Exército Brasileiro vai escoltar Barack Obama no Rio

Quatro blindados, seis helicópteros e cerca de 800 homens estão envolvidos nas operações para dar segurança durante os traslados do presidente

Em sua passagem pelo Rio de Janeiro, Barack Obama terá, além de todo o seu aparato de segurança, a escolta de quatro blindados e 800 homens comandados pelo Exército Brasileiro. De acordo com o general Adriano Pereira Junior, a determinação para que o Exército coordenasse a segurança de Obama chegou na segunda-feira e partiu do Gabinete de Segurança Institucional.

Os militares estão encarregados de, entre outras missões, garantir a segurança de Obama em todo o itinerário percorrido por terra, com batedores e equipes para parada em locais estratégigos. O efetivo será composto pelas Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Guarda Municipal do Rio. Todos serão coordenados pelo comandante do Batalhão de Infantaria Paraquesdista, general Fernando Sardenberg. Foi ele quem chefiou a atuação da instituição durante a ocupação do Complexo do Alemão e foi o primeiro a comandar a Força de Pacificação no conjunto de favelas.

Um grupamento especializado do Exército em química, biológica e nuclear também foi acionado para cuidar da segurança de Obama. Esses militares foram acionados a pedido da comitiva norte-americana por serem treinados para o combate de ataques terroristas. Atiradores de elite do Batalhão de Operações Especiais da mesma instituição serão posicionados estrategicamente pelos circuitos feitos pelo presidente. Seis helicópteros- três blindados do Exército, um helicóptero da PM, um helicóptero da Polícia Civil e um helicóptero dos bombeiros- serão utilizados.

De acordo com o comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, “a segurança pessoal do presidente, que sempre o acompanha, seja em Nova York, seja em outro país, está participando das reuniões. Eles fizeram sugestões, mas sempre concordaram desde o início com o nosso planejamento, que atende todas as suas expectativas”. Segundo Pereira Junior, as incumbências de cada esfera da segurança foram definidas. Durante os deslocamentos de Obama, a Polícia Federal e a segurança do presidente estarão em motos e veículos blindados, nos arredores da limusine presidencial. Militares do Exército estarão em seus automóveis em pontos considerados estratégicos.

Nos momentos em que Obama parar para fazer uma visita ou quando discursar, os seguranças pessoais ficarão à sua volta e agentes da PF, logo atrás. A ‘segurança afastada’ fica por conta do Exército, que cuidará do entorno dos eventos. No hotel em que o presidente norte-americano ficará hospedado, o Marriott, na Avenida Atlântica, em Copacabana, estarão seguranças da guarda pessoal de Obama e a PF. As outras polícias e o Exército ficarão em pontos próximos ao hotel.

Na Cinelândia, onde ocorrerá o discurso de Obama, policiais federais vão circular entre a população para evitar tumulto. Em todos os locais por onde ele passará, estarão posicionados tanques do 15º Regime de Cavalaria Motorizada. Aviões que decolariam do Aeroporto Santos Dumont e cuja rota passaria pela zona sul não poderão levantar voo. As aeronaves menores terão a rota desviada para o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

“Não se pode definir qual o local mais importante para a segurança. Será o local que ele estiver, em qualquer momento a segurança montada será a suficiente para garantir a eficiência. Cada força tem um papel a desempenhar, por isso haverá essa integração. Dentro do planejamento para operação existe a previsão de em alguns locais será empregado o material blindado”, disse o general Adriano Pereira Júnior.

Michelle Obama, que a principio visitaria com as filhas o Jardim Botânico, pode ir também à Cidade do Samba, onde homens do Consulado norte-americano fizeram algumas visitas durante as últimas semanas.

Testes - O esquema de segurança para visita de Obama começou a ser testado na manhã desta quinta-feira. Uma força tarefa chamada pelos militares de “segurança combinada”, formada por policiais federais, civis, militares e soldados das Forças Armadas fez um treinamento simulado para escoltar o presidente. O treinamento foi feito por dez batedores de motocicleta e cinco carros. Eles chegaram a desviar o trânsito das avenidas Epitácio Pessoa e Borges de Medeiros- principais vias da Lagoa.

Na sexta-feira, às 8h haverá outro teste. Homens das Forças Armadas, policiais federais, civis e militares participarão- serão cerca de 100 pessoas. Alguns helicópteros que serão usados na visita de Obama farao voos do campo do Flamengo, na Gávea, até o hotel onde o presidente americano ficará hospedado com a família.

FONTE: Veja / Agência Estado

Presidente americano chega ao país no sábado cercado de forte esquema de segurança

Osmar Freitas Jr., do R7 em Nova York

Com a chegada ao país do presidente americano Barack Obama, no próximo sábado (19), os brasileiros terão a oportunidade de conhecer “A Besta”. Não se trata, claro, de nenhuma referência ao dignitário, mas sim ao carro blindado que o transportará junto com a versão genérica da Casa Branca que trará ao país.

“A Besta” é uma limusine especial, avaliada em R$ 500 mil (US$ 300 mil). Blindado até no tanque de combustível, o veículo ganhou o apelido por sua resistência e poder de fogo. É, por exemplo, capaz de resistir a um ataque de míssil, balas dos mais variados calibres e até a lança-chamas. Tem um “compartimento de pânico”, onde o presidente pode ficar selado à espera de socorro. Um tanque de oxigênio mantém o ar puro por 12 horas.

Esse carro de viagens oficiais é apenas um dos recursos que acompanham o presidente dos Estados Unidos. Uma comitiva de mil pessoas – de funcionários de escritório a agentes de segurança, passando por cozinheiros, até uma equipe com seis médicos e 15 enfermeiras – também vem junto.

As estimativas são de que o tour do circo americano custe algo em torno de R$ 120 milhões (US$ 70 milhões) diários. Mas pode sair mais caro.

Na visita à Índia, a conta diária chegou a R$ 335 milhões (US$ 200 milhões), o que deu munição farta à oposição republicana durante meses. É verdade que, naquela viagem, foram 3.000 pessoas, e para o Brasil vão apenas um terço desse total.

Seis aviões carregam comitiva e equipamentos

No transporte dessa gente e equipamentos, estarão seis aviões, dedicados exclusivamente às necessidades do presidente. Dois deles são os famosos Air Force One (Força Aérea Um), o Jumbo 747 presidencial, e o Air Force One-Decoy (Força Aérea Um-Isca), que é exatamente igual ao original, mas serve para despistar possíveis agressores. Na esquadrilha, ainda estarão seis aeronaves C-5B ou C-17, cargueiros levando blindados, armamentos, computadores etc.

Um desses C-17 servirá apenas para levar combustível que abastecerá os blindados e outros veículos- inclusive o Air Force One e o “Isca”. O motivo disso é a preocupação em não ter de usar produtos do país anfitrião. Tenta-se evitar o abastecimento com gasolina ou querosene “batizados”.

O avião presidencial será escoltado por quatro, ou até oito, caças F-15 da Força Aérea americana. Um AWAC (avião radar e centro de comunicações) também estará no ar. A todo o tempo uma aeronave tanque – para abastecimento em pleno voo – ficará à disposição.

Casa Branca “genérica”

O que os brasileiros terão oportunidade de hospedar será uma “versão genérica” da Casa Branca, como explicou ao R7 o ex-agente do Serviço Secreto Douglas Miller.

- Quando o presidente viaja, ele leva consigo a própria Casa Branca. Tanto a parte executiva do escritório presidencial, quanto o segmento residencial, onde vive a família Obama. Principalmente nessa viagem, onde estarão não apenas a primeira-dama, quanto às filhas do presidente.

Quem comanda todo o espetáculo da segurança é o Serviço Secreto dos EUA.

Apesar do nome, não se trata de uma agência de espiões sigilosos. Será possível vê-los em ação e identificá-los pelo broche de lapela (uma estrela dourada como a de xerifes) e o auricular com fio enroladinho como mola. Que ninguém estranhe aquela gente falando nas mangas dos paletós escuros: lá se acomodam os microfones.

O Serviço Secreto conta com uma força de 1.300 homens uniformizados. Desse total, 200 se ocupam daquele que chamam de “Potus” (“President Of The United States” ou presidente dos Estados Unidos).

Outros 150 estão com a primeira-dama Michele Obama, e cerca de cem para cada uma das filhas.

Trata-se de força muito bem treinada, mas que não conseguiu evitar que quatro presidentes fossem mortos sob suas barbas. Foram feitos cerca de 20 atentados contra presidentes americanos. Ou seja: um quinto desses ataques teve sucesso. Uma média que cai como sombra escura sobre a agência de segurança.

Agentes estarão armados

Por lei, agentes policiais de outro país não podem portar armas de fogo em território brasileiro, a não ser com permissão especial. Os agentes do Serviço Secreto estarão armados, principalmente, mas não exclusivamente, com a pistola Sig Sauer P 229, calibre .40.

Pelo menos os 12 homens que cercam mais proximamente Barack Obama têm esse revolver. O restante do pessoal de apoio – chamado “Detail” (detalhe) – terá outras armas, inclusive metralhadoras.

Apesar de as forças de segurança de cada país visitado por um presidente americano declararem que seus agentes nativos são os encarregados da proteção do líder, na verdade o trabalho é mesmo feito por gente dos EUA. No Brasil não será diferente.

FONTE: R7 / FOTO: Charles Dharapak/29.09.2010/AP

A Embaixada do Brasil no Japão e o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio preparam para amanhã (18) uma nova operação de resgate de brasileiros que vivem na região de Miyagi, onde está a cidade de Sendai, que sofreu tremores intensos de terra e tsunamis. Serão enviados dois ônibus, um caminhão e uma van para a região. O Ministério das Relações Exteriores informou que os brasileiros retirados de Sendai serão levados para Tóquio.

Anteontem (15) foi resgatado um grupo de 25 brasileiros que moravam nas áreas de Miyagi e Fukishima – onde houve os acidentes nucleares. Do total de 254 mil brasileiros que vivem no Japão, 777 estavam em áreas consideradas de risco em decorrência dos tremores de terra, tsunamis e acidentes nucleares.

As regiões consideradas pelas autoridades como mais delicadas são Fukushima – por causa das explosões e vazamentos nucleares – e Miyagi, Iwate e Aomori – ameaçadas por causa dos acidentes naturais.

De acordo com o Itamaraty, há um esquema de plantão tanto na Embaixada do Brasil no Japão, quanto nos três consulados em funcionamento no país. Paralelamente, há funcionários da representação brasileira que percorrem as áreas mais atingidas para levantar as necessidades e entregar mantimentos.

No site do consulado do Brasil em Tóquio há uma relação dos locais que funcionam como abrigos em várias cidades japonesas. A maioria dos locais transformados em abrigos é de escolas primária e secundária. Para mais informações o endereço eletrônico é o do Setor de Assistência a Brasileiros (assistencia@consbrasil.org).

FONTE: Agência Brasil

Conselho de Segurança da ONU discute intervenção contra forças de Kadafi para salvar rebeldes

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quinta-feira, 17, que ainda há tempo para uma intervenção na Líbia. A ação, no entanto, ainda depende do aval do Conselho de Segurança a ONU. O órgão deve votar ainda hoje uma resolução que prevê ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi.

“O tempo está se esgotando rapidamente, mas acredito que ainda não seja tarde demais. Vai depender do Conselho de Segurança”, disse Rasmussen. “Acredito que a comunidade internacional e as Nações Unidas ficaram firmemente ao lado do povo líbio, se seu regime enfraquecido continuar a atacar seu povo”.

As forças de Kadafi estão próximas de Benghazi e prometem um ‘ataque final’ contra a capital rebelde. O filho do ditador, Said al-Islam, disse ontem que ‘já não haveria tempo’ para uma intervenção e que a situação se resolveria em ’48 horas’.

Decisão na ONU

Ontem, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, sinalizou que Washington já trabalha com medidas mais severas que uma zona de exclusão aérea contra as forças de Kadafi.

“Precisamos nos preparar para passos que incluem – mas que devem ir além – de uma zona de exclusão aérea, devido à evolução da situação no local. Esta medida tem limitações na proteção de civis sob risco imediato”, disse Rice. Os EUA já defendem o bombardeio de arsenal de Kadafi.

Na última semana, forças de Kadafi lançaram uma violenta contraofensiva para tomar território dominado pelo Exército rebelde líbio. Depois de controlar quase todo o leste do país e algumas cidades importantes no oeste, a dissidência recuou e atualmente domina apenas a área compreendida entre Benghazi e Tobruk, além de Misrata, no oeste.

O Conselho de Segurança da ONU discute desde quinta-feira uma resolução sobre a Líbia. EUA, Reino Unido, França e Alemanha já defendem uma intervenção mais severa. China e Rússia – dois dos países com direito a veto – precisam concordar com a medida. “Espero que haja progresso nesta quinta”, disse o embaixador chinês na ONU, Li Baodong.

 

FONTE: Estadão / AP e Reuters

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse nesta quinta-feira que o Japão está enfrentando uma catástrofe colossal. ”Se você observar o que está acontecendo no Japão, é claro que é um desastre nacional colossal, uma catástrofe”, disse Medvedev durante uma reunião com o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev.

A Rússia intensificou seu monitoramento dos níveis de radiação no extremo leste do país depois que um terremoto desencadeou uma série de acidentes na usina de Daiichi, em Fukushima, no norte do Japão.

O Ministério de Emergências disse que a radiação na região de Primorye, na Rússia, que inclui a cidade de Vladivostok e está separada do Japão apenas pelo mar do Japão, estava consideravelmente acima dos índices normais nesta quinta-feira.

“Espero que não haja problemas tão sérios, como cataclismas” na Rússia e em seus outros vizinhos, disse Medvedev durante uma reunião na residência Gorki, nos arredores do Moscou.

Referindo-se à seca do ano passado na Rússia, Medvedev disse que esperava uma melhor safra neste ano na Rússia e no Cazaquistão.

“Espero que as condições climáticas sejam favoráveis para a colheita”, disse Medvedev.

FONTE: Reuters

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Mais de 400 cidadãos franceses, dos cerca de 3 mil que se calcula que ainda estão em Tóquio, deixaram o Japão em dois voos fretados pelo Governo, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores.

Um avião decolou nesta quinta-feira do Japão para a Coreia do Sul com 241 passageiros a bordo, enquanto 185 passageiros aterrissaram na manhã de quarta-feira no aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris, entre eles 80 crianças de menos de 12 anos, ressaltou o ministério em comunicado.

Além disso, está previsto que outro avião parta esta tarde com os franceses que “desejem deixar o país” asiático, diante do risco do aumento dos níveis de radiação em Tóquio, devido aos escapamentos de vapor na central de Fukushima.

A companhia aérea Air France reforçou a capacidade de seus aviões e, desde quarta-feira, opera dois voos diários desde o Japão.

O ministério voltou a recomendar aos franceses que vivem nas regiões afetadas que “partam para o sul do país ou retornem à França”.

Além disso, ressaltou que, embora até agora não se tenha contabilizado nenhuma vítima francesa entre os mais de 5,4 mil mortos pelo terremeto e tsunami, o paradeiro de três dos franceses que vivem na região de Miyagi-Ken, ao norte da cidade de Fukushima, permanece desconhecido.

Terremoto e tsunami devastam Japão

Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 5,4 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso, os prejuízos já passam dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

FONTE: Terra/EFE

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De Harumi Ozawa (AFP)

TÓQUIO — Os 50 trabalhadores que permaneceram nas instalações da central de Fukushima para resfriar os reatores danificados e o material irradiado são os novos heróis do Japão, os homens dispostos a sacrificar suas vidas para salvar a nação.
Em um ambiente contaminado pelos altos níveis de radiação, estes funcionários da companhia Tokyo Electric Power (Tepco) tentam resolver os problemas provocados pelo colapso dos sistemas de resfriamento e alimentação elétrica da central.

Este colapso já causou a fusão parcial de três dos reatores da central e a exposição das barras de combustível, que também ameaçam entrar em fusão, ao ar livre, liberando na atmosfera quantidades consideráveis de elementos radioativos.

Estes últimos trabalhadores presentes na central, após o terremoto seguido de tsunami da última sexta-feira, foram retirados do local brevemente na quarta-feira, quando o nível de radioatividade aumentou de maneira alarmante.

“Estas pessoas que estão trabalhando nas centrais enfrentam (o problema) sem titubear”, comentou Michiko Otsuki, funcionária da central Fukushima 2, situada a 12 km de Fukushima 1, onde estão os reatores danificados.

“Só posso rezar pela segurança de todos eles… Não esqueçam que estão trabalhando para nos proteger, a cada um de nós, em troca de suas próprias vidas”, escreveu Michiko na rede social japonesa Mixi.

O primeiro-ministro Naoto Kan também elogiou os esforços e a coragem destes homens.

“Na Tepco e nas empresas associadas, eles se esforçam neste momento para injetar água (nos reatores), estão fazendo todo o possível sem sequer pensar no perigo”, disse Kan.

Quando a Tepco recrutou mais 20 homens para participar das operações, foi procurada por vários funcionários que haviam sido retirados no começo da crise, segundo a agência Jiji.

Entre estes novos voluntários está um homem de 59 anos, que estava a um ano e meio da aposentadoria, anunciou sua filha em uma mensagem no site Prayforjapan.jp, conectado ao Twitter desde a catástrofe.

“Não pude deixar de chorar quando soube que meu pai seria enviado amanhã (…). Em minha casa, meu pai parece um tanto nervoso, mas nunca estive tão orgulhosa dele”, indicou.

Segundo David Brenner, diretor do centro de pesquisa radiológica de Columbia Service, os trabalhadores de Fukushima 1 estão expostos a um “risco significativo” dados os altos níveis de radioatividade aferidos no local.

“Eles já são heróis… Vão suportar exposições muito elevadas à radiação”, disse Brenner à BBC.

Na terça-feira, um nível de radioatividade de 400 millisieverts por hora foi observado perto do reator 3. Se uma pessoa permanece por uma hora em um local como este, receberá uma dose de radiação ionizante 20 vezes maior que o permitido aos trabalhadores do setor nuclear na França.

Mesmo assim, a gratidão dedicada aos 50 “liquidadores” japoneses – que lembra o sentimento despertado pelos homens que se sacrificaram para limpar o estrago provocado pelo colapso de Chernobyl, na Ucrânia, há 25 anos – não impede as críticas à forma como foram organizadas as operações de contenção de crise, tanto pela Tepco quanto pela Agência de Segurança Nuclear japonesa.
Houve críticas inclusive do ministério da Defesa japonês, depois que soldados envolvidos nas operações ficaram feridos e talvez tenham sido expostos à radiação, quando uma explosão fez voar pelos ares parte do edifício externo do reator 3, indicou o jornal Yomiuri.

Japão alerta sobre risco de blecaute em Tóquio hoje

O governo japonês alertou sobre o risco de um possível grande blecaute nesta quinta-feira na região de Tóquio em decorrência dos problemas de provisão elétrica causados pelo terremoto seguido de tsunami da última sexta-feira (11), que danificaram várias usinas nucleares.

Por isso, foi pedido que as operadoras de trem da área de Tóquio suspendam o serviço na parte da tarde e que as empresas reduzam o consumo, segundo o ministro da Indústria japonês, Banri Kaieda, citado pela agência local Kyodo.

A situação se complicou ainda mais com o aumento do consumo de eletricidade devido à forte queda das temperaturas desde a noite de quarta-feira, o que gerou o temor de que durante o dia de hoje a demanda supere a oferta.

Nesta quinta-feira, a quatro dias do início da primavera, prevê-se que a temperatura em Tóquio fique próxima a 0ºC à noite, como já ocorreu ontem.

O devastador terremoto da última sexta-feira, que deixou mais de 14 mil vítimas entre mortos e desaparecidos no nordeste do Japão, ocasionou problemas em várias usinas nucleares, sobretudo na central de Fukushima, onde as autoridades lutam desde sábado para conter a deterioração de seus reatores.

Este panorama fez com que duas operadoras de eletricidade japonesas tenham passado a aplicar cortes de luz com duração entre três e seis horas em parte do território, além de pedir que os japoneses reduzam o consumo, algo que havia sido alcançado, embora o frio tenha chegado e prejudicado este esforço.

As principais operadoras de trem da região de Tóquio, a JR East e a Tokyo Metro, haviam indicado que reduziriam seus serviços a partir das 17h desta quinta-feira (5h de Brasília).

A temperatura caiu desde a noite de ontem nas regiões abastecidas pela Tepco (Tokyo Electric Power), operadora da usina de Fukushima.

Há quatro dias a empresa está empreendendo cortes de luz na região de Kanto, na qual se encontra Tóquio, para tentar impedir grandes blecautes.

A área metropolitana de Tóquio é habitada por mais de 30 milhões de pessoas, que utilizam os trens para chegar a seus locais de trabalho, mas, desde a crise gerada pelo terremoto, muitas pessoas optaram por trabalhar de casa.

A ministra de Reforma Administrativa, Murata Renho, solicitou à população maior esforço na economia de luz, já que a demanda por energia pode superar o que a Tepco pode fornecer no caso de os atuais níveis se manterem.

Cerca de dez milhões de lares serão afetados hoje pelos planos de cortes de energia da Tepco, segundo a agência local “Kyodo”.

FONTE: AFP e EFE

Natuza NeryDE BRASÍLIA

O Palácio do Planalto começa a revelar pessimismo em relação à visita de Barack Obama, neste final de semana, e reclama da resistência dos EUA em discutir temas de interesse do Brasil, apesar do discurso corrente de implantar um novo capítulo nas relações entre os dois países.

Segundo a Folha apurou, a declaração de um funcionário da Casa Branca, publicada na edição de ontem do jornal, ajudou a “azedar” o clima pré-visita. Mike Froman, vice-conselheiro de segurança nacional de Obama, afirmou que a “viagem é fundamentalmente a respeito da recuperação econômica e exportações americanas”.

Nas palavras de um integrante da Presidência, trata-se de um visão utilitarista dos EUA sobre o Brasil, principalmente diante da preocupação da presidente Dilma Rousseff com o deficit comercial brasileiro em relação ao mercado americano — US$ 7,731 bilhões em 2010, em dados do Ministério do Desenvolvimento.

O desânimo foi reforçado pela informação de que o mandatário não iria a um jantar que Dilma havia sugerido no Palácio da Alvorada.

A equipe que negocia os termos do encontro oficial comunicou que Obama gostaria de deixar Brasília rumo ao Rio de Janeiro no fim da tarde de sábado, não por volta das 20 horas, como inicialmente pensado. Até segunda ordem, o evento se transformou em um rápido encontro de despedida.

Representantes da diplomacia brasileira, porém, evocam outro tipo de visão. Consideram que a chegada do presidente da mais importante economia do planeta em menos de três meses de governo já é, por si só, um “êxito”.

Apesar da contrariedade entre não diplomatas, o Itamaraty não faz reparos à lista de acordos e termos de cooperação que sairá da visita.

Dilma, embora reconheça o simbolismo da visita, tem dito a assessores que desejava ver do parceiro sinalizações mais concretas de aproximação. Na pauta de seus sonhos, o apoio à campanha brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

À medida que as negociações avançavam, multiplicavam-se as críticas no Planalto. Um interlocutor palaciano argumenta que os EUA tentam vender seus caças F18, mas dizem não aos aviões da Embraer.

Afirma que os americanos desejam entrar na indústria do pré-sal e cooperar na área energética, mas não discutem as tarifas à importação do etanol brasileiro.

Nas reuniões preparatórias, ministros relembram o financiamento de US$ 10 bilhões que a China concedeu à Petrobras no passado.

Um acordo para tratar de uma futura e gradativa eliminação da exigência de vistos a visitantes brasileiros nos EUA não deve sequer entrar nas conversas oficiais.

FONTE: Folha de São Paulo