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Comentário de um leitor sobre a suposta decisão do Comando do Exército de comprar 18 helicópteros de ataque russos MI-28.

“Parece matéria de jornalista que não sabe o que publicar.
Primeiro: Essa história não chegou no CAvEx, que seria o principal elemento para opnar na escolha da Anv.
O papo que se escuta é que o Brasil queria comprar mais 18 helicopteros russos e que alguns poderiam ser para o EB. PONTO!
E, se fosse verdade, a FAB não iria se intrometer neste ponto. No mínimo algum Brig deve ter dado sua opnião, e o reportezinho escreveu besteira.
Uma coisa que não foi discutida aqui, ainda, é sobre as Horas de Voo. O Brasil comprou cerca de 50 Anv francesas EC-725 (16 para cada força). Esses helicopteros vão chegar nas Unidades Militares e não vão voar como deveriam, pois a hora de voo deles gira em torno de U$ 4.000. Se hoje, com as anv que temos, e com o recurso destinado escasso, voamos quase nada, imagina quando chegar essas Anv, e imagina, ainda, com mais 18 Mi (não sei o valor da HDV)…
Finalizando: eu espero que realmente seja feita esta aquisição, mas, mais ainda, que o Estado Brasileiro se importe realmete com a Defesa Nacional e possa repassar verbas para a operacionalidade das Forças Armadas, não só para a aquisição.”

Cap

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O ministro Nelson Jobim tem um abacaxi nas mãos. O Comando do Exército decidiu comprar 18 helicópteros de ataque russos MI-28, mas alguns brigadeiros ligados ao gabinete de Jobim insistem na compra de modelos MI-35, como os adquiridos pela FAB. Alegam a necessidade de padronização. A mecânica é a mesma, porém o MI-28 custa 30% menos do que os MI-35 negociados em 2008.

FONTE: Isto é / COLABOROU: Marcos Saulo

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Luciana Otoni

Entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados do Tesouro Nacional, dos R$ 72,5 bilhões do Orçamento da União deste ano destinados para serem gastos em investimentos, foram contratados R$ 35,4 bilhões. Em termos gerais, o governo federal pagou efetivamente R$ 32 bilhões, dos quais a maior parte, R$ 20 bilhões, referem-se a empenhos de anos anteriores.
Como o Ministério da Fazenda autorizou as demais áreas do governo a acelerar os gastos e a contratar obras e serviços vinculados à infraestrutura, os empenhos deverão ser agilizados até o fim do ano, de forma a assegurar a utilização desses recursos no próximo ano na forma de restos a pagar. E, nesses últimos três meses do ano, o governo federal ainda dispõe de R$ 37 bilhões para serem usados em obras e serviços.

Segundo informações de grupos técnicos do Ministério da Fazenda, o cálculo feito em outubro, que elevou de 7% para 7,5% a estimativa de crescimento da economia para este ano, levou em consideração, entre outros fatores, a ampliação do gasto do governo no fim do ano e o efeito disso na composição do Produto Interno Bruto (PIB).

Em recente relatório de conjuntura, o Ministério da Fazenda cita as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre os fatores que impulsionaram a retomada dos investimentos.

Até setembro, os maiores gastos com investimentos foram feitos pelos ministérios dos Transportes, no total de R$ 10,8 bilhões; das Cidades, com R$ 3,6 bilhões; da Defesa, com o montante de R$ 4,5 bilhões; da Integração Nacional, com R$ 3,8 bilhões; e da Educação, no total de R$ 3,6 bilhões.

Os recursos, seguindo a orientação do governo, estão sendo destinados a hidrovias, ferrovias, duplicação de rodovias, recuperação de estradas e construção de escolas técnicas. Também figuram nesse pacote obras de expansão de metrôs, de saneamento e de infraestrutura em favelas.

FONTE: Valor Econômico – 28/10/2010

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Eurocopter Tiger

O Eurocopter Tiger (designação de fábrica EC 665) é um helicóptero de ataque fabricado pela Eurocopter, que nasceu de um projeto conjunto da Alemanha Ocidental e da França, em 1984.

Um “joint venture” entre a MBB e a Aérospatiale foi formada para desenvolver o aparelho, mas devido aos altos custos, o projeto foi cancelado em1986. Em 1987 o programa foi relançado novamente e em 1989, a Eurocopter foi contratada para fabricar 5 protótipos.

Três seriam plataformas de testes e dois protótipos armados: um para a variante alemã anti-carro e outro para a variante francesa de escolta armada.

O primeiro protótipo voou em 1991. Em 1992, a Aérospatiale e a MBB se uniram formando o Eurocopter Group e o Tiger foi transferido para a nova empresa.

A produção seriada do Tiger começou em 2002 e o primeiro voo de um exemplar de produção do Tiger HAP francês ocorreu em março de 2003. A entrega das primeiras 8 aeronaves ao Exército Francês ocorreu em setembro do mesmo ano.

No final de 2003 começaram as primeiras entregas de 80 aeronaves da versão UHT para a Alemanha. Devido a problemas técnicos, a IOC só esperada para o final de 2012.

Austrália e Espanha também adquiriram o Tiger, que dependendo da versão, pode custar de US$ 35 a 43 milhões a unidade.

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O Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial, no Parque do Flamengo, conhecido também como Monumento aos Pracinhas, poderá ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O encaminhamento favorável dos pareceres técnicos sinaliza que a medida será aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, na reunião programada para os próximos dias 4 e 5 de novembro, na capital fluminense. A informação foi dada à Agência Brasil pelo gabinete da presidência do Iphan. Segundo o órgão, o monumento é um bem público situado no parque já tombado pelo instituto desde 1965.

Com projeto dos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas, o monumento foi construído entre os anos de 1957 e 1960 e é integrado por três obras que homenageiam a Força Aérea Brasileira, os pracinhas das Três Armas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e os combatentes e civis que morreram em operações navais. Um museu instalado no local abriga equipamentos usados pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) e objetos apreendidos de soldados alemães.

Durante a reunião, os 22 membros do Conselho Consultivo do Iphan avaliarão também os pedidos de proteção federal para mais cinco bens culturais:o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM), o Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe (MT), a paisagem natural de Santa Tereza (RS), o Centro Histórico de São Félix (BA) e o encontro das águas dos Rios Negro e Solimões (AM).

Constará ainda da pauta um tema polêmico: a devolução ao Paraguai do canhão El Cristiano (O Cristão), construído com material de sinos de igrejas, atualmente em exposição no Museu Histórico Nacional, no Rio, e que constitui um troféu da Guerra da Tríplice Aliança, ou Guerra do Paraguai. Os combates se estenderam de 1865 a 1870, envolvendo os quatro principais membros do atual bloco do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). A arma foi apreendida em 1868, quando o Brasil tomou a Fortaleza de Humaitá, no Rio Paraguai. O compromisso de devolução do canhão foi assumido em março deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB), general-de-divisão Aureliano Pinto de Moura, é contra a devolução de qualquer troféu de guerra. Ele disse hoje (28) à Agência Brasil que a possibilidade de devolução do El Cristiano “é um desrespeito aos soldados que morreram no Paraguai em defesa do Brasil. “Eles [paraguaios] invadiram o nosso país, eles têm que arcar com as consequências. O canhão fica aqui”. Caso haja a devolução, Moura defendeu que o Paraguai devolva também navios brasileiros apreendidos durante a guerra.

O Conselho Consultivo do Iphan dará o seu parecer sobre o assunto mas, de acordo com o Decreto Lei 3.866, de 29 de novembro de 1941, somente o Presidente da República tem a competência para destombar um bem do patrimônio histórico e artístico nacional, atendendo a motivos de interesse público. Portanto, a palavra final sobre o canhão caberá ao presidente Lula.

FONTE: Pernambuco.com/Agência Brasil

 

Apache Block III entra em produção

O Exército dos EUA formalmente iniciou a produção em baixa escala do helicóptero AH-64D Apache Block III, uma versão melhorada do famoso Apache, agora com mais potência, sustentação, manobrabilidade, comunicação com sistemas não-tripulados e habilidade para pousos “duros”.

O contrato do US Army com a Boeing cobre a produção de 51 helicópteros Block III, com primeiro a ser entregue em outubro de 2011.

O Block III tem motor 701D, pás de rotor de material composto, aviônicos de rede e comunicações melhorados, RDS-21 e estrutura resistente a pousos forçados.
O sistema RDS-21 combina a transmissão de torque dos dois motores em uma única transmissão.

Além disso, o Apache Block III inclui a tecnologia de nível 4 que permite o controle de sensores de aeronaves não-tripuladas que estejam voando nas proximidades e a recepção dos vídeos produzidos em tempo real por essas aeronaves.

Num esforço colaborativo com a Boeing, o US Army pretende produzir 10 novos helicópteros por mês em 2014, com planos para aquisição de 690 helicópteros.

FONTE: US Army

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NOTA DO EDITOR: De tanto batermos na tecla, finalmente fomos ouvidos?

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta terça-feira um lançador de mísseis (sic) AT-4, de fabricação sueca e com poder bélico capaz de destruir tanques de guerra. Dentro de uma capa de violão, o artefato militar era transportado por dois indivíduos em uma moto no bairro dos Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A dupla abandonou o lançador e conseguiu fugir durante a perseguição.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Fraudes do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), uma equipe realizava levantamentos nas proximidade do conjunto habitacional Marcos Freire quando desconfiou dos ocupantes da moto. Segundo o delegado Adalberto Barbosa, titular da Divisão de Investigações sobre Furto e Roubo de Veículos e Cargas, o garupa da moto carregava uma capa para instrumentos, mas o formato do objeto atraiu a atenção dos policiais, que pensaram se tratar de um fuzil.
A perseguição, conforme a polícia, começou na avenida marginal Norte Sul. Os desconhecidos jogaram a capa no chão e conseguiram fugir pelas vielas de uma favela. Ao abrirem o invólucro, os policiais se surpreenderam com o conteúdo. O lançador estava sem o míssil, segundo o Deic. Ainda segundo o delegado Barbosa, o artefato é utilizado por unidades militares brasileiras. Representantes do Exército estão tentando identificar a procedência da peça.

FONTE: Terra

*NOTA DO EDITOR: o título original traz “lança-míssil”.

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Carolina Vicentin

Nada de barricadas, minas, explosões ou lançamentos de mísseis. A estrela das batalhas do século 21 será invisível, capaz de desestabilizar inimigos a milhares de quilômetros de distância. E, na trincheira, um exército de homens e mulheres altamente capacitados para invadir sistemas e provocar o caos em países inteiros com apenas um clique. Nos próximos anos, o mundo deve se preparar para a nova arma, a chamada guerra cibernética, ainda sem qualquer controle por leis internacionais.

A guerra, hoje e desde sempre, é vencida por quem consegue fazer com que o inimigo sofra com a escassez: de recursos bélicos e de soldados, obviamente, mas também de estratégias de comunicação, de comida, de infraestrutura e por aí vai. Por exemplo, na Guerra do Golfo, no início dos anos 1990, os iraquianos explodiram poços de petróleo do Kuweit, pois eram a principal fonte de riqueza do país. Para combater o então presidente Saddam Hussein, kuweitianos e nações aliadas gastaram US$ 61 bilhões. Mais de 200 mil pessoas morreram, dos dois lados da disputa.

Agora, imagine como seria se o ataque fosse feito diretamente ao sistema nervoso central de cada nação. O que aconteceria se, em vez de bombas, vírus entrassem em cena? Esses dispositivos poderiam, por exemplo, atacar sistemas de usinas hidrelétricas, de abastecimento de água ou de uma plataforma de petróleo. “A guerra cibernética é a mais limpa e barata que existe. Eu sou civil, mas consigo imaginar qual o custo de lançar um míssil”, afirma Eduardo D’Antona, diretor corporativo e de tecnologia da informação da Panda Security. A empresa assinou, em setembro, um acordo com o Exército brasileiro para treinar militares para a ciberguerra.

Nos próximos dois anos, técnicos da Panda vão capacitar oficiais no uso de tecnologias forenses. “Vamos preparar a nata do Exército para entender ataques virtuais e identificar a autoria”, explica Eduardo. Até agora, 350 militares receberam o treinamento, e a ideia é atingir, pelo menos, 600. A instituição também adquiriu 37,5 mil licenças de antivírus para manter os sistemas a salvo. “O país ou a empresa que não atribuir importância à questão da segurança cibernética sofrerá enormes danos no futuro. Os efeitos serão tão danosos quanto uma invasão territorial”, diz o general Santos Guerra, comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército.

E isso está longe de ser exagero tupiniquim. Nos últimos meses, governos de diversos países anunciaram sua preocupação com as ameaças virtuais. Iain Lobban, diretor do Government Communications Headquarters (o serviço britânico de espionagem), afirmou na semana passada que os sistemas ingleses sofrem mil tentativas mensais de ataque. “Hoje, é muito mais fácil se deparar com um software espião em uma máquina do que ver um satélite fotografando a movimentação de um quartel”, observa Eduardo D’Antona.

O primeiro

O alerta das nações ficou mais intenso depois que o Stuxnet, o vírus mais sofisticado de todos os tempos, se infiltrou em usinas nucleares do Irã. As linhas de código desse programa atacante conseguiriam inclusive mudar o sistema das máquinas invadidas, não simplesmente fazê-las parar de funcionar. O vírus poderia “mandar” o computador invadido fazer virtualmente qualquer coisa e sabotar a instituição à qual pertence. Em setembro, o governo de Mahmud Ahmadinejad reconheceu publicamente que o códigos maliciosos haviam infectado 30 mil computadores do país. “Esse tipo de vírus afeta o sistema que controla as máquinas. Ele poderia, até mesmo, parar uma turbina”, diz André Carraretto, gerente de engenharia de sistemas da Symantec. Ainda não se sabe de onde veio o vírus, mas especialistas em segurança acreditam que ele foi programado por pessoas altamente qualificadas e com um objetivo político.

Essa é, inclusive, a grande preocupação dos analistas dos setor: a dificuldade de saber quem está por trás dos ataques virtuais. “Hoje, tudo que é divulgado sobre o Stuxnet é pura especulação”, afirma Anchises De Paula, analista de inteligência e segurança da empresa iDefense. Muitas notícias associaram a criação do código a uma ação do governo israelense, mas nada foi comprovado, até porque o criador do vírus fez questão de camuflar a origem. “O Stuxnet ataca sistemas fabris presentes em outras indústrias. Eu poderia muito bem supor que isso foi uma ideia louca de um hacker argentino tentando derrubar a hidrelétrica de Itaipu”, pondera Anchises.

Os especialistas em segurança acreditam que a infecção pelo Stuxnet ocorreu por meio de um pen drive. “Na maioria das grandes indústrias, os sistemas são internos, não é possível acessá-los pela internet”, explica o analista de inteligência da iDefense. Como o pen drive teria chegado nas usinas do Irã também vira especulação — pode haver algum espião infiltrado no local ou até algo mais bobo, como a possibilidade de o dispositivo infectado ter sido um brinde para algum funcionário da empresa.

Máscaras

Outro grande problema de ataques cibernéticos tem a ver com a quantidade de efeitos colaterais que podem ser gerados. No caso do Stuxnet, mais de 50 mil computadores foram infectados. “Quem programou o vírus queria derrubar apenas um sistema, mas acabou provocando danos para uma série de pessoas”, comenta Anchises de Paula. “Qualquer tipo de ação na internet sai do controle muito rápido”, reforça o especialista. Além disso, as diversas formas de camuflar a origem da ameaça complicam as investigações. O mundo tem milhares de computadores zumbis (máquinas usadas pelos hackers para enviar vírus) e elas podem estar em qualquer lugar, no seu trabalho, na sua casa, na casa da sua avó.

A insegurança e o risco iminente de invasões virtuais fizeram com que muitos países desenvolvessem estratégias de emergência para futuros conflitos. Os Estados Unidos, por exemplo, nomearam Keith Alexander, então diretor da Agência de Segurança Nacional, para cuidar exclusivamente de um cibercomando. “Na Inglaterra, o governo liberou mais de 1 bilhão de libras em investimentos nessa área e nos setores de infraestrutura de energia elétrica, água e esgoto”, conta o analista da iDefese.

Essa movimentação indica que, mesmo parecendo mais inofensiva, a ciberguerra é tão cruel quanto o conflito tradicional. “Destruir um computador pode não matar ninguém, mas é muito romantismo acreditar que as coisas serão mais leves por causa disso”, reconhece o diretor corporativo da Panda Security, Eduardo D’Antona. Para Anchises de Paula, a ciberguerra será apenas mais uma ferramenta da guerra comum. “Na década de 1980, as nações discutiam se haveria guerra no espaço, assim como já ocorria na terra, no mar e no ar. Penso que a internet vai se tornar mais um domínio para os conflitos, assim aconteceu com o espaço”, opina.

FONTE: Correio Braziliense / COLABOROU: Rodrigo DS

Por Hudson Corrêa (Rio) e Maurício Simionato (Campinas)

Viúvas dos militares brasileiros mortos no terremoto do Haiti em janeiro exigem pagamento em dobro do seguro de vida porque os maridos estavam a serviço. Responsável pelas apólices, a Poupex diz que há “um equívoco de interpretação”.

A entidade, gerenciada pela Fundação Habitacional do Exército, quer pagar entre R$ 100 mil e R$ 250 mil, como publicou no domingo o colunista da Folha Elio Gaspari.

“O fato de os militares terem falecido no cumprimento de uma missão humanitária do Exército Brasileiro não altera o valor concedido, uma vez que a origem dos óbitos foi um terremoto”, diz em nota a entidade.

A Poupex afirma que a apólice não prevê pagamento em caso de terremoto. Alega que, mesmo assim, “em lugar de adotar postura mais confortável”, se propôs a pagar o seguro, porém não em dobro como querem familiares das vítimas.

O Exército confirma as informações da Poupex e diz que, em “caráter excepcional”, foi proposto o pagamento do seguro.

Dezoito militares brasileiros morreram no terremoto do Haiti. Eles participavam de missão da ONU no país.

O governo brasileiro prometeu indenizar com R$ 500 mil cada família de militar morto, além de dar auxílio de R$ 510 mensais por filho em idade escolar. Até hoje, a promessa não foi cumprida.

Ontem o Ministério da Defesa afirmou que, no dia 5 passado, o governo pediu ao Congresso autorização para liberar R$ 10,1 milhões e pagar as indenizações.

AÇÃO JUDICIAL

A professora e bancária Cely Zanin –viúva de um oficial morto no terremoto– disse ontem que entrará com ação judicial para receber o seguro por morte acidental do marido.

O coronel João Eliseu Souza Zanin, 46, morreu quando o quartel general da ONU desabou durante o terremoto.

Cely, 43, diz que ela e as outras 17 viúvas dos militares receberam das seguradoras metade do que ela diz acreditar ser de direito porque a morte deles foi considerada “natural” pelas seguradoras.

“Já estamos providenciando a ação porque não achamos justo. Nós não vamos recuar e vamos lutar até o final pelo direito dos nossos maridos. Provavelmente serão as 18 viúvas e será neste mês.”

Ela afirma também não ter recebido os R$ 500 mil prometidos pelo presidente Lula logo após o terremoto nem a ajuda de custo mensal para os filhos. Cely tem dois, um de 17 e outro de 18 anos.

“Foi noticiado, saiu na imprensa internacional, mas até hoje não recebemos nada. A ajuda de custo também prometida de R$ 510 aos filhos para o estudo também não recebemos e o ano está acabando”, disse.

“Essa ajuda prometida pelo Lula é muito importante também. Da Poupex [seguro pago por cerca de 30 anos, segundo ela] recebi por morte natural, em torno de R$ 280 mil.”

Se fosse por morte acidental o pagamento teria sido de pelo menos R$ 560 mil.

“O problema da Poupex e do Bradesco em nos pagarem a diferença é abrir precedentes para os 2.000 homens que estão lá no Haiti hoje. Porque eles estão descobertos pelo seguro. Aí vem o seguro e diz que foi morte natural”, disse ela, que contou ter recebido US$ 50 mil da ONU dois meses após a morte.

A Folha não conseguiu contato com a seguradora do Bradesco.

FONTE: Folha de São Paulo

NOTA do EDITOR: É esse o tipo de tratamento que as famílias dos nossos heróicos soldados merecem?

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A região brasileira com o menor número de armas legalizadas apresenta os maiores índices de violência

Na edição de 2010 dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável no Brasil, feito pelo IBGE, a Região Nordeste apresenta a maior taxa média de homicídios (2007): 29,6 homicídios por 100 mil habitantes. É também no Nordeste que se encontra o estado mais violento do Brasil. Alagoas apresenta a assustadora taxa de 59,5 homicídios por 100 mil habitantes.

O que causou espanto para alguns especialistas em segurança pública é que o Nordeste apresenta o que parece, à primeira vista, um enorme paradoxo, pois de acordo com dados da Polícia Federal a região possui a menor taxa de armas legais do Brasil. A taxa nordestina é de apenas 1,4 armas legalizadas para cada 100 mil habitantes.

O maior número de armas legais encontra-se na Região Sul, com a taxa de 26,55 armas legais para cada grupo de 100 mil habitantes, e é também nesta região que estão as menores taxas de homicídios de todo o Brasil, hoje em 21,4 homicídios para cada 100 mil habitantes. Também fica na Região Sul o estado menos violento, Santa Catarina, com a taxa de apenas 10,4 homicídios para 100 mil habitantes.

Para Bene Barbosa, especialista em segurança e presidente da ONG Movimento Viva Brasil, não há qualquer paradoxo nesses números, já que nenhuma pesquisa no mundo até hoje provou que há ligação direta entre a existência de armas legais em uma sociedade e o número de homicídios: “Algumas pessoas me criticam quando utilizo os EUA como parâmetro de não relação entre armas e crimes por ser o exemplo de um outro país, com outra realidade. Porém, agora isso ocorre dentro de nosso país, onde temos uma região com pouquíssimas armas e um número elevadíssimo de homicídios”, destaca. E acrescenta: “Isso prova que não é a arma legal, em posse do cidadão de bem, do trabalhador que está sendo utilizada para se cometer homicídios”.

Para Barbosa, a lei 10.826/03, apelidada de Estatuto do Desarmamento, fracassou indiscutivelmente uma vez que não impede e nunca impedirá que os criminosos tenham acesso às armas, enquanto coloca o cidadão em uma situação muito delicada perante os criminosos, por dificultar a posse legal de armas.

O estudo Homicídios por Armas de Fogo no Brasil – taxas e números de vítimas antes e depois da Lei do Desarmamento, da Confederação Nacional dos Municípios, traz conclusão parecida. “Tráfico de armas, acesso a armas ilegais, delinquência, impunidade, homicídios são alguns dos elementos que compõem essa teia do crime. O que se vê é que o tão aclamado Estatuto do Desarmamento foi mais uma lei inócua, que conseguiu tirar de circulação uma quantidade de armas legais, mas não passou perto ao menos da tentativa de lidar com o tráfico de armas ilegais”, diz um de seus trechos.

Voltando a Alagoas, podemos utilizar como exemplo a série histórica do uso de armas de fogo em homicídios de Maceió, que, em 1999, apresentava o uso de armas de fogo em apenas 23,4% dos homicídios e, em 2008, aponta a taxa de uso de 96,6%.

Parece que não resta dúvida que, durante anos, o foco em segurança pública ficou fixo em algo completamente ineficaz para se combater a criminalidade e os governos estaduais e, principalmente, o federal consigam fazer uma autocrítica, assumir o erro e implantar uma política que realmente proteja o cidadão, para que não se perca milhares de vidas todos os anos.

Íntegra dos estudos:

FONTE: Movimento Viva Brasil

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Postura dos dois candidatos não se encaixa no perfil idealizado pelo Exército, Marinha e Aeronáutica

Brasília – As Forças Armadas alimentam dúvidas sobre os dois candidatos à Presidência – Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e admitem que estão diante de “uma escolha de Sofia”. Ao longo de três semanas, a reportagem ouviu chefes militares da ativa e da reserva sobre ambos e colecionou um rosário de queixas e temores.

A maioria avalia que nem Dilma nem Serra são próximos das Forças Armadas e sensíveis aos problemas da Defesa. Os nomes do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB-GO), aparecem como alternativas mais palatáveis.

Opções à parte, militares torcem para que, quem quer que venha a ser eleito, o futuro ministro da Defesa tenha “capacidade de liderança junto ao Planalto”, e continue o trabalho de Nelson Jobim, que consideram “o primeiro ministro de verdade da Defesa”.

O governador paulista, ainda que discretamente, articula aproximação com os militares. Em outubro passado, Serra procurou o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo. Apesar de estar na reserva, o general traduz o pensamento do pessoal da ativa, que não pode se manifestar. Ficaram de acertar uma data para Serra dar palestra para os militares.

Na semana retrasada, Serra protagonizou lance de aproximação. Com ajuda do amigo Jobim, os comandantes das três Forças e chefes do Comando Militar do Sudeste, do 8.º Distrito Naval e do IV Comar foram receber a Ordem do Ipiranga. Serra anunciou que vai estudar a Estratégia Nacional de Defesa – política para a administração das Forças Armadas – e fez elogios aos militares.

Há preocupação com a fama de Serra de não considerar “prioritários” os gastos militares e ser crítico da paridade entre os soldos da ativa e da reserva.

A caserna se diz “traumatizada” com a gestão de Serra como ministro do Planejamento de Fernando Henrique Cardoso. A percepção dos militares é de que ele não gosta de homem de farda, militares, carteiros ou mata-mosquitos.

No caso da ministra, repetem uma frase: “Dilma não é Lula.” O temor, dizem, é que, sem a popularidade e a experiência de negociação de Lula, ela fique “à mercê dos revanchistas”, olhando “o retrovisor”.

Os militares falam em “mágoa” por causa do comportamento dela na discussão do Programa Nacional de Direitos Humanos. Dizem que Dilma foi “omissa”, evitando confrontar “os amigos” do tempo da luta armada. Apesar das ressalvas, dizem que foi graças às obras do PAC, contratadas junto às Forças, que a Engenharia do Exército foi “ressuscitada e modernizada”. Pragmáticos, afirmam que Exército, Marinha e Aeronáutica podem estar “mais seguros” com Dilma pelo fato de, se eleita, ficar “comprometida” com programa de reequipamento da Defesa iniciados no governo do presidente Lula.

FONTE: Agência Estado – 21/03/2010

NOTA DE UM LEITOR:

A reportagem intitulada Serra e Dilma não agradam aos militares está absurdamente datada. Ela é de março desse ano.
Como pode, faltando 5 dias para a eleição, não fazerem ao menos um adendo, uma observação!
Todos os três viáveis candidatos no 1° turno foram contactados, através de suas assessorias, para proferir palestra e expor suas idéias, para os sócios dos Clubes que reunem militares das três forças Armadas, da ativa e da reserva.
O candidato Serra foi o único que aceitou, agendou, realizou sua palestra, assumiu compromissos e recentementemente, as vésperas da realização do 1° turno, distribuiu texto escrito reafirmando o exposto na palestra.
A candidata Marina chegou a agendar uma data, mas posteriormente desmarcou por força de outros compromissos.
A candidata Dilma não se manifestou, diferentemente inclusive de Lula e Ciro Gomes, por exemplo, que lá estiveram nas vésperas de eleiçoes passadas.
Assim, não sei exatamente qual o interesse de reproduzir a reportagem sem as observações. Marco A. E. Balbi

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Perfil dos Gastos Públicos da União

De janeiro de 2003 até abril de 2010, o governo Lula obteve uma receita total de 27,92% do PIB (correntes e de capitais), tendo aplicado 31,95% do PIB (correntes e de capitais) como segue: 9,43% (Serviço da Dívida); 5,38% (Transferências para Estados e Municípios); 6,69% (Previdência Social – INSS); 4,83% (Gastos com Pessoal da União); 1,79% (Saúde); 1,54% (Defesa); 1,34% (Educação); e 0,95% com as demais atividades da União, gerando déficit fiscal nominal de 4,03% do PIB.

De janeiro de 2003 até abril de 2010, apenas com Serviço da Dívida – R$ 1.702,5 bilhões (9,43% do PIB); Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios – R$ 970,5 bilhões (5,38% do PIB); Previdência INSS – R$ 1.206,8 bilhões com 23,6 milhões de beneficiários (6,69% do PIB) e Custo Total com Pessoal da União – Civis e Militares – Ativos, Aposentados e Pensionistas – R$ 872,0 bilhões com 2.124.177 de beneficiários (4,83% do PIB) totalizando R$ 4.751,8 bilhões (26,33% do PIB), comprometeram-se 94,30% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$5.039,5 bilhões (27,92% do PIB).

Resultado Fiscal Nominal da União

De janeiro de 2003 até abril de 2010 houve aumento das despesas totais (correntes e de capitais) de 2,24% do PIB em relação ao ano de 2002. Aumento real em relação ao PIB de 7,54%. Apesar do aumento global das despesas, devido ao aumento do número de Ministérios, houve redução real de algumas despesas importantes, tais como: Saúde (–3,24%); Defesa (-13,97%).

De janeiro de 2003 até abril de 2010 houve redução das receitas totais (correntes e de capitais) de 1,60% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao PIB de 5,42%.

De janeiro de 2003 até abril de 2010 a União gerou um déficit fiscal nominal de R$ 727,8 bilhões (4,03% do PIB).

A dotação orçamentária prevista das despesas da União para o exercício de 2010 é de R$ 1.358,2 bilhões, tendo sido empenhado até abril de 2010 o montante de R$ 628,6 bilhões e liquidado R$ 335,6 bilhões, não considerando renegociação de dívidas de R$ 188,0 bilhões até abril de 2010.

FONTE: http://www.ricardobergamini.com.br

US$ 4,58 bilhões…

é QUANTO o Reino Unido precisa cortar em seus gastos militares. A quantia representa 8% do orçamento anual de US$ 57,2 bilhões. Faz parte do plano de contenção de despesas a extinção de 17 mil postos de trabalho nas Forças Armadas e 25 mil no Ministério da Defesa.

FONTE: Isto é Dinheiro – 25/10/2010

VEJA TAMBÉM:

NOTA DO EDITOR: Mesmo com os cortes, o Reino Unido ainda continuará em terceiro lugar na lista dos países que mais investem em Defesa.

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Acordo de mão única

O que deveria ser uma reunião de acordo bilateral virou samba de uma nota só. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu de tudo à delegação russa que veio a Brasília há duas semanas: tecnologia de canhão a laser e armas eletromagnéticas de grande potência e de nanotubos. Mas nada ofereceu em troca.

FONTE: Octávio Costa / Isto é – 18/10/2010

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O total de mortes de militares estrangeiros no Afeganistão em 2010 se aproxima de 600 com a morte de outro membro do serviço neste domingo, uma figura indesejável que provavelmente vai pesar sobre os líderes ocidentais em meio à perda de apoio para a guerra.

As Forças de Assistência a Segurança Internacional (ISAF, na sigla em inglês), lideradas pela Otan, informaram neste domingo que um dos membros do seu serviço foi morto por uma bomba caseira no sul do país, elevando o total de mortes para 599 desde o início de 2010.

Nenhum outro detalhe sobre o incidente foi disponibilizado. Bombas caseiras, mas eficazes, responderam por mais da metade das perdas sofridas pelas tropas estrangeiras no Afeganistão este ano.

Com mais dois anos pela frente, o ano de 2010 já é o mais sangrento para as tropas afegãs e estrangeiras e civis desde a derrubada do regime taleban no final de 2001. Em todo o ano 2009, um total de 521 soldados estrangeiros foram mortos.

Os números são compilados pela ONG www.icasualties.org, que monitora as mortes de tropas ocidentais no conflito. De acordo com a organização ao menos 2.169 soldados morreram desde 2001.

Os EUA lideram o ranking com 1.348 mortes, em segundo vem o Reino Unido com 341, e os 480 restantes pertencem às tropas dos outros 44 países que compõem a Isaf.

FONTE: Agências Internacionais

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