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A diplomacia dos EUA afirmou em telegrama confidencial de 2005 que Dilma Rousseff, então recém-nomeada para a Casa Civil, “organizou três assaltos a bancos” e “planejou o legendário assalto popularmente conhecido como ‘roubo ao cofre do Adhemar’ ” na ditadura.

O telegrama faz parte de um lote de nove documentos obtidos pela ONG WikiLeaks aos quais a Folha teve acesso. Não há nenhuma menção à fonte da informação a respeito da atuação atribuída à presidente eleita.

Dilma nega ter participado de ações armadas quando militou em organizações de esquerda, nos anos 60.

O processo sobre ela na Justiça Militar descreve de forma diferente sua atuação: “Chefiou greves, assessorou assaltos a bancos”. Não é acusada de “organizar” ou “planejar” assaltos. Ela foi condenada por subversão.

O embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, disse à Folha: “O governo dos EUA não tem informação que confirme essas alegações. Ao contrário, nós temos uma longa e positiva relação com a presidente eleita”.

Esse telegrama, redigido em 2005 pelo então embaixador americano no Brasil, John Danilovich, já havia sido obtido em 2008 pelo jornal “Valor Econômico”. Na época, ainda não era certa a candidatura de Dilma.

No conjunto de papéis que vazaram agora, há especulações sobre a personalidade da petista, as chances de ser eleita e sua saúde.

No caso das ações armadas, há coincidência entre o que está no telegrama dos EUA e um trecho do livro “Mulheres que Foram à Luta Armada”, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho (1998).

Não há até hoje, entretanto, evidências concretas sobre a participação de Dilma em ações armadas.

Em 2009, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou os relatos: “Gostei muito dos telegramas da embaixada que contêm perfis alentados sobre os candidatos a presidente em 2010 e sobre suas estratégias”.

Hillary chama o sistema político brasileiro de “bizantino”. E faz recomendações para futuros despachos:

“Nós damos especial valor a informações sobre como são os estilos de operação desses líderes, seus comportamentos, motivações, pontos fortes e fracos, relacionamento com seus superiores, sensibilidades, visões de mundo, hobbies e proficiência em línguas estrangeiras.”

Os detalhes já aparecem nos despachos sobre Dilma desde 2005. “Ela gosta de cinema e de música clássica. Perdeu peso recentemente, de acordo com relatos, depois de ter adotado a mesma dieta do presidente Lula.”

Há elogios a Dilma, vista como “competente” por empresas dos EUA, que “a louvam por sua paciência para ouvir e responder”. E um alerta: “Ela tem uma fama de ser teimosa, uma negociadora dura e detalhista”.

O câncer linfático descoberto por Dilma em 2009 foi acompanhado pelos EUA. “Numa reunião em 18 de junho, com um visitante de Washington, Rousseff aparentava estar bem, com cor natural e maquiagem leve.”

O senador Tião Viana (PT-AC) disse aos americanos que “as alternativas mais prováveis”, caso Dilma não fosse candidata, eram Antonio Palocci e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula –nunca visto como opção.

FONTE: Folha OnLine

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Governo concede anistia a mais 82

Maioria das vítimas de perseguição política no regime militar (1964-1985) receberá pensão vitalícia, além de indenização retroativa.

Brasília – Em uma canetada, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, concedeu anistia política a 82 pessoas, a maioria civis, vítimas de perseguição política no regime militar (1964-1985). Entre os beneficiários estão a atriz Norma Bengell, o diretor e ator teatral José Celso Martinez e o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, já falecido. As portarias foram publicadas nesta quinta-feira, 9, no Diário Oficial.

Parte dos novos anistiados receberá pensão mensal vitalícia, com valores entre R$ 700 e R$ 5 mil, além de indenização retroativa, que em alguns casos passou de R$ 600 mil. Em 44 casos, relacionados a pessoas que não tinham profissão definida na época da perseguição, o benefício se restringiu à parcela única de R$ 15.300 a no máximo R$ 100 mil.

Em 36 outros casos, o pedido de indenização foi negado porque não ficaram caracterizados a perseguição e o dano. Em alguns casos, houve apenas retificação de valores de processos anteriores. Em apenas um caso, houve cassação de benefício a uma pessoa cuja anistia antes obtida foi considerada indevida.

Norma Bengell foi presa pela repressão várias vezes no fim dos anos 60, até se exilar na França em 1971. Ela receberá o valor mensal de R$ 2.734,52, mais indenização retroativa de R$ 254.583,81. Anistiado post mortem em agosto, Betinho foi militante da Ação Popular (AP) e se exilou em vários países até retornar ao País, em 1979, destacando-se em lutas sociais até morrer de aids, em 1997. A viúva Maria Nakano receberá pensão de R$ 2.294,61, mais um retroativo de R$ 652.281,14.

Coube a Martinez um dos maiores valores do lote desta quinta-feira, fixado em R$ 5 mil mensais, além de indenização retroativa estipulada em R$ 569 mil. Preso várias vezes, torturado e perseguido na década 70, ele teve seu processo aprovado em abril.

Do total de 68 mil processos que deram entrada na comissão, criada em 2001, 53 mil já foram julgados. Resta um estoque de 15 mil para o próximo governo, além de 4,5 mil recursos. Em 2011, a comissão passará por uma reestruturação e se dedicará outras tarefas, como tirar do papel a Comissão da Verdade, criada para investigar crimes cometidos na ditadura militar.

Até agora, a conta da anistia custou R$ 4 bilhões aos cofres públicos e ainda não está fechada. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu rever 9.371 processos com valores considerados excessivos. A Comissão de Anistia considerou a decisão um retrocesso e apresentou recursos, ainda não julgados.

Pressionada pela opinião pública e órgãos de controle, a Comissão baixou para menos da metade o valor médio das indenizações pagas a anistiados, segundo informou seu presidente, Paulo Abrão. O valor mensal, que era de R$ 6 mil em média até 2006, caiu para R$ 2.750 este ano. Como consequência, a indenização retroativa, que chegou a R$ 3 milhões no passado, atingiu no máximo R$ 800 mil este ano. “Aplicamos o princípio da razoabilidade e da adequação de valores à realidade brasileira”, explicou.

FONTE: Estdão On-line

 
Comitê Internacional Contra o Apedrejamento diz que iraniana está livre; Irã não confirmou.

Genebra – A iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte por adultério e cumplicidade na morte do marido, teria sido libertada, informa o Comitê Internacional contra Execuções. A informação ainda não foi confirmada pelo governo do Irã.

Televisão estatal iraniana divulgou fotos da iraniana em liberdade.

Segundo o jornal espanhol El País, o filho da iraniana, Sajjad Ghaderzadeh, e seu advogado, Javid Houtan Kian, presos por fazer campanha contra a prisão de Sakineh, também foram libertados. A televisão estatal iraniana transmitiu um trecho prévio de um programa especial que será veiculado nesta sexta sobre Sakineh. A previsão é que a libertação seja confirmada no programa.

Ainda de acordo com o jornal espanhol, dois jornalistas presos por envovimento com o caso também foram soltos. Fontes iranianas afirmaram que a libertação foi realizada mediante pagamento de fiança, embora a quantia não tenha sido informada.

Pressão

“A libertação só ocorreu por causa da pressão internacional, disse Mina Ahadi, presidente do Comitê Internacional contra Execuções, com base em Berlim, e que atua como uma espécie de representante de Sakineh na Europa.

“Estou certa de que esse dia estará escrito nos livros de história do Irã, se não nos livros de história de todo o mundo, como uma data da vitória dos direitos humanos”, disse ela ao jornal britânico The Guardian.

Entre as pessoas citadas pela ativista como fundamentais nas pressões pela libertação de Sakineh está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele foi importante nesse processo e o fato de que Dilma (Rousseff) tenha sido ainda mais forte em suas críticas também ajudou muito”, afirmou Mina, uma iraniana refugiada, ao Estado.

Lula chegou a oferecer asilo a Sakineh, mas, há apenas duas semanas, o Brasil se absteve em uma votação de uma resolução na Organização das Nações Unidas (ONU) que condenava o Irã por apedrejamento. Dilma criticou o voto do Itamaraty e disse não compartilhar da opinião.

Mina, porém, alerta que se a batalha foi vencida, “a ainda guerra não”. Um total de 26 pessoas ainda aguardam nas prisões iranianas para serem executados por apedrejamento. “Temos de lutar para isso nunca mais ocorrer”, afirmou.

Sakineh chegou a aparecer em uma TV admitindo seus crimes e o governo do Irã insistiu que a comunidade internacional estava politizando o assunto para pressionar Teerã. O Irã chegou a sugerir que o Ocidente liberasse de suas prisões “todos os assassinos” e alertou que não aceitaria nenhuma ingerência em seus assuntos domésticos.

O governo iraniano fez questão de lucrar com a libertação. O anúncio da libertação foi anunciada um dia antes do Dia Internacional dos Direitos Humanos e fotos da iraniana e de seu filho foram divulgadas. Na sexta será exibida uma reportagem sobre a iraniana em um dos principais programa da televisão iraniana, quando a libertação de Sakineh deverá ser confirmada. Um canal, porém, afirmou que o programa terá o objetivo de “provar a culpa” de Sakineh.

O caso

Sakineh foi condenada em 2006 por manter relações com dois homens após ficar viúva, o que, segundo a lei islâmica, também é considerado adultério. Ela foi condenada a 99 chibatadas. Depois, esta pena foi convertida em morte por apedrejamento.

Em julho deste ano, seu advogado Mohammad Mostafaei tornou público o caso em um blog na internet, o que chamou a atenção da comunidade internacional. Perseguido pelas autoridades iranianas, ele fugiu para a Turquia, de onde buscou asilo político na Noruega.

A sentença de apedrejamento foi suspensa, mas ainda pode ser retomada pela Justiça. Um tribunal de apelações acrescentou ao caso a acusação de conspiração para o assassinato do marido, da qual ela continua condenada a morte por enforcamento.

O Irã raramente realizou execuções por apedrejamento nos últimos anos. Em 2009, porém, o país executou 388 pessoas, ficando atrás apenas da China, segundo dados da ONG Anistia Internacional. A maioria delas foi enforcada.

FONTE: Estadão On-line

NOTA DO FORTE: Apenas três dias após a Presidente Dilma ter declarado, com grande repercussão positiva internacional, que o apoio do Brasil ao Irã foi um erro, Sakineh foi libertada.

Vários esforços internacionais se mostraram infrutíferos para libertar Sakineh, apesar de suas relevâncias, mas após o governo de Armadinejad tentar, sem sucesso, relativizar as críticas de nossa Presidente, o Irã cedeu às pressões internacionais.

Teria sido apenas uma coincidência essa libertação, logo após as declarações de Dilma, ou a crítica veemente de nossa Presidente teve grande valor significativo, tornado a posição intransigente do Irã insustentável?

Caso a nossa indagação seja verdadeira e  se for confirmada essa importante libertação, seria notório o fato de a nossa Presidente Dilma nem ter assumido a presidência e já está influenciado o cenário da política internacional, nesse caso específico, ao não tergiversar, de maneira abjeta, atos de violência contra os direitos humanos.

ATUALIZAÇÃO: Irã nega a libertação de Sakineh, ela foi à sua casa apenas para fazer uma reconstituição do crime do qual sofre acusação, que é o assassinato de seu marido.

Apesar de as declarações de Dilma terem gerado sérias preocupações no Irã, aquele país mantém Sakineh presa, contudo o governo iraniano,  visando diminuir as pressões internacionais, parece estar preocupado em demonstrar que a acusada, também, é uma assassina e não apenas uma adúltera.

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Presidente Dilma volta a criticar controle de mídia

Por meio de assessor, eleita diz ao ‘Estado’ que projeto que cria marco regulatório para o setor não deve incluir proposta defendida por Lula.

Brasília – A presidente eleita, Dilma Rousseff, deu mostras mais uma vez de que, se decidir por enviar ao Congresso o projeto que cria o marco regulatório para as telecomunicações e radiodifusão, o fará sem qualquer previsão de controle de mídia. Por intermédio de um integrante da equipe de transição, Dilma reafirmou na tarde desta quarta-feira, 8, ao ‘Estado’ que, para ela, o único controle dos meios de comunicação deve ser feito pelo “controle remoto”.

Cerca de seis horas antes da manifestação de Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma reunião com o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins. Recebeu do auxiliar um esboço da proposta que cria uma agência de controle do conteúdo de rádios e Tvs.

Essa agência, que substituiria a Agência Nacional do Cinema (Ancine), teria poderes para multar as emissoras que veicularem programação considerada – por ela mesma, por critérios subjetivos – ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário.

A substituição da Ancine pela Agência Nacional de Comunicação (ANC) objetivaria aproveitar os quadros de carreira já existentes, sem a previsão de criação de novas vagas. Franklin disse que repassou ao presidente um pré-anteprojeto de criação do marco regulatório das telecomunicações e radiodifusão. E previu que a proposta só ficará pronta no Natal: “Não há nada pronto. São partes que vão sendo montadas, que demoram.” Assim que o projeto for concluído, Franklin vai entregá-lo ao presidente. Este o repassará à presidente eleita, a quem caberá decidir se o envia ou não ao Congresso, ou se faz novos estudos antes de submeter a proposta à consulta pública, pela internet.

Entidades que representam as empresas de telecomunicação e radiodifusão criticam a proposta de criação de uma agência destinada a controlar o conteúdo levado ar por rádios e TVs. O diretor-geral da Associação Brasileira de Radiodifusão, Luís Roberto Antonik, lembra que hoje o setor é um dos mais regulamentados entre todas as atividades econômicas do País, com “uma miríade de leis” – a Lei de 1962, que regulamenta a atividade, a Lei Geral das Telecomunicações, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata de horários de programação, as regras da Anvisa, que autorregulamenta a propaganda e a publicidade, a Anatel e o Ministério das Comunicações.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, se disse preocupado com a iniciativa do governo. “Já há mecanismos hoje na Constituição determinando que, se houver excessos, a Justiça pode determinar providências, incluindo reparação indenizatória.”Segundo ele, a proposta do governo não vai encontrar ambiente no Congresso. “A liberdade de imprensa é um valor que custou muito caro para ser conquistado pelo povo brasileiro.

FONTE: Estadão On-line

NOTA DO FORTE: Apesar de, à primeira vista, parecer que essa matéria não tem nenhum vínculo com os temas debatidos em nosso Blog, é evidente, que tal notícia, tem tudo a ver com a nossa liberdade de expressão.

Essa declaração da futura Comandante-em-Chefe das Forças Armadas é importantíssima e fazemos votos de que ela, realmente, consiga deter essas vozes obscurantistas, dignas de sistemas ditatoriais, onde o medo da divulgação da verdade, pela imprensa livre, impera na mente daqueles que pretendem ser os tutores de uma sociedade escrava.

Parabéns, Presidente Dilma, por essa sua lúcida declaração!

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Os EUA expressaram à Rússia sua preocupação com a venda para a Venezuela de cerca de cem mísseis antiaéreos de manejo individual, temendo que eles caíssem nas mãos de membros da guerrilha colombiana Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), segundo telegramas diplomáticos americanos obtidos pelo WikiLeaks.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ordenou a suas embaixadas em Moscou e Caracas que obtivessem informações sobre a negociação de armamentos entre Rússia e Venezuela, segundo um telegrama confidencial emitido pelo Departamento de Estado em fevereiro de 2009 e publicado pelo jornal espanhol “El País” nesta quarta-feira.

Washington se mostrou especialmente preocupado porque os “vínculos da Venezuela com as Farc representam um sério risco de proliferação e desvio” desses armamentos.

Para os EUA, a “base de sua preocupação” vinha de informações extraídas de computadores do falecido chefe das Farc, Raúl Reyes, e obtidas pela Colômbia, sobre supostas “discussões específicas entre o governo venezuelano e as Farc sobre o fornecimento dos mísseis antiaéreos”.

Além disso, Hillary assegurava que “não há indícios de que a Venezuela esteja preparada para implementar práticas de segurança adequadas e mecanismos de armazenamento consistentes com os padrões internacionais”, para guardar o armamento.

Funcionários americanos de Defesa retomaram suas preocupações durante uma reunião em julho deste ano, com seus colegas russos, na qual foram informados da venda de Moscou a Caracas de cem mísseis antiaéreos portáteis modelo Igla-S, segundo outro telegrama do Departamento de Estado, datado de agosto.

Mas a Rússia assegurou aos EUA que as “transferências da Venezuela às Farc não podiam acontecer”, segundo um documento revelado pelo WikiLeaks.

O presidente Hugo Chávez confirmou em setembro de 2009 a compra da Rússia de 92 tanques T-72 e de mísseis antiaéreos, cujo número não foi divulgado. A aquisição foi feita por meio de financiamento de US$ 2,2 bilhões de Moscou a Caracas.

FONTE: Folha OnLine

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Bloco não é capaz de impor limite de gastos a seus membros

Os países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) devem compartilhar e tornar públicos seus gastos militares, pela primeira vez, a partir de março de 2011.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa do Equador, Javier Ponce, que deixou ontem o cargo de presidente do conselho de defesa do bloco, para entregá-lo a um representante da Guiana.

“O fundamental é começar a demonstrar a vontade dos países de compartilhar a informação e ajustar seus gastos de defesa”, disse.

Mas, segundo ele, o bloco ainda não tem poder para impor limites de gastos com defesa para os membros.

Segundo o acordo costurado pelo Conselho de Defesa da Unasul, a divulgação será feita em conjunto, segundo metodologia criada pelos países-membros.

O Brasil divulga gastos militares hoje de forma parcial. Detalhes sobre armamentos estratégicos são considerados sigilosos.

Contudo, Ponce advertiu que os países não deverão analisar os dados sob perspectiva de conflito, para não dar início a uma corrida armamentista.

Hoje, a Colômbia é o país sul-americano que investe a maior porcentagem de seu PIB em armamentos. Segundo dados de 2008 do instituto de pesquisa sueco Sipri, o percentual é de 3,7% (cerca de US$ 6 bilhões).

Os gastos brasileiros representam 1,5% do PIB, mas nominalmente são mais altos que os da Colômbia (US$ 23 bilhões).

FONTE: Folha de São Paulo

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Poder de Fogo Global

“Se a história tem mostrado ao observador uma coisa, é que a guerra acompanha o homem como uma sombra. Segundo a história documentada, nosso planeta só teve 300 anos de paz conhecida em nosso planeta – deixando milhares de anos abertos a conflitos de diferentes graus.

As fontes de conflitos – sejam religiosas, étnicas, territoriais ou não – entre dois ou mais grupos em nosso planeta têm sido uma base consistente por milhares de anos.”

O texto acima abre o site GlobalFirePower.com, que lista o poder de cada país no mundo, com base na economia, população, forças armadas etc. O site permite a comparação entre as capacidades de dois países selecionados pelo leitor.

O Brasil encontra-se em oitavo lugar na lista de Poder de Fogo Global.

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Recursos minerais e redes de comunicação no Brasil estão na lista de itens estratégicos dos EUA. É o que revelam os telegramas de diplomatas americanos ao Departamento de Estado do país vazados ontem (6/12) pelo WikiLeaks.

De acordo com eles, reservas minerais em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul passaram a ser consideradas “locais vitais”. Isso porque qualquer problema no suprimento das matérias-primas extraídas nesses lugares afetaria diretamente a indústria americana.

Hoje, o Brasil possui 98% das reservas de nióbio do mundo, e os EUA estão entre os maiores consumidores. O metal é usado na fabricação de peças de automóveis, aviões, obras de infraestrutura e até lâminas de barbear.

Por isso, o governo americano incluiu duas minas brasileiras de nióbio como prioritárias. Uma delas pertence à CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) e fica em Araxá, Minas Gerais. Sozinha, ela atende 80% do mercado mundial.

A outra jazida é explorada pela inglesa Anglo American no complexo mineral de Ouvidor e Catalão, em Goiás.

A Vale tem duas jazidas na lista. Uma delas é a de minério de ferro em Corumbá (MS). Neste caso, o interesse se justifica pela alta concentração de ferro no minério, considerado um dos melhores do mundo. Outra é a de manganês, em Urucum (MS), usado em siderúrgicas.

TELECOMUNICAÇÕES

As redes de comunicação (telefonia, internet e dados) foram colocadas no mesmo patamar de prioridade.

Para o governo americano, danos ocorridos nos cabos submarinos da Globenet ou da Americas II podem deixar o país com dificuldade de contato com suas empresas no Brasil. Sites com extensão “.com” teriam problemas de acesso afetando também o comércio eletrônico entre os dois países.

Esses cabos são feitos de fibra óptica e estabelecem a conexão entre centrais de operadoras de telefonia dos dois países. A maior parte de seus 30 mil km de extensão encontra-se submersa.

Somente a rede da Globenet possui 22 mil km de fibras. No Brasil, os cabos submarinos se conectam às centrais da operadora Oi, dona da Globenet desde 2009.

Esses cabos se ligam em solo a duas centrais da Oi, uma em Fortaleza, no Ceará, e outra no Rio de Janeiro.

Criada em 2000, a rede de cabos da Americas II parte dos EUA e, no Brasil, se conecta em Fortaleza à central da Embratel.

FONTE: Folha.com

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O apoio brasileiro ao Irã na ONU foi um erro, afirmou a presidente eleita Dilma Rousseff.

Em entrevista publicada pelo jornal “The Washington Post”, Dilma Rousseff disse não concordar com o Brasil, que se absteve de votar uma condenação às violações de direitos humanos no Irã.

“Não concordo com o modo como o Brasil votou. Não é a minha posição”, afirmou a presidente, na primeira crítica pública à política externa do presidente Lula, que se aproximou recentemente do Irã.

Na votação, a ONU aprovou uma censura ao regime iraniano por violações de direitos humanos e pediu o fim dos apedrejamentos, da perseguição a minorias e de ataques a jornalistas. O Brasil foi um dos 57 países que se abstiveram na votação, sendo que outros 80 votaram a favor da condenação e 44 foram contrários.

A censura da ONU ao Irã foi motivada pela condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Achtiani, acusada de adultério e de envolvimento no assassinato do marido. “Não concordo com as práticas medievais características que são aplicadas quando se trata de mulheres. Não há nuances e eu não farei nenhuma concessão em relação a isso”, garantiu Dilma Rousseff.

Países europeus e ONGs comemoram críticas de Dilma Rousseff ao Irã

Países europeus e ONGs na ONU comemoram as declarações da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que estaria disposta a mudar o padrão de votação do País em resoluções que tratem das violações aos direitos humanos no Irã. Para governos, os comentários de Dilma ainda mostram o crescente isolamento que vive o Irã. Mas pedem que a mudança não se limite a temas relacionados com a situação da mulher e que todos os temas de direitos humanos recebam uma nova atenção do novo governo.

No domingo, Dilma declarou em uma entrevista ao Washington Post que a decisão do Itamaraty de se abster em uma resolução na ONU que condenava o apedrejamento foi um erro. Há apenas uma semana, o chanceler Celso Amorim havia defendido a opção de abstenção do Brasil, alegando que ele não votava “nem para agradar a imprensa e nem certas ONGs”. Pelas declarações, porém, que não gostou foi a própria presidente eleita.

Na Comissão Europeia, as declarações de Dilma foram também muito bem recebidas e uma mudança na posição do Brasil era esperada há anos. “O Brasil é uma democracia que tem um papel fundamental hoje nas relações internacionais. Estamos ansiosos para começar a trabalhar com a nova presidente”, afirmou Bruxelas, em um e-mail enviado ao Estado.

Nos bastidores, diplomatas europeus esperam que a declaração seja o início de uma mudança no posicionamento do Brasil, admitindo não apenas a necessidade de dialogar com os iranianos, mas também a necessidade de usar esse canal aberto com Teerã para pressionar o governo por modificações na proteção de direitos humanos no país.

Para Bruxelas, a declaração brasileira vem em um momento em que se revela que o Irã estaria mais isolado que nunca. Uma mudança na posição do Brasil seria, portanto, um golpe ainda mais duro. Nos últimos quatro anos, o tema iraniano alvo de uma controvérsia nas relações entre Bruxelas, Washington e Brasília. Enquanto o mundo criticava a opressão contra os manifestantes que saíram às ruas para protestar em relação às eleições vencidas por Mahmoud Ahmadinejad, Lula preferiu apenas dizer que eram protestos de “torcedores” do time derrotado. Lula chegou a comparar o evento a um jogo do campeonato carioca.

Lula ainda criticou a interferência inicial da comunidade internacional em relação ao apedrejamento de Sakineh Ashtiani, iraniana condenada à morte por adultério. Semanas depois, ofereceu asilo em um discurso de campanha para Dilma. Mina Ahadi, presidente do Comitê Internacional contra Execuções, comemorou a declaração de Dilma e quer agora enviar uma delegação ao Brasil para discutir com a nova presidente a participação do País na defesa de direitos humanos. “Uma mudança no padrão de votação do Brasil é muito importante. Sabemos como o Brasil é importante para o Irã e, portanto, ter o Brasil do nosso lado é fundamental”, disse Mina, que atua como uma espécie de líder da campanha de apoio à Sakineh.

Para Lucia Nader, da ONG brasileira Conectas, a posição de Dilma é positiva. Mas faz seu alerta. “Recebemos com esperança as declarações da presidente eleita, pois se o Brasil quer ocupar papel de destaque no cenário internacional não pode ser ambíguo em relação a princípios e valores”, disse.

“Cabe ressaltar que a Constituição Federal é enfática ao estabelecer que o Brasil deve reger-se em relações internacionais pela prevalência dos direitos humanos”, afirmou. “É ainda importante que a política externa seja mais transparente e aberta à participação da sociedade brasileira”, completou.

Na Anistia Internacional, a percepção é de que o Brasil seria o único país dos Brics que poderia de fato dar um peso maior às questões de direitos humanos na agenda internacional. Leon Saltiel, da ONG pró-israelense UN Watch, também elogiou as declarações de Dilma, mas espera que a mudança seja mais ampla. “Só esperamos que de fato a mudança ocorra na prática nas votações”, disse.

FONTES:

  • Estadão On-line
  • Diário de Notícias

NOTA DO BLOG: Parabéns Presidente Dilma, pela firmeza em sua declaração, que condena a violação aos direitos humanos. Isso, sim, é uma posição firme de Estadista, que não compactua e nem relativiza abusos praticados por regimes feudais autoritários, que desrespeitam as mulheres e tratam os direitos humanos com descaso.

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Brasileiro que serviu no Iraque narra suas aventuras e critica atual presidente norte-americano

Quase três meses depois da retirada oficial das tropas de combate norte-americanas do território iraquiano, a estratégia do presidente Barack Obama para encerrar o conflito iniciado em 2003 é criticada e chamada de populista por um ex-soldado que fala português com um sotaque misto, entre o inglês e o ‘baianês’.

Para João Paulo Pereira, brasileiro que se tornou fuzileiro naval dos Estados Unidos e que lutou no Iraque, Obama “tenta parecer um anjo, como se tivesse acabado a guerra, mas sem mudar muito a realidade do país”, disse, em entrevista ao G1, de Salvador, onde vive atualmente.

Para Pereira, a guerra “é só um jogo para o presidente”. Segundo ele, a situação do Iraque já estava sob controle mesmo antes da retirada ocorrida no final de agosto, e a medida do governo despreza os 40 mil soldados que continuam no país. Os soldados, agora tratados como “não-combatentes” têm menos status e recebem menos benefícios de que os que antes eram chamados de combatentes, explicou.

Nascido no Brasil, Pereira se mudou para os Estados Unidos junto com sua mãe quando tinha apenas 4 anos de idade, em 1989. Por ainda ser muito novo, ele diz que não teve muita dificuldade de adaptação. Ele logo aprendeu inglês e passou a ficar à vontade na nova pátria.

Pouco antes de completar 18 anos, assinou um contrato para entrar no corpo de fuzileiros navais, os “marines”, um dos mais importantes dos Estados Unidos. Por mais de 20 semanas, passou pelo processo que, segundo ele, muda as pessoas, transformando-as em soldados altamente bem preparados para conflito, pessoas agressivas, mas que acabam se consolidando como uma família. “A guerra é estressante, e o treinamento tem que nos deixar prontos para enfrentar a realidade do conflito”, contou.

Apesar de dizer que sempre se sentiu mais brasileiro de que americano, ele admite que tem um carinho muito grande pelos Estados Unidos, e que sentia ter o dever de retribuir de alguma forma o tratamento que recebeu no país – por isso se tornou um fuzileiro naval. “Faria o mesmo pelo Brasil, sem pensar duas vezes”, diz. “Se o Brasil estivesse envolvido em alguma guerra estaria pronto para defender o país.”

Depois de uma primeira missão no Haiti, Pereira ficou sabendo que iria para o Iraque. “Foi assustador. Claro que já era esperado e estava pronto para aquilo, mas fiquei ao mesmo tempo animado e ansioso com a ideia” , disse. Ele foi enviado para Fallujah, uma das cidades em que houve mais conflitos desde a invasão do país, e que havia acabado de passar por uma intensificação nos combates, ficando sob controle dos americanos.

‘Quase morri’

Por mais que tenha se envolvido em confrontos, foi em um acidente que Pereira sofreu seu maior ferimento da guerra. Durante uma missão noturna, ele foi atropelado por um caminhão americano de sete toneladas. “Estava deitado operando uma metralhadora e tinha que ficar atento a várias coisas diferentes, e acabei sendo atropelado”, contou. O motorista do caminhão não estava usando lentes de visão noturna, como deveria, e acabou causando o acidente – foi punido com a perda do comando.

Pereira foi socorrido imediatamente e levado a um hospital. “Disseram que eu parecia um peixe fora d’água, me debatendo, desesperado”, disse. Apesar de estar usando colete, ele teve costelas quebradas, perdeu parte do pulmão e ficou mais de um mês em coma.

“Quase morri”, disse “Mas eu sou meio doido, e queria voltar.” Logo que se recuperou, ele quis voltar para o trabalho como fuzileiro naval, e depois de 5 meses de licença estava pronto para voltar para o Iraque. Em 2006, voltou, para Ramadi, uma região mais perigosa de que Fallujah. Dessa vez, entretanto, teve uma função mais administrativa, além de assumir a direção de veículos blindados. Ficou sete meses em operação e voltou aos Estados Unidos, onde retomou a vida como civil.

Traumas

O brasileiro conta que a guerra o transformou em uma pessoa agressiva. Por conta do estresse pós-traumático, ele tinha reações mais violentas a tudo, e isso acabou sendo um dos motivos para ele voltar ao Brasil. Ele se mudou para a Bahia, onde vive atualmente, trabalhando em uma empresa que lida com energia elétrica. “Devo ficar por aqui pelo menos até a Copa do Mundo de 2014, mas não sei ainda se volto para os Estados Unidos depois disso.”

“A vida aqui é bem melhor”, diz, comparando Salvador com os Estados Unidos. Ele conta que tinha uma vida confortável, conseguia consumir e tinha carro, enquanto tem uma vida mais modesta e usa ônibus para se locomover em Salvador, mas ainda assim está gostando muito da vida no Brasil.

Além da agressividade que ficou em sua personalidade após a guerra, João Paulo diz ter uma grande dificuldade em confiar nas pessoas, é impaciente e tem pesadelos frequentemente. “Isso tudo faz parte da personalidade que se adquire para a guerra. É preciso ser agressivo, mas essa característica não se adapta bem ao mundo que não está em guerra.”

FONTE/FOTO: G1/Arquivo pessoal

COLABOROU: Marcy

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Neste domingo (05.12), a partir das 9:00hs da manhã, o Comando de Aviação do Exército (CAvEx), abrirá mais uma vez suas portas para receber o público em suas instalções na cidade paulista de Taubaté.

O evento contará com exposição estática de aeronaves do Exército, Marinha e Aeronáutica, demonstração aérea dos helicópteros da AvEx, saltos de paraquedistas e se encerrará com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, programada para ocorrer as 12:30hs.

O Comando de Aviação do Exército fica na Estrada Municipal dos Remédios nº2135, bairro Jardim América, Taubaté/SP.

NOTA do EDITOR: O ForTe estará presente novamente no Portões Abertos do CAvEx e em breve cobertura completa.

Vazamento de documentos sigilosos não afetará relação entre Brasil e Estados Unidos

A divulgação de documentos secretos do governo dos Estados Unidos pelo site WikiLeaks, no domingo, revelou que o Brasil estaria prendendo suspeitos de financiar o terrorismo. Porém, as detenções seriam classificadas de diferentes formas, para não atrair a atenção da mídia. Especialistas ouvidos pelo JB não creem que as relações entre Brasília e Washington serão abaladas.

Segundo o site, um relatório sobre as supostas prisões foi enviado pelo embaixador da missão americana no Brasil, Clifford Sobel, em 2008. As informações, porém, contradizem a política do Itamaraty, que sempre negou haver operações antiterrorismo no país.

Para o professor de relações internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves, nenhum Estado pode ficar sem um serviço de inteligência. Ele afirma que o Brasil deve estar investigando possíveis ações de terrorismo em seu território. A principal motivação seria a ocorrência, no país, da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Williams Gonçalves, professor de relações internacionais da Uerj, diz que seria embaraçoso caso o Brasil não apresentasse um plano para evitar possíveis ataques a delegações durante a Copa de 2014 ou a Olimpíada de 2016.

– Embora nós não tenhamos atentados terroristas no Brasil, os órgãos de governo especializados, como a Abin e os serviços de inteligência da Polícia Federal, não podem esperar que aconteça um atentado para fazer algo – observou. – Ficaríamos muito mal se não nos apresentássemos preparados para evitar ataques terroristas durante esses eventos.

Apesar do vazamento dos documentos divulgados pelo WikiLeaks, que criticam até a presidente eleita Dilma Rousseff, Gonçalves acredita que a relação entre Brasil e Estados Unidos não será abalada.

– A divulgação desses documentos cria um constrangimento, uma vez que fica revelada a maneira pouco respeitosa como os americanos tratam os outros governos – admite. – Porém, não acredito que os governos vão reclamar.

O Ministério da Relações Exteriores não quis comentar o assunto. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como insignificante o vazamento dos dados.

– De vez em quando, aparecem essas coisas. Eu acho que as coisas que vi são tão insignificantes que não merecem ser levadas a sério. Se fossem importantes (os documentos), não teriam sido vazados.

Problema é americano

O cientista político da Universidade de Brasília (UnB) João Paulo Peixoto concorda que a relação entre o governo brasileiro e o americano vai se manter amigável, porque esse seria um problema dos EUA com diversos países. Ele considera natural que o país faça combata o terrorismo da forma que a Constituição permite. Peixoto aconselha que o Brasil adote uma lei que trate especificamente sobre a questão do terror:

– Tendo em vista que o terrorismo tem se expandido pelo mundo, acho que o Brasil deve adotar uma política antiterror.

Os documentos secretos abordam também uma ação da presidente eleita, Dilma Rousseff. Ainda como ministra-chefe da Casa Civil, ela teria reprovado uma uma lei antiterror. Segundo o site, ela acreditava que a lei criminalizaria pessoas que invadissem propriedades privadas, como o Movimento dos Sem Terra (MST), além de não especificar o que seria considerado terrorismo.

Sobre relatos de possível monitoramento e prisão de imigrantes islâmicos extremistas no país, Gonçalves diz que não passam de “veneno”. Um dos telegramas da embaixada dos Estados Unidos revelou que um suposto simpatizante extremista chegou a ser preso em Santa Catarina, em 2007.

– Isso é veneno, é a maneira de os americanos verem as coisas – analisa Gonçalves. – O que o Brasil faz é aceitar os imigrantes palestinos que são expulsos. O Brasil tem dado um exemplo de direitos humanos, pois não fazemos seleção e poderíamos impedir a entrada deles.

FONTE: Exército Brasileiro / Jornal do Brasil

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Ministro das Relações Exteriores pediu diálogo para evitar escalada de tensões

O ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, disse nesta quarta-feira (1º) que o país não tem intenção de proteger ninguém na crise entre as duas Coreias e pediu que “não se faça nada para exacerbar a situação”, enquanto uma delegação da Coreia do Norte continua sua visita oficial a Pequim.

Em discurso citado pela agência de notícias oficial Xinhua, Yang ressaltou que, nos assuntos relacionados à península Coreana, o país é neutro, e que “decide sua posição com base nos méritos de cada episódio”.

- A China não procura proteger nenhum bando.

A Coreia do Norte é um tradicional aliado da China na região. Analistas internacionais consideram que uma posição firma do regime comunista chinês é essencial para ajudar a solucionar a crise iniciada com o ataque norte-coreano à ilha sul-coreana de Yeongpyeong.

O ministro afirmou que o mais urgente agora é “evitar uma escalada da tensão na península coreana”.

É preciso que as partes mantenham a calma e atuem com moderação, trabalhando para que a situação volte ao caminho do diálogo e da negociação.

Yang lembrou que a China propôs uma reunião de emergência em Pequim entre as duas Coreias, Estados Unidos, China, Rússia e Japão nos próximos dias. Embora os envolvidos tenham demonstrado ceticismo com a convocação, o ministro manteve sua confiança em que a proposta seja aceita e “ajude a melhorar a atual tensão, criando condições para um reatamento do diálogo de seis lados”.

Nesta quarta-feira, continua a visita oficial à China uma delegação da Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte, liderada pelo presidente da instituição, Choe Thae-bok.

Apesar das pressões dos últimos dias por parte de Washington e Seul, Pequim adotou um tom neutro na atual crise, sem classificar os incidentes da semana passada na ilha de Yeongpyeong como um “ataque norte-coreano”, e sim como “uma troca de artilharia” entre as duas Coreias.

A China é o único aliado político da Coreia do Norte e seu principal fornecedor de ajuda econômica. Neste ano, ambos os regimes comunistas comemoram o 60º aniversário do início da Guerra da Coreia (1950-1953).

FONTE: R7.com Folha Vitória

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Preleção do comandante do BOPE, momentos antes da invasão ao complexo do alemão, observe a motivação da tropa muito bem conduzida pelo seu comandante, não há mêdo nos policiais, há uma vontade enorme de dar uma resposta aos traficantes por tudo que fizeram, moral elevado e muita vontade de trabalhar é o que os srs. verão exclusivo e inédito.

caveiraa!!!

Por: caveiraalex
Participou:Leonardo Malha

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Lula defende ministro da Defesa após vazamento de documentos na internet.

Sobre os documentos em posse do WikiLeaks, referentes ao Brasil, Heraldo Pereira,  durante o Jornal da Globo, nesta madrugada de quarta-feira, disse que “apenas 10 são conhecidos e já deu todos esse drama, imagina quando os outros mais de 1400 vierem a público”.

FONTE: Globo.com

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Em telegrama secreto revelado pelo Wikileaks, a crítica é feita pelo próprio embaixador americano.

Genebra – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluirá seus oito anos no poder com uma gestão marcada pela corrupção entre seus “mais próximos aliados”, com uma “praga” de compra de votos no PT e sem ter dado uma resposta ao crime no Brasil. Essa é a avaliação da diplomacia americana sobre a gestão de Lula e os principais elementos de seu governo, escancarando a avaliação do governo americano em relação a Lula.

Em um telegrama secreto revelado pela organização Wikileaks, a crítica é feita pelo próprio embaixador americano em Brasília, Clifford Sobel.

“A principal preocupação popular – crime e segurança pública – não melhoraram durante sua administração (de Lula)”, afirmou o telegrama enviado entre a embaixada americana em Brasília e o Departamento de Estado norte-americano.

O documento ainda cita os vários escândalos de corrupção durante a gestão de Lula. “A Administração Lula tem sido afetada por uma grave crise política”, afirma o documento, indicando que “escândalos de compra de votos e tráfico de influência” se transformaram em “pragas para certos elementos do partido de Lula, o PT”.

Sobel, porém, deixa claro que a “popularidade pessoal do presidente não sofreu, mesmo depois que muitos de seus associados mais próximos foram pegos em práticas de corrupção”.

O telegrama faz parte de um relatório que a embaixada americana em Brasília enviou para Washington, com vistas a preparar uma visita do ministro da Defesa, Nelson Jobim. A meta dos americanos no início de 2009 era o de se aproximar ao Brasil, propondo acordos de cooperação no setor militar e uma colaboração para garantir certa estabilidade na América Latina.

O documento ainda insinua que teria sido o Bolsa Família que o teria ajudado a se reeleger em 2006. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em 2002 em grande parte diante da promessa de promover um agenda social ambiciosa, incluindo generosos pagamentos aos pobres. Diante da força da popularidade desses medidas, ele foi reeleito em 2006, ainda que um apoio diminuído da classe média”, completou. – Jamil Chade.

Lula: conteúdo vazado por Wikileaks é ‘insignificante’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a divulgação de telegramas da diplomacia norte-americana pelo site Wikileaks, que aponta corrupção no governo brasileiro. “Eu acho que as coisas que vi são insignificantes que não merecem ser levadas a sério. Na verdade não sou obrigado a acreditar num telegrama do embaixador americano”, disse Lula, em entrevista realizada depois de visitar as obras da usina hidrelétrica de Estreito, no Maranhão.

Em um telegrama secreto revelado pela organização Wikileaks, o embaixador norte-americano em Brasília, Clifford Sobel, teria avaliado que o presidente Lula concluirá seus oito anos de governo uma gestão marcada pela corrupção entre seus “mais próximos aliados”, com uma “praga” de compra de votos no PT e sem ter dado uma resposta ao crime no Brasil.

Lula minimizou também a informação de que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, segundo a organização, teria dito ao embaixador que o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, odeia os Estados Unidos. “Eu tenho certeza do comportamento do Jobim e tenho certeza do comportamento do Samuel. Eles são amigos e um não falaria mal do outro”, afirmou Lula. – Leonêncio Nossa.

FONTE: Estadão On-Line

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Site divulga crise na relação entre China e Coreia do Norte

FONTE: Globo.com

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Conforme documentos revelados pelo site WikiLeaks, país questiona sua própria influência sobre Pyongyang – e admite que programa nuclear de Kim é ameaça

A China, aliada da Coreia do Norte, duvida cada vez mais de sua própria influência sobre Pyongyang – e está disposta até a aceitar a reunificação da península coreana se o regime do Norte entrar em colapso. As revelações estão na série de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos divulgados pelo site WikiLeaks. Num dos trechos mais interessantes dos documentos, Pequim descreve a Coreia do Norte como uma “criança mimada”.

Os papéis revelam, por exemplo, que, durante um jantar em 2009, o embaixador chinês no Cazaquistão admitiu a um diplomata americano que Pequim considera o programa nuclear da Coreia do Norte uma “uma ameaça à segurança de todo o mundo”. Funcionários chineses também teriam dito a uma autoridade sul-coreana que a China dá pouco valor à Coreia do Norte como um estado-tampão entre o território chinês e a Coreia do Sul, aliada dos Estados Unidos.

Em um almoço em fevereiro de 2010, entre a embaixadora dos Estados Unidos em Seul, Kathleen Stephens, e o ex-vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Chun Yung-woo, o diplomata de Seul declarou que a nova geração de líderes chineses não considera mais a Coreia do Norte como um aliado útil ou confiável, e não arriscaria um novo conflito armado na península.

Chun afirmou à embaixadora americana que a Coreia do Norte “já entrou em colapso econômico e entraria também em colapso político dois ou três anos após a morte de Kim Jong-il”, apesar de seus esforços para obter ajuda chinesa e para assegurar a sucessão para seu filho. “Ao descrever uma diferença de geração nas atitudes chinesas em relação à Coreia do Norte, Chun alegou que [nome apagado] acreditava que a Coreia deveria ser unificada sob o controle da República da Coreia”, diz o texto, em referência a Seul.

Em outro documento que manifesta a frustração de Pequim com a Coreia do Norte, o vice-ministro das Relações Exteriores da China, He Yafei, teria afirmado que o governo norte-coreano estaria se comportando como uma “criança mimada” para chamar a atenção americana ao realizar testes nucleares em abril de 2009.

He disse que o governo norte-coreano queria “negociar diretamente com os Estados Unidos, e por isso estava agindo como dessa forma”, escreveu o diplomata americano. “A China por isso incentivou os Estados Unidos, ‘depois de algum tempo’, a começar a retomar os contatos com a Coreia do Norte”, afirmou.

Vazamento – Os documentos são parte do pacote de mais de 250.000 comunicações entre embaixadas e outros canais diplomáticos americanos aos quais o site WikiLeaks teve acesso e que começou a vazar no domingo. A divulgação ocorre em meio às polêmicas envolvendo o programa nuclear norte-coreano e o recente ataque a uma ilha sul-coreana próxima à fronteira, que deixou quatro mortos na semana passada.

Nesta segunda-feira, a Coreia do Norte disse que tem milhares de centrífugas operando em uma usina de enriquecimento de urânio revelada pelo país no início do mês. Os norte-coreanos dizem que a usina é para a produção de energia nuclear para uso civil. Não se sabe se as centrífugas poderiam produzir também material para a fabricação de armas nucleares.

WikiLeaks - O WikiLeaks é um site que se dedica a revelar documentos militares secretos dos EUA e de outros países. Neste ano, o site divulgou cerca de 400.000 documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, o WikiLeaks já havia divulgado 90.000 relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão.

Fonte: Veja

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