Página 2 de 3612345...102030...Última »

A ONU deslocou cerca de 800 capacetes azuis para as imediações do hotel em Abidjan, onde está Alassane Ouattara, um dos dois auto-proclamados vencedores das eleições na Costa do Marfim, indicou um porta-voz da ONU.

Os capacetes azuis levaram água e combustível para o caso de ataques, acrescentou o porta-voz, Farhan Haq. O chefe das operações para a manutenção da paz da ONU, Alian Le Roy, manteve nesta quinta-feira o Conselho de Segurança informado a respeito dos incidentes na Costa do Marfim, explicaram fontes diplomáticas.

Alassane Ouattara, um dos dois presidentes auto-proclamados do país africano, junto com Laurent Gbabgo, transformou o hotel em seu quartel-general. Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas nesta quinta-feira em decorrência dos confrontos entre partidários de ambos os candidatos, indicaram diferentes fontes.

FONTE: AFP / TERRA FOTO: Reuters

Tagged with:
 

16 de Dezembro: Dia do Reservista

O Dia do Reservista é comemorado em 16 de dezembro, data do nascimento do poeta Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilac, a fim de reavivar o espírito cívico-militar dos contingentes licenciados das Forças Armadas.

Nos anos de 1915 e 1916, Olavo Bilac foi o grande propugnador do Serviço Militar ao empreender campanha nacional para divulgar os valores morais e cívicos para a juventude brasileira, valendo-se de seus poemas, discursos e da letra do Hino à Bandeira.

A história comprova que nações não podem abdicar das suas prerrogativas de mobilizar todos os meios necessários e disponíveis para a defesa de sua soberania, de seus valores e interesses nacionais.

Dentro desse contexto, as Forças Armadas recebem milhares de jovens, anualmente, para completarem seus quadros e, em um esforço conjunto, adestrarem-se para as diversas hipóteses de emprego, levando em consideração as melhores aptidões e talentos dos cidadãos alistados para o Serviço Militar obrigatório.

Esses cidadãos, ao serem licenciados das Forças Armadas, tornam-se reservistas em condições de serem mobilizados ou convocados.

De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil e a Lei do Serviço Militar, nenhum brasileiro exercerá plenamente sua cidadania caso não esteja em dia com as obrigações militares.

Assim, todo cidadão, de dezenove a quarenta e cinco anos de idade, quite com essas obrigações, poderá requisitar passaporte ou carteira profissional, assumir cargo federal, estadual ou municipal, assim como se inscrever em concursos ou se matricular em qualquer escola.

O reservista, nos primeiros cinco anos, após o seu licenciamento, participa dos Exercícios de Apresentação da Reserva (EXAR) em uma Organização Militar, Junta de Serviço Militar ou Repartições Consulares do Brasil, de 9 a 16 de dezembro, podendo, também, realizar essa apresentação pela Internet no endereço www.exarnet.eb.mil.br, no período de 1º de dezembro a 31 de janeiro do ano seguinte.

Com a intenção de manter o preparo da reserva, são realizados, anualmente, exercícios de adestramento.

Nessas ocasiões, são reavivados os conhecimentos adquiridos durante o Serviço Militar e treinada toda a sistemática de mobilização.

Convém destacar que os brasileiros, quando incorporados, por convocação, para exercícios de adestramento, garantia da lei e da ordem ou para atender a uma das hipóteses de emprego, terão assegurado o retorno ao cargo, à função ou ao emprego que exerciam ao serem chamados, assim como serão garantidos os direitos remuneratórios a que faziam jus.

Ademais, os convocados para o serviço ativo ou matriculados em Órgãos de Formação da Reserva contarão o tempo dedicado à caserna para a aposentadoria.

Cabe ressaltar, ainda, que avanços significativos estão sendo alcançados por meio do “Sistema Eletrônico de Recrutamento Militar e Mobilização” na Internet (SERMILMOB Web), que permitirá dinamizar os processos do Serviço Militar e da mobilização de recursos humanos, por meio da rede mundial de computadores.

O cidadão brasileiro, no País ou no exterior, poderá interagir, em tempo real, com esse sistema.

Dessa forma, o Serviço Militar tem buscado modernizar-se com o objetivo de oferecer ao cidadão brasileiro facilidades crescentes em uma interação positiva com as Forças Armadas.

Serviço Militar, a segurança do Brasil em nossas mãos!

Tagged with:
 

A Decisão do Supremo Tribunal Federal  Sobre a Anistia

Por Ives Gandra Martins**

A esperada decisão da Supre­ma Corte sobre a Lei da Anistia demonstrou a maturidade do Poder Judiciário brasi­leiro ao tratar temas polêmicos sem se deixar, influenciar por apelos po­líticos ou pressões internacionais.

Foi uma decisão inatacável, irretocável e precisa do ponto de vista jurídico, sem que a Supre­ma Corte avalizasse, em nenhum momento, as torturas praticadas, entre 1969 e 1971, por militares e pelos integrantes da guerrilha – movimento armado que, a meu ver, atrasou a redemocratização do País, obtida mais pela arma da palavra, da OAB e de parlamen­tares, que pelas armas de fogo.

O voto do Ministro Peluso im­pressiona por lembrar que quem propôs e deu forma à Lei de Anistia foi a própria OAB, a pe­dido dos guerrilheiros, que dese­javam voltar à luta democrática pelas vias próprias do regime.

Proposto pela OAB, na reda­ção de dois eminentes juristas e membros do Conselho Federal (Raymundo Faoro e Sepúlveda Pertence), o projeto de lei foi amplamente negociado com os detentores do poder e acatado, ao ponto de se colocar uma pedra sobre o passado e sobre toda espé­cie de crimes de ambos os lados.

O Ministro Eros Grau, apesar de ter sofrido tortura, afirmou que, como jurista, não podia dar outra interpretação à lei, senão a de que era rigorosamente constitucional.

Impressiona-me, todavia, a ignorância do direito brasileiro demonstrada por membros da ONU, da Corte de São José (OEA) e por alguns juristas estrangeiros, para quem o Brasil deveria, com base em tratados internacionais, rever a referida lei. Tais analis­tas demonstraram ignorar que, no direito brasileiro, o tratado internacional ingressa, conforme jurisprudência da Suprema Cor­te (STF), com eficácia de lei ordinária. Ora, todos os tratados internacio­nais sobre tortura assinados pelo Brasil e que entraram em vigor no País são posteriores a 1979 (depois da promulgação da Lei de Anistia), inclusive o Pacto de São José, que, embora assinado em 1969, apenas ganhou eficácia, no direi­to brasileiro, em 1989.

Reza o artigo 5o inciso XXXVI (cláusula pétrea, portanto, imodificável) da Constituição, que “a lei não prejudicará o direito adquirido”, sendo pacífica a ju­risprudência do Pretório Excelso, de que a lei penal não pode retroagir in pejus, ou seja, em detrimento do acusado, mas só a favor dele.

Parece-me, pois, que as pres­sões internacionais de consagra­dos nomes desconhecedores do direito brasileiro resultarão em nada, pois acolhê-las implica­ria a mudança da Constituição Brasileira, no que diz respeito a cláusulas pétreas. Isso só seria possível com uma revolução.

Pela mesma razão, qualquer que seja a decisão da Corte de São José (OEA) sobre a matéria, sua re­levância será nenhuma, visto que de impossível aplicação no Bra­sil, após a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a validade da Lei de Anistia. O artigo 5o, inciso XXXV da lei suprema nacional, assegura que todas as lesões de direitos devem ser levadas ao Poder Judiciário, ao qual cabe decidir, nos casos de direito internacional público ou privado, se existe a preva­lência do direito estrangeiro. Só nessa hipótese é que a competên­cia passará para as Cortes de ou­tros países, como prevê a Lei de Introdução ao Código Civil, ou para as Cortes de Direito Público Internacional, que transcendem as forças judiciais de cada país (Corte de Haia).

No caso em concreto, da Lei da Anistia, por ser questão ex­clusivamente brasileira, ocor­rida em território brasileiro, a competência da Suprema Corte (STF) é absoluta e a das cortes inter­nacionais (OEA e outras), nenhuma.

** Ives Gandra Martins, formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), é Jurista Internacional, Professor de Direito, Escritor, Catedrático em Direito por 31 Universidades no Brasil, América do Sul e Europa.

FONTE: Revista do Clube Militar, ano LXXXIII, n° 437, 2010

VEJA MAIS:

Tagged with:
 

Tribunal concluiu que o Estado brasileiro é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas, ocorrido entre 1972 e 1974.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por não ter punido os responsáveis pelas mortes e desaparecimentos ocorridos na Guerrilha do Araguaia e determinou que sejam feitos todos os esforços para localizar os corpos dos desaparecidos. O Tribunal concluiu que o Estado brasileiro é responsável pelo desaparecimento de 62 pessoas, ocorrido entre 1972 e 1974.

Em uma sentença divulgada hoje, a Corte considerou que as disposições da Lei de Anistia brasileira não podem impedir a investigação e a sanção de graves violações de direitos humanos. Para ela, “as disposições da lei são incompatíveis com a Convenção Americana, carecem de efeitos jurídicos e não podem seguir representando um obstáculo para a investigação dos fatos do presente caso, nem para a identificação e punição dos responsáveis”.

A decisão, embora refira-se à Guerrilha do Araguaia, extrapola para outros casos quando a sentença diz que as disposições da lei “tampouco podem ter igual ou semelhante impacto a respeito de outros casos de graves violações de direitos humanos”. Este entendimento derruba a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou que a Lei da Anistia, de 1979, também beneficia os agentes do Estado que praticaram torturas e assassinatos.

A sentença da Corte Interamericana foi provocada por três ONGs brasileiras – Centro Pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ) e Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos de São Paulo (CFMDP-SP) – que protestaram em nome dos familiares dos mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia.

A decisão dos sete juízes estrangeiros e o juiz ad hoc (determinado) brasileiro determina ao Estado brasileiro “a investigação penal dos fatos do presente caso (Guerrilha do Araguaia) a fim de esclarecê-los, determinar as correspondentes responsabilidades penais” e punir criminalmente os responsáveis. Manda ainda o “Estado realizar todos os esforços para determinar o paradeiro das vítimas desaparecidas e, se for o caso, identificar e entregar os restos mortais a seus familiares”. Também dispõe que “o Estado preste atendimento médico e psicológico ou psiquiátrico”, às vítimas que o solicitem.

Nas 126 páginas da decisão, há determinações que certamente criarão constrangimentos, como a realização de um “ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional, em relação aos fatos do presente caso, referindo-se às violações estabelecidas na presente Sentença”. Neste ato, segundo a decisão, devem estar presentes “altas autoridades nacionais e as vítimas do presente caso”. Outra determinação é a da implementação em um prazo razoável de “um programa ou curso permanente e obrigatório sobre direitos humanos, dirigido a todos os níveis hierárquicos das Forças Armadas”.

Legislação

Na área da legislação, a corte determina que se adote “as medidas que sejam necessárias para tipificar o delito de desaparecimento forçado de pessoas, em conformidade com os parâmetros interamericanos”. Estipula ainda que não adianta apenas apresentar o projeto de lei, mas também “assegurar sua pronta sanção e entrada em vigor”.

A decisão determinou ainda que o Estado pague US$ 3 mil dólares para cada família a título de indenização pelas despesas com as buscas dos desaparecidos. Estipulou também indenização a titulo de dano imaterial de US$ 45.000,00 a cada familiar direto e de US$ 15.000,00 para cada familiar não direto, considerados vítimas no presente caso. Determina também o pagamento pelo Estado de US$ 45 mil para as três ONGs, cabendo a maior parcela de US$ 35 mil para o Centro pela Justiça e o Direito Internacional, pelos gastos tidos até hoje com o caso.

FONTE: Estadão On-line

VEJA MAIS:

Tagged with:
 

O general Jorge Armando Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, afirmou a Clifford Sobel, ex-embaixador dos EUA no Brasil, que o país precisa encarar o fato de que “um preço precisa ser pago” para conquistar um papel de liderança global.

Segundo relato de Sobel, de 2007, Félix teria dito que o Brasil deveria “empregar suas forças em operações [militares] internacionais” e confrontar a perspectiva de ver “sacos de corpos retornando ao Brasil”.

As afirmações de Félix, segundo o relato de Sobel, fariam parte de respostas a respeito de sua visão sobre a relação do Brasil com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O relato de Sobel está em uma correspondência diplomática secreta obtida pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch), que teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado aos documentos.

O telegrama de Sobel data de 15 de fevereiro de 2007 e refere-se a um jantar de 30 de janeiro daquele ano. No encontro, os dois ainda discutiram outros assuntos, como a Venezuela de Hugo Chávez e as relações entre Brasil e Estados Unidos.

Colaborou FERNANDO RODRIGUES, de Brasília

FONTE: Folha.com

Tagged with:
 

Quatro ‘Piranhas’ contra o tráfico

Maurício Thuswohl

A imagem de um veículo blindado ultrapassando diversas barreiras e obstáculos levantados pelos traficantes de drogas foi o momento de maior valor simbólico ocorrido durante a invasão e ocupação pela polícia das favelas da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro.

Entre os blindados utilizados na operação estavam os Mowag Piranha, de fabricação suíça, cedidos pela Marinha do Brasil.

Chamado Mowag Piranha III, o novo “herói” dos cariocas nasceu na Suíça, construído na comuna de Kreuzlingen (cantão de Turgóvia) pela empresa Mowag GmbH. É um dos veículos blindados leves de maior sucesso em todo o mundo, graças à sua resistência e multifuncionalidade. Quatro Mowags Piranha participaram da operação na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, tendo sido fundamentais para transportar policiais em segurança para dentro das duas favelas consideradas os maiores bunkers da facção criminosa conhecida como Comando Vermelho.

O caminho do Mowag Piranha ao estrelato foi rápido, e o carro blindado suíço passou a ser objeto do interesse da mídia no Brasil. O primeiro a enaltecer suas qualidades foi Rodrigo Pimentel, comentarista da TV Globo, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) e um dos autores do livro “A Elite da Tropa”, no qual foi baseado o filme “Tropa de Elite” e o personagem Capitão Nascimento. Segundo Pimentel, “o blindado foi fundamental para o sucesso da ação”.

Coordenador da ação policial, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, também elogiou o Mowag Piranha: “Sem os blindados emprestados pela Marinha, as operações dos últimos dias teriam sido impossíveis”, disse. Além dos veículos fabricados na Suíça, também auxiliaram a polícia carioca os modelos M113 e Clanf (Carro Lagarta Anfíbio), ambos fabricados nos Estados Unidos.

Nos dias que se seguiram à ocupação das favelas, diversos repórteres de mídia impressa ou de televisão quiseram dar uma “voltinha” no Mowag Piranha. Na matéria publicada pelo jornal O Globo sob o título “Blindado se torna estrela da operação”, o repórter Daniel Brunet relata: “Além dos vidros na frente do carro, é possível ter uma visão do ambiente externo através de uma escotilha no centro do Mowag. Apesar da sensação de clausura, o blindado não é quente, pois conta com um potente ar-condicionado”.

Segundo a repórter Manuela Andreoni, do Portal IG, que também “passeou” dentro dos blindados pelas ruas da Vila Cruzeiro, os Mowags Piranha “deixaram boquiabertos os cidadãos cariocas e passaram a legitimar o uso da palavra guerra para definir a situação de conflito armado vivida pela cidade”.

Estréia

Os quatro veículos Mowag Piranha III que participaram das ações na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão são novos e foram fabricados este ano na Suíça. Comprados no final de 2007 pelo Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, começaram a ser entregues no início de 2010 e fizeram sua estréia nas ruas do Rio. Ao todo, o Brasil possui doze unidades do veículo blindado suíço e, segundo o Ministério da Defesa, existe a possibilidade de compra de novas unidades já em 2011.

Versátil, o Mowag Piranha pode ser configurado de várias maneiras. Na forma utilizada pelos fuzileiros brasileiros, o carro tem capacidade para transportar até dez soldados, além dos dois tripulantes responsáveis por sua condução. Uma parte dos veículos blindados comprados pelo governo brasileiro na Suíça está sendo utilizada no Haiti, país onde o Brasil comanda as tropas da Força de Paz da ONU.

Letal

O Mowag Piranha pode ser apresentado em outras versões, como antitanque, ambulância ou carro de reconhecimento. Nestes casos, o veículo é dotado de armas e equipamentos que reduzem o número de soldados que é capaz de transportar. Na ação do Rio, cada carro estava equipado com fuzis calibre 7.62 e metralhadoras 105mm, mas outros armamentos – como metralhadoras M-2HB .50 e lança-granadas LAG-40 calibre 40mm – também podem ser acrescentados.

Principal comprador do Mowag Piranha III, os Estados Unidos utilizam atualmente o carro blindado fabricado na Suíça em suas operações militares no Iraque e no Afeganistão. Rebatizados pelos norte-americanos como LAV-25, os Mowags foram equipados com torres para canhões automáticos M-242 de 25mm, capazes de cuspir 200 tiros por minuto. Em uma mais recente adaptação realizada pelos militares dos EUA, o veículo ganhou o nome de Stryker e foi equipado com um canhão automático M-68 A1 de 105mm, morteiros de 81mm e lançadores de mísseis antitanque.

Indústria

A Mowag GmbH emprega em Kreuzlingen cerca de 800 trabalhadores altamente qualificados na indústria bélica. Além da linha Piranha, a empresa suíça produz outros veículos militares de sucesso, representados nas linhas Eagle e Duro. Desde 2003, a Mowag GmbH integra a General Dynamics Corporation (GDC), grande conglomerado industrial com sede no Canadá que atua nas áreas bélica, aeroespacial e de tecnologia da informação e emprega cerca de 90 mil pessoas em diversos países.

Projetado no final dos anos sessenta, o modelo Piranha é o principal produto da Mowag GmbH. Desde 1972, quando sua primeira versão começou a ser produzida, a empresa suíça já entregou mais de oito mil unidades do veículo blindado em todo o planeta. Atualmente, a Mowag trabalha no lançamento do Piranha IV que, segundo a propaganda da empresa, está “acima das capacidades” do Piranha III.

FONTE: swissinfo.ch

NOTA DO BLOG: “metralhadora 105mm”!

Tagged with:
 

Os BRICs e o poder militar

Por Josué Souto Maior Mussalém

O Brasil é o primeiro país da sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e também o mais jovem. Conta 510 anos de idade, enquanto os outros são muito mais antigos, sendo que a China e a Índia têm história milenar. A Rússia, a China e a Índia são potências nucleares e possuem Exércitos gigantescos tanto em efetivos como em armas pesadas. A Rússia se enfraqueceu depois do desmoronamento do Estado soviético, mas ainda se conserva como potência militar e investe bastante em tecnologia bélica, sendo um grande exportador de armamentos. A China está investindo pesadamente em tecnologia militar visando manter uma hegemonia geopolítica na Ásia Pacífico, vis a vis o industrializado e antigo inimigo o Japão.

A Rússia se afastou de vez da Guerra Fria ao aceitar a proposta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de estabelecer em c onjunto com os EUA um sistema de defesa anti-mísseis, fato esse recente por ocasião da gigantesca conferência de cúpula da Otan em Lisboa no fim de novembro deste ano. Tive a oportunidade de estar em Lisboa e acompanhar de perto várias etapas daquela conferência considerada histórica pelo significado do fim da Guerra Fria e por essa parceria militar entre Rússia e a aliança atlântica contra mísseis vindos provavelmente de fora do território europeu…

A Índia quer manter sua influência na área do Oceano Índico e garantir sua hegemonia naval em rotas de petróleo vindas do Oriente Médio. Aliás, dois programas de construção naval são considerados os mais ambiciosos do mundo. O primeiro é da Índia e o segundo do Brasil, ambos por conta de reservas petrolíferas, sendo que a Índia é um grande importador de óleo bruto, enquanto o Brasil deverá se transformar em grande produtor se as reservas do pré-sal forem efetivamente confirmadas. A Índi a precisa garantir fluxo externo de petróleo. O Brasil precisa garantir sua soberania marítima de produção petrolífera…

Nosso País tem extensa fronteira marítima, como também extensa fronteira terrestre. Além disso, o Brasil tem um gigantesco patrimônio ambiental representado por florestas e reservas de água doce consideradas as maiores do mundo, sendo também uma potência mineral de primeira grandeza o que o torna um dos líderes mundiais no futuro de duas décadas em termos de economia.

Mas como anda hoje o nosso poderio militar? Do ponto de vista qualitativo nossas Forças Armadas são as melhores da América Latina superando de longe as potências mais próximas deste continente como a Argentina e o México. Também do ponto de vista quantitativo nossas Forças Armadas são superiores a todos os países latino-americanos, incluindo Cuba, que no passado foi grande “exportadora” de terroristas de esquerda e hoje está à míngua, num a situação constrangedora para alguns intelectuais que defendem a dinastia castrista. Setenta por cento das forças blindadas cubanas estão sucateadas e enferrujadas e o salário dos oficiais cubanos são ao nível da pobreza absoluta o que atinge o moral daqueles militares…

O Brasil sofreu uma redução no investimento militar no governo FHC. O governo Lula recuperou parte desse investimento, mas em nível insuficiente. De qualquer forma estão se modernizando as forças blindadas do Exército, renovando os meios flutuantes da Marinha, inclusive com a construção de novos submarinos de tecnologia francesa, e se espera que a FAB consiga resolver a questão dos caças supersônicos no curto prazo…

Um fato interessante: dos BRICs, dois são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Rússia e China), enquanto a Índia já obteve apoio formal dos Estados Unidos para fazer parte daquele colegiado mundial.

Um sinal para o Brasil : se quiser ser membro permanente daquele conselho, deve fortalecer suas Forças Armadas, mantendo-as ao nível do “estado da arte” em tecnologia militar e na ampliação e qualificação do pessoal, garantindo qualidade e profissionalismo desse sensível segmento da vida nacional.

PS: Josué Souto Maior Mussalém é economista.

FONTE: Jornal do Commercio / COLABOROU:

Tagged with:
 

Governo novo, tudo igual

Além do ministro da defesa, comandantes serão mantidos

Os três comandantes das Forças Armadas, Enzo Peri, do Exército; Júlio Soares Neto, da Marinha; e Juniti Saito, da Aeronáutica, deverão ser mantidos no governo da presidenta eleita, Dilma Rousseff (PT). A informação é do ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), que ontem participou, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, das comemorações pelo Dia do Marinheiro, no Clube Naval, em Brasília.

“Vou discutir com Dilma na próxima semana. Mas a tendência é pela manutenção”, disse Jobim. Os três comandantes serão convidados a permanecer no cargo, mas o brigadeiro Juniti Saito — que enfrenta problemas de saúde na família — só deverá ficar no comando da Aeronáutica até que o governo brasileiro defina de quem vai comprar os 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com Jobim, Dilma ainda vai conversar com o presidente Lula para tratar da compra dos caças. Nessa conversa, segundo Jobim, será decidido se a compra será anunciada este mês ou nos primeiros meses do novo governo. A concorrência para a venda dos caças envolve o Rafale, da francesa Dassault; o Gripen NG, da sueca Saab, e o F-18, fabricado pela norte-americana Boeing.

Em longo discurso de balanço sobre a nova fase da pasta, Jobim, cuja permanência no cargo ainda não foi oficializada por Dilma, pediu união da tropa para que os projetos das três Forças possam ter prosseguimento. “Estamos no mesmo barco, que está navegando. Quem quiser ficar e navegar conosco, ótimo. Mas quem não quiser, pode pular fora do barco”, declarou. A informação foi entendida como um recado para quem possa estar insatisfeito com o comando de Dilma, no País, ou de Jobim, no Ministério da Defesa. Dilma decide seu primeiro escalão até o fim da semana.

ARAGUAIA

Durante cerimônia de entrega do 16º Prêmio de Direitos Humanos, no Palácio do Planalto, o presidente Lula pediu ao ministro Nelson Jobim que lhe entregue, antes que ele deixe o governo, dia 1º de janeiro, um relatório sobre como andam as buscas dos corpos dos desaparecidos na guerrilha do Araguaia. Lula voltou a defender a libertação do criador do site WikiLeaks, Julian Assange, e afirmou que atuará na militância de temas diversos, inclusive sobre liberdade de imprensa, após deixar o governo.

FONTE: O Dia

Tagged with:
 

Herói esquecido

Apesar do apelo de familiares, Itamaraty não planeja identificar o corpo do único soldado brasileiro enterrado em monumento na Itália

Mateus Parreiras

Sob uma placa de bronze em Pistoia, na Itália, o único combatente do Brasil na Segunda Guerra Mundial ainda enterrado no Memorial do Soldado Brasileiro está à espera de identificação até hoje.

Os corpos reconhecidos de 449 pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira), mortos na guerra, foram transferidos para o Rio de Janeiro há 50 anos, onde as famílias puderam homenageá-los e deles se despedir.

Desde que foi encontrado, em 1967, 23 anos após o término da guerra, pouco foi feito pelo governo do Brasil para identificar o combatente esquecido.

Hoje, uma amostra de seus restos mortais preservados poderia ter o DNA comparado ao dos parentes vivos dos 16 brasileiros desaparecidos no conflito, mas o Itamaraty informa ainda não ter planos para isso.

“O governo nunca fez esforços maiores para com a memória desses guerreiros”, diz a telefonista gaúcha Luciana Chimango, sobrinha-neta do desaparecido cabo Fredolino Chimango.

“Seria muito importante para nossa família se o DNA fosse feito. Ainda temos parentes muito próximos e vivos que ficariam felizes.”

O último representante da FEB ainda enterrado num cemitério italiano se tornou o “soldado desconhecido”, um símbolo junto ao memorial erguido na cidade toscana, em 1959.

“O soldado desconhecido representa todos os brasileiros que vieram aqui lutar pela paz”, afirma o guardião do memorial mantido pelo Itamaraty, Mário Pereira, filho do ex-combatente que recebeu a missão de zelar pelo cemitério, o sargento Miguel Pereira -morto em 2003.

Ele diz conservar o monumento para que os feitos da FEB não sejam esquecidos.

DESCOBERTA

Em 1944, o Brasil enviou 25.334 soldados à Itália para lutar ao lado dos Aliados -americanos, ingleses, franceses e soviéticos- contra o Eixo, formado por alemães, italianos e japoneses.

Ao final da guerra, em 1945, 465 dos combatentes brasileiros tinham morrido e 23 estavam desaparecidos. “Meu pai ajudou a localizar oito desaparecidos, restando apenas 15 e um não identificado”, conta Mário Pereira.

De acordo com ele, o soldado desconhecido só foi encontrado em 10 de maio de 1967, quando um idoso da cidade de Montese compareceu a uma solenidade militar brasileira e disse que sabia onde estava o corpo.

O italiano disse aos militares que, durante uma batalha na cidade de Montese, encontrou um soldado brasileiro morto na mata.

Como passava por dificuldades por causa da guerra, roubou-lhe as botas e o relógio e depois o enterrou com a ajuda do pai, em meio a escombros, naquela cidade.

A ossada encontrada sob um monte de entulho tinha vestígios de fardamento brasileiro, mas não estava com as plaquetas de identificação dos soldados e nem portava documentos.

Uma das teorias na época do descobrimento dos restos mortais era de que se tratava do tio-avô de Luciana Chimango, um dos desaparecidos na área.

O atual guardião do memorial se diz contrário à exumação do corpo.

“Acho que hoje, para a família, a importância de enterrá-lo no Brasil é menor do que a de manter um herói desconhecido representando o país e os colegas na Itália”, diz Mário Pereira.

FONTE: Folha de São Paulo, via NOTIMP

NOTA DO EDITOR: O título é nosso. Fazendo uma comparação, nos EUA, o DOD possui o “POW/Missing Personnel Office”, que procura pelo mundo todo identificar os restos mortais dos combatentes americanos que ainda estão desaparecidos e devolvê-los aos seus parentes.

 

Brasil 2022

Pensar estrategicamente o futuro do País, fixando metas para o ano de 2022, quando o Brasil comemora o bicentenário de sua independência. Essa foi a encomenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, quando este assumiu o cargo, em outubro de 2009.

A elaboração do Plano Brasil 2022 envolveu grupos de trabalho formados por técnicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), representantes de todos os Ministérios, da Casa Civil e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os Grupos de Trabalho, a partir dos planos e programas de cada Ministério, elaboraram textos preparatórios, um para cada Ministério agrupados nos setores Economia, Sociedade, Infraestrutura e Estado. Cada texto tem a seguinte estrutura:

  • importância estratégica da área;
  • principais avanços recentes;
  • metas e ações.

Foram recebidas numerosas sugestões, comentários e críticas relativos aos textos em um processo já encerrado de consulta.

São 104 páginas. Conheça todo o plano.

Na área de Defesa, as metas são:

  • garantir o monitoramento integral das fronteiras terrestres e das águas jurisdicionais
  • lançar ao mar o submarino a propulsão nuclear
  • lançar o primeiro veículo lançador de satélites (VLS) construído no Brasil

LEIA TAMBÉM:

Disparidade econômica no Brasil

  1. Os brasileiros que ganham mais de R$ 10.200 são apenas 3 milhões. Os brasileiros que sobrevivem com menos de R$ 1 mil vão a 79 milhões. Detalhe: estamos falando de renda familiar, não individual. Ou, em porcentagens: apenas 1,5% dos brasileiros habitam o andar de cima. Uma massa formidável de 41% mora mesmo é no porão. Outros 40%, pouco mais ou menos, ocupam o andar de baixo. Estatística à parte, o mais elementar sentido comum manda chamar de pobres esses 80%.
  2. Há brasileiros em condição ainda pior, conforme constatou o “O Estado de S. Paulo”, com dados do Ministério de Desenvolvimento Social: “Entre as 12,7 milhões de famílias beneficiárias do Bolsa-Família, 7,4 milhões (58%) encontram-se na faixa de renda entre R$ 70 e R$ 140 mensais por pessoa da família. Dessas, 4,4 milhões (35% do total dos beneficiários) superaram a condição de extrema pobreza com o pagamento do benefício. Mas ainda restam 5,3 milhões (42%) de miseráveis no programa”. Posto de outra forma, quase a metade dos pobres entre os pobres não levanta cabeça nem mesmo com a ajuda do governo, de resto indispensável para que pelo menos não morram de fome.

FONTE: Coluna Clovis Rossi-Folha de SP

 

Os Estados Unidos tentaram impedir a entrega de mísseis antiaéreos russos à Venezuela em 2009, devido a preocupações de que Caracas poderia repassá-los às guerrilhas marxistas na Colômbia ou a traficantes de drogas mexicanos, afirma neste domingo o “The Washington Post”, citando documentos diplomáticos americanos vazados pelo site WikiLeaks.

A Venezuela –onde o presidente Hugo Chávez lidera um governo com forte sentimento contra os EUA– recebeu pelo menos 1.800 de mísseis SA-24 da Rússia, disse o jornal, citando dados da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre controle de armas.

As comunicações secretas norte-americanas diziam que o país estava preocupado com a aquisição de armamento russo por Caracas, incluindo helicópteros, caças Sukhoi e 100 mil fuzis Kalashnikov, segundo o jornal.

O veículo citou uma informação do Departamento de Estado dos EUA de 10 de agosto de 2009 direcionada à Europa e à América do Sul dizendo que as vendas de armas russas à Venezuela somaram ‘mais de 5 bilhões de dólares no ano passado e que elas estão crescendo’.

A preocupação com os planos espanhóis para vender aviões e barcos de patrulha para a Venezuela também foi citada na mensagem.

A Rússia reportou ao Registro de Armas Convencionais da ONU no início deste ano que as compras totalizaram 1.800 mísseis, disse o “The Washington Post”. O general da Força Aérea dos EUA Douglas Fraser disse publicamente neste ano que a Venezuela poderia comprar até 2.400 mísseis, segundo o jornal.

O especialista em mísseis Matt Schroeder, da federação de cientistas norte-americanos, em Washington, afirmou ao jornal que os mísseis russos estão entre os mais sofisticados do mundo e que podem derrubar aviões a quase 6.000 metros.

“É a maior transferência registrada no banco de dados de armas da ONU em cinco anos, pelo menos”, afirmou Schroeder, segundo o jornal.

FONTE: Folha/Reuters

Tagged with:
 

Unidos pela oposição à política chinesa para o Sudeste Asiático, EUA e Vietnã atravessam o melhor momento das relações bilaterais desde o fim da guerra, há 35 anos. A aproximação inclui aumento das relações comerciais, colaboração militar e até negociações para um acordo nuclear.

Quinze anos depois que o então presidente Bill Clinton restabeleceu as relações diplomáticas, a visita de altos funcionários americanos ao Vietnã já virou quase uma rotina: a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o da Defesa, Robert Gates, estiveram lá nos últimos meses.

O comércio bilateral também tem se beneficiado. No ano passado, chegou a US$ 15,4 bilhões, contra apenas US$ 1 bilhão em 2001, quando os dois países firmaram um tratado comercial.

A balança tem sido bastante favorável para o Vietnã, que tem nos EUA seu principal comprador. Um dos frutos mais surpreendentes dessa aproximação é a negociação de um acordo nuclear para fins civis, pelo qual os EUA transfeririam tecnologia nuclear e urânio enriquecido ao Vietnã, algo impensável poucos anos atrás.

O realinhamento tem como pano de fundo as cada vez mais difíceis relações entre Pequim e Hanói por causa de disputas territoriais e a estratégia do governo Barack Obama de conter a influência chinesa na Ásia.

FRICÇÃO

Dezenas de pescadores vietnamitas foram presos nos últimos meses por patrulhas chinesas na região das ilhas Paracel, reclamadas por ambos os países e tomadas por Pequim em 1974.

“Nos últimos três anos, a assertividade chinesa tem provocado fricção nas relações com o Vietnã e se tornou a fonte mais séria de insegurança no Sudeste Asiático”, diz o analista Carlyle Thayer.

Os EUA dão sinais cada vez mais claros de apoio ao Vietnã na disputa. Em sua primeira visita, Hillary provocou a ira dos chineses ao afirmar que o Mar do Sul da China é “interesse nacional” americano e se oferecer para mediar disputas.

Pequim classificou o discurso como “praticamente um ataque contra a China”. “O Vietnã tem uma difícil disputa territorial com a China e tem buscado usar o poder americano para aumentar seu poder de barganha, mas no final será um peão sacrificado no jogo de poder dos EUA”, disse, em agosto, o almirante chinês Yang Yi.

Pequim prefere negociações bilaterais para lidar com a disputa de cerca de 200 territórios nessa região, de ilhas a pequenos rochedos, com Vietnã, Brunei, Malásia, Taiwan, Indonésia e Filipinas, todos diplomaticamente mais próximos dos EUA.

O apoio diplomático tem ganhado contornos militares. Um mês após o discurso de Hillary, em agosto, o destróier USS John McCain foi ao Vietnã para comemorar os 15 anos de restabelecimento das relações diplomáticas. As duas Marinhas realizaram as primeiras atividades em conjunto desde a guerra.

FONTE: Folha OnLine

 

Teorias da relatividade

Se o tsunami de crescimento projetado para o segundo quadriênio do presidente que sai revelou-se uma marolinha, é preciso saber que coelho Dilma Rousseff vai tirar da cartola para fugir do déjà vu.

Há uma maneira simples e engenhosa de fazer concluir que o Brasil vai bem em todas as áreas. Basta escolher adequadamente, em cada caso, com quem comparar. Uma “teoria da relatividade” que revoluciona não a Física, mas a arte da esperteza.

Nos indicadores sociais somos melhores que a média dos vizinhos. No crescimento vamos bem além dos países desenvolvidos. Na democracia somos um exemplo no universo dos emergentes.

E se compararmos nosso crescimento ao dos demais emergentes, nossos indicadores sociais aos dos países desenvolvidos, nossa democracia à dos nórdicos? Haverá talvez motivo para depressão.

Outro expediente sábio, para essa finalidade, é olhar de modo seletivo para o passado ou para o futuro, conforme a conveniência.

Quando a economia brasileira, especialmente a indústria, sofria o tranco forte da recente grande crise, o discurso das autoridades diante de cada índice ruim era repetitivo: o número preocupante refletia o passado, sendo mais eficaz olhar para as promessas de futuro, grávidas das tendências de superação.

Agora, ao contrário, festeja-se o crescimento do PIB de sete mais alguma coisa em 2010, sem que o discurso oficial procure atentar para dois detalhes: 1) na média do pós crise o crescimento tem sido modesto e, principalmente, 2) a taxa reflete um movimento passado de recuperação, que portanto já foi.

Uso a redundância porque são tempos em que ela se tornou fundamental, dada a intensa produção da fábrica de lides do oficialismo. Essa é aliás uma que não sente a crise. Nunca sentiu.

O presidente da República que sai não conseguiu, infelizmente, cumprir a principal promessa do segundo mandato, que pode ser desdobrada em duas: colocar o país em crescimento acelerado e também sustentado. Não confundir com sustentável. São coisas bem diferentes.

Os últimos números desenham a situação com certa clareza. A sensação de prosperidade, que tantos dividendos políticos trouxe ao situacionismo este ano, decorre de uma positiva expansão do crédito e do consumo, mas que infelizmente não vem sendo adequadamente acompanhados pela produção nacional.

As importações fecham o buraco, ao custo da deterioração da balança comercial e das contas externas consolidadas, que dependem como nunca antes na história deste país (ou como sempre) da entrada de investimentos diretos, o nome bonito da alienação de ativos, da desnacionalização.

Em miúdos, estamos como a família que vive bem (ou pelo menos melhor do que vivia antes), mas à custa da poupança e do sacrifício alheios. Há exemplos históricos às pencas a alertar para o desfecho comum nesse tipo de enredo. E nem é preciso escarafunchar muito. Basta prestar atencão ao que vai pelos Estados Unidos.

Mas sigamos a receita de 2008/09 e esqueçamos o que passou. Olhemos para adiante. Se o tsunami de crescimento projetado para o segundo quadriênio do presidente que sai revelou-se uma marolinha, é preciso saber que coelho Dilma Rousseff vai tirar da cartola para fugir do déjà vu.

O primeiro movimento, como sempre, é cortar à vista no custeio, com a esperança de abrir um fôlego ao investimento público. A dúvida é se Dilma no médio e longo prazos terá como resistir às pressões políticas e corporativas, dado que os políticos e as corporações são a espinha dorsal da base de sustentação e vêm habituados à generosidade do antecessor.

Outra indagação é se Dilma conseguirá finalmente elevar, para valer, as taxas de investimento público, ou se vai acabar concluindo que a única maneira de subir os índices de poupança e investimento é dar as costas ao paquiderme e confiar a coisa ao setor privado. Esta variável tem a ver com a anterior, do custeio.

O noticiário tem se debruçado sobre a composição da equipe, atendendo a uma curiosidade natural. Do meu lado, estou mais curioso para saber como -e se- a presidente que assume em janeiro vai desfazer o nó dos juros, do câmbio, do custeio, dos investimentos. – Alon Feuerwerker.

FONTE: Exército Brasileiro / Correio Braziliense

 

Rio – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, define amanhã com o comando do Exército os detalhes “técnicos e operacionais” da ocupação do complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio. A previsão de Jobim é que o comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista, general-de-brigada Fernando Sardenberg, seja efetivado no comando do Exército e da Polícia no conjunto de favelas até o dia 21.

O ministro não quis estipular uma prazo para a saída dos militares da região. “Uma operação desse tipo tem que ser flexível”, declarou. O Governo do Rio estima o prazo de pelo menos sete meses para formar cerca de 2 mil homens, que ocuparão a região com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Jobim revelou que passará a ter encontros regulares com a cúpula da Segurança Pública do Rio para avaliar o andamento da missão. “Agora vamos fazer avaliação mensal para decidir os rumos”, disse.

FONTE: Veja

Tagged with:
 

A informação é do embaixador americano no Brasil, Thomas A. Shannon. Leia a entrevista completa com o diplomata em VEJA deste fim de semana.

Entre os países que mais requisitam vistos de entrada para os Estados Unidos, o Brasil só fica atrás de China, Índia e México. São 300.000 solicitações por ano e o índice de aprovação é atualmente de 95%. Em entrevista exclusiva a VEJA, o embaixador americano no Brasil, Thomas A. Shannon, revela que esse número põe o Brasil a apenas dois pontos porcentuais de uma fronteira importante: aquela que permite a um país pleitear isenção de visto para seus viajantes.

“Atingir 97% de aprovação é um dos requisitos para que um país possa ser incluído no programa de dispensa de visto”, diz Shannon. “Há grande interesse na concessão desse status aos brasileiros, inclusive entre os americanos ligados à indústria do turismo. Não posso dar datas, mas a estudamos seriamente a questão.” Shannon lembra que emitir vistos para viajantes significa criar empregos nos Estados Unidos. Em 2009, por exemplo, brasileiros gastaram 785 milhões de dólares só no estado da Flórida.

A íntegra da entrevista com o embaixador americano será publicada na edição de VEJA que chega às bancas neste fim de semana. Nela, o diplomata fala sobre o novo papel do Brasil no mundo e sobre as repercussões políticas do vazamento de 250.000 documentos secretos do governo americano pelo site WikiLeaks – inclusive trocas de mensagens entre a embaixada dos EUA no Brasil e Washington. Para Shannon, a revelação dos telegramas não afeta as relações entre os dois países.

O embaixador voltou a ressaltar a cooperação bilateral, nesta sexta-feira, após a divulgação de novas correspondências sobre o Brasil. Os documentos mostram que a diplomacia americana afirmou, em 2005, que a então recém nomeada ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, “organizou três assaltos a bancos”. Segundo os arquivos, os EUA teriam dito ainda que Dilma “planejou o lendário ‘roubo ao cofre de Adhemar’” – referência à ação de grupos terroristas de esquerda para roubar o cofre do ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros, no Rio de Janeiro, na tarde de 18 de julho de 1969.

“O governo dos Estados Unidos não tem qualquer informação que confirme essas alegações. Pelo contrário, temos com a presidente eleita um longo e positivo relacionamento, que começou em 1992 com um programa de intercâmbio e que continuou durante seus períodos como ministra de Minas e Energia e como chefe da Casa Civil da Presidência”, diz Shannon.

O diplomata afirmou que Dilma vem desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento das relações Brasil-Estados Unidos. “Recentemente, o presidente Barack Obama expressou claramente seu interesse em reunir-se com a presidente eleita o mais cedo possível”, acrescentou.

FONTE: Veja

Tagged with:
 

O Comando de Aviação do Exército recebeu o público em suas instalações em Taubaté, para mais um evento de Portões Abertos.

Durante toda a manhã do domingo, os visitantes puderam conhecer um pouco mais sobre o trabalho realizado pelos militares que servem no CAvEx e puderam ver de perto as aeronaves do Exército.

Além dos helicópteros da AvEx, do Águia da Polícia Militar de SP, do Cessna Caravan da FAB e de diversas aeronaves do Aeroclube de Taubaté que permaneceram em exposição estática, o 2° Batalhão de Aviação do Exército (2° BAvEx), realizou um demonstração aérea que contou com apresentação de técnicas de Rappel e Mcguire realizado por um HA-1 Fennec, seguido de uma inserção de tropas realizada por um HM-1 Pantera e uma demonstração de transporte de carga, por um HM-3 Cougar, levando em seu gancho uma viatura do EB.

Houve ainda a apresentação dos paraquedistas militares que contou com o Gen. Bda. Peternelli, saltando de uma aeronave HM-3 Cougar do 2° BAvEx.

Finalizando o evento, o público presente assistiu a sempre empolgante apresentação da Esquadrilha da Fumaça.

COLABORAÇÂO: Rubens Barbosa Filho

NOTA do EDITOR: Agradecemos ao Gen. Bda. Peternelli (ComAvEx), Cel. Dolabela (CHEM), TC Lunardi (Comte. 2° BAvEx) e Maj. Helder (E/5).

Iraniana é acusada de adultério e do assassinato do marido; filho e advogado de Sakineh também estão presos.

Segundo Press TV imagens apenas mostram uma reconstituição do suposto crime de Ashtiani

O canal de televisão estatal iraniano Press TV informou que gravou uma nova confissão de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana acusada de adultério e condenada à morte por apedrejamento e negou que ela tenha sido libertada.

De acordo com a página da Press TV, Sakineh foi para casa apenas para fazer uma reconstituição de outro crime da qual é acusada, o assassinato de seu marido.

“Ao contrário (do que é afirmado pela) da grande campanha de publicidade da imprensa ocidental, de que a assassina confessa Sakineh Mohammadi Ashtiani foi libertada, uma equipe de produção da Press TV baseada no Irã conseguiu autorização junto ás autoridades judiciárias iranianas para acompanhar Ashtiani até sua casa, para produzir uma reconstituição visual do crime no local do assassinato”, afirmou a Press TV em sua página na internet.

O anúncio da Press TV foi feito depois do surgimento de informações de que a iraniana tinha sido libertada. Estas informações foram divulgadas depois do aparecimento de fotos de Sakineh e de seu filho, Sajjad Ghaderzadeh, na casa deles no Irã.

No entanto, Ghaderzadeh e o advogado de Sakineh estão presos. E os dois também deram entrevistas à Press TV.

Pressão internacional

O caso de Sakineh ganhou destaque internacional quando foi revelado há alguns meses que ela seria executada por apedrejamento, devido à acusação de adultério. A execução ocorreria depois que os pedidos de clemência da iraniana foram rejeitados.

Depois de muita pressão internacional, as autoridades iranianas afirmaram que a sentença de apedrejamento tinha sido suspensa, mas ela ainda enfrentaria a sentença de morte pelo assassinato do marido.

Correspondentes afirmam que a imprensa do Irã tem mostrado Sakineh como uma assassina comum, ao invés de adúltera, como uma forma de tentar diminuir a pressão internacional devido à sentença por apedrejamento.

Informações na imprensa internacional afirmavam que Sakineh tinha sido libertada, depois da divulgação de uma declaração do Comitê Internacional contra o Apedrejamento. A declaração do comitê afirmava que tinha “recebido informações da libertação de Sakineh Mohammadi Ashtiani e de seu filho”.

O grupo alemão afirmou que ainda esperava a confirmação da libertação por parte das autoridades iranianas. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

FONTE: Estadão On-line

Tagged with:
 
Página 2 de 3612345...102030...Última »