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Governo Federal será sócio da Avibrás

Roberto Godoy

A Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, vai ganhar um sócio: o governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% – isso ainda está sendo discutido.

Não haverá aporte direto de dinheiro. Na forma prevista na Lei 11941/09, a presença dos recursos será efetivada por meio da conversão das dívidas da Avibrás. O anúncio da primeira parceria público-privada do setor de Defesa é esperado para abril.

A Avibrás está em regime de recuperação judicial desde julho de 2008. O valor do processo, cerca de R$ 500 milhões, foi superado pelo cumprimento de um rico contrato firmado com a Malásia, para fornecimento de baterias, munições e equipamentos de apoio da última geração do lançador de foguetes Astros-II, carro-chefe do grupo.

Esse sistema de armas brasileiro é o principal recurso dissuasório da força terrestre malaia na região de tensão permanente no sudeste asiático.

A quarta etapa da encomenda foi entregue em sigilo há apenas dois meses. Uma bateria completa, das carretas lançadoras à central de comando, mais 12 veículos blindados 4 x 4, embarcaram no porto de Santos dia 29 de dezembro de 2009.

Segundo o presidente do grupo, engenheiro Sami Hassuani, “as contas estão em dia: os compromissos trabalhistas foram quitados e, a dívida com os fornecedores está paga; abrimos 600 vagas”. A participação do governo tem tamanho – 1,2 mil páginas, soma do texto principal e dos 12 documentos anexos.

O faturamento do grupo formado por quatro unidades acomodadas em duas instalações, está crescendo. Foi de R$ 60 milhões em 2007, bateu em R$ 250 milhões em 2009, “e tem potencial para chegar aos R$ 500 milhões até dezembro”, avalia Sami. Segundo o executivo, a Avibrás pode vender cerca de 1,4 bilhão por ano trabalhando nos seus mercados tradicionais, do Oriente Médio até a Ásia, além de abrir praças novas na América Latina e África. Hassuani não confirma, mas os governos de Angola e da Colômbia teriam revelado interesse na linha Astros-II e nos foguetes ar-terra Skyfire, de 70 mm.

O Astros-II que a Malásia está recebendo é a quinta geração tecnológica do projeto, desenvolvido permanentemente desde que o lançador foi apresentado em 1980. O painel é digital, a navegação é operada por GPS e sinais de satélite, a central de comunicação é criptográfica. O veículo, uma carreta com tração integral sobre o qual a plataforma de disparo – de foguetes com raio de ação entre 9 e 150 km – com cabine é montada, é o Tatra, da República Checa. O blindado 4×4 de Comando, Controle e Comunicações, também é novo. Pesa 14 toneladas e recebe todas as informações de combate – dos dados meteorológicos às ameaças de ataque. “Podemos entrar com ele e seus derivados, inclusive versões da classe 8×8, para completar a família de carros couraçados sobre rodas que o Exército está interessado em formar.”

A próxima etapa é um ambicioso programa, o Astros 2020. “Trata-se de um conceito novo, sustentado pelo conhecimento já adquirido”, explica Sami. Vai exigir investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão, dos quais cerca de R$ 210 milhões aplicados no desenvolvimento. “Ele vai se integrar com o míssil de cruzeiro AV-TM, de 300 quilômetros de alcance, na etapa de testes e certificação”, explica Hassuani para quem “o empreendimento 2020 vai permitir ao Exército, por exemplo, integrar o Astros com a defesa antiaérea, criando um meio de uso comum para as plataformas, os caminhões, parte dos sensores eletrônicos e os veículos de comando”.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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Os veículos aéreos não-tripulados (UAVs ou VANTs) estão fornecendo uma capacidade de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) sem precedentes, segundo o diretor do Army Unmanned Aerial System Center of Excellence de Fort Rucker, coronel Christopher Carlile.
Seus comentários juntam-se aos outros que recomendam a tecnologia, umas das que mais crescem no Exército dos EUA.
“Existe um ditado antigo que diz que a ciência e a ficção científica estão separadas pelo tempo e o tempo é agora. Nós o temos.”, disse Carlile.

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O ministro da defesa da França Hervé Morin disse no dia 22 que o comitê de investimento ministerial decidiu comprar um lote de 260 mísseis Javelin e 76 lançadores do governo dos EUA, através do Programa Foreign Military Sales (FMS), por US$ 70 milhões.

O anúncio pôs fim à competição intensa entre a Rafael de Israel e as autoridades dos EUA para o fornecimento desse tipo de armamento, cujo lote inicial é pequeno, mas deve pavimentar o caminho para uma encomenda maior no futuro.

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A Rússia deverá surprir o Irã com sistemas antiaéreos S-300, depois que resolver algumas questões “técnicas”, apesar da objeção de Israel e dos EUA.

O ministro das relações exteriores da Rússia Sergei Lavrov disse que os mísseis do Irã serão entregues depois que as questões foram resolvidas.

A Rússia está sob intensa pressão de Israel e dos EUA para desfazer o negócio, pois os S-300 serão um obstáculo a um ataque pré-emptivo às instalações nucleares do Irã.

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Rubens Barbosa

vinheta-clipping-forteO documento A Política Internacional do PT, examinado no congresso do Partido dos Trabalhadores na semana passada, é uma versão mais branda e polida do trabalho A Política Externa do Governo Lula, de autoria do secretário internacional do PT, Valter Pomar. A análise de Pomar mostra a influência do PT na política externa do governo Lula, tornando evidentes as motivações ideológicas e partidárias da ação do Itamaraty nos últimos sete anos. 

Pareceu-me adequado, em lugar de uma análise crítica, reproduzir literalmente algumas das principais afirmativas incluídas no trabalho, deixando ao leitor a tarefa de tirar suas próprias conclusões.

A grande novidade nas decisões sobre relações internacionais do congresso do PT foi a sugestão de criar um Conselho Nacional de Política Externa, com participação social – sindicatos, ONGs, movimentos sociais (MST).

“Na política externa, as diferenças entre o governo Lula e FHC sempre foram muito visíveis. A política externa antecipou o movimento progressista do governo Lula, estando desde o início sob a hegemonia de concepções fortemente críticas ao neoliberalismo e à hegemonia dos EUA. Contribuiu também a militância internacionalista do PT e do Presidente Lula, expressa na criação de uma assessoria especial dirigida por Marco Aurélio Garcia.”

“Objetivamente, a política externa do Presidente Lula faz o Brasil competir com os EUA (sic). Comparada com outras potências, trata-se de uma competição de baixa intensidade, até porque a doutrina oficial do Brasil é de convivência pacífica e respeitosa (cooperação franca e divergência serena com os EUA).”

“Inclusive por se dar no entorno imediato da potência, a competição com o Brasil possui imensa importância geopolítica e tem potencial para, no médio prazo, constituir-se em uma ameaça aos EUA (sic). Isso é confirmado (…) pela manutenção pela Administração Obama da política de acordos bilaterais e de exibição de força bruta (IV Frota, bases na Colômbia, golpe em Honduras e reafirmação do bloqueio contra Cuba). É nesse marco que vem se travando o debate sobre a renovação do equipamento das FFAA brasileiras (sic), o submarino de propulsão nuclear e a compra de jatos de combate junto à indústria francesa.”

“O Governo Lula é não apenas parte integrante, mas também forte protagonista da onda de vitórias eleitorais progressistas e de esquerda ocorrida na América Latina entre 1998 e 2009.”

“Governo Lula adotou a integração regional como seu principal objetivo de política externa e busca acelerar a institucionalização da integração regional, reduzir a ingerência externa, as desigualdade e assimetrias. Foi com este espírito, de convergência de políticas de desenvolvimento, bem como de ampla integração cultural e política, que o governo Lula trabalhou para manter o Mercosul e cooperar com os outros acordos sub-regionais.”

“Embora toda política progressista e de esquerda deva necessariamente envolver um componente de solidariedade e identidade ideológica, a dimensão principal da integração, na atual etapa histórica latino-americana, é a dos acordos institucionais entre Estados, acordos que não devem se limitar aos aspectos comerciais. Este é o pano de fundo da CASA, agora chamada de UNASUL.”

“Com esses objetivos, o governo Lula tem implementado duas diretrizes:

a) politicamente, opera com base no eixo Argentina-Brasil-Venezuela. Sem desconhecer as distintas estratégias das forças progressistas e de esquerda atuantes em cada um desses países, é da cooperação entre eles que depende o sucesso do projeto de integração (foi apenas durante o governo Lula que a Venezuela passou a ser reconhecida com um dos principais protagonistas do processo de integração).

b) estruturalmente, busca implementar uma política de integração de largo espectro, envolvendo projetos de infraestrutura, comerciais, de coordenação macroeconômica, de políticas culturais, segurança e defesa, bem como a redução de assimetrias.”

“As negociações com a Bolívia (gás), o Paraguai (Itaipu), a disposição permanente de negociar com a Argentina e com a Venezuela, entre outros, devem ser vistas como integrantes de uma política mais ampla, que já foi chamada, inadequadamente, pois remete ao projeto hegemônico norte-americano, de Plano Marshall para a América do Sul.”

“O crescente protagonismo global do Brasil deve ser combinado com a reafirmação e a ampliação de seu compromisso com a integração regional, seja porque o protagonismo está fortemente vinculado aos sucessos latino e sul-americano, seja porque as características geopolíticas do país e de sua política externa conferem ao Brasil posição insubstituível no processo de integração regional.”

“Frente a desafios gigantescos, a política externa implementada pelo governo Lula é uma política de Estado. Mas parcela da classe dominante brasileira rejeita os fundamentos desta política, conferindo reduzida importância à integração regional, desejando menor protagonismo multilateral e preferindo maior subordinação aos interesses dos EUA.” Apesar de nesse sentido ainda não ser uma política de Estado (sic), a política externa do governo Lula tampouco é uma política de partido.

“Isso significa que, no curto prazo, a continuidade da atual política externa dependerá do resultado das eleições presidenciais. Mudará a correlação de forças regional, resultando no adiamento dos processos de integração e na interrupção do reformismo democrático-popular.”

“A rigor, a atual política externa do Brasil corresponde aos interesses estratégicos de uma potência periférica, interesses que nos marcos do governo Lula e de um futuro governo Dilma comportam uma dupla dimensão: por um lado, empresarial e capitalista e, por outro, democrático-popular.” 

Rubens Barbosa foi embaixador do Brasil em Londres e em Washington

FONTE: O Estado de São Paulo

NOTA DO EDITOR: O documento original do PT pode ser acessado nesse link.

MultiCam, efetivo mesmo na mata?

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vinheta-especial-forteOlhando para essa foto, podemos observar o uso da camuflagem MultiCam em região de mata brasileira.

A pergunta que fazemos é se existe realmente uma camuflagem capaz de ser efetiva em qualquer terreno. Será que o MultiCam seria uma boa solução para o Exército Brasileiro?

Vamos usar esse espaço para dialogar sobre o assunto, a opinião de vocês é muito importante.

FOTO: Luciano Santanna Larceda

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Agora é oficial: US Army adota o MultiCam

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vinheta-especial-forteFoi informado pelo US Army que as unidades que estão no Afeganistão e as unidades que estão sendo enviadas para esse TO irão adotar o padrão de camuflagem MultiCam como oficial. O US Army já estava dando sinal que iria “aposentar” o seu padrão digital ACU pois certas unidades especiais já apareciam vestindo o MultiCam e esse fato já havia sido alertado pelo nosso amigo e colaborador Marine e pelo Blog ForTe.

COLABOROU: Parafal – Airsoft Brasil

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vinheta-clipping-forteO primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, apresentará hoje (20) pedido de dissolução do governo à Rainha Beatriz, motivado pelas desavenças entre os partidos da coalizão governista em relação a um pedido da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a prorrogação da presença militar holandesa no Afeganistão.

De acordo com informações divulgadas pela BBC, a aliança militar ocidental havia pedido a permanência por mais tempo da missão holandesa na província de Uruzgan, no sul do Afeganistão, onde 21 soldados holandeses já foram mortos.

A dissolução do governo holandês foi anunciada pelo primeiro-ministro, após reunião que durou mais de 16 horas, entre os partidos da coalizão governista de centro-esquerda que está no poder desde 2007. Com a renúncia, as eleições parlamentares previstas para março de 2011 deverão ser antecipadas.

Dois dos três partidos que formavam a coalizão governista – a Aliança Democrata-Cristã, de Balkenende, e a minoritária União Cristã – eram favoráveis a atender o pedido da Otan para que as tropas holandesas suspendessem os planos de se retirar do Afeganistão em agosto deste ano. No entanto, o Partido Trabalhista, o segundo maior da coalizão, se opôs ao pedido e decidiu sair do governo.

A previsão era de que os cerca de 1,6 mil militares holandeses que integram as forças da Otan fossem retirados em 2008, o que não ocorreu. Em outubro do ano passado, o parlamento do país aprovou a obrigação de retirada dessas tropas no mesmo ano, mas a determinação ainda não havia sido ratificada pelo governo.

FONTE/FOTO: Agência Brasil/ANP

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65 anos da tomada de Monte Castelo

vinheta-destaque-forteComemoramos, nesta data, um fato histórico ocorrido há sessenta e cinco anos, incontestavelmente um dos maiores feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em sua gloriosa campanha na Segunda Guerra Mundial: a tomada de Monte Castelo.

A conquista daquelas alturas era fundamental para as tropas aliadas. Significava a consecução da 1ª fase do Plano Encore do IV Corpo-de-Exército / V Exército norte-americano, que era romper a Linha Gótica inimiga.

Após tentativas infrutíferas de conquista daquele objetivo, Monte Castelo passou a ser um desafio. A vitória serviria como afirmação da capacidade combativa de nossa gente. Nessa bela página da história militar brasileira, além das manifestações de bravura dos nossos combatentes, ficaram marcadas as lições de perseverança e denodo no cumprimento da missão.

Assim, no dia 21 de fevereiro de 1945, o ataque coordenado levado a efeito pela 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária transformou-se no primeiro combate bem sucedido na batalha dos Apeninos. Superando os rigores do inverno, a resistência do inimigo e as dificuldades impostas pelo terreno, soube o soldado brasileiro se impor. Finalmente, ao fim daquele dia, a bandeira brasileira passou a tremular no alto daquela elevação.

A par da importância que a conquista desse objetivo representou para o prosseguimento das operações das forças aliadas, Monte Castelo serviu para demonstrar a coragem, a determinação e a fibra dos “pracinhas”, perpetuando o inquestionável valor do soldado brasileiro.

Ao lembrar do aniversário da Tomada de Monte Castelo, o Exército Brasileiro rende justa homenagem aos bravos combatentes da FEB. Soldados que lutaram pela democracia e retornaram à Pátria com a convicção do dever cumprido, exemplos perenes para todas as gerações de brasileiros.

FONTE: Exército Brasileiro

NOTA DO EDITOR: Aposto com vocês que nenhum canal de TV vai mostrar uma reportagem referente à data comemorativa de Monte Castelo até domingo.

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vinheta-clipping-forteA AIEA (agência nuclear da ONU) teme que o Irã esteja desenvolvendo uma carga nuclear para criar um míssil, segundo relatório confidencial obtido nesta quinta-feira pela Reuters. O texto da AIEA confirma que o Irã produziu o primeiro lote, pequeno, de urânio enriquecido a 20%, sem ter avisado aos inspetores internacionais com a antecedência devida.

O Irã anunciou na semana passada que havia passado a enriquecer urânio até um grau de pureza de 20%, para uso em um reator de pesquisas médicas. Até então, o país enriquecia urânio apenas até 3,5%. Para uso em armas nucleares, é preciso uma pureza de cerca de 90%.

Tanto o enriquecimento adicional quanto a notícia sobre ogivas nucleares devem alimentar preocupações no Ocidente quanto às verdadeiras intenções do programa atômico iraniano, apesar de Teerã insistir no caráter pacífico, para geração de eletricidade e fins científicos.

A AIEA há anos investiga relatos de governos ocidentais indicando que o Irã tem esforços coordenados para processar urânio, testar explosivos em alta altitude e adaptar o cone de um míssil balístico para que possa receber ogivas nucleares. Em 2007, no entanto, os EUA avaliaram que o Irã havia abandonado tais atividades em 2003 e, provavelmente, não as retomaria.

Importantes aliados ocidentais, porém, acham que o Irã manteve o programa –e o relatório da AIEA representa um inédito aval independente a essa teoria.

“A informação disponível para a agência é extensa [...], amplamente consistente e crível em termos de detalhes técnicos, do cronograma em que as atividades são conduzidas e das pessoas e organizações envolvidas”, afirma a AIEA. “Tudo isso desperta preocupações sobre a possível existência no Irã de atividades não reveladas, passadas ou atuais, relacionadas ao desenvolvimento de uma carga nuclear para um míssil.”

Com termos excepcionalmente duros, foi o primeiro relatório da AIEA sobre o Irã desde a posse do novo diretor geral da instituição, Yukiya Amano, que é considerado mais inclinado a confrontar o Irã do que seu antecessor, Mohamed ElBaradei.

O relatório, que será avaliado em um encontro entre os próximos dias 1º e 5 de março pelos 35 países que formam a direção da AIEA, apontou que, com o passar do tempo, fica mais difícil obter informações sobre o programa nuclear iraniano, e que, portanto, é essencial que Teerã coopere “sem mais delongas” com os investigadores da agência.

O Irã alega que as acusações ocidentais sobre o desenvolvimento de ogivas atômicas são inventadas, mas não conseguiu provar o contrário. O país passou 18 meses evitando contatos com a AIEA a respeito desse assunto.

FONTE: Reuters

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vinheta-clipping-forteO representante do Irã na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) considerou “infundadas” as suspeitas de que seu país esteja fabricando uma bomba atômica, descritas no relatório da ONU que teve trechos revelados ontem, informa a agência iraniana Fars.

Ali Asghar Soltanieh disse que os documentos citados no relatório da AIEA são “inventados” e, portanto, “não têm nenhuma validade”.

“Eu disse, em muitas ocasiões, que vimos esses documentos e nenhum deles tinha selos confidenciais ou secretos”, disse Soltanieh. “Assim, fica claro que todos os documentos foram inventados e são infundados, não têm nenhuma validade” acrescentou ele.

Também nesta sexta-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, negou que o Irã busque construir armas nucleares. “As acusações do Ocidente são falsas, porque nossas crenças religiosas nos impedem de usar tais armas (…). Nós não acreditamos em armas nucleares e não temos a intenção de construi-las”, disse ele em discurso à TV iraniana.

O Irã, a despeito das acusações das potências mundiais, afirma que seu programa nuclear tem fins civis.

O país anunciou, na semana passada, que havia passado a enriquecer urânio até um grau de pureza de 20%, para uso em um reator de pesquisas médicas. Até então, o país enriquecia urânio apenas até 3,5%. Para a fabricação de armas nucleares, é preciso uma pureza de cerca de 90%.

Relatório

Em seu primeiro relatório aos ministros da agência da ONU, o diretor geral da AIEA, Yukiya Amano, se mostrou preocupado com a possibilidade do Irã desenvolver ogivas nucleares.

“A informação de que dispomos (…) destaca a existência potencial de atividades secretas passadas ou presentes do Irã ligadas ao desenvolvimento de uma carga nuclear para um míssil”, disse Amano.

Os Estados Unidos expressaram “incômodo” em relação às atividades nucleares do Irã após o vazamento do informe confidencial da AIEA, segundo o qual o país já produziu seu primeiro lote de urânio enriquecido a 20% e pode estar tentando obter armas nucleares. Foi a primeira vez que a agência admitiu essa possibilidade.

“Temos um incômodo persistente em relação às atividades do Irã. Não podemos explicar por que e negam a comparecer à mesa de negociações e a responder de uma forma construtiva as perguntas que lhe foram feitas”, disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, P.J. Crowley, à imprensa.

Em referência ao relatório, Crowley afirmou ser o primeiro desde a revelação, no dia 25 de setembro passado, da existência de uma usina nuclear na cidade iraniana de Qom.

“Não há para essa usina uma explicação coerente com a necessidade de um programa nuclear civil”, disse o porta-voz.

O relatório, que será avaliado em um encontro entre os próximos dias 1º e 5 de março pelos 35 países que formam a direção da AIEA, apontou que, com o passar do tempo, fica mais difícil obter informações sobre o programa nuclear iraniano, e que, portanto, é essencial que Teerã coopere rapidamente com os investigadores da agência.

FONTE: Folha Online, com France Presse e agências internacionais

vinheta-clipping-forteCinco países da Otan — Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Noruega e Holanda– solicitarão nas próximas semanas a retirada de todas as armas nucleares dos Estados Unidos armazenadas na Europa, informou nesta sexta-feira Dominique Dehaene, do escritório do primeiro-ministro belga Yves Leterme.

A iniciativa faz referência às cerca de 240 bombas atômicas da época da Guerra Fria que os Estados Unidos seguem armazenando na Alemanha, Bélgica, Itália e Turquia, confirmou uma fonte próxima ao governo belga.

Apenas os Estados Unidos possuem este tipo de armamento, já que as armas nucleares francesas e britânicas não estão espalhadas “por outros Estados membros”.

“O governo belga e os outros quatro países proporão nas próximas semanas que sejam retiradas as armas nucleares em território europeu pertencentes a outros estados membros da Otan”, insistiu Dominique Dehaene.

“O governo belga quer aproveitar a oportunidade aberta pelo presidente (Barack Obama) a favor de um mundo sem armas nucleares”, afirmou Leterme.

O primeiro-ministro belga afirmou contar com o apoio no mesmo sentido de dois ex-primeiro-ministros belgas, o democrata Jean-Luc Dehaene e o liberal Guy Verhofstadt, assim como por dois ex-ministros das Relações Exteriores, o liberal Louis Michel e o socialista Willy Claes, que também foi secretário-geral da Otan.

“As armas nucleares americanas na Europa perderam toda a sua importância militar”, escreveram em um comunicado os quatro responsáveis para justificar o pedido de retirada.

Segundo especialistas, restam cerca de 20 bombas na base belga de Kleine Brogel, e haveria um número equivalente na Alemanha.

Itália e Turquia abrigariam cerca de 90 bombas cada.

No final de 2009 já havia a tendência de que a retirada das bombas americanas –um pedido já feito pela Alemanha –fosse adotada pela Otan, não de forma unilateral pelos países que a compõem.

Os aliados voltarão a debater o assunto no Grupo de Planos Nucleares da Otan.

A retirada das bombas americanas não significaria o fim do poder nuclear dos EUA, nem o fim da utilização de armas nucleares pela Otan, afirmam especialistas.

FONTE: Folha de São Paulo / France Presse

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Pausa no Carnaval

Aproveitamos o feriadão para fazer manutenção nos sites da Trilogia Blog de Defesa. Sentiram a nossa falta?

 

Indisciplinas como a do general Maynard começam com palavras, mas acabam em golpes, tortura e morte

Elio Gaspari

A EXONERAÇÃO do general Maynard Santa Rosa do Departamento-Geral de Pessoal do Exército veio bem e veio tarde. Ele deveria ter sido disciplinado quando criticou a conduta do governo na demarcação da reserva indígena de Roraima. Um cidadão tem todo o direito de achar que a Comissão da Verdade será uma “Comissão da Calúnia”, mas militar, de cabo a general, não pode expressar publicamente suas opiniões políticas. Muito menos atacar um decreto presidencial.

Foram muitas as pragas da vida brasileira no século passado. Uma das piores foi a anarquia militar. Entre os 18 do Forte de 1922 e a bomba do Riocentro de 1981, ocorreram pelo menos 20 episódios relevantes de insubordinação militar, um a cada três anos. Alguns fracassaram, outros prevaleceram. Uns tiveram apoio popular, outros foram produto da pura vontade dos quartéis. Uns agradaram à esquerda, outros, à direita.

Em mais de meio século de anarquia, a pior bagunça ocorreu precisamente durante os 21 anos de ditadura militar. Em 1969, o país virou uma casa da mãe joana. O presidente Costa e Silva teve uma isquemia cerebral, seu sucessor legal, o vice Pedro Aleixo, foi impedido de assumir o cargo e a cúpula militar resolveu escolher seu sucessor.

Os generais entendiam que o povo não tinha a educação necessária para escolher um presidente. E aí? Quem escolhe? Os comandantes militares? Nem pensar, assim como voto do enfermeiro não podia valer o mesmo que o de um médico, o de um general que comandava uma mesa não valia a mesma coisa que o de um comandante de tropa. Fez-se a eleição mais manipulada da história nacional. Tão manipulada que não se conhecem nem sequer as regras do processo que escolheu o general Emilio Medici. Sobrevivem apenas duas tabelas que não fazem nexo.

Durante a ditadura, a anarquia produziu e institucionalizou um aparelho repressivo que se deu à delinquência da tortura, do assassinato de cidadãos e do extermínio de militantes de organizações esquerdistas. Começaram combatendo os grupos que, entre 1966 e 1973, se lançaram num surto terrorista. Terminaram com um pedaço dessa máquina fazendo seu próprio terrorismo, botando bombas em instituições acadêmicas, bancas de jornais e entidades como a OAB e a ABI.

Quem namora pronunciamentos militares deve contemplar duas fotografias: a dos 18 do Forte, heroica, com os oficiais caminhando desafiadoramente pela avenida Atlântica, alguns deles para a morte, e a do Puma do Riocentro com o corpo dilacerado do sargento do DOI. São cenas diferentes, mas têm a mesma nascente.

FONTE: O Globo

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marjah

vinheta-clipping-forteCABUL – Milhares de marines americanos e soldados afegãos atacaram nas primeiras horas deste sábado (noite de sexta-feira no Brasil) o principal refúgio talibã no sul do Afeganistão. Com helicópteros e veículos resistentes a minas, eles avançaram em direção a Marjah, uma cidade na província de Helmand, na maior operação desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou o aumento de tropas no país. Algumas das novas tropas participam da operação.

Cerca de 4.500 marines, 1.500 soldados afegãos e 300 soldados americanos tomaram parte na ação. Do outro lado, um comandante talibã local, Qari Fazluddin, disse que havia 2 mil milicianos na cidade, dispostos a lutar.

- Vamos tirar Marjah do Talibã – afirmou o general Lawrence D. Nicholson, comandante da Segunda Brigada Expedicionária de Marines (2nd MEB).

Região é uma das maiores produtoras de ópio do mundo

Marjah é uma cidade densamente povoada, com cerca de cem mil habitantes, onde o Talibã montou um governo paralelo. Uma modificação em Marjah poderia influenciar toda a província e marcar um início de mudança no país. As tropas esperavam que combatentes estrangeiros aliados aos talibãs lutassem até a morte, mas também estavam preparadas para conter os que tentassem fugir.

- Vamos perseguir os inimigos e levá-los à Justiça – disse o general Mohiyiden Ghori, do Exército Nacional afegão.

Nos últimos dias, forças afegãs, britânicas e de outras nações realizaram operações para preparar o ataque e jogaram folhetos alertando os moradores a não permitir que os talibãs se escondessem em suas casas. O objetivo é forçar o Talibã a deixar Marjah, para que a população fique livre de sua influência e do tráfico de drogas, já que a região é uma das maiores produtoras de ópio do mundo.

O presidente Hamid Karzai autorizou a operação na tarde de sexta-feira, mas teria relutado, pois desejava persuadir os talibãs a aderirem a um programa de reinserção, disseram fontes.

Chegar ao campo de batalha era um dos principais desafios para as tropas. Esse é um terreno acidentado, difícil de ser atingido por tanques. Além disso, Marjah é cercada por um anel de bombas plantadas nas estradas, contam os militares.

FONTE: O Globo / FOTO: AFP

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NATO ofensiva Afeganistão - EPA

vinheta-clipping-forteMARJAH, Afeganistão (Reuters) – Forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) lideradas pelos Estados Unidos lançaram uma grande ofensiva neste sábado contra a última fortaleza do Taliban na província mais violenta do Afeganistão. A ofensiva foi respondida rapidamente por militantes.

O ataque é um teste da estratégia do presidente norte-americano, Barack Obama, que ordenou em dezembro um aumento repentino no número de tropas no Afeganistão e início de uma campanha para impor controle do governo sobre áreas dominadas por rebeldes antes que as forças dos EUA se retirem do país em 2011.

Com horas de operação em andamento, fuzileiros dos EUA travavam batalhas com militantes do Talibã em Marjah, na província de Helmand, no sul do Afeganistão.

Três soldados norte-americanos morreram após um ataque numa estrada no sul do país. A Otan não divulgou detalhes do ataque e não ficou claro se os militares foram mortos durante a ofensiva.

Assim como civis no distrito habitado por 100 mil pessoas, os fuzileiros enfrentam o risco de detonarem uma série de bombas que acredita-se terem sido espalhadas pelo Talibã.

A operação envolve 15 mil soldados e recebeu o nome de Mushtarak, ou “juntos”, em uma alusão à determinação da Otan e das forças afegãs em trabalharem juntas para levar estabilidade ao país.

FONTE: Reuters e Brasil Online / FOTO: EPA

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