Panda Security fornecerá 37,5 mil licenças de programa de proteção. Empresa treinará 700 militares em todo o país
Laura Brentano
O Exército brasileiro anunciou nesta quinta-feira (16) na cidade de São Paulo um acordo com a empresa de segurança espanhola Panda Security para o fornecimento de 37,5 mil licenças de soluções de combate ao ciberterrorismo e crimes virtuais.
Durante o anúncio, o general Santos Guerra, comandante de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX), explicou se soluções de códigos abertos foram consideradas. O general explicou que o Exército está migrando para o uso de softwares livres nos sistemas operacionais do órgão. Mas como o Exército possui uma grande rede de computadores no Brasil, as soluções antivírus eram realizadas, anteriormente, por licitação, mas de forma descentralizadas.
“O CCOMGEX concluiu, após o estudo de soluções livres e pagas, que a melhor maneira seria uma aquisição de forma centralizada, que fosse usada em todo o Exército Brasileiro”, disse.
O Exército realizou uma licitação e, segundo o general Guerra, houve uma redução significativa nos preços anunciados pela Panda inicialmente. No acordo, que terá duração de dois anos, também está incluído o treinamento de até 700 militares em todo o Brasil. Até agora, 350 militares já foram treinados em um período de três semanas. E, além das licenças, a Panda afirma que qualquer arquivo suspeito que o Exército encontrar, a empresa irá tentar identificar se trata de um vírus e qual é a solução em 24 horas.
“A licença foi muito transparente, e o resultado foi do interesse de uma parceria. Nós não compramos um antivírus e, sim, um serviço, uma proteção e capacitação, com a oferta de treinamento”, disse o general Guerra.
O objetivo inicial da parceria é estabelecer o sistema no ambiente do Exército e aguardar como as soluções serão recebidas. Depois, a parceria poderá ser estudada para ser usada em outros órgãos federais.
A Panda é uma empresa de segurança da Espanha e é uma prestadora de serviços na área da segurança de redes em muitas estruturas do governo espanhol, como o próprio Exército.
FONTE: G1

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