Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, ignore a ameaça das Farc, diz nota

O gabinete do presidente colombiano, Alvaro Uribe, emitiu nota criticando os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise com a Venezuela. ” Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“É deplorável que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina”, afirmou Lula ontem após se reunir com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Lula se encontrou no começo da semana com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. Ontem, o presidente indicou que pretende negociar uma distensão entre Colômbia e Venezuela com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no próximo dia 7, e Chávez.

A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

FONTE: Estadão

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Operação Atlântico II mobilizou 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por 12 dias

As Forças Armadas brasileiras realizam exercício conjunto na praia de Itaoca, no sul do litoral do Espírito Santo, na última terça-feira (27). A Operação Atlântico II, que termina amanhã, mobilizou 10 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por 12 dias em uma área que vai do litoral de São Paulo ao arquipélago de Fernando de Noronha. O foco é a defesa dos poços de petróleo da camada pré-sal.

Os militares realizaram exercícios de proteção dos poços de petróleo, da recuperação de plataformas invadidas por terroristas e de ataque a sequestradores.

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Ministros de bloco regional discutem crise diplomática entre os dois países hoje no Equador

O ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermudez, disse ter poucas expectativas sobre a reunião da União das Nações sul-americanas (Unasul) desta quinta-feira, 28, em Quito, no Equador, que discutirá a crise diplomática entre Bogotá e a Venezuela.

“Realmente não tenho altas expectativas. O secretário-geral (Nestor Kirchner) não vai à reunião. E vários ministros enviaram representantes”, disse Bermúdez à rádio Caracol.

De acordo com o chanceler, alguns dos ministros da região não consideram conveniente a reunião. “Qualquer decisão requer consenso e já sabemos a posição de alguns países”, acrescentou Bermúdez.

O ministro vai pedir que a Venezuela entregue guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que, segundo o governo de Alvaro Uribe, estão no país vizinho.

Bermúdez também descartou retirar as acusações feitas na Organização dos Estados Americanos (OEA) que levaram o presidente Hugo Chávez a romper relações diplomáticas com a Colômbia.

Para o chanceler colombiano, o governo do presidente eleito Juan Manuel Santos deve ter melhor sorte nas relações com a Venezuela.

“Tomara o governo que assuma tenha a possibilidade de conseguir a cooperação eficaz e não retórica da Venezuela nestes temas”.

FONTE: Reuters, via Estadão

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Os grandes cortes de gastos militares na Alemanha, no Reino Unido e na França podem encorajar a Europa a adotar uma política comum de defesa, para otimizar o uso de recursos e eliminar investimentos duplos numa mesma área.

A Alemanha, que se tornou nos últimos anos cada vez mais ativa em missões militares internacionais, deve diminuir seu Exército em 40% para ajudar a arrumar suas finanças. França e Reino Unido, que têm as maiores Forças Armadas da Europa, também estão passando por cortes.

“Considerações orçamentárias e de segurança deverão servir para aumentar a pressão para que tenhamos uma política conjunta de defesa”, disse Elke Hoff, a porta-voz para assuntos de defesa dos liberais (FDP, na sigla em alemão), partido que faz parte da coalizão da premiê Angela Merkel. “A estabilidade financeira está se tornando uma questão-chave de segurança no mundo globalizado”, afirmou.

O ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, e o ministro francês, Hervé Morin, disseram na semana passada que iriam montar um grupo de trabalho informal para estudar medidas de eficiência conjuntas.

Os dois aliados decidiram “procurar juntos quais os recursos poderiam ser complementares ou compartilhados para trazer ganhos de eficiência e economia de escala”, disse Morin.

O ministro da Defesa britânico, Liam Fox, disse ser necessário cooperação bilateral em defesa, “particularmente com países que têm os mesmo interesses que nós e estão preparados tanto para pagar quanto para lutar, como a França”.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, argumenta que os Estados-membros da aliança militar precisam combinar melhor seus recursos.
Mas analistas dizem que isso pode demorar para se materializar.

Nick Witney, ex-diretor da Agência de Defesa Europeia e atualmente pesquisador do think-tank Council on Foreign Relations, disse que os governos inicialmente devem evitar qualquer tipo de compromisso internacional. “Espero que, quando a poeira do colapso financeiro baixar, as pessoas vão dizer: ‘Vai sobrar muito pouca capacidade de defesa se continuarmos a duplicar tudo em bases nacionais’. Assim, a lógica de combinar os recursos vai, espero eu, prevalecer”, disse ele.

No Reino Unido, analistas veem espaço para cooperação com a França, por exemplo, nos caças. Alguns afirmam que o Reino Unido poderia economizar se comprasse os caças franceses Rafale, construídos pela Dassault, talvez como parte de um acordo em que os britânicos construiriam os aviões de reabastecimento no ar.

Na Alemanha, onde os cortes devem ser mais profundos, espera-se que o serviço militar compulsório seja revisto. O Exército, que atualmente tem cerca de 250 mil soldados, deve passar para algo em torno de 150 mil. Hoje em dia a Alemanha tem cerca de 7 mil tropas estacionadas no exterior – é o terceiro maior contingente internacional no Afeganistão.

FONTE: Valor Econômico – 29.07.2010 / COLABOROU: Justin Case

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