Vanguardeiro realizou, no período de 18 a 22 de maio, o Campo de Verificação da 1ª Fase do Curso de Formação de Sargento Temporário, desenvolvido no sistema de oficinas, com um deslocamento de aproximadamente 60 km no Campo de Instrução de Santa Maria (CISM). Dentre os assuntos abordados, destacaram-se as instruções de manobra de força, canhão 105 mm L7A3, trens de rolamento, roteiro de tiro, croqui de iluminação, patrulha e, coroando o exercício, o tiro com redutor de calibre do canhão 105 mm e metralhadora coaxial.



FONTE/FOTOS:
EB

 

Historiador que revelou prova do arsenal diz que notícia foi a tentativa de vendê-lo

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Marcelo Ninio

vinheta-clipping-forte Toda nova informação sobre o suposto programa nuclear de Israel desperta enorme interesse, dada a ambiguidade que envolve o tema. Não foi diferente com a notícia, divulgada nesta semana, de que em 1975 o ministro da Defesa israelense, Shimon Peres (hoje presidente), teria oferecido armas nucleares ao regime do apartheid sul-africano.

A revelação está num livro que consumiu seis anos de pesquisa do historiador americano Sasha Polakow-Suransky e é considerada uma rara prova do arsenal atômico de Israel -que o país não nega nem admite ter.

Folha – Em que medida os documentos revelados em seu livro comprovam a oferta israelense? Peres negou tudo. Sasha Polakow-Suransky – Peres está sendo evasivo. Ele está certo quando diz que sua assinatura não aparece nas minutas das reuniões, mas ela aparece no documento que garante sigilo para a negociação sobre a venda de mísseis Jericó. Os documentos mostram acima de qualquer dúvida que o tema foi discutido em uma série de encontros em 1975. As frases usadas para descrever as ogivas são vagas, o que é comum nesse tipo de negociação. A confirmação de que o governo sul-africano viu a discussão como uma oferta nuclear explícita está num memorando do chefe do Estado-Maior, R. F. Armstrong, que detalha as vantagens do sistema de mísseis Jericó para a África do Sul, mas só se os mísseis tivessem ogivas nucleares. É a primeira vez que aparece um documento com a discussão sobre mísseis nucleares em termos concretos. O acordo nunca foi fechado, mas a discussão ocorreu, e o alto escalão sul-africano entendeu a proposta israelense como oferta nuclear.

Qual era o objetivo de Israel? Principalmente financeiro. Peres também estava buscando financiamentos conjuntos e precisava oferecer algo em troca à África do Sul. No encontro de 4 de junho, Peres sugeriu a Pieter Botha [então ministro da Defesa] que a África do Sul financiasse entre 10% e 5% de um projeto de um jato leve e 33% de um sistema balístico de cognome “Assaltante”. Israel tinha o know-how, e a África do Sul tinha dinheiro.

Há outras revelações sobre o elo entre Israel e o regime do apartheid em seu livro? Muitas. As principais são a continuação do projeto dos mísseis Jericó na África do Sul nos anos 80, quando especialistas israelenses ajudaram a construir projéteis de segunda geração para carregar ogivas nucleares; e a venda de “yellow cake” [concentrado de urânio] da África do Sul para Israel em 1961.

Os documentos revelados em seu livro são a evidência mais clara até hoje do arsenal nuclear israelense? Não. As fotos de Mordechai Vanunu [técnico nuclear israelense condenado por traição] em 1986 são muito mais definitivas. O significado dos documentos não é provar que Israel tem armas nucleares, o que o mundo todo sabe há décadas. A notícia aqui é que a possível transferência de tecnologia nuclear foi debatida no alto escalão.

FONTE/IMAGEM: Folha de São Paulo, via Resenha/UOL

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Para Jobim, América do Sul deve recuperar capacidade militar

vinheta-clipping-forteA América do Sul deve recuperar sua capacidade militar para que possa dizer não quando for necessário, disse o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta quinta-feira, depois de um encontro com seu colega uruguaio Luis Rosadilla, em Montevidéu.

Não há uma corrida armamentista. Há sim a capacidade, e isso é importante, do subcontinente sul-americano de ter uma estrutura de dissuasão para que possa dizer sim ao mundo quando quiser dizer sim (…), mas tenha também a possibilidade de dizer não ao mundo quando tiver a necessidade de dizer não. E isso só é possível com capacidade de dissuasão, afirmou.

É importante ter em conta que a América do Sul tem a maior reserva de água potável do mundo, e uma grande produção de energia e alimentos, declarou, depois de um encontro com Rosadilla que durou o dia todo, que incluiu a participação do presidente José Mujica e dos chefes das Forças Armadas de ambos os países.

O grande erro cometido pela América do Sul, incluindo o Brasil, foi ter comprado materiais bélicos no exterior, e não nos ter desenvolvido para ter autonomia e não ficarmos presos, disse.

FONTE: AFP, via Notimp

 

vinheta-destaque-forteA nova tecnologia de furtividade termal desenvolvida pela empresa israelense Eltics, promete tornar os veículos, helicópteros e navios de superfície invisíveis aos sensores termais.

O sistema patenteado, batizado de Black Fox, é projetado para ser aplicado em placas sobre a superfície dos veículos.

O Black Fox é um sistema ativo, de tecnologia furtividade multiespectral, aplicável em veículos terrestres, aéreos e navais.

O conceito tem sido desenvolvido desde 2006 e foi demonstrado recentemente em experimentos, revelando a habilidade de mesclar a plataforma com o fundo, enquanto em movimento.

A furtividade ativa pode ser aplicada também a postos de comando, evitando a observação e travamento de armas inimigas.

Quando aplicada em veículos de combate, o Black Fox é projetado para cobrir toda a plataforma, dissimulando todos os lados, incluindo o topo.

De acordo como o CEO da Eltics, Ronen Meir, não é necessário cobrir-se todo o veículo, até a cobertura parcial dá significante ganho em reduzir a probabilidade de detecção em médios e longos alcances.

FONTE: Defense Update

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Dia da Vitória, no Rio de Janeiro

Fotos dos veículos e armas presentes na cerimônia. Exercite seus conhecimentos e identifique os equipamentos nos comentários. Agradecemos ao amigo Luiz Filipe Bastos pelas fotos.

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vinheta-clipping-forteA secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que o Brasil é um parceiro e amigo “muito responsável e efetivo” de Washington, apesar de existir um “desacordo muito sério” entre os dois países no que diz respeito às relações com o Irã.

A chefe da diplomacia americana fez essas declarações ao ser questionada na Instituição Brookings sobre a postura atual do Brasil para o Governo dos Estados Unidos e sobre o acordo de troca nuclear feito entre Brasil, Turquia e Irã.
“Certamente temos desacordos muito sérios com a diplomacia do Brasil para o Irã”, assinalou.

O Governo de Barack Obama indicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao chanceler brasileiro Celso Amorim que os Estados Unidos consideram que o acordo com o Irã “torna o mundo mais perigoso, não menos”, explicou Hillary.
Nesse sentido, o debate ficou em torno da pergunta de qual é a postura responsável que se deve tomar frente ao desafio nuclear do Irã.

“Eles têm uma perspectiva diferente” sobre esse assunto, têm seus próprios argumentos e “não estão agindo com impulso”, disse, ressaltando que os Estados Unidos não estão de acordo com este enfoque.

Washington considera que os iranianos estão usando o Brasil e que é momento de negociar uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU. Para os EUA, somente depois Teerã conseguirá negociar seriamente a questão de seu programa nuclear, explicou Hillary.

Brasil e Turquia chegaram no último dia 17 a um acordo de troca nuclear com o Irã. Segundo os termos negociados, Teerã deverá enviar à Turquia 1,2 tonelada de urânio pouco enriquecido e receber no prazo de um ano 120 quilos de combustível nuclear para utilizar em seu reator médico.

Apesar de valorizar os esforços de Brasil e Turquia, os Estados Unidos expressaram reservas ao acordo.

Washington critica o Irã por dizer que continuará enriquecendo urânio a 20%, caso se negue a conversar seriamente sobre seu programa nuclear.

“Eu vejo o Brasil como parte da solução. Vejo o Brasil tendo recursos extraordinários e capacidades para agir contra os problemas em nosso continente e cada vez além” em outras partes do mundo, indicou Hillary.

A secretária, no entanto, ressaltou que isso não significa que os Estados Unidos “sempre irão fazer o papel de acordo com a política do Governo brasileiro”.

Segundo ela, “nossos desacordos não prejudicam de nenhuma maneira nosso compromisso de ver o Brasil como um amigo e parceiro neste continente e além”.
Os EUA querem uma relação com o Brasil que se prolongue no tempo, não importando quem seja o presidente em Washington ou em Brasília, destacou Hillary. “Percebo muito que em vários assuntos importantes o Brasil é um parceiro muito responsável e efetivo”.

Sem a presença do Brasil no Haiti “não teríamos sido capazes de estabilizar a situação depois do terremoto (de janeiro passado)”, disse a secretária. Para ela, o Brasil também contribuiu para um acordo multilateral em dezembro passado na Cúpula de Copenhague sobre mudança climática.

Além disso, os Estados Unidos têm uma relação “realmente robusta” de investimentos e comércio com o Brasil e uma “longa lista de áreas de interesse comum e de alianças nas quais trabalharemos e ampliaremos”, concluiu Hillary.

FONTE: Terra/Efe

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Brasil e Turquia decidiram fazer um contrapeso aos 30 anos de tolice americana na relação com Teerã

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GRAHAM E. FULLER, GLOBAL VIEWPOINT

vinheta-clipping-forteSe Washington acredita que agora enfrenta complicações para obter a aprovação de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança das ONU, essa não é nem a metade do problema. Muito mais importante do que isso é a sutil mudança nas relações internacionais introduzida pelos gestos de Brasil e Turquia.

Essas duas potências de médias proporções acabam de desafiar a tutela de Washington na definição da estratégia nuclear em relação ao Irã e seguiram uma iniciativa própria para persuadir o país a aceitar um acordo. Além de inteiramente independente, a iniciativa avançou mesmo diante dos alertas consideravelmente grosseiros feitos pelos americanos, que pediam aos países o abandono das tentativas de negociação – apesar de seus termos serem muito semelhantes aos da proposta feita ao Irã pelos EUA no ano passado. Para piorar, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, ousaram obter sucesso em suas negociações com o Irã, enquanto Washington previa publicamente seu fracasso certo (e tão esperado).

Será que os iranianos estão simplesmente envolvendo-se em outra trapaça, com o objetivo de ganhar tempo (manobra na qual são especialistas)? Ou será que ocorreu algo mais profundo? Em primeiro lugar, são importantes não apenas os termos do acordo, mas também seus mensageiros e o clima político no qual ele é celebrado.

Durante décadas, Washington relacionou-se com o Irã – quase sempre de maneira indireta – com truculência e beligerância consideráveis como trilha sonora das “negociações”. Isso era considerado normal – nada mais do que a única superpotência mundial exigindo dos demais países que atendam aos seus interesses estratégicos.

Quando Lula e Erdogan foram a Teerã, o jogo foi completamente diferente. A mudança não estava no conteúdo, mas principalmente nos negociadores, no local da reunião e no clima. Desta vez, Teerã não sentiu como se estivesse fazendo concessões à pressão exercida por uma superpotência, e sim aceitando um pedido razoável feito por dois Estados considerados seus pares sem nenhum histórico de imperialismo no Irã.

Num certo sentido, o acordo estava quase destinado a dar certo. O que o Irã mais deseja é frustrar o domínio americano sobre a ordem internacional, e principalmente sua capacidade de ditar seus termos ao Oriente Médio. Se o Irã aceitasse fazer alguma concessão nas questões nucleares, não haveria melhor forma de fazê-lo do que aceitar a proposta de dois Estados bem sucedidos e respeitados. Caso Teerã recusasse a oferta, poderia devastar o próprio conceito de iniciativas independentes, alternativas e desvinculadas dos EUA na estratégia internacional. Para o Irã, uma resposta positiva a esta abordagem conjunta fazia todo o sentido.

O mesmo vale para China e Rússia. Após o sucesso obtido por Lula e Erdogan, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, proclamou imediatamente seu sucesso na consolidação do apoio de Pequim e Moscou a sanções mais rigorosas contra o Irã – uma resposta surpreendentemente insultante aos notáveis resultados das negociações promovidas por brasileiros e turcos. Afinal, estes países são extremamente importantes para os interesses regionais e globais dos EUA. Esnobá-los desta forma foi um imenso erro.

Mas será que realmente acreditamos que Hillary tenha conquistado o apoio de Rússia e China? Assim como a Teerã não faltaram incentivos para aceitar uma proposta feita por “iguais”, Rússia e China também encontram motivos de sobra para aprovar esta iniciativa de Brasil e Turquia. É verdade que os termos do acordo não são sem importância, mas, para esses países, é muito mais relevante a lenta e inexorável decadência da capacidade americana de ditar os termos da política internacional e de satisfazer seus próprios objetivos. É exatamente essa a meta principal da estratégia russa e chinesa na política externa. No fim, esses países não permitirão que a abordagem de linha dura dos EUA prevaleça sobre a iniciativa brasileira e turca no Conselho de Segurança da ONU, mesmo que sejam necessários alguns ajustes do acordo obtido por Brasil e Turquia.

Polaridade. É claro que China e Rússia representam a polaridade alternativa na luta emergente para pôr fim à hegemonia americana. Mas é mais importante o fato de agora esses países testemunharem o afastamento do centro da política internacional em relação aos EUA.

Os dois países que desafiaram os desejos americanos não são meros agitadores do terceiro mundo tentando ganhar fama à custa dos EUA. Trata-se de dois grandes países considerados amigos próximos dos EUA. Isso torna sua afronta ainda mais cruel. Esses acontecimentos são profundos sinais dos tempos. O problema do poder unilateral está no fato de ele se tornar invariavelmente sujeito a tolices ocasionais na ausência de freios e contrapesos.

Os americanos acreditam em freios e contrapesos quando se trata de sua Constituição. Quando Washington entrou em sua quarta década de paralisia e incompetência no relacionamento com o Irã, ainda incapaz de nem sequer conversar com o país, essa abordagem exacerbou o problema, fortaleceu o Irã e as forças do radicalismo no Oriente Médio, polarizou as emoções e, pior, fracassou em todos os sentidos. Será que o mundo não deveria dar as boas-vindas aos gestos de dois países importantes, responsáveis, democráticos e racionais que decidiram intervir e estabelecer um contrapeso para décadas de tolice na política externa americana? É por isso que freios e contrapesos são importantes, e é por isso que o centro está se deslocando.

Talvez os “Estados renegados” – termo na moda em Washington para designar países recalcitrantes que não se submetem à linha ditada pelos EUA – possam responder melhor a novas abordagens livres das antigas técnicas imperialistas do intervencionismo e dos ultimatos. Enquanto isso, os EUA correm o risco de tornar-se seu próprio “Estado fracassado” em termos de ser capazes de exercer uma liderança internacional competente e eficaz após a queda da União Soviética. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

FONTE: Estadão

Termina estado de exceção no Paraguai

vinheta-clipping-forteO estado de exceção promulgado pelo governo paraguaio em cinco províncias do país foi levantado ontem, sem que os guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP) tenham sido capturados. A medida entrou em vigor um mês atrás nos departamentos de Concepção, Amambay, San Pedro, Alto Paraguai e Presidente Hayes, depois que quatro pessoas foram mortas no ataque do EPP a uma fazenda.

“Buscaremos a figura legal para que os militares continuem apoiando a segurança nestes departamentos de forma permanente”, disse o presidente paraguaio, Fernando Lugo.
Lugo anunciou que não pretendia pedir a prorrogação da medida no domingo – e a falta de resultados desatou uma série de críticas. O objetivo da decretação de estado de exceção era dar às forças de segurança paraguaias mais liberdade para perseguir os guerrilheiros e outros criminosos que atuam na região.

“(Os militares) não fizeram nada que não podiam fazer (sem o estado de exceção). Estavam na região parados, como observadores”, criticou o parlamentar opositor Óscar Tuma, segundo o jornal La Nación.

As Forças Armadas paraguaias informaram em comunicado que o presidente Lugo falará hoje sobre os resultados da operação militar. Segundo uma nota oficial, foram detidas 167 pessoas no período – 74 sem ordem de prisão.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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24 de maio, Dia da Infantaria

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“Soldados rastejavam, me seguiam; baionetas cruzavam, tiniam, espetando a morte, furando o vento; várias vezes fui ferido, levantei, prossegui, mas um dia fiquei caído, nos campos de Tuiuti. Era maio, mesmo dia em que nasci, parti, mas não morri, porque a morte, por mais que tente, por mais que dura, valente, não mata nunca a audácia, a bravura, a vida… um infante.”

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patrono_sampaioNo longínquo 24 de maio de 1810, duzentos anos atrás, nascia Antônio de Sampaio. Num outro 24 de maio, 56 anos mais tarde, o mesmo Sampaio, Brigadeiro, no Comando da Divisão Encouraçada, em franco combate, receberia os três ferimentos graves que lhe tiraram a vida.

Era 24 de maio! Eis a efeméride consagrada como legenda eterna para a Infantaria Brasileira. Antônio de Sampaio, filho de sertanejos simples, nasceu na Fazenda Vitor, povoado de Tamboril, Capitania do Ceará-Grande.

Aos 20 anos, assentou praça como voluntário no 22º Batalhão de Caçadores, sediado na atual cidade de Fortaleza. Seu batismo de fogo não tardaria. Em 1832, no que ficou
conhecido como Encontro de Icó, lutou contra a rebelião que se opunha à abdicação de D. Pedro I. Sampaio combateu no Pará, na Cabanada; no Maranhão, na Balaiada; no Rio Grande do Sul, na Guerra dos Farrapos; e em Pernambuco, na Revolução Praieira. Em
todas essas ocasiões, com extraordinária atuação.

Em 1852, o então Major Sampaio tomou parte na gloriosa campanha de Monte Caseros. Em 1861, já coronel, assumiu a 5ª Brigada, comandando-a nas campanhas do Prata. Em 1865, ascendeu ao posto de Brigadeiro, por merecimento, como foram todas as suas promoções, em reconhecimento às demonstrações de bravura, coragem e engenhosidade.

Mas foi na Campanha da Tríplice Aliança que o sertanejo de Tamboril cobriu-se definitivamente de glória. Em 1866, Sampaio rumou para o teatro de operações. À frente da Divisão Encouraçada, combateu nas operações de transposição do Rio Paraná e nas
batalhas da Confluência e do Estero Bellaco. Na marcha para Tuiuti, coube-lhe o comando da vanguarda. Na véspera da batalha, conduziu o perigoso reconhecimento na Linha Negra, de onde vieram preciosas informações de combate e grande número de
prisioneiros.

Tuiuti foi a maior batalha campal da história da América do Sul. Com manobras ousadas e engenhosas do Comandante e graças à tenacidade e valentia dos combatentes sob seu comando, a Encouraçada derrogara o ataque inimigo. Tuiuti estava vencida
antes do cair da tarde.

Em suma, nos tumultuados dias da Regência e nos primeiros anos do II Império, Sampaio participou das campanhas contra as revoltas internas e os inimigos externos, destacando-se pela bravura e pela liderança em combate. No comando de sucessivos
escalões, transformou-se num condutor de homens, conhecedor profundo do terreno e mestre em adestrar, empregar e conduzir tropas de Infantaria.

Recebeu de D. Pedro II seis condecorações, entre 1852 e 1865, em reconhecimento aos excelentes serviços prestados à Nação, na paz e na guerra.

A história registra que Sampaio recebeu três ferimentos no dia do seu aniversário. O primeiro, por granada, comprometeu-lhe a coxa direita; os outros dois foram nas costas. Em consequência desses ferimentos, faleceu em 06 de julho de 1866 a bordo do
navio-hospital que o transportava para Buenos Aires.

Homem com pureza de propósitos e sentimento patriótico radicado em seu coração, o Brigadeiro dedicou-se inteiramente ao ofício militar. Exemplo da noção de denodo, foi consagrado Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro em 1962, por
meio de decreto presidencial.

Em 1969, os restos mortais do insigne Patrono foram transladados para o Cemitério São João Batista, em Fortaleza, e, desde 24 de maio de 1996, repousam no mausoléu erigido em sua homenagem no Quartel-General do Comando da 10ª Região
Militar, na capital cearense.

Sampaio legou, com o sangue de seus três ferimentos, um ideário de liderança, coragem e patriotismo. Eternizou-se na História do Exército Brasileiro como o mais distinto dos
Infantes.

Em Tuiuti

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Tuyuti

No vasto espaço de TUIUTI, uma atmosfera vibrante contagiava todos naquele 24 de
maio de 1866. Travou-se ali, a maior batalha campal do continente sul-americano – cerca de 50.000 homens em armas.

O Brigadeiro SAMPAIO largou de suas posições com a 3ª Divisão, conhecida como
“Divisão Encouraçada”, para atacar o adversário. Três vezes atingido, impulsionou seus aguerridos infantes até a certeza da vitória.

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FONTE: Exército Brasileiro

JOÃO MELLÃO NETO – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forteQuase ninguém se encoraja a abordar esse tema, mas é preciso que seja dito: o papel que o Brasil vem exercendo na diplomacia internacional é visto pelos especialistas como tolo e ingênuo, além de macular a nossa autoimagem de país sério.

Aqui, na América do Sul, onde a nossa maior praga política, o populismo, renasce com força, não somos vistos como uma liderança, como deseja o governo. Quase todos os nossos vizinhos nos encaram como “o primo rico”. Ou seja, aquele que tem sempre a obrigação de “pagar a conta”.

O Chile – nosso atualmente único colega de subcontinente em condições de chegar ao Primeiro Mundo – nos ignora.

Já a Argentina – que foi realmente uma potência mundial até meados do século passado – vive nos chantageando para que o Mercosul não seja desmantelado. A todo momento o governo platense apresenta uma nova barreira comercial protecionista contra os produtos de exportação brasileiros, sob o enganoso pretexto de estar protegendo a sua economia nacional e seus interesses contra a “falta de simetria econômica” entre as duas nações. Ou seja, o mercado interno brasileiro está – e assim tem de permanecer – escancarado às investidas dos poucos produtos argentinos que têm preço competitivo. Já o mercado argentino está travado por barreiras contra o Brasil. “Muy hermanos” esses nossos vizinhos. Mas os problemas que eles nos criam se resumem a isso. O governo “peronista” de Christina Kirchner não precisa de uma “mãozinha” política do Brasil. Os argentinos são muito orgulhosos e não aceitam favores desse tipo provenientes dos brasileiros.

Com relação à Venezuela, é diferente. Hugo Chávez praticamente comprou a simpatia e a boa vontade dos argentinos. Para tanto se dispôs a assumir razoável parcela da dívida interna argentina. A Venezuela dispõe de recursos suficientes para tais atos de generosidade. Eles provêm do seu petróleo. Com tais divisas disponíveis, o “bolivarianismo” – o novo socialismo latino-americano – está sendo exportado para todo o continente. E, atualmente, os grandes líderes políticos da região são os venezuelanos, e não os brasileiros.

Seria natural que nós usufruíssemos tal condição. Afinal, o Brasil é o maior país do continente latino-americano – tanto em extensão territorial como em população e também em poder econômico. Mas a opção de nossos atuais governantes tem sido a de alimentar a nossa “consciência pesada” com relação aos nossos vizinhos. E eles bem sabem se aproveitar disso.

Evo Morales, na Bolívia, chegou ao poder com um discurso claramente antibrasileiro. Segundo ele, o Brasil, no passado, teria abusado da boa-fé boliviana para comprar o Acre “pelo preço de um cavalo”. Como pouca gente, por aqui, conhece bem a História, a versão pegou. E serve, agora, para alimentar nos brasileiros um insuportável sentimento de culpa.

Obviamente, não foi bem assim. E o que estamos pagando à Bolívia como uma forma de compensação tardia tem um preço muito elevado. Compramos o gás natural que eles produzem. O problema é que a nossa produção interna de gás é mais do que suficiente para atender às demandas da economia. O gás proveniente da Bolívia está literalmente sobrando. Mas jamais nos ocorreu suspender o contrato. E os líderes bolivianos vão, para sempre, continuar falando mal da gente.

No Brasil, as nossas esquerdas sempre alimentaram o discurso antiamericano. Ninguém percebe, por aqui, que, para os nossos vizinhos, os grandes imperialistas não são os norte-americanos, mas sim os brasileiros.

O atual governo do Equador, que apregoa ser nacionalista, começou a sua gestão estatizando várias empresas brasileiras. Foi uma atitude que pegou bem por lá. Ainda mais porque os nossos dirigentes aceitaram isso sem reclamar.

Agora, no Paraguai, o ex-bispo “progressista” Fernando Lugo venceu as eleições presidenciais prometendo renegociar o contrato de Itaipu, mais do que decuplicando o preço que o Brasil paga pela sua energia. Ainda não aconteceu nada, mas as nossas autoridades já deram seguidas demonstrações de que a boa vontade brasileira com relação ao pleito é imensa.

O apoio incondicional que o nosso governo tem dado a Hugo Chávez contradiz, na prática, o compromisso brasileiro com a democracia e as suas instituições. O mesmo argumento vale para Cuba. O nosso governo, para tanto, faz vista grossa a todos os atentados aos direitos humanos que por lá ocorrem.

Resultado: não logramos ser líderes de nada, na América Latina. Passamos até por alguns ridículos, como o de Honduras.

O nosso presidente foi convencido a visitar um monte de nações insignificantes da África como forma de se projetar no mundo. Em vão.

A maior cartada do nosso governo foi a suposta intermediação na questão do Irã. Para isso demos guarida institucional ao ditador de lá, quando o resto do mundo evita fazê-lo. O homem é um vira-lata internacional. E o que conseguimos com isso? Nada, além do vexame que protagonizamos nos últimos dias.

Presidente, não seria hora de repensar nossa política externa?

Os seus assessores na área, nos últimos oito anos, têm lhe garantido que tais iniciativas tortuosas serviriam para que obtivéssemos uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Nunca estivemos tão longe disso. As nossas insólitas e erráticas investidas diplomáticas, ao contrário, criaram uma imagem do Brasil como um parceiro pouco confiável.

Presidente, ainda é tempo de botar esses incompetentes na rua!

JORNALISTA, DEPUTADO ESTADUAL, FOI DEPUTADO FEDERAL, SECRETÁRIO E MINISTRO DE ESTADO. E-MAIL: J.MELLAO@UOL.COM.BR

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Segue abaixo um excelente comentário publicado por José Reginaldo Bacchi no ForTe, adaptado para post:

Tanto o Leo 2 como o M1 são dois excelentes carros de combate.

O M1 na minha opinião é o melhor do Mundo em matéria de proteção da tripulação.

No projeto do carro foi dedicada especial atenção a sobrevivencia da tripulação ao se colocar a munição na traseira da torre com paineis “blow off” para ventilar a força da explosão para cima e para fora.

Como ponto negativo pode ser considerado o uso de turbina a gás, que dá maior consumo de combustivel (fala-se de 2,35 litros por quilometro).

Outro problema da turbina é o problema de filtragem da areia. Num livro sobre a atuação do mesmo na 1ª Guerra do Golfo era mencionado a necessidade de remover a areia dos filtros todos os dias. Para fazer isto usava-se um outro M1 que estacionava ao lado do que deveria ser limpo e usava o gás de escapamento através de uma mangueira para fazer a limpeza do filtro.

Eu já li vários livros sobre o M1 e até hoje não consegui entender exatamente por que a turbina foi adotada.

Pelo que entendi o exército estadinudense preferia a versão do M1 projetada pela GM, com motor diesel, mas o então ministro da defesa (nem mais nem menos que o controvertido Donald Rumsfeld na sua primeira gestão como Ministro da Defesa – 1975/1977) despresou esta decisão e ordenou a adoção do projeto da Chrysler com turbina a gás.

O interessante é que os suecos foram os primeiros a adotar turbina a gás em produção, para propulsão de carro de combate no Stridsvagn 103, também conhecido como S-Tank. Neste caso para diminuir o consumo ele usava dois motores: diesel 4 tempos para deslocamento normal, turbina a Gás para o combate.

Os soviéticos foram os segundos a adotar turbina a gás. Isto foi para as primeiras versões do T-80 (1976) projetado na fabrica Kirov, da então Leningrado.

Em paralelo a fabrica de Leningrado, a fabrica Malishev de Kharkov, na Ucrania, desenvolveu o T-80UD com motor diesel 6TD-1 que entrou em produção em 1987, e após modificaçãoes é conhecido como T-84.

Bacchi

m1

 

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vinheta-clipping-forteO chefe de uma comissão parlamentar de relações exteriores disse nesta sexta-feira que sanções contra o Irã que estão sendo discutidas pelas potências mundiais não impediriam a Rússia de entregar mísseis S-300 a Teerã.

Israel e os Estados Unidos pediram à Rússia que não cumprisse com o contrato de entregar os mísseis, ato que poderia atrapalhar qualquer ataque aéreo contra instalações iranianas. Diplomatas dizem que Moscou está disposto a manter o pedido de entrega como forma de barganhar com Teerã.

Perguntado se as sanções iriam bloquear a entrega dos S-300s, Mikhail Margelov, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Conselho Federal, disse: “O esboço não atingirá os atuais contratos entre Rússia e Irã”, segundo a agência de notícias Interfax.

“Deve ser lembrado que a Rússia é uma vendedora responsável de seus produtos nos mercados estrangeiros e não estamos interessados na militarização do Oriente Médio.”

A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que aprovaram o esboço da resolução por uma nova rodada de sanções contra o Irã. O rascunho da resolução foi apresentado por Washington nas Nações Unidas na terça-feira.

Diplomatas nas Nações Unidas disseram nesta semana que as sanções sendo discutidas poderiam impedir a venda dos mísseis S-300.

Washington investiu considerável esforço diplomático para persuadir a Rússia e a China, também membro permanente do Conselho de Segurança, para que apoiassem sanções mais rígidas contra Teerã. Os dois países querem manter as relações comerciais com o Irã, importante produtor de energia.

Autoridades do Ocidente também estão preocupados com um projeto russo-iraniano para construir a primeira usina nuclear no Irã em Bushehr.
Uma autoridade russa disse na terça-feira que o primeiro reator da usina poderia começar operações em agosto.

FONTE: Reuters

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lula-ira-afpvinheta-clipping-forteDois dias depois de os Estados Unidos anunciarem o rascunho de um projeto com sanções ao Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a maneira “de alguns países fazerem política”. Ele disse que essas nações precisam de “inimigos” enquanto o Brasil “faz política cultivando amigos”. As declarações foram feitas durante a cerimônia de encerramento da Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

A crítica de Lula claramente se referia à atitude dos Estados Unidos de enviar ao Conselho de Segurança da ONU o projeto de um pacote de sanções contra Teerã, um dia depois dos esforços diplomáticos do Itamaraty para mediar a crise. Brasil, Turquia e Irã assinaram, na última segunda-feira, um acordo para troca de urânio pouco enriquecido iraniano por combustível nuclear para reatores de pesquisa.

Diante da situação embaraçosa e de descrédito perante a comunidade internacional, Lula lançou um desafio. “A verdade nua e crua é o seguinte: o Irã, que era vendido como se fosse o demônio e que não queria sentar [para negociar]. O Irã resolveu sentar na mesa de negociação. Eu quero ver se os outros vão cumprir aquilo que pediam ao Irã”, disse o presidente.

“O que eles [potências ocidentais, lideradas pelos Estados Unidos] queriam era apenas colocar o Irã na mesa e que assumisse o compromisso. Nós fomos ao Irã e conseguimos, depois de 18 horas de reunião, depois de duas viagens de [ministro das Relações Exteriores] Celso Amorim. Fizemos o que o Conselho de Segurança da ONU queria que fizéssemos”, afirmou.

Lula comparou o papel do Brasil ao dos Estados Unidos no cenário internacional e criticou os articulistas que escreveram que a ameaça nuclear no Oriente Médio não era assunto brasileiro. “Por que o Brasil tinha que se meter? Mas quem é que disse que isso é coisa dos Estados Unidos também? Demos uma contribuição ao multilateralismo, que deve ser levado em conta”, disse.

Na última quarta-feira, Brasil e Turquia enviaram uma carta à ONU pedindo para serem integrados nas discussões sobre a sanções que seriam aplicadas pelo Conselho de Segurança contra o Irã.

Sanções

O rascunho do pacote de sanções contra o Irã foi apresentado nesta terça-feira aos membros do Conselho de Segurança da ONU. O documento destaca que a república islâmica não poderá investir no exterior em algumas atividades sensíveis, como as minas de urânio. Entre as medidas, o documento impõe ainda punição a bancos e outras empresas e afirma que será aplicado um regime de inspeção internacional em embarcações suspeitas de conter cargas relacionadas ao programa nuclear ou de mísseis.

O projeto foi anunciado um dia depois de Teerã assinar um acordo, com mediação do Brasil e da Turquia, para trocar 1200 quilos de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear para reatores de pesquisa.

Um parlamentar iraniano disse, nesta quinta-feira, que o acordo assinado em Teerã será cancelado, se o Conselho de Segurança da ONU aprovar as sanções contra a república islâmica.

FONTE: Veja (Com Agência Estado)

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