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Ministro afirma que VANT da PF voará em setembro

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o avião não tripulado comprado para fiscalização de fronteiras -Vant- deve começar a operar só a partir de setembro. A previsão inicial era março.

O avião, que foi importado de Israel, faz parte de um pacote pelo qual a PF pagou cerca de R$ 50 milhões. Como adiantou ontem a Folha, ele está parado há mais de um mês perto de Foz do Iguaçu (PR) por falta de combustível. O pregão que definiria o fornecedor foi cancelado por falta de candidatos.”Houve atraso, mas não podemos definir resultados em licitações. Tivemos que reprogramar”, afirmou Cardozo.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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Quase 80% do armamento apreendido na ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro tem origem estrangeira

Renata Mariz

De cada 10 armas apreendidas durante a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, no fim do ano passado, sete foram fabricadas fora do país. E 60% dos 289 revólveres, metralhadoras e fuzis encontrados pelos agentes são de uso restrito, tendo origem nas forças de segurança pública nacionais e internacionais. Com a marca do governo brasileiro, há no mínimo 13 armas identificadas — vindas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, das Forças Armadas e até da Polícia Militar do Distrito Federal. A maior parte, porém, antes de chegar às mãos de criminosos eram do Exército boliviano, argentino e venezuelano. Os dados fazem parte de um relatório interno do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ao qual o Correio teve acesso.

O documento, entregue à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, reacende um antigo debate — em pauta desde que um homem executou, no último dia 7, 12 crianças em uma escola em Realengo, no Rio — sobre a origem das armas nas mãos de homicidas. Para o presidente em exercício da comissão, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), as informações do relatório sobre armas apreendidas no Alemão e na Vila Cruzeiro colocam em xeque dados apresentados por entidades da sociedade civil apontando que a origem nacional dos artefatos usados por bandidos é da ordem de 80%. “Nesse microcosmo do crime organizado, vemos, por meio dos números, que são armas fabricadas lá fora, vindas dos Estados Unidos, da Venezuela, da Bolívia. Em outras situações, como a briga de bar ou de vizinhos, vemos a arma nacional mais presente. É preciso haver controle nas duas situações”, defende o parlamentar.

Sigilo

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou que não iria comentar os dados, alegando que se tratam de informações sigilosas. A PMDF também se comunicou por meio de nota sobre a arma oriunda da instituição — uma submetralhadora automática de calibre .45, com número de série raspado. “A arma é muito antiga e foi descarregada há muito tempo e, pelas informações que passou, pode até nem ser da PMDF. Quando as armas são consideradas inservíveis, são recolhidas e encaminhadas para o Exército Brasileiro, que as reúne e as destrói oportunamente”. Mais adiante, o órgão afirmou que, como a arma tinha a identificação raspada, “fica difícil fazer qualquer análise mais concreta”.

A preferência dos traficantes por fuzis estrangeiros é notável no relatório, representando 42% das armas apreendidas nas favelas do Rio durante a ocupação policial, seguidos pelas pistolas e pelas submetralhadoras. Só do Exército boliviano, há 13 armas. Embora em números absolutos as armas vindas de forças de segurança para a clandestinidade pareçam poucas, é preciso considerar que apenas uma minoria das 289 peças encontradas foram passíveis de identificação por parte dos peritos. Para se ter uma ideia, cerca de 80% dos artefatos têm o número de série removido ou, mesmo quando há a identificação, verifica-se que a arma nunca foi registrada — nem em nome de algum órgão oficial nem como propriedade de uma pessoa física.

Pelo menos o país de origem de quase todas foi verificado. Apenas 14% continuam sem identificação do local onde foram produzidas. Os Estados Unidos lideram o ranking de procedência dos artefatos, respondendo por 22% de tudo que foi encontrado durante a operação policial. Em seguida, vêm a Alemanha e a Áustria, com 5%. Argentina, Israel e Itália também aparecem na lista de origem das armas apreendidas. Para Melina Risso, integrante do Instituto Sou da Paz, que trabalha com o tema do desarmamento, os dados mostram uma realidade localizada. “É claro que defendemos o controle das fronteiras, das armas vindas de fora. Sabemos que é um problema. Mas temos dados de pesquisas pontuais mostrando que o problema da arma nacional é enorme também”, diz.

QGs do crime

Entre novembro e dezembro do ano passado, uma força-tarefa da Segurança Pública do Rio de Janeiro, que contou com a ajuda das Forças Armadas e da Polícia Federal, realizou a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. As áreas eram consideradas dois dos maiores QGs do tráfico de drogas do país. Desde então, homens do Exército e da PM estão no local. A ideia é montar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no conjunto de favelas que formam o Complexo do Alemão.

FONTE: Correio Braziliense

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O avião espião da Polícia Federal para o combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e ao contrabando na fronteira chegou ao País há mais de um mês, mas não há combustível para os voos. O Vant, acrônimo de Veículo Aéreo Não Tripulado, registra imagens sem necessidade de piloto. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Um pregão eletrônico aberto para escolher o fornecedor de 12 mil litros de gasolina de aviação, pelo prazo de um ano, foi cancelado por falta de candidatos. O objetivo da PF é usar a empresa que já abastece os aviões da corporação. O preço do combustível – de cerca de R$ 60 mil por trimestre, segundo estimativa de policiais – é irrisório quando comparado ao gasto previsto com essa tecnologia até 2015, de R$ 540 milhões.

FONTE: Terra

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Em abril de 2011, a 16ª Brigada de Infantaria de Selva (16ª Bda Inf Sl), Brigada das Missões, com o apoio de órgãos de segurança, como a Polícia Federal e o IBAMA, realiza a Operação Curare I – 2011, nas regiões de fronteira com a Colômbia e Peru, no estado do Amazonas.

Nessa Operação, o Exército Brasileiro cumpre seu dever legal previsto na Constituição Federal e nas Leis Complementares 97/1999, 117/2004 e 136/2010 (Lei Complementar da Nova Defesa).
Entenda o que é Curare

Normalmente, as operações militares recebem denominações com termos típicos da região, neste caso, o vocábulo “curare” faz referência a compostos químicos orgânicos conhecidos como venenos de flecha, extraídos da casca de certos cipós de plantas encontradas na América do Sul. Possuem intensa e letal ação paralisante, embora sejam utilizados medicinalmente como relaxante muscular ou anestésico.

Saiba mais sobre a Operação

A Operação Curare I – 2011 tem a finalidade de intensificar a presença das Forças Armadas junto à faixa de fronteira oeste, reprimindo os delitos transfronteiriços e ambientais, além de reforçar, junto à população regional, o sentimento de nacionalismo e de defesa da Pátria.

Durante a operação, será intensificada a vigilância na faixa de fronteira no estado do Amazonas, por meio de patrulhamentos aéreos e fluviais.

Também serão estabelecidos postos de bloqueio na calha dos rios para a realização de revistas em embarcações.

A área de atuação compreende a faixa de fronteira que se estende da Cachoeira do Machado, ao norte, à foz do rio Breu, ao sul, incluindo as águas interiores da área da 16ª Bda Inf Sl, área esta 4,4 vezes maior do que a Inglaterra.

Participam da operação cerca de 600 militares do Exército Brasileiro, que realizarão ações táticas como patrulhas a pé, aeromóveis e fluviais, operações especiais, assim como atividades logísticas e de comunicações.

O apoio prestados pelos órgãos de segurança, como a Polícia Federal e IBAMA, durante a operação, proporciona mais eficiência e rapidez nas ações de repressão, fiscalização e apoio à população.

Concomitante às ações de patrulhamento e fiscalização, a 16ª Bda Inf Sl, desenvolve ações de caráter Cívico-Social como atendimento médico e odontológico, apresentação de banda de música militar, entre outras.

Essas atividades tem o objetivo de proporcionar melhores condições de vida aos cidadãos residentes naquelas localidades.

FONTE: EB

Nos dias 14 e 15 de abril, cerca de 800 militares da 11ª Brigada de Infantaria Leve, Brigada Anhanguera, realizaram exercício para a Missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) a ser executada no Complexo do Alemão e da Penha.

O exercício ocorreu na cidade de Campinas, nas comunidades da Vila Brandina, do Morro do Querosene e do Buraco do Sapo e contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, como é rotina nesse tipo de missão.

O objetivo do exercício é doutrinar a tropa para a realização da Operação Arcanjo, que consiste da continuidade da ocupação do Complexo do Alemão e da Penha e está prevista para iniciar no mês de maio, estendendo-se até o mês de agosto e constará, principalmente, de operações de busca e apreensão, patrulhamento e policiamento ostensivo até que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) termine a formação dos policiais que irão atuar nas UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora).

A Operação Arcanjo iniciou com militares da 1ª Brigada de Infantaria Paraquedista e, em seguida, passou a ser executada por militares da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada que será substituído pelo contigente formado por militares da 11ª Brigada de Infantaria Leve.

Fonte / Fotos: Exército Brasileiro e RAC

Nota do Editor: aos bravos soldados, em especial aos amigos do 2º BIL, Batalhão Martim Afonso, desejamos boa sorte no cumprimento da missão.

No dia 26 de abril, em Brasília, teve início a programação da XXVII Conferência Bilateral de Estado-Maior Brasil – Estados Unidos da América (EUA), cuja finalidade é a troca de experiências profissionais entre o Exército Brasileiro e o Exército dos EUA.

A cerimônia de abertura ocorreu no Quartel-General do Exército e foi presidida pelo General-de-Divisão Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, acompanhado pelo Chefe da Delegação Brasileira, General-de-Divisão Gerson Menandro Garcia de Freitas, e pelo Chefe da Delegação Americana, General Simeon Trombitas.

Tradicionalmente, o primeiro dia do evento destina-se à realização de palestras sobre temas de interesse para ambas as delegações.

Coube à representação do Exército dos EUA apresentar “As lições aprendidas no combate urbano nos conflitos do Iraque e Afeganistão”, palestra ministrada pelo Coronel da Reserva Brice Johnson, analista sênior do Centro de Lições Aprendidas do Exército dos EUA, com sede no Forte Levenworth (Kansas).

A delegação brasileira apresentou o tema “O processo de transformação do Exército Brasileiro”, conduzido pelo Coronel Paulo César Leal, da 7ª Subchefia do Estado-Maior do Exército.

Dentre outras finalidades, a Conferência Bilateral estabelecerá os entendimentos para a realização de exercícios e visitas de instrução entre os dois Exércitos amigos.

FONTE: EB

A coalizão liderada pelos Estados Unidos anunciou hoje que matou o segundo insurgente mais procurado no Afeganistão: o saudita Abu Hafs Al Najdi, apontado como um dos líderes da Al-Qaeda, responsável por estabelecer campos de treinamento terrorista e promover ataques às forças militares dos EUA e do Afeganistão, de acordo com informações do Wall Street Journal.

Najdi, também conhecido como Abdul Ghani, teria morrido em um ataque da coalizão no dia 13 de abril no distrito afegão de Dangam, em Kunar, perto do Paquistão. Segundo as forças da coalização, essa ofensiva também matou outro líder da Al-Qaeda conhecido como Waqas. Um total de 25 militantes da Al-Qaeda foram mortos no Afeganistão durante os últimos 30 dias.

“Najdi era a segunda maior prioridade em nossas operações para capturar ou matar insurgentes”, disse um major do Exército britânico, Tim James, porta-voz da coalizão. Segundo James, a perda terá certamente um impacto para a capacidade da Al-Qaeda de operar no país.

O rebelde era procurado pelas forças lideradas pelos EUA pelo menos desde 2007. Ele operava uma rede de insurgentes em Kunar, organizando ataques contra bases afegãs e dos EUA, planejando sequestros de estrangeiros, administrando campos de treinamento de militantes e administrando auxílio financeiro vindo do Paquistão, afirmaram os militares.

Em abril, o Wall Street Journal informou que a Al-Qaeda, que havia em boa medida deixado o Afeganistão após a queda do Taleban, em 2001, havia retornado ao país para montar campos de treinamento terrorista nas províncias de Kunar, Nangarhar e Nuristão, ao longo da fronteira com as áreas tribais do Paquistão. As forças dos EUA praticamente abandonaram o Nuristão e grandes áreas de Kunar nos últimos dois anos, quando a coalizão preferiu reforçar sua ação no sul do país.

Najdi era considerado um elo entre a liderança da Al-Qaeda no Paquistão e suas operações no Afeganistão. Além disso, tinha capacidade de conseguir fundos consideráveis para os insurgentes, obtendo itens como armas e também novos recrutas, explicou a coalizão nesta terça-feira. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Agência Estado

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A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) teve entre seus alunos o escritor Euclides da Cunha e o Duque de Caxias. Eles entram pelos portões muito jovens com 16 a 21 anos de idade. Em quatro anos, saem preparados para comandar. A academia é uma instituição de ensino superior, que além das aulas teóricas, ensina disciplina – até mesmo na hora de entrar no refeitório para o almoço.

E exige treinamento pesado. Todos os exercícios e o aprendizado em sala de aula são colocados em prática em situações de combate como essa. As simulações fazem parte da rotina na academia, aqui, os cadetes aprendem na prática a comandar um pelotão. Até mesmo pra manter a paz, esses homens são treinados para estarem sempre prontos para a guerra.

A única escola que forma oficiais combatentes do Exército no país, mais parece uma cidade com 67 quilômetros quadrados e 1700 alunos. A sede, em Resende, no estado do Rio, foi inaugurada em 1944. Mas a academia já carrega duzentos anos de tradição e história. Começou como Academia Real Militar, no dia 23 de abril de 1811, por determinação do Príncipe Regente Dom João. “A partir da criação da academia é que o exército teve efetivamente a robustez necessária pra vir a ser o que ele é hoje”, diz o Coronel Carlos Roberto Peres .

Em dois séculos a academia mudou de nome e de sede várias vezes. Por ela, passaram personagens ilustres.
Marechal Rodon, Marechal Floriano, escritor Euclides da Cunha e Luiz Alves de Lima e Silva, cadete que virou o patrono do Exército Brasileiro, Duque de Caxias.

Leandro vai deixar a academia este ano. E sabe que, mesmo em um país sem guerras, ele vai ter uma grande missão. “O oficial é formado aqui, é formado pra liderar homens tanto em combate como em situações de paz formar cidadãos”, diz o cadete Leandro Martins.

Fonte: Globo.com

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Cortes afetam fiscalização nas fronteiras

Falta de recursos inibem ações de combate ao contrabando de armas

A facilidade de adquirir armas de fogo ilegais constitui fator importante, embora não seja o único e talvez nem mesmo o principal, a incentivar a criminalidade. Diante disso, parecem preocupantes os relatos de agentes da Polícia Federal de que cortes no orçamento da instituição neste ano, determinados pelo governo Dilma Rousseff como parte do esforço fiscal, têm afetado a fiscalização nas fronteiras e as ações de combate ao contrabando de armas.

Faltam recursos, dizem os policiais, até para a manutenção de veículos. O efetivo empregado nas fronteiras teria sido reduzido, da Amazônia ao Rio Grande do Sul. Mesmo que se desconte a tendência das corporações a resistir contra qualquer tipo de corte de verbas, o assunto tem gravidade suficiente para merecer exame atento.

O cenário expõe o dilema do Estado brasileiro e de todo governo que precise reduzir gastos para garantir a manutenção da estabilidade econômica. Ao mesmo tempo em que buscam a inadiável austeridade fiscal, não podem negligenciar a atuação em áreas prioritárias, como a segurança.

É sobretudo pela extensa fronteira do país com seus vizinhos sul-americanos que entram no Brasil as armas e a droga que alimentam a violência nas principais cidades brasileiras. A fiscalização de fronteiras e o combate ao narcotráfico, no entanto, já se encontravam em situação no mínimo insatisfatória, antes de qualquer esforço fiscal ser anunciado.

Aprimorar essas tarefas essenciais depende não só de novos investimentos, mas também do uso eficaz dos recursos já disponíveis. Considere-se o caso das dificuldades de pôr de pé a tão mencionada cooperação entre polícias e Forças Armadas na fiscalização das fronteiras.

A distribuição do contingente do Exército pelo território nacional, por exemplo, não corresponde à prioridade que deveria ser conferida a essas tarefas. Quase um quarto de suas tropas estão estacionadas na área do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro.

Seria o caso de perguntar se a realocação dos efetivos das Forças Armadas e da própria Polícia Federal não contribuiria para uma vigilância mais eficiente das fronteiras do país, sobretudo com a atual restrição de recursos.

Dilma Rousseff e seus ministros têm a espinhosa missão de proteger os serviços públicos prioritários dos necessários cortes de gastos. Tais escolhas fazem parte do que se chama de governar -como bem sumariou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, trata-se de fazer mais com menos.

FONTE: Folha de São Paulo, via Resenha do Exército

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RIO – O fotojornalista e documentarista britânico Tim Hetherington morreu nesta quarta-feira ao ser atingido durante confrontos em Misurata, no oeste da Líbia. Hetherington teria sido vítima de uma explosão provocada por um morteiro, afirmou a agência para qual ele trabalha. Outros três jornalistas ficaram feridos.

FONTE: O Globo, com agências internacionais

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O fracasso dos bombardeios da Otan (aliança militar ocidental) em impedir tropas do ditador Muammar Gaddafi de atacar a cidade de Misrata fez o Reino Unido anunciar ontem o envio de forças especiais para treinar os rebeldes líbios.

A medida foi criticada pelo vice-chanceler de Gaddafi, Khaled Kayim, que acusou as potências de estarem extrapolando a resolução da ONU -que autoriza o uso da força só para proteção de civis.

O almirante Giampaolo Di Paola, presidente do comitê militar da Otan, admitiu ontem que os bombardeios aéreos não são suficientes para acabar com o arsenal de Gaddafi -embora tenham causado “um dano altamente significativo”.

Em uma estratégia complementar, ao menos 20 militares britânicos, especialistas em formar guerrilheiros e organizar milícias em solo estrangeiro, estão sendo enviados à Líbia.

Algumas das missões deles serão treinar os rebeldes em táticas de guerra e guiar bombardeios aéreos com informações do terreno.

As potências aliadas devem enviar ainda radares e sistemas eletrônicos de bloqueio de comunicações.

Kayim afirmou que essas ações mostram que as potências tomaram partido dos rebeldes. “Tudo o que eles [aliados] têm feito desde o início está fora do mandato.”

TROPAS TERRESTRES

Nuri Abdala Abdulati, porta-voz dos rebeldes em Misrata, pediu ontem o envio de tropas de assalto internacionais para
defender a cidade contra Gaddafi.

O pedido tem encontrado forte resistência dos governos da França e da Itália.

Misrata está sitiada há dois meses pelas tropas governistas e é alvo diariamente de franco-atiradores, mísseis e bombas de fragmentação banidas em 108 países.

Apesar da resistência em relação a uma invasão em larga escala, a União Europeia propôs o envio de uma força militar de até mil homens para proteger ações humanitárias na cidade.

A ação implicaria em combates diretos contra forças leais ao regime.

Por isso, o início da operação “Eufor Líbia” (Força Europeia na Líbia) está condicionado à aprovação das Nações Unidas.
“Se a autorização chegar, rapidamente reuniremos pessoal e equipamentos entre nossos países-membros”, disse à Folha Michael Mann, porta-voz da alta representante do Conselho de Relações Internacionais do bloco, Catherine Ashton.

Segundo a ONU, ao menos 10 mil refugiados deixaram a Líbia em direção à Tunísia por causa dos bombardeios do regime em Misrata e na região montanhosa de Nafusa.

FONTE: Folha de São Paulo

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Integrantes do Exército Brasileiro!

Na data de hoje, há 363 anos, travou-se em Pernambuco a Batalha de Guararapes. Naquele 19 de abril, em uma época em que o Brasil ainda não existia como nação independente, já existiam brasileiros. Homens e mulheres, brancos, negros e índios dispostos a arriscar suas próprias vidas contra o invasor estrangeiro, em defesa dos interesses da Pátria.

É muito apropriado, por esta razão, que o dia 19 de abril tenha sido escolhido como o Dia do Exército. O que aconteceu em Guararapes contribuiu para cimentar as bases da nossa nacionalidade.

A missão que teve início naquele dia de 1648 continuou a ser desenvolvida ao longo do tempo e se confunde, hoje, com a própria essência do Exército Brasileiro.

As tropas da Força Terrestre, em permanente prontidão, são a garantia indispensável da segurança do país. Um país de vocação pacífica e democrática, que valoriza o diálogo, a justiça, o respeito aos direitos humanos e que vem se consolidando como uma sociedade próspera e fraterna, que busca a igualdade de oportunidades para todos. Na verdade, uma das maiores democracias do mundo.

O Exército desempenha, nesse contexto, tarefas da maior importância. Os soldados brasileiros desenvolvem – em todo o território nacional e nas regiões mais remotas e isoladas do Brasil – ações de cunho social de valor inestimável: levando serviços de saúde a populações carentes, prestando socorro em situações de calamidade, apoiando os trabalhos da Justiça Eleitoral, participando de projetos de instalação de infraestrutura física ou, em caráter emergencial, garantindo a lei e a ordem.

Nosso Exército é respeitado dentro e fora do país. Reconhecido pelas conquistas de nossos pracinhas em solo europeu, durante a Segunda Guerra Mundial, e pela participação em missões de paz da Organização das Nações Unidas em todo o mundo.

No comando da Missão para a Estabilização do Haiti, por exemplo, o Exército Brasileiro vem dando mais um exemplo de responsabilidade, humanidade e honradez. Essa é uma extraordinária atividade de apoio e pacificação de uma nacionalidade que sofreu toda sorte de privações.

A sociedade brasileira tem plena confiança na eficiência dos integrantes da Força Terrestre. Os valores que lhes são inerentes – patriotismo, profissionalismo e dedicação – fazem dessa instituição uma fonte permanente de orgulho para o país.

Em nome de todos os brasileiros e brasileiras, a Presidenta da República tem a satisfação de prestar, na data de hoje, justa e sincera homenagem aos homens e mulheres que integram o Exército Brasileiro. Trabalhadores altivos e abnegados, nossos soldados cumprem a nobre missão de contribuir para o desenvolvimento do país e de zelar pela defesa da soberania nacional.

Parabéns, Exército Brasileiro!

Nota do Editor: Grifo nosso

Nota 2: Grande parte dos cidadãos brasileiros sabe da importância do Exército Brasileiro e das Forças Armadas para a defesa da Nação. Mas, para que os militares estejam capacitados a cumprir sua missão, são necessários investimentos que não podem mais ser protelados. Por isso, damos um voto de confiança ao discurso da Presidente Dilma e torcemos para que ela não se esqueça de nossos bravos homens, que lutam na paz para manter o Brasil soberano.

FOTO: Presidência da República / Roberto Stuckert Filho

A cada 19 de abril celebramos, com indisfarçável orgulho, o Dia do Exército. Quem se debruçar sobre a história do Brasil verá um povo cheio de esperança, desde o descobrimento, lutando para ser capaz de escolher seu próprio destino.

Verá, também, nas lutas contra o invasor, nos Montes Guararapes, em 1648, o surgimento do Exército Brasileiro, fundindo-se com o sopro inspirador do sentimento de pátria, que se eternizou nos nossos valores.

E verá, ainda, esse mesmo Exército, em permanente evolução, participando ativamente da formação da nacionalidade brasileira, ajudando a sociedade à qual pertence e com quem mantém pacto indissolúvel a conquistar seus sonhos; lutando com ela, sofrendo com ela, vencendo com ela.

Aí estão as lutas pela manutenção da unidade nacional, pelo estabelecimento de fronteiras definitivas, pela independência, pela República e pela preservação da integridade territorial e da paz com os vizinhos.

Hoje, vivemos um momento singular dessa nossa história.

É dada a esta geração a oportunidade, mais que isso: o dever de cruzar a ponte que nos separou do futuro, deixando para trás, de forma definitiva e irreversível, o sonho de ser potência emergente para alinhar-se entre os principais atores globais, credor de respeito internacional, possuidor de voz ativa em foros mundiais e detentor de responsabilidades que ultrapassam nossas fronteiras.

Isso impõe, entre tantas outras urgências, a necessidade de um escudo para o nosso desenvolvimento; um aparato de dissuasão e defesa que dê visível musculatura à estatura do Brasil.

Isso impõe, para a Força Terrestre, que se queimem etapas, para, de um salto ousado, se chegar à sua transformação, como já propõe a Estratégia Nacional de Defesa.

Nesse processo de transformação, que já vem ocorrendo, o Exército manterá a clareza de suas ações compartilhada com toda a sociedade para que haja engajamento, acompanhamento e comprometimento de todos.

Essa transformação estará dentro do contexto de mudanças por que passa o mundo inteiro.

Fatos recentes ocorridos “na aldeia global” apontam para a necessidade de um exército dissuasor, mas também com múltiplas capacidades para enfrentar ameaças assimétricas e atender demandas de outras naturezas como tragédias ambientais; ocupação de áreas dominadas pelo crime organizado; segurança de grandes eventos; manutenção da posse de riquezas naturais; vigilância efetiva das nossas fronteiras e apoio ao desenvolvimento nacional.

Nesse contexto, como ator principal, está o nosso soldado, vossos filhos e filhas, abnegado, disciplinado e crente nos valores e deveres que condicionam nossa vocação profissional; crente na missão que a nação nos confia; crente na submissão da própria vida à necessidade de defesa da pátria.

Povo Brasileiro, orgulhe-se de seu Exército genuinamente nacional, comprometido com os valores democráticos e em permanente estado de prontidão para defender nosso solo e nossa gente; ajudar na defesa civil; proteger nossas fronteiras; dissuadir intenções hostis, intimidações e ameaças; e respaldar decisões soberanas de um povo que, livremente, já escolheu seu destino!

Brasília, DF, 19 de abril de 2011

General-de-Exército ENZO MARTINS PERI
Comandante do Exército

Divisão norte-americana da BAE modernizará M113 do EB

Contrato para os primeiros 150 blindados já foi firmado

A inglesa BAE Systems, segunda maior do mundo no setor de defesa, vai executar um contrato de modernização de 376 veículos blindados M-113 para o Exército, no valor de US$ 48 milhões. O contrato foi viabilizado por meio de acordo assinado entre os governos brasileiro e dos EUA, através do processo FMS (Foreign Military Sales), utilizado pelos americanos em caso de vendas de equipamentos militares para outros países.

A BAE, segundo o diretor de Desenvolvimento de Negócios do grupo, Alan Garwood, é a fabricante original dos veículos M-113 e foi subcontratada pelo governo dos EUA por meio da subsidiária americana BAE Systems Land and Ordnance. O primeiro lote a ser modernizado contempla um total de 150 veículos. O contrato foi assinado somente para a primeira fase.

“Os trabalhos de modernização serão iniciados no fim deste ano. O Exército possui 574 veículos desse modelo. Os que não estão incluídos neste pacote passarão por um processo de manutenção”, explicou o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri. O M-113 é um veículo de transporte de tropas blindado, com tração por esteira sob cinco rodas base. Possui uma autonomia de 480 km e uma velocidade máxima de 66 km/hora.

Garwood veio ao Brasil para participar da feira Laad, mas sua missão no país também envolve a execução de um ambicioso plano de fornecimento de equipamentos de defesa e segurança para as forças armadas Brasileiras.

A empresa já apresentou oferta de fornecimento de embarcações navais para o programa de renovação da frota da Marinha, baseado em um contrato de transferência tecnologia que prevê a construção dos navios no Brasil. No Exército, a BAE também almeja o fornecimento de um sistema de artilharia de 155 milímetros, em substituição aos de 105 milímetros.

“Estamos em busca de parceiros locais para o desenvolvimento de todos esses projetos com o objetivo de aumentar a participação da indústria nacional no desenvolvimento de novas tecnologias, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Estratégia Nacional de Defesa”, afirmou o diretor da BAE.

O grupo, que faturou US$ 35 bilhões em 2010, é um dos maiores provedores de sistemas de segurança civil e militar do Reino Unido e quer trazer essas tecnologias para serem usadas em controle de fronteiras, segurança urbana e cyber segurança. O executivo acredita que existam grandes possibilidades de negócios nessas áreas para os eventos como a Copa de Mundo e os Jogos Olímpicos.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

NOTA DO BLOG: a foto no início do texto mostra o estado atual dos M113 do EB e a foto no final do texto apresenta o M113 do CFN após a modernização realizada pela empresa israelense IMI. Os dois veículos foram apresentados na LAAD 2011.

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Estudo aponta também queda no número de inscritos em algumas escolas militares

Um levantamento realizado pelo Exército a pedido do G1 aponta que 2010 foi o ano com maior número de pedidos de desligamento de oficiais e sargentos do Exército em dez anos. Foram 105 pedidos de demissão no ano passado, em 2009 foram 88. Para se ter uma ideia, em 2000, apenas 44 militares de carreira pediram para ir para a reserva.

Os dados apontam, ainda, queda no número de inscritos em algumas escolas militares desde 2000. A variação na relação candidato/vaga é mais visível na Escola de Sargento das Armas (EsSA), que em 2000 tinha 97.685 inscritos para 1.500 vagas (65 candidatos/vaga), e no ano passado apresentou 42.850 candidatos para o concurso de 1.178 vagas (média de 36 candidatos/vaga).

Em nota, o Centro Comunicação Social do Exército disse que “o número de inscritos para o exame de seleção da Escola de Sargentos das Armas (EsSA) vem se mantendo dentro de uma média de, aproximadamente, 40.000 candidatos/ano”, mas que “observa-se uma redução ao longo dos últimos anos” devido a três fatores: a exigência, a partir de 2006, de que os candidatos tenham ensino médio completo, “o considerável crescimento do número de vestibulares no país” e “o elevado número de concursos públicos realizados nos últimos anos no Brasil”.

Demais unidades de ensino especializadas, como o Instituto Militar de Engenharia (IME), a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), que prepara os futuros oficiais, e a Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), que seleciona e prepara profissionais já com curso superior, também apresentaram variação na procura durante a década, mas o número de inscritos voltou a subir em 2010, segundo o Exército.

“Eu amava o Exército, gostava de ser militar, mas infelizmente a remuneração não compensa. Desde que dei baixa, fiz concurso público e agora sou técnico judiciário em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina”, disse ao G1 Heron Dias, de 32 anos. Ele era 2º sargento quando pediu desligamento em 2002. O salário dessa função atualmente é de R$ 2.748, segundo dados do Ministério da Defesa.

“Hoje, eu ganho o equivalente ao salário de um capitão”, afirmou Dias, cuja remuneração atual supera os R$ 5.340, que é o soldo de um capitão.

“Ser militar era um sonho de infância, e servi durante cinco anos no Rio de Janeiro, na Escola de Material Bélico e no Batalhão Logístico. Morava em frente ao Morro da Mangueira e vivenciava diariamente tiroteios. Vivia assustado, temendo, por ser militar, que me matassem quando fosse assaltado”, relembrou ele.

Já o sargento Glauber Rafael Vargas, de 29 anos, pediu demissão do Exército após nove anos de carreira, por outro motivo. Após atuar como militar no Rio de Janeiro, Amazonas e Acre, ele prestou concurso público e agora é agente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso. “No meio militar, a hierarquia e a disciplina, muitas vezes, se confudem com falta de respeito. Me estressava um bocado, era humilhado, trabalhava sempre sobre pressão, correndo risco de punição. Agora, me considero profissionalmente realizado”, afirmou.

Para o tenente Luiz Eugênio Bezerra Mergulhão Filho, presidente da Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados das Forças Armadas, a remuneração é o principal fator que leva à debandada dos militares. “O mercado civil sempre pagou melhor que o militar. Ainda mais com os cortes no orçamento das Forças Armadas”, disse.

Segundo Mergulhão Filho, a decisão do desligamento “varia de pessoa para pessoa”. “A decisão entre quem sai e quem fica está no gostar do que faz. O militar que gosta nunca pensou em salário”, afirmou.

Já para o doutor em relações internacionais e especialista militar Gunther Rudzit, a economia é o principal fator para a mudança na procura da carreira militar. “Com o mercado aquecido, fica difícil reter nas Forças Armadas o profissional especializado. Acho que é só isso, não acredito que esteja havendo uma mudança na percepção da sociedade sobre as Forças Armadas”, afirmou.

Para o escritor Leonardo Trevisan, especialista na área, um dos fatores que provocam as demissões é que, “enquanto o oficial vislumbra uma carreira em que vai ganhar mais, o sargento não vê isso”. Ele afirmou que, pelas pesquisas de aptidão entre jovens, não percebe “alterações no apelo pela carreira militar”. “Ela é uma carreira que independe da economia, pois muitas vezes está ligada à vocação. Tanto que as Forças Armadas não precisam fazer anúncio na TV convocando os jovens para se alistar anualmente. A cada dois anos é suficiente”, disse.

Em nota, o Exército afirmou que o número de desligamentos da tropa no ano passado é “mínimo”, representando aproximadamente 0,42% do total de oficiais, hoje em 25 mil, segundo a corporação. “A Força entende que os números envolvidos na questão estão dentro dos padrões e coerentes com a série histórica no âmbito do Exército”, segundo o texto.

FONTE:
G1, via Notimp

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LONDRES, 17 de abril – (Reuters) – O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, descartou neste domingo a possibilidade de enviar tropas terrestres para a Líbia, dizendo que é importante acatar a ordem da ONU e não tomar nenhuma atitude que possa alienar o mundo árabe.

“O que dissemos é que não se trata de uma invasão ou ocupação – não é o caso da Grã-Bretanha colocar suas botas no território. Não é o que estamos fazendo aqui,” disse ele à Sky News durante uma entrevista, respondendo a uma pergunta sobre o aumento da ajuda militar ao país.

Falando de Oxfordshire, no sul da Inglaterra, ele disse que a missão da aliança ocidental era bem clara: fiscalizar o cumprimento da zona de exclusão aérea e continuar com as incursões aéreas para destruir os tanques e artilharia de Muammar Gaddafi que estão sendo usados para matar civis.

“Está muito claro que devemos nos ater aos termos da resolução do Conselho de Segurança da ONU. Devemos manter o apoio do mundo árabe e acho que é muito importante nos assegurarmos que isso seja feito da maneira certa,” disse ele.

A Resolução 1973, que estabeleceu a zona de exclusão aérea, autoriza as forças a tomar “todas as medidas necessárias” para proteger os civis, ao mesmo tempo em que exclui “qualquer forma de ocupação estrangeira, em qualquer parte do território líbio.”

Cameron disse que, exceto enviando tropas terrestres, a aliança ajudaria de qualquer outra maneira para parar Muammar Gaddafi, “libertando o povo deste inferno em Misrata” e outras cidades ao longo da costa da Líbia.

Reiterando comentários que ele fez na sexta-feira, em conjunto com o presidente does EUA, Barack Obama e o presidente da França, Nicolas Sarkozy para um artigo de jornal, Cameron disse que Gaddafi precisa sair.

“Não tenho dúvidas que o coronel Gaddafi tem a intenção de matar pessoas em Misrata, assumindo o controle dessa cidade e seguindo em direção à Benghazi, onde tenho certeza que se ele chegar lá, haverá um banho de sangue,” analisou Cameron.

FONTE: Reuters/Brasil Online

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Estatuto do Desarmamento: Lei para ser cumprida

Por Alberto Dines em 15/4/2011

Comentário para o programa radiofônico do OI, 15/4/2011

Para acabar com o comércio e o uso de armas ilegais não é necessária uma nova consulta popular. Nem votar às carreiras uma nova legislação. O que falta é implementar imediatamente o Estatuto do Desarmamento. A mídia foi na onda demagógica do veterano senador José Sarney, hoje chefe do Poder Legislativo, o que mostra o quanto ambos estão defasados em matéria de procedimentos legais.

É extremamente perigosa a banalização do sistema de consultas diretas, a onda plebiscitária vai fazer do Brasil uma Venezuela. De acordo com os maiores especialistas no assunto, o Estatuto do Desarmamento é bom, não precisa ser refeito, falta-lhe apenas ser obedecido.

Saúde e votos

A fúria legiferante é própria de sociedades que não acreditam na sua capacidade de acatar leis, por isso produzem quantidades incríveis de códigos – raros os factíveis e viáveis.

A função do Legislativo não consiste apenas em criar leis, também lhe cabe fiscalizar seu cumprimento. Acontece que nossos parlamentares preferem o caminho mais rápido e mais cômodo para chamar a atenção, sobretudo em situações de grande comoção como agora, quando a mídia está ávida por notícias.

Fiscalizar é um processo lento, cansativo, que nem os políticos ou a mídia têm paciência para acompanhar. A chacina do Realengo exige menos demagogia e mais eficácia. E também uma atitude mais holística e mais humanitária para encarar a violência.

Sem armas de fogo o criminoso cometeria a mesma barbaridade simplesmente porque era um doente mental. E discutir saúde pública e saúde mental não traz votos. Nem produz manchetes.

FONTE: Observatório da Imprensa

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