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Conferência Anual de Segurança Pública

Nos dias 8 e 9 de novembro, acontece em São Paulo a SegBrasil, a Conferência Anual de Segurança Pública.

O evento vai reunir grandes especialistas no assunto, do Brasil e do exterior, todos em busca de soluções e práticas para os desafios da segurança pública no Brasil.

O debate vai girar em torno de como ampliar a inteligência policial, modernizar as polícias, apresentando soluções factíveis.

Entre as novidades, um debate sobre aplicabilidade civil de veículos não tripulados, troca de experiências com a presença do Secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Edsom Ortega, da Polícia Militar da Bahia, Cap. Arlindo Bastos, do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Benincá Beltrame e do ex-secretário Nacional de Segurança Pública Coronel José Vicente da Silva Filho, entre outras autoridades.

A SegBrasil é voltada para integrantes do Ministério Público, Secretarias de Segurança Pública, polícias, guardas municipais, representantes da indústria de produtos, serviços e treinamento para segurança pública, advogados, empresas logísticas e outros. No segundo dia de evento, acontecerá o seminário especial “Segurança para Grandes Eventos”, de olho nos Jogos Mundiais Militares 2011, Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016.

Um dos destaques será a presença de Simon Gilbert, sócio da KPMG, que vai falar do Planejamento e da Execução das Olimpíadas de Londres 2012.

Promovida e organizada pela Clarion Events, a conferência conta com o apoio institucional do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), ABIMDE (Associação Brasileira de Materiais de Defesa e Segurança), CNGM (Conselho Nacional Das Guardas Municipais), além do patrocínio da Flight Technologies, KPMG, Premier – Pilatus, Thales e B.A.T..

A Clarion Events é uma das mais importantes organizadoras de eventos do mundo que realiza feiras, conferências e eventos em vários continentes.

No Brasil, ela organiza a LAAD (Lation America Aero & Defence) – a maior e mais importante feira de Defesa e Segurança da América Latina e o Congresso Pré Sal Brasil – o único evento internacional a reunir governo, operadoras e fornecedores de tecnologias.

Local: Novotel São Paulo Jaragua Convention – Rua Martins Fontes, 71 – Centro – São Paulo.

Website: www.conferenciasegbrasil.com.br

Brasilia, 06/10/2010 – As indústrias brasileiras de defesa precisam se reunir em conglomerados, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos, para ganhar musculatura e disputar o mercado internacional. A sugestão foi feita na manhã desta quarta-feira (06/10) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, na abertura do seminário Reaparelhamento das Forças Armadas, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em palestra de abertura, na qual mostrou as principais diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa, e da estrutura da Nova Defesa, resultante das mudanças legais que fortaleceram o Ministério, Jobim disse que o Estado deve auxiliar as empresas a se reestruturar e se capitalizar, para que possam andar com seus próprios meios. “Vamos participar, para dar musculatura às empresas, mas elas terão que ter uma forma de sustentabilidade, sem depender do contribuinte”, alertou Jobim às dezenas de empresários presentes.

A reestruturação não deve ficar restrita ao Brasil, mas deve envolver também,sempre que possível, empresas de outros países da América do Sul, rumo ao objetivo nacional de integração do sub-continente. Segundo o ministro, o Brasil deve fortalecer o mercado sul-americano para enfrentar a concorrência mundial, aproveitando especialmente as oportunidades no mercado Sul-Sul.

O ministro apresentou, em um mapa do Brasil, as principais instalações de infra-estrutura do País – do pré-sal aos troncos de telecomunicações. E apontou os vazios de presença , mais marcadamente na fronteira amazônica. Segundo Jobim, há muitas vulnerabilidades que precisam ser corrigidas com o aparelhamento adequado e a reestruturação da defesa. Ele observou que hoje não enfrentamos problemas com atos de terrorismo, que possam colocar em risco essa infra-estrutura desprotegida. Mas ponderou que o quadro pode mudar no futuro. “Não temos terrorismo, mas no momento em que passarmos a ser protagonistas internacionais, quem disse que não possamos ter?”, ponderou.

FONTE: Ministério da Defesa

NOTA DO FORTE: O Ministério da Defesa colocou em seu portal na internet os slides da apresentação do ministro Nelson Jobim na abertura do seminário Reaparelhamento das Forças Armadas, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na última quarta-feira (6/10). Para baixar a apresentação, clique aqui.

NH90 do Exército finlandês

FOTOS: AndréBour

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Especialistas zimbabuanos em desativação de minas jogam futebol após a limpeza de um campo minado em Sapper Hill, nas Ilhas Falklands/Malvinas. Os especialistas levaram 77 dias para limpar o campo número 25 e o futebol sobre o campo serviu para demonstrar a confiança no seu trabalho.

O campo foi minado pelos Fuzileiros Navais argentinos em abril de 1982, para defesa de Port Stanley. A empresa BACTEC foi contratada pelo governo britânico para limpeza dos campos.

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Assistimos hoje ao “Tropa de Elite 2″ e gostamos muito do que vimos. A sequência de “Tropa de Elite” agora é bem mais complexa e mostra a relação do poder público com a polícia e os terríveis tentáculos da corrupção que permeia o sistema.

No filme que custou R$ 12,5 milhões, o herói brasileiro Capitão Nascimento (agora Coronel) desta vez troca a farda pela gravata. Ele sai do Bope e torna-se subsecretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Nascimento ganha a guerra contra as drogas, mas milícias formadas por policiais corruptos se aproveitam dessa vitória para transformar miséria em dinheiro, com o apoio de políticos.

Para quem gosta do tema “Segurança Pública”, o filme é um prato cheio. Destaques para as sequências onde aparecem o helicóptero UH-1 “Caveirão do Ar” da Polícia Civil apoiando uma incursão do BOPE e o novo fuzil da Imbel IA-2, que foi usado para defender o Coronel Nascimento de um atentado. Se você também assistiu ao “Tropa 2″, deixe aqui seu comentário. Caveira!

Veja mais detalhes do filme no Blog “Filme, Pipoca e Coca-Cola”.

A artilharia antiaérea do Exército Holandês realizou o lançamento do primeiro míssil AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile) na ponta da península da Noruega Andøya. O componente de defesa aérea do Exército trabalhou para esse lançamento desde a introdução do míssil, no início de 2009.

O AMRAAM foi originalmente concebido como um míssil ar-ar BVR, permitindo que os caças possam abater aviões inimigos além do alcance visual. Hoje, ele também é usado para atingir aviões a partir do solo.

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Homens e mulheres de 18 a 60 anos têm de se registrar obrigatoriamente; receio é que dados sejam usados para formar milícias

Flávia Marreiro

Na Venezuela, onde o serviço militar é voluntário desde 1999, uma lei que obriga todos os cidadãos de 18 a 60 anos a se inscreverem num registro militar nacional provoca controvérsia a apenas 13 dias de ser implementado.

A Lei do Alistamento Militar Público foi aprovada pela Assembleia Nacional dominada pelo chavismo no ano passado e estabelece prazo até o próximo 21 de outubro para que os venezuelanos se ajustem, sob pena de pagar multa equivalente a R$ 270.

Segundo a norma, o registro será exigido durante a matrícula de universidades ou no ato de formalização de emprego público. Quem não o exigir também sofrerá penalidades.

No caso de contratações privadas, será exigido no caso que a função implique porte de arma.

A lei prevê multa também para quem não comunicar mudança de domicílio e até para quem não informar sua impossibilidade -no caso de uma mulher, ficar grávida, por exemplo.

A ONG Controle Cidadão, especializada em temas militares, criticou duramente a amplitude da lei e afirmou que a “invenção” do registro é inconstitucional.

O motivo é que a Constituição de 1999 prevê que se pode optar em prestar serviços civis e militares e só fala de dois registros de alcance nacional: o civil e o eleitoral.

A presidente da ONG, Rocío San Miguel, foi mais além e afirmou que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, quer uma “sociedade obediente e subordinada” e que constar numa lista como “elegível ou apto” viola o direito de não querer ser combatente, ainda que em situações de calamidade pública.

Luis Alberto Buttó, professor da Universidade Simon Bolívar, concorda com a avaliação da ONG.

“O registro existia porque o serviço militar era obrigatório até 1999. Exigir registro quando o serviço é voluntário e punir quem não o fizer vai contra o espírito da lei.”

RECUO

O governo reagiu às críticas. O chefe do Comando Estratégico Operacional, general Henry Silva, pediu “calma” à população, afirmou que os críticos estão “manipulando” o tema e que o registro não tem a ver com recrutamento forçoso.

Já a Assembleia chavista começou a se mover para modificar a lei, tornando-a menos rigorosa.

O presidente da Comissão da Defesa, Juan Mendoza, disse que na segunda-feira apresentará um projeto para a reforma da lei, eliminando o prazo de registro -90 dias após completar 18 anos e as multas.

Registro seria “mapa” para ampliar controle

A polêmica do registro militar na Venezuela tem como pano de fundo o plano de Hugo Chávez de “acelerar” a formação das milícias bolivarianas -o treinamento de civis que conformam, por lei aprovada no ano passado, o quarto componente das Forças Armadas da Venezuela.

Integrar ou não as milícias em tese é voluntário e, pela norma, esses civis só têm acesso a armas durante treinamento de três meses.

Mas, no último domingo, Chávez afirmou que os milicianos têm de estar armados. “Quem já viu uma milícia sem armas? Tem de ter armas. É o povo com armas nas mãos das milícia.”

O governo tem tomado decisões criticadas, como o envolvimento dos milicianos em atividades de segurança desde agosto -patrulham o metrô, por exemplo.

Com o registro nacional, o governo teria um mapa completo para planejar a expansão das milícias, hoje formadas principalmente por funcionários públicos.

FONTE: Folha de São Paulo, via CCOMSEx

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Defesa Lenta

Forças Armadas, que devem participar de missão da ONU no Oriente Médio, ainda esperam governo decidir sobre compra de caças

No momento em que adquire mais peso e candidata-se a assumir novas responsabilidades no cenário internacional, faz sentido o Brasil ampliar sua presença em iniciativas de manutenção de paz patrocinadas pela ONU.

É nesse contexto que devem ser observadas as tratativas para que oficiais brasileiros assumam uma posição de destaque na Unifil, missão que atua no sul do Líbano.

É também nesse quadro que se inscrevem as negociações lideradas pelo governo federal com vistas a dotar as Forças Armadas de melhores condições para exercer sua função de defesa nacional.

No primeiro caso, conforme revelou a Folha, já existe um pré-acordo, ainda a ser apreciado pelo Congresso, para o Brasil assumir o comando da força naval da Unifil, atualmente a cargo da Itália.

Num segundo estágio, o país enviaria até 300 homens para a missão, que hoje dispõe de 11.449 soldados de 31 países.

Se confirmado, esse seria o segundo contingente militar no exterior mais significativo do Brasil, atrás dos cerca de 2.000 militares atualmente no Haiti.

A tarefa não é trivial. A Unifil, criada em 1978, tem como objetivo evitar confrontos entre o Exército de Israel e militantes do Hizbollah, milícia extremista que não aceita o Estado judaico. Desde que foi criada, a missão não conseguiu impedir a eclosão de dois grandes conflitos, o mais recente em 2006.

Participar dessa força é uma forma mais eficaz de o Brasil estar presente no Oriente Médio do que por meio de investidas diplomáticas vistosas, mas desvinculadas dos interesses objetivos do país.

Quanto ao reaparelhamento das Forças Armadas, deve se nortear pelo intuito de dotá-las de efetivo poder de dissuasão, capacidade de monitorar o território (e os mares), mais mobilidade e melhores condições para atuar nas fronteiras. É o que o governo afirma ter como meta, além da vontade de adquirir tecnologia em compras de armamento do exterior.

Indefinições quanto a isso, aliás, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, são o fator a retardar a aquisição de 36 caças de fabricantes estrangeiros que disputam um negócio que pode chegar a R$ 16 bilhões -pouco mais de 25% do orçamento do ministério para este ano.

A julgar pela lentidão governamental, o aumento da capacidade de defesa do país não tem nenhuma pressa. A decisão sobre os caças arrasta-se desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso. Cercado de névoas e marcado por idas e vindas, o processo de compra transformou-se, como disse o ministro, numa “chorumela”.

Agora, o presidente Lula, segundo Jobim, pretende consultar seu sucessor para decidir -o que só aumenta as expectativas de um novo adiamento.

FONTE: Folha de São Paulo

 

Contrato de “sociedade” com o governo deverá ser assinado amanhã

Clayton Netz

Em regime de recuperação judicial desde 2008, a Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, deve assinar na próxima sexta-feira um contrato de “sociedade” com o governo brasileiro. Depende apenas da agenda dos ministros. A primeira parceria público-privada do setor de Defesa no País foi antecipada pelo Estado em agosto.

O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25%, sem aporte direto de dinheiro. Os recursos serão obtidos por meio da conversão de dívidas da Avibrás.

O Comando do Exército e a empresa também se preparam para desenvolver um programa conjunto, o sistema Astros 2020 – lançador de foguetes de artilharia de saturação – com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão nos próximos seis anos. Para tanto, a empresa negocia um financiamento do Banco do Brasil, que deve ser discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também na próxima semana.

No ambicioso projeto do Astros 2020, a arma passa a incorporar um míssil de cruzeiro com alta precisão e alcance de 300 quilômetros, o AV-TM e munições com maior poder de fogo. Mas o maior avanço é na área eletrônica. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite; e a central de comunicação, é criptográfica.

Ontem, durante um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro Nelson Jobim disse a autoridades e empresários do setor que sua maior preocupação é a manutenção da Avibrás, conforme relata a repórter Naiana Oscar. “Já conversei com o presidente e vamos fazer encomenda à Avibrás desses mísseis (Astros 2020)”, disse. “Será tratada a necessidade de complementação dos mísseis que o exército importa e que seriam fornecidos pela Avibrás.”

Conforme adiantou o Estado, sem essa encomenda e sem recursos em caixa a Avibrás teria de demitir cerca de 600 funcionários, além de fechar 1,8 mil vagas na rede de fornecedores. Com isso, todos os negócios internacionais e os que estão em andamento seriam colocados em risco.

O governo está disposto a firmar com a empresa um acordo comercial de 60 meses para aquisição de produtos. Isso vai permitir que o grupo negocie garantias bancárias para manter suas operações. Em 2007, a Avibrás faturou R$ 60 milhões e chegou a R$ 250 milhões no ano passado. Esse ano, segundo já divulgou o presidente da empresa, Sami Hassuani, a expectativa é de que a receita alcance os R$ 500 milhões.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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Brasil pode integrar comando da Unifil

Participação do país em missão da ONU no Líbano garantiria presença militar no Oriente Médio

Fábio Zanini, Luis Kawaguti

O Brasil deverá ter uma presença militar no Oriente Médio, seguindo a estratégia do governo Lula de tornar o país um ator relevante na conturbada região.O governo está em conversas avançadas para integrar o comando da Unifil, a missão de paz das Nações Unidas no sul do Líbano. As tratativas começaram no primeiro semestre. Segundo o DPKO (Departamento de Operações de Paz da ONU), a negociação está em “finalização de detalhes”, mas não há prazo para sua conclusão.

A presença teria diversas etapas. A primeira, em estado mais adiantado, é assumir o comando da força naval da Unifil, atualmente a cargo dos italianos. O Brasil deve enviar de cinco a dez oficiais graduados da Marinha, que comandarão uma frota de oito navios e 885 homens. Segundo um diplomata que acompanha a negociação, esse convite já foi “pré-aceito”, mas é preciso que o acordo passe pelo Congresso Nacional. A segunda etapa, ainda em estágio embrionário, prevê enviar de 250 a 300 homens do Exército para a missão, que tem no total 11.449 homens de 31 países. A Unifil, criada em 1978, tem como tarefa evitar confrontos entre o Exército de Israel e guerrilheiros do Hizbollah, milícia xiita que não aceita o Estado judeu. Nem sempre isso é possível: a última guerra na região foi em 2006. Outro objetivo é impedir a entrada ilegal de armas na região.

Em agosto, um estudo técnico sobre o envio das tropas foi elaborado pelo Coter (Comando de Operações Terrestres do Exército) e está atualmente em análise no Ministério da Defesa. Se concretizada, essa será a maior mobilização militar do Brasil em território estrangeiro desde a missão no Haiti, que se iniciou em 2004 e tem hoje 2.166 militares. O Brasil atualmente integra dez missões de paz da ONU, mas, com exceção do Haiti, tem apenas observadores militares e especialistas.

Nenhum no Oriente Médio

Numa etapa final, o Brasil forneceria à ONU equipamentos, que ainda estão sendo negociados. A maioria deles seria de veículos militares blindados para transporte de tropas de combate. Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa afirmou que “ainda não há decisão sobre o assunto”.

Embarcação

A Folha apurou que a ONU pede que o Brasil envie ao menos uma embarcação para integrar a frota, mas o Ministério da Defesa reluta, alegando que isso prejudicaria a depauperada estrutura da Marinha. As tropas do Exército podem ser apresentadas como uma contrapartida. Diplomatas ouvidos pela Folha sob condição de anonimato afirmaram que, independente da formalização do acordo sobre a parte naval, um primeiro pelotão do Exército já poderia viajar no ano que vem. O pedido de integrar o comando da Unifil foi encarado pelo Itamaraty como mais uma oportunidade de “entrar no jogo” no Oriente Médio -após tentar intermediar um acordo com o Irã na área nuclear e servir de interlocutor na libertação de uma americana presa em Teerã. Seria, na visão da diplomacia brasileira, um trunfo para realizar o antigo sonho de ser chamada para ajudar na resolução do conflito Israel-Palestina, além do reconhecimento de maior estatura internacional.

FONTE/FOTO: Folha de São Paulo, via Notimp/EMGFA

NOTA DO BLOG: A Unifil atua no Líbano desde 1978. Participam dela atualmente perto de 15.000 soldados de mais de 30 países, entre eles Portugal (foto acima de militares do batalhão de engenharia). O comando da Unifil é exercido por um general espanhol, no cargo desde o início deste ano. Normalmente cada comandante assume o cargo por três anos.

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Um líder da guerrilha Farc morreu num bombardeio militar colombiano perto da fronteira com o Panamá, disse na segunda-feira o chefe nacional de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo.

O comandante guerrilheiro conhecido como “Silver” comandava as finanças e a logística da 57a frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e morreu junto com quatro outros rebeldes no domingo, como parte da chamada Operação Darién, realizada numa zona de selva na região de fronteira, segundo Naranjo.

“Foram recuperados cinco corpos depois de ser lançada uma operação com a Força Aérea, que de maneira muito precisa impactou a zona de acampamento”, afirmou o general num ato de governo na cidade de Cali, com a presença do presidente Juan Manuel Santos.

Naranjo disse que o ataque foi “uma ação sistemática e estrutural contra essas quadrilhas, que como nesse caso eram o tripé sobre o qual se edificavam as finanças terroristas das Farc em associação com o narcotráfico”.

Colômbia e Panamá têm uma fronteira terrestre de 266 quilômetros, numa zona de selva que é utilizada pela guerrilha para o tráfico de drogas e armas. A frente rebelde atacada foi responsável pela morte de 200 soldados da Marinha num ataque no final de 2000, além de sequestros e extorsões em uma ampla área do noroeste colombiano, segundo o governo.

As Farc vêm sofrendo pesadas baixas e milhares de deserções nos últimos anos. Há pouco menos de duas semanas, outro bombardeio matou o comandante militar Jorge Briceño, o Mono Jojoy, o que Santos disse ter sido o golpe mais contundente contra a guerrilha em seus quase 50 anos de história.

“Continuaremos com mais operações até que possamos dizer (…) que ganhamos a paz”, disse Santos.

Apesar das baixas dos últimos anos, as Farc ainda dominam amplas zonas rurais do país e mantêm sua capacidade de realizar ataques de grande monta em selvas, montanhas e eventualmente em cidades.

Apontada como organização terrorista por EUA e União Europeia, a guerrilha é acusada pelas autoridades de usar o narcotráfico e sequestros para financiar sua luta armada contra o governo.

FONTE/FOTO: estadao.com.br/AFP

A artilharia antiaérea do Exército Holandês realizou o lançamento do primeiro míssil AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile) na ponta da península da Noruega Andøya. O componente de defesa aérea do Exército trabalhou para esse lançamento desde a introdução do míssil, no início de 2009.

O AMRAAM foi originalmente concebido como um míssil ar-ar BVR, permitindo que os caças possam abater aviões inimigos além do alcance visual. Hoje, ele também é usado para atingir aviões a partir do solo.

Camadas de média e alta altitude

A finalidade deste exercício de tiro real foi testar a integração da arma no Sistema de Defesa Aérea do Exército. Este sistema foi feito para conter a ameaças aéreas em altitudes baixas e médias.

O AMRAAM abrange as camadas de média e alta altitudes, em alcances de até 75 km, enquanto os mísseis Stinger lançados de ombro abrangem altitudes muito baixas. O AMRAAM tem o seu próprio radar e pode ser acionado de forma autônoma, para rastrear seu alvo independentemente.

Depois de meses de treinamento de procedimentos e exercícios, foi realizado o primeiro disparo real a partir de terra do míssil AMRAAM, que tem quase 4 metros de comprimento e atinge velocidades da ordem de 5.000 km/hora. Seu disparo só é autorizado na Noruega e nos Estados Unidos.

Além da seção de armas, a unidade praticou a seqüência de engajamento inteira como um todo. O radar gerou uma imagem do espaço aéreo até momento do disparo, que foi efetuado simplesmente com o acionamento de um botão. O míssil atingiu o alvo bem além do alcance visual.

Mais de 100 soldados e pessoal de logística foram envolvidos no lançamento.

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O Exército dos EUA vai modernizar parte de sua frota de Eurocopter UH-72A Lakota com Mission Equipment Packages (MEP) que vai operar com o Army National Guard Security e Support Battalions (S&S Battalions) em apoio a autoridades civis nos EUA.

A EADS North America fechou contrato de US$ 67 milhões, primeira fase de um total estimado de US$ 152 milhões para 99 MEPs.

A entrega de UH-72s com os S&S Battalion MEP estão programadas para começar em 2011, com o contrato inicial cobrindo 36 aeronaves.

A configuração S&S Battalion do UH-72A incluiu um sistema de eletroótico com câmera, sensores infravermelho e apontador laser, uma lanterna de busca de 30 milhões de candelas, console de operador, displays touch-creen com mapa móvel, um sistema de gerenciamento de vídeo, um gravador digital de vídeo e um downlink de dados, mais um gancho externo e aviônicos adicionais.

As entregas do UH-72A à Guarda Nacional permitirá a desativação dos velhos OH-58 e UH-1.

FONTE: AirForces Monthly

NOTA DO EDITOR: O UH-72A é a versão militar do Eurocopter EC145, que também está sendo considerado para substituir os Esquilo nas Forças Armadas do Brasil.

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Medida será colocada em prática pelo Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da Polícia Militar assim que a corporação adquirir a nova frota de 16 aeronaves e blindados

Por Rodrigo Rebechi 02/10/2010


O Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da Polícia Militar vai disponibilizar um helicóptero para atuar somente nas cidades de Niterói e São Gonçalo. A medida será colocada em prática assim que a Polícia Militar adquirir a nova frota de 16 aeronaves e blindados que vão reforçar até 2016 o patrulhamento aéreo na capital e na Região Metropolitana do Rio.

“Estamos hoje com três aeronaves que fazem o patrulhamento tanto na Região Metropolitana, quanto na capital. Mas com as novas aquisições para os próximos anos, a região que abrange Niterói e São Gonçalo terá um helicóptero modelo Esquilo disponível para patrulhamento apenas nas duas cidades”, garantiu o major Rogério Cosendey, oficial do GAM.

Segundo o militar, o patrulhamento aéreo, atualmente, é direcionado de acordo com a demanda diária das cidades. “Normalmente, o GAM dá mais suporte à capital, por causa de sua maior demanda. Mas também atuamos em Niterói, caso haja alguma solicitação”, disse Cosendey, lembrando que um helicóptero participou de perseguição aos bandidos que roubaram uma financeira há duas semanas no Centro do município.

Além do helicóptero modelo esquilo, avaliado em R$ 4,4 milhões e capaz de transportar de dois a seis militares, também estão sendo adquiridas aeronaves blindadas do modelo Bell Huey 2, com custo aproximado de R$ 6,9 milhões cada. Uma delas, americana, já batizada pelos PMs de Sapão, chegará ao GAM em janeiro do ano que vem. O aparelho, com capacidade para transportar até 15 policiais, receberá blindagem em toda a sua estrutura.

Também foi escolhido o modelo Black Hawk, com blindagem para suportar tiros de fuzil 7.62. Mesmo atingido, o helicóptero consegue pousar sem riscos, já que possui duas turbinas. As duas aeronaves serão usadas tanto em ações de apoio ao Batalhão de Operações Especiais (Bope), quanto no resgate de vítimas de calamidades.

FONTE: www.ofluminense.com.br / COLABOROU: Sergio Cintra

Essas fotos do EB5001 foram publicadas no informativo “O Águia”, da Aviação do Exército e disponibilizadas pelo site Voo Tático.

FONTE: http://vootatico.com.br

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Equador é tomado por protestos de militares contra corte de benefícios; presidente acusa golpe de Estado

QUITO – O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou nesta quinta-feira, 30, estado de exceção em todo o país por cinco dias para frear um protesto de militares e policiais contra uma lei que corta os benefícios de setores do funcionalismo público.

“Uma vez que setores da polícia abandonaram irresponsavelmente seu trabalho, tivemos de declarar o estado de exceção”, disse o ministro de Segurança Doméstica, Miguel Carnaval, a jornalistas.

Correa acusou setores da oposição, entre eles o ex-presidente Lúcio Gutierrez de organizar um golpe de Estado contra ele. Policiais ocuparam os principais quarteis de Quito e o Congresso. O aeroporto da capital foi tomado por oficiais da Força Aérea.

Rodovias foram bloqueadas e houve relatos de distúrbios e até roubos de bancos. Outros setores do funcionalismo também afetados pela nova lei se uniram aos protestos, incluindo os estudantes.

Correa se dirigiu ao quartel geral de Quito para falar com os manifestantes e disse que não iria voltar atrás sobre a lei, que visa diminuir os gastos do Estado com o funcionalismo.

“Se vocês querem matar o presidente, aqui está ele. Matem-me!”, disse, recusando-se a recuar na nova lei.

Correa isolado

Os policiais debelados atiraram bombas de gás lacrimogêneo contra o presidente, o que o levou a ser internado no hospital do quartel. Então, o prédio foi cercado.

Falando por telefone à rádio estatal, Correa qualificou os distúrbios como golpe. O presidente afirmou que “a história irá julgá-los (os manifestantes)”. “Eu convoco a polícia patriótica a se submeter” à liderança do presidente, afirmou.

Escolas e lojas foram fechadas por causa da falta de proteção policial. Há relatos de saques em algumas cidades do país, incluindo na capital, onde pelo menos dois bancos foram saqueados, e na cidade costeira de Guayaquil. O principal jornal do país, El Universo, informa que houve assaltos em supermercados e roubos por causa da ausência da polícia.

Reação popular

Centenas de partidários de Correa marcharam até a praça da Independência, no centro de Quito a fim de demonstrar apoio ao presidente.

O ministro das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, convocou os partidários de Correa a marcharem ao hospital do quartel para retirá-lo de lá.

O povo marchou até o hospital e entrou em confronto com os policiais rebelados. Ao menos uma pessoa ficou ferida com um tiro no braço, segundo a rádio estatal. Os partidários do presidente atiraram pedras nos policiais e foram repreendidos com tiros e bombas de gás.

Apoio da cúpula militar

A cúpula militar equatoriana afirmou seu apoio ao presidente Rafael Correa, assim como outras instituições do Estado.

“Pedimos calma. Agentes políticos estão desinformando elementos militares”, disse o comandante general das Forças Armadas, general Ernesto González

Em comunicado conjunto, o Conselho Nacional Eleitoral, o Parlamento, A Corte Nacional de Justiça, a procuradoria-geral e a controladoria-geral da República defenderam o presidente.

FONTE: Estadão, com Efe, AP e Reuters

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Votar

Raquel de Queiroz

“Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama governo democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato. No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: governo do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVERNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar pro determinado prazo de tempo.

Escolhem-se pelo voto aqueles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas – e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

Escolhemos igualmente pelo voto aqueles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aqueles que irão estipular a quantidade desses impostos. Vejam como é grave a escolha desses “cobradores”. Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gota de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bolso.

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aqueles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aqueles que vão “fabricar” o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos. Pois se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Eles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

Não preciso explicar muito este capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder.

Escolhem-se nas eleições aqueles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático.

E, circunstância mais grave e digna de todo o interesse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de todas as forças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.

E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fez um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio – lembrem-se de que não vão proporcionar a esses sujeitos um simples emprego bem remunerado. Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para eles comandarem – e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem. Entregamos a esses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra – e a flor da nossa mocidade, a eles presa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o mostro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.

Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva. Porque, afinal, a mulher quando é ruim, dá-se uma surra, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o governo, quando é ruim, ele é que nos dá a surra, ele é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da boca dos nossos filhos e nos faz aprodecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar este ou aquele candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem medo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem medo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à força, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.

FONTE: Revista O Cruzeiro, 11 de janeiro de 1947

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