Oitava edição da maior feira do setor na América Latina acontecerá entre os dias 12 e 15 de abril de 2011, no Riocentro. Desafios de integração da segurança para os megaeventos esportivos são destaque

São Paulo, 1º de março de 2011 – A LAAD – Defence & Security 2011, o maior e mais importante evento do setor de Defesa e Segurança da América Latina, acontecerá entre 12 e 15 de abril, no Riocentro, Rio de Janeiro. Consolidada como principal fórum de debates e de apresentação de novas tecnologias do setor de Defesa na América Latina, a feira chega à oitava edição ampliando o espaço dedicado à segurança pública – um tema cada vez mais integrado aos debates sobre segurança nacional, especialmente em função da organização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil.

Realizada bienalmente, a LAAD é palco consagrado de encontro entre autoridades e os principais fabricantes da indústria de defesa brasileira e mundial. O Programa de Delegações Oficiais traz à feira oficiais de alta patente de Marinha, Exército e Força Aérea dos países da América Latina e de outros continentes. Em razão da crescente importância do tema segurança pública, o evento terá a presença dos secretários de Segurança Pública, comandantes gerais de Polícias Militares, chefes da Polícia Civil, comandantes gerais de Guardas Municipais além de autoridades de segurança de outros países da América Latina.

A LAAD – Defence & Security 2011 reunirá empresas especializadas no fornecimento de equipamentos e serviços para as Forças Armadas, forças policiais, forças especiais, serviços de segurança, consultores e agências governamentais. A oitava edição da feira ocupará os pavilhões 3 e 4 do Riocentro e área externa de exposição estática, totalizando 47 mil metros quadrados de área de exposição.

A feira, restrita a convidados, apresentará a produção técnico-científica e a capacitação tecnológica dos setores de defesa e segurança, de alto valor estratégico para as nações. Estarão presentes os principais desenvolvedores de tecnologia de ponta em equipamentos, sistemas, dispositivos de proteção, tecnologia da informação, blindagens, simuladores, aeronaves, veículos e embarcações militares, sistemas de comunicação e sistemas integrados de comando e controle.

Dois novos setores também fazem parte da exposição: o Space Zone, que concentrará a indústria espacial e os órgãos governamentais do setor, e uma área dedicada a Treinamento & Simulação.

Promovido e organizado pela empresa Clarion Events, o evento conta com o apoio institucional do Ministério da Defesa e das três Forças Armadas do Brasil, além do apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB). Pela primeira vez, o evento contará também com apoio institucional do Colégio Nacional dos Secretários de Estado de Segurança Pública (CONSESP), do Conselho Nacional dos Comandantes Gerais de Polícia Militar e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG-PM/CBM), do Conselho Nacional de Chefes da Polícia Civil (CONCPC) e do Conselho Nacional das Guardas Municipais (CNGM).

Sérgio Jardim, diretor geral da Clarion Events e do evento, ressalta que o crescimento do setor de segurança pública no evento reflete uma tendência mundial. “A integração entre Forças Armadas e de Segurança é um tema recorrente devido aos projetos em curso: segurança de fronteiras, proteção às riquezas e organização de eventos de grande visibilidade, como é o caso da Copa do Mundo e das Olimpíadas”.

Ele chama a atenção para o fato de que esta é a segunda edição do evento após a criação da Estratégia Nacional de Defesa. “Este é um momento em que acordos e programas de aquisições já estão em curso. Empresas de diversos países querem fazer negócios no Brasil”.

Exposição – Serão cerca de 380 empresas expositoras, de mais de 35 países. Pela primeira vez, haverá participação de países como China, Cingapura, Eslováquia, Finlândia, Noruega, Portugal e Taiwan, além de expositores já tradicionais como Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Espanha, África do Sul, Polônia, Suécia, Holanda, Bósnia, Bélgica, Sérvia, Finlândia, Israel, Rússia, Índia, Turquia, Áustria, Coréia, Bulgária e Ucrânia. A maioria desses países expõe na LAAD em forma de pavilhões nacionais.

A LAAD – Defence & Security 2011 reúne um público qualificado, que este ano deve superar a casa dos 20 mil visitantes. Destacam-se delegações oficiais de mais de 55 países.

“A LAAD tem o propósito de apresentar inovação tecnológica e proporcionar ao expositor um local ideal para fazer contatos e negócios, num ambiente altamente especializado. O Programa de Delegações Oficiais traz para os quatro dias de realização do evento Ministros de Defesa, Comandantes de Forças e Oficiais Graduados de quatro continentes”, afirma Jardim.

Em paralelo a esse programa, e visando qualificar ainda mais o público, a Clarion desenvolveu um Programa de Convidados, que trará ao evento especialistas em processos de especificação, compras de serviços, equipamentos de defesa e segurança do Brasil e da América Latina.

Seminários – Um dos destaques da LAAD – Defence & Security 2011 será o programa de seminários, desenvolvido a partir de demandas do próprio mercado com o objetivo de oferecer conteúdo qualificado para os dois segmentos. A programação de palestras ocorrerá paralelamente à feira, com autoridades especialistas e convidados debatendo o impacto da evolução tecnológica para defesa e segurança, trazendo para a pauta o que há de mais moderno em produtos, serviços e soluções.
O III Seminário de Defesa, com o tema Tecnologia: Soluções, Inovações e Evolução Tecnológica, terá como um dos principais destaques um dia dedicado a Área Espacial, em que se debaterá a importância do tema para a segurança nacional.
A maior novidade desta edição é a criação do I Seminário de Segurança, que estréia sob o tema Tecnologia: Modernização, Inovação e Inteligência para a Segurança Pública­ – abordando, inclusive, as demandas decorrentes dos eventos esportivos que o Brasil sediará. A sessão especial ITEC Brasil Treinamento & Simulação, por exemplo, terá um módulo tratando de treinamentos para situações de terrorismo.

Sobre a Clarion Events

A Clarion Events é uma das maiores empresas dedicadas à promoção e organização de feiras de negócios, congressos e eventos. Por mais de 30 anos, a empresa tem criado em diversos segmentos marcas líderes e ótimos ambientes para negócios e relacionamento. Os mais de 100 eventos da Clarion atendem 15 diferentes setores, como defesa e segurança, lazer, entretenimento, financeiro, varejo, jogos, arte e energia nos quatro continentes.

SERVIÇO

  • Evento: LAAD – Defence & Security 2011
  • Local: Riocentro, Rio de Janeiro – RJ
  • Datas e horários: 12 de abril: das 12h às 19h; 13 e 14 de abril: das 10 às 19h; 15 de abril: das 10 às 17h
  • Website: www.laadexpo.com

Credenciamento de visitantes à exposição:

  • Entrada franca somente para profissionais do setor
  • Via website do evento: até 11 de abril de 2011
  • No local: de 12 a 15 de abril de 2011

A força terrestre russa vai começar a receber um número razoável de armas avançadas, em 2011, incluindo  o sistema de mísseis de defesa aérea S-300V4 modernizado, informou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira.

“A partir de 2011, as forças terrestres receberão o S-300V4 modernizado, o Buk-M2 sistemas de defesa aérea de médio alcance, Tor-M2 de curto alcance e sistemas portáteis de defesa aérea”, disse o Ministério em um comunicado.

As Forças Terrestres continuarão a receber os mísseis balísticos táticos Iskander-M (SS-26 Stone) , novo sistema de lançamento múltiplo de foguetes, canhões auto-propulsados,  veículos blindados BTR-82A e sistemas de mísseis anti-tanque.

FONTE: RIANOVOSTI

Tagged with:
 

ANPG repudia cortes e pauta avanços nas políticas de C&T

Ciência e Tecnologia perde R$ 1,7 bi com novo corte no Orçamento. Valor representa cerca de 23% dos recursos da pasta e foi definido em encontro de Dilma com Mercadante. ANPG, que já havia lançado nota repudiando contingenciamento de R$ 600 milhões em janeiro, critica decisão e pauta política de avanços em C&T

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) responderá por cerca de R$ 1 bilhão do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União deste ano. O número foi definido ontem (17) entre o ministro Aloizio Mercadante e a presidente Dilma Rousseff. O ministério vai perder R$ 610 milhões para investimentos e R$ 353,6 milhões para custeio. Além disso, a pasta não receberá R$ 713 milhões previstos em emendas parlamentares. Esse montante foi vetado pelo Executivo. Com o valor das emendas, a perda chega a R$ 1,7 bilhão.

Para a a ANPG, a política de corte nos investimentos nas áreas sociais e em áreas estratégicas, tais como educação, defesa e ciência e tecnologia, vai na contramão do desenvolvimento econômico e social do país. A diretoria da entidade já havia aprovado uma moção de repúdio ao corte e pela recomposição imediata dos Orçamentos do MCT e do MEC no final de janeiro, em reunião realizada no Rio. Para a ANPG, o problema está na lógica da política macroeconômica, que favorece o pagamento de juros em detrimento de investimentos na produção e também nos chamados gastos sociais.

Um estudo divulgado em 3 de fevereiro de 2011pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostra que o investimento na área social (educação, saúde, assistência social, previdência e programas do como o Bolsa Família), que atingiu 21% do PIB em 2010, é um dos que mais gera retorno para nossa economia. O Ipea também concluiu que o dinheiro gasto pelo governo para pagar os juros da dívida pública gera uma riqueza menor do que o seu gasto, ou seja, para cada R$ 1 gasto no pagamento dos juros, são gerados em riquezas apenas R$ 0,71. Em outras palavras, pagar juros dá prejuízo para o PIB.

Orçamento 2011 menor que o de 2010

O Orçamento aprovado pelo Congresso para a Ciência e Tecnologia foi de R$ 7,4 bilhões. O valor inicial enviado aos congressistas foi de R$ 8,1 bilhões, porque estavam incluídas emendas que, se sancionadas pela presidente, entrariam na rubrica de pagamento obrigatório. Dilma decidiu vetar essas emendas que, entre todos os ministérios, somavam cerca de R$ 1,1 bilhão. Com o corte previsto, o MCT terá Orçamento de cerca de R$ 6,4 bilhões para este ano. Poderá contar com R$ 200 milhões adicionais em emendas parlamentares que o Executivo não passou a tesoura. Em 2010, o Orçamento da pasta foi de R$ 7,8 bilhões.

Dilma conversou nos últimos dias com Mercadante e Nelson Jobim (Defesa) para tratar dos cortes. O Orçamento da Defesa perderá 26,5% das receitas referentes a custeio e investimento. A ministra Miriam Belchior (Planejamento) anuncia na próxima semana como o governo atingirá a meta de reduzir R$ 50 bilhões das despesas orçamentárias para este ano.

Desenvolvimento

A pergunta feita pela ANPG é: como investir em formação de recursos humanos, em inovação tecnológica, em pesquisas de ponta, se o país diminui o orçamento do principal órgão responsável por coordenar e investir nessas políticas, que é o MCT? O contingenciamento criticado pela diretoria da entidade em janeiro reduzia as verbas do ministério, mas ainda garantia um orçamento 2011 maior que o de 2010. Com o novo corte, o MCT terá menos condições materiais de fortalecer e ampliar suas políticas em 2011 do que teve no ano passado.

A defesa dos pós-graduandos, que repudiam de forma veemente esta política de ajuste fiscal e corte orçamentário, é em prol do crescimento soberano do país com distribuição de renda. Para tanto, há que se aumentar as taxas de investimento, e não promover arrocho, acreditam os pós-graduandos, que defendem, ainda, o investimento imediato de 2% do PIB brasileiro em Ciência e Tecnologia, com progressivo crescimento do índice, que hoje gira em torno de 1,4%.

O novo ministério da Ciência e Tecnologia vem anunciando políticas que demonstram uma elevada compreensão do papel estratégico das políticas de C&T para o desenvolvimento do país. O próprio discurso do ministro Aloizio Mercadante é promissor à medida que valoriza a formação de recursos humanos, destaca o papel de institutos de pesquisa e pauta tanto o combate à fuga de cérebros quanto a valorização de pesquisadores em tempo integral. É esta política de avanços que os pós-graduandos defendem, em contraposição aos cortes.

FONTE: ANPG / Agência Brasil

Tagged with:
 

A partir do início deste ano, acontece a incorporação dos indígenas da etnia YANOMAME no 4º Pelotão Especial de Fronteira (Surucucu) e no 5º Pelotão Especial de Fronteira (Auaris).

Estes novos soldados realizarão papel fundamental como elo entre o Exército e as comunidades indígenas, prestando trabalho especializado de tradução e servindo como guias em Reconhecimento de Fronteira.

FONTE: EB

No mês de fevereiro, o Comandante do Exército Brasileiro assinou a Portaria que estabelece a mudança de sede do Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOpEsp) de Camboatá, no Rio de Janeiro, para o Forte Imbuhy, em Niterói.

A mudança atende aos anseios do Comitê Olímpico Internacional em utilizar a área de Camboatá para construir o novo autódromo da cidade do Rio de Janeiro e, também, do Comando do Exército em instalar o Centro em um local mais reservado à formação de novos militares de operações especiais.

A nova sede traz vantagens não apenas físicas, como também psicossociais aos militares que lá servem e participam dos cursos, tendo em vista estar em uma área mais segura e adequada às técnicas utilizadas nos diferentes cursos e estágios.

A origem das Forças Especiais no Brasil remonta à década de 50, quando se verificou a necessidade de treinar militares que já participavam de missões de busca e salvamento.

Atualmente, o Centro de Instrução de Operações Especiais é responsável pela condução dos cursos de Comandos, Forças Especiais, Operações Psicológicas, além dos Estágios de Mergulho Básico, de Combate, de Caçador e de Operações Aquáticas.

Suas principais missões são capacitar recursos humanos e realizar a pesquisa e experimentação de novas técnicas operacionais e de equipamentos peculiares às Operações Especiais.

O primeiro curso de Comandos na nova sede do Forte Imbuhy está previsto para começar no próximo mês de julho, em instalações provisórias.

A mudança será feita em duas fases, de modo a atender os militares do CIOpEsp e, também, o 21º Grupo de Artilharia de Campanha, Unidade que antes ocupava os Fortes Imbuhy e Rio Branco, e agora ficará concentrado no Forte Rio Branco.

Participar dos cursos de Comandos e Forças Especiais requer sacrifício, determinação e treinamento. Porém, a satisfação da conquista compensa todo o esforço dispendido.

Para divulgar os cursos e motivar a participação de mais militares, o CIOpEsp criou um plano de recrutamento, que já está em vigor em todo o Brasil.

Poderão se inscrever oficiais e praças de carreira do Exército.

FONTE: EB